Polícia Civil vai mapear todos os agentes envolvidos em mortes em São Paulo 4

Policial civil do DHPP em local onde dois homens foram mortos por policiais da Rota - 04.abr.2019 - Marcelo Goncalves/Sigmapress/Folhapress

Policial civil do DHPP em local onde dois homens foram mortos por policiais da Rota Imagem: 04.abr.2019 – Marcelo Goncalves/Sigmapress/Folhapress

Josmar Jozino e Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

30/08/2020 04h00

O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), unidade de elite da Polícia Civil, começou a mapear os policiais (civis e militares) e agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) envolvidos em ocorrências que terminaram em morte. Inicialmente, o levantamento focará nos casos ocorridos na capital.

Segundo o chefe da Divisão de Homicídios do DHPP, delegado Marcelo Jacobucci, de janeiro deste ano até esta quinta-feira (27), 235 pessoas morreram na cidade de São Paulo em 204 ocorrências registradas como confronto com policiais.

A estatística revelada por Jacobucci ao UOL indica que ao menos 204 policiais e GCMs já começaram a ter os dados mapeados. Esse número, no entanto, pode aumentar, pois, na maioria dos casos, no mínimo dois policiais participaram das ocorrências.

No primeiro semestre deste ano, policiais civis e militares mataram mais de 500 pessoas em todo o estado, trata-se do maior número já registrado no período pela SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Jacobucci explicou que o objetivo do DHPP é montar um banco de dados com a qualificação de todos os policiais e GCMs envolvidos em casos registrados como confronto.

“Nós queremos traçar o perfil de cada um deles. Saber se já se envolveram em outros confrontos, se agiram legitimamente ou se cometeram abusos e também se respondem ou responderam a outros processos por homicídio e quantos ao longo da carreira”, disse.

Jacobucci acrescentou que o banco de dados vai auxiliar o DHPP nas investigações relacionadas à letalidade policial, apontando inclusive os casos de reincidentes. “O mapeamento vai ajudar não apenas o DHPP, mas toda a Polícia Civil a pesquisar todos os casos de mortes praticadas por policiais”, afirmou o delegado.

Com o mapeamento a polícia espera ser possível identificar os padrões de conduta de cada policial envolvido em mortes, conhecer a área onde atuam, se agem com grupos semelhantes e detalhar inclusive a periodicidade de envolvimento nesse tipo de ocorrências.

O delegado disse que terminará o mapeamento de 2020 em dezembro o DHPP. “É um trabalho lento, de formiguinha. Mas daqui a quatro meses estará concluído. Depois começaremos a mapear os casos de resistências registrados em anos anteriores, até termos o banco de dados completo.”

Desde abril de 2011 o DHPP investiga os casos de supostas resistências seguidas de morte na capital. A medida foi anunciada na época pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB). Antes, o registro era feito no distrito policial da região onde houve a ocorrência.

Ao anunciar a mudança, Alckmin afirmou que o objetivo da decisão era coibir possíveis abusos policiais e também garantir a proteção de testemunhas.

Legalmente, a Polícia Civil investiga crimes da esfera civil supostamente cometidos por PMs, a exemplo de homicídio, e a Corregedoria da corporação investiga crimes militares

  1. Policial apresentará identidade ou será desarmado em abordagem, define SP

    O governo paulista definiu que, ao ser submetido a uma abordagem, todo policial deve mostrar sua identidade funcional. Se houver recusa, o policial abordado deve ser desarmado até o fim do procedimento. A resolução foi assinada ontem pelo secretário da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, e publicada hoje no Diário Oficial….

    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/09/01/policial-apresentara-identidade-ou-sera-desarmado-em-abordagem-define-sp.htm

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  2. Boa tarde!

    Senhoras e Senhores.

    A iniciativa é válida, porém, é interessante estudar também os antecedentes criminais dos bandidos envolvidos no confronto bem como seus parceiros.

    Desta forma não seria injusto para com o profissional, pois desde o concurso de admissão ele passa por inúmeras exigências no que tange ao conhecimento da profissão, porte e autorização para equipamentos bélicos, atitude, caráter, situação financeira bem como ao psicológico.

    Em contrapartida pouco se observa no que tange quanto a qualidade de vida do cidadão comum frente às adversidades como desemprego, falta de saneamento, entre outros.

    Entendo que esse procedimento smj não esteja atingindo o ponto crucial da questão que é a injustiça social.

    Pelo que se percebe a Polícia sempre serviu de para-choque pelos governantes para tentar justificar alguma coisa.

    Talvez o que falte seja aplicação da Lei com punições mais severas e a extinção de tantos benefícios a reclusos, pois assim dá-se impressão de que o crime neste País compensa.

    Nestas últimas décadas demonstra carência nas decisões que ensejasse credibilidade e total aplicação da lei.

    A Polícia prende, o Ministério Público pede a condenação, o Juiz condena, mais em outros casos, Superiores anulam tudo que foi materialmente e arduamente feito.

    Lamentável vermos que em certas ocasiões a balança esteja descalibrada.

    Somente espero que não aumente pedidos de desligamentos de policiais frente ao desdobramento desta feita, pois denota falta de credibilidade junto aos profissionais em tela.

    Caronte

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  3. Com certeza apenas reflexos da Resolução SSP-75 de 31/08/2020. Fora isso, querem que a polícia passe longe da bandidagem armada; o Bolsodória virou amigo dos “manos” para pegar o voto deles. Num futuro próximo, o Brasil será um Rio de Janeiro.

    Por fim, vale a pergunta: Diante de um bandido armado(arma em mãos) você, policial, atiraria ou pediria para ele colocar a arma no chão e posicionar as mãos na cabeça? Minha resposta pessoal: bala no palhaço!

    Nota: considerando um revólver .38 SPL, munição CHOG, com 189 m/s, tal munição gasta 0,05s(cinco centésimos de segundos) para atingir um alvo(peito, cabeça) a 10 metros de distância. Se o criminoso gastar cinco segundos para sacar e atirar, o policial terá 5,05 segundos para ser atingido.

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