Polícias já sentem impacto das restrições em atendimentos, dizem associações 7

Polícias já sentem impacto das restrições em atendimentos, dizem associações

  • Por Jovem Pan
  • 08/04/2020 06h46
Divulgação/SSPSegundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mais de 550 policiais estão afastados por suspeita do novo coronavírus

Forças policiais relatam medo de perder efetivo por conta do coronavírus e reclamam de falta de auxílio. Sindicatos de instituições de segurança, como a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo, têm relatado preocupações semelhantes no trabalho em meio à pandemia.

A falta de materiais de higiene e o medo de perder servidores afastados com suspeita de covid-19 são os principais pontos levantados.

Segundo a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal, Tânia Prado, todos os servidores foram treinados para redobrar a atenção com a higiene pessoal.

“O policial já, pela própria profissão, está exposto a risco. Agora, mais ainda. Eles não podem simplesmente deixar de exercer a função porque a Segurança Pública é um bem supremo da sociedade.”

Já a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de São Paulo, Raquel Galinatti, conta que as delegacias estão com número reduzido. “A Polícia Civil de São Paulo já tem mais de 150 policias afastados por suspeita de covid-19. O crescimento da doença é agravado pela falta de assistência do governo do Estado.”

Jovem Pan ouviu também oficiais da Polícia Militar de São Paulo que relataram o mesmo receio da contaminação diante da falta de materiais de higiene nas viaturas e batalhões.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mais de 550 policiais estão afastados por suspeita do novo coronavírus. De acordo com a pasta, isso corresponde a 0,5% do efetivo total da Polícia Militar e da Polícia Civil.

Já a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo tem pelo menos 130 agentes afastados por suspeita da covid-19. Cerca de 30 deles trabalham diretamente nas ruas.

Em outras cidades, como Nova York e Londres, por exemplo, centenas de policiais foram afastados após o diagnóstico da doença.

O governo de São Paulo afirma que todo policial com suspeita ou confirmação de Covid-19 é devidamente afastado, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus.

Segundo o executivo estadual, estão sendo adotadas todas as medidas necessárias para garantir a proteção, como aquisição e distribuição de novos Equipamentos de Proteção Individual, máscaras e luvas para os servidores e agentes de segurança.

*Com informações do repórter Leonardo Martins

Governador de MG diz não ter data para pagar servidores: ‘Peço desculpas’ Resposta

Apenas profissionais da saúde e da segurança já receberam uma previsão do governo


postado em 07/04/2020 17:30 / atualizado em 07/04/2020 17:37

(foto: Divulgação/Governo de Minas)
(foto: Divulgação/Governo de Minas)

O governo de Minas Gerais ainda não definiu a data de pagamento de salários de parte dos servidores públicos. Em entrevista ao Estado de Mina, jornal do grupo Diários Associados, na tarde desta terça-feira (7/4), o governador Romeu Zema (Novo) pediu desculpas e disse que ainda não há como prever quando os recursos estarão à disposição.

“Peço desculpas. Eu não consigo tornar previsível o que não tenho como dar previsibilidade. Não é por uma decisão deliberada que estamos deixando de pagar. É porque, infelizmente, o recurso não existe. Temos de pagar na hora que o recurso entra no cofre. Não adianta, nem se eu quisesse, emitir um cheque e mandar para todo mundo se o cheque estiver sem fundo. Peço essa compreensão”, disse.
Nessa segunda-feira, o governo informou que servidores das áreas da saúde e da segurança — serviços considerados essenciais em meio à pandemia do novo coronavírus — receberão os salários nesta quinta. A previsão de pagamento dos demais, segundo Zema, será divulgada “assim que for possível”.

O Governo de Minas Gerais informa que os servidores das áreas da Saúde e da Segurança Pública receberão o pagamento integral na próxima quinta (9/4). Esse é um grande esforço do fluxo de caixa do Estado para contemplar os profissionais da linha de frente do combate ao coronavírus

Governo de Minas Gerais

@governomg

Em razão da queda de arrecadação ocasionada pela pandemia, ainda não é possível anunciar a escala de pagamento de todos os servidores. Esse anúncio será feito tão logo seja possível.

Crise econômica

Zema atribui a incerteza sobre a data do pagamento ao momento econômico de Minas Gerais, que, assim como o resto do mundo, sofre em função dos reflexos da pandemia do COVID-19. De acordo com o governador, a arrecadação do estado caiu. Os gastos, especialmente os direcionados ao combate ao coronavírus, aumentaram. Por isso, ainda não há dinheiro em caixa para pagar salários.
“O estado, num mês normal, quero deixar muito claro para o servidor que está nos assistindo, tinha sempre uma arrecadação que se repetia de janeiro a dezembro. Havia uma repetição. Nos últimos 15, 20 dias, nós assistimos a uma situação totalmente excepcional e imprevisível. A média diária de arrecadação caiu drasticamente. Com isso, passamos a não ter condição de prever. É alguém que vendia todo dia 100 picolés e agora tem dia que vende cinco, 20, 15. Como essa pessoa vai fazer uma previsão se a estabilidade ficou totalmente afetada?”, questionou.

Nióbio

Em seguida, Zema voltou a falar sobre a venda dos créditos do nióbio pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) como solução para pagar o salário o 13º de 2019 de parte dos servidores. “Tenho esperança. Estou empenhado pessoalmente, porque esse recurso é que vai proporcionar o pagamento que ainda falta do 13º,  pois 15%, uma minoria, ainda não recebeu, e o salário que está atrasado”, disse.
Apesar de se dizer esperançoso, Zema admitiu que o momento econômico mundial dificulta as negociações. “Não está descartada, mas quem acompanha qualquer tipo de noticiário hoje sabe que o mercado financeiro está praticamente todo paralisado. Não ocorre nenhuma operação. Nós tivemos a infelicidade de a operação ter sido lançada exatamente neste momento em que o mercado ficou parado. Já estamos conversando em Brasília com bancos oficiais para que eles assumam essa operação. Já que o mercado está parado, e é uma operação que dá resultado a quem fizer, comprar os títulos e papéis, por que não um banco oficial fazer isso?”, concluiu.

Roberto Monteiro, delegado titular da 1ª Seccional Centro, e o chefe dos investigadores da 1ª Seccional, Luiz Zaparolli, desmentem os boatos sobre arrastões na cracolândia e região central da Capital 4

Polícia de SP nega arrastões na cracolândia durante quarentena por covid-19

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

06/04/2020 14h00

Na última semana, voltaram a circular como se fossem atuais vídeos antigos de depredações e de tumultos na região da cracolândia, no centro de São Paulo, incluindo um episódio que terminou com tiros, agressões e roubo de arma de um guarda municipal.

