Polícias Civil e Militar investigam desaparecimento de PM em Santos, SP 12

Cabo Barros deveria ir trabalhar no sábado, mas não apareceu.

PM desaparece após jornada de trabalho em Santos

Moto do cabo foi flagrada trafegando pela Zona Sul da Capital

DE A TRIBUNA ON-LINE @atribunasantos
28/03/2017
Cabo da PM desapareceu após sair do quartel onde
trabalha, na Ponta da Praia (Foto: Divulgação/PM)

Um cabo da Polícia Militar desapareceu no início da madrugada de sexta-feira (24), após jornada de trabalho 6º BPM/I, no bairro da Ponta da Praia, em Santos.

Luis Fernando da Silva Barros saiu do quartel de moto, mas não chegou ao imóvel onde reside no bairro Aparecida.

De acordo com informações da PM, no dia seguinte, Barros não compareceu ao trabalho e a família não soube informar o paradeiro do policial.

Moto circulou em São Paulo

A moto do PM, uma Honda CG 125 preta, foi flagrada, no sábado (25), pelo sistema de câmeras com reconhecimento ótico, trafegando na Zona Sul da Capital.

Informações sobre o paradeiro de Barros podem ser informadas à polícia pelos telefones 181 e 190. Não é preciso se identificar.

MAIS UMA PEQUENA VITÓRIA – Secretário Mágino Alves Barbosa Filho absolvendo acusado de prevaricação reafirma: “Delegado de Polícia não é um mero aplicador da lei” 61

Secretario da Seguranca

(Foto: Danilo Verpa/Folhapress,)

Hoje tive a grata felicidade de ser pessoalmente cientificado de nossa absolvição nos autos do PAD –  9CA 011/13 – DGP/7229/12 – Vols. I a III,  instaurado em face de representação subscrita pelo ex-Delegado Corregedor Nestor Sampaio Penteado Filho, atribuindo ao então Delegado Roberto Conde Guerra o cometimento de crimes contra a Administração Pública e procedimento irregular de natureza grave, porque, em 2010,  acumulando os plantões das cidades de Hortolândia e Monte Mor, à distância,  deliberou pela lavratura de termo circunstanciado de porte de drogas em vez de auto de flagrante por tráfico de entorpecentes, causando , assim, prejuízos à aplicação da justiça e à imagem da Polícia Civil.

Salientando-se , deliberação que não agradou ao promotor de justiça de Monte Mor , o qual solicitou a extração de cópias e remessa à Corregedoria para eventuais providências.

Observação: o MP nada requisitou da Corregedoria.

DA DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA 

Absurdamente,  em razão de autoridade da Corregedoria auxiliar de Piracicaba ter se manifestado pelo arquivamento da apuração preliminar, o Sr. Corregedor Nestor Sampaio Penteado Filho representou ao Delegado Geral pela instauração de PAD, em nosso desfavor , como incurso em crime contra a Administração Pública e  procedimento irregular de natureza grave; posteriormente redistribuindo o feito para a corregedoria auxiliar de Bauru.

Desrespeitando , assim, todas as normas e princípios processuais sobre as regras de competência e atribuições; especialmente o local da conduta e domicílio do autor para a fixação da competência apuratória.

E  em Bauru  – sem que o interessado fosse cientificado e ouvido – foi lavrado um Termo Circunstanciado indireto sobre a pretensa prevaricação praticada em Hortolândia.

Este fraudulento TC por prevaricação , lavrado contra nós (  em Bauru ) , foi arquivado pelo Poder Judiciário de Hortolândia.

Enquanto que,  pelo juiz de Monte Mor,  o pretenso traficante confesso foi condenado  como incurso nas penas do art. 28 da Lei nº 11.343? 2006, a  prestar serviços comunitários em razão de ser usuário contumaz de maconha.  De se ver que – conforme o TC lavrado sob nossa orientação – não havia quaisquer provas do crime de tráfico narrado na denúncia ministerial.

Estranhamente, não fomos localizados pela Corregedoria e acabamos processados a revelia.

Absurdamente, nosso interrogatório foi agendado para um dia de domingo.

Está no Diário Oficial para quem quiser ver!

No curso do PAD os autos foram legalmente remetidos à Corregedoria do Deinter-9, cuja autoridade  ( o DELEGADO NATURAL , não é professor Nestor ? ) deliberou pela nossa absolvição ; no mesmo sentido foi o voto do Diretor de Bauru, Dr. Benedito Antonio Valencise.

Aliás, embora censurando o plantão a distância, ratificou a independencia funcional dos delegados  de polícia.

Voto acolhido unanimamente pelo Conselho da Polícia Civil.  Neste ponto sem a participação do ex-Corregedor Geral, defenestrado da CORREGEPOL diante da suspeita de seu departamento cobrar mensalinho de policiais corruptos.

Por fim, inumando com pá de cal a ignominiosa perseguição cometida pelo então Diretor da Corregepol , assim escreveu , dando verdadeira aula magna sobre conceito de autoridade policial, o Sr. Secretário de Segurança, Excelentíssimo  Dr. Mágino Alves Barbosa Filho:

… importante observar que as divergências entre convicções jurídicas em nada prejudicam a regularidade da persecução criminal. A autoridade policial, munida do poder discricionário na condução da investigação, só deve satisfações à lei . A condição de autoridade que reveste o cargo de delegado, faz com que aja com completa independência na condução da investigação policial , desautorizando qualquer determinação que seja contrária à sua convicção. 

