Estado de SP zera roubo a bancos pela 1ª vez em série histórica 11

Furtos de veículos cresceram 2,2% no mês passado, quebrando série de 33 quedas seguidas

SÃO PAULO

O estado de São Paulo conseguiu zerar em janeiro deste ano um tipo de crime que não só já foi epidêmico como inspirou filmes, séries e romances durante décadas: o roubo a bancos. O ocorrido é inédito desde que a série começou a ser registrada, em 2002.

Por outro lado, houve aumento no furto de veículos, o que colocou fim a uma série de 33 quedas seguidas desse tipo de indicador. Em janeiro do ano passado foram 7.264 veículos furtados, contra 7.427 em janeiro de 2020 –alta de 2,2%.

Esses dados fazem parte do pacote estatístico divulgado pelo governo de São Paulo na tarde dessa segunda-feira (24).

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Policiais em frente à agência bancária na zona sul da de São Paulo que sofreu ataque de bandidos – Marivaldo Oliveira/Código 19/Agência Globo

De acordo com os dados estatais, nenhuma agência bancária no estado foi alvo de criminosos no primeiro mês de 2020. Em janeiro de 2006, por exemplo, ano recorde de roubos a bancos no estado de São Paulo, foram registrados 37 casos —mais de um por dia.

Somando os 12 meses, 2006 fecharia com um total de 442 casos registrados e a maior quantidade de crimes do tipo ocorridos em um único mês: em setembro daquele ano foram 46 roubos a agências.

Desde 2018, porém, São Paulo vem registrando quedas expressivas. Em janeiro do ano passado, havia registrado apenas um caso. “A lógica é a seguinte: se quero muito dinheiro, vou roubar um banco, é isso desde que o mundo é mundo”, disse o coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Polícia Militar na Secretaria da Segurança Pública.

Além do trabalho da polícia na repressão e investigação desse tipo de crime, Camilo também aponta as ferramentas tecnológicas implantados pelos bancos que desestimularam esse tipo de ocorrência criminal, como as portas giratórias com detectores de metal.

“Acabar com o roubo a banco é uma vitória, porque colocava em risco muita gente. Agora, a briga nossa é para manter esse indicador”, disse o oficial.

De acordo com integrantes da cúpula da Polícia Civil, os homens destinados à delegacia de Roubo a Bancos em São Paulo estão sendo realocados em outros tipos de investigações.

Os dados sobre roubos a bancos não incluem os furtos a caixa eletrônicos, tipo de crime que se tornou comum nos últimos anos –apelidado de “novo cangaço”. Grupos de homens fortemente armados invadem cidades do interior, colocam a polícia para correr e explodem os caixas.

O governo paulista registra, contudo, redução também nesse tipo de crime em janeiro: foram dois casos, contra quatro em janeiro de 2019 e 12 no primeiro mês de 2018.

Quanto aos furtos de veículos, aqueles cometidos sem violência, o acréscimo de 2,2% coloca fim a série iniciada em abril de 2017. Para o governo paulista, esse aumento ainda não representa uma tendência de crescimento, mas, mesmo assim, os dados serão monitorados para evitar novas elevações.

“Já havia uma queda expressiva nos furtos de veículos e é natural que, em algum momento, esse número não desça mais. Um aumento de 2,2% não é um aumento expressivo, mas tem que ficar atento para ver se é uma mudança de tendência, o que ela vai significar no futuro, serve de alerta. Quanto os roubos a bancos, é uma ótima notícia”, disse o professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Rafael Alcadipani, pesquisador em segurança pública.

O governo paulista também anunciou queda de 2,8% nos homicídios dolosos (intencionais), que foram de 284 vítimas em janeiro de 2019, para 276 neste ano, e pequena redução (0,5%) dos estupros, um dos crimes que a polícia tem demonstrado maior dificuldade em combater. Estes foram de 1.071 queixas anotadas em janeiro do ano passado, para as 1.066 de janeiro de 2020.

Outro indicador importante com registro de alta em janeiro foi em relação aos roubos, crime cometido com violência, que cresceu 14%. Os registros foram de 21.000, em janeiro de 2019, para os 23.997 neste ano. Na esteira, os latrocínios também cresceram 6%: foram de 17 para 18 casos, na mesma comparação

  1. Tá…
    Mas quase mais ninguém vai a banco. Bancos estão fechando agências em razão da evolução dos seus clientes.
    O filé agora é golpe informático.
    De outro lado, roubaram R$ 400 mil de banco dentro da ALESP, sem armas…

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    • Pra quê roubar banco se dá pra desviar cartão cidadão e ir retirar PIS e Fundo de garantia do trabalhador no lugar dele com a facilidade de o banco não estar nem ai pra adotar medidas de segurança mais fortes, e só fica mandando “Fazer um B.O” não mexendo uma palha para tentar conter a cascata de estelionatos ocorridos com FGTS e PIS? É impossível a polícia deter os estelionatários e diminuir esses crimes se o banco não faz nada para aumentar a segurança para seus clientes. A Polícia prende um estelionatário hoje, amanhã tem mais 5 aplicando o mesmo golpe pois a brecha de segurança continua lá aberta.

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      • A diferença:
        a) CEF é banco publico, o prejuízo é nosso;
        b) compete à PF;
        c) em SP, tirando o BB, tudo o mais é 100% privado…

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    • Eduardo, comentário perfeito.

      90% das pessoas que ainda vão ao banco são idosos ou pessoas bem humildes.

      Nem sei mais o que é banco.

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  2. Eu sempre acreditei no meu governador João Dória, um excelente administrador, conseguiu motivar os policiais com aumento expressivo e ótimas condições de trabalho, agora com a reforma da previdência o quadro de otimismo se consolidou. Não importa que vou demorar mais dez anos para aposentar, o que importa é que terei um salário digno ao término do mandato do meu governador, estou tão feliz que escrevo essas linhas lacrimejando de emoção e alegria, força governador.

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  3. Explosão de caixa eletrônico não conta? Achei que era banco tbem ! Tudo bem que não é roubo e sim furto… mas achei que entraria para estatística !!!

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