CIRCO COMPLETO DA PF – Delegado federal vítima de roubo instaura e preside inquérito para recuperar seu celular e indicia – por reconhecimento indireto – inocente 85

Preconceito ou justiça? Prisão de jovem de classe média que decidiu viver na favela mobiliza acadêmicos

Thiago Guimarães
Da BBC Brasil em Londres

21/09/201515h13

  • Acervo pessoal/BBC

    Gabriel Barbosa com o filho de um ano; prisão motivou mobilização entre professores universitários e discussão sobre exclusão social no Brasil

    Gabriel Barbosa com o filho de um ano; prisão motivou mobilização entre professores universitários e discussão sobre exclusão social no Brasil

Filho de uma professora universitária com um engenheiro de multinacional, Gabriel Scarcelli Barbosa, 28 anos, optou por viver na favela.

Preso há três meses sob acusação de roubo, seu caso mobiliza a comunidade acadêmica e jurídica em São Paulo e outros 15 Estados – a alegação é que ele foi detido ilegalmente, e sobretudo por ter ultrapassado certas fronteiras de exclusão social.

O episódio coloca em cena o debate sobre preconceito de classe, ação policial e os labirintos do sistema penal no Brasil.

A história começa em setembro de 2013. O delegado da Polícia Federal Kleber Isshiky foi assaltado numa oficina mecânica perto da favela Mario Cardim, uma ocupação com 400 famílias incrustada há décadas na Vila Mariana, área nobre da capital paulista.

Crime de roubo é competência estadual, mas como um celular da PF foi levado na ocasião, o delegado abriu inquérito federal e assumiu a investigação.

Passou a levantar a rede de relações dos suspeitos identificados por imagens da oficina. Morador da favela, Gabriel aparecia no Facebook em fotos com essas pessoas e entrou na lista.

A apuração avançou sobre uma quadrilha de roubo de carros. O delegado levantou ocorrências em delegacias da região e associou as fotos do Facebook a características descritas pelas vítimas.

Em junho deste ano, Gabriel, que não tinha passagem pela polícia, foi preso na pizzaria em que trabalhava havia seis anos como motoboy – tinha sido reconhecido por vítimas de dois roubos ocorridos em 2013 e 2014.

Desde então, ele permanece detido no CDP (Centro de Detenção Provisória) 4 de Pinheiros, onde divide espaço com 818 presos numa unidade projetada para 566 pessoas. Sua participação no roubo à oficina foi descartada pela polícia.

Trajetória

Filho da professora do Instituto de Psicologia da USP Ianni Scarcelli e do supervisor de projetos da General Motors Rui Rogério Barbosa, Gabriel teve uma infância de classe média. Frequentou escola particular e fez viagens ao exterior com os pais, profissionais ligados a movimentos sociais e à militância de esquerda.

USP/BBC

Mãe de Gabriel, a professora Ianni Scarcelli diz lutar contra o preconceito social que afirma que “por ter sido preso, boa coisa não é”

A família morava num prédio ao lado da favela Mario Cardim. Na adolescência, Gabriel começou a fazer amigos por ali. Trocou a escola de elite por uma estadual, namorou uma moradora por quatro anos.

Segundo a família, ele começou a trabalhar aos 16 anos. Ao 18, entrou em um consórcio para comprar uma moto e passou a trabalhar como entregador – escolheu não cursar universidade.

“Ele sempre se construiu como um trabalhador honesto, e não tenho problema em relação à escolha que ele fez”, afirma a mãe, Ianni.

O pai diz ter certeza da inocência do filho. “Não sou daqueles que diz ‘meu filho é melhor’. Fui atrás, na comunidade, olhei nos olhos dele.”

Para Rui, a opção do filho muitas vezes transforma Gabriel em “estrangeiro”. “Tenho colegas próximos que perguntam: ‘Você tem certeza que ele não está envolvido?’ Recebo mensagens dizendo que não o educamos direito e questionando o que ele foi fazer na favela.”

Mobilização

A família de Gabriel aponta uma série de irregularidades no caso, o que a PF nega. Desde o fato de o próprio delegado que foi vítima ter conduzido o inquérito até o reconhecimento feito pelas vítimas – os roubos tinham ocorrido meses antes e, em ao menos um deles, o criminoso usava um capacete.

Quando o rapaz foi detido pela primeira vez, ainda em outubro de 2014, sob justificativa de ser conduzido para reconhecimento, a família diz que os policiais afirmaram à empregada da casa que “deveria ser muito triste para os pais, pessoas de bem, ter um filho assim”. E, ainda segundo a família, questionaram “o que uma pessoa que pode ter tudo foi fazer na favela”.

“Vejo o caso do Gabriel como a ponta de um iceberg (de discriminação no sistema judicial). É óbvio que está tendo repercussão porque somos de classe média, pela minha atuação profissional. Há muitos inocentes lá dentro. Esse é um caso entre muitos e espero que possa ajudar a iluminar essa situação”, afirma Ianni.

A mãe vem usando a mesma rede social que “ajudou” a incriminar o filho para mobilizar apoio por sua liberdade. Um abaixo-assinado nesse sentido reuniu cerca de 780 signatários, de 26 universidades públicas e 20 privadas, entre outras instituições.

BBC

Favela da rua Mario Cardim, em São Paulo; segundo família, rapaz optou por viver no local pelas amizades e pelas relações solidárias na comunidade

A sugestão do abaixo-assinado veio de Sérgio Shecaira, professor titular de Direito Penal da USP, que definiu a adesão como “verdadeira febre”. Entre os apoiadores há dramaturgos, atrizes, fotógrafos, psicanalistas, professores e assistentes administrativos.

O material foi anexado aos processos a pedido da defesa de Gabriel. Um desembargador que analisou o caso, ao negar um habeas corpus ao motoboy, escreveu: “Tangente ao abaixo-assinado cabe referir que é elevado o número de aderentes. Por elevado, caberia dizer do excesso, e, portanto, do exagero”.

Intitulada “Processo kafkiano: pela apuração”, a petição pede “apuração cuidadosa” do caso por motivos como “a maneira peculiar como jovens com trabalho lícito, residência fixa e sem antecedentes criminais foram colocados, abruptamente, a responder processos por roubo e em prisão cautelar unicamente pela circunstância de aparecerem em fotografias no Facebook”.

No último sábado, o filho que Gabriel teve com a namorada, também moradora da Mario Cardim, completou um ano. Quando foi detido pela primeira vez, havia terminado de reformar e mobiliar uma casa que alugara na favela – acabou perdendo esse dinheiro por não poder usufruir do aluguel.

A BBC Brasil solicitou entrevista com o delegado Kleber Isshiky, mas a Polícia Federal preferiu se pronunciar por meio de uma nota, dizendo que há proibição legal para a condução de inquérito por alguém envolvido nos fatos “desde que não seja amigo ou inimigo do investigado”.

Diz ainda que passou a investigar os roubos de veículos, crime estadual, porque “não poderia ficar inerte somente por estar investigando o caso envolvendo um bem de sua propriedade” – a Justiça Federal posteriormente enviou os casos à esfera estadual.

Aponta que Gabriel foi mantido preso por ter sido reconhecido pessoalmente e por foto por duas vítimas diferentes, e que todos os inquéritos da corporação passam por três controles: Corregedoria da PF, Ministério Público e Judiciário.

João Alkimin – Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e as duas jamais se misturam 14

Delegado de Policia ou qualquer integrante das carreiras Policiais se cometer um erro será demitido  pela tal Administração Superior , mas se milagrosamente conseguir escapar a Justiça o demitirá .

Se não autuar em flagrante um individuo com  digamos 0,5 gramas de cocaína certamente irá para a cadeia e será demitido;  enquanto tramitar o processo ficará sem salário.

Agora um Desembargador  que , reiteradamente.  em seus plantões colocava traficantes em liberdade -embora esteja afastado – continua recebendo seu salário integral e todos os penduricalhos que  o acompanham , mas não é esse o mote de meu artigo :

…Nos próximos dias será julgado pelo Órgão Pleno do TJ/ SP ; e por mais incrível que possa parecer alguns de seus colegas irão  votar por sua absolvição , não acreditam?

Esperem e verão isso acontecer : é vergonhoso mas é real !


João Alkimin 

DIÁRIO DOS ESQUECIDOS – INVISIBILIDADE POLICIAL 33

Boa tarde Dr. Guerra. Solicitamos a divulgação do nosso texto.

Agradecemos.

INVISIBILIDADE POLICIAL

O que seria da Polícia Civil se esta utilizasse os recursos humanos que possui em favor da sociedade e não em benefício dela mesma?

Em tempos de dificuldades financeiras, não seria prudente buscar uma melhor distribuição de seus funcionários?

É comum ouvir nas unidades policiais, funcionários reclamando sobre o excesso de trabalho. Apontam como solução para extinguir este mal, a contratação de novos policiais. Esquecem-se que seria mais viável, sem contar a ausência de ônus ao Estado, uma melhor distribuição destes.

Infelizmente, a quantidade de policiais civis exercendo atividades burocráticas, totalmente apartadas dos trabalhos natureza policial, é enorme.

Por apadrinhamento, covardia, ou por ambos, estes funcionários exercem atividades de motoristas, porteiros, manobristas, entregadores de documentos, consertadores de computadores, carimbadores e outras ainda mais insignificantes.

Com escalas privilegiadas, a maioria destes funcionários nunca trabalharam em uma investigação policial. Nunca chegaram nem perto de realizar uma prisão. Em resumo, nunca foram policiais.