A Lei 12.830/13 deixa claro que o Delegado de Polícia não é um mero aplicador da lei, mas um operador do direito, que faz análise dos fatos apresentados e das normas vigente, para então extrair as circunstâncias que lhe permitam agir dentro da lei. 

Diante do exposto…ABSOLVO o ex-Delegado de Polícia ROBERTO CONDE GUERRA…

São Paulo, 7 de dezembro de 2016.

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Polícia Militar abre 74 vagas para oficiais médicos: R$ 6.458,57 por 20 horas semanais 41

Polícia Militar de São Paulo abre concurso para 74 vagas

Oportunidades são para médicos. O salário é de R$ 6.458,57

DE A TRIBUNA ON-LINE @atribunasantos
26/03/2017 – 17:20 – Atualizado em 26/03/2017 – 17:33

A Polícia Militar de São Paulo fará concurso público para 74 vagas de nível superior para o cargo de 2º tenente médico PM estagiário. O salário é de R$ 6.458,57.

Os candidatos devem ter entre 17 e 35 anos, ter concluído o curso de nível superior de graduação em medicina e possuir título de especialista, ou certificado de conclusão de residência médica ou declaração de estar cursando, no mínimo, o último ano de residência médica, entre outros requisitos.

As oportunidades são para as especialidades de anestesiologia, cancerologia oncologia clínica, cardiologia, cirurgia da mão, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia geral, cirurgia plástica, cirurgia torácica, cirurgia vascular, clínica médica, dermatologia, endocrinologia e metabologia, endoscopia, gastroenterologia, ginecologia e obstetrícia, hematologia e hemoterapia, infectologia, medicina física e reabilitação, medicina intensiva, nefrologia, neurocirurgia, neurologia, oftalmologia, ortopedia e traumatologia, otorrinolaringologia, pneumologia, psiquiatria, radiologia e diagnóstico por imagem, reumatologia e urologia.

As inscrições devem ser feitas de 4 de abril a 8 de maio pelo site da Vunesp. A taxa é de R$ 200. A seleção será feita por meio de exame de conhecimentos (prova objetiva e dissertativa), exames de aptidão física, exames de saúde, exames psicológicos, avaliação de conduta social, da reputação e da idoneidade e análise de documentos.

O exame de conhecimentos será aplicado na data provável de 11 de junho, nas cidades de Araçatuba, Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.

Rodrigo Janot investiga roubalheira no Ministério Público de SP 23

PGR contesta pagamento de gratificação a membros do Ministério Público de SP

Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, ajuizou no STF ação contra normas que autorizam pagamento de gratificação pela prestação de serviços especiais a membros do MP.


O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou no Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, contra normas do estado de São Paulo que autorizam o pagamento de gratificação pela prestação de serviços de natureza especial a membros do Ministério Público paulista.

Janot questiona uma lei de 1993, que considera serviços de natureza especial os plantões judiciários, a fiscalização de concursos e a atuação em juizados especiais ou informais.

A gratificação corresponde ao valor de uma diária. E deve ser paga toda vez que esses serviços forem feitos fora dos períodos normais de expediente.

Investigação interna

O pagamento de gratificações pelo Ministério Público de São Paulo também entrou na mira da corregedoria nacional do Ministério Público. Depois de receber uma denúncia anônima, o corregedor Cláudio Henrique Portela do Rego designou uma equipe formada por dois procuradores e quatro promotores de vários estados diferentes para verificar o funcionamento dos serviços administrativos nas procuradorias de Justiça do estado de São Paulo.

O SPTV teve acesso com exclusividade à denúncia anônima recebida pela corregedoria nacional do Ministério Público. O documento diz que os membros do MP paulista ganham R$ 850 por cada dia de visita feita às penitenciárias e delegacias de polícia.

A denúncia também afirma que enquanto os desembargadores do Tribunal de Justiça do estado recebem de 200 a 400 processos por mês, os procuradores de Justiça do estado de São Paulo recebem no máximo 60.

Diante disso, o corregedor enviou um questionário para o procurador geral de Justiça de São Paulo, Gianpaollo Smanio, para saber, entre outras coisas, quem são, onde moram e quanto recebem os procuradores do estado.

A reportagem do SPTV pediu ao Tribunal de Contas do estado e ao Ministério Público o valor total que foi gasto com as gratificações de promotores no ano passado, mas não teve acesso às informações. Em nota, a procuradoria geral de Justiça do estado de São Paulo disse que o pagamento está de acordo com a constituição.

Denúncias de abusos praticados por policiais contra pretos e pobres crescem cerca de 80% em SP; segundo Ouvidoria a Corregedoria da PM encaminha os casos à “Cesta Seção” 29

Denúncias de abusos praticados por policiais crescem 78% em SP

Dados da ouvidoria das polícias mostram também que apenas 3% dos casos são solucionados.

Por G1 São Paulo

Denúncias de abusos de policiais aumentam quase 80% em SP em 2016

Denúncias de abusos cometidos por policiais civis ou militares aumentaram 78% no ano passado em São Paulo na comparação com 2015. O dado é de um relatório anual da ouvidoria das polícias paulista. O documento mostrou ainda que, em contrapartida, apenas 3% dos casos do tipo são solucionados.

Em 2016, foram registradas 947 queixas de abuso praticados por policiais. Um ano antes, haviam sido 531.