A Polícia Civil de São Paulo afirmou ao UOL, hoje, que os boatos de ataques na região central de São Paulo agora, em meio ao isolamento necessário devido à covid-19, são “fake news”.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou à reportagem, por meio de nota, que não recebeu, entre ontem e hoje, nenhum chamado de ocorrência na região da cracolândia. Não houve acionamento da PM (Polícia Militar) e também não houve operação da Polícia Civil, segundo a pasta.

Um vídeo produzido pela SSP mostra Roberto Monteiro, delegado titular da 1ª Seccional Centro, e o chefe dos investigadores da 1ª Seccional, Luiz Zaparolli, desmentindo os boatos, como estratégia para acalmar a população.

“Tudo o que está correndo nas redes sociais sobre o centro, dizendo que está tendo arrastões, depredações, dano ao patrimônio público, até assaltos praticados por pessoas que vivem na cracolândia e são usuários de drogas, nada disso está acontecendo”, afirma o delegado Monteiro.

O delegado complementou que tando a Polícia Civil quanto a Polícia Militar e a GCM (Guarda Civil Metropolitana) estão se empenhado. Segundo ele, a população tem ajudado o trabalho da polícia, mantendo a ordem e o isolamento social. “Não acreditem em fake news”, acrescentou.

Chefe dos investigadores do centro, Zaparolli complemetou dizendo que a polícia está monitorando, em tempo integral, tudo o que está ocorrendo na região. Os policiais pediram para a população ficar em casa, seguindo orientação de quarentena definida pelo governo estadual.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que, durante a quarentena, houve queda de 56% no número de roubos e furtos de celulares em todo o estado. Os dados são provisórios. A previsão é de que os dados oficiais de março sejam divulgados em 24 de abril.

De acordo com a pasta, “independentemente do número de pessoas em circulação, todas as atividades de policiamento preventivo, ostensivo, judiciária estão mantidas e são realizadas diuturnamente, de acordo com as escalas e jornadas estabelecidas”.

Ainda segundo a secretaria, “o patrulhamento em áreas residenciais, bem como nas proximidades de hospitais, farmácias e supermercados foi intensificado, sem prejuízo aos demais programas de patrulhamento e o atendimento às chamadas de emergência”.

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/04/06/policia-nega-arrastoes-na-cracolandia-durante-quarentena-por-coronavirus.htm

A segurança pública não será a mesma depois do coronavírus 3

CONJUR – 

Por Vladimir Passos de Freitas

Com a experiência de mais uma semana de recolhimento, vão os brasileiros acostumando-se às restrições impostas pelas autoridades da saúde. Mais rigorosas nos estados mais afetados (e.g., SP), menos temidas naqueles em que os efeitos são menores (e.g., GO, só uma morte), a gripe sinuosa, que atinge as pessoas de formas diversas, do desdém ao pânico.

Em meio à insegurança sobre quais serão as consequências no pós-coronavirus, não apenas em termos de saúde como sociais e econômicos, apenas de uma coisa se tem certeza: o mundo não será o mesmo.

Em termos de instituições, umas mais, outras menos, todas sofrerão o impacto, alterarão práticas centenárias, adaptarão seus orçamentos, reescreverão a sua história. No que toca ao Judiciário, em artigo nesta coluna, finalizei dizendo: “Enfim, aí está um novo mundo que se avizinha e que o Coronavírus teve o importante papel de antecipar”.i

E a Segurança Pública, como ficará? Previsões são voos da imaginação, realizações possíveis das quais não se pode ter certeza, meras probabilidades. É assim que aqui elas são feitas.

O crescimento do uso eletrônico e virtual, é o que mais chama a atenção. E não será propriamente uma novidade. Vejamos um entre tantos exemplos. No Estado de Tocantins, em março de 2018, a Delegacia Regional da Polícia Civil de Paraíso de Tocantins implantou a Central de Boletins de Ocorrências.ii

Em São Paulo, desde 2000 a central da Delegacia Eletrônica atende a população ininterruptamente, possibilitando boletins à distância em 13 espécies de situações. A Delegacia Eletrônica analisa o caso e entra em contato com a vítima por telefone para checar alguma informação ou colher mais dados. Examinados os requisitos (v.g., se não houve decadência do direito), se aprovado, o B.O. será encaminhado ao Distrito Policial da área onde ocorreu o crime, que o investigará.iii

Todos os passos em tal sentido são relevantes. Mas, porque não pensar em uma Delegacia de Polícia Virtual que não apenas selecione os boletins de ocorrência, mas sim faça todo o inquérito policial?

A DPV poderia ser especialiazada e cobrir determinada região, eventualmente, até todo o estado. Imagine-se uma DPV de Crimes de Apropriação Indébita e Estelionato, que não tem características de violência e que reclamam prova técnica. O encaminhamento eletrônico poderia ir do início ao fim, orientando a vítima nas suas ações.

O disque denúncia deverá ser fortalecido. O 190 da Polícia Militar é uma experiência de grande sucesso, está no subconsciente de todas as pessoas e é a primeira reação a quem se sente atacado. Outros podem surgir.

Vejamos o caso da Polícia Ambiental, órgão da PM que atua em quase todos os estados. Prestigiado pela população, o Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo, nos meses de janeiro a maio de 2018, atendeu nada menos do que 1.158 denúncias.iv Ótimo.

Ido além, imagine-se que uma pessoa vê alguém jogando lixo em uma área de preservação ambiental. Tira uma foto com o celular e envia ao órgão ambiental, informando o local. A depender da disponibilidade, o órgão receptor poderá enviar policiais ambientais ao local e autuar a pessoa no ato ou logo após a sua consumação. Isto não é uma quimera, já existe na Polícia Ambiental de São Paulo, que oferece um aplicativo para tal finalidade.v Há sistemas semelhantes no Amazonas (Meu Ambiente) e em Alagoas (IMA Denuncie).vi

Nos inquéritos policiais, a colheita de depoimentos, a depender do nível cultural da localidade e o tipo de crime, também poderá ser feita por meio de videoconferência. O atendimento à população através de aplicativo e de forma virtual (sem prejuízo da presencial em determinados casos), poderá evitar a ida de centenas de pessoas ao prédio da Polícia Civil ou Militar.

O atual isolamento social tem feito que muitas iniciativas estejam sendo aplicadas em unidades policiais, sem mesmo ter havido tempo hábil para preparação. Isso demonstra que é nas dificuldades que as instituições se reinventam. Deixam de lado as objeções dos puristas, que nos seus devaneios acabam não fazendo e nem deixando que os outros façam.