É notório que os tempos em que vivemos, favorecem essa atitude nas pessoas. Mas até quando os dirigentes da Polícia Civil aceitarão inertes essa condição? A impressão que se tem, é que também são beneficiados por esta mão de obra criada para atender interesses diversos e agradar alguns.

Afinal, há inúmeras vantagens em permanecer “escondido”, deixando de ser policial e sendo apenas um funcionário público prestando serviços na Polícia.

COMISSÃO DE POLICIAIS CIVIS NA ALESP 40

 

COMISSÃO DE POLICIAIS CIVIS NA ALESP

Foi montado um grupo no facebook denominado CPC COMISSÃO. Para todo Policial Civil que pretende uma luta ativa na ALESP mas não quer se filiar a nenhum Sindicato ou Associação fica a dica.
Visite o perfil CPC COMISSÃO e solicite amizade. Todos os Policiais Civis serão aceitos e inseridos no grupo secreto com o mesmo nome.
Qual a finalidade?
Criar LOBBY a favor das reivindicações dos Policiais Civis dentro da ALESP. Estreitamento político com a finalidade de preencher essa lacuna política da qual os Policiais Civis, principalmente os operacionais, nunca tiveram espaço. Visite o perfil, solicite amizade. Você não será filiado a nada, não pagará mensalidade alguma, mas poderá ajudar apoiando a causa.
Att.,
Miro Sawada

Polícia Civil de Mato Grosso divulga avaliação de produtividade; 51 delegados se destacam 24

20/09/2015 – 09:29

Fonte: Redação Só Notícias

Em busca da eficiência administrativa, a Polícia Judiciária Civil, desde 1º de julho desde ano, passou a controlar a produtividade individual dos delegados de polícia. A avaliação também será feita junto aos escrivães e investigadores de polícia, a partir do mês de outubro. A avaliação funciona como instrumento de aferição do mérito e da produtividade em função das atividades realizadas e dos resultados alcançados.

O delegado geral da Polícia Civil, Adriano Peralta Moraes, disse que todos receberão elogios na ficha funcional, indicação para cursos como requisito de meritocracia, além de ser uma metodologia utilizada para averiguar problemas estruturais e de efetivo, que estejam contribuindo para o baixo desempenho, e assim corrigi-los.

Nos primeiros meses da avaliação, 51 delegados de polícia se destacaram no número de conclusão de procedimentos policiais como: inquéritos policiais, termos circunstanciados de ocorrência, atos infracionais, lavratura de autos de prisão em flagrante, cumprimento de mandados de prisão e cartas precatórias. Alguns deles, também tiveram o desempenho avaliado e em mais de um item.

No total, 24 delegados superaram a meta de conclusão de 100 inquéritos. O campeão de produtividade foi o delegado Rogério Malacarne da Costa da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, que concluiu 217 inquéritos, seguido pelo delegado Marcelo Melo de Laet, de Jaciara, com 203 inquéritos e a terceira maior produtividade ficou com o titular de Alto da Boa Vista, delegado Marcelo Henrique Maidame, com 196 inquéritos. O quarto lugar nos inquéritos concluídos ficou com a delegada Angelina de Andrade Ferreira, de Nova Mutum, com 188.

Outros nove delegados lotados nas Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher (DEDM) foram avaliados separadamente por estarem em unidades, que por natureza se tem alta demanda de procedimentos policiais.  Das seis DEDM’s instaladas no Estado, o delegado Sidney Caetano de Paiva, de Cuiabá, ficou em primeiro lugar com 405 inquéritos conclusos. A delegada Lígia Pinto da Silveira Avelar, de Rondonópolis, levou o segundo lugar com 298 inquéritos remetidos à Justiça. O terceiro lugar ficou o com delegado Cláudio Alvares Santana, da Delegacia da Mulher de Várzea Grande com 195.

Para o delegado da Derf, Rogério Malacarne, a avaliação passa pela função desempenhada por cada um, levando em consideração a demanda da unidade e o quantitativo populacional da cidade. “A avaliação é necessária, mas não pode ser considerado todos iguais, tem que ter parâmetros e ser equilibrada”, disse.

Flagrante – Os delegados que estão nos plantões de Cuiabá e Várzea Grande, assim como aqueles que lavram prisões em flagrantes nas delegacias do interior, também tiveram o número de procedimentos avaliados. São oito delegados com produção superior a 70 autos de prisão em flagrante (APF) lavrados.

Em primeiro lugar está o delegado Pablo Borges Rigo, de Sorriso, com 98 APF’s, que também ficou em 8º lugar nos inquéritos relatados. Em segundo ficou o delegado Rogério da Silva Ferreira, da 2º Delegacia de Polícia do  Carumbé, com 87 flagrantes. O terceiro lugar foi para o delegado Rafael Mendes Scatolon, titular de Lucas Rio Verde, com 82 autos lavrados.

TCO – Sete delegados  se destacaram na conclusão de termos circunstanciados de ocorrência (TCO), acima de 100 procedimentos. A delegada Ana Cristina Feldner, da Delegacia do Consumidor, está no topo da lista, tendo concluído 155 TCO. O delegado Romildo Souza Grota Júnior, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran), vem logo abaixo com 137, e o delegado Marcelo Henrique Maidame, de Alto Boa Vista, aparece novamente com 110 TCO.

Na categoria termos circunstanciados lavrados, outros sete delegados se destacaram. Em primeiro lugar está o delegado Newton Rado, da 3ª. DP do Coxipó, com 131. Em  segundo, o delegado de Cocalinho, Sued Dias da Silva Júnior, de Cocalinho,  com 129 procedimentos  e em terceiro ficou o delegado da Deddica, Eduardo Augusto de Paula com 111.

Atos infracionais – Na avaliação de atos infracionais, os delegados titulares das Delegacias Especializadas do Adolescente de Cuiabá e Várzea Grande superaram a meta de 100 de conclusão procedimentos com menores em conflito com a lei. Foram os delegados,  Paulo Alberto de Araújo (Dea/Cuiabá) com 319 e o delegado Bruno Lima Barcelos do Jardim Glória (DeaVG), com 168.

Mandados de prisão – Cinco delegados de polícia tiveram destaque no cumprimento de mandado de prisão. São eles: o delegado Renato Resende do Nascimento, de Novo São Joaquim, com 44 mandados cumpridos; o delegado Diego Alex Martiniano da Silva, de Chapada dos Guimarães, com 36; e em terceiro ficou a delegada Alessandra Marques Alecrim, da Regional de Cáceres, com 35 mandados cumpridos.

Cartas precatórias – No quesito cartas precatórias cumpridas, se destacaram a delegada regional de Rondonópolis, Divina Aparecida Vieira Martins da Silva,  com 113 cartas cumpridas; a delegada de Nova Mutum, Angelina de Andrade Ferreira, 54; o Vitor Chab Domingues de Pontes e Lacerda, com 51 cartas precatórias cumpridas.

Outros – O delegado Bruno Sérgio Magalhães de Sorriso ficou em 4ª lugar na lavratura de autos de prisão em flagrante, 6º em TCO e 13º lugar em inquéritos relatados. O delegado da Divisão de Homicídios de Sinop, Carlos Eduardo Muniz dos Santos, ficou em 6º nos flagrantes lavrados 7º nos inquéritos; o delegado Carlos Henrique Engelman ficou em 4º  nos termos circunstanciado de ocorrência e 4º nas cartas precatórias, além de 10º lugar nos inquéritos concluídos.

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Planilha de produtividade do DECAP 26

Recentemente tive o “prazer” de ler uma planilha de produtividade, que dizem seria encaminhada para o Domingos, diretor da franquia PASTEL DE VENTO, também conhecida como DECAP,para avaliar a “produtividade” da minha pastelaria.
Entre tantos itens havia, prisões, capturas, apreensões, mandados, armas, drogas, veículos apreendidos, reconhecimentos e presos e tome blá, blá, blá………………………..
Observando bem a tal planilha não vi campos indicados as seguintes situações, que eu penso que o Domingos não deve saber que os seus franqueados são obrigados a fazer, para ele ficar bem confortável na sua cadeira.
Não havia nenhum campo para indicar:

– Participação na escolta da audiências de custódia, no mês.
– Participação na escolta de menores até a Fundação Casa.
– Participação na escolta do pátio Santo Amaro.
– Rondas Tellus I, Tellus II, Rolezinho e afins.
– Partes de Serviços.
– Ordens de serviços.
– Intimações Pessoais.
– Quantas vezes foi apresentado no Fórum para depor.
– Quantas vezes você teve que ir ao IC buscar laudos, atrasados, porque o Juiz estava cobrando de milésima vez.
– Quantas diligencias por conta de cotas do MP de inquéritos dos anos de 2008/2009/2010/2011/2012.
– Quantos QSA você teve providenciar para ajeitar a sua VTR, já que não existe verba na Seccional para reparos das VTRs.
– Quantos RDOs não criminais ou de outra área você teve que fazer.
Estes são exemplos do que não entra na planilha do Domingos.

Mas outros exemplos do que também não entra na dela, mas entra na minha, o duplo sentido é proposital.

Quantos dias a sua delegacia ficou sem água?
Sem tonner para impressora?
Sem sistema?
Sem telefone?
Sem papel higiênico?
Sem sem poder abastecer as VTRs por conta de erro no cartão?
E mais recentemente quantos estagiários a sua delegacia perdeu, por conta da falta de previsão orçamentária para o pagamento deles?

Não sei como é na Bahia, mas aqui em São Paulo é assim que a banda toca.

