O PARTIDO DOS TRABALHADORES E AS VERBAS NÃO CONTABILIZADAS DOS BINGOS E CIª

Buratti foi elo entre donos de bingos e PT
MARIO CESAR CARVALHODA REPORTAGEM LOCAL
Não é fortuita a idéia de que o advogado Rogério Buratti fala com conhecimento de causa quando diz que o PT recebeu recursos para o caixa dois da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, do setor de bingos. Buratti foi um dos elos entre o partido e donos de bingos e fabricantes de máquinas, segundo empresários de São Paulo e do Rio ouvidos pela Folha e petistas de Ribeirão Preto.A contribuição de R$ 1 milhão que o PT recebeu de bingos de São Paulo em 2002, revelada pelo próprio Buratti ao Ministério Público, foi negociada por ele, segundo relato desses empresários.Não há documentos sobre essa atividade de Buratti por razões óbvias: arrecadadores de recursos ilegais de campanhas políticas não passam recibo.O advogado disse à Folha que nunca manteve contatos com empresários de bingos: “Caso eu tenha feito esses contatos para arrecadar dinheiro com bingueiros deve ser, com certeza, obra do Espírito Santo”, ironiza.No caso de Buratti, havia um agravante para explicar os cuidados que cercavam a operação de arrecadação de fundos. Buratti foi colocado na geladeira pelo PT em 1994, quando era secretário de Governo de Ribeirão Preto na primeira gestão de Antonio Palocci na prefeitura e foi apanhado numa gravação falando sobre obras com um empreiteiro. A decisão do PT de colocá-lo na geladeira tinha um quê de encenação: ele continuou trabalhando para o partido e para Palocci mesmo quando estava afastado.Formalmente, o PT não tomou nenhuma medida contra Buratti. Um processo aberto na Comissão de Ética concluiu que o advogado deveria ser absolvido. Mas o partido nunca se preocupou em reabilitar o militante diante da opinião pública.Divisão de trabalhoBuratti era encarregado de fazer os contatos com os bingos de São Paulo junto com Ralf Barquete, o ex-secretário da Fazenda na segunda passagem de Palocci pela Prefeitura de Ribeirão Preto (2001-2002), que morreu no ano passado de câncer. No Rio, Waldomiro Diniz foi designado pelo PT para fazer o mesmo trabalho.O comitê de campanha do PT decidira em 2002 que uma das medidas defendidas no programa de Lula, a regulamentação dos bingos, poderia ajudar a engordar a arrecadação. À época, os bingos só funcionavam por meio de liminar. O partido colocou em marcha uma operação segundo a qual os empresários de bingo de São Paulo e Rio deveriam contribuir com R$ 1 milhão cada grupo.No primeiro depoimento de Buratti à CPI dos Bingos, ele afirmou que a meta foi cumprida nos dois Estados. Empresários entrevistados pela Folha apresentam uma versão diferente: Buratti foi mais eficiente que Waldomiro Diniz. O ex-presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio) não teria conseguido arrecadar a sua parte, de acordo com essa versão.A divisão de trabalho entre o Rio e São Paulo obedecia a uma lógica de divisão de poder dentro do partido. Waldomiro Diniz era ligado ao então deputado federal José Dirceu, enquanto a dupla Buratti-Barquete trabalhava para Palocci. Se é correta a versão de que o grupo de Palocci conseguiu a contribuição e o de José Dirceu fracassou, esse fato teria contribuído para Palocci conquistar pontos na cúpula petista. Afinal, não é qualquer um que consegue R$ 1 milhão de empresários antes da realização do primeiro turno de uma eleição.Foi por causa dos contatos que Buratti