O GOLPE DE BOLSONARO CONTRA A DEMOCRACIA ESTÁ EM CURSO…( Por que não deram uma pistola pro Adélio ? ) 15

O GOLPE DE BOLSONARO CONTRA A DEMOCRACIA ESTÁ EM CURSO

Acompanhando as notícias acerca do presidente, que estaria incomodado com a falta de relatórios de inteligência (RELINTs), mencionando na mesma conversa a necessidade de proteger familiares e aliados, tenho observado que há algo extremamente grave sendo, até então, ignorado pela imprensa e juristas:

Quando o Presidente da República se diz incomodado com a falta de relatórios de inteligência, e menciona ainda a necessidade de proteger familiares e aliados, ele está, tacitamente, admitindo o interesse em utilizar as estruturas de inteligência nacionais para ESPIONAR ADVERSÁRIOS POLÍTICOS (indivíduos, partidos políticos, …) e assim obter vantagem ilícita para desequilibrar o jogo democrático.

Trazer um delegado que fez um “tour” pela ABIN para a serem Diretor Geral da Polícia Federal é mais uma prova das reais intenções do presidente (e eu não estou me referindo ao Ramagem, pois o atual Diretor Geral, nomeado por Bolsonaro e sem obstáculos no STF, também veio da ABIN).

Para àqueles que não estão familiarizados com estes nomes e suas funções, a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) tem como atribuição avaliar ameaças, internas e externas, à ordem constitucional. Embora exista aqui uma grave falha na legislação brasileira, permitindo que a ABIN atue contra “ameaças internas” (um conceito bastante vago e que pode ser usado com objetivos autocráticos) enquanto a ABIN deveria estar concentrada em produzir inteligência contra inimigos externos, ainda assim, a ABIN não possui atuação político-partidária, sendo um instrumento para a preservação da soberania do país.

Já o SISBIN é o Sistema Brasileiro de Inteligência, uma rede que inclui as polícias estaduais, federais e forças armadas (além da própria ABIN) e deve atuar na obtenção de informações relevantes no âmbito da segurança pública, contra o crime organizado.

Portanto, sabendo que o presidente admite estar incomodado com a falta de RELINTs da Polícia Federal, razão para querer a troca do Diretor da PF; tendo conhecimento de que tanto o ex-diretor da PF quanto o ex-ministro Moro afirmaram que “esse tipo de relatório, como ele quer, não poderia ser feito”; e sabendo ainda que o presidente agora afirma que suas falas, gravadas no vídeo de uma das reuniões, se referiam não à PF, mas sim ao GSI, ABIN e até SISBIN, mencionando ainda a necessidade de proteger familiares e aliados, o Presidente da República tem admitido algo muito mais grave do que uma troca questionável do Diretor da PF:

As ações e declarações do presidente não apontam apenas para uma tentativa de indicar um Diretor da PF para obter informações acerca de inquéritos contra si, familiares ou amigos; os movimentos do presidente demonstram que o mesmo está tentando corromper as instituições (ABIN e polícias) para usá-las como uma nova versão, modernizada e velada, do que um dia foi o SNI, DOI-CODI e DOPS, instrumentos de repressão política durante a ditadura.

A imprensa que se cuide.

AUGUSTO MARQUES

  1. deus te ouça que este golpe está em curso !!
    saudades da época do Presidente Geisel, Figueiredo, não sabia o que era ser assaltado, não existia isso !!
    Democracia foi o começo do fim do Brasil !!
    Viva a República Militar do Brasil !!!!

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  2. Sim!
    Ele está buscando o convulsionamento social para poder “cavar” uma situação de necessidade do seu golpe.
    Está buscando o conflito federativo.
    Está buscando o conflito com os outros poderes.
    Está levando a sociedade ao conflito interno, ao colapso econômico. Quanto menos condição para a retomada da economia (menor prejuízo à saúde), para ele, será melhor. Inviabilizando a retomada econômica segura, leva o povo à miséria.
    Não será com as FFAA, que não têm nem rancho suficiente para a recrutaiada.
    Aliás, se pensarmos bem… Em tempos de crise, de alta demanda por R$ 600,00 a oportunidade de um soldo (salário) faz um estrago social. Ai, ai, ai…
    Apesar disso, meu receio são com as polícias.
    P.S: conforme José Nêumane, o AI-5 foi instrumentalizado por Alfredo Buzaid e outros ícones do Direito à época, ao passo que “Bozo” é assessorado por um ex-PM com poucos anos de OAB.
    Basta ver que MPs do “Bozo” – que na cabeça dele funcionam como decreto-lei e/ou Ato Institucional – têm redação sofrível. Redação equivalente a de TCs subscritos por agentes que passam cinco anos cursando “direito” para saberem o básico do básico do direito penal.