Audiência de custódia revela indício de tortura em 277 casos de prisões 27

  • Estadão Conteúdo4 horas atrás
  • PF deflagra 19ª fase da Lava Jato e prende um dos donos da Engevix

Desde seu início em fevereiro, as audiências de custódia em São Paulo permitiram o recolhimento de indícios de que ao menos 277 presos em flagrante sofreram tortura ou agressão praticadas por agentes de segurança. Policiais militares estão envolvidos em 79,4% dos casos.

Os números são de relatório do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, sobre os seis primeiros meses do programa. Os dados contrariam declaração do secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, de que não haveria “casos de arbitrariedade policial” relatados até o momento.

Há dez dias, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade que todas as Justiças estaduais devem instaurar o procedimento. Além do combate à política de encarceramento em massa, um dos objetivos das audiências de custódia é coibir eventuais casos de violência policial na prisão.

Uma vez que o programa torna obrigatória a apresentação a um juiz do suspeito detido em flagrante em até 24 horas, ficaria mais difícil esconder marcas de agressões e torturas. Os dados do TJ-SP foram coletados entre os dias 24 de fevereiro, quando o programa começou, e 31 de agosto. Nesse período, foram realizadas 7.852 audiências de custódia na capital. O levantamento mostra que, de início, 466 detidos declararam terem sido vítimas de maus-tratos por agentes de segurança.

Resultado

Todas as declarações passaram por apuração interna da Justiça, que as confrontou com outras informações, como laudos de exame de corpo de delito. O objetivo era evitar que policiais fossem investigados por casos em que houve uso legítimo da força ou até automutilação praticada pelos presos. Quando os indícios de violência foram confirmados, a denúncia foi encaminhada à corregedoria do órgão que fez a prisão.

Após essa apuração, o TJ-SP pediu que 220 casos envolvendo a Polícia Militar e outros 45 registros com a Polícia Civil fossem investigados. Também foram encaminhadas outras 12 ocorrências para a Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana (GCM), vinculada à Prefeitura de São Paulo. Nenhuma dessas investigações foi concluída.

Há dez dias, o secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, negou que tenha havido qualquer registro de violência policial desde o início do programa. “Toda pessoa é levada em 24 horas a um juiz e ele é quem vai analisar a questão da sua liberdade ou não. Isso evita qualquer arbitrariedade policial – e não tivemos casos de arbitrariedade policial”, afirmou.

Confrontada com os números do TJ-SP, a secretaria reafirmou, em nota, que os casos levantados se tratam de “hipóteses” e “alegações feitas pelos próprios presos sem indício ou prova”. “Até o momento nenhuma hipótese foi comprovada.” Já a Secretaria Municipal de Segurança Urbana diz que instaurou apurações preliminares para todos os casos de agressões e a Justiça já foi oficiada do início do processo. “Não há prazo estipulado para resposta e cada caso é julgado de acordo com a sua peculiaridade.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Delegados baianos serão avaliados por produtividade, diz Polícia Civil 13

O objetivo é acompanhar os trabalhos e conhecer as dificuldades que impedem um maior rendimento.

Postado em 18 de setembro de 2015 por Diogenes Matos

Neste mês de setembro, os delegados baianos começaram a responder e preencher formulários individuais que devem, no final do mês, apresentar o primeiro diagnóstico da produtividade de cada um desses profissionais. O objetivo é acompanhar os trabalhos e conhecer as dificuldades que impedem um maior rendimento e aproveitamento do pessoal, com avaliações mensais. Para a Polícia Civil, medir a eficiência dos profissionais qualitativa e quantitativamente é fundamental para conhecer não apenas a estrutura do sistema e suas deficiências, mas também para apresentar soluções e construir um método de acompanhar os trabalhos realizados em cada delegacia.

Essa será só a primeira Avaliação de Produtividade Individual dos Delegados, que acontecerá mês a mês e vai permitir que sejam montadas estratégias para aumentar o comprometimento dos profissionais, além de valorizar o trabalho dos mais eficientes e ainda avaliar a necessidade de capacitação e requalificação dos profissionais.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito Filho, essa é uma forma de aprimorar o trabalho. “Queremos saber como os profissionais têm se envolvido com as unidades, saber o que tem dificultado o trabalho dessas pessoas, seja carência de recursos humanos, meios de produção, equipamentos ou dificuldades em gestão ou com a própria legislação”, afirmou o delegado-geral.

Método de avaliação

O método de avaliação acontece quantitativa e qualitativamente, para impedir que os números sejam mal interpretados, já que uma determinada quantidade de ocorrências não é capaz de traduzir os casos e procedimentos que tenham maior ou menor complexidade jurídica. Para isso, primeiro, os delegados preenchem diariamente formulários com detalhamento de números de boletins de ocorrência, inquéritos remetidos, termos circunstanciados lavrados e remetidos, autos de prisão em flagrante, pedidos de prisão à Justiça, autos e apreensões de adolescentes infratores, termos de fiança expedidos, requerimentos de medidas protetivas e outras medidas.

Com posse desses dados, equipes da Corregedoria da Polícia Civil e do gabinete do delegado-geral vão visitar os servidores mais e os menos produtivos para avaliar a qualidade do atendimento à população. “Apenas com dados numéricos seria impossível avaliar a produtividade de um profissional. A quantidade de ocorrências não reflete a natureza dos procedimentos registrados, tampouco as medidas mais adotadas por cada delegado. É isso que as nossas equipes vão avaliar quando forem visitar as unidades”, explicou Bernardino Brito Filho.

Resultados

Depois de realizadas as avaliações, os delegados de cada unidade receberão seus próprios resultados e conhecerão quem são os mais ou menos produtivos somente da delegacia à qual fazem parte. “Não queremos estimular qualquer espécie de ‘bullying’ administrativo, nem expor os servidores, apenas ele saberá os detalhes dos formulários, as informações contidas neles são pessoais. Além disso, os que compartilham o ambiente de trabalho, equipamento e pessoal, como os que trabalham na mesma delegacia, poderão avaliar como está o próprio desempenho em relação aos outros”, disse o delegado-geral.

Premiações

Para valorizar aqueles profissionais com os melhores desempenhos, também serão realizadas premiações administrativas, com solenidades internas em que se reconhece a participação e a produtividade nas unidades, com obras da literatura jurídica, para ampliar o conhecimento do servidor e estimular ainda mais a eficiência. Para o delegado-geral, esse é um resultado técnico que vai permitir acompanhar com eficácia a evolução do trabalho prestado.

“O profissional tem que encarar que está fazendo um papel de responsabilidade e esse acompanhamento vai servir para fortalecer e valorizar as atividades que realiza. Ninguém que exerce sua função de maneira responsável deve ter receio de ser avaliado, se a instituição dá retorno, dando apoio nas ações, conhecendo as dificuldades. E esse é o nosso objetivo”, contou Bernardino Filho.

*Fonte: Secom

Delegado flagra assalto com agressões e prende três suspeitos em Santos; Capitão PM ajuda 45

Delegado flagra assalto com agressões e prende três suspeitos em Santos

O crime aconteceu na Aparecida. Um rapaz de 22 anos levou socos no rosto e foi jogado no chão

EDUARDO VELOZO FUCCIA
19/09/2015

Dois rapazes e um adolescente de 17 anos foram detidos logo após agredir e roubar um jovem em um ponto de ônibus da Rua Guaiaó, em frente ao Praiamar Shopping, na Aparecida.

No exato momento do assalto, o delegado Fábio Pierry transitava pelo local em seu carro. Ao presenciar a ação, ele deu a volta no quarteirão para capturar os acusados.

Jonathan Helbert Bravo Aires da Cunha, de 19 anos, Jony da Silva Franco, de 21, e o adolescente infrator foram alcançados na Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Januário dos Santos.

Pierry desembarcou do veículo, deu voz de prisão ao trio e ordenou que ele se deitasse no chão. Capitão da Polícia Militar, Michael Douglas Morais estava de folga e à paisana, passava de carro pelo local e parou para dar apoio ao delegado.

Jony portava o celular da vítima, enquanto uma mochila com outros pertences dela foi recuperada em poder de Jonathan. Os acusados estavam desarmados.

O jovem roubado tem 23 anos e trabalha em uma loja do shopping. Ele foi levado ao Pronto-Socorro da Zona Leste, sendo realizado curativo em seu rosto e tirada radiografia de suas costas.

Na Central de Polícia Judiciária (CPJ), a delegada Cláudia Santana Barazal autuou os dois adultos em flagrante. O adolescente foi removido ao Núcleo de Atendimento Integrado (NAI)

Secretário de Segurança exonera comandante da ROTA 32

PM muda comandante da Rota pela segunda vez em 7 meses

Por Luís Adorno/RedeTV!

Alexandre Gaspar Gasparian foi trocado por Alberto Malfi Sardilli; SSP diz que troca de cargos é rotineira dentro da polícia

O tenente coronel Alexandre Gaspar Gasparian não está mais à frente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), a auto denominada tropa de elite da PM-SP (Polícia Militar do Estado de São Paulo).

Por “conveniência de serviço”, o secretário da SSP (Secretaria da Segurança Pública), Alexandre de Moraes, determinou a troca entre os comandos da Rota e da Cavalaria da PM.


Troca foi publicada no DOE-SP (Diário Oficial) deste sábado (19) (Foto: Reprodução/DOE)

Assim, Gasparian vai para a cavalaria e o ex-comandante da Cavalaria Alberto Malfi Sardilli assume a Rota. A transferência foi publicada no DOE-SP (Diário Oficial) deste sábado (19).

