BOLSOVÍRUS – Mourão: Nenhum país do mundo tem como presidente um militar terrorista e sabotador 2

Mourão: ‘Nenhum país vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil’

Hamilton Mourão, vice-presidente, à frente de um militar que presta continência - Evaristo Só/AFP

Hamilton Mourão, vice-presidente, à frente de um militar que presta continência Imagem: Evaristo Só/AFP

Do UOL, em São Paulo

14/05/2020 08h49Atualizada em 14/05/2020 13h18

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, afirmou que vê o país a caminho do caos e que não enxerga outro lugar no mundo que esteja “causando tanto mal a si mesmo como o Brasil’, em texto que assina no jornal O Estado de S. Paulo, publicado hoje. Ele culpa outras instituições e defende o governo no artigo.

Para o general da reserva, a pandemia do novo coronavírus não é só uma questão de saúde, mas já se tornou econômica e “pode vir a ser de segurança”, em um momento de “estrago institucional”.

“A crise que ela [a covid-19] causou nunca foi, nem poderia ser, questão afeta exclusivamente a um ministério, a um Poder, a um nível de administração ou a uma classe profissional. É política na medida em que afeta toda a sociedade e esta, enquanto politicamente organizada, só pode enfrentá-la pela ação do Estado”, escreve ele no artigo.

Mourão diz que o Brasil enfrenta a pandemia de modo “desordenado”, já causando reflexos na economia. “Pela maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento social, a economia do País está paralisada, a ameaça de desorganização do sistema produtivo é real e as maiores quedas nas exportações brasileiras de janeiro a abril deste ano foram as da indústria de transformação, automobilística e aeronáutica, as que mais geram riqueza. Sem falar na catástrofe do desemprego que está no horizonte.”

Sem citar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nem crises específicas enfrentadas por seu governo – que vem se chocando com o Legislativo e o Judiciário -, Mourão afirma: “Para esse mal [a covid-19] nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos e pode ser resumido em quatro pontos.”

O vice-presidente cita então os pontos: a “polarização” política, a “degradação do conhecimento político”, a “usurpação das prerrogativas do Poder Executivo” e “o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente”.

Sobre a polarização, Mourão faz críticas à imprensa e diz que “tornamo-nos incapazes do essencial para enfrentar qualquer problema: sentar à mesa, conversar e debater. A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito (…)”.

O vice-presidente, no segundo ponto, critica quem “esquece que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação”, citando governadores, magistrados e legisladores que, segundo ele, agem acima das decisões do governo federal.

No terceiro, Mourão volta a criticar “presidentes de outros Poderes” de tentarem exercer papel de presidente.

Ele cita que a obra ‘Federalista’, no qual um de seus autores, James Madison, estabeleceu “como fundamentos básicos que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário devem ser separados e distintos, de tal modo que ninguém possa exercer os poderes de mais de um deles ao mesmo tempo’, uma regra estilhaçada no Brasil de hoje pela profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la.”

Por fim, Mourão critica quem “usa seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o Brasil ‘como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global’, uma acusação leviana”.

“Esses pontos resumem uma situação grave, mas não insuperável, desde que haja um mínimo de sensibilidade das mais altas autoridades do País. (…)Enquanto os países mais importantes do mundo se organizam para enfrentar a pandemia em todas as frentes, de saúde a produção e consumo, aqui, no Brasil, continuamos entregues a estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo”, conclui Mourão.

  1. ÓTIMO TEXTO!!
    Sobretudo o primeiro parágrafo.

    Fenômeno da insurgência de republiquetas estaduais ameaça democracia no Brasil
    Por Cristian Derosa -13/05/20201

    O paradoxal “centralismo federativo” do Brasil não foi, na história recente, objeto de revoltas autonomistas por parte de governadores. Pelo contrário, o anseio por mais verbas federais sempre foi a marca do nosso sistema federativo. Agora, diante do primeiro governo com amplo apoio da população desde o Segundo Reinado, os setores da política tradicional decidiram virar o jogo e decretar pequenas republiquetas para governarem como caudilhos.