Outro fato decorrente do Coronavirus a alterar comportamentos, será a união de esforços. Com efeito, nestes dias a solidariedade vem se sobressaindo e atores diversos são obrigados a conviver e a se auxiliar reciprocamente.

Vejamos um exemplo a ser pensado. Os órgãos policiais têm enorme carência de peritos e as agências de serviços da administração direta possuem pessoas altamente especializadas que fazem exames na esfera administrativa. Não está na hora de formalizar-se convênios entre tais órgãos e evitar-se anulações de ações penais por ausência de laudo formal?vii

Reuniões virtuais. Na Segurança Pública, tal qual em todas as áreas da administração pública ou da iniciativa privada, é evidente que reuniões serão, na absoluta maioria, virtuais. É mais prático, direto e econômico. As presenciais serão reduzidas aos casos de assuntos reservados ou que suscitem grandes divergências. Um novo delegado regional que queira apresentar-se e conhecer os delegados de sua área, pode preferir uma reunião presencial. Mas, se meses depois, ele tiver que discutir medidas administrativas, por certo optará pelo encontro virtual.

Cursos a policiais são presenciais, à exceção dos dados com sucesso pela SENASP, alcançando pessoas de todo o Brasil. Mas nas Escolas de Polícia Civil e Academias de Polícia Militar, a regra é que sejam presenciais. Por exemplo, o site da Polícia Militar de Minas Gerais, faz referência a vários cursos à distância, todos presenciais.viii É possível que, com o isolamento social atual, centenas de alunos estejam sem aulas.

O maior entrosamento, a assistência recíproca, poderão ensejar maior colaboração entre a polícia dos 26 estados e do distrito federal. O que há poucos anos era um nada, com disputas inúteis e desconfianças recíprocas, melhorou muito com a criação da Secretaria de Operações Integradas junto ao MJSP, que vem promovendo trabalho integrado de grande sucesso.ix Em verdade, é preciso fortalecer no âmbito federal e nos estados, a atuação conjunta, coordenada, sistêmica e integrada dos órgãos de segurança pública e defesa social, meta perseguida no art. 1ª da Lei 13.675/18.

Registre-se que tal prática é comum na União Europeia, onde o “o Serviço Europeu de Polícia (Europol) tem como missão contribuir para uma Europa mais segura, prestando assistência às autoridades responsáveis por garantir o cumprimento da lei nos países da EU”.x

Mas é preciso a população colaborar. No Rio Grande do Sul, onde a Delegacia Online existe desde 2002, campanha de utilização dos seus serviços foi divulgada em agosto de 2019, porque apenas 15% da população que desejava registrar perda de documentos estava fazendo-o via internet.xi Como é óbvio, se o serviço for oferecido e a sociedade não o prestigiar, o esforço da administração terá sido em vão.

Em suma, aí está um novo tempo. A criatividade dos brasileiros, a incrível evolução dos serviços eletrônicos e o profissionalismo dos agentes da segurança pública saberão adequá-los à nossa realidade. Em frente.

PS. Agradeço, pelas informações fornecidas, ao Secretário Nacional de Operações Integradas, Rosalvo Ferreira Franco, e aos Delegados da Polícia Civil, Rubens Almeida Passos de Freitas e Adriano Bini (SC) e Francisco Sannini (SP).


i FREITAS, Vladimir Passos de. O Judiciário não será o mesmo depois do coronavírus. Revista eletrônica Consultor Jurídico, “Segunda Leitura”, 29/3/2020. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2020-mar-29/segunda-leitura-judiciario-nao-mesmo-depois-coronavirus. Acesso em 1/4/2020.

ii Disponível em: http://surgiu.com.br/2018/03/01/policia-civil-implanta-central-de-boletins-de-ocorrencia-em-paraiso-to/. Acesso em 3/4/2020.

iii Disponível em: https://www.ssp.sp.gov.br/acoes/leAcoes.aspx?id=33364. Acesso em 2/4/2020.

iv Disponível em: https://pm.es.gov.br/batalhao-de-policia-ambiental-recebe-1158-den. Acesso em 2/4/2020.

v Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/aplicativos/). Acesso em 2/4/2020.

vi Disponível em: https://www.boletimambiental.com.br/noticia/2017-07-06/aplicativos-contra-os-crimes-ambientais/. Acesso em 4/4/2020.

vii STJ, ARESP 1571857, Rel. Min. Reynaldo Fonseca. Disponível em: https://ww2.stj.jus.br/processo/pesquisa/?aplicacao=processos.ea&tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&termo=AREsp%201571857. Acesso 3/4/2020.

viii Disponível em: https://www.policiamilitar.mg.gov.br/portal-pm/apm/principal.action. Acesso em 3/4/2020.

ix Disponível em: https://www.justica.gov.br/agendas/secretaria-de-operacoes-integradas. Acesso em 3/4/2020.

x União Europeia. Serviço Europeu de Polícia (EUROPOL). Disponível em: https://europa.eu/european-union/about-eu/agencies/europol_pt. Acesso em 2/4/2020.

xi Disponível em: https://ssp.rs.gov.br/policia-civil-lanca-campanha-para-estimular-uso-da-delegacia-online. Acesso em 3/4/2020.

Mais de 500 policiais de São Paulo estão afastados por suspeita de covid-19 11

Segundo o governador João Doria, esses afastamentos dos policiais neste momento não vão gerar problemas na segurança do estado

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (2) que 0,5% do efetivo total de policiais que atuam no estado de São Paulo está afastado de suas atividades por suspeita de infecção por coronavírus. Como o total do efetivo é de mais de 112 mil policiais no estado, entre civis e militares, então aproximadamente 560 policiais estariam afastados.

“A SSP informa que todo policial com suspeita ou diagnóstico de covid-19 está devidamente afastado, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus”, informou a secretaria, em nota. “A pasta também tem adotado todas as medidas necessárias para garantir a proteção acerca de covid-19, como aquisição e distribuição de novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), máscaras e luvas, para os servidores e agentes de segurança.”

Em coletiva no início da tarde de quinta, o governador de São Paulo, João Doria, confirmou o afastamento de 438 policiais no estado, mas disse que nem todos os afastamentos foram motivados por infecção por coronavírus. “Nem todos os 438 policiais são suspeitos ou foram diagnosticados [com coronavírus]. Há afastamentos por outras razões de saúde. Isso é normal em uma corporação com 88 mil policiais militares”, disse o governador. Esse balanço feito pelo governador não englobou os policiais civis que também estão afastados.

