Foi na amizade? – População de São Vicente revoltada com a PM e a Polícia Civil por suposta proteção ao ex-deputado Luciano Batista 11

Por G1 Santos

 


Luciano fez um vídeo explicando o incidente nas redes sociais — Foto: Reprodução

Luciano fez um vídeo explicando o incidente nas redes sociais — Foto: Reprodução

O ex-deputado estadual Luciano Batista lutou contra um cachorro para salvar uma criança de 5 anos de um ataque, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Segundo informações confirmadas pelo G1 na manhã deste domingo (28), além da menina ter se ferido no rosto, na cabeça e no pescoço, o político também ficou machucado ao tentar conter o animal.

O caso ocorreu por volta das 18h50, na orla da praia de Itararé. Conforme informado pela Polícia Civil, Luciano estava andando com um cachorro pelo local, quando a garotinha, que andava de velotrol (um tipo de triciclo infantil), se aproximou dos dois. Ele estava de fone de ouvido e não percebeu a aproximação dela.

Em determinado momento, segundo o ex-deputado informou a polícia, a menina ‘mexeu’ com o cachorro e acabou sendo atacada na bochecha. Ao ver a cena, Luciano entrou em luta corporal contra o animal para tentar salvar a criança, e também foi mordido no braço, onde levou sete pontos. Após conter o cão, equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para atender o caso.

Durante a ocorrência, ainda de acordo com informações da Polícia Civil, o ex-deputado teria confessado aos policiais que guardava em casa uma arma com licença vencida. As autoridades solicitaram que ele buscasse o armamento e entregasse para apreensão. Luciano entregou o revólver sem munição.

Em nota, a Prefeitura de São Vicente informou que a menina foi socorrida ao Hospital Municipal via Samu, onde passou pelo primeiros atendimentos e exame de tomografia. Como a paciente tem convênio médico, foi transferida, por volta das 22 horas, para um hospital particular de Santos. O caso foi registrado na Delegacia Sede de São Vicente.

Polícia Militar compareceu ao local para atender a ocorrência — Foto: Reprodução

Polícia Militar compareceu ao local para atender a ocorrência — Foto: Reprodução

Posicionamento

Nas redes sociais, o ex-deputado publicou um vídeo explicando que saiu para passear com o cachorro da vizinha, um gentileza que faz há anos, quando ocorreu o acidente, que descreveu como um pesadelo. “Entrei em choque, entrei em luta com o cachorro, junto com a mãe da criança, que foi uma heroína. Ela pulou em cima do cachorro junto comigo e a gente conseguiu abrir a boca dele, soltar a criança, uma luta grande”, afirma.

Ele esclareceu no vídeo que o acidente ocorreu próximo à base do Samu e um funcionário levou a menina rapidamente para o socorro. Ele também afirmou que acompanhou a criança até o hospital, para saber qual o estado de saúde. “Nunca passei por esse pesadelo, não desejo isso a ninguém. Foi uma coisa que vai ser difícil para tirar da minha cabeça, imagino para a mãe da criança, que foi muito valente”, desabafa.

Ele ainda explica que recebeu pela manhã informações de que a criança passou por uma cirurgia, em uma hospital de Santos, e passa bem. “Já está acordada e conversou com os pais. Já mandei mensagem para os pais, através de amigos, para dizer que estou a disposição para o que precisarem. O mais importante é a vida da criança”, finaliza. O G1 tentou contato com Luciano, mas até a última atualização, não obteve sucesso.

Ao G1 nesta segunda-feira (29), o ex-deputado Luciano Batista afirma que caminha com o pit bull de uma vizinha há cerca de dois anos e meio e se diz surpreso com o ataque do cachorro à criança. Segundo o ex-parlamentar, apesar de saber sobre a determinação da legislação, não utilizava a focinheira por não imaginar que o cachorro pudesse atacar outra pessoa.

“Ninguém usa isso, assim como ninguém usa buzina na bicicleta, essas coisas que ninguém usa por achar que vai acontecer nada. É uma falha a gente achar que não vai acontecer, porque você anda com o cachorro todo dia e o cachorro nunca mordeu ninguém, nunca avançou em ninguém, tira foto com quem nunca viu. Quando você vai achar que ele vai atacar uma criança?”, afirma.

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A versão dos populares que não foram arrolados pelos diligentes policiais militares:

O ex-deputado passeava  com o seu cão  pelos jardins da praia do Itararé, proximidades da Ilha Porchat, com o seu Pitbull.

O animal , perigoso, atacou a criança; a mãe é quem se atracou com o cachorro.

O ex-deputado fugiu do local , sendo perseguido por populares;  sacando uma arma de fogo que trazia consigo.

A PM , “supostamente”, para que o nobre ex-deputado não fosse preso em flagrante , “supostamente”, alterou a versão dos fatos,  “supostamente” , inventando-se o seguinte enredo:

Durante a ocorrência, ainda de acordo com informações da Polícia Civil, o ex-deputado teria confessado aos policiais que guardava em casa uma arma com licença vencida. As autoridades solicitaram que ele buscasse o armamento e entregasse para apreensão. Luciano entregou o revólver sem munição.

Disse enredo , pois desde quando alguém esperto e esclarecido como o ex-deputado “confessaria que em sua residência mantinha uma arma com licença vencida”? 

