BO morte em Ourinhos – PM desrespeita Resolução SSP-110, de 19-07-2010, para beneficiar policial que cometeu homicídio doloso 37

GABINETE DO SECRETÁRIO
Resolução SSP-110, de 19-07-2010
 
Disciplina o procedimento em ocorrências que envolvam crimes dolosos contra a vida, praticados por policiais militares contra civis.
Considerando a necessidade de padronizar o procedimento a ser adotado nas ocorrências que envolvam crimes dolosos contra a vida, praticados por policiais militares, eliminando interpretações geradoras de desinteligências entre a Polícia Civile a Polícia Militar;
Considerando ser indevida a condução de autores desses crimes, em razão de prisão em flagrante delito,às unidades da Polícia Militar, para a prática de atos de polícia judiciária militar, causando embaraços e prejuízos à imediata
coleta de provas e demais providências a cargo da autoridade policial civil, o Secretário da Segurança Pública, resolve:

Artigo 1º – Nos crimes dolosos contra a vida, praticados por policiais militares contra civis, os autores deverão ser imediatamente apresentados à autoridade policial civil para as providências decorrentes de atividade de polícia judiciária, nos termos da legislação em vigor (art. 9º, parágrafo único do

Código Penal Militar e art. 10, § 3° c/c art. 82 do Código de Processo Penal Militar);

Artigo 2º – a imediata apresentação determinada pelo artigo anterior não inibe a autoridade de polícia judiciária militar de instaurar, por portaria, Inquérito Policial Militar (IPM) para apuração de eventuais delitos conexos, propriamente militares, dada a imperiosa cisão das ações penais no concurso de crimes comuns e militares, a teor do disposto no art. 79, inc I, do CPP e art. 102, alínea “a” do CPPM.

Artigo 3º – Esta Resolução passa a vigorar na data de sua publicação.

OURINHOS.pdf

Mais um assassinato acidental cometido por PM 79

Abordado pela PM por derrubar cone, jovem de 22 anos é morto com tiro no pescoço

 PONTE

Rapaz estava com amigos, deixando feira agropecuária em Ourinhos (interior de SP), quando o carro em que estava no banco do carona foi parado por dois militares

Brian Cristian Bueno da Silva tinha apenas 22 anos e foi morto quarta-feira (8/06), durante abordagem da PM de SP

Brian Cristian Bueno da Silva tinha apenas 22 anos e foi morto quarta-feira (8/06), durante abordagem da PM de SP

Brian Cristian Bueno da Silva, de apenas 22 anos, é a nova vítima fatal da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Na noite de quarta-feira (8/06), o rapaz foi morto com um tiro no pescoço quando, acompanhado de amigos, deixava a FAIP (Feira Agropecuária e Industrial), em Ourinhos (distante 374 km da capital de São Paulo).

A morte de Brian ocorreu quando PMs abordaram o carro em que ele estava com mais quatro amigos. Na versão apresentada pelos militares à Polícia Civil, o veículo despertou a atenção porque estaria ziguezagueando pela via de saída da FAIP para derrubar cones de sinalização.

Os amigos do jovem contestam os PMs e sustentam que Brian, no banco do carona, colocou a mão para fora do carro e derrubou apenas um dos cones de sinalização com as mãos. Eles garantem que o veículo não fazia zigue-zague.

Quando deram ordem para que o carro dos jovens parasse, os dois PMs que faziam a interceptação foram rapidamente atendidos. Ao colocar as mãos para o alto, Brian foi baleado no pescoço. Os PMs afirmam que o rapaz, sentado no veículo, “levantou as mãos bruscamente” e abriu a porta do carro.

O tiro saiu pelo braço de Brian, que chegou a ser socorrido na Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, onde morreu. Brian vivia em Santa Cruz do Rio Pardo (distante 32 km de Ourinhos).

Wesley de Moraes, um dos amigos que acompanhavam Brian durante a abordagem da PM, afirma que o policial militar o puxou pelo colarinho do carro, já com a arma apontada para o rapaz, o disparou contra ele.

O PM responsável pelo tiro contra Brian foi preso pela Polícia Civil por homicídio culposo (sem intenção de matar) e está no Presídio Militar Romão Gomes, no Jardim Tremembé (zona norte de SP).