Segundo o governador, esses afastamentos dos policiais neste momento não vão gerar problemas na segurança do estado. “Não há nenhum risco nos programas de segurança. Posso reafirmar que as pessoas podem se sentir seguras. A Polícia Militar assim como a Polícia Civil, a Científica, o Instituto Médico Legal e o Corpo de Bombeiros estão em funcionamento regular. Há percentual de reposição normal em qualquer período e no período de contingência também. Temos também número considerável de policiais militares em treinamento que poderão ser convocados para atuação. Mas ainda não é o caso, estamos dentro do nível perfeitamente suportável e de regularidade”, disse.

Há ainda, segundo o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, 130 guardas civis metropolitanos da capital afastados. Para suprir esse déficit, disse o prefeito, o efetivo está sendo reorganizado, fazendo com que as pessoas de grupos de risco sejam colocadas para trabalhar na área administrativa. “Todas as restrições impostas para servidores com mais de 60 anos ou com imunodeficiência não valem para os servidores das áreas de saúde e de segurança pública. Mas muitos acabam pedindo afastamento neste momento. Por isso os secretários estão tentando reorganizar o efetivo liberando o pessoal do administrativo para ir para a linha de frente e botando esse pessoal [do grupo de risco] no administrativo”, disse o prefeito

PRESIDENTE BANANÃO – O lambedor dos bagos do Donald decretará isolamento total em todo o Brasil 16

OCDE | Humor Político – Rir pra não chorar

 

Como temos um “Mr. President” , além de louco incompetente , sem a menor personalidade – chupador das bolas do americano – tenham certeza que – voltando atrás – o pulha vai determinar isolamento horizontal em todo o nosso País. 

E a súcia de fanáticos , também sem inteligência e personalidade, passará a apoiar integralmente a metamorfose .

Concordando com o que li hoje, na Folha de SP  ,  o Brasil possui duas graves doenças: o Corona e o Bolsonarismo .  

AÇÕES CORRETAS – Governador João Doria pede manutenção dos empregos e conta com o apoio da oposição 14

Atacado por bolsonaristas, Doria recebe apoio com crítica pontual de partidos de oposição

Na crise do coronavírus, tucano se projeta para 2022, mas PT, PSL e PSB evitam cálculo eleitoral

Ao antagonizar com Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o modo de combate ao coronavírus, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se tornou alvo de bolsonaristas, mas, ao mesmo tempo, se viu na mesma trincheira da esquerda e de outras siglas de oposição ao presidente.

Enquanto a hashtag #ImpeachmentDoDoria foi impulsionada por movimentos, influenciadores e deputados estaduais ligados a Bolsonaro ao longo da semana, o tucano tem contado com o apoio de PT, PSL e PSB às suas medidas de isolamento social, embora os opositores façam críticas pontuais.

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva sobre o coronavírus – Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Como mostrou a Folha, Doria cresceu em popularidade digital ao protagonizar o embate dos governadores com o presidente sobre o isolamento social. A maior parte dos governadores defende o isolamento de toda a população, medida que é recomendada pelos especialistas e adotada em diversos países, enquanto Bolsonaro prega o retorno das atividades para não prejudicar a economia.

relevância adquirida pelo tucano vem a calhar com seus planos de concorrer à Presidência da República em 2022 e pode também ajudar Bruno Covas (PSDB) na tentativa de se reeleger prefeito de São Paulo. No entanto, os partidos de oposição a Doria nas urnas evitam fazer cálculo eleitoral neste momento e afirmam não se preocupar com a projeção do governador.

Na bancada de oposição a Doria na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado estadual Emídio de Souza (PT) endossa as ações do governador, de impor quarentena no estado até 7 de abril.

“É uma questão de bom senso, não dá para fazer oposição por oposição. As medidas corretas têm que ser apoiadas. Se Doria está fazendo o papel correto, temos que apoiar. Não significa estar do lado de Doria, mas do lado do povo. O país precisa se unir em torno do combate ao coronavírus, isso não significa fazer aliança política”, diz Emídio.

“Não nos preocupa o que vai acontecer politicamente no futuro, não é o debate agora. Como vai estar esse país daqui a seis meses? Ninguém é capaz de saber”, completa.

“Não é hora de politizar, o momento é de crise grave. Chamamos de irresponsável quem colocar esse debate na mesa. Da mesma forma, não cabe a Doria colocar 2022 nesse cenário”, resume Luiz Marinho, presidente estadual do PT em São Paulo.

A oposição, contudo, vem fazendo críticas específicas. Ao mesmo tempo em que elogia Doria pela serenidade e liderança, Marinho cobra mais ações do tucano para preservar emprego e renda e o reprova por preocupar-se com campanha em vez de governar desde quando foi prefeito da capital paulista.

“Tem governadores fazendo mais que Doria, não basta engrossar a voz contra Bolsonaro”, diz.

Em sua rede social, Marinho, que é candidato do PT em São Bernardo do Campo, chamou de inadmissível o fato de funcionários do Poupatempo da cidade terem os contratos suspensos e ainda terem que se aglomerar para assinar a suspensão. O post foi acompanhado de #doriadesemprega.

“Ainda tem coisas que não são realizadas por conta do discurso fácil e da ação difícil. Isso não desmerece a postura de Doria de ter assumido uma posição dura e necessária no estado”, afirma o deputado estadual Paulo Fiorilo (PT).

Fiorilo critica o fato de Doria anunciar medidas que demoram a entrar em prática, como ampliação de testes do coronavírus. Também cobra medidas de proteção aos mais pobres e considera baixo o valor de R$ 55 reais por estudante dado às famílias para compensar a perda da merenda escolar.

“O estado tem recursos em fundos que poderiam ser usados”, diz. Ainda assim, afirma que Doria teve postura mais altiva e ofensiva no combate ao vírus. “A crise está só começando, não sabemos o que vai acontecer no estado. O cálculo político está longe, mas Doria está pensando no xadrez mais pra frente”, completa.

Bolsonaro envergonha o Brasil – Bolsonaro vuelve a salir a la calle para hacer campaña contra el confinamiento 3

Bolsonaro vuelve a salir a la calle para hacer campaña contra el confinamiento

“A veces el remedio es peor que la enfermedad”, argumenta el presidente brasileño

Ep / Madrid 29.03.2020 | 22:10

Bolsonaro ha visitado a trabajadores de supermercado. EFE

El presidente brasileño, Jair Bolsonaro, ha salido de nuevo este domingo a las calles de Brasilia y ha saludado a simpatizantes y ha visitado mercados para hacer campaña contra el confinamiento. El coronavirus ya ha matado a 114 personas en Brasil. “Yo defiendo que usted trabaje, que todo el mundo trabaje. Lógico. Quien tenga una edad se queda en casa”, ha afirmado Bolsonaro en conversación con un vendedor ambulante recogida por la prensa brasileña. “A veces el remedio es peor que la enfermedad”, ha argumentado.