Segundo a ouvidoria, uma das queixas que mais cresceram foi a de constrangimento ilegal, que é quando alguém é ameaçado e obrigado a fazer algo contra a própria vontade. As denúncias deste abuso subiram 132%.

Os relatos de invasão de domicílio e de agressão também dispararam, aumentando 75% e 25%, respectivamente, no intervalo de um ano.

Para o ouvidor da polícia de São Paulo, Júlio César Fernandes Neves, o crescimento das queixas mostra que a população está perdendo o medo de denunciar. Ele cobra, agora, que os abusos não fiquem sem punição.

“Com certeza a impunidade contribui para que se eleve não só o número de denúncias, como do ato ilícito do policial. Ele está aí para a prevenção. Não para cometer um delito e sim para não deixar que o cidadão cometa um delito”, afirmou Neves em entrevista ao Bom Dia Brasil.

Atualmente, a ouvidoria tem quase 10 mil casos de abuso em andamento e, se por um lado as denúncias cresceram substancialmente, o mesmo não se pode dizer do solucionamento delas: somente 2,28% das investigações chegam ao fim.

O especialista e pesquisador David Marques, do Fórum Brasileiro de Segurança, questiona as medidas que são tomadas para diminuir os índices de violência policial. “Um relatório como esse, ele consegue de alguma forma impactar a atuação da polícia? Ele traz essas mudanças ? Qual o papel do Ministério Público nisso ? Ele consegue efetivamente induzir mudanças? Me parece que não”, pontuou.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública disse que as polícias de São Paulo têm rígidos processos de apuração interna que garantem a fiscalização dos policiais que tenham cometido alguma irregularidade. De acordo com a pasta, só no ano passado foram presos 251 PMs e 68 policiais civis.

Futuro presidente – Em evento com governador, Temer diz que Brasil ‘aplaude’ Alckmin 47

Em evento com governador, Temer diz que Brasil ‘aplaude’ Alckmin

Presidente elogiou tucano durante evento de entrega de casas do Minha Casa, Minha Vida em São José do Rio Preto 

Elizabeth Lopes e Altamiro Silva Junior ,
O Estado de S. Paulo

Foto: Beto Barata/Presidência da República
Michel Temer e Geraldo Alckmin

O presidente Michel Temer durante cerimônia de entrega de 1.300 unidades habitacionais do Parque Residencial da Solidariedade do Programa Minha Casa Minha Vida.

São Paulo – O presidente Michel Temer elogiou em discurso nesta sexta-feira, 24, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante evento em São José do Rio Preto (SP). “O Brasil te aplaude Geraldo Alckmin, pelo que tem feito pelo Brasil.”

Temer disse logo no início de seu discurso que é de São Paulo e conhece o que Alckmin tem feito pelo Estado e em seguida falou da parceria paulista com o governo federal para a construção de moradias.

Temer participa hoje de evento no interior paulista de entrega das chaves do conjunto habitacional Solidariedade. O local tem cerca de 1,3 mil casas financiadas pelo projeto Minha Casa, Minha Vida. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, também participou do evento.

DEINTER 6 – Operação da Polícia Civil na Baixada Santista resulta em 82 presos 37

Ainda houve a apreensão de 24 adolescentes e 244 detenções de autores de infrações penais de menor potencial ofensivo

DE A TRIBUNA ON-LINE @atribunasantos
Delegado Manoel Gatto Neto comandou
a operação na região (Foto: Alberto Marques/AT)

A Polícia Civil realizou operação na Baixada Santista, entre as 11 horas de quarta-feira e o mesmo horário desta quinta-feira (23).  Oitenta e dois adultos foram colocados atrás das grades, sendo 25 em flagrante e 57 em cumprimento a mandados de prisão. Ainda houve a apreensão de 24 adolescentes e 244 detenções de autores de infrações penais de menor potencial ofensivo. Estes foram liberados após a elaboração de termos circunstanciados (TCs).A operação que durou 24 horas ininterruptas teve o seu balanço divulgado ontem à tarde pelo delegado seccional de Santos, Manoel Gatto Neto, que também comanda a Polícia Civil nos municípios de São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Guarujá e Bertioga. Segundo ele, 153 policiais em 65 viaturas foram mobilizados para a “atuação de campo de Polícia Judiciária”.Quinze veículos furtados ou roubados foram recuperados, sendo ainda retirados de circulação quatro armas de fogo, 5,5 quilos de maconha, 3,2 quilos de cocaína e 252 gramas de crack. Quantidade não divulgada de lança-perfume e 2.392 objetos suspeitos de ligação com crimes em geral também foram apreendidos.

Roubos em rodovias

Entre os presos estão dois homens acusados de roubos em rodovias, em especial, a Anchieta e a Imigrantes. Um deles é Fernando Silva de Almeida, o Cerol ou Fininho, de 18 anos, contra o qual existia mandado de prisão. O outro trata-se de Alessandro Jesus de Santana, de 31 anos. Ele portava um revólver calibre 38 com a numeração raspada, que resultou em sua autuação em flagrante.

Segundo o delegado Fábio Szabo Guerra, do 1º DP de Cubatão, Fininho já foi reconhecido em um roubo na Via Anchieta, mas deve ser autor de outros. O rapaz agia com um comparsa, ainda foragido, em uma moto preta. Por morar no Pinheiro do Miranda, bairro cubatense perto da estrada, ele tinha facilidade para chegar à rodovia e fugir logo após os assaltos, conforme Guerra.

