Nota do FLIT PARALISANTE sobre os 92% dos aprovados que tomaram posse : a carreira de Delegado continua bastante atrativa para 230 concursados 61

Nota da ADPESP sobre delegados que não tomaram posse

21 de fevereiro, 2020

A ADPESP manifesta sua preocupação com a publicação de hoje no Diário Oficial do Estado, dando conta de que 20 dos 250 Delegados de Polícia aprovados para o concurso da Polícia Civil do estado de São Paulo (8% do total), sequer compareceram à posse.

Resguardados os motivos de foro íntimo de cada candidato não empossado, logo de partida, resta muito evidente a lamentável constatação: grande parte das desistências se deve ao baixíssimo grau de atratividade do cargo de Delegado de Polícia do estado de São Paulo.

Paradoxalmente ao altíssimo nível de preparação exigido, complexidade das atribuições do cargo e risco de vida envolvidos, o Delegado de Polícia do estado com maior PIB da federação experimenta a notória falta de infraestrutura para o exercício da função e padece nas piores posições do ranking salarial nacional da categoria, mais precisamente no vergonhoso penúltimo lugar.

Para além de nossa preocupação, acreditamos que o Governo deve sensibilizar-se pelo óbvio argumento que identifica na sociedade clamor genuíno pelo aperfeiçoamento de todo aparato de Segurança Pública, em meio ao qual o Delegado de Polícia exerce papel fundamental.

E, também, e principalmente, porque o argumento de suposta economia ao erário ao pagar baixos salários aos seus policiais cai por terra e revela-se, em médio e longo prazo, grande prejuízo, notadamente devido ao custo financeiro e desgaste de trabalho envolvidos no processo seletivo de provas e títulos, o qual já experimenta lacunas dramáticas mesmo antes de seu término, consolidando espécie de ciclo vicioso que não ameniza o déficit de quase 14 mil policiais civis paulistas.

Vale ressaltar também que dos 230 Delegados de Polícia que estão hoje na ACADEPOL, alguns já aguardam convocação para posse em outros cargos públicos mais atrativos, sendo esta circunstância, novamente, agravante lastimável de outra conclusão ligada à primeira, qual seja, de que a economia a curto prazo não justifica o custo de treinamento de policiais que certamente deixarão o cargo na Polícia Civil antes mesmo do fim do curso de formação.

Uma vez mais, o ciclo vicioso da máquina pública girando em falso se acentua: o número de Delegados de Polícia sempre estará muito abaixo do necessário e em descompasso aos anseios sociais de melhora na Segurança Pública.

Por todo exposto, a ADPESP clama ao Governo do Estado que inverta a lógica de desmonte da Polícia Civil e passe a valorizar, efetivamente, seus membros, começando pelo seu chefe institucional: o Delegado de Polícia. Nada obstante, sugere-se como medida paliativa imediata que sejam aproveitados os Delegados de Polícia remanescentes do atual concurso público, preenchendo as vagas já deixadas em aberto.


Quem precisa inverter a lógica do corporativismo é o pessoal da ADPESP.

A quantidade de delegados sempre foi maior do que a necessária.

O problema é que , desde sempre, poucos trabalham efetivamente!

E a divisão de trabalho interna  e  circunscricional  nunca foram racionais. 

    • negativo!! o governador esta pagando um abono complementar ( não e reajuste) pelo simples fato do estado de sp pagar salário para professor inferirorn (2.585.00 40 horas semanais) ao piso nacional do magistério (2.886.00 40 horas semanais) por forca de lei estados e municipios nao podem pagar um salario inferior ao piso nacional respeitando as proporções salariais conforme a carga horária.

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  1. Essa nota em negrito, no final do post, é certeiraaaa!!!!!!!!!!!!!!!!! É bem isso mesmo!!!!

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  2. A desvalorização do cargo de delegado de polícia é real e indiscutível. Mas não impede que internamente isso reverta numa fogueira de vaidades que é o que, de fato, emperra toda a instituição.

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  3. Adpesp continue argolado com o Deputado Olim!
    Aposentou e botou no ___dos policiais civis.

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  4. 1) Tem que tirar esse monte, a maioria, de delegados em cargos administrativos e realoca-los em suas funções em delegacias. Para as vagas administrativas contrata-se profissionais de cada Área (RH, Materiais, etc);
    2) executar o item 1, anterior, também com os operacionais;
    3) Me perdoem os delegados, mas fazem menos falta que qualquer operacional; Em muitos anos de carreira vi pouquíssimos que realmente trabalha, muitos apenas assinam papeis lavrados pelos operacionais;
    4) Instituir a carreira unica na PC;
    5) Todos PC , sem exceção, se preocuparem e viverem apenas do salário, que deve ser usto e não essa porcaria;

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  5. Esse problema seria facilmente resolvido com a CARREIRA ÚNICA, geraria uma economia gigante para o Erário e aumentaria em muito a eficiência ao combate ao crime.