Com a determinação, Alexandre Gaspar Gasparian ficará marcado por ter permanecido no comando da Rota por menos de sete meses – do dia 26 de fevereiro de 2015 ao dia 18 de setembro do mesmo ano.

No curto período, policiais da tropa tiveram ao menos três fortes desvios de conduta comprovados. No mais recente dos casos, o soldado Fabrício Emmanuel Eleutério, transferido recentemente pelo comando da PM para a Rota – por ter envolvimento em mais de três supostos confrontos seguidos de morte nos últimos cinco anos –, foi reconhecido por uma das vítimas da chacina de Osasco e Barueri, em 13 de agosto deste ano. Ao todo, 19 pessoas morreram.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que a troca de cargos na carreira policial é rotineira.

Trabalho escolar classifica Polícia Militar como ‘grande problema da atualidade’ e causa polêmica 36

Um trabalho escolar sobre o filósofo Michel Foucault realizado por um aluno da Escola Estadual Professor Aggêo Pereira do Amaral, em Sorocaba (SP), causou polêmica esta semana nas redes sociais por criticar a Polícia Militar e concluir que a corporação é “o grande problema da atualidade”.

A imagem do cartaz foi divulgada pela própria PM de São Paulo através de seu perfil no Twitter. Nela, aparece um desenho de um esqueleto com farda da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) segurando uma premiação com um cadáver dentro. No “troféu” ainda está escrito: “Pelos relevantes serviços prestados”.

Projeto era baseado em reportagens e no livro 'Vigiar e Punir' de Michel Foucault. (Twitter)Projeto era baseado em reportagens e no livro ‘Vigiar e Punir’ de Michel Foucault. (Twitter)

A corporação classificou a abordagem como infeliz. “Não queremos acreditar que, em pleno século XXI, profissionais da área de ensino posicionem-se de maneira discriminatória, propagando e incutindo o discurso de ódio em desfavor de profissionais da segurança, estimulando seus alunos a agirem sem embasamento e direcionando-os de acordo com ideologias anacrônicas, que em nada contribuem para a melhoria da sociedade”, diz trecho do comunicado publicado em nota, que cita diretamente o professor responsável, Valdir Volpato.

Fachada da Escola Estadual Professor Aggêo Pereira do Amaral, em Sorocaba. (GoogleMaps)Fachada da Escola Estadual Professor Aggêo Pereira do Amaral, em Sorocaba. (GoogleMaps)

Entretanto, a Diretoria Regional de Ensino de Sorocaba justificou, em resposta, que o trabalho na disciplina filosofia é baseado na obra do livro “Vigiar e Punir”, do francês Michel Foucault, em paralelo com reportagens publicadas nos principais veículos de comunicação. “O trabalho não reflete a opinião do professor ou da instituição de ensino”, diz o órgão. “[O projeto] tem cunho pedagógico e estabelece a discussão sobre determinado tema, visando orientá-lo sem cercear o direito de livre expressão.”

Volpato não se manifestou sobre o assunto. Nas redes sociais, os alunos da escola Professor Aggêo Pereira do Amaral criaram a hashtag #SomosTodosValdir em solidariedade ao professor e acrescentaram que o cartaz faz parte de um trabalho sobre o sistema penitenciário brasileiro.

Abaixo, leia o comunicado da Polícia Militar de São Paulo na íntegra:

Esclarecimento e Repúdio – Cabe à Diretoria de Ensino, Região de Sorocaba, pronunciar-se sobre a veracidade do material e sobre a real qualidade de professor do senhor VALDIR VOLPATO.

Não queremos acreditar que, em pleno século XXI, profissionais da área de ensino posicionem-se de maneira discriminatória, propagando e incutindo o discurso de ódio em desfavor de profissionais da segurança, estimulando seus alunos a agirem sem embasamento e direcionando-os de acordo com ideologias anacrônicas, que em nada contribuem para a melhoria da sociedade.

A Polícia Militar de São Paulo e seus policiais, retratados numa infeliz charge, sempre difundida por determinados e conhecidos grupos, sempre foi e será grande defensora dos Direitos Humanos e dos deveres morais, éticos e legais da sociedade.

Estimular trabalhos apenas com pesquisas em Internet, matérias jornalísticas e material de criação confeccionados por pessoas parciais, está longe de ser uma metodologia aceitável. É preciso ter responsabilidade no processo de ensino.

A Polícia Militar está, como sempre esteve, de portas abertas a quem quiser conhecê-la e repudia a postura do infeliz professor, caso efetivamente tenha ocorrido esse erro lastimável.

PM emprega a ROTA para intimidar estudantes e professores estaduais 19

pmaggeo

Em Sorocaba a Comissão de Direitos Humanos da OAB juntamente com outras entidades está enfrentando uma situação típica de um regime ditatorial.

Na Escola Estadual Aggeo a PM está intimidando a comunidade escolar numa tentativa de censurar os trabalhos escolares baseados na obra “Vigiar e Punir” de Michel Foucault, material que integra o currículo escolar do ensino médio e constitui leitura obrigatória para estudo da filosofia.

Ao tomar conhecimento dos trabalhos uma tenente e dois cabos foram até a escola para intimidar o corpo docente, entretanto, diante da firmeza da direção e dos professores várias viaturas da ROTA passaram a rondar a escola com objetivo de amedrontar e ameaçar a comunidade escolar, sim a ROTA que é considerada na corporação o grupo de elite, passou a fazer patrulha escolar.

Não satisfeita a PM divulgou uma nota oficial em sua página expondo o nome do professor dos estudantes, da escola, da direção e exigiu que a Diretoria de Ensino tome providências para censurar e repreender o professor e os alunos. Isso mesmo a PM está tentando interferir no conteúdo do currículo escolar.

Tudo por conta de um trabalho sobre obra “Vigiar e punir” de Michel Foucault.
No trabalho foi usada uma charge do Latuff que retrata a face da polícia militar (Rota) com o rosto de uma caveira, a mesma caveira que a própria polícia adota como símbolo e se orgulha de reafirmar sempre.

Toda a comunidade escolar está sendo duramente atacada, a nota da PM provocou uma reação descontrolada, professores, direção e alunos estão sendo alvo de ataques, ameaças e ofensas.

A Comissão de Direitos da OAB Sorocaba está articulando uma rede de apoio para defender a liberdade dos estudantes, a liberdade de cátedra, a integridade da comunidade escolar e repudiar a ação ilegal da PM que ultrapassa em muito a esfera de suas atribuições e constitui crime de abuso de autoridade, constrangimento ilegal e censura, que é inadmissível num estado democrático de direito.

Polícia ou qualquer outra instituição não pode interferir no currículo e no conteúdo pedagógico de uma escola, essa discussão cabe exclusivamente aos órgãos de educação.

Não é atribuição da polícia realizar monitoramento e patrulhamento de conteúdo acadêmico!!!!

Essa situação é a prova mais concreta de que a PM precisa se adequar ao modelo constitucional inaugurado em 1988.

A estrutura a polícia militar, que oprime o próprio policial que é destituído de todos seus direitos, aprofunda um processo de criminalização secundária e seletividade penal orientada por critérios de vulnerabilidade social e econômica.

A ousadia da PM de acreditar que tem legitimidade para censurar um professor e seus alunos remonta os tempos do regime militar!

Pedimos o apoio de organizações sociais com notas públicas repudiando a ação da PM e defendendo a liberdade da comunidade escolar.
Lançamos também a campanha ‪#‎somostodosaggeo‬.

Compartilhem esse texto com essa imagem. Precisamos do apoio de vocês, essa luta é de todos!!!!

Hugo BatalhaDefensoria Pública do Estado de São Paulo

Inocente, presidente da ADEPOL – delegado Marcelo Vargas – quer providências contra delegados de Araçatuba 8

Inocentado, delegado de MS vai tomar providências contra polícia de SP

Aline dos Santos

Marcelo Vargas foi inocentado pela Corregedoria da Polícia Civil. (Foto: Arquivo)Marcelo Vargas foi inocentado pela Corregedoria da Polícia Civil. (Foto: Arquivo)

O delegado Marcelo Vargas foi inocentado pela Corregedoria da Polícia Civil de denúncia de participação em esquema de caça-níqueis, veiculada no dia 30 de novembro de 2014 pelo Fantástico, programa da TV Globo. “A corregedoria de Mato Grosso do Sul mandou [relatório] para a de São Paulo pedindo que adote providências”, afirma Vargas, que preside a Adepol/MS (Associação dos Delegados de Polícia).

Segundo ele, o delegado de Araçatuba (interior de São Paulo) deve ser responsabilizado por quebra de sigilo funcional, pois divulgou em coletiva, com repercussão nacional, gravação que estava sob segredo de Justiça.

Inocentado, Marcelo Vargas afirma que vai tomar providências. “Vou a São Paulo fazer Boletim de Ocorrência contra o delegado de lá, representar na corregedoria, entrar com direito de resposta e ação de indenização por danos morais. Ainda não sei se contra o Estado ou a Rede Globo”, afirma o delegado.

Dono de centenas de máquinas caça-níqueis, Clayton Batista afirmou, em conversa gravada pela polícia com uma câmera escondida, que Vargas participava do esquema. Segundo o delegado, Clayton foi ouvido por três vezes e negou conhecê-lo.