tivera com empresários de bingo que a Gtech decidiu procurá-lo em 2003 para tentar renovar um contrato de R$ 650 milhões com a Caixa Econômica Federal. O nome de Buratti foi sugerido à Gtech, uma das maiores empresas de jogos do mundo, por empresários de bingo. A Gtech não tem negócios com bingos, mas mantém contatos com empresários do setor por ter interesse no crescimento do mercado de jogos.A empresa diz que foi Buratti quem a procurou, com a intenção de extorquir dinheiro no processo de negociação com a Caixa. Em 2003, Ralf era assessor da presidência da Caixa, cargo em que pôde perceber os esforços da GTech para manter o contrato.DecepçãoA doação de R$ 1 milhão à campanha do PT é proporcional à decepção que os empresários tiveram com a decisão que o presidente Lula tomou depois de Waldomiro Diniz ter sido flagrado em uma gravação de vídeo pedindo propina ao empresário Carlos Cachoeira -o fechamento dos bingos por meio da medida provisória 168, editada em janeiro do ano passado. Na época em que gravação foi divulgada, em 2004, Waldomiro era assessor de José Dirceu, então ministro da Casa Civil.Decepção e traição são os termos mais lisongeiros reservados a Lula e ao PT pelos empresários de bingo. Com o fechamento das casas, os fabricantes de máquinas deixaram o país. Foi o que aconteceu com os angolanos José Paulo Teixeira Cruz Figueiredo e Artur José Valente Oliveira Caio, apontados pela revista “IstoÉ Dinheiro” como os doadores de R$ 1 milhão para o PT -versão negada pelo advogado da dupla, Paulo José Iasz de Morais.No início do ano passado, eles fecharam a Fabama (Fábrica Brasileira de Máquinas Automáticas) em São Paulo e decidiram deixar o país. Vivem entre Miami e Lisboa e produzem equipamentos na Europa. Não querem ouvir falar de política, muito menos do PT, segundo interlocutores dos empresários.Advogado nega ter arrecadado caixa dois do PT DA REPORTAGEM LOCAL O advogado Rogério Buratti nega que tenha mantido contatos com empresários de bingos para arrecadar recursos para o caixa dois da campanha presidencial do PT, em 2002. “Nunca conversei com empresários de bingo. É fácil apurar porque meu sigilo telefônico foi quebrado e não há nenhum contato com bingueiros”, afirma.Há, no entanto, um descompasso entre as datas dos contatos que Buratti manteve com empresários de bingo e o período em que seu sigilo telefônico foi quebrado. A doação de R$ 1 milhão ocorreu no segundo semestre de 2002, segundo relato de empresários, enquanto a quebra do sigilo telefônico de Buratti se estende do início de 2003 ao final de 2004.”Se eu tivesse mantido contato com esses empresários em 2002, os bingueiros ligariam em 2003 para cobrar o que prometi, e não há nenhuma ligação”, pondera. O advogado diz que foi alvo de escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, entre maio e setembro de 2004 e não há voz de donos de bingos nas gravações.Buratti afirma também que não faz muito sentido a versão de que Ralf Barquete foi nomeado pelo PT para arrecadar recursos junto aos bingos.”Por que o PT teria nomeado o Ralf se ele não era filiado ao partido?”, pergunta. “Ralf só fazia o que Palocci mandava. Se ele fez alguma coisa com os bingueiros, o que eu não sei, foi por indicação de Palocci.”Buratti diz que foi por ordens de Palocci que Ralf teria cuidado da operação que trouxe de Brasília para São Paulo os dólares que teriam sido enviados de Cuba para a campanha do PT, segundo a revista “Veja”.