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  6. Este esculacho, ainda bem, é reflexo direto da apropriação da instituição Polícia Civil por delegados “empresários” que estão sempre à caça de cadeira$ que pu$$am propiciar “ace$$os” extra salário.
    Delegados que estão mais preocupados em vender algo ou serviços das suas empresas e assessorias.
    Que a última coisa que passa pela sua cabeça “pensante” e cumprir as atribuição descrita no edital de concurso de delegado.
    São exemplos destes tipo de delegados;
    O Nico e sua rede de pizzarias!
    Olim com os seus estacionamentos!
    Yussef e a sua blindadora de veículos!
    Rui Ferraz e as suas conexões com a FEBRABAN!
    Paulo Sérgio Óppido Fleury e a sua “assessoria” em marcas registradas!
    Delegado que senta na cadeira do IIRGD e mando os policiais fazerem milhares de pesquisas para a Petrobras.
    Sem contar os delegados(as) que não têm corrida forte com as suas famosas aulas na academia, etc. etc, etc…….
    Enquanto a Polícia Civil continuar a privilegiar este tipo de gente para os cargos mais importante da instituição será mais do mesmo, e isso vai replicar em todas as outras carreiras, simples assim!

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  7. Como delegado, sempre achei que o problema da polícia civil não é a quantidade de delegados, embora, nosso déficit seja grande. O problema é a gestão de recursos humanos. Na delegacia onde trabalho temos sete delegados, cinco no plantão, mais um delegado titular e um delegado assistente. Acho que o número é suficiente, bastava modificar esse sistema esdrúxulo de divisão entre plantão e chefia.
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    Ficamos cinco delegados, em regime de plantão, para gerir um plantão e suas ocorrências simplórias, que em sua grande maioria são ocorrências não criminais, que num primeiro momento são tipificadas como crimes, mas numa análise mais acurada serão revistas, e ocorrências de roubos e furtos de rua, que se revolvem não com investigação, mas sim com policiamento ostensivo.
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    Temos os departamentos com seus efetivos e jornadas de trabalho diferenciadas, etc.
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    E no final das contas, temos, devido a gestão ruim de pessoal e ao modelo superado, policiais no plantão e nos cartórios, trabalhando em condições análogas a de escravidão.
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    Precisamos urgente retirar a natureza da infração do RDO e se limitar a descrever os fatos, sem atribuir natureza imediata, exceto nos casos de flagrantes, TC e ato infracional. A natureza, fora dessas hipóteses deve ser lançada depois, por despacho do delegado. Muitos casos não dar pra ficar discutindo se é furto, apropriação indébita, estelionato, exercicio arbitrário das próprias razões, ou desacerto comercial. Outro ponto que deveríamos levar em consideração seria a cobrança por registros de Bos não criminais. O cidadão que quiser fazer um registro público em um documento oficial, visando usá-lo para instruir procedimentos civis, trabalhistas, administrativos ou chantagem, deve pagar por isso, como acontece em qualquer cartório.
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    Quanto a carreira única, sou contra porque isso é uma ficção inexequível, agora quanto ao cargo de delegado, só favorável que NINGUÉM deveria ser admitido como delegado, sem antes ter sido policial por, pelo menos, cinco anos, o melhor seria que tivesse sido Escrivão de Polícia por cinco anos, mas caso tenha sido de qualquer carreira, inclusive, GCM, já seria um grande avanço.
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    Vejo alguns de meus colegas delegados tomarem decisões que com certeza seriam diferentes se eles já tivessem feito o que exigem dos outros.
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    Nós delegados devemos entender que nossa carreira é híbrida, mas temos que levar em consideração que é melhor ser um bom policial e um jurista mediano do que ser um grande jurista e um policial medíocre.
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    Nesses meus vinte e um anos no meio policial, quase oito como delegado, apesar de muitas frustrações, injustiças e perdas, faria tudo de novo, pois, trabalho na melhor e mais incompreendida profissão do mundo. Desde o meu primeiro dia na polícia e no primeiro minuto na faculdade de direito, nunca tive dúvidas sobre onde gostaria de chegar.
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    Abraços.