“A corregedoria terminou a investigação em agosto, foram sete meses de investigação, mais de 500 páginas de processo. E, realmente, não procede a acusação de que a gente tenha envolvimento com máquina caça-níqueis no Estado”, afirma Vargas.

https://flitparalisante.wordpress.com/2014/12/08/adepol-esclarece-a-palhacada-protagonizada-pela-delegacia-seccional-de-aracatuba-maculando-a-honra-de-delegado-do-ms/

Ouvidor da Polícia, nem o próprio governo que o criou tem respeito pelo cargo 10

Ouvidor das polícias de SP admite medo de ameaças e poderá receber proteção

Por David Shalom – iG São Paulo | 18/09/2015

Medida de segurança serviria para resguardar Julio Cesar Fernandes, responsável por pedir apurações mais cuidadosas sobre mortes suspeitas envolvendo policiais

O ouvidor das polícias paulistas, Julio Cesar Fernandes, em entrevista ao iG na sede da OAB-SP

David Shalom/iG São Paulo – 17.09.2015

O ouvidor das polícias paulistas, Julio Cesar Fernandes, em entrevista ao iG na sede da OAB-SP

As investigações sobre o crescimento do número de chacinas e o aumento de mortes causadas por agentes policiais no Estado de São Paulo podem ter virado uma ameaça para quem tenta esclarecer esses casos. Com medo de possíveis represálias, o Conselho Consultivo da Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo vai pedir proteção ao ouvidor da Secretaria de Segurança Pública.

O principal motivo para a medida é a pressão que o ouvidor do Estado, o advogado Julio Cesar Fernandes, pode sofrer em meio ao pedido por apurações mais aprofundadas a respeito de mortes de suspeitos de crimes em supostos confrontos com policiais.

“Quando se aceita o cargo de ouvidor, já se sabe que vai lidar com assuntos delicados, de cobrança às instituições de Segurança Pública para fazerem seu trabalho da forma correta. É preciso coragem para entrar nisso”, diz Fernandes ao iG.

“Mas tenho ouvido tanto de colegas, e até da própria imprensa, que eu deveria me preocupar com aquilo que falo sobre as denúncias que recebo que passei a ficar com um pouco de medo, sim. Devido a isso, o conselho chegou à conclusão de que o ouvidor, no caso, eu, deve ter proteção no seu dia a dia.”

Na quinta-feira (17), Fernandes licerou uma reunião do conselho para propor alternativas ao governo para mudar o alto índice de mortes praticadas por agentes do Estado. Convocado às pressas por Fernandes, o encontro do grupo serviu para elaborar uma série de propostas a serem enviadas ao governo paulista, na próxima semana, para alterar a forma como se investiga mortes em confrontos com suspeitos de crimes atualmente.

A convocação ocorreu após a divulgação dos vídeos que mostram a execução, por parte de policiais militares, de dois suspeitos de furto no Butantã, zona oeste paulistana, ocorrida no último feriado de 7 de setembro. Para a Ouvidoria, os crimes foram cometidos por grupos de extermínio.

As imagens mostram Paulo Henrique Porto de Oliveira sendo rendido, revistado e algemado por policiais, que o deixam sentado em uma esquina. Posteriormente, as algemas são retiradas do suspeito, que é baleado. No vídeo, um agente busca uma arma para ser colocada ao lado de seu corpo.

O outro suspeito, Fernando Henrique da Silva, também teve sua morte flagrada por câmeras de segurança. Ao se esconder em uma casa na região, ele acabou subindo no telhado, onde foi abordado por policiais. Apesar de rendido e algemado, o suspeito foi claramente atirado do alto da residência pelo agente e, posteriormente, executado.

A Secretaria de Segurança Pública anunciou a prisão preventiva de 11 PMs suspeitos de envolvimento na ação, na quarta-feira (16). O Ministério Público também abriu investigação do caso, por meio do promotor Rogério Zagallo, cuja carreira é notória pela defesa incondicional a militares, mas que já assumiu, por meio da análise das imagens, ter sido claro o cometimento das duas execuções por parte dos policiais.

Somente em 2014, 838 pessoas foram mortas por policiais em serviço em supostos confrontos (ou 2,3 pessoas por dia), número amplamente inferior ao de 12 agentes mortos em casos semelhantes, o que levanta a suspeita de execuções. Só no primeiro semestre deste ano, as mortes chegaram a 358, enquanto 11 criminosos foram a óbito no mesmo período.

De acordo com o Instituto Sou da Paz, as vítimas de chacinas triplicaram na capital paulista neste ano – quando casos como o massacre na sede da torcida organizada Pavilhão 9, com 8 mortos, em abril, e de Barueri e Osasco, com 19, em agosto, ganharam destaque, especialmente após denúncias de envolvimento de policiais nos casos.

Foram esses dados que incentivaram a reunião do conselho, formado por ex-ouvidores, especialistas em Segurança Pública e pelo presidente paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcos da Costa.

Outras medidas

Apesar de o Conselho ter proposto uma série de medidas para diminuir a letalidade das polícias, a maioria delas foca basicamente em trazer de volta práticas que por muito tempo ficaram ativas dentro da Secretaria de Segurança Pública e de suas polícias e que acabaram abandonadas.

A principal delas seria trazer de volta à atividade a Comissão Especial Para Redução da Letalidade em Ações Envolvendo Policiais, que vigorou ao longo de mais de dez anos e está inativa desde 2011.

Conforme diz o texto da criação do grupo, de dezembro de 2001, ele seria formado por “integrantes do Gabinete da Secretaria da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Superintendência da Polícia Técnico Científica, Ouvidoria da Polícia, Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e do Instituto São Paulo contra a Violência ISPCV”.

O Conselho também pedirá ao governo a volta de uma prática que se tornou comum na década de 1990, no mandato de Mário Covas no Executivo paulista: o envio à Ouvidoria de Boletins de Ocorrência de todos os casos de morte de suspeitos em supostos confrontos com a polícia, a fim de evitar execuções – além da análise de casos já encerrados, para averiguar suspeitas e, eventualmente, pedir a punição e expulsão dos culpados.

“Não sou mais só eu que está pedindo melhoras, falando da existência de grupos de extermínio. Tenho comigo organizações e a própria Ordem dos Advogados do Brasil”, desabafou Fernandes na entrevista. “O secretário de Segurança [Alexandre de Moraes] chamou minhas declarações sobre grupos de extermínio de panfletárias, mas panfletário, para mim, é o presidente do Conselho de Segurança do Portal do Morumbi, indicado pelo secretário, fazer vaquinha para pagar advogado de bandido fardado [os 11 envolvidos na morte de dois suspeitos no Butantã, na semana passada].”

Procurada pelo iG, a Secretaria de Segurança Pública não comentou as propostas do Conselho nem as críticas do ouvidor.

Foto: David Shalom/iG São Paulo/Leonardo Benassatto/Futura Press/Rodrigo Paneghine/SSP-SP

  • Fonte: IG

O Abecê do policial civil vagabundo 73

Senhores

Descreverei a seguir, algumas atitudes e palavras, comum em nosso meio, que nada nos adiciona de bom, muito pelo contrário, só nos prejudica…

a-Sindicado não faz nada- realmente, não é o sindicato que deve fazer e sim os sindicalizados, participando de assembleias, cobrando posições na sede, aderindo a movimentos…
b-Eu faço igual ao fulano, quero o mesmo salário- nada mais justo que atividades idênticas, salários iguais, mas, presta concurso!
c-Não é comigo, estou na boa, então, fod…..- A Policia é uma roda gigante, sempre em movimento, amanhã será voce!
d-Fui extinto, então? – Oras, a secretaria mandou que devolvesse sua funcional e arma? para com esta conversinha fiada, extintos foram os cargos vagos, vai chorar na cama que é lugar quente e macio.
e-Delegado não está nem aí para o restante da Policia….- Vos pergunto, os demais Policiais se importam com os Delegados?
f- O Estado me explora…..- Siga o exemplo, o judiciário está aí, bastam ações…
g- Eu sou mal remunerado, por isso não trabalho! – Senhores, acham mesmo que algum ou alguns assessores do Governador não frequentam este sítio, não analisam o nível e a qualidade dos comentários?
Foi o que me lembrei no momento, mas, tenho certeza que o alfabeto seria insuficiente para relacionar todas as mazelas que ocorrem em nossa Policia, mas claro, todas elas, com absoluta anuência de boa parte dos Policiais, pela omissão!

é o que penso

C.A.

PONTO DE VISTA: unificação das Polícias Civil e Militar 87

policia-civil-ou-militar-1

Pensei muito antes de escrever, mas resolvi expor , sem pretensões acadêmicas,  meu ponto de vista sobre um  assunto muito debatido atualmente: unificação das polícias militar e civil.
Confesso que sempre fui a favor ( da unificação ) , acreditando que uma polícia única teria mais força para combater o crime.
Acreditava que a união entre as forças de segurança não teria ocorrido até hoje tendo em vista que o Governo não desejava uma polícia forte , já que alguns de seus integrantes cometem variados atos ilícitos, corrupção, fraudes em licitações, etc.
Hoje percebo que estava errado.
Infelizmente, o ser humano não está preparado para concentrar muito poder na mão de apenas uma pessoa ( grupo ou corporação ).
Percebo, pelo menos aqui no Brasil, que há necessidade, por incrível que pareça,  de uma polícia “tomar conta da outra”.
Ao ver os últimos acontecimentos , e após longos anos no plantão policial , constato que muitos policiais continuam acreditando que podem “fazer justiça com as próprias mãos”.
Certamente, independente do que eu ache da frase “bandido bom é bandido morto”, todos nós ao assumirmos o cargo fizemos um juramento de cumprir a Constituição Federal e as demais normas.
Assim, quando deixo de seguir as leis me equiparo aos criminosos que tenho o dever de prender e em caso de legítima defesa, minha ou de terceiros, até ceifar a sua vida.
Ora, não foi me dado a função de executor-julgador!
Essa é minha singela opinião, mas respeito o que os senhores pensam…
Cabe, outrossim , consignar que estão analisando a possibilidade de um policial que não é bacharel em direito, ou seja, que não fez uma faculdade e não estudou sei lá quantos outros anos para passar no dificílimo concurso de Delegado de Polícia , poder formalizar a prisão de alguém.
Ou seja, usando o jargão popular, “vão poder mandar prender ou soltar” quem eles acharem que está cometendo um crime, sem ter o conhecimento aprofundado das leis, ou o que é pior, podendo dar uma aparência de legalidade aos atos cometidos com abuso, excesso ou desvio de poder.
Reflitam sobre isso, também caros amigos!
Como dito, aceito opiniões em contrário e objetivo deste é apenas agregar ideias, opiniões.