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  3. GSI repudia reportagem do JN e dá nova versão sobre frase de Bolsonaro
    Globo: nota confirma reportagem e mantém dúvida sobre sentido da fala do presidente.
    Por G1

    16/05/2020 00h42 Atualizado em 40 minutos
    Mudança no governo põe em xeque versão de Bolsonaro sobre reunião ministerial
    Mudança no governo põe em xeque versão de Bolsonaro sobre reunião ministerial
    O ministro chefe do Gabinete de segurança institucional, Augusto Heleno, enviou nota ao jornalismo da Globo com críticas à reportagem exibida no Jornal Nacional sobre as trocas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em sua segurança a cargo do GSI.
    A nota afirma que a matéria é mal elaborada e que é uma tentativa de fazer uma reportagem maldosa contra o Presidente da República usando como exemplo a promoção do General Sá Corrêa, recém nomeado Comandante da 8ªBrigada de Infantaria Motorizada, de Pelotas-RS.
    A nota prossegue dizendo que o então Coronel Sá Corrêa foi selecionado pelo Alto Comando do Exército, por seus méritos, para integrar a lista de escolha que seria levada ao Presidente da Republica. E que o Presidente não participa das reuniões de promoção de oficiais generais, que acontecem no Alto Comando das três Forças.
    A nota afirma, porém, que compete ao presidente, por lei, examinar as listas de escolha levadas a ele pelo Ministro da Defesa e escolher, desses nomes, os promovidos. E que cabe ao presidente, o Comandante Supremo das Forças armadas, assinar os Decretos de Promoção.
    Segundo a nota, o Coronel Suarez assumiu a Chefia do Departamento de segurança porque era o mais antigo depois do Coronel Sá Corrêa.

    O ministro Augusto Heleno afirma ainda que, na reunião ministerial, falando para os seus ministros, e não em público, o presidente citou, apenas como exemplo, uma troca que desejasse realizar, na segurança pessoal dele. E que, caso houvesse qualquer oposição a essa troca, na ponta da linha, ele poderia chegar até a demitir o ministro para que sua decisão fosse cumprida.
    A nota conclui afirmando que o presidente não se referiu a nenhum caso real que houvesse ocorrido com sua segurança pessoal.
    Nota da Globo
    Em resposta ao ministro, a Globo divulgou a seguinte nota:
    “A nota do ministro do gabinete de segurança institucional Augusto Heleno confirma integralmente o que o Jornal Nacional publicou. Que o antigo titular da direção de segurança pessoal da presidência, o então coronel Sá Correa, foi promovido a general de brigada por escolha do presidente Bolsonaro. E que o substituto escolhido foi o número dois do departamento. Em nenhum momento, o Jornal Nacional questionou os méritos do general Sá Correa.
    Quis apenas mostrar que a versão do presidente sobre o que disse na reunião ministerial de 22 de abril não encontra respaldo na realidade. O presidente reiteradas vezes afirmou que se referia à segurança dele, de sua família e de seus amigos, quando disse que tentou fazer mudanças na segurança do Rio e não conseguiu.
    Como mostrou o Jornal Nacional, o presidente não teve dificuldades em fazer trocas no departamento responsável por sua segurança. Promoveu o titular, substituiu-o pela seu adjunto e também trocou a chefia do escritório no Rio. Sem dificuldades.
    Por fim, é de se destacar que a frase do presidente Jair Bolsonaro na reunião ministerial de 22 abril ganha agora mais uma versão. Segundo o ministro Augusto Heleno, o presidente, ao mencionar a segurança no Rio, quis dar apenas um exemplo sobre o que faria caso quisesse realizar uma troca no setor e encontrasse oposição: poderia chegar até a demitir o ministro para ver a sua decisão cumprida, não tendo o presidente se referido a nenhum caso real que houvesse ocorrido. Registre-se também que o ministro Augusto Heleno não esclareceu por que motivo o presidente se viu compelido a dar esse exemplo.