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    • Meu caro J. Cláudio , assim como você faria tudo de novo . Nossa profissão é única , questionada por alguns , mas objeto de ambição de muitos . Percebo que a crítica maior vem daqueles incapacitados , recalcados , pra não dizer invejosos . Não sou eleitor do Olim, mas se não fosse a representatividade que tem os delegados através da adpesp e de delegados na Alesp , o projeto original do governo nos devastaria . Aos recalcados , parem de criticar e façam por merecer . Somos poucos , menos de 3.000 talvez e existem 3 delegados na Alesp. E vocês que somam mais de 30.000 porque não se unem e parem de tanto minimimimi …
      meu sincero obrigado aos verdadeiros escrivaes , investigadores , carcereiros , agentes e demais carreiras que exercem suas funções e nos ajudam a ser considerada a polícia civil mais respeitada do país .

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      • a gente lê um delegado como JCláudio, com palavras sensatas e argumentos plausíveis, e logo em seguida, vem outro e joga um balde de merda em cima, arrotando arrogância com palavras escrotas.

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    • Senhor J.Claudio

      Até os meados dos anos 80, não me recordo o ano certo, havia cobrança para o fornecimento de copia do registro da ocorrencia que não fosse patrimonio, crime de sangue, ou os raros da liberdade sexual, pagava-se uma merreca, em uma GARE no banespa.
      Salvo falha da memoria, foi abolida a taxa pelo populismo do sr. Quercia.

      C.A.

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      • Quando o queixoso era informado que somente apos o pagamento da taxa, a copia do seu “papel-bala” seria fornecida, ele lembrava-se do rapido e prestativo atendimento sem filas prestado pelo banespa e mudava de idéia.
        (alguns dirão que era abuso da ditadura, eu entendo, compreendo, MAS NÃO ERA”

        C.A.

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      • Não é populismo.
        É a Constituição: (“XXXIV – são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
        a) (…)
        b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal;)
        Ou preferiria copiar o B.O em uma certidão (fazer um novo documento) cujo fornecimento é gratuito?
        A não ser que ele tenha abolida antes de 88…
        Mas talvez a razão seja este fato referido por V.Sa… O cidadão tinha um problema no DP e tinha de pagar pra saber do que de tratava…

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    • “Quanto a carreira única, sou contra porque isso é uma ficção inexequível, agora quanto ao cargo de delegado, só favorável que NINGUÉM deveria ser admitido como delegado, sem antes ter sido policial por, pelo menos, cinco anos, o melhor seria que tivesse sido Escrivão de Polícia por cinco anos, mas caso tenha sido de qualquer carreira, inclusive, GCM, já seria um grande avanço.”

      Não entendi? quer dizer que vc concorda que é necessário a experiencia policial, porém é contra a CARREIRA ÚNICA?

      Por que a CARREEIRA ÚNICA é inexequível? Por que é uma ficção?

      Todos, e digo todos mesmo, que são contra a CARREIRA ÚNICA tem o mesmo discurso vago, como : “isso não vai dar certo”, “é impossível”, ” não faz diferença”, “precisamos é melhorar o sistema atual” e outras conversinhas, parece o velho discurso que o problema da segurança é a violência, ai não né.

      Eu só gostaria de saber por que tanta resistência em mudar algo que não esta dando certo?

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      • Não muda porque não há interesse em mudar, simples. A quem interessaria isso????

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        • A quem interessaria isso????

          R:
          – A sociedade, porque teria uma policia melhor com maior eficiência na resolução de crimes;
          -Ao Estado que economizaria recursos e tempo de formação dos policias, alem de otimizar os recursos humanos e matérias ;
          -Aos policias que ficariam motivados e se dedicariam muito mais na profissão buscando aprimoramento para progredir na carreira.

          E a quem interessa esse modelo atual?

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          • Sua resposta responde sua pergunta.
            1) Sociedade: político não está nem aí. DIRETORES DE DEPARTAMENTO, Seccionais, chefe de tira, tiragem e vários outros, nunca vi falarem que estão preocupados;
            2) Estado: só se preocupam em reduzir gastos cortando dos que menos tem. Nunca vi cortarem na própria carne. Renuncia fiscal a diversos setores empresariais pode????? Reforma da previdência que é essencial né?
            3) Infelizmente, quem deveria (DGP, Diretores, Seccionais, divisionarios e chefes, não estão nem aí para os policiais.

            Resumindo: Não há interesse em.mudar!!!!!

