Policial Militar bolsonarista morre assassinado pelo coronavírus 16

Vitima da pandemia e do pandemonio?

Um policial militar de Guarujá foi vítima de complicações causadas pelo coronavírus nesta quinta-feira (14). O cabo Ricardo Valentim da Silva, de 47 anos, atuava no 21° Batalhão da Polícia Militar e se posicionava nas redes sociais contra o isolamento social e medidas de prevenção à pandemia de Covid-19 impostas pelo governo e Organização Mundial da Saúde (OMS).

O cabo da PM faleceu após ter sido internado no Hospital Santo Expedito, em Santos, e foi confirmado que ele estava com coronavírus dias depois da entrada na unidade de saúde. A família e amigos de Guarujá lamentaram a morte do policial, que deixou esposa e um filho.

Contra o isolamento

Ricardo tinha opiniões fortes contra o regime de isolamento, e criticava a decisão do infectologista David Uip de não revelar os medicamentos usados em sua recuperação ao ter contraído Covid-19 em abril.

Em outra publicação, ele escreveu: “Fica em casa que a Sabesp e a CPFL vem te lembrar com servidores da empresa cortando os mesmos”. O PM chamou as medidas de isolamento social de ‘jogo político’ em mais de uma publicação.

Colaboração: paulopintor

Policial Militar morreu vítima do novo coronavírus em Guarujá (SP). — Foto: Reprodução/Facebook

 

Em publicações nas redes sociais, PM ironizava pedido das autoridades e imprensa por isolamento social. — Foto: Reprodução/Facebook

https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2020/05/14/pm-que-ironizou-o-isolamento-social-pela-web-morre-de-coronavirus-em-sp.ghtml

 


Lamentável ver policiais – sabendo do risco iminente de , em razão de suas obrigações funcionais , contrair a infecção – ser contra o isolamento social a pretexto de questões econômicas e ideologias políticas.

Se não houver isolamento não sobrará um policial vivo no planeta , pois quanto mais pessoas pelas ruas ainda mais expostos estarão os profissionais da segurança pública  e da saúde. 

Nós permanecemos inativos para que policiais e outros trabalhadores tenham um pouco mais de segurança para exercer as suas atividades. 

Quem fica em casa não faz favor para quem tem que continuar trabalhando. 

Por fim, nossos sentimentos aos familiares…

E que o governo do estado lhe conceda uma promoção por doença contraída no serviço, apesar de suas ideias não terem contribuído em nada para a segurança e saúde da população.   

  1. Dr Guerra, com máximo respeito….há questões de nossa vida terrena que não podemos, nem de longe, tentar entender….diante de tal infortúnio, basta-nos, com humildade, resignarmos!
    Nesse “post”, um simples PM; porém, “igual” a qualquer outro “importante” nessa caminhada da Vida Terrena!

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    • Infelizmente um “simples PM” ( expressão sua ) sob a influência de gente “importante” , como o presidente da nossa republiqueta. Que por sua vez – além da manifesta psicopatia – verbaliza o interesse material de outros “importantes” !

      Curtido por 1 pessoa

      • Eu não pensei que na PC houvesse tantos policiais de espírito militar…
        A história vivida no presente mostra como pode ter sido possível ao regime 64/85 obter apoio tão relevante de órgãos policiais não militarizados para o atingimento dos objetivos da “revolução”.

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  2. Quantos são os que valorizam mais do dinheiro do que a vida? E não se preocupam com a vida alheia. Que tal enviarmos para uma ilha ulha todos os que mais o dinheiro que a vida

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  3. Ruy Castro e a quarentena do Brasil no mundo
    POR FERNANDO BRITO · 15/05/2020

    Ruy Castro, na Folha de hoje, escreve a triste crônica do que, de fato, afetará por longo tempo a imagem e a economia do Brasil, muito mais que algumas semanas de lojas fechadas.

    Custou-nos muito construir no mundo uma visão de nosso país que não fosse apenas a exuberância de pessoas e natureza. Agora, quando o mundo se enche de dúvidas e medos, a imagem que projetamos é a de terror.

    É sem tamanho o crime que está em curso contra o nosso país e Ruy, o grande biógrafo, o narra com cru realismo:

    Ilhados no manicômio
    Ruy Castro, na Folha

    Já viajei muito por aí e, em todos os países em que estive, senti que, ao ouvir a palavra “brasileiro”, as pessoas reagiam com encantamento, prazer e até inveja. Era, talvez, um eco de Carmen Miranda, Copacabana, Pelé, o Carnaval, “Garota de Ipanema”, símbolos históricos de um país musical, colorido e ensolarado. Claro que, mais a par da realidade, eu estranhava tanta aprovação. Ela ignorava nossas mazelas, como a ditadura, a tortura, a violência, a corrupção, a miséria. Mas era como se, mesmo que soubessem, não fosse da conta deles.