    A dúvida permanece.”
    Ato de Bolsonaro põe em xeque versão dele para o que disse na reunião ministerial
    Ato de Bolsonaro põe em xeque versão dele para o que disse na reunião ministerial
    JAIR BOLSONARO

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  4. GSI repudia reportagem do JN e dá nova versão sobre frase de Bolsonaro
    Globo: nota confirma reportagem e mantém dúvida sobre sentido da fala do presidente.
    Por G1

    16/05/2020 00h42 Atualizado em 29 minutos

    Mudança no governo põe em xeque versão de Bolsonaro sobre reunião ministerial
    Mudança no governo põe em xeque versão de Bolsonaro sobre reunião ministerial

    O ministro chefe do Gabinete de segurança institucional, Augusto Heleno, enviou nota ao jornalismo da Globo com críticas à reportagem exibida no Jornal Nacional sobre as trocas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em sua segurança a cargo do GSI.

    A nota afirma que a matéria é mal elaborada e que é uma tentativa de fazer uma reportagem maldosa contra o Presidente da República usando como exemplo a promoção do General Sá Corrêa, recém nomeado Comandante da 8ªBrigada de Infantaria Motorizada, de Pelotas-RS.

    A nota prossegue dizendo que o então Coronel Sá Corrêa foi selecionado pelo Alto Comando do Exército, por seus méritos, para integrar a lista de escolha que seria levada ao Presidente da Republica. E que o Presidente não participa das reuniões de promoção de oficiais generais, que acontecem no Alto Comando das três Forças.

    A nota afirma, porém, que compete ao presidente, por lei, examinar as listas de escolha levadas a ele pelo Ministro da Defesa e escolher, desses nomes, os promovidos. E que cabe ao presidente, o Comandante Supremo das Forças armadas, assinar os Decretos de Promoção.
    Segundo a nota, o Coronel Suarez assumiu a Chefia do Departamento de segurança porque era o mais antigo depois do Coronel Sá Corrêa.

    O ministro Augusto Heleno afirma ainda que, na reunião ministerial, falando para os seus ministros, e não em público, o presidente citou, apenas como exemplo, uma troca que desejasse realizar, na segurança pessoal dele. E que, caso houvesse qualquer oposição a essa troca, na ponta da linha, ele poderia chegar até a demitir o ministro para que sua decisão fosse cumprida.

    A nota conclui afirmando que o presidente não se referiu a nenhum caso real que houvesse ocorrido com sua segurança pessoal.
    Nota da Globo

    Em resposta ao ministro, a Globo divulgou a seguinte nota:

    “A nota do ministro do gabinete de segurança institucional Augusto Heleno confirma integralmente o que o Jornal Nacional publicou.

    Que o antigo titular da direção de segurança pessoal da presidência, o então coronel Sá Correa, foi promovido a general de brigada por escolha do presidente Bolsonaro. E que o substituto escolhido foi o número dois do departamento. Em nenhum momento, o Jornal Nacional questionou os méritos do general Sá Correa.

    Quis apenas mostrar que a versão do presidente sobre o que disse na reunião ministerial de 22 de abril não encontra respaldo na realidade. O presidente reiteradas vezes afirmou que se referia à segurança dele, de sua família e de seus amigos, quando disse que tentou fazer mudanças na segurança do Rio e não conseguiu.

    Como mostrou o Jornal Nacional, o presidente não teve dificuldades em fazer trocas no departamento responsável por sua segurança. Promoveu o titular, substituiu-o pela seu adjunto e também trocou a chefia do escritório no Rio. Sem dificuldades.
    Por fim, é de se destacar que a frase do presidente Jair Bolsonaro na reunião ministerial de 22 abril ganha agora mais uma versão. Segundo o ministro Augusto Heleno, o presidente, ao mencionar a segurança no Rio, quis dar apenas um exemplo sobre o que faria caso quisesse realizar uma troca no setor e encontrasse oposição: poderia chegar até a demitir o ministro para ver a sua decisão cumprida, não tendo o presidente se referido a nenhum caso real que houvesse ocorrido. Registre-se também que o ministro

    Augusto Heleno não esclareceu por que motivo o presidente se viu compelido a dar esse exemplo.

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  5. A culpa toda é do Lula, que não quis se unir ao melhor e único candidato capaz de derrotar o Bozo. O Bozo vai passar, mas espero que, assim como ele, o Lula seja carta fora do baralho para sempre na política nacional!