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    • Devemos copiar o que deu e esta dando certo no mundo, ex o EUA e o Canadá nesses países a segurança é muito boa e a policia é eficiente, querida pela maioria da população, todas tem Carreira Única, não adianta ficar inventando subterfúgios como integração, centros unificados de inteligencias e outras coisas que estão dando errado há mais de 40 anos, ex a intervenção militar no RJ não serviu para nada.

      Deveriam aproveitar essa reforma administrativa de cargos e função para criar a Carreira Única na policia, imagine como seria melhor aproveitado e distribuído o efetivo e resolveria o problema da segurança pública.

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    • Já é uma realidade!!
      Esse é o futuro da segurança pública no Brasil!!
      Se é bom ou ruim só o tempo irá mostrar!!
      Gostem ou não está muito próximo!!!

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  8. Os primeiros garantidores dos direitos dos cidadãos……. kkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  9. Preliminarmente, invejo os 8% que sequer perderam tempo de tomarem posse e os demais que se aguardam a nomeação para outros cargos mais atrativos, diga-se de passagem, quase todos os demais cargos da administração que exigem curso superior. Se pudesse voltar no tempo, com certeza integraria esse seleto grupo de 8%.

    Na Polícia Civil de São Paulo existem duas carreiras de delegados.1) Os classe diamante, ou seja, os que nunca vão se preocupar com os vencimentos pagos pela Administração, com promoção por merecimento sempre que completado o prazo mínimo na classe, ocupando as melhores unidades, com DNA de classe especial, juiz, desembargador, promotor/ procurador, empresário bem sucedido ou afilhado de político importante. 2)Os classe porão, grande maioria dos delegados, que vivem dos vencimentos pagos pela Administração, geralmente plantonistas na periferia, atendendo, simultaneamente, ocorrências de duas ou três delegacias com apenas um escrivão/ investigador por turno de serviço, promoção só por antiguidade, férias só em caso de problema de saúde pessoal ou de familiar e desapadrinhado.

    A coisa está tão ruim nesta polícia que numa puta crise econômica dessas, com uma enorme falta de emprego, a pessoa mesmo aprovada no concurso desiste de assumir o cargo de autoridade policial no Estado de São Paulo, o mais rico da federação. Que merda hein!

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    • Se está ruim para os excelentíssimos imagina para os restopol que são obrigados pelos primeiros garantidores dos direitos dos cidadãos a cumprir escalas abusivas sem ganhar nem o defect ………kkkkkkkkkkkkkk

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  10. Acesso o Flit há mais de dez anos….J. Claudio sempre impecável…..
    A acidez no debate é necessário para a evolução de temas!!!!
    Parabéns!!

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  11. Caro DUNHA,
    .
    Carreira única é inexequível porque é uma ficção. Em todas as instituições existem cargos que são de direção e cargos que são de execução. É possível, sem mudar de cargos de execução para cargos de direção, um soldado chegar ao posto de general? É possível sem mudança de cargo de execução para cargo de direção, um analista do ministério público chegar ao cargo de promotor? É possível sem mudança de cargo de execução para cargo de direção, um escrevente chegar ao cargo de juiz? Veja, nem nas polícias americanas, que geralmente são usadas para defender a tal carreira única, ela existe. Um patrulheiro/agente que lá é o cargo inicial da carreira policial, não será nunca chefe de polícia, ele precisa migrar dos cargos de execução (patrulheiro/agente), para os cargos de direção (agente especial/detetive/tenente/capitão).
    .
    Quanto a experiência policial anterior, ela deve ser apenas um dos requisitos, não o único. Agora o que muitos que defendem a carreira única querem é entrar em cargo de execução e transpor-lo para um cargo de direção apenas pelo decurso do tempo, o que não é possível, nem aqui nem em lugar nenhum do mundo.
    .
    Não sou resistente a mudanças, meu amigo, pelo contrário, defendo abertamente que nosso sistema deve mudar radicalmente. Sou e sempre fui defensor de uma polícia estadual única, com seus departamentos de polícia ostensiva e de polícia judiciária. Vou além, sou defensor que as guardas municipais sejam de direito, porque de fato já são, transformadas em policias municipais. Já no caso das GCMs, acho que elas não poderiam ter departamentos ostensivos e investigativos, pelo modelo de tripartição de poderes que temos, onde não existe Poder Judiciário municipal, apenas por isso.
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    Eu tenho 42 anos de idade e estou no meio policial há quase 22 anos, salvo, alguns trabalhos eventuais, na adolescência e início da vida adulta, como servente de pedreiro, entregador de panfletos, vendedor e entregador de gás e ajudante de marceneiro, nunca fiz outra coisa profissionalmente. Não sei a idade do senhor, mas acredito que não seja um jovem na casa dos 18-19 anos de idade, e também acredito que seja um estudioso, pois, sempre comenta com bastante propriedade aqui, portanto, meu amigo, se já não o fez, sugiro que verifique como era o modelo policial antes da ditadura de 64. Compare se melhorou ou piorou a segurança pública. Verifique qual instituição foi dia a dia sendo retirada da segurança pública, e qual instituição foi cada vez mais se agigantando, enquanto a criminalidade crescia em igual proporção.
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    O nosso modelo de polícia não é eficaz porque todo o ordenamento jurídico que deveria fazê-lo funcionar a contento é sabotado diariamente e abertamente pelo Poder Executivo, Poder Legislativo, Ministério Público e Polícia Militar.
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    Já passou da hora de termos uma polícia única. Se a sociedade entender que o modelo de polícia militar é o melhor (eu particularmente não acredito que seja), que extinga a polícia civil e crie uma polícia estadual militar, com atribuição de polícia ostensiva e polícia judiciária. Caso a sociedade entenda que o modelo de polícia civil é melhor, que extinga a PM e crie uma polícia civil estadual com atribuição ostensiva e investigativa. Não dar para continuarmos com duas polícias estaduais rivais, quase inimigas, uma sabotando o trabalho da outra, querendo fazer uma o trabalho da outra, quando ambas não fazem bem o seu.
    .
    P.s.: apenas para reflexão, em que lei seriam enquadrados aqueles policiais revoltosos (o crime militar que eles estão cometendo é o de revolta e não o de motim, como a imprensa fala) do Ceará, caso no lugar de Pms, fossem integrantes do MST?
    .
    Abraços

