Bolsonaro, quem diria …Ainda não roubou ; nem deixou roubar! 19

Empresa da ex-mulher de Wassef recebeu R$ 41 milhões no governo Bolsonaro

Cristina Boner e Wassef passeiam juntos em jet ski - UOL

Cristina Boner e Wassef passeiam juntos em jet ski Imagem: UOL

Constança Rezende e Eduardo Militão

do UOL, em Brasília

21/06/2020 04h00Atualizada em 21/06/2020 10h38

Uma empresa ligada à ex-mulher e sócia do advogado Frederick Wassef, que defende o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), recebeu R$ 41,6 milhões durante a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido).

O valor se refere a pagamentos efetuados entre janeiro de 2019 e junho deste ano pelo governo federal para a Globalweb Outsourcing — empresa fundada por Cristina Boner Leo.

Os valores pagos à Globalweb em menos de um ano e meio da gestão Bolsonaro, R$ 41 milhões, já chegam aos pagos à empresa nos quatro anos de gestão compartilhada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), R$ 42 milhões.

A empresa presta serviços de informática e tecnologia da informação a diferentes órgãos da administração federal, como o Ministério da Educação e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).

Segundo levantamento feito pelo UOL no portal da Transparência e Diário Oficial, os contratos que a empresa tinha negociado com governos anteriores foram prorrogados e receberam aditivos de R$ 165 milhões pela gestão de Bolsonaro.

Além disso, o novo governo fechou novos contratos com a Globalweb Outsourcing no valor de R$ 53 milhões — totalizando um compromisso de R$ 218 milhões a serem pagos pelos cofres públicos nos próximos anos.

Questionado, Wassef disse que os negócios da empresa não têm relação alguma com ele, acusou um ex-marido de Cristina de persegui-la e defendeu Jair Bolsonaro. A Globalweb e Cristina negaram “qualquer tentativa de vinculação de seus resultados ou das contratações como fruto de influência política”. O Palácio do Planalto não se manifestou. (veja mais abaixo)

Foi em um imóvel do Wassef em Atibaia, no interior de São Paulo, que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, foi preso pela polícia na última quinta-feira (18) sob acusação de lavagem de dinheiro. O advogado não quis comentar esse assunto com o UOL.

Cristina representa a empresa em eventos

Aberta em 2010, a Globalweb é hoje administrada por Bruna Boner Leo Silva, filha de Cristina, ex-mulher de Wassef.

Além de ter criado a empresa, Cristina foi apresentada como CEO e presidente do Conselho de Administração da Globalweb, durante fórum do Instituto de Formação de Líderes (IFL), em 2017. Em agosto de 2019, ela também representou a empresa num evento da Rede Nacional de Pesquisas (RNP).

Em junho do ano passado, a empresária foi condenada por improbidade administrativa no chamado “mensalão do DEM” e proibida de fechar contratos com a administração pública até 2022, de acordo com sentença do juiz Mário Henrique Silveira, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal.

Advogado e ex são sócios em terreno

A empresária e Wassef mantêm amizade até hoje, apesar de estarem separados. Até o ano passado, o advogado era representante legal de Cristina em processos judiciais.

Eles também são sócios em um terreno comprado com 339 mil metros quadrados, em São Francisco do Sul (SC). Em maio de 2013, a Justiça de São Paulo chamou Wassef de “companheiro” de Cristina, em processo criminal envolvendo outro ex-marido da empresária.

Wassef se apresenta como advogado de Bolsonaro e diz que tem procurações assinadas pelo presidente que comprovam isso. Ele também costuma dar entrevistas em nome do presidente e frequentar o Palácio do Planalto.

Na quinta-feira (18), a advogada Karina Kufa, que também frequenta o Palácio, enviou nota afirmando que estão com o seu escritório todas as ações do presidente, “sejam elas cíveis, criminais ou eleitorais, em curso no poder Judiciário, exceto aquelas de competência da Advocacia Geral da União – AGU”.

“O advogado Frederick Wassef não presta qualquer serviço advocatício em nenhuma ação em que seja parte o senhor Jair Messias Bolsonaro e não faz parte do referido escritório, não constando seu nome em qualquer processo”, declarou.