    Agora, pela primeira vez, o que se passa aqui dentro ficou da conta do mundo. O Brasil está sendo visto como uma bomba prestes a explodir e despejar o coronavírus por toda parte. Nossos vizinhos na América do Sul estão alarmados —cada metro de fronteira, em qualquer dos sentidos, pode levar à morte de seus nacionais. Claro que isso não deve preocupar o governo brasileiro. Mas talvez preocupe o dos países para os quais nos sentamos nas patas traseiras e arfamos, e eles tomem certas providências.

    Brevemente seremos proibidos de entrar nos países da União Europeia. Eles não querem se arriscar a admitir oriundos de uma população em que cada indivíduo pode contaminar outros dois com a Covid-19. Para isso, baseiam-se não só nos nossos números, que não demoram a ultrapassar mil mortos por dia e disparar, como na indiferença com que isso é tratado pelos supostos responsáveis.

    Aos olhos internacionais, o Brasil tornou-se uma piada sinistra —um país em que fazer as unhas é uma atividade essencial, o ministro da Saúde é um cadáver ambulante e o presidente é um tresloucado que usa máscara cenográfica, humilha seus médicos e enfermeiros e estimula os humildes a sair às ruas para morrer.
    ​E, assim como não poderemos sair desse manicômio, ninguém de fora será louco de vir aqui ou pôr dinheiro nele.

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  4. Jamiro disse:
    15/05/2020 ÀS 0:24
    Acreditar que Generais trairiam seu “comandante em chefe” diante de PAISANOS?

    Tiraram uma onda com os PF’s e retornaram ao “covenscote” no Palácio do Planalto…

    E ninguém pode fazer nada contra…

    MANDA QUEM PODE!

    PS: Digo isso com tristeza pois estou de saco cheio das sandices de Bolso.

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  5. LAMENTÁVEL A MORTE DE QUALQUER UM, MAS UM POLICIAL MILITAR OU CIVIL DOE NA CARNE DA SEGURANÇA PUBLICA, SIMPLESMENTE POIS A SEGURANÇA NUNCA PODE PARAR SEJA QUAL FOR A CRISE NÓS SOMOS OS VERDADEIROS GUARDIÕES DA CONSTITUIÇÃO, MAS LAMENTÁVEL É OUVIR UM MINISTRO DA ECONOMIA ( GUEDES ) COMPARAMOS A LADRÕES OU CORRUPTOS EM SUA FALA, VAMOS SAQUEAR O BRASIL DE JOELHOS.
    GRANDE FDP.

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  6. A morte como estratégia
    POR FERNANDO BRITO · 18/05/2020

    Não surpreende ler na Folha que Jair Bolsonaro pode demorar para escolher novo ministro da Saúde.

    A aposta do presidente é muito diferente de agir para minimizar os danos humanos da pandemia. Ao contrário, ele espera que o desastre humanitário não apenas desmoralize os governos que adotam medidas restritivas, como desencadeie um processo de sofrimento e convulsão social que ampare a tomada de medidas de força.

    Sobre as ações de saúde, basta-lhe continuar a agitação da pantomima da cloroquina, como a dizer que são os médicos e os governadores que não querem dar ao povo a cura que o presidente promete, embora já não haja ninguém sério que creia que seja.

    Aliás, é difícil para qualquer pessoa mentalmente equilibrada entender o pensamento do ex-capitão, mas todos os fatos concretos mostram que é assim a sua conduta.

    Quanto mais o país afundar, mas sentirá como positivo o pequeno alívio da “retomada”, ainda que ela seja pequena, quase inexpressiva, como o alívio de quem tira apenas uma volta do torniquete que o garroteia.

    Além do mais, ele conta com a tibieza das reações do Legislativo e do Judiciário – mais o primeiro que o segundo – para que possa seguir, com uma legião de zumbis humanos e robôs virtuais, a se imporem sobre um povo entocado, impedido de ir além das inócuas panelas na janela.

    A “arminha” do ex-capitão é aquilo a que ficaram reduzidas as Forças Armadas, comandadas de fato por uma turma de generais provectos e desavergonhados, que trocam sua honra pela proximidade do poder e pela garantia de que o país não se erguerá.

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