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    • Sua alegação que a CAREIRA ÚNICA é uma ficção, não procede, ela é bem real e não vou tão longe para exemplificar , vou citar PRF e a GCM, aqui mesmo no Brasil, são duas Instituições de segurança pública que estão funcionando bem, lembro que são Instituições civis, que já foram elogiadas até mesmo por vc aqui neste blog, no quesito de disciplina, organização e eficiência, como demonstrado a CARREIRA ÚNICA existe e funciona bem.

      Com relação a comparação com outros países, tanto nos EUA, Alemanha e Canadá, são exemplos de policias que adotam a CARREIRA ÚNICA e também são exemplos de policias que deram certo.

      Quanto ao acesso ao cargo de execução e direção , logicamente deve ser através de concurso interno, ou seja, não haveria ocupante de cargo de chefia/direção sem experiencia policial, o que ocorre hoje, sou contra promoção por indicação politica, deveria sempre ser através de concurso, porém interno, só existiria uma porta de entrada, ai sim, atrairia apenas os vocacionados e comprometidos com a Instituição, como ocorre nos países supracitados.

      Só por curiosidade, antes do governo militar o policiamento era realizado pela extinta Guarda Civil Estadual, a Guarda Marítima, a Guarda Rodoviária, a Guarda Noturna e a parte investigativa pela Policia Civil, existia também a Força Pública ( Policia Militar) para atuar em distúrbios civis, mais ou menos fazia a função do Choque da PM de hoje.

      Então por fôrça do DECRETO-LEI Nº 667, DE 2 DE JULHO DE 1969, reorganiza as Policias Militares e com Ato Complementar n.º 47, de 7 de fevereiro de 1969 , § 1.º do Artigo 2.º do Ato Institucional n. 5, de 13 de dezembro de 1968, da competência aos governadores para organizar as policias tendo como parâmetro a lei federal, aqui por exemplo no Estado de São Paulo foi editado o DECRETO-LEI Nº 217, DE 08 DE ABRIL DE 1970 que unificou a Força Pública com a Guarda Civil Estadual para formar a Policia Militar de hoje.

      A unificação de cargos e carreira foi disciplinado no Decreto-lei, foi dado aos integrantes da Guarda Civil o direto de opção como exemplo os Inspetores da Guarda Civil Estadual, que possuía CARREIRA ÚNICA, provido através de concurso interno, que optaram para Policia Civil ocuparam o cargo de Investigadores de Polícia já aqueles que não fizeram a opção ou optaram pela PM ocuparam as patentes de oficiais de tenente a coronel dependendo da classe.

      Outra curiosidade é que nosso sistema policial atual tem sua base nas policias francesa e italiana, em ambos países há 02 policias e ainda na Itália há o inquérito policial, não vou me aprofundar mais, para não ser mais chato que já fui.

      Apenas insisto na pergunta:

      Por que tanta resistência em mudar algo que não esta dando certo?