O JOGO DO BICHO E O P (para) T(todos)!

Jogo do bicho e o PT gaúcho:
Entenda o caso 31/10 – 11:30:00 AM Último Segundo
Às vésperas da corrida eleitoral de 2002, o PT gaúcho enfrenta uma das piores crises de sua história. O pivô do caso é o petista Diógenes de Oliveira, presidente do Clube de Seguros e Cidadania, criado em 1998, em Porto Alegre. Numa gravação apresentada pela CPI da Segurança Pública, na semana passada, Diógenes conversa com o então chefe de polícia Luiz Fernando Tubino e pedia que ele impusesse um relaxamento da repressão ao jogo do bicho. Na fita, Diógenes diz ter bom relacionamento com bicheiros e que falava em nome do governador Olívio Dutra. O governo petista do Estado tem minoria na Assembléia Legislativa, controlada pela oposição, como também a CPI. A CPI trabalha com a hipótese de doações do jogo do bicho à campanha de Olívio, em 1998. Nesse ano, o clube arrecadou R$ 300 mil de doações, posteriormente repassadas ao PT. Os dados foram obtidos pela CPI após quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Diógenes e do clube. Como o ramo de seguros rendeu apenas R$ 20 mil ao clube, a CPI suspeita que a atividade servia apenas de fachada para a arrecadação de fundos para a campanha petista. Nesta terça-feira, o PT nacional resolveu apoiar Olívio e atacar Diógenes. O diretório estadual do partido no Rio Grande do Sul vai analisar a conduta do ex-tesoureiro de campanha. Diógenes disse ter usado o nome de Olívio sem permissão. Cronologia O estopim do caso ocorreu com a gravação, mas ele vem sendo traçado desde 1999. Acompanhe a cronologia: Em março de 1999, é pedida, na Assembléia Legislativa, a instalação de uma CPI para investigar problemas na área da segurança pública. Em março de 2000, a Assembléia instala a CPI do Crime Organizado, deixando a segurança pública de lado, depois de manobra da bancada governista. Em setembro de 2000, o Legislativo aprova o relatório da comissão, que propõe a criação da CPI da Segurança Pública. A intenção era investigar a relação entre o Estado e o crime organizado, baseado em 222 denúncias contra agentes policiais e 31 contra delegados. Dos 53 presos por conta dos trabalhos da CPI, vários eram policiais. Um delegado e 35 agentes da Polícia Civil foram afastados. Em abril de 2001, a Procuradoria Geral da Assembléia emite parecer favorável à instalação da CPI, que estava sendo barrada pelos governistas. Dias depois, é instalada a CPI da Segurança Pública. Em maio, delegados dizem à CPI que banqueiros do jogo do bicho doam dinheiro para o PT e para obras sociais do governo. No mesmo mês, é revelada a existência de um inquérito que investiga ao menos cinco deputados por suspeita de recebimento de verba do jogo do bicho na campanha de 98. No dia 17 de maio, Jairo Carneiro dos Santos, ex-tesoureiro do PT e expulso por desvio de dinheiro, diz que o Clube de Seguros recebeu verba do jogo do bicho para comprar um prédio, que foi cedido ao PT. O prédio custou R$ 310 mil e foi comprado em 1998. Jairo diz que, no total, foram doados R$ 600 mil. Em julho, Diógenes apresentou uma lista de doadores tentando justificar a compra do prédio. Mas a lista mostrava doações feitas em 99, depois de quitada a compra. Uma outra lista foi apresentada depois, mas, como na primeira, não havia dinheiro o bastante para a compra do prédio em 1998. Em junho, o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, denuncia uma suposta ligação do governo com a máfia internacional de exploração de jogos eletrônicos e videoloterias. Ainda em junho, Jairo depõe na CPI e diz que mentiu sobre as doações do jogo do bicho, alegando que queria apenas se vingar do partido. Em outubro, Jairo volta a depor na comissão e confirma ter inventado a história das doações. No entanto, é revelado que, na data do primeiro depoimento, ele recebeu duas ligações do PT em seu celular. Uma foi da sede do partido e a outra do atual tesoureiro da legenda, Marcel Frison. Jairo não explica os telefonemas. No dia 22 de outubro, Carlos Zignani, representante da empresa Marcopolo S/A, diz que a empresa fez doações diretamente ao PT, e não ao Clube de Seguros, contradizendo a versão de Diógenes. Mas os recibos da doação são assinados por Diógenes e por Janice Foschiera, funcionária do clube. No dia 26 de outubro, Luiz Fernando Tubino, ex-chefe de Polícia da gestão de Olívio Dutra depõe na CPI, que divulga uma fita na qual ele e Diógenes conversam sobre o jogo do bicho. Diógenes diz que fala em nome de Olívio e sugere o relaxamento na repressão ao jogo do bicho. Tubino reconhece a conversa, feita em 1999. O governador nega que tenha dado qualquer autorização a Diógenes. O presidente do clube diz que manteve a conversa, mas que apenas quis testar a fidelidade de Tubino. Tarso Genro O caso pode acabar enfraquecendo o nome de Olívio para a reeleição em 2002. Até então, ele ocupava o nome preferencial do PT para disputar a corrida eleitoral. Agora, o prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, pode ganhar fôlego na disputa. Genro é da ala Rede, que lançou, em setembro, seu nome para o governo do Estado. O prefeito, reeleito em 2000, é um dos principais nomes da esquerda do partido.

VERMELHO .:: A esquerda bem informada ::. Resposta

VERMELHO .:: A esquerda bem informada ::.
Notícia velha para não cair no esquecimento.
Já que o Paulo Lew anda bravo comigo; acusando-me, reiteradamente, de defensor do PSDB.