Nesta sexta-feira (10/06), a reportagem solicitou esclarecimentos ao comadante-geral da PM, coronelRicardo Gambaroni, sobre a morte de Brian e aguarda um posicionamento do oficial.

Imagens de câmeras de segurança instaladas na avenida Jacinto Ferreira de Sá, onde Brian foi baleado, são analisadas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM para tentar descobrir como o rapaz foi atingido pelo soldado.

Perícia mostra que tiros não partiram do carro furtado por menino de 10 anos. 57

Fonte: bol
09\06\2016

O caso envolvendo o menino Ítalo, de 10 anos, morto com um tiro na cabeça por policiais militares na quinta-feira (2), em São Paulo, após furtar um carro, pode ter sido diferente da versão contada pela PM. De acordo com informações do G1, peritos que apuram a morte do garoto afirmaram que a cena do crime foi alterada. Pelos primeiros resultados, não há indícios de que tenham sido feitos disparos de dentro do carro que o menino dirigia.

A versão da polícia dizia que os policiais atiraram para revidar tiros que teriam sido disparados pelos ocupantes do carro, o menino de 10 anos e outro de 11 anos. A reportagem afirma que, segundo a perícia, o carro roubado pelos meninos estava revirado e o corpo do garoto baleado havia sido mexido. A arma que um deles teria usado para atirar nos policiais não estava no local, pois foi recolhida pela PM e levada ao Departamento de Homicídios.

A testemunha que inicialmente disse ter ouvido disparos vindos do carro do menino acabou mudando a versão por não ter certeza de onde partiram os tiros. O advogado, que mora no Morumbi, perto do local onde os meninos bateram o carro, foi ouvido durante quatro horas e disse que não sabe de que lado partiram os tiros que ouviu.

O garoto de 11 anos que acompanhava Ítalo inicialmente disse em depoimento que o colega havia atirado, mas, posteriormente, contou que foi ameaçado pelos policiais e obrigado a dar essa versão. Acompanhado por uma psicóloga, ele afirmou na Corregedoria da PM que ele e Ítalo não estavam armados e que o revólver calibre 38 havia sido “plantado” pelos policiais na cena do crime.

Mãe disse que filho não tinha arma

Na terça-feira (7), familiares do menino de dez anos morto pela Polícia Militar após furtar um carro juntamente com o amigo de 11 em um condomínio na Vila Andrade, na zona sul de São Paulo, afirmaram em depoimento no DHPP (Departamento de Proteção à Pessoa) que o menino não tinha arma, não sabia atirar nem dirigir.

Tio da criança, Alex Jesus Siqueira contou que cuidava do garoto com a ajuda da avó, enquanto a mãe e o pai não estavam em casa. Ele afirmou desconhecer o fato de o menino andar armado e dirigir. Siqueira é irmão do pai da criança, que está preso por tráfico de drogas e associação criminosa.

A mãe do garoto, Cintia Francelino, 29, foi a primeira a ser ouvida no DHPP. Além de reafirmar que nunca viu o filho armado e ressaltar que ele não sabia dirigir, criticou a conduta dos policiais militares envolvidos na ocorrência. Ela afirmou que só ficou sabendo da morte do filho por volta das 23h40, quase cinco horas depois do fato, graças aos pais do menino que sobreviveu.

(Com informações de G1 e Estadão Conteúdo)