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    • Ao Sr. Analista de Plantão….. excelente e muito bem colocado seu comentário……acrescente que grande parte da população são analfabetos políticos……….Observe as manifestações ocorridas, fanáticos acéfalos pedindo AI-5. perguntados o que significaria tal “”sigla””, não souberam responder o que representava.

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  6. Deu cargo para Marun, que defendia com unhas e dentes o Cunha,ladrão mor da nação, que hoje, está cumprindo pena na sua bela mansão graças à covid-19.
    Acreditar que um presidente desses seja honesto é ser muito inocente.

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  7. PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente do senador
    Empresário afirma que revelação foi feita a ele em 2018 pelo filho do presidente, que demitiu assessor para tentar prevenir desgaste

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  8. Há diferenças entre 64 e 2020. Várias delas para pior
    POR FERNANDO BRITO · 16/05/2020

    Há muitas diferenças, recordo sempre aqui, entre as características do golpe militar de 1964 e este que, em 2020, avança sobre os frangalhos da democracia brasileira.

    A primeira, – óbvia e gritante – é que o mundo não vive, por mais que o procurem Donald Trump e a extrema direita internacional (e seu pastiche tupiniquim), como na Guerra, onde o combate ao comunismo serve de biombo ao poder autoritário, embora ainda sirva de xingamento a todo e a qualquer um que venha a dissentir de Jair Bolsonaro.

    Há outras, porém, que não jogam, como esta, contra o autoritarismo e a brutalidade que teremos se deixarmos se consumar a marcha monstruosa que está atropelando as tão cantadas “instituições democráticas” que, ao se entregarem desde 2014 – e com a artilharia pesada da mídia e dos partidos de centro direita a lhe darem cobertura.

    A primeira delas é que os golpistas de 64 não tinham um símbolo, como se tem agora em Bolsonaro. No golpe de 1964 não tínhamos o “Pinochet” tupiniquim e, ao menos até a ascensão de Costa e Silva houve um jogo de pressões e contrapressões no comando das Forças Armadas que derrubara a democracia.

    A segunda é que, ainda que com alianças com o submundo policial – e, daí, com o poder criminoso da época, o jogo do bicho. Agora, o contingente golpista está também na polícia e nas franjas das instituições militares; logo, com as milícias e seus tensos contatos com o narcotráfico.

    Um golpe, agora, não será militar, mas miliciano também.

    Se, em 1964, com honrosas exceções, o apoio civil veio de parte da Igreja Católica – TFP, Congregações Marianas, a Cruzada do Rosário em Família, com o padre norte americano Patrick Peyton, que foi para a televisão e levantos as Marchas Com Deus pela Família, agora temos estruturas ainda muito mais potentes no neopentecostalismo que se aliam, babando por lucros, a Jair Bolsonaro.

    A estas diferenças apavorantes, porém, não são apenas estas.

    O que ocorre hoje está dentro de um caso inédito de crise mundial e local com a derrubada, a maior em décadas, da atividade econômica, com todos os alcances que possa ter, de um quadro de fome e desespero.

    Somos um hospício com necrotério lotado.

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  9. Suplente do ’01” revela que PF já era de Bolsonaro em 2018
    POR FERNANDO BRITO · 17/05/2020

    Manchete da Folha de hoje, a proximidade entre a Polícia Federal e a família Bolsonaro não surpreende, embora tenha a força de uma confissão de quem, direta e pessoalmente, tomou conhecimento da montagem de uma farsa que impediu o povo brasileiro e ir às urnas sabendo a verdade – ou o que já se conhecia dela – sobre o episódio da “rachadinha” do gabinete de Flávio Bolsonaro e a orientação direta de seu pai para o encobrimento do caso.

    A entrevista de Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado é isto: a denúncia de um crime, diante do qual o Ministério Público, se ainda existir, terá de pedir a imediata instauração de inquérito.

    Pois o fato de que, entre os dois turnos das eleições a Polícia Federal, através de um delegado que procurou o coronel-aviador da reserva da FAB Miguel Ângelo Braga Grillo, chefe de gabinete do “Filho o1” e o advogado deste, Victor Alves para avisar que havia sido descoberto o esquema de dinheiro operado por Fabrício Queiroz mas os responsáveis pela inquérito tinham decidido que iriam “segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição [presidencial]”.