Bolsonaro ha hablado con trabajadores de supermercados y panaderías y también ha visitado el Hospital de las Fuerzas Armadas de Brasilia. En cada parada se aremolinaban sus simpatizantes para corear consignas como “mito” o “estamos juntos” y para pedirle fotos al mandatarios.

La visita de Bolsonaro ha provocado una aglomeración en un momento en que tanto la Organización Mundial de la Salud (OMS) como el propio Ministerio de Sanidad brasileño recomiendan el distanciamiento para evitar contagios.

En un momento dado una mujer le ha pedido que se reabran los templos, a lo que Bolsonaro ha respondido que va a recurrir la decisión judicial que anuló la semana pasada el decreto presidencial que eximía a las iglesias y casas de apuestas del cierre. Sin embargo, rechazó saludar estrechando la mano conforme a la recomendación de las autoridades sanitarias.

Forças armadas se preparam para a destituição de Bolsonaro 15

Los militares brasileños se acercan al vicepresidente de Bolsonaro ante el agravamiento de la pandemia

Las Fuerzas Armadas celebran reuniones en Brasilia para discutir escenarios ante una eventual destitución del presidente, debilitado por la crisis del coronavirus

El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, saluda a partidarios y periodistas en la previa de una rueda de prensa dedicada al coronavirus celebrada en el palacio de Planalto, el viernes 27 de marzo.
El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, saluda a partidarios y periodistas en la previa de una rueda de prensa dedicada al coronavirus celebrada en el palacio de Planalto, el viernes 27 de marzo.Andre Borges / AP

Las Fuerzas Armadas brasileñas han enviado señales de alerta ante las reacciones del presidente Jair Bolsonaro a la crisis de coronavirus. Esta semana, representantes de la Aeronáutica, el Ejército y la Armada le adelantaron al vicepresidente, el general Hamilton Mourão, que podría contar con su apoyo si Bolsonaro dejase su puesto, ya sea mediante un juicio político o una renuncia.

Aunque el debate se ha intensificado desde que la crisis de salud empeoró, las posibilidades de que Bolsonaro deje la presidencia son muy remotas. En más de una ocasión, el presidente dijo indirectamente que no renunciaría. “¡Nunca abandonaré al pueblo brasileño, a quien debo lealtad absoluta!”, dijo en su cuenta en Twitter. El titular de Diputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), responsable de poner en marcha un eventual proceso de empeachment, declaró esta semana que el asunto no está, al menos por ahora, en la agenda del Congreso.

Aun así, el Ejército ha mantenido reuniones en Brasilia, incluso con aliados de Bolsonaro y miembros civiles de su primera línea. Esta semana se celebraron al menos dos reuniones en las que se discutieron escenarios hipotéticos a mediano y largo plazo.

Dos participantes de esas reuniones informaron a EL PAÍS que el grupo está preocupado por un posible aumento repentino en los registros de infectados y muertes causadas por la enfermedad y que esto está relacionado con el discurso negacionista de Bolsonaro sobre la gravedad de Covid-19. Destacaron que cuando el presidente sugiere poner fin a las cuarentenas y el aislamiento social decretado por los gobernadores y alcaldes, suena insensible a la gravedad de la pandemia.

En este escenario, creen que la popularidad de Bolsonaro puede caer en picado si se muestra como un líder fallido que prefiere apalancar la economía antes que salvar vidas. “Él tiene un discurso de guerra. Pero quien está en la primera línea de una guerra es un soldado que sabe que puede morir. En una pandemia no podemos poner a todos en la misma situación que los soldados”, dijo uno de los miembros del grupo de manera reservada.

El martes, el comandante del ejército, general Edson Leal Pujol, trató de eximir a las Fuerzas Armadas de cualquier responsabilidad por la crisis. Al contrario de lo que defendió el presidente, declaró que los militares deben, sí, preocuparse por el coronavirus y dijo que combatir la propagación de la enfermedad “es quizás la misión más importante de nuestra generación”.

En Brasilia también ha circulado la tesis de que el presidente podría tomar una decisión extrema y decretar un estado de sitio (que depende de la aprobación del Congreso Nacional, donde Bolsonaro no tiene mayoría), que suponga restricciones a la libertad, comunicación y suspensión de garantías constitucionales. Si bien sería una decisión extrema, Bolsonaro podría argumentar que solo trata de “salvar a Brasil”. La vieja política, sin embargo, no lo acompaña.

Oficialmente, el presidente dice que no ha decretado el estado de sitio porque estaría “dando una señal de pánico a la población”, según dijo en una rueda de prensa la semana pasada. Entre líneas, sin embargo, envía mensajes contradictorios. Este viernes, en una entrevista con el periodista José Luiz Datena, de TV Band, se le preguntó si tenía la intención de dar un golpe de Estado y cerrar el país. “Quien quiera atacar nunca dirá que quiere atacar”, respondió.

Mourão, un militar sin apoyos claros

Debido al tono de estas señales, los militares se acercaron al vicepresidente. Mourão es uno de los suyos, pero no cosecha un apoyo cerrado. En el Ejército, el vicepresidente llegó a ser visto como un radical cuando, en 2015, sugirió que las Fuerzas Armadas podrían intervenir ante una crisis política. En ese momento, la presidenta Dilma Rousseff (PT) estaba en un mal momento y el Lava Jato comenzaba a revelar escándalos de corrupción en serie. En el campo político, Mourão fue la quinta opción de Bolsonaro para componer su dupla electoral. Fue elegido en el último minuto, ante las negativas de otros políticos o por la desconfianza del propio presidente.

Mourão tampoco está bien considerado entre la familia Bolsonaro. Su principal enemigo entre el clan es el concejal de Río de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), hijo del presidente. Al principio de su mandato, Mourão comenzó a recibir embajadores extranjeros para demostrar que Brasil no se cerraría del mundo. También fue el principal articulador del acercamiento a China, el principal socio comercial de Brasil. A partir de entonces, llegó a ser visto como una voz moderada en un Gobierno de ultras. Entre el núcleo duro ideológico del Planalto, el acercamiento con China se interpretó como una traición al presidente, que quería distanciarse de los comunistas. En la práctica, la ideología se dejó de lado y el comercio entre las dos naciones se mantuvo en su apogeo.

Mourão fue puesto a un lado. Actuó, sin embargo, en algunos momentos clave, como cuando se discutió si Brasil apoyaría o no una intervención militar en Venezuela para secundar a Juan Guaidó en su choque contra el presidente Nicolás Maduro. Más recientemente, comenzó a coordinar el Consejo Amazónico, un colegiado reactivado después de la crisis de los incendios forestales.