Todavia, segundo os meus parcos conhecimentos, o primeiro partido a “institucionalizar” e “monopolizar” a corrupção via exploração dos jogos de azar foi o PARTIDO DOS TRABALHADORES; no Rio Grande do Sul.
Destacando que “elitista” é a postura do Exmº Presidente Luís Inácio, especialmente em relação ao direito de greve.
Décadas atrás não pregava que “a greve sem desconto dos dias de paralização equivaleria a férias remuneradas”.

Vale dizer: se tornou defensor do patrão.

Por outro aspecto: caberia aos Senhores Prefeitos e respectivos Secretários do Comércio – especialmente das cidades com guardas municipais muito bem aparelhadas – proibir a instalação de equipamentos caça-níqueis em bares, restaurantes, lanchonetes, etc.

Nada fizeram, ou melhor, fizeram vistas grossas para a jogatina ilegal.

Padaria vende pão e leite, sendo atribuição das prefeituras reprimir os desvios da atividade para a qual foi conferido alvará de funcionamento.

A Sra. Marta, apenas para dar exemplo, jamais determinou a fiscalização e o fechamento de bingos ilegais, tampouco a apreensão de caça-níqueis.

Vão querer me dizer que não se levava propina.

Ora, para apreenderem caça-níqueis instalados em todas as esquinas da Capital não se necessitaria de investigação, de laudos ou quaisquer formalidades junto a Polícia Civil.

Não há como se confundir Padaria com estabelecimento de “diversão eletrônica” – como alguns qualificam os caça-níqueis.

DISCREPÂNCIAS!

Policia-br] Discrepâncias
mgalego2002Mon, 10 Feb 2003 14:30:34 -0800
Não quero ser chato, mas gostaria de destacar alguns pontos. Dentre muitos que podem ser destacados em seu tempo, existem esses dois: em uma reportagem, destaca-se os “bons tratos” dados aos seqüestrados e, em outra, mostra-se que a coisa não era tão perfeita assim. Como se houvesse algum bom trato depois de se privar alguém da liberdade pessoal, de uma forma ilegal e violenta como o seqüestro. A imprensa “passa a mão na cabeça” desses indivíduos, quase que romanceando suas histórias. Será que é medo?

Bem, analisemos…

Márcio Almeida
Agetepol – CEPOL – SP

Mais longo seqüestro da história leva à prisão do líder da maior quadrilha do país
13:47 10/02
Carina Martins, repórter iG em São Paulo ([EMAIL PROTECTED])

SÃO PAULO – O mais longo seqüestro do país terminou na madrugada desta segunda-feira, com a prisão de Pedro Ciechanovicz, apontado como líder de uma das maiores e mais surpreendentes quadrilhas da história policial brasileira. Atuando há nove anos, a quadrilha é acusada de ser responsável por todos os grandes seqüestros desde 95.
Mas a polícia demorou para montar o quebra-cabeça, graças à “inteligência e profissionalismo” de Ciechanovicz. “Ele é um superprofissional“, disse o delegado Everardo Tanganelli. A quadrilha é acusada de ser responsável, entre outros, dos seqüestros dos donos da G. Aronson, Cutrale e do filho do dono das Lojas Cem.
O delegado do Denarc Everardo Tanganelli está há cerca de um ano e meio investigando a quadrilha, mas só chegou ao nome do líder um mês atrás. Dos 29 integrantes, 11 foram presos e dois mortos. Mesmo assim, a quadrilha não era desmantelada, porque a polícia não conseguia chegar a Ciechanovicz. Isso porque o grupo era organizado em células, como nas organizações terroristas.
O organograma funcionava da seguinte forma: na célula-mãe, da qual Ciechanovicz fazia parte, havia cinco pessoas. Essa célula recrutava pessoas em cidades do interior de São Paulo para realizar determinado seqüestro, criando assim uma nova célula, que se agregava ao grupo. Muitas vezes, essas células secundárias faziam o levantamento de quem seria a nova vítima. A nova célula seqüestrava a vítima – com o apoio logístico da célula-mãe – e entregava o seqüestrado para os líderes. Na prática, os seqüestradores nem sabiam onde ficava o cativeiro. Para Tanganelli, “é coisa de se fazer até um filme”.
Descrito como muito inteligente e culto, Ciechanovicz teria aprendido as táticas “terroristas” na temporada que passou preso na Penitenciária do Estado, onde teria conhecido os seqüestradores de Abílio Diniz.
Ciechanovicz foi preso após uma operação policial que o acuou em sua casa, em Curitiba, “um verdadeiro bunker”, segundo Tanganelli. A negociação durou nove horas, e chegou a ter troca de tiros. Ciechanovicz ameaçou se suicidar e matar sua esposa, e assim ganhou tempo para se comunicar com as “células” e ordenar a libertação do empresário João Bertin, 82 anos, que estava em cativeiro havia 157 dias – no mais longo seqüestro do país. Ciechanovicz também teria orientado uma destruição maciça de provas, antes de se entregar à polícia.
O Denarc não foi até o cativeiro de Bertin, mas as demais vítimas da quadrilha sempre foram “bem tratadas” (destaque meu). “Tinham o alimento que pediam, e ficavam impressionadas com a qualidade dos livros que Ciechanovicz lhes fornecia” (grifo meu), disse Tanganelli. “Uma das vítimas chegou a desenvolver a síndrome de Estocolmo, e se refere aos seqüestradores com carinho”. No entanto, a quadrilha mandava para a família fotos das vítimas sob a mira de armas como fuzil 7.62, AK 47 e M-16.