Presidente comprou Land Rover

A empresária também ganhou destaque na imprensa após a revista Veja revelar, em abril do ano passado, que Bolsonaro havia comprado, anos antes, uma Land Rover blindada de uma outra firma dela, a Compusoftware, na época comandada por Cristina. O presidente adquiriu um veículo preto modelo 2009/2010.

À revista, a empresária disse que uma agência de veículos intermediou o negócio e que Bolsonaro quitou a compra por meio de uma transferência eletrônica de R$ 50 mil, embora o veículo, fosse avaliado em cerca de R$ 77 mil à época.

Bolsonaro jamais favoreceu empresários, diz advogado

O UOL perguntou a Wassef se o aumento nos pagamentos e contratos da Globalweb com o governo guardava relação com eventual interferência do advogado. Ele disse que não. “A resposta é: isso é fakenews e crime de calúnia”, iniciou. “Não existe.”

Jamais o presidente Bolsonaro moveu uma palha para quem quer que fosse. Isso é pura calúnia e ilaçãoFrederick Wassef, advogado

O advogado disse que manteve relacionamento com Cristina entre 2008 e 2017. Ele defendeu a empresária em processos judiciais. Mas afirmou que não trabalhou para a Globalweb nem mesmo informalmente.

Wassef acusou um ex-marido de Cristina persegui-la e estar por trás de notícias mecionando o nome da empresária. “Cristina é vítima de perseguição.”

A Globalweb e Cristina Boner foram procurados pela reportagem por meio de assessores e de correio eletrônico.

O UOL questionou Cristina sobre sua relação com Wassef, o aumento de contratos da empresa no governo Bolsonaro e a eventual atividade do advogado na empresa. Também questionou se Bolsonaro já esteve na residência onde Cristina morava, assim como Flávio Bolsonaro. Além disso, questionou se a empresa estar em nome da filha não seria contrária a uma decisão da Justiça do DF que a proibiu de contratar com a administração pública.

A assessoria de imprensa de Cristina respondeu com uma nota:

“A Globalweb repudia qualquer tentativa de vinculação de seus resultados ou das contratações pelo Estado como fruto de influência política. A empresa participa de licitações, abertas aos diversos competidores do mercado de tecnologia, por meio de pregão eletrônico, com finalização em resultado aleatório. Com relação aos contratos renovados a partir de 2019, a Globalweb informa que os mesmos foram assinados em períodos anteriores e que possuem renovação automática.”

Assina o texto Pedro Rondon, como presidente da Globalweb.

O Palácio do Planalto disse que não se manifestaria. Os esclarecimentos serão publicados pelo UOL se forem recebidos

  1. No rol de funcionárias fantasmas do clã bolsonóquio, só filé. Que coisa boa hein! Gastança a vontade com dinheiro do povo.
    Os maus costumes alcançaram o Palácio do Planalto, por conta disso nunca se gastou tanto no cartão corporativo.
    A cegonha largou o Queiroz no sítio desse advogado mala.

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  2. Na manchete a empresa É DA ESPOSA do Wassef. Já na matéria, é uma empresa LIGADA à empresa da esposa do Wassef. Logo se vê que é notícia do UOL, replicada pelo Guerra. Não podia ser diferente.

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    • Estava faltando o “E o Lula?”. Nada a ver com o PT e sim com a “famiglia Boçalnaro. Mas gado é sempre gado., né?

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  3. E a casa vai caindo……

    Nunca tivemos um presidente decente. Collor, FHC, Lula, Temer, Bolsonaro…tudo safado.

    Infelizmente nosso país está fadado a ser dilapidado por pessoas má intencionadas que ludibriam o povo, sempre com o mesmo discurso, desde a época de Collor “o caçador de marajás”.

    Vamos ver quem serão os “herois” de 2022. Moro, Doria…..