      “A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes” embora controvertida a autoria desta frase, ela é perfeita, parabéns ao autor/autora.

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      • Senhor Dunha

        Para a carreira unida exitar, existe a necessidade imperiosa que todos os ingressantes possuam uma uniformidade de instrução, ou seja, já que todos podem teoricamente chegar ao cargo maximo, todos os candidatos devem ser graduados em direito.
        Por este unico motivo o sr J. Claudio menciona ser inexequivel, não que inexista bacharéis em numero suficiente para tal, mas pelo unico motivo da disponibilidade deste, em iniciar na culatra da instituição, com salario equivalente!
        Outro ponto básico, que fazer com os já ocupantes de cargo efetivo, vira pó?

        C.A.

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  12. Quem mandou mudar a organizadora do concurso!!!

    Quando o concurso era realizado pela Acadepol, 50% das vagas eram reservadas para filhos e amantes de delegados!!!
    Só gente vocacionada!!!!!

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  13. “Até recentemente, três países no mundo não adotavam o ciclo completo de investigação para suas polícias. Eram eles Cabo Verde, Guiné Bissau e Brasil. Agora a lista ficou ainda mais enxuta: Cabo Verde saiu da lista porque a Assembleia Nacional aprovou a modificação.”

    O cargo de Delegado de Polícia é tão útil quanto o de Coronel.
    Só vale alguma coisa para quem desfruta de suas benesses.

    Para a população e para o serviço policial é inútil e oneroso.

    Se acabar hoje, ninguém, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM, vai dar falta ou sequer, sentir algo no dia a dia.

    São inúteis…na sua maioria vagabundos e hoje em dia, diferente do que já foram, frustrados por não conseguir galgar o MP ou a Magistratura.

    Assim como Oficiais Superiores na PM de nada servem…se para cada Delegado a PC admitisse um escrivão seria mil vezes melhor para os próprios policiais civis e, consequentemente, para a população.

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  14. Caro DUNHA,
    .
    Nossas posições são quase idênticas, apenas necessitam de ajustes finos. O nome delegado de polícia é apenas uma denominação, tal qual em outros lugares temos xerifes, chefes de polícias, capitães, agentes especiais, etc. Quando o Código de Processo Penal deu aos delegados de polícia e denominação de autoridade policial, gerou uma ciumeira enorme. Quando o ministro Alexandre de Moraes nos pediu que enviassemos propostas que resultaram no pacote anticrime dele que foi fundido com o do ministro Sergio Moro, uma sugestão minha (não foi acolhida), foi a retirada do Codigo de Processo Penal e de todas as demais leis, o termo de “autoridade policial” e sua substituição por delegado de polícia. O CPP, assim como a CF só distingue duas categorias de policiais, a autoridade policial e seus agentes, e isso gera uma dor de cotovelo em determinados seguimentos. Na CF e no CPP não existe sd, cb, sgt, sub ten, ten, cap, ten cel nem cel, existe delegado de polícia de carreira/autoridade policial e seus agentes.
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    Meu amigo, a minha opinião é só uma opinião, não quer dizer que seja a correta, você pode está certo e eu errado.
    .
    As GCMs e a PRF são exemplos de polícias ostensivas civis, porém, nenhuma das duas atuam como polícias judiciárias, portanto, perfeitamente exequível a carreira única, pois, o requisito de ingresso é um só. Mesmo nas polícias militares seria possível a carreira única (mas eles não querem), pois, o requisito de ingresso é um só, na maioria dos estados, ensino médio completo. Já nas polícias judiciárias, existem requisitos diferentes de ingresso, exigindo-se a formação em direito para a carreira de delegado de polícia, o que não se exige para as demais.
    .
    Abraço.

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    • “Já nas polícias judiciárias, existem requisitos diferentes de ingresso, exigindo-se a formação em direito para a carreira de delegado de polícia, o que não se exige para as demais.”

      Ora, esse motivo não seria impeditivo algum para a implantação da CARREIRA ÚNICA, pois como explanei acima, a progressão hierárquica, de forma alguma seria ao bel-prazer ou por uma indicação politica, deve ser através de concurso interno, concurso este com exigência tipicas a cada nível de acesso, por exemplo ingresso na carreira como 2º grau, após 05 anos de efetivo trabalho policial, caso tenha obtido um nível superior poderia prestar o concurso para um acesso maior e após mais 05 anos neste cargo intermediário, caso fosse bacharel em direito, poderia prestar o concurso para o cargo que exerça função de chefe de investigação, ai realmente teríamos um profissional com mais de 10 anos de experiência conduzindo uma investigação, ou seja, a experiencia seria um requisito, mas um requisito “sine qua non” para ocupar posição hierárquica de chefia/direção, porém não o único requisito.