Obrigado.

Sérgio Vidal de Lima- Delegado de Polícia- Delegacia Sede do Município de São Caetano do Sul

CIRCO COMPLETO – Comandantes das PMs pedem a Eduardo Cunha votação do ciclo completo 62

Militares pedem votação do ciclo completo de polícia na Câmara

Presidente da Casa, Eduardo Cunha, defendeu inclusão de secretários estaduais de Segurança no debate para que pedido ganhe mais força política

Alex Ferreira

Militares pedem votação do ciclo completo de polícia na Câmara

Segundo militares, há 5 PECs sobre o assunto tramitando na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, reuniu-se, nesta quarta-feira (16), com representantes dos comandos das polícias militares de diversos estados que pediram apoio a propostas que instituem o ciclo completo de polícia.

Essa medida permite que a mesma corporação policial possa executar as atividades repressivas de polícia judiciária, de investigação criminal e de prevenção aos delitos e manutenção da ordem pública. Segundo os militares, há pelo menos cinco propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o assunto tramitando na Câmara.

Eduardo Cunha disse que esta legislatura conta com diversos parlamentares ligados às corporações policiais e defendeu a inclusão dos secretários estaduais de Segurança no debate para fortalecer politicamente a reivindicação.

Participaram da reunião os deputados Subtenente Gonzaga (PDT-MG), Lincoln Portela (PR-MG), Alberto Fraga (DEM-DF), Major Olimpio (PDT-SP), Capitão Augusto (PR-SP) e Rocha (PSDB-AC).

BLOG DO PAULINHO – CPJ exorta as autoridades a libertar blogueiro brasileiro preso 12

 Paulinho400

Boa Tarde

Caros amigos

Sobre a injusta prisão imposta por um dos togados do JECRIM do Fórum Barra Funda, ao Jornalista Paulo Cesar Andrade Prado, editor responsável do Blog do Paulinho, local que honrosamente, mantenho coluna abordando o trabalho dos árbitros nas partidas que assisto, seqüencialmente, sobre os dirigentes da CBF/FPF, assim como,dos dirigentes das entidades que deveriam representá-los, mas não o fazem por serem pelegos; participo que:

São Paulo, 15 de setembro de 2015 – O blogueiro brasileiro que passou mais de dois meses na prisão em conexão com uma condenação penal por difamação de 2011 deve ser liberado imediatamente, disse hoje o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ).

“Instamos as autoridades brasileiras a libertar imediata e incondicionalmente Paulo Cezar de Andrade Prado”, disse em Nova York o coordenador sênior do programa do CPJ para as Américas, Carlos Lauría. “Processos de difamação devem ser resolvidos em tribunal civil, e os jornalistas não devem ter medo de ir para a cadeia por suas reportagens.”

A polícia de São Paulo prendeu Paulo Cezar de Andrade Prado, conhecido como Paulinho, em 6 de julho de acordo com informações da imprensa e seus advogados, que falaram ao CPJ. O blogueiro passou mais de um mês em uma delegacia de polícia antes de ser enviado para o presídio de Tremembé, cerca de 144 quilômetros a nordeste de São Paulo, disse ao CPJ Danubia Azevedo Barbosa, advogada de Prado.

A prisão de Prado decorre de uma queixa apresentada contra o blogueiro por Carlos Aidar, presidente de um clube de futebol local, disse ao CPJ outro advogado de Prado, Romeu Tuma Jr. Tuma disse que Prado havia publicado uma história na qual alegava que Adair estava recrutando um treinador para o seu clube. Tuma disse que Prado conseguiu a informação depois que se juntou a um grupo no WhatsApp do qual Adair fazia parte, para evitar eventuais negativas de Aidar, Paulinho publicou uma cópia da mensagem com o número de telefone e a fotografia de Aidar. Adair acusou o blogueiro de invadir sua privacidade ao publicar sua informação pessoal e impetrou a ação.

Aidar disse ao CPJ que, além desta queixa, ele entrou com outras quatro ações judiciais contra Paulinho por “crime contra a sua honra”.

Prado tem frequentemente criticado executivos de futebol locais em seu blog de esportes, o Blog do Paulinho, que ele lançou em 2006. O blogueiro criticou Adair em posts anteriores, e disse que o executivo não tinha moral e ética.

Tuma disse que quando a polícia foi interrogar Prado, descobriu que o blogueiro foi condenado à prisão em um caso anterior, mas nunca tinha cumprido a pena. Em outubro de 2014, Prado tinha sido sentenciado a cinco meses e 10 dias de prisão por acusações de difamação criminal em conexão com um caso de 2011, de acordo com Tuma einformações da  imprensa. Antonio Carlos Sandoval Catta Preta, um advogado brasileiro bem conhecido, tinha apresentado uma queixa contra o blogueiro depois que Prado criticou o advogado em um post e o chamou de incompetente, segundo Tuma e reportagens. O post já foi retirado do blog do Prado.

Catta Preta não respondeu imediatamente ao pedido do CPJ para comentar o assunto.

Prado foi libertado pendendo recurso no caso 2011. De acordo com o irmão do blogueiro, nem o Tribunal nem os advogados do Prado lhe disseram que seus apelos foram negados e que ele tinha que ser preso.

Em 2014, o CPJ publicou um relatório especial sobre a liberdade de imprensa no Brasil que destacou a forma como os políticos e empresários poderosos se aproveitaram das leis de difamação para sufocar reportagens críticas.

Por mais de uma década, os tribunais regionais e legislativos em toda a região consideram que as leis civis proporcionam uma reparação adequada em casos de alegada calúnia e difamação. Mas alguns governos nas Américas, incluindo o Equador e o Peru, continuam a usar arcaicas leis penais de difamação para silenciar dissidentes, mostra apesquisa do CPJ.

https://www.cpj.org/pt/2015/09/cpj-exorta-as-autoridades-a-libertar-blogueiro-bra.php#more

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Vamo roba – Policiais civis são presos sob suspeita de extorquir traficantes e comerciantes 69

Policiais são presos sob suspeita de extorquir traficantes e comerciantes
RAFAEL RIBEIRO
DO “AGORA”

16/09/2015 02h00

Um delegado da Polícia Civil, dois investigadores e um carcereiro, todos do 49º DP (São Mateus), foram presos na segunda (14), com ordem judicial, sob suspeita de fazerem parte de um esquema de extorquir dinheiro de comerciantes e traficantes, principalmente da zona leste, onde atuam. Dois informantes também foram presos.

Segundo o Ministério Público, que investigou o esquema, drogas e mercadorias apreendidas eram devolvidas aos donos mediante pagamentos que poderiam chegar a até R$ 15 mil.

O esquema funcionava dentro da delegacia e era investigado há seis meses.

Uma sala onde as drogas eram estocadas dentro da delegacia foi descoberta na segunda-feira por um grupo especial de averiguação da atuação dos policiais montado pelo Ministério Público.

A Justiça decretou a prisão preventiva do delegado e de um dos investigadores por um mês. O outro investigador, o carcereiro e os informantes tiveram a prisão decretada temporariamente, por cinco dias.

Todos os policiais civis detidos foram transferidos para o presídio do órgão, em Santana (zona norte). Os informantes ficarão em uma carceragem especial, que não foi revelada. Eles ainda serão chamados para prestar depoimento sobre o esquema e revelar a participação de mais pessoas nos crimes.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que colaborou com as investigações. O delegado titular do 49º DP admitiu que as drogas não eram contabilizadas nos boletins registrados pelos acusados, que trabalhavam no plantão do local.

Policial civil alvo de atentado ao sair da casa de familiares 71

Dr Guerra.
Quero divulgar ao Sr. e aos colegas que estava saindo da casa da minha sogra, e dois individuos um em cada moto, me abordaram me indagando se eu era policia, um falou pro outro e sim e comecaram a atirar. Nao pude reagir, o que me abordou primeiro, nao tinha cara de ladrao, tava com bau de pizza nas costas. Gracas a Deus estou vivo, agradeco tambem a PM que prontamente me atendeu, ja que tabalho no demacro e o apoio do dp da area chegou 40 minutos depois.

Foi por volta das 18:30 em sao bernardo, os dois eram pardos e as motos eram uma bross e uma cg escuras.