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    • Não seria porque todo presidente, senador, deputado federal, deputados estadual, vereadores e prefeitos, são eleitos entre os BRASILEIROS ?
      Será que, tirando eu ( e você, claro ) existe algum brasileiro que ao assumir um cargo eleitoral, conseguirá resistir ao “canto da sereia” e recusar os milhões oferecidos para compactuar com maracutaias ? Vai abrir mão de todas as mordomias e legislação benevolente, que propicía impunidade, contatos com autoridades influentes e benefícios “legais”, anti éticos, mas previstos em portarias e regimentos internos ?
      ” No Brasil, só reclama das maracutaias, quem está fora delas” – by filósofo Mané Macunaíma.

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    • Há um equívoco na postagem: a república dos bananas, da América LatRIna e delapidada e saqueada desde 1.500, quando foi invadida por portugueses criminosos, degradados e sifilíticos, que cruzaram com índias absolutamente incapazes surgindo os filhos de Macunaíma magnificamente explicitado por Mário de Andrade.

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  4. Alta carga tributária com péssimo retorno população = roubo ao erário e má administração.

    Ma distribuição de renda = sinônimo de país mal gerido.

    Brasil pode ter Lula, Bolsonaro, moro, coro, boro que não mudará nada.

    País das maravilhas para os afortunados e uma desgraça para os pobres.

    Mais maravilhoso para ladrões do erário, justiça conivente e conveniente. De vez em quando pega alguns pra mostrar que tem Justiça.

    Pro cara que tem pizzaria só resta baixar as portas, pro Conglomerado resta centenas de milhões com juros de banana e prestações a perder de vista.

    Pro artista que ganha milhões, da se um jeito de burlar boa parte de seus ganhos não chega a perder pro governo 10% de seus rendimentos.

    Pro trabalhador assalariado e de 27,5% sua perda.

    E tem idiota com limitação intelectual achando que Bolsonaro mudará algo, pelo contrário, vamos perder natureza, renda, emprego, educação, saúde. Basta ver os números de crescimento do ano passado.

    Investidor ouve o Bolsonaro vomitar suas asneiras e deixa de investir.

    Aí como termômetro temos a pandemia que é ridicularizada por essa toupeira.

    Chega ne, bozo ja deu o que tinha que dar.

    Ou então Ministros, investidores, STF, governadores, prefeitos, senadores como o major olimpio, entidades governamentais, nao governamentais estão todos errados?

    Bolsonaro Ta afundando cada vez mais o país .

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  5. olsonaro já não tem quem o defenda
    POR FERNANDO BRITO · 22/06/2020

    Igor Gielow, na Folha, confirma o que foi intuído aqui, anteontem, sobre a pouca ou nenhuma efetividade da embaixada mandada sexta-feira por Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes.

    Houve dois erros por parte da comitiva enviada a São Paulo, formada pelos ministros André Mendonça (Justiça), Jorge de Oliveira (Secretaria-Geral) e José Levi do Amaral (Advocacia-Geral da União).
    Primeiro, na avaliação de ministros da corte, eles deveriam ter procurado o presidente do Supremo, Dias Toffoli, se a intenção era a de uma trégua institucional.
    Ao falar com Moraes, eles se comportaram como advogados de defesa do presidente, o que causou contrariedade no presidente do Supremo.
    O segundo equívoco era de origem: a troika não tinha como garantir que os ataques por parte do presidente e, principalmente, por seus aliados, teria como de fato acabar.

    Faltou completar, sobre o segundo equívoco, que os enviados de Bolsonaro não têm autoridade política para assumir qualquer compromisso com o Supremo.

    Este governo já não tem condições de sobreviver e é apenas uma questão de tempo até que fique emparedado.

    E está ficando, à medida em que se revelam suas ligações com escroques e picaretas.

    O afastamento de Frederico Wassef, o acoitador de Queiroz, da defesa formal de Flávio e do próprio Jair Bolsonaro, não tem o menor efeito prático, tanto quanto a “embaixada” não tem efeito sobre o Supremo.

    Wassef não vai sair de cena, por mais que diga que o fará, por amizade ao presidente. Não é de sua natureza e, como não era advogado de Queiroz e, agora, não é advogado do senador, terá de dar explicações sobre a materialização do ex-PM em sua casa em Atibaia, sobre a qual não se caracteriza ação de assistência jurídica, o que poderia blindá-lo de depor.