Esta semana, el vicepresidente tuvo que contradecir a su jefe. Dijo que Bolsonaro había sido mal interpretado al defender que el país debería priorizar la economía. “Puede ser que él (Bolsonaro) se expresase de una manera, digamos, que no era el mejor. Pero que trató de plantear fue la preocupación que todos tenemos con la segunda ola del coronavirus, como se llama en este momento”.

Bolsonaro reaccionó el viernes. En la entrevista con Band, dijo que Mourão se sentía libre de hablar por ser “imprescindible”, es decir que no puede ser separado de su cargo. “Con el debido respeto a Mourão, él es mucho más rudo que yo. Algunos dicen que incluso soy muy amigable cuando estoy cerca de Mourão. Él es el único que no es resignable en el Gobierno, por lo que puede estar tranquilo “.

En este contexto de tensión, Bolsonaro enfrentó a los gobernadores, se aisló políticamente y escuchó protestas contra su Gobierno en las principales ciudades del país. Esta semana, perdió el apoyo de un importante aliado, el gobernador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). Pero el ajedrez político está lejos de estar definido.

Tras la presión del presidente para reactivar la economía, tres gobernadores autorizaron la apertura parcial del comercio en sus Estados: Rondônia, Santa Catarina y Mato Grosso. Los próximos movimientos dependerán de la gravedad de la pandemia.

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Após saques a mercados, Polícia Civil passará a fazer rondas noturnas na Grande SP 23

Equipes especializadas reforçarão policiamento ostensivo feito pela PM e guardas municipais

SÃO PAULO

Após registrar ao menos três saques a supermercados nos últimos dias, a cúpula da Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo decidiu reforçar o policiamento preventivo das ruas da capital e região metropolitana com equipes especiais da Polícia Civil.

Por regra, o policiamento ostensivo nas cidades paulistas é feito pela Polícia Militar, em algumas delas contam também com a participação das guardas municipais. Os agentes da Polícia Civil, por sua vez, normalmente se deslocam em viaturas quando estão em investigações de crimes ou em operações especiais de combate à criminalidade organizada.

Na foto, vemos uma policial militar ajustar a máscara no rosto, tendo ao lado uma viatura
Policial militar de São Paulo; efetivo adota luvas e máscaras durante policiamento para evitar contágio por coronavírus – Divulgação Policia Militar

A expectativa, segundo a Folha apurou, é que esse reforço nas rondas comece na capital e na Grande SP já na noite desta quinta-feira (26) e sem previsão de quando devem ser suspensas. Elas devem ser realizadas por equipes especializadas da Polícia como Deic (crime organizado), Denarc (narcóticos) e do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania).

Integrantes da cúpula da Polícia Civil estavam realizando operação emergencial para aquisição de equipamentos de segurança como luvas e máscaras hospitalares.

Esse reforço no policiamento pode ser estendido para outras regiões do estado, caso novos casos venham a ser detectados. Por ora, contudo, só há registros de saques na capital e na região metropolitana. Embora considerado ainda dentro do controle, o aumento da presença na rua visa desestimular o aumento de casos e gerar clima de insegurança na população,

Dois desses saques ocorreram na noite desta quarta-feira (25) na zona leste da capital, ambas por volta das 20h. Um dos ataques ocorreu a um quiosque ao lado do supermercado D’avó, na avenida Sâo Miguel, na Vila Jacuí, quando um grupo de jovens saqueou as mercadorias, em especial bebidas.

O outro ataque ocorreu no Mini Extra da avenida Amador Bueno da Veiga, no Jardim Popular. Cerca de 20 pessoas, segundo testemunhos à polícia todas também aparentemente jovens, entraram no mercado como clientes e, após pegarem as mercadorias que queria, saíram correndo em debandada.

Outra caso semelhante havia ocorrido no Itaim Paulista, quando um grupo de cerca de 30 pessoas invadiu o Roldão Atacadista, deixando o local com itens como chocolate, bebidas e cigarros. Nesse caso, parte do grupo foi presa, e os produtos recuperados.

Desde o início da semana, a Polícia Militar já vem desenvolvendo um esquema especial de policiamento, tendo como uma das preocupações centrais tentar evitar saques e depredações de estabelecimentos comerciais como supermercados e farmácias.

Todas as operações no estado foram suspensas justamente para que o efetivo fosse integralmente concentrado nesses pontos e, ainda, para o policiamento residencial. A ideia é tentar deixar as pessoas em casa tranquilas e, assim, reduzir o estresse no isolamento social.

Até por essa redistribuição de efetivo, alguns integrantes da cúpula da PM consideravam desnecessária a participação da Polícia Civil no policiamento ostensivo.

Segundo integrantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública ouvidos pela Folha, outro foco de preocupação são as vias totalmente voltadas para o comércio, que, com a quarentena, estão quase desertas. Isso facilitaria os casos de furtos, porque não há a presença de transeuntes que, ao notarem algo errado passando por esses locais, acionem as forças de segurança.

No começo na semana, o governo de São Paulo já havia anunciado a ampliação do serviço de delegacia eletrônica para tentar evitar a aglomeração nos distritos policiais. Com a ampliação, pode-se registrar pela internet praticamente todos os crimes existentes, com exceção de casos de homicídio, latrocínio (roubo com morte), estupros e violência doméstica. Em todas as exceções, há necessidade de coleta de provas imediatas.

Santo Coronavírus, se “alguns” brasileiros morrerão – como fala o estupido presidente do Brasil – faça o favor de matar apenas os bolsonaristas raiz…Começando pelo próprio e sua prole infecta! Não farão falta ao planeta! 32

Espanha tem recorde de mortes em um dia e número total passa de 5 mil

19.mar.2020 - Paciente chega de ambulância a hotel que foi transformado em centro de tratamento de casos de coronavírus em Madri, na Espanha - SUSANA VERA/REUTERS

19.mar.2020 – Paciente chega de ambulância a hotel que foi transformado em centro de tratamento de casos de coronavírus em Madri, na Espanha Imagem: SUSANA VERA/REUTERS

Do UOL, em São Paulo

28/03/2020 08h19Atualizada em 28/03/2020 10h38

A Espanha registrou 832 mortos nas últimas 24 horas, o recorde de óbitos em um único dia devido ao novo coronavírus. Com o novo salto nas mortes, o país já contabiliza 5.694 mortes pela covid-19. As informações foram divulgadas no último balanço do Ministério da Saúde da Espanha.

O país tem 72.248 casos confirmados desses, 8.189 foram confirmados nas últimas 24 horas. A situação gera atenção em toda a Europa já que depois da Itália, o país é o mais afetado pela pandemia do novo vírus.