A verdade inconveniente da ‘derrubada’: ciclo completo é inconcebível para a realidade brasileira 35

A verdade inconveniente da ‘derrubada’

Rafael Alcadipani* – O Estado de S. Paulo

15 Setembro 2015 | 12h 29

Ocupou espaço na mídia no fim da semana passada as imagens de um suposto “criminoso” que foi jogado de um telhado após ter sido rendido por um policial militar fardado e com capacete. Na mesma ocorrência, câmeras de segurança flagraram a atuação de um grupo de policiais que renderam e algemaram outro suposto criminoso para depois retirar suas algemas, colocá-lo próximo a um veículo e executá-lo friamente forjando uma cena de “resistência seguida de morte”. A armação é tão nítida que aparece um policial pegando uma arma dentro da sua própria viatura. O caso, como de costume, chamou menos atenção do que deveria de uma sociedade cansada de tantos crimes e que não vê na Justiça uma solução para os graves problemas de Segurança Pública. Na mesma semana, foi lançado um relatório da Anistia Internacional apontando a PM do Brasil como a polícia que mais mata no mundo.

O promotor que está denunciando o caso dos PMs de São Paulo logo chamou os policiais de “bandidos”. Trata-se de um movimento típico e comum neste tipo de ocorrência: a PM e os governos dizem que se trata de algumas “maçãs pobres” que desonram a corporação, que já foram presos, como se isso extirpasse o mal. Todavia, a presença de um número expressivo de policiais nesta ocorrência deixa claro que não se trata de “alguns indivíduos”, mas sim de uma lógica de atuação da corporação apoiada pelo governo e pela sociedade, como nos mostra a primorosa pesquisa de Samira Bueno intitulada “Bandido bom é bandido morto: a opção ideológico-institucional da política de segurança pública na manutenção de padrões de atuação violentos da Polícia Militar paulista”.

A prática da “derrubada”, nome dado no jargão policial à execução de supostos criminosos, existe devido a uma série de fatores. Em primeiro lugar, a PM é informalmente conivente com essa prática – basta vermos as falas do Coronel Telhada durante a campanha eleitoral. Trata-se de um ex-comandante da corporação que mostra muito bem a ideologia que transpassa parte da tropa. Em segundo lugar, em inúmeros casos de “derrubadas”, os envolvidos nas práticas e seus colegas ameaçam famílias e pessoas que viram os fatos, forjam provas e usam o terror como arma para jogar a execução embaixo do tapete.

O Governo do Estado, por sua vez, não toma nenhuma atitude concreta contra este tipo de ação. Punir os envolvidos não é o suficiente. Há duas ações fáceis de serem implementadas que evitariam execuções sumárias. O primeiro é instalar câmeras nas viaturas. A outra é colocar em um programa especial os policiais que se envolvem em ocorrências com mortes. O policial deveria ser obrigado a ir por 6 meses diariamente ao programa, tirando dele a possibilidade do bico durante o período. Isso foi feito pelo então governador Mário Covas com muito sucesso.

Além disso, as PMs no Brasil são muito grandes e, com isso, muito difíceis de serem controladas. Dentro desse contexto, o tal “ciclo completo de polícia”, quando uma força policial pega a ocorrência do começo ao final, que está em voga como uma das soluções para o problema das polícias no Brasil, é inconcebível para a realidade brasileira. É o oposto do que o País precisa: a urgente redução do poder das PMs. Porém, na maioria dos casos em que policiais que praticam “derrubadas” são presos, eles tendem a ser absolvidos no Tribunal do Júri. Isso porque parte expressiva da sociedade acredita e defende, clara ou sutilmente, que “bandido tem que morrer”. O problema é que nunca se matou tantos “bandidos” no Brasil e nunca tivemos tantos problemas em Segurança Pública. A verdade inconveniente da “derrubada” é que o policial executa fora da lei, a corporação aceita e em alguns casos informalmente incentiva, o governo não faz nada para mudar o quadro e parte da sociedade bate palma. Para mudar a situação da Segurança Pública, precisamos ter ações inteligente, valorizando os policiais, investido em inteligência policial e em investigação policial e desburocratizando o sistema de Justiça Criminal. Soluções medievais nunca resolveram e nunca irão resolver o problema.

* Rafael Alcadipani é professor de Estudos Organizacionais da FGV-EAESP e Visiting Scholar no Boston College, EUA

Chacina de Osasco, mais indícios de crime policial militar 44

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Investigações apontam execução de desafetos da PM, tentativas de acobertar provas, álibis bizarros. Relatório fala em “vingança”. Mas midia reduz cobertura e cresce fantasma da impunidade

Por Luís Adorno e André Caramante, na Ponte

(Leia aqui os documento da investigação)

Um relatório que engloba documentos da Corregedoria da PM-SP (Polícia Militar do Estado de São Paulo), da delegacia seccional de Osasco, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), ambos da Polícia Civil, do MP-SP (Ministério Público) e do TJM-SP (Tribunal de Justiça Militar) aponta que os ataques que deixaram 19 pessoas mortas em Osasco e Barueri, na Grande SP, no dia 13 de agosto deste ano, foram, sim, uma retaliação às mortes de um cabo da PM e de um GCM (guarda civil metropolitano) na mesma semana da série de atentados.

A defesa dos 18 policiais militares e de um civil, acusados de terem participação nos atentados, tem acesso ao relatório. Ao todo, a investigação ouviu 54 policiais militares da ativa, da Força Tática e do 42º BPM (Batalhão da Polícia Militar), de Osasco.

De acordo com o capitão da PM encarregado pelo Inquérito Policial Militar, Rodrigo Elias da Silva,“está demonstrado, por meio dos registros das ocorrências, que trata-se de um grupo organizado para a prática de crimes de homicídios com clara intenção de vingança”. Antes de escrever isso, ele relembrou os assassinatos do cabo Avenílson Pereira de Oliveira, de 42 anos, e do GCM Jefferson Rodrigues da Silva, de 40. O PM foi morto no dia 7, e o GCM, no dia 12. “Devemos reparar que ocorreram 10 eventos com resultado morte depois das mortes do policial militar e do GCM”, afirmou.

Em um dos depoimentos colhidos, uma testemunha afirma que depois de ter sido baleada na perna, o atirador não falou nada e entrou no carro, que saiu em alta velocidade. Ela foi colocada em um carro de um morador da região para ser resgatada, quando ouviu as pessoas falando que o carro estava “sendo acompanhado por uma viatura da polícia, sendo que os policiais que estavam dentro dessa viatura estavam dando risadas”.

Durante a manifestação feita sete dias após a série de atentados, na frente do bar em Osasco onde oito pessoas morreram, os moradores afirmaram à reportagem da Ponte Jornalismo que todos desconfiavam da ação de PMs na série de atentados com 19 mortos.

“Quem sabe quem fez isso são só eles e os comparsas deles. Só uma coisa que eu te falo é que bandido não faz uma coisa dessas, não, de matar um monte de pai de família”, disse o segurança Fabiano Custódio, de 28 anos, que, naquela noite, ajudou a levar amigos baleados ao hospital.

O único preso

Quase um mês depois da maior série de homicídios do Estado desde os Crimes de Maio, em 2006, apenas uma pessoa está presa. Trata-se do soldado da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), considerada uma tropa de elite da PM-SP, Fabrício Emmanuel Eleutério, de 30 anos. O agente público havia sido transferido recentemente da Força Tática para a Rota em uma movimentação promovida pelo Comando da PM. Todos os policiais que tinham três ou mais supostos confrontos seguidos de morte nos últimos cinco anos foram movimentados de batalhões. O soldado Eleutério afirmou à Corregedoria que já foi preso acusado de pertencer a um grupo de extermínio e que responde a cinco processos criminais.

Ele só foi preso por ter sido reconhecido por uma vítima que sobreviveu aos atentados. “Convidado a compulsar atentamente algumas fotografias, reconheceu, sem sombra de dúvidas e com absoluta segurança, a fotografia do indivíduo número “08”, de nome Fabrício Emmanuel Eleutério, como sendo o homem que estava de passageiro no veículo e que atirou várias vezes contra o reconhecedor na noite do dia 13/08/15 na região de Osasco”, aponta o documento do auto de reconhecimento fotográfico.

Briga com a mulher na hora dos crimes

Fabrício Emmanuel Eleutério afirmou em depoimento que, no momento dos ataques, estava com a namorada comendo pizza e assistindo um filme.

Uma história menos convincente foi contada pelo 3º sargento da PM Edilson Camargo Sant’Ana, de 46 anos. Ele trabalha no 42º BPM, o mesmo do cabo Avenílson Pereira de Oliveira.

No dia dos atentados, ele estava de folga. Mesmo assim, em depoimento, afirmou que saiu do bico que faz em um supermercado às 20h40 daquele dia 13. Livre do trabalho, ele disse que foi ao batalhão por ter brigado com a mulher. Relatou que chegou no local às 20h50 e que ficou no alojamento até 22h20, quando, por um estalo, decidiu voltar para casa. Lá, ele não falou com ninguém. Nenhum colega de trabalho sequer teria lhe visto.

Questionado pelo capital da PM Rodrigo Elias da Silva, por que ele resolveu voltar para casa, Sant’Ana afirmou que “achou melhor conversar com a esposa, acertar os problemas, pois depois só piora. Nada como a casa da gente”, disse. Ele sequer soube precisar se houve registro de sua suposta entrada e saída do batalhão.

TEXTO-MEIO

Balada pós crimes

O 2º tenente da reserva da PM Carlos Alberto do Nascimento, de 49 anos, que há oito anos trabalha como segurança privado do proprietário da casa noturna Bar Razzi, localizado no Parque São Domingos, afirmou que achou estranho que, após o crime, sete policiais do 42º BPM – um sargento, um cabo e cinco soldados – foram ao local que tinha apresentação de bandas de forró e de sertanejo.