Rodrigo Janot é inimigo dos Delegados de Polícia 56

PGR questiona norma amazonense que dá autonomia para delegados de Polícia Civil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5536) contra Emenda à Constituição do Estado do Amazonas (EC 82/2013) que confere janotaos delegados de Polícia Civil isonomia com carreiras jurídicas e com o Ministério Público, dando autonomia à atividade policial. O caso está sob relatoria do ministro Teori Zavascki.
Para Rodrigo Janot, a EC 82, que alterou o artigo 115 (caput e parágrafos 1º e 3º) da Constituição amazonense, ao interferir na estrutura da Polícia Civil delineada pela Constituição Federal, incorre em inconstitucionalidade. O conjunto normativo formado pelo artigo 115 da Constituição amazonense desnatura a função policial ao conferir indevidamente à carreira de delegado de polícia isonomia em relação às carreiras jurídicas, como a magistratura judicial e a do Ministério Público, com o intuito de aumentar a autonomia da atividade policial e, muito provavelmente, para atender a interesses corporativos dessa categoria de servidores públicos, sustenta o autor da ADI.
A emenda, argumenta Janot, não atende à Constituição, ao interesse público e nem à natureza teleológica da atividade de polícia criminal de investigação. Na verdade, o procurador entende que a norma cria verdadeira disfunção do ponto de vista administrativo, ao conferir ao cargo de delegado de polícia atributos que lhe são estranhos e que se contrapõem à conformação constitucional e à legislação processual penal da polícia criminal.
A Constituição Federal, em seu artigo 144 (parágrafo 6º), subordina a Polícia Civil ao governo estadual e, no artigo 129 (inciso VII), atribui ao Ministério Público função de exercer controle externo desse órgão. Isso ocorre, entre outras razões, no entender do procurador-geral, porque a polícia detém um “quase monopólio” do uso legítimo da força, de forma que deve ser submetida a amplo e permanente controle, tanto externo quanto interno.
Além disso, diz o autor da ADI, a norma estadual trata de matéria atinente ao regime de servidor público, cuja iniciativa para instaurar processo legislativo é do chefe do Poder Executivo, o que não ocorreu no caso, uma vez que a emenda surgiu de processo legislativo iniciado por um deputado estadual.
O procurador-geral lembra que outros estados brasileiros aprovaram regras semelhantes, que são questionadas no STF por meio das ADIs 5517 (ES), 5520 (SC), 5522 (SP) e 5528 (TO), e pede a concessão de liminar para suspender a eficácia da EC 82/2013, ad referendum do Plenário e, no mérito, a declaração de inconstitucionalidade da norma.
MB/CR
Processos relacionados
ADI 5536

Fonte: STF

Testemunha diz que menino de 10 anos atirou contra carro de policiais 25

ROGÉRIO PAGNAN
FOLHA DE SÃO PAULO
08/06/2016 02h00

Uma testemunha da perseguição policial que terminou na morte de um menino de 10 anos, na região do Morumbi, afirma ter ouvido um disparo de arma de fogo partindo do carro ocupado pelo garoto e por seu colega de 11 anos.

O relato é de um advogado de 45 anos localizado pela Folha e que estava na rua na noite de quinta (2) para buscar seu carro estacionado.

Ele deve ser ouvido pela Corregedoria da PM nesta quarta (8) e será um dos instrumentos de defesa dos policiais para sustentar a história de que os garotos atiraram durante a perseguição, realizada depois do furto de um carro em um condomínio.
O menino de 11 anos que sobreviveu disse, em depoimento no domingo (5), que ele e seu colega Italo não tinham nenhum revólver –e que a arma apresentada pela polícia havia sido “plantada”.

Esta foi a terceira versão do menino –nos dois primeiros depoimentos, na sexta (3), ele admitiu ter havido disparos. O garoto afirmou que havia sido pressionado pelos policiais para dar esse relato.

“Quando passaram por mim, eu ouvi um disparo de arma de fogo do carro dos garotos contra o carro da polícia. Foi tão próximo de onde eu estava que até abaixei”, relatou à Folha Marco Gomes, que afirma ter presenciado uma parte da perseguição.

“Não estou defendendo ninguém. Estou dizendo o que eu vi. Sou advogado e sei das implicações do meu testemunho”, disse Gomes.

O presidente do Conseg (conselho de segurança) do Portal do Morumbi, Celso Cavallini, também se colocou à disposição dos policiais.

Ele afirma ter presenciado quandoPMs gravaram um vídeo no qual o menino de 11 anos que estava com Italo disse ter havido três disparos.

“Se pegar esse menino de novo, ele vai dar outra versão. Vai contar quatro, cinco versões. Eu posso dizer uma coisa: aquela primeira foi espontânea”, disse Cavallini.

Criminoso mirim – Farsa de PMs é desmontada perante a Corregedoria da Polícia Militar 64

Em nova versão, colega de 11 anos diz que Italo não estava armado

ROGÉRIO PAGNAN
FOLHA DE SÃO PAULO

07/06/2016 02h00

O menino de 11 anos que presenciou a morte do garoto Italo, 10, durante perseguição policial na região do Morumbi na última quinta (2) apresentou uma nova versão do suposto confronto com PMs.