A identificação de Fininho pela Polícia Civil, que depois pediu à Justiça a sua prisão, contou com a colaboração do próprio jovem. “Ele gostava de ostentar nas redes sociais, exibindo-se em fotos portando armas, dinheiro e outros objetos roubados”, disse Guerra. O outro suspeito de assaltos nas rodovias também reside em Cubatão.

A Polícia Federal é outra casa-da-mãe-joana; quando a credibilidade desanda é um tal de corre-corre pra tirar o cu da reta 33

Qua , 22/03/2017 às 10:25

Peritos da PF contestam conclusões da Operação Carne Fraca

Fabiana Cambricoli e Alexandre Hisayasu, enviado especial

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou nota nesta terça-feira, 21, afirmando que as conclusões da Operação Carne Fraca referentes aos danos à saúde pública não têm embasamento científico, uma vez que os peritos federais foram acionados pela Polícia Federal (PF) apenas uma vez durante as investigações e que o laudo resultante desse trabalho não comprovou tais danos. Deflagrada na sexta-feira da semana passada, a operação investiga 21 frigoríficos no País.

Segundo a associação, embora a PF tenha à sua disposição 27 peritos criminais formados em medicina veterinária e outras dezenas de especialistas nas áreas de química, farmácia/bioquímica, medicina, agronomia e biologia, a participação dos especialistas em análise de fraudes alimentares não foi devidamente empregada durante a condução das investigações.

“As afirmações relativas ao dano agudo à saúde pública não se encontram lastreadas pelo trabalho científico dos peritos criminais da Polícia Federal, sendo que apenas um Laudo Pericial da Corporação, hábil a avaliar tal risco, foi demandado durante os trabalhos de investigação, sem que se chegasse, no entanto, a essa conclusão”, diz a entidade, em nota.

A associação afirmou ainda que, embora a Operação Carne Fraca seja mais uma das ações de combate à corrupção da PF, ela tornou-se “uma clara demonstração de como o conhecimento técnico e o saber científico não podem ser deixados de lado em favorecimento dos aspectos subjetivos da investigação criminal” e que a atuação adequada dos peritos poderia ter “poupado o País de tão graves prejuízos comerciais e econômicos”.

Questionada sobre as afirmações da APCF, a assessoria de imprensa da Polícia Federal afirmou que não comenta posicionamentos de entidades de classe vinculadas à instituição.

Falhas

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Sobral, afirmou que houve “falha de comunicação” na divulgação dos resultados da Operação Carne Fraca, que investiga frigoríficos do País, por suspeita de venda irregular de carne e também esquema de corrupção entre empresas e fiscais do Ministério da Agricultura para a habilitação de frigoríficos que não cumpriam as normas vigentes.

A ação, que cumpriu mais de 30 mandados de prisão e mais de uma centena de busca e apreensão, foi divulgada como a maior da história da PF.

“A operação foi necessária, havia corrupção, servidores públicos envolvidos e alguns frigoríficos. Havia crime e a investigação aconteceu. Ao final, a nota da PF diz que foi a maior operação da história. Por causa do quê? Você dizer que é a maior, envolve uma série de variáveis com importância, repercussão econômica, social”, ressaltou Sobral. “Ao dizer que é a maior, dá uma dimensão muito grande, que talvez tenha gerado essa interpretação de que aqueles fatos eram um problema sistêmico, de todo o mercado produtivo brasileiro”, completou.

O delegado considerou que, apesar de a investigação ter durado dois anos, não significa que a saúde dos consumidores tenha sido colocada em risco. “Não tenho detalhes da investigação. Do que eu vi, quando havia risco de um produto chegar ao consumidor, algumas medidas eram acionadas para evitar isso. Você continua com a investigação, mas não permite que a saúde seja prejudicada. É algo comum numa investigação dessa envergadura.”

Desde segunda-feira, a associação dos delegados da PF realiza o Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal, em Florianópolis. Cerca de 400 policiais federais participam do evento, até esta quinta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Renan sobe o tom contra a Polícia Federal no caso da Operação Carne Fraca 50

O peemedebista disse que o Senado tem que “colocar uma resistência” contra este tipo de ação

DA ESTADÃO CONTEÚDO

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), subiu o tom contra a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira, 21. Em discurso no plenário da Casa, Renan afirmou que a Operação Carne Fraca, da PF, “explicita o fato de não termos mais limite para nada” no Brasil.

O peemedebista disse que o Senado tem que “colocar uma resistência” contra este tipo de ação e o Supremo Tribunal Federal (STF) deve “fazer a sua parte”. Renan avaliou que a Operação Carne Fraca, que investiga corrupção de agentes do Ministério da Agricultura e apontou esquema de venda de carne ilegal, foi desproporcional.

“Como em função de desvio de função, em função de corrupção de servidor público, você mobiliza neste País, em um momento de dificuldade, mil policiais da Polícia Federal?”, questionou. Fazendo referência aos responsáveis pelas operações, Renan disse que “esse pessoal, mais do que nunca, está demonstrando que vai forçando a barra, forçando a barra e não há mais limite constitucional”.