Foram ao local o sargento Valter Gonçalves, o cabo Jean Juliano Crispim Camargo, e os soldados Ângelo da Silva Ribeiro, Rogério Bastos Oliveira, Maksuel Lima Carneiro, Paulo Henrique Marques da Silva e Rodrigo Rodrigues de Oliveira.

Nascimento afirmou que, normalmente, os policiais informam com antecedência que vão até o local, sendo que, desde 2011, quando o estabelecimento foi aberto, nenhum PM daquele batalhão já havia ido até lá. O tenente da reserva soube precisar isso porque, para alguém entrar na balada, é preciso assinar um livro interno, assumindo que está portando arma.

Ele também disse que comentou com os policiais sobre a ocorrência daquela noite, afirmando que “a área de vocês está feia”. Como resposta, obteve apenas um “tá”. Alguns dos policiais saíram do estabelecimento comercial por volta das 3h do dia 14 de agosto.

Vítima sofreu dois abusos de PMs em julho

Rafael Nunes de Oliveira, de 23 anos, executado na rua Moacir Sales D’Ávila, em Osasco, foi reprimido por policiais militares menos de um mês antes de ser assassinado no dia 13 de agosto de 2015. Em julho, ele estava com seis amigos – quatro garotos e duas meninas – quando policiais os abordaram e agiram com abuso de autoridade. Uma das meninas foi reconhecida como sobrinha de um policial. Um dos PMs que estava na ação afirmou que “esse seu tio gosta de tirar tatuagem na faca”. Via rádio, ele chamou o tio da garota que foi até o local.

Um dos garotos foi levado até uma pista de skate, onde foi espancado. A mãe dele chegou perguntando o que havia acontecido e os PMs afirmaram que ele foi pego com porte de drogas. A mãe explicou que ele era trabalhador e os policiais liberaram o rapaz. Outra viatura chegou, após um deles ter ido embora. Todos apanharam. Foi quando viram que um dos jovens tinha uma carpa tatuada na barriga. “Você sabe o que significa isso aí?”, um dos PMs perguntou. “Sei sim, mas não fiz com essa intenção”, respondeu. “Stive, vai lá buscar a faca pra mim que eu vou tirar essa tatuagem na lâmina”, afirmou o PM. A tatuagem da  carpa  pode simbolizar pertencimento à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Em um momento de distração dos PMs, que estavam atrás da faca, o garoto conseguiu ligar para o pai, que, então, foi até o local e chegou na hora em que os policiais já posicionavam o objeto de aproximadamente 40 centímetros na barriga do jovem. “Tomou coragem agora só porque seu pai chegou? Da próxima vez que eu pegar você, não vai ter seu pai do lado, não”, disse um dos PMs. O mesmo policial já havia raspado duas tatuagens de um amigo do grupo abordado. O policial que agiu desta maneira foi reconhecido fotograficamente como o soldado Mateus Gusmão de Sampaio.

Em uma outra data, no final de julho, Rafael estava dentro de seu carro, um Palio preto, ano 1998, com um amigo, quando foi abordado pelo sargento Camilo Fajin Pardo Júnior e um soldado da PM não reconhecido. Os policiais perguntaram se eles tinham algo de errado. Rafael respondeu que havia um cigarro de maconha no veículo. Os documentos estavam em dia, mas Rafael não tinha habilitação. O soldado falou que “o outro aí do lado é habilitado” e perguntou se “podia liberar o carro?”. O sargento respondeu: “não. Esse carro já está apreendido”.

Quando o carro estava em cima do guincho, Rafael pediu ao motorista que fechasse a janela de seu veículo e obteve o não como resposta, sob alegação de que a perícia iria mexer no carro. Houve uma discussão e Rafael pediu ajuda dos policiais. O sargento respondeu que “já está em cima do guincho. Não é mais problema meu”. O jovem se exaltou e o sargento afirmou: “Fica quietinho aí, se não a gente vai te complicar com aquele negocinho que pegamos com vocês”.

PM suspeito de atuar em duas chacinas: Pavilhão 9 e Osasco

Em abril, 8 pessoas foram assassinadas na quadra da torcida organizada corintiana Pavilhão Nove, na Ponte dos Remédios, zona oeste de São Paulo, divisa com Osasco. Quatro meses depois, 19 pessoas foram executadas em Osasco e Barueri.

O segundo sargento da Polícia Militar Marcelo Mendes da Silva, do 14º Batalhão da corporação, em Osasco, um dos PMs investigados sob a suspeita de participar da série de atentados que deixou 19 mortos em bairros da periferia de Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, em 13/08, também é investigado por participação na chacina com oito mortos dentro da sede da torcida Pavilhão Nove..

O nome de Mendes já era conhecido pelo Comando-Geral da PM e pela Corregedoria (órgão fiscalizador) da corporação desde maio, mas ambos não conseguiram elementos para que o soldado fosse indiciado pelas oito mortos dentro da sede da torcida organizada do Corinthians.

O DHPP (Departamento de Homicídios de Proteção à Pessoa) apontou o ex-PM Rodney Dias dos Santos, de 41 anos, um dos sócios-fundadores da uniformizada do Corinthians, e o PM Walter Pereira da Silva Junior, soldado do 33º BPM, como dois dos três homens que cometeram os crimes na Pavilhão Nove. Rodney e Walter negam participação na chacina e estão presos.

Justiça Militar decreta prisão de seis policiais suspeitos de crimes de execução 20

Outros dez policiais foram presos administrativamente

Criado em 14/09/15 22h17 e atualizado em 14/09/15 22h33
Por Bruno Bocchini Edição:Aécio Amado

Fonte:Agência Brasil

A Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou ontem (14) a prisão temporária de seis policiais militares suspeitos de participar da execução de Fernando Henrique da Silva, no último dia 7, após um roubo de moto. Imagens feitas pelo celular de uma testemunha mostram um policial jogando o suspeito, algemado, do telhado de uma casa no Butantã, zona oeste da capital paulista.

Na sexta-feira (11), cinco policiais militares do 23º Batalhão da Polícia Militar (PM) de São Paulo foram presos por um crime semelhante, o assassinato de Paulo Henrique de Oliveira. Os acusados de envolvimento nos crimes devem ser indiciados por homicídio qualificado e fraude processual.

Imagens de câmeras de segurança mostram Paulo Henrique se entregando, inclusive levantando a camisa para mostrar que não estava armado. Em seguida, ele é colocado contra um muro, fora do alcance da câmera, momento em que teria sido morto. O vídeo mostra um dos policias pegando uma arma na viatura para, de acordo com Ministério Público, forjar um confronto e justificar a morte do suspeito.

“A SSP informa que todas as medidas legais necessárias em relação às mortes de Paulo Henrique de Oliveira e Fernando Henrique da Silva foram tomadas, tanto no âmbito penal, quanto no âmbito disciplinar-administrativo. Com a decretação pela Justiça da nova prisão temporária solicitada pela Corregedoria da PM, são 11 os policiais militares presos em decorrência dos fatos, sendo sete do 23º BPM/M e quatro do 16º BPM”, diz a Secretaria de Segurança Pública, em nota.

Estagiários da Seccional de São Sebastião tomam calote da Administração 17

Enviado em 14/09/2015 as 17:37 – PIXULECO CAMARADA
Boa tarde Dr. Guerra, é com pesar que peço a publicação do que vem ocorrendo nas delegacias sob a Seccional de São Sebastião – DEINTER 1, muitas delegacias da região estão com uma escassez de materiais sem precedentes, está faltando até mesmo capa para os inquéritos. A novidade da vez foi o calote sem aviso prévio aos estagiários que atuam nas unidades da região, os quais são de extrema importância para o funcionamento, mesmo que rudimentar, de muitas delegacias e até mesmo da própria seccional. O que parece ser apenas mais uma molecagem por parte da administração pode surtir um colapso total nos funcionamentos da unidades, pois os estagiários eram até então a solução mágica para a falta de funcionários, sem falar na indiferença e no desprezo com que os estagiários foram tratados na mensagem.

PS.: Gostaria que fosse mantido meu sigilo quanto à minha identidade, para evitar represálias.

Oficial PM não concorda com o método de ensino da Academia do Barro Branco 69

Caro Doutor Guerra,
Sou oficial da Policia Militar de S.P e, por motivos óbvios, mantenho o anonimato.
Em conformidade com a matéria supra mencionada, tenho a relatar e socorrer-me deste canal de informação, pois “interna corporis” já esgotei todas as possibilidades.
Tenho conhecimento que condutas semelhantes vem ocorrendo na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, após a transferência para a referida unidade, de oficiais oriundos do 1° Batalhão de Choque, Rota, em especial, Ten Cel Bartacevicius, Maj Meca e Cap Risi, todos transferidos com a finalidade de ” corrigir as posturas assumidas pelos tenentes recém formados “(SIC).
Ocorre Doutor, que sou um profissional apaixonado por minha instituição e não posso admitir as atrocidades que vem sendo cometidas em desfavor dos oficiais em formação, porém as aulas, em especial as do Maj PM Dimas Mecca Sampaio, são embasadas em situações muito semelhantes às aqui narradas.
É com pesar, que vemos Oficiais, extremamente profissionais, sendo transferidos da Academia por não concordarem com as condutas assumidas pelos gestores daquela casa de ensino Policial, em especial os Tenentes Freire, Andrade Filho e Capitao Forner.
Por favor, exponha neste canal de informação, tal denúncia, para que, talvez, algum Oficial PM iluminado leia e tome providências.
Grato pela oportunidade.
Oficial PM que não concorda com o método de ensino da Academia do Barro Branco.