Agora, ele disse que só os policiais atiraram e que nem ele nem seu colega estavam armados. Afirmou que o revólver calibre 38 atribuído a Italo foi “plantado” pelos PMs para justificar a ação.

Essa nova versão, a terceira dada pelo menino, foi apresentada em depoimento à Corregedoria da PM no último domingo (5). O teor foi confirmado à Folha por integrantes da cúpula da PM e por pessoas ligadas à família do garoto.

Italo foi morto a tiros pela polícia após ter furtado um carro em um condomínio com a ajuda deste colega de 11 anos. Os disparos ocorreram ao final de uma perseguição na qual Italo, que conduzia o carro, também teria atirado duas vezes na direção dos PMs, segundo a versão oficial.

Os policiais dizem que Italo ainda deu um terceiro tiro com o carro parado, quando perdeu o controle e bateu em um ônibus e um caminhão. No primeiro depoimento, o menino de 11 anos havia confirmado a versão dos policiais. Uma gravação foi feita com o garoto falando sobre isso. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que o vídeo “parece ser espontâneo”.

No segundo depoimento à Polícia Civil, horas após o primeiro, o garoto contou outra versão. Disse que todos os três disparos haviam sido dados por Italo durante a perseguição –e nenhum mais com o veículo parado após bater. Agora, diz que ele não fez nenhum disparo e que contou a história da arma por orientação dos PMs –e que obedeceu por medo. O depoimento foi acompanhado pela mãe do menino e por uma psicóloga.

“Com essa versão, os indícios de execução sumária cometida pelos PMs ficam mais fortes. Uma criança de 10 anos não teria condições de dirigir um veículo, estando com uma arma na mão e ao mesmo tempo abrindo e fechando o vidro pra fazer disparos”, disse o advogado Ariel de Castro, membro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos).

A Folha não conseguiu falar com os PMs. O que matou Italo disse em depoimento ter tentado atirar no ombro.

MORADORES

Os moradores da região onde o veículo foi furtado (incluindo Morumbi e Vila Andrade) programam para sábado (11) uma manifestação em favor dos PMs em frente ao Palácio dos Bandeirantes.

Eles pedem que os policiais não sejam afastados das ruas. “Eles estavam trabalhando. Não foi uma execução”, disse Regina Azzulini, idealizadora do ato. Os moradores também pretendem ajudar a pagar os advogados dos policiais.

Colaborou o “Agora”

Favelado tem que morrer – Mãe de rapaz morto acusa BAEP de assassinato com fraude processual e delegada de prevaricação: “será chamada outra hora”. 12

‘Não tem jeito, favelado tem que morrer’, diz mãe de rapaz morto pelo Baep

Eletricista Douglas Cardoso da Cruz, de 22 anos, foi atingido por dois disparos; ela diz que ele era inocente

DE A TRIBUNA ON-LINE
Douglas tinha 22 anos e, segundo a mãe, não tinha
envolvimento com o mundo do crime (Foto: Arquivo Pessoal)

A dona de casa Janice Vieira Cardoso, de 42 anos, garante que o filho dela, Douglas Cardoso da Cruz, de 22 anos, não era criminoso. Ele foi morto por soldados do Batalhão de Ações Especiais (Baep) durante operação da Vila Caíque, em Cubatão.

Ela questiona toda a versão apresentada pelos policiais à Polícia Civil na noite do crime. Segundo o Boletim de Ocorrência, o rapaz, um eletricista demitido após os recentes cortes da Usiminas e que não tem outras passagens, estava armado e com drogas.

“Meu filho só foi levar a namorada à escola, como sempre fazia. Quando ele voltou, havia uma troca de tiros na minha rua. Era muito tiro. Ele correu para casa. Os policiais entraram e o arrastaram para fora. Meu filho foi levado para o mato, próximo ao mangue”, diz.

Janice conta que ela e a família tentaram ir junto, mas os policiais não teriam deixado. Momentos depois, Douglas apareceu baleado e morto. Segundo ela, mesmo assim, a ambulância que foi acionada pelo Baep o levou até o Hospital Municipal de Cubatão.