“Como é que pode, senhor Presidente, o Ministério Público chegar ao cúmulo de fazer vazamentos e dizer que esse vazamento que se fez e que expôs pessoas ao noticiário é um vazamento em off? Isso é uma confissão de abuso de autoridade, e o País tem fechado os olhos para isso. Nós não podemos concordar com isso. Concordar com isso é desfazer o juramento de que nós íamos proteger, defender e nos guiar pela Constituição Federal”, declarou o senador.

Renan reclamou que os senadores têm sido impedidos de votar projetos que considera importantes, como o que atualiza a lei de abuso de autoridade, por serem constantemente acusados de tentar atrapalhar as investigações. “O domínio das corporações para além da nossa Constituição já não tem limite. E os argumentos são os mesmos. Aqui, quando nós ficamos contra o supersalário com dinheiro público, disseram: ‘Isso aí é contra a Lava Jato’. Quando nós exigimos a votação do abuso de autoridade, disseram: ‘Isso aí é contra a Lava Jato’. (…) Até a lista para candidatos, que é uma matéria polêmica, serviu de argumentos para editorial de jornais de que também a lista era contra a Lava Jato. Este País está emburrecendo”, afirmou Renan.

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Governo tira servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência 75

Mirthyani Bezerra

Do UOL, em São Paulo

  • Marcelo Camargo/ABr

Servidores públicos estaduais e municipais ficarão de fora da proposta de reforma da Previdência, anunciou o presidente Michel Temer na noite desta terça-feira (21), no Palácio do Planalto, em Brasília. O objetivo da mudança, segundo o presidente, é “respeitar a autonomia” dos Estados e municípios.

“Reforma da previdência é para os servidores federais”, disse Temer, ao lado de líderes do governo no Congresso.

Os servidores federais e os trabalhadores de empresas privadas continuam incluídos na proposta de reforma, como antes. Os militares, policiais civis e bombeiros já haviam ficado de fora.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 foi apresentada pelo governo federal em dezembro e está tramitando na Câmara dos Deputados, mas tem enfrentado oposição de políticos, sindicatos e membros da sociedade civil. Mais cedo, senadores de oposição protocolaram um pedido para criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Previdência Social.

Na semana passada, houve protestos em ao menos 19 Estados e no Distrito Federal, no chamado Dia Nacional de Paralisações e Greves contra as Reformas da Previdência e Trabalhista.

‘Autonomia dos Estados’

O presidente disse que vai ficar “por conta dos Estados e municípios” a edição de normas relativas “a essa matéria”, ou seja, caberá a eles avaliar se mudarão as regras da aposentadoria dos seus servidores, como professores da rede pública de ensino e funcionários da administração pública.

“Desde ontem, temos tido muitas reuniões com líderes da Câmara [dos Deputados] e do Senado. Surgiu com grande força a ideia de que deveríamos reconhecer a autonomia dos Estados, fortalecer o princípio federativo”, afirmou Temer.

Temer disse, ainda, que sua gestão “desde a posse” tem procurado prestigiar os “princípios federativos”. “Eles as farão [a reforma] se for necessário.”

PEC já teve 146 modificações

Atualmente, a PEC da reforma da Previdência está sendo discutida em audiências públicas na Comissão Especial na Câmara dos Deputados. Isso deve acontecer até 28 de março. Até lá, o relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), deve analisar todas as emendas (pedidos de mudança) apresentadas e decidir se elas entram ou não em seu relatório final.

Ao todo, 146 modificações foram pedidas no texto original ao Congresso enviado pelo governo. As emendas pedem, por exemplo, para mudar a idade mínima, a regra de transição e a forma de cálculo dos benefícios.

Ainda não há uma data certa para que a PEC vá para votação no plenário da Câmara. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), havia afirmado que a previsão é de que seja colocada em pauta e aprovada “entre o final de abril e o começo de maio”.


PRINCIPAIS PONTOS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

  • Idade mínima para se aposentar: 65 anos
  • Tempo mínimo de contribuição: 25 anos (na prática, 49 anos para chegar aos 100% do valor)
  • Regra igual para homens e mulheres
  • Vale para trabalhadores de empresas privadas, servidores públicos e políticos. Militares ficam fora
  • Homens com 50 anos ou mais e mulheres com 45 anos ou mais terão regra de transição: só terão de trabalhar 50% a mais do que falta hoje para sua aposentadoria (se faltarem dois anos, trabalham três)
  • Nada muda para quem já tem tempo de aposentadoria pelas regras atuais
  • Pensão por morte não pode ser acumulada com aposentadoria e será de 50% da aposentadoria do falecido, mais 10% por dependente
  • O Congresso ainda vai analisar o projeto, que só vai valer em 2017

Poder Judiciário indefere sequestro e indisponibilidade de bens de policiais da Baixada Santista acusados de coletar propinas para colegas e superiores 4

caçaniqueis

Poder Judiciário indefere medida liminar pleiteada pelo Ministério Público para decretar o sequestro e indisponibilidade de bens  de policiais civis e militares até o limite de R$ 3.140.000,00, montante correspondente a suposto enriquecimento ilícito dos agentes públicos denunciados  , assim como da multa pela prática de atos ímprobos.