    Mais: deu orientações para que “limpassem a área”, demitindo Queiroz e sua filha Nathália, o que foi feito a seguir pelo filho e pelo pai, de quem eram, pai e filha, funcionários de confiança.

    É claríssima a obstrução de investigações com finalidades político-eleitorais, mas isso não é tudo.

    É sinal de que as estruturas da PF já serviam a Jair Bolsonaro mesmo antes da eleição e que, afinal, bastaria – ou bastou – que o ex-capitão mantivesse a sua influência sobre os inquéritos, como ocorreu naquele caso agora confessado por Paulo Marinho.

    Como a ele serviam, também, o então juiz Sérgio Moro – lembram da súbita divulgação pré eleitoral das confissões sem provas de Antonio Palocci? – e todos os que participaram da manobra judicial-policial – que rendeu a Maurício Valeixo a chefia da PF – para manter Lula encarcerado mesmo depois de um desembargador federal ter-lhe dado liberdade provisória.

    Vamos ver, agora, se a notícia-crime que Mônica Bergamo traz na entrevista de Paulo Marinho vai ser tratada como o que é e se disso se revela o quão grande e profunda já era a infiltração da milícia bolsonarista dentro da Polícia Federal.

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  10. O Presidente coloca a República estarrecida de joelhos a disposição dele, dos filhos e dos amigos próximos.

    Hoje o vídeo é de conhecimento público e notório. Os fatos falam por si, o público e notório não precisa ser provado. Quando falou em mexer na segurança no RJ, com certeza falou da mudança na PF do Rio, vez que a segurança pessoal a cargo do GSI já havia sido trocada um mês antes.

    A reunião do comando administrativo da nação é um insulto ao povo brasileiro, ao estado de direito, ao regime democrático, a independência dos poderes estruturais do Estado. O que se assistiu foram manifestações ministeriais de baixíssimo nível que iam ao encontro de outras de nível ainda menor de quem capitaneava a reunião.

    O Ministro da Deseducação expressando seu juízo de valor no sentido de que os vagabundos da cúpula do Poder Judiciário deveriam ser presos.

    O Ministro da Destruição do Meio Ambiente propondo uma enxurrada de atos administrativos para a devastação das florestas e subsequente titularização das terras remanescentes para grileiros, garimpeiros , madeireiros, etc. Ressaltou a oportunidade do momento, vez que a atenção da mídia está toda direcionada para a desgraça que nos assola com a morte de milhares de brasileiros pela covid-19.

    A Ministra dos Direitos Humanos numa desequilibrada manifestação pregou a prisão dos governadores dos estados membros da federação, sem qualquer fundamentação, numa demonstração inequívoca de bajulação e alinhamento ao pensamento de quem capitaneava a reunião.

    Tudo intercalado com inúmeros palavrões do tipo: bosta, fuder, estrume, etc., proferido pelo ocupante do mais alto cargo da República e a surpreendente afirmação de possuir um sistema de informação próprio.

    Até para uma das mais importantes empresas de radiodifusão do Brasil, a Rede Bandeirantes, sobrou acusação de pedido de propina feito pelo Presidente da Caixa Econômica Federal. O Datena, persona grata das forças de segurança deste estado e um dos maiores influenciadores da opinião pública da nação, abriu as portas, recepcionando o autor da acusação e seus prepostos para se utilizarem da grande audiência nacional do seu programa para explicarem o aplicativo do auxilio emergencial, ficou indignado e estarrecido com a punhalada pelas costa. Em oportunidade anterior manifestamos que ele estava fritando seu prestígio ao defender esse governo, não deu outra.

    Esperar até quando? Até quando Bolsonero incendiar o Brasil?

    Com esse Procurador Geral da República, Bolsonero não precisa sequer se preocupar em constituir advogado para cuidar da sua defesa. PGR que, ao tomar conhecimento de uma possível prática de infração penal requisita a instauração de investigação para apurar sua materialidade e autoria e, simultaneamente, investigação para apurar eventual crime de quem tenha noticiado você vai esperar o que?

    PGR que se manifesta no sentido de limitação da prova apresentada pela defesa, você espera o que?

    Quando não temos um Ministério Público independente e sim conivente com os poderes da República, é inevitável o esgarçamento da malha protetora da sociedade.

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