Não tem jeito, favelado tem que morrer. É assim que eles pensam, é assim que eles fazem. Para nós foi uma grande decepção, pois a gente acreditava na polícia. Meu filho foi morto sem qualquer motivo, porque eles tinham que matar alguém. Meu Deus”.

Janice tem cinco filhos e todos, segundo ela, estudaram, trabalham e mantém a vida longe do crime. Se não bastasse toda a situação, quando foi tentar dar a versão dela na Delegacia Sede de Cubatão, ouviu da delegada que seria “chamada outra hora”.

“O nosso único problema é que nós somos pobres. Entraram, pegaram ele e mataram com um tiro no queixo. Ele também levou uma bala no peito. Ninguém fez perícia, não perguntaram nada, tanto é que ele entrou no hospital como indigente”.

A mãe de Douglas também acusa a polícia de “plantar provas”. No dia seguinte, nesta sexta-feira (3), ela encontrou o casaco que ele usava com um projétil e, ao lado da roupa, o guarda-chuva que ele utilizou para acompanhar a namorada à escola.

“Agora eu só estou esperando o corpo ser liberado. Vamos fazer o velório e enterrá-lo aqui em Cubatão. Mas eu garanto: vamos buscar Justiça e quem o matou vai ter que pagar por isso. Infelizmente meu filho se foi. Acabaram com ele”.

Douglas Cardoso da Cruz tinha uma tatuagem de Nossa Senhora na barriga. Ele completaria mais um ano no próximo mês. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos e a polícia afirma que ele trocou tiros com os soldados.

FANATIZAÇÃO DA PM – Quadrilha de bandidos infiltrados na Polícia Militar estraçalharam com 15 tiros no rosto rapaz que criticou pelo Facebook atuação de milicianos da Baixada Santista 20

‘Foi estraçalhado’, diz mãe de rapaz morto após ofender PM na web

PM detido por suposta relação com o crime era amigo da vítima, diz mãe.
Vítima levou pelo menos 15 tiros. Desabafo contra polícia seria o motivo.

Do G1 Santos

Vítima ainda tentou se esconder em bar de São Vicente, SP (Foto: G1)
Vítima ainda tentou se esconder em bar de São Vicente, SP (Foto: G1)

A mãe de Dangelo Cléber de Almeida Sabino, executado em São Vicente, no litoral de São Paulo, com pelo menos 15 tiros, não se conforma com a brutalidade do crime e com o fato de ter enterrado o filho com o caixão lacrado. Dois policiais militares são suspeitos de terem praticado o assassinato, e um deles está preso no presídio militar Romão Gomes. Um terceiro agente foi detido para averiguação e prestou depoimento à Corregedoria da PM.

O crime aconteceu na rua Costa Rêgo, no bairro Vila São Jorge, por volta das 17h da última sexta-feira (3). Após receber uma ligação, a vítima foi até um bar. Pouco depois, dois homens em uma moto chegaram ao local e assassinaram Dangelo.

Vera Lúcia Aires de Almeida, mãe da vítima, contou ao G1 que há cerca de um mês seu filho ofendeu PMs em uma rede social, na qual Dangelo tem como amigo o policial militar detido para averiguação.

“O meu filho é torcedor do Santos e, depois do título paulista, ele foi até a praça Independencia comemorar. Ele acabou se envolvendo em uma confusão com policiais militares e foi atingido por balas de borracha. Quando chegou em casa, o Dangelo foi para o Facebook xingar a polícia. Eu ainda tentei avisar, disse que não era certo. Pouco depois, ele apagou, mas o estrago estava feito”, lamenta.

Ainda de acordo com a mãe do rapaz, na última segunda-feira, 30 de maio, policiais militares foram até a residência da avó de Dangelo procurando por ele, que não estava no local. Vera Lúcia não soube informar se eram os policiais suspeitos pela execução.