Ora, o  que tinha a ver a lesão corporal dolosa por ele circular com um cão perigoso com a arma em seu apartamento?

Sem dinheiro ou com dinheiro ( se houve fraude na apresentação dos fatos )  : QUEM INVENTOU ESSA VERSÃO TEM QUE SER DEMITIDO E PRESO JUNTO COM O EX-DEPUTADO.  

E mais: o político alega não ser o proprietário do cão, apenas faz favor para uma vizinha  passeando com o animal rotineiramente…

Questão difícil de entender: pra que uma velhinha , moradora na Ilha Porchat , mantém um Pitbull dentro de um apartamento em edifício de elevado padrão?

Será que é para se defender dos políticos moradores no mesmo prédio?

luciano batista

Criminalidade diminuindo e a violência policial aumentando…( Sem generalização , mas a banda podre deve estar nervosa pela diminuição da renda ilícita, né? ) 9

Mortes pela polícia crescem 26% no país durante pandemia de Covid-19

Levantamento em 15 estados, onde vivem 72% da população, contabliza 1.198 mortes em decorrência de intervenções policiais em março e abril
Operação no Complexo da Maré, no Rio Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo / 17-06-2020
Operação no Complexo da Maré, no Rio Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo / 17-06-2020

BRASÍLIA — Apesar da redução do número de pessoas nas ruas, por causa da pandemia de coronavírus, a violência policial atingiu um pico no país em março e abril, primeiros meses com as restrições impostas para minimizar o contágio. Um levantamento feito pelo GLOBO junto às secretarias estaduais de Segurança aponta que houve 1.198 mortes em decorrência de intervenções policiais no bimestre, 26% superior às 949 contabilizadas no mesmo período do ano passado.

O aumento foi alavancado por abril, que registrou 719 mortes, frente a 477 em 2019 — houve crescimento em dez estados, queda em três, e em dois os números ficaram estáveis. O volume expressivo de mortes por ações da polícia em abril fez com que o primeiro quadrimestre do ano superasse o do ano passado — até março, os dados indicavam uma queda em 2020. Já o volume total de crimes violentos letais intencionais (homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte) cresceu 8% em abril frente ao mesmo período de 2019, segundo o “Monitor da Violência”, do G1.

Episódios recentes de violência em São Paulo levaram o governador João Doria (PSDB) a determinar que os policiais militares passem por novo treinamento. As mortes provocadas por agentes de segurança cresceram 22% no estado em março e abril de 2020, em comparação com o período semelhante do ano passado. No ano todo, o crescimento foi de 31% em relação a 2019, contra uma subida de 8% em todo o país.

O levantamento reuniu dados de 15 unidades da federação, que correspondem a 72% da população do país. As informações foram obtidas em publicações das secretarias de segurança e nos diários oficiais. Nos casos em que os dados não haviam sido tornados públicos, os governos foram questionados por e-mail. Dez estados não informaram os dados — o Rio Grande do Sul afirmou que a reportagem só conseguiria acesso caso fizesse um pedido via Lei de Acesso à Informação, que estabelece um prazo de um mês para o envio. Minas Gerais enviou as informações fora do padrão mensal, o que impossibilitou comparações. Os dados de Goiás têm como fonte o jornal “O Popular”, que teve acesso a um relatório sigiloso da Secretaria de Segurança do estado.

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Especialistas apontam razões diversas para o crescimento da violência policial. Um dos pontos levantados é a redução da “vigilância social”, com a menor circulação de pessoas, o que pode ter “encorajado” comportamentos mais violentos de policiais. No Rio, o isolamento provocou uma mudança na dinâmica das operações nas favelas, com a polícia buscando retirar os suspeitos de suas casas, o que tende a provocar mortes também de inocentes. No Ceará, o crescimento das mortes em confronto ocorreu depois do aumento do número de homicídios registrado no período da greve dos policiais militares.

Diferentes fatores

O coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, David Marques, afirma que o esvaziamento das ruas teve um peso no aumento:

— Temos um menor nível de controle social da atividade da polícia quando há menos gente na rua. Nos últimos anos, cresceram os registros em vídeo de abuso por parte das forças policiais. Em meio a uma pandemia, em alguma medida, há redução das pessoas na rua, diminuindo esse controle social.

Já a diretora de Programas do Instituto Igarapé, Melina Risso, pontua que diferentes realidades nos estados fazem com que não haja explicação única para o país inteiro.

— Uma das consequências pode ser a redução do patrulhamento. Com menos efetivo na rua, aumenta o medo do policial, que reage de maneira inesperada. Os dados mostram uma polícia sem controle. É indicativo de que o comando está perdendo a ascendência sobre a tropa ou que está incentivando esse processo.

Michel Misse, sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que o isolamento social trouxe nova dinâmica para as ações policiais:

— Numa situação em que há a recomendação para que as pessoas fiquem em casa, ou evitem contato físico, não é possível fazer uma operação como se fazia antes. As forças policiais buscarão desalojar os suspeitos de dentro das casas, o que pode gerar um número maior de mortes. É o pior dos mundos, porque essa população já está em uma situação de vulnerabilidade em relação ao vírus — aponta.

Uma liminar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu as operações policiais em comunidades durante a pandemia. O governo do Rio recorreu, e o tema está sendo analisado pelo plenário.


Tá faltando ladrão pra essa gente roubar?