A capital, Madri, registrou a maioria dos casos, seguida da Catalunha. Dos doentes, 40.630 precisaram ser hospitalizados. Quantos aos curados, eles são 12.285.

Casos pelo mundo ultrapassam 600 mil

Hoje, segundo a agência AFP, o número de casos confirmados da covid-19 pelo mundo chegou a 600.000. Foram diagnosticados 605.010 casos e 27.982 mortes em 183 países e territórios.

O número de contágios é especialmente elevado nos Estados Unidos (104.837 casos, 1.711 mortes), Itália (86.498 casos, 9.134 mortes) e China (81.394 casos, 3.295 mortes).

Itália faz apelo à UE: “Não cometa erros trágico”

A grave situação vivida pela Itália levou o primeiro-ministro do país, Giuseppe Conte, a fazer um apelo à União Europeia.

“A inércia deixaria para nossos filhos a imensa carga de uma economia devastada”, afirmou o primeiro-ministro ao principal jornal econômico da Itália. “Queremos estar à altura deste desafio? Então apresentemos um grande plano que apoie e recupere a economia europeia em sua totalidade”, completou ele.

Conte explicou que, na reunião do Conselho Europeu de quinta-feira, “mais do que uma divergência, aconteceu um enfrentamento duro e franco” com a chanceler alemã Angela Merkel.

“Temos que evitar que a Europa cometa erros trágicos. Se a Europa não estiver à altura deste desafio sem precedentes, o edifício europeu em sua totalidade poderia perder a razão de ser”, advertiu.

Os líderes da UE anunciaram na quinta-feira um prazo de duas semanas para alcançar uma resposta comum para conter o impacto econômico do coronavírus, em uma reunião tensa por videoconferência que confirmou a divisão do bloco.

A Alemanha rejeitou a criação dos chamados ‘coronabônus’ e defendeu o uso do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), o fundo de resgate da zona do euro. Uma posição rejeitada pela Itália porque, segundo Conte, “não é o que precisamos agora”.

“O MEDE é um instrumento adotado para socorrer os Estados membros que enfrentam tensões financeiras relacionadas com choques assimétricos. O coronavírus, ao contrário, está provocando um choque simétrico, que pode levar à depressão, ao mesmo tempo e de maneira inesperada, nossos sistemas econômicos e sociais”, destacou.

“É uma coisa completamente diferente da crise de 2008. Estamos em um momento crítico da história europeia”, concluiu Conte.

*Com informações da AFP


Começando pelo próprio e sua prole infecta! 

Bolsonaro é um asno: prefeitos e governadores NÃO terão que pagar indenização a trabalhador por paralisação decorrente da PANDEMIA 37

Bolsonaro magoado com Datafolha que o mostra mais 'burro' que Lula

 

Estamos  diante de um quadro de calamidade pública, sem precedentes, restando sob a proteção qualificada , por parte do Estado, a segurança das pessoas individualmente  e da coletividade , O  governo é obrigado a ter a sua atuação muito mais voltada para a preservação da vida humana;  a questão do  emprego e das empresas é de menor importância perante a vida e a saúde. 

Bolsonaro é um ignorante irresponsável que sabe que a sua reeleição já era! 

Amanhã pode ser tarde demais para deter Bolsonaro 8

Amanhã pode ser tarde demais para deter Bolsonaro

Bolsonaro não só caçoa de uma epidemia que coloca o mundo de joelhos, como tenta se aproveitar dela para minar as instituições democráticas

O presidente Jair Bolsonaro durante teleconferência com governadores.
O presidente Jair Bolsonaro durante teleconferência com governadores.MARCOS CORRÊA/PR (CUSTOM_CREDIT)

Nada poderia ser pior do que minimizar o perigo que corre hoje o Brasil nas mãos de um personagem, como o capitão reformado e ultradireitista Jair Bolsonaro, que não só caçoa de uma epidemia que está colocando o mundo de joelhos, como tenta se aproveitar dela para minar as instituições democráticas e sustentar sua ânsia de poder.

Aproveitar este momento de angústia nacional para politizar um drama em que o país está entre a vida e a morte pensando em sua reeleição, é um crime sem perdão.

Com seu estilo sibilino de dizer e se desdizer, de brincar de esconde-esconde, o presidente acaba confundindo e impondo seu estilo de aprendiz de ditador enquanto há quem ainda o veja como inofensivo por considerá-lo um despreparado e incapaz. Pelo contrário, aquele que sonhou em ser general do Exército e acabou como simples capitão é mais perigoso à democracia do que muitos pensam. Vai roendo sem que percebamos nossas liberdades e capacidades de decisão. E espera o momento propício para dar o golpe.

Quem pensava que os militares, começando pelos generais que ele colocou no Governo, seriam garantia contra seus caprichos autoritários hoje se veem isolados e retirados do Governo contra sua vontade se não se colocarem às suas ordens. Todos os seus pecados vão sendo perdoados, até contra o senso comum. Permitem que ele apresente ao exterior uma imagem do país que vai na contramão dos maiores líderes mundiais na luta contra a epidemia do coronavírus porque se pensa que ninguém vai acreditar nele.

O presidente é mais perigoso do que parece porque suas ambições de poder são muito maiores do que imaginam até os que estão ao seu lado. Sua capacidade de totalitarismo e de desejo de colocar aos seus pés as instituições democráticas são insaciáveis e já existem desde jovem, quando sendo simples soldado sonhava em presidir o país utilizando até métodos de terror, como quando no quartel brincava de ser terrorista e subversivo. Também à época o Exército o perdoou porque o considerava inofensivo e ingênuo. Hoje vemos que não era.

Foi considerado como inofensivo também quando já na política, como deputado, fazia troça dos valores democráticos, exaltava as ditaduras e a tortura e humilhava as mulheres e os de outras preferências sexuais. Ele podia tudo porque era considerado inofensivo, do baixo clero. Podia vomitar as maiores barbaridades porque se pensava que era um personagem folclórico, até engraçado, um zé ninguém. Não era. E chegou ao maior cargo do Estado e por voto popular.

Em meio ao drama da epidemia do coronavírus que assusta o mundo e ainda não sabemos quantas vítimas causará, o presidente continua irresponsavelmente em sua teimosia de negar as evidências e ir contra a opinião pública altamente majoritária como revelou a última pesquisa do Datafolha. E se aproveita da tragédia para sonhar até mesmo em impor o estado de sítio e colocar o Exército no comando do país. Exército que, para concretizar seu antigo sonho de poder, agora como Presidente teria aos seus pés.