      A CARREIRA ÚNICA para as policias da certo na maioria do mundo e até mesmo no Brasil, em outras instituições de segurança pública por que não daria certo?

      E insisto na pergunta:

      Por que tanta resistência em mudar algo que não esta dando certo?

      Abç

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      • DUNHA,
        .
        Como disse, é a minha opinião, não quer dizer que esteja certa. Veja a diversidade de carreiras que temos. Pode ser utilizado os mesmos requisitos para a admissão de um carcereiro e um médico legista?
        .
        Na PM, PRF e GCM, a única atribuição de todos eles, do patrulheiro recruta ao patrulheiro coronel é uma só, policiamento ostensivo.
        .
        Enfim, talvez estejamos falando a mesma coisa de forma diferente.
        .
        Abraço.

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        • Como havia dito, com a CARREIRA ÚNICA, o ingresso seria para o cargo inicial, que poderia ser chamado de agente de policia, neste caso seria exigido apenas o 2º grau, e quem tivesse vocação para ser policial ingressaria, após 05 anos de efetivo trabalho policial, caso tenha obtido um nível superior poderia prestar o concurso para um acesso maior e após mais 05 anos neste cargo intermediário, caso fosse bacharel em direito, poderia prestar o concurso para o cargo que exerça função de chefe de investigação, ou seja, a barreira para quem esta em função de execução será rompida para uma função de chefe/direção através de um concurso, o que muda são os requisitos para função e como seria realizado.

          Hoje como exemplo há vários Investigadores que possuem nível superior em odontologia, engenharia, muitos em direito, entre outras ciências.

          Embora acredite que na minha concepção que Policia Cientifica não estaria, como hoje não esta, vinculado a Policia Judiciária, e posso estar errado, qualquer um com vontade de ser policial deveria entrar pela mesma porta.

          Dessa forma teríamos policias vocacionados que lutariam pela Instituição, por melhores salários e condições de trabalho, diminuiria em muito o concurseiro a procura de emprego ou uma “estabilidade”, ou então aquele que apenas quer ostentar uma arma e distintivo para mostrar para os amigos.

          E o principal valorizaria o cargo de policial desde a base da pirâmide, com a base valorizada imagine o topo, ao contrario de que muitos pensam que devem começar a valorização pelos chefes, penso que se valorizar o cargo inicial o chefes estarão automaticamente muito mais valorizados.

          “ A força de uma corrente se mede pelo elo mais fraco”

          Sendo chato insisto na pergunta:

          Por que tanta resistência em mudar algo que não esta dando certo?

          Abç

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          • Esse Dunha é Agente Policial com curso superior.
            Amiguinho preste um novo concurso, eu fui aprovado em dois na polícia civil não fiquei chorando!!

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            • Meu caro, não sou agente policial não, só não estou olhando para meu próprio umbigo, alias muitos da minha carreira repudiam isso, contudo acredito sim nesta frase “ A força de uma corrente se mede pelo elo mais fraco”, e enquanto houver pensamentos contrários a isso, s.m.j,. não chegaremos muito longe, como me parece é o que esta acontecendo.

              Ou não, quem irá demonstrar quem esta certo é o tempo.

              Ate lá, grande abç.

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  15. Os delegados precisam assumir que a visão geral da categoria é carreirista e, portanto, de não ir contra o pensamento majoritário senão nada feito. Até acredito que alguns, no início, tentam mudar a engrenagem, mas depois acabam se conformando que a PC é uma baleia encalhada na praia, tacam o foda-se, mas sem deixar isso se estender aos seus subordinados. E, a cada foda-se que dão, nos vários níveis hierárquicos, todos sabemos quem paga o pato. Mas como ser policial não combina com ser pato, o efeito é em cascata, queiram eles ou não. Só que tudo tem um limite, principalmente quando fere nossa inteligência. O resultado é o que se vê rotineiramente por aqui: fórmulas mágicas que de mágicas não tem nada, são até muito óbvias, mesmo as mais radicais, já que qualquer coisa é melhor do que o que temos hoje. O problema é que todas essas discussões valem apenas como um desabafo e nada mais.

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  16. Não crível que com um grande número de desempregados no Brasil, ainda, há concursados que deixam de tomar posse do cargo.
    Isto demonstrar o quão grave é a nossa situação, em especial, a da Polícia Civil.