Na ação civil por improbidade administrativa que tramita na Vara da Fazenda Pública de São Vicente , busca o MP a condenação de policiais civis ( cinco investigadores , um escrivão e um perito criminal )  e militares pretensamente envolvidos em organização criminosa  – integrada por um vereador da cidade, inclusive – voltada à exploração de jogos de azar: máquinas caça- niqueis . Os fatos foram revelados em 2012, quando da prisão de diversos policiais militares e civis de São Vicente. Enquanto investigadores chefes de Distritos Policiais foram denunciados por suspeita de arrecadar valores para divisão com subordinados e superiores, escrivão foi flagrado em escuta negociando a restituição de componentes dos caça-níqueis . Um perito criminal responsável pelos exames das máquinas é acusado de receber propina para fraudar laudos e devolver as “placas-mãe” dos equipamentos. Os policiais militares faziam a segurança de membros da pretensa quadrilha e , também, recolhiam propinas destinadas a divisão com outros policiais militares da mesma área para que não se efetuasse repressão.

Ainda segundo os promotores do GAECO de Santos ,  “os policiais  possuíam vínculo com quadrilha exploradora da atividade ilícita e passaram a adotar condutas de modo a proteger os integrantes, os interesses e os atos da execução ilícita da organização criminosa,  aproveitando de seus cargos públicos e recebendo propina em troca.”

Argumenta-se, outrossim,  que os  policiais processados  “em todas as oportunidades agindo como intermediários, recebendo a propina em dinheiro para repassar a maior parte dos valores a diversos outros policiais, tiveram por intuito, em concurso com os reais beneficiários, de esconder a origem, a localização, a disposição, a movimentação e a propriedade dos valores ilícitos obtidos, configurando, também, o crime de lavagem de capitais.”

Ocorre que Juiz titular da Vara da Fazenda Pública de São Vicente entendeu que no caso em concreto:

” a fundamentação constante da petição inicial permite suspeitar da existência de uma organização criminosa criada e comandada por C.M.C.V., denominada “Associação”, que atuaria na exploração de jogos de azar, especificamente máquinas caça-níqueis, praticando atos de corrupção ativa em face de membros da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Instituto de Criminalística.

Contudo, o Ministério Público não logrou êxito em demonstrar, de forma suficiente e individualizada, o envolvimento de cada requerido ou a medida de sua eventual participação na prática de algum ato passível de enquadramento como improbo.

Sequer é possível estimar, minimamente, se cada um concorreu efetivamente para o referido esquema e, em caso positivo, o quantum auferido ilicitamente, ainda que estimado por elementos da investigação efetuada pelo GAECO.

Tais circunstâncias – essenciais, diga-se de passagem -, infelizmente, não restaram elucidadas nesta apreciação não-exauriente da medida constritiva de bens.

Em sede de cognição sumária, portanto, não se justifica o deferimento do pedido ministerial. A título de nota, vale registrar que a presente decisão pode ser revista a qualquer tempo, desde que se demonstra a necessidade e adequação da medida cautelar ou a superveniência de novas provas” .

O Tribunal de Justiça , ao indeferir medida liminar em agravo de instrumento , entendeu que a decisão do juiz de primeira instãncia estava muito bem fundamentada; reiterando que :  “apesar do periculum in mora militar a favor da sociedade, não havia, em análise preliminar, demonstração individualizada suficiente a definir a participação de cada réu no esquema criminoso; além disso, os requisitos para o oferecimento da denúncia na esfera criminal não se igualam aos necessários para deferimento da liminar em ação por ato de improbidade.”

Saliente-se que , nas correlatas ações penais em tramite ( São Vicente e Santos ) , os policiais também são genericamente acusados de associação criminosa e lavagem de dinheiro, nos seguintes termos:

“A movimentação do dinheiro em espécie, sem qualquer registro no sistema financeiro ou mesmo dos reais destinatários, busca, primordialmente, obstar a formação de rastos que possam permitir a descobertas da manobra ilícita, com a identificação da origem dos recursos e sua movimentação, viabilizando a utilização do dinheiro pelos beneficiários como se fosse decorrente do salario percebido como funcionários publicos, o que efetivamente ocorreu durante anos. “

Tentativa de extorquir PEC DA PREVIDÊNCIA – Polícia Federal manipula investigações para atingir SEARA, PERDIGÃO, FRIBOI E SADIA…De agora em diante vamos comer peitinhos e bundinhas de PFs, tudo carne boa! 74

Temer anuncia força-tarefa para fiscalizar frigoríficos alvos da Operação Carne Fraca

Presidente ressaltou que problemas descobertos são pontuais e que carne exportada pelo país é de qualidade

DE A TRIBUNA ON-LINE @atribunasantos
DA AGÊNCIA BRASIL
Presidente jantou em churrascaria após reunião
(Foto: Folhapress)

O presidente Michel Temer anunciou neste domingo (19) que haverá uma “força-tarefa” para fiscalizar os frigoríficos alvos da Operação Carne Fraca. Após reunião com embaixadores de países que importam a carne brasileira, Temer ressaltou que problemas descobertos pela Operação Carne Fraca são pontuais, que a carne produzida e exportada pelo país é de qualidade e que o governo determinou celeridade nas auditorias que serão feitas nos estabelecimentos envolvidos no esquema criminoso.

“Quero fazer um comunicado de que decidimos acelerar o processo de auditoria nos estabelecimentos citados na investigação da Polícia Federal. Na verdade, são 21 unidades, no total, três dessas unidades foram suspensas e todas as 21 serão colocadas sob regime especial de fiscalização a ser conduzida por força tarefa do Ministério da Agricultura”, anunciou Temer.

Para o presidente, as empresas flagradas no esquema de “maquiagem” de carne estragada é um “mínimo” diante do total de plantas frigoríficas do país.