Homem foi executado com 15 tiros (Foto: Arquivo Pessoal)
Homem foi executado com 15 tiros (Foto: Arquivo
Pessoal)

Na sexta-feira, após receber a notícia da morte do filho, Vera Lúcia também disse ter recebido a notícia de que fotos de Dangelo morto circulavam em grupos de “justiceiros”. “Eu sabia que o meu filho fumava maconha e talvez esse fosse um dos erros dele. Mas nem isso, nem a postagem dele xingando a PM, justificam esses tiros. Meu filho, que não era bandido e tinha um coração maravilhoso, foi estraçalhado”, desabafa.

Suspeitos
Com informações de uma testemunha, um dos policiais suspeitos de participação no crime foi encontrado pela PM e encaminhado ao 1º DP de São Vicente, onde recebeu voz de prisão. Luiz Alonso Peres Damasceno nega o crime.

O outro policial suspeito não foi encontrado e a polícia já pediu a sua prisão preventiva. Um terceiro envolvido foi detido para averiguação, prestou depoimento e foi liberado.

Em nota, a Polícia Militar informou que as armas do agente preso, uma pistola .40 da própria PM e outra particular, de mesmo calibre, foram apreendidas para perícia.

A instituição também reforçou que não compactua com o crime, seja esse cometido por quem for, inclusive seus integrantes, e que a Corregedoria da instituição também foi acionada para acompanhar o caso.

Caso foi encaminhado para o 1º DP de São Vicente (Foto: Rafaella Mendes / G1)
Caso foi encaminhado para o 1º DP de São Vicente (Foto: Rafaella Mendes / G1)

As PMs mantêm conduta uniforme em todo o Brasil; será que na base da fraude e intimidação elegem seus candidatos ? 15

Investigação mostra que governador do AM usou PM para intimidar eleitor

No ano passado, o Fantástico mostrou a contabilidade de um elaborado esquema de compra de votos para a reeleição do governador do Amazonas, José Melo. Agora, essa história ganha mais um capítulo. Uma nova investigação da Polícia Federal mostra como a polícia militar do Estado foi usada para pressionar e intimidar eleitores a votarem no governador.

Esse é o promotor de Justiça José Carlos Blat que infama publicamente o Delegado Geral Youssef Abou Chaim 102

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Em 1998, o promotor José Carlos Blat passou a atuar no  – então,  recém-criado –  Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do qual foi afastado em 2004, em circunstâncias nebulosas

A Corregedoria o investigava por uma tentativa de livrar-se de multas no Detran e por um episódio estranho em que um carro oficial do Gaeco foi apreendido fora da cidade de São Paulo – com um criminoso ao volante ( GANSO MINISTERIAL ).

No fim de 2004, a Corregedoria do Ministério Público decidiu levar essas investigações a fundo.

Nem tão fundo!

A Corregedoria dizia ter encontrado indícios de crimes mais graves contra o promotor, ou seja, denúncias de investigados pelo GAECO davam conta de que procedimentos instaurados pelo GAECO não passavam de meros instrumentos para extorsão.

Segundo advogados de investigados,   membros do Grupo supostamente forjavam certas denúncias anônimas encaminhadas ao próprio órgão.

Com base nessas denúncias forjadas instruíam e instauravam suas investigações.

Alguns dos interessados ( alvos ) , acuados pelo medo de  maiores perseguições, escândalo na imprensa e devassamento em suas vidas e patrimônio, acabaram fazendo ACERTOS com promotores.

Contudo, nada foi confirmado!

A única providência foi o afastamento do GAECO  de três de seus mais festejados promotores.

As primeiras investigações contra Blat colocaram em xeque suas ações contra desmanches de veículos roubados.

Promotores afirmaram que uma seguradora de veículos indicava quais locais deveriam ser invadidos e quem deveria ser preso.

Falava-se que Blat seria proprietário de uma empresa recuperadora de veículos.

Blat também foi acusado de proteger o contrabandista chinês Law Kin Chong, dono da Galeria 25 de Março; tido como sendo o maior importador e distribuidor de mercadorias piratas do Brasil.

Em 2002, quando participou de uma força-tarefa antipirataria, ele teria dirigido o foco da investigação somente contra os pequenos contrabandistas de origem árabe , deixando a máfia chinesa de Law livre para atuar.

Uma advogada que trabalhava para o contrabandista visitava Blat periodicamente no Gaeco.

As investigações descobriram ainda que Blat mora num apartamento de Alfredo Parisi, que já foi condenado por bancar o jogo do bicho.