Enquanto os que realmente importam no país e são responsáveis por seu destino continuarem subestimando os sonhos secretos de onipotência do capitão da reserva, deveriam olhar para trás na história para lembrar que foram personagens que em sua época pareciam inócuos e farsantes que acabaram criando holocaustos e guerras para se vingar dos que os consideravam figuras menores e inofensivas. Será preciso lembrar nomes dos grandes tiranos da História que surgiram da mediocridade da política? Não é difícil lembrar da tragédia do mundo cada vez que para governá-lo forem colocadas em seu comando personagens menores, considerados inofensivos e facilmente domináveis que se tornam insaciáveis em sua loucura pelo poder absoluto.

Se os lúcidos, os normais, os que são capazes de exercer o poder como um serviço à comunidade, acabarem devorados pelas ânsias de poder dos medíocres e falsos loucos capazes de tudo para continuar no pedestal do poder, amanhã pode ser tarde demais.

Não deixemos que o Brasil verdadeiro, hoje amedrontado, o que trabalha e se sacrifica para se apresentar ao mundo como o grande país que é por tradição e história, por sua capacidade de suportar as piores crises, por suas riquezas naturais e espirituais acabe sufocado pela ignorância e a loucura dos que desejam transformá-lo em uma republiqueta periférica no mundo.

Esse amor pelas atitudes violentas e de confronto contra todos, pelos conflitos violentos, pela política do ódio sempre foi o sonho de todos os aprendizes a ditadores que tentaram camuflar seus complexos de inferioridade com o troar dos canhões e o sacrifício de milhões de pessoas perpetrado no altar da loucura política da sede de domínio.

Que o Brasil, assustado com razão por uma epidemia que mata e transforma a todos em prisioneiros de guerra, não espere mais e procure a fórmula constitucional que permita colocar o país nas mãos de alguém normal, sem patologias e delírios de poder capaz de lidar com sensatez nessas horas críticas que podem marcar o futuro de um país que está se revelando solidário e com vontade de vencer essa batalha e continuar com sua vocação de paz e seus desejos de felicidade.

Que o Brasil não precise se arrepender de não ter reagido a tempo deixando que alguém que já deu provas suficientes de que é incapaz de governar um país dessa envergadura e menos ainda em momentos decisivos como esse, continue perigosamente arrastando-o a uma aventura cujo final não é difícil de se imaginar.

E é para hoje. Amanhã será tarde demais.

Para concordar com Bolsonaro, tem que ser alienado’, diz Major Olimpio  5

Para concordar com Bolsonaro, tem que ser alienado’, diz Major Olimpio

Aliado de primeira hora, líder do PSL no Senado ficou perplexo com pronunciamento público: ‘Não dá para continuar em um barco que rema contra a maré’

Por André Siqueira – Atualizado em 25 mar 2020, 17h28 – Publicado em 25 mar 2020, 16h38

O senador Major Olimpio (PSL-SP) afirmou, nesta quarta-feira, 25, que ficou perplexo com o discurso do presidente Jair Bolsonaro na noite da terça-feira 24, no qual se referiu ao coronavírus como “resfriadinho” e criticou governadores e a cobertura da imprensa. Na avaliação do líder do partido no Senado, “tem que ser alienado para concordar com Bolsonaro”.

“Fiquei perplexo no momento. Hoje de manhã, o presidente insistiu nos erros de sua manifestação de ontem, ficou pior ainda. Vi também essa ruptura do governador [de Goiás] Ronaldo Caiado com ele, e o destempero de Bolsonaro com os governadores. O presidente caiu muito fácil na armadilha do Doria, que manteve um discurso centrado, sereno, e conseguiu colocar todos os governadores contra Bolsonaro”, disse a VEJA.

Além da insatisfação dos governadores, o clima no Congresso não é bom para o Executivo. De acordo com Major Olimpio, líder do PSL no Senado, nenhum dos líderes na Casa deixou de fazer críticas à postura do presidente da República. “Todos os líderes se manifestaram contra Bolsonaro, ninguém disse uma palavra em sua defesa. Afinal, não se justifica o injustificável. Dá para ser aliado, mas não alienado. Para concordar com Bolsonaro nesse momento, tem que ser alienado. O melhor que Bolsonaro poderia fazer era ouvir o seu ministro da Saúde, ficar em casa isolado e não falar nada”, afirma o senador.

Apesar da animosidade com o Parlamento, Olimpio garante que o Congresso não prepara nenhum tipo de contragolpe às declarações de Bolsonaro. “O posicionamento dos líderes é manter o compromisso com a agenda do país. Hoje, em meio à crise deflagrada pelo discurso, vamos votar duas MPs, um empréstimo ao governo de Alagoas. Essa é nossa melhor resposta. Temos 29 projetos relacionados ao coronavírus, não nos interessa acirrar ainda mais os ânimos. Estamos agindo como bombeiros. Se quiséssemos botar fogo no país, não seria difícil encontrar meia dúzia de líderes em cada Casa dispostos a aceitar a abertura de um processo de impeachment. Mas não apagaremos fogo com gasolina”, disse o senador a VEJA.

Aliado de primeira hora de Bolsonaro, Olimpio vem se afastando do presidente e, nos últimos meses, tem elevado o tom das críticas às atitudes do chefe do Executivo federal. O líder do PSL no Senado se queixa, principalmente, da influência dos filhos do presidente, em especial o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), na tomada de decisões do governo, e da insistência de Bolsonaro em apostar no tensionamento da relação com o Congresso para mobilizar seus apoiadores nas redes sociais.

Na avaliação do senador, estes são dois elementos da postura errática de Bolsonaro que explicam o processo de isolamento político gradual que o presidente da República vem passando. “Ministros já saíram, parlamentares e governadores já romperam. O empresariado, como o grupo Brasil 200, também tece críticas. Não dá para continuar em um barco que rema contra a maré, na contramão de tudo o que o mundo vem pregando. É como costumo dizer: o último a sair que apague a luz, tranque a porta e jogue a chave pela janela. Isso é muito ruim para a sua governabilidade, mas não podemos esperar que o governo se adeque ao que o país enxerga como necessário e correto”, afirma.

Questionado sobre o fato de Bolsonaro ter utilizado os termos “gripezinha” e “resfriadinho” em seu pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, Olimpio foi taxativo: “Ninguém suspende Olimpíada, com bilhões envolvidos em contratos, por gripezinha. Um país não apresenta um pacote de 2 trilhões de dólares por um resfriadinho, a Índia não colocou 1,2 bilhão de pessoas em confinamento por uma bobagem. Não dá para acharmos razoável que uma pessoa diga que o coronavírus é coisa de comunista ou plano do governo chinês”.