“É importante sublinhar que dos 11 mil funcionário do Ministério da Agricultura, apenas 33 estão sendo investigados e das 4.837 unidades sujeitas a inspeção federal, delas, apenas 21 estão supostamente envolvidas em irregularidades. Fazemos essa comunicação para que os senhores, acompanhando o que estamos fazendo a partir de ontem, possam lançar esse comunicado aos seus países, governantes para tranquiliza-los no tocante ao noticiário que se deu nesses últimos dias”, disse aos representantes de países importadores de carne brasileira.

Temer considerou o assunto como urgente e, para atestar a confiança no produto brasileira, o presidente convidou os diplomatas para uma churrascaria.  “Queremos convidar a todos para, quando saímos daqui, quem puder aceitar, vamos todos a uma churrascaria para comer a carne brasileira”, disse o presidente.

EM TODOS OS ESTADOS DO BRASIL : Um PM é assassinado rotineiramente; sem direito a chamar 190 18

Um PM é assassinado no Rio de Janeiro a cada dois dias e meio

Paula Bianchi

Do UOL, no Rio

19/03/201704h00

  • Reprodução/Disque-denúncia

    O Disque-Denúncia oferece R$ 5 mil por informações sobre as mortes dos PMs

    O Disque-Denúncia oferece R$ 5 mil por informações sobre as mortes dos PMs

De folga, o policial militar Renato César Jorge, 47, passava de moto em frente à Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), no centro do Rio, na manhã de quinta-feira (16), quando foi abordado por dois motociclistas que atiraram em sua direção e depois fugiram. Ele morreu no local. Poucas horas antes, o soldado Gabriel Brasil Soares, 25, seguia para o trabalho em Magé, na Baixada Fluminense, quando foi baleado por suspeitos em um carro e duas motocicletas. Os criminosos deixaram o PM baleado no chão e levaram a sua arma. Gabriel também não resistiu aos ferimentos. Um dia antes, na quarta (15), o sargento Roberto foi assassinado na porta da sua casa, em São João do

Os três fazem parte de uma estatística cruel que desde o início do ano vitimou 30 PMs no Estado – ao todo, um policial foi morto a cada dois dias e meio, de acordo com a Polícia Militar. Sete morreram enquanto trabalhavam; outros 23, em horário de folga.

Considerando apenas os PMs mortos em serviço, o número já é maior que todo o primeiro trimestre do ano passado, quando cinco agentes morreram — em 2016, por sinal, a vitimização policial chegou ao seu maior patamar nos últimos dez anos. Foram 40 agentes mortos durante o trabalho, contra 26 em 2015 e 18 no ano anterior.

Também cresceu o número de agentes mortos fora de serviço. Foram 95 em 2016 contra 73 em 2015.

“Só pelo fato de ser policial, atuar nessa área, já se corre um risco 24h por dia. Seja ativo ou inativo”, diz o presidente da AME-RJ (Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro) e coronel reformado, Fernando Belo.Para ele, o crescimento das mortes acompanha o crescimento da criminalidade e a falta de oficiais nos batalhões, muitas vezes lotados em UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Dos cerca de 58 mil oficiais em atuação no Estado, 12 mil estão lotados nas áreas ocupadas pela polícia. “As UPPs estão inchadas enquanto os batalhões estão esvaziados. É preciso redimensionar”, diz.

O crescente número de policiais assassinados levou à abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) pela Assembleia Legislativa do Rio para investigar as causas das mortes. Presidente da comissão, Paulo Ramos (PSOL-RJ), considera necessário “debater o modelo de segurança pública”. “A tragédia é muito maior do que se pensava”, afirmou durante uma audiência pública sobre o assunto no fim do ano passado.

Nesta sexta (17), o Disque-Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que levem aos assassinos dos policiais militares. A recompensa é de R$ 5 mil.

De acordo com o sociólogo Ignácio Cano, coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), o grande número de policiais mortos tem relação direta com a alta letalidade da polícia.  No Rio, assim como no resto do país, diz, a maior parte das mortes de policiais ocorre quando os agentes estão sem a farda –seja fazendo bicos, em conflitos privados ou quando reagem a assaltos.

“A polícia mata muita gente, há um excesso do uso da força. E os criminosos se vingam depois, quando os PMs estão fora de serviço e são reconhecidos como policiais.”

A ONG Human Rights Watch entrevistou 61 Policias Militares para escrever o relatório “O Bom Policial Tem Medo”. Mesmo atividades cotidianas, como usar o transporte público, relatam os PMs, são consideradas perigosas. Muitos agentes disseram que evitam pegar ônibus e metrô fardados – com o uniforme, poderiam andar de graça – e carregar a identificação profissional por medo de serem reconhecidos.

A Polícia Militar informou que criou, em julho, a Operação Deslocamento Seguro, que busca monitorar os locais e horários de maior incidência dessas ocorrências a fim de intensificar o policiamento ofensivo nessas áreas e diminuir o número de policiais mortos.

Para o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, o país passa por uma crise de segurança pública. “A gente tem de rever, tem de ter um novo pacto. A polícia sangra”, afirmou, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

Jornal Estadão coloca sob suspeita atuação de Edson Fachin ministro do STF: verdade ou deslealdade ? 12

Ministro Luís Roberto Barroso condena filha de Edson Fachin

Ele condenou a advogada a uma multa de um salário-mínimo por má-fé em um processo judicial

DA ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), condenou à multa de um salário-mínimo, por litigância de má-fé, os advogados Melina Girardi Fachin, Marcos Alberto Rocha Gonçalves e Carlos Eduardo Pianovski, do escritório Fachin Advogados Associados. Melina é uma das duas filhas do ministro Edson Fachin, colega de Barroso no STF. Gonçalves é casado com Melina.

