O que é o “Ciclo Completo” postulado pela PM? É o que o sargento fez com o rapaz de Americanópolis. Entende? 14

Autor: Amigo do 9. andar da Brigadeiro Tobias

O que assistimos nos últimos dias foi o agravamento do crônico problema de violência policial.

Como cogitar a possibilidade de que as polícias militares realizem o chamado “Ciclo Completo”, diante da contextualizada violência gratuita perpetrada por seus integrantes?

A “Defenda PM” patrocina essa bandeira na Câmara dos Deputados, com um batalhão de lobistas tentando convencer os deputados de que a medida redundaria em significativa melhoria na segurança pública dos Estados e do DF.

O que fez o governo do Estado de São Paulo para o enfrentamento desse problema endêmico da sua PM?

O mais do mesmo, ou seja, “perfumaria” nominada de RETREINAMENTO.

O anúncio foi feito pelo Secretário Executivo da PM, aquele que, ao que tudo indica, tem a função de dar explicações à mídia sobre violência e execução sumária patrocinada por integrantes da instituição.

Quando Comandante Geral, em mais um daqueles períodos sazonais de alta incidência dos casos de violência patrocinadas pela instituição, enviou uma carta pedindo desculpas à família de um publicitário executado por PM’s na zona oeste de São Paulo.

Apesar da boa intenção pela simbologia do gesto, é absolutamente desproporcional a medida em relação a perda de uma vida e as consequências eternas dela decorrentes. Melhor seria, numa demostração de absoluta transparência, ter aberto as portas da instituição para que familiares e seus advogados acompanhassem a lisura e imparcialidade das apurações com vistas à responsabilização dos autores do nefasto acontecimento.

Se consultarmos a matriz curricular de todos os cursos de formação das instituições policiais, vamos constatar que é mais do que suficiente a carga horária da disciplina de direitos humanos, não basta saber( competência cognitiva), tem que exercitar(competência laborativa), se não o faz é por absoluta falta de fiscalização.

Como bem observado por um ex oficial de carreira da PM e magistrado concursado da Justiça Militar Estadual, a violência policial é o reflexo da falta de elo entre comando e tropa, função específica de sargentos e oficiais subalternos, sem a firme atuação deles, a tropa vira bando e o comando se aquartela, com centenas de quartéis inflados de oficiais exercendo funções de chefes de seção, ou seja, um tenente comandando dois ou três soldados. O tenente elabora a minuta do documento, um soldado digita, o outro leva para ele conferir e assinar e, o último leva pro comandante despachar ou pedir para que seja refeito.

Depois do árduo dever cumprido, o tenente fica com o resto do dia livre para engordar o salário dando aulas de Direitos Humanos em algum dos diversos cursos de RETREINAMENTO existentes nas inúmeras escolas de formação da PM. Entende?

Enquanto isso, a população fica levando “sacode”, tiros e borrachadas a torto e a direito.

  1. Como disse Mao Tse Tung, “quando você aponta uma estrela para um idiota ele não olha pra estrela, olha pra ponta do seu dedo”.
    .
    O modelo está errado. O militarismo policial leva a isso. O policial não é um soldado e o soldado não é um policial. À semelhança é apenas estética, as atribuições e valores são totalmente diferentes. O militar tem um conceito muito forte de missão, algo que deve ser realizado a qualquer custo, enquanto o policial deve trabalhar com o senso de flexibilidade. Dependendo da circunstância é preferível deixar o criminoso fugir, algo impensável para os (policiais) militares. Se sentem desacatados com a simples contrariedade de um moleque Que tenta fugir com uma moto velha de leilão.

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  2. A vida do tal do BAEP pelo interior do estado é dar pau em neguinho, plantar drogas e até dar choque elétrico. Impressionante como todos compraram a ideia desses locs, principalmente o MP. Os majuras, coitados, sei lá a que foram reduzidos diante dessa situação.

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  3. noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/06/25/corregedoria-investiga-pms-por-mensalao-do-trafico-e-morte-em-sao-paulo.htm

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  4. Wassef era ‘Anjo’ de Queiroz desde o início do escândalo
    POR FERNANDO BRITO · 25/06/2020

    O processo contra Flávio Bolsonaro pode ter entrado em “banho-maria”, enquanto se discute em que tribunal ele irá tramitar, mas a pressão sobre Jair Bolsonaro não para de aumentar.

    A reportagem de Andréia Sadi e Bruno Tavares, no Jornal Nacional, revelando, com três testemunhas, que Frederico Wassef, o Anjo, protegendo Fabrício Queiroz em dezembro de 2018, poucos dias depois de ter estourado o escândalo das rachadinhas, naquele mesmo mês.

    Já em Atibaia, Wassef cuidava, pagando a hospedagem, de ajudar no sumiço de Queiroz. Um ano e meio depois, cuidava já em sua própria casa, naquela cidade.

    Está claríssimo que Wassef, advogado de Jair e Flávio, operava a rede de proteção a Queiroz, de quem, – segundo as palavras do próprio falastrão – não era amigo, conhecido e muito menos advogado.

    Se Wassef não agia nestas condições, em quais agia ou sob os interesses de quem?

    A saída óbvia para Wassef é dizer que agia sob ordens e não é difícil supor de quem eram as ordens.

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  5. Embora seja policia civil aposentado fico triste com notícias envolvendo a Pm. Trabalhei trinta e três anos no interior e fiz bons amigos dentre os policiais militares, a maioria dos preços e oficiais iniciantes e gente boa mas e claro em todo lugar tem os vagabundos que não honram os demais. O fato e que todos sabem que a divisão de competências e uma garantia contra abusos e corporativismo mal intencionado assim acho difícil o ciclo completo.