    É provável que apareça logo, também, a mulher de Queiroz, que tem tudo para ser a porta menos resistente do quarto de segredos do marido.

    A semana que começa promete um agravamento maior da situação do presidente, visivelmente assustado e na defensiva, incapaz de resistir à maré de detritos que, finalmente, parece ter rompido as comportas do silêncio.

    A fragilidade de Bolsonaro é palpável e a perda de perspectivas é tão grande que serão muito poucos e inexpressivos os que ainda querem algum acordo com ele.

    Os gatos pingados de suas “manifestações” não botam medo em ninguém, sem o que Bolsonaro já não tem, para ameaçar o país: os militares.

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  6. O grupo Originais do Samba deveria refazer este pagode com o título cadê Márcia Oliveira de Aguiar, a mulher do Queiroz.
    Será que Márcia também está no samba lá no morro e não avisou ninguém?

    Prestem atenção na segunda música (continuação do vídeo) que tem o título “falador passa mal”, é justamente a que se referiu a filha do Queiroz em relação ao papai.

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  7. bom, pelo menos esta, se for comprovado, gastando aqui no Brasil mesmo, nada de dar usina de gás pra ditador boliviano, porto de presente pra ditador cubano, etc, etc, etc

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  8. A pergunta que não quer calar: Se o Queiroz chegou voando, porque não foi detectado pelos radares da aeronáutica?

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  9. Alguém tem conhecimento se algum policial civil já conseguiu aposentadoria pelas novas regras? Pelo que consta, apesar da reforma ser promulgada em março, as novas ainda não constam no sistema…. é vero isso??

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  10. Dois cadáveres vivos assusta mais Bolsonaro que 50 mil mortos
    POR FERNANDO BRITO · 23/06/2020

    Gravei, hoje cedo, um comentário para a TV Afiada sobre os dois acontecimentos da manhã: a busca pela mulher de Fabricio Queiroz e a “retificação” da data da exoneração de Abraham Weintraub de sábado (20), para sexta (19).

    Mesmo não encontrado a Queiroza, é sinal de que o cerco está se fechando sobre o Flávio Bolsonaro e amigo do seu pai.

    Mas é Weintraub que pode criar um constrangimento imenso a Jair e ao Brasil.

    É que ele ingressou nos EUA – onde brasileiros estão impedidos de entrar – usando a condição de ministro, o que já não era, agora que sua demissão foi”antecipada” ou que, como tudo indica, “atrasada” para que ele pudesse escapar do bloqueio.

    O que, é claro, contraria um decreto de Donald Trump, editado no dia 24 de maio. que diz que quem fraudar condição que permita o ingresso com “deturpação intencional de um fato relevante” deve ser obejto de expulsão prioritária pela imigração norte-americana.

    Assista.

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  11. Wassef era ‘Anjo’ de Queiroz desde o início do escândalo
    POR FERNANDO BRITO · 25/06/2020

    O processo contra Flávio Bolsonaro pode ter entrado em “banho-maria”, enquanto se discute em que tribunal ele irá tramitar, mas a pressão sobre Jair Bolsonaro não para de aumentar.

    A reportagem de Andréia Sadi e Bruno Tavares, no Jornal Nacional, revelando, com três testemunhas, que Frederico Wassef, o Anjo, protegendo Fabrício Queiroz em dezembro de 2018, poucos dias depois de ter estourado o escândalo das rachadinhas, naquele mesmo mês.

    Já em Atibaia, Wassef cuidava, pagando a hospedagem, de ajudar no sumiço de Queiroz. Um ano e meio depois, cuidava já em sua própria casa, naquela cidade.

    Está claríssimo que Wassef, advogado de Jair e Flávio, operava a rede de proteção a Queiroz, de quem, – segundo as palavras do próprio falastrão – não era amigo, conhecido e muito menos advogado.

    Se Wassef não agia nestas condições, em quais agia ou sob os interesses de quem?

    A saída óbvia para Wassef é dizer que agia sob ordens e não é difícil supor de quem eram as ordens.

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  12. E só pedir pra uma guarnição do BAEP aplicar o “protocolo do sacode” que ele vai se lembrar de ter conhecido até os avós do Queiroz.

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