Na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, por telefone, ele disse que achou “errada” a decisão de Barroso, e que “faria tudo de novo”. Disse, também, que Melina não iria falar a respeito. Dois dias depois mandou uma nota: “Nosso escritório é tratado no STF e em todas as cortes como qualquer outro. Sem privilégio ou preconceito e é assim que deve ser. Decisões favoráveis e desfavoráveis fazem parte do trabalho de todo advogado.” Procurados, os ministros Edson Fachin e Luis Roberto Barroso preferiram não se manifestar.

A decisão do ministro Barroso foi tomada na Reclamação 23959/Paraná, em 24 de maio do ano passado. Representando a Itaipu Binacional, cliente do escritório, os três advogados reclamaram ao Supremo de um acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Este acórdão rejeitou um recurso especial dos advogados (número 1.239.899, também em defesa da Itaipu Binacional).

Eles alegaram ao STF, entre outras razões, que o STJ “usurpara competência do Supremo”. Barroso arguiu, em sua decisão, a “manifesta inviabilidade” da reclamação. Primeiro, explicou, pela perda do prazo. E, segundo, por não terem juntado aos autos peças essenciais, como o acórdão recorrido.

São erros primários no exercício da advocacia. Depois de negar seguimento à reclamação, Barroso considerou “que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária”. Então, condenou os reclamantes ao pagamento de multa por litigância de má-fé. Não houve recurso por parte dos advogados, e o caso transitou em julgado em 21 de junho do ano passado.

Na nota enviada à reportagem, Marcos Gonçalves, o genro de Fachin, afirma que “a parte reclamante condenada (a Itaipu Binacional) não se confunde com a esfera subjetiva dos advogados que a defendem”. Diz, ainda, que “a aplicação da multa é imposta pela lei, diante do entendimento de que o meio processual intentado é inadmissível; não se confunde com juízo de valor comportamental”. Diz, ainda, que o texto da decisão de Barroso é idêntico a “dezenas de decisões” de sua relatoria.

O Fachin Advogados Associados atua na causa, pelo governo do Paraguai, sócio da Itaipu Binacional, desde 2003. É um caso complexo em que se discute se a hidrelétrica, com sócio estrangeiro, deve ou não ser fiscalizada pelo TCU. Foi a atuação de Edson Fachin, lá atrás, que conseguiu levar o caso para o STF muito antes que ele sequer pensasse que um dia chegaria lá. Quando foi indicado, em 2015, surgiu a denúncia de que não poderia ter atuado no caso por ser servidor federal concursado. O candidato a ministro provou, então, que uma lei federal validava sua atuação. Quando assumiu o Supremo, o caso, como os demais em que atuava, foi herdado pelo Fachin Advogados Associados. Até hoje tramita por lá.

Cabo do Exército será indenizado por sofrer perseguição e abuso de poder 3

DANOS MORAIS

CONJUR

A natureza do serviço militar, baseada em princípios de disciplina e hierarquia, não justifica a perseguição e o abuso de poder por parte do comandante. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que condenou a União a pagar R$ 44 mil de indenização por danos morais e materiais a um cabo do Exército da 13ª Companhia Motorizada de São Gabriel (RS).

O militar alegou que teria passado a ser perseguido pelo comando após obter o reingresso no Exército por via judicial. Desincorporado em 2007, ele sofre até hoje de problema ósseo em um dos ombros que teria se desenvolvido durante o serviço militar.

Segundo o autor, o comandante tentava interferir no seu tratamento de saúde, negando saídas para consultas médicas ou aplicando prisões disciplinares quando ele voltava destas. O militar contou ainda que teve as férias canceladas sem motivação e o pagamento de uma cirurgia negado pelo Fundo de Sáude do Exército (Fusex) uma hora antes do início do procedimento por ordem do posto médico de sua unidade.

Após a condenação em primeira instância, a Advocacia-Geral da União recorreu ao tribunal sustentando que a natureza do serviço militar está baseada em princípios de disciplina e hierarquia, sendo as medidas disciplinares impostas ao autor legais e regulares, e requerendo a reforma da sentença proferida pela 1ª Vara Federal de Santana do Livramento.

Segundo a relatora do caso, desembargadora federal Vivian Josete Pantaleão Caminha, a peculiaridade do serviço militar não pode ser alegada para justificar os atos praticados contra o autor.

“No conjunto probatório, restou evidente o quadro de abuso de poder e de perseguição perpetrado pelo comandante em detrimento do autor, notadamente pelos depoimentos testemunhais de colegas do quartel, que demonstram que a atuação do comandante, no que tange à condução da situação do autor, deu-se em contrariedade ao Direito, pois eivada de pessoalidade e sem qualquer amparo normativo, remanescendo evidente o clima de animosidade para com o autor”, avaliou a desembargadora.

Ele receberá o valor de R$ 4 mil pela cirurgia referente a danos materiais e R$ 40 mil pelos danos morais, que deverão ser corrigidos monetariamente a partir da data da sentença, proferida em março de 2015. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.