    Eles têm o apoio do centrão de Rodrigo Maia e Alcolumbre, a dupla que se tornou a ponta de lança das velhas raposas políticas que hoje vão do PT ao MBL. Representando os interesses internacionais e agindo em conluio com a extrema-esquerda, a grande coalizão une tradicionais líderes políticos com novas formas de controle social chinesas a serem impostas por autoridades internacionais.

    São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco encabeçam a lista dos estados que usaram da desculpa da pandemia para instaurar verdadeiras ditaduras em suas regiões, transformando governadores em coronéis que misturam a comicidade de uma distopia tecnocrática brasileira, regada a muita corrupção e violação de direitos civis. O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), que já enfrenta o segundo pedido de Impeachment, foi o pioneiro a desembarcar da onda Bolsonaro que o elegeu, chamando seus próprios eleitores de “radicais”.

    No Rio, Witzel já disse que quem discordar da Organização Mundial da Saúde (OMS) comete “crime contra a humanidade”. João Dória (PSDB) se tornou o grande articulador das republiquetas, indo buscar apoio até no Partido Comunista Chinês.

    Assim como eles, o governador de Pernambuco, Camilo Sobreiro, impôs à população de Fortaleza uma verdadeira zona de guerra, abolindo o direito de ir e vir, a liberdades individuais e punindo os cidadãos comuns. Seguindo o modelo chinês que Dória e seus comparsas estão loucos para instalar no Brasil, Sobreiro pretende monitorar os passos dos cearenses através de geolocalização e ostensiva fiscalização policial. Para andar às ruas, o cidadão precisa apresentar documentos. “Estamos na Alemanha Nazista ou no Brasil”, perguntam internautas.

    Após inúmeros decretos estaduais e municipais que iam contra as recomendações do presidente, um único ato federal que decretava abertura de academias e barbeiros foi solenemente ignorado pelos governadores e prefeitos, invertendo o princípio federativo sem que nenhum jornal reclame de ameaça à ordem pública ou à democracia.

    Com isso, compreende-se agora qual era o verdadeiro medo exposto nas páginas dos jornais no tempo das eleições, quando acusavam Bolsonaro de ser uma ameaça à democracia.

    Leia abaixo o decreto do governador de Pernambuco:

    Art. 5° No período de 8 a 20 de maio de 2020, fica estabelecido o dever geral de permanência domiciliar no município de Fortaleza.
    § 1° O disposto no “caput”, deste artigo, importa na vedação à circulação de pessoas em espaços e vias públicas, ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas, ressalvados os casos de extrema necessidade que envolvam

    § 2° Para a circulação excepcional autorizada na forma dos § 1°, deste artigo, deverão as pessoas portar documento ou declaração subscrita demonstrando o enquadramento da situação específica na exceção informada, admitidos outros meios idôneos de prova.

    § 4° Para fiscalização e aplicação das devidas sanções pela inobservância ao disposto neste artigo, será utilizado o sistema de videomonitoramento à dispo- sição da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social – SSPDS ou dos órgãos de fiscalização de trânsito, estadual e municipal, no exercício de suas respectivas competências.

    Cristian Derosa
    Mestre em jornalismo pela UFSC e autor dos livros “A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda” e “Fake News: quando os jornais fingem fazer jornalismo”. Colunista do site Estudos Nacionais e autor do blog A transformação social. Aluno do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho.

    Curtido por 1 pessoa

    • Esperar o quê de um aluno do astrólogo-filósofo Olavo de Carvalho, mentor do Boçalnaro&rebanho? Aliás, “o governador de Pernambuco(?!), Camilo Sobreiro(?) impôs à população de Fortaleza(?!)” é um samba-do-crioulo-doido: mostra o extremo “saber político” do “mestre”…

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