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  17. Parabens ao doutor JClaudio e ao colega DUNHA pelo otimo nivel de debate! Faz tempo que não vejo membros desse blog expor suas ideologias sem ofender a opinião contraria! so por tais preceitos o assunto merece destaque. mas quanto a opinião, DUNHA, sem desmerecer seu ponto de vista, mas quanto aos possiveis resultados positivos da sua colocação, a sociedade esta cagando e andando para a policia! Só lembra quando precisa, e depois a execra! policial motivado é com salario digno e não com distintivo dourado e nomenclatura de bacana na funcional! O Estado, atraves de seus gestores, os quais são eleitos pela sociedade que como disse, odeia a policia, não esta preocupado em melhorar em nada a situação do serviço policial! apos meus 29 anos com varias experiencias boas e ruins, te afirmo que para um melhor serviço policial bastava melhorar as condiçoes de salario do policial. Mas respeito seu campo de visão. é seu desejo e quem sabe possa estar certo apesar que eu quero é salario e não ter que fazer bico.

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  18. Trezopeta, faço minha as suas palavras tanto parabenizando os dois colegas quanto as nossas condições. Temos o mesmo tempo de casa e trabalho praticamente a semana toda para poder viver um pouco melhor, mas não estou aguentando, o tempo passou, a idade chegou e merecemos um reajuste decente inclusive pra aposentadoria, assim poderíamos aproveitar , pelo menos, o que nos resta de vida.

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    • Acho que essa é uma reflexão que todos fazemos num certo ponto da vida. Olhando para trás não consigo distinguir o que construí no meu horário de trabalho e no meu trabalho fora do horário. Na polícia sempre foi assim, mas não deveria. Embora eu duvide que com melhores salários, todos abandonariam os bicos, fica o alerta para o pessoal mais jovem. A vida passa voando e quem construiu algo, construiu. Quem deixou para o depois, perdeu seu tempo e o valor da aposentadoria não vai permitir que o recupere.

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  19. “Já nas polícias judiciárias, existem requisitos diferentes de ingresso, exigindo-se a formação em direito para a carreira de delegado de polícia, o que não se exige para as demais.”

    Os concursos atuais (polícia, receita, entre outros) exigem português, lógica, direito constitucional, informática, direito penal etc, e nem por isso os candidatos são formados em letras, informática, lógica e direito.

    Ademais, a matéria Direito, com todo o respeito, mas até um papagaio treinado é capaz de decorar leis, diferentemente de uma Medicina que tem que dominar a teoria e saber a prática para salvar uma vida

    Convenhamos, o ser humano DESCOBRE os avanços da tecnologia e medicina.

    Já no direito, os “operadores do direito” apenas decoram leis CRIADAS por Tiririca, Sheila do Volei etc… Nada contra esse pessoal, mas não precisa ter formação específica para criar lei.

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    • Decorar leis? Forçou a barra.
      O Direito é uma Ciência, meu amigo. Não diga coisas do tipo. Respeite.

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  20. Puliça, profissão famélica em Sampa, menos para "coroné full" e arrecadador classe diamante disse:

    O “coronelismo” ainda forte no nordeste com os sarneys, os magalhães, os gomes e outros fica evidente nessa atitude irresponsável desse “senador” licenciado, que ao invés de estar no Congresso defendendo os interesses de seu Estado, preferiu pilotar uma retroescavadeira com o propósito de estourar o portão de um quartel da PM e atropelar policiais e familiares que lá se encontravam.

    Os policiais autores dos disparar agiram em flagrante legítima defesa própria e dos familiares que lá se encontravam e devem ser punidos única e exclusivamente por não terem acertado a testa desse irresponsável e subido logo o gás dele para o inferno, vez que que outra coisa não visava senão tirar proveito político da situação. Lugar de machão, valentão, fudidão é no caixão.

    Mas aqui em São Paulo tá todo mundo feliz.

    Vamos trabalhar, vamos prender, vamos tomar tiro por um salário menor do que no Ceará porque o que interessa é idealismo.

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  21. O fato de existirem candidatos aprovados à carreira de Delegado de Polícia e que desistem de tomar posse está vinculado não apenas aos baixos salários pagos pelo Estado aos profissionais, mas também ao desinteresse em assumir uma carreira pouco valorizada em um Estado que não está nem ai para seu funcionalismo público. A Policia Civil é, na visão dos nossos políticos, a parte rasteira do serviço público e dessa forma tal sentimento é repassado para toda a sociedade que passa a desrespeitá-la com instituição. Fato!

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