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    • O MP ultimamente está chamando para as suas diligências policiais do Baep, mas esta atitude deve ser repensada devido aos contínuos crimes envolvendo monstros daquele batalhão, e quem criou essa imundície deve imediatamente extinguir essa merda para que as ocorrências envolvendo os monstros não continuem.
      Em um mês, teve quase dez monstros do mesmo batalhão que foram presos, e o que não aparece? A PM tem um tal secretário executivo, ou melhor, um defensor que nunca consegue ver indícios de crime nas atitudes dos seus monstros.
      Imagine se os inquéritos das ocorrências abaixo ficarem a cargo da PM através do ciclo completo, o secretário executivo Camilo já está adiantando de como o relatório final que será enviado para o judiciário.

      1º Os monstros do Baep tiveram a ousadia de trocarem os vestes de um inocente em busca de fama dentro da corporação que sabe que isso acontece diuturnamente; as testemunhas estão com medidas protetivas, são policias militares e também deveriam estar presos por não delatar o fato de início.

      https://ponte.org/pm-trocou-roupa-de-david-para-bater-com-descricao-de-suspeito-sugere-denuncia/

      2º Sargento monstro do grupo de “elite” da PM (Baep) está preso por ser integrante do PCC.O monstro do Baep está sendo acusado de ter executado um integrante do próprio PCC, o “cabelo duro”.

      https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/06/20/ex-rota-policial-e-suspeito-de-prestar-servico-de-matador-para-o-pcc-em-sp.htm

      3º Outro sargento monstro do Baep, sem motivo, está preso por ter sequestrado e executa jovem na zona sul de São Paulo.

      Você e o Gaeco devem se afastar de PMs, vá por mim.

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  6. A Lava Jato está rachadinha…
    POR FERNANDO BRITO · 27/06/2020

    A fumaça levantada pela incursão de uma representante do Procurador Geral da República aos intestinos da Operação Lava Jato já ateou um pequeno – por enquanto – incêndio no Ministério Público Federal, com o pedido de afastamento do grupo de procuradores que atuava na Lava Jato.

    Só mesmo um quisto que se tornou “intocável” dentro do Ministério Público poderia se comportar assim diante de uma verificação – que deveria ser rotineira – da própria instituição. E que possam existir, em processos que são públicos, exceto quando os autos são, excepcionalmente, postos sob segredo de Justiça pelo juiz da ação, óbices ao conhecimento de como foram obtidas provas e informações pelos procuradores.

    Dizem as notícias que os procuradores da Lava Jato suspeitam que a investigação de Brasília seja uma forma de tentar atingir Sergio Moro, agora que ele se tornou desafeto do bolsonarismo. Estranho: no processo penal, como é o caso, o Ministério Público é parte e, portanto, tem de guardar distância do juiz da causa e, claro, vice-versa.

    Será medo de que haja provas – e não só indícios – de que houve promiscuidade entre promotores e juiz? Mais provas, aliás, porque os diálogos do The Intercept mostram que a associação para condenar, ali, era total.

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  7. Termo circunstanciado não é investigação e pode ser feito pelo Judiciário

    A lavratura de termo circunstanciado não configura atividade investigativa e, portanto, não é de competência exclusiva da polícia judiciária, sendo possível ser atribuída a outras autoridades, inclusive o Poder Judiciário. Com esse entendimento, o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente uma ação direta de inconstitucionalidade contra dispositivos da lei de drogas (Lei 11.343/2006).

    https://www.conjur.com.br/2020-jun-27/termo-circunstanciado-nao-atividade-investigativa-feito-judiciario

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  8. Num breve futuro seremos iguais ao Rio de Janeiro dividido entre facções criminosas e milícias policiais.

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  9. O que falou em pé na campanha, não fala hoje sentado na cadeira de governador. disse:

    Como bem mencionado no interessante artigo do jornal Folha de São Paulo desta data, “O regime militar impregnou a polícia de valores e métodos repressivos”, isso talvez explique a espontânea ação truculenta de alguns de seus integrantes e os resultados desastrosos para a sociedade a que servem.

    Não obstante sejamos contrários a esses injustificáveis protocolos operacionais, bem como iniciativas de entidades de classe da PM com o desiderato de esvaziarem atribuições constitucionais e legais da Polícia Civil, nossos sentimentos e interesses profissionais, convergem num mesmo sentido, quando o assunto é a indignação, a desmotivação e a repulsa quanto à atuação governamental, na política de segurança pública e valorização profissional e salarial dos integrantes das forças de segurança deste Estado.

    Fora Dória. O que falou em pé na campanha, não fala hoje sentado na cadeira de governador.

    Pior salário do Brasil para delegados de polícia e um dos piores para todas as demais carreiras operacionais e para as praças de sua Polícia Militar.

    Em outro bem articulado artigo desta data , o Jornal Folha de São Paulo discorre sobre o assunto.

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  10. Dolar – Na campanha: “Vamos valorizar a polícia e ao final do governo será a mais bem remunerada do Brasil, exceto a do DF” – 1 ano e meio de governo, continuamos o pior salário do Brasil para ativos e inativos.

    Bozonaro – Na campanha: “Vamos combater a corrupção” – 1 ano e meio de governo, exoneração de Sergio Moro, PGR nomeado por afinidade, desintegração da Lavajato, acerto com o centrão e enorme desgaste para blindar o filho suspeito de encabeçar a “rachadinha” na ALERJ.

    Esse ano tem mais no horário eleitoral e em rede social, lembre-se, é eleição municipal.

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