Blat admite que, antes de se tornar promotor, foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência.

Sobre Blat pesavam também as pretensas suspeitas: usar veículos e pessoal do Gaeco para interesses pessoais, negociar com um delegado a liberação de seu pai, que teria sido preso em flagrante por armazenar bens roubados, abuso de autoridade, truculência e suspeita de enriquecimento ilícito.

Os bens do promotor também entraram na mira da Corregedoria.

Segundo os depoimentos, Blat comprou de uma só tacada dois carros importados e blindados.

Investigações mais profundas seriam necessárias para comprovar os crimes.

Porém, em vez de promover quebras de sigilo para esclarecer por completo as suspeitas, o então procurador-geral de Justiça, Rodrigo Pinho, recomendou o arquivamento de tudo.

Aparentemente,   TUDO  ACABOU EM PIZZA! 

O procurador de Justiça Antonio Ferreira Pinto, que atuou nas investigações se disse indignado com o pedido de arquivamento dos processos contra promotor de Justiça José Carlos Blat.

Disse o então procurador de justiça: …

“No entanto, por muito menos, políticos e empresários são duramente investigados pelo Ministério Público paulista”.

A bem da verdade, Ferreira Pinto também  era dado a perseguições e injustiças baseado em seu OUVIDO ABSOLUTO!

Para ele, ouvir dizer  ( contra desafetos  ) é prova.

Assim, é possível que BLAT seja absolutamente íntegro e inocente!

youssef

Não obstante , Blat, agora – depois do fiasco de  tentar prender  Lula por suposta lavagem de dinheiro relacionada às fraudes na Bancoop – busca os holofotes elegendo o Delegado Geral da Polícia Civil de São Paulo, Youssef Abou Chaim, como suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro.

Lamentavelmente, também baseado em achismos e ouvir dizer.

Pior: por meio da imprensa!

Não por coincidência , Youssef é amigo e foi um dos homens de confiança do ex-secretário de segurança Antonio Ferreira Pinto, o mesmo corregedor do MP que buscou processar e demitir Blat. 

O Delegado Geral conta com os prestígio de toda a classe dos delegados , do atual secretário de segurança e do Ministro da Justiça.

Notoriamente: Youssef possui patrimônio milionário amealhado pela sua família muito antes dele sonhar ser delegado.

Há eflúvios de vingança no ar!

Rcguerra

( com informações  de diversas mídias )

ADPESP e Ministro da Justiça asseguram honestidade de Youssef Abou Chahin, Delegado Geral 44

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Ministro da Justiça contesta denúncia sobre chefe da Polícia de SP

Por André Guilherme Vieira | Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 13h49) A assessoria do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, contestou informações publicas nesta sexta-feira pelo jornal Valor Econômico, a respeito de Youssef Abou Chahin, delegado que comanda a Justiça Civil do Estado de São Paulo.

Folhapress

Em relação à reportagem do Valor, a assessoria do ministro afirma que “não havia em 2015 e não há em 2016 nenhuma investigação em relação ao delegado geral de São Paulo. Todos os fatos apontados em leviana denúncia anônima foram arquivados pelo Ministério Público, tanto no âmbito criminal quanto no âmbito da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social”.

No entanto, segundo o Ministério Público estadual de São Paulo, o inquérito civil que apura improbidade decorrente de suposto enriquecimento ilícito foi reaberto no dia 31 de maio deste ano.

O Valor teve acesso aos autos do processo na esfera criminal que mostra que há um procedimento em curso no Tribunal de Justiça de São Paulo. O relator do caso na Corte é o desembargador Neves Amorim.

A reportagem informa que o suposto pagamento de propina de R$ 3 milhões do Grupo Caoa para o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), relatado pelo delator acusado de corrupção na Operação Lava-Jato Roberto Trombeta, ocorreu em uma empresa da qual ele era sócio do delegado que comanda a Polícia Civil de São Paulo, Youssef Abou Chahin.

Em 2015, Chahin foi anunciado como delegado-geral pelo atual ministro da Justiça do presidente interino Michel Temer, Alexandre de Moraes. Na época, Moraes chefiava a Secretaria de Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

(André Guilherme Vieira | Valor)