(Agora o contraponto…)

Empresário libertado nesta segunda está desnutrido

15:07 10/02
Redação ([EMAIL PROTECTED])
O empresário João Bertin, 82 anos, libertado na madrugada desta segunda-feira após 157 dias de sequestro, foi examinado por um médico, que constatou desnutrição (negrito meu). Ele no entanto, já está com a família em Lins e passa bem. As informações são da TV Modelo.
Em entrevista à TV, o empresário, dono de um dos maiores frigoríficos do país, falou que, por enquanto, seus planos para o futuro era apenas “almoçar”.
Bertin foi libertado numa estrada vicinal entre Assis e Paraguaçu Paulista. Ele conversou com um grupo de crianças que esperava o ônibus escolar e
pediu carona para o motorista do veículo.
O empresário foi solto depois da prisão, em Curitiba, de Pedro Ciechanovicz, apontado como líder de uma das maiores e mais surpreendentes quadrilhas da história policial brasileira.

OS PORQUÊS DE CERTAS PROMOÇÕES POR MERECIMENTO!

Setembro de 1985

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A S F R A U D E S D O I N A M P S

A VERDADEIRA HISTÓRIA DA MAIS CHOCANTE FRAUDE DO BRASIL

C O M O F O I D E T E C T A D A

Os envolvidos nesta Máfia brasileira

Os porquês que impediram a elucidação

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Sellinas, diretor da SECRETEL, Serviço de Inteligência Científica Ltda. apontando a grandeza da fraude, em conferência dentro do Show-Room da empresa.

INAMPS: Entidade previdenciária castigada freqüentemente por ataques financeiros dos águias da corrupção e dos ladrões estratégicos.

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Georges P. Sellinas (São Paulo, SP)

Dentro do complexo da sociedade, uma mistura de idéias, caracteres, mentalidades e costumes, formam a luta da sobrevivência lícita e ilícita, legal e criminosa.

Forma-se, o criminoso e a vítima, o ataque e a defesa.

Fazem parte, os que constroem e os que destroem; os honestos e desonestos; os corruptos, os chantagistas e os aproveitadores.

Alguns protegidos e outros perseguidos por um complexo de Leis manipuladas e aproveitadas por alguns que desequilibram, com suas influências, os interesses e bem estar da sociedade, gerando inclusive a desordem, a violência e tudo tipo de crime e contravenção. São alguns “defensores” das mesmas que escondem seus crimes atrás dos distintivos.

Geralmente, os crimes desses “protetores” da sociedade, tem um denominador comum, é a obtenção ilícita de riquezas às custas daqueles que pagam para se sentirem protegidos.

A “Fraude do INAMPS”, premiou alguns, enriquecendo-os ilicitamente às custas da desgraça das camadas mais pobres desta sociedade.

Esta fraude, é destacada como o crime mais doloroso e mais chocante, porque contaminou e condenou aqueles que tem como único recurso de sobrevivência, a Previdência Social.

Foi exatamente esta consideração que despertou os sentimentos do engº Sellinas e da equipe de sua empresa SECRETEL, Serviço de Inteligência Científica Ltda. em conjunto com alguns delegados e agentes da Polícia Federal, confiados à Sellinas pelo delegado Romeu Tuma, que na época era superintendente do Depto. Regional da Polícia Federal de São Paulo, para detectar todos os “mecanismos” daquela imensa fraude.

Em 14 de julho de 1983, exatamente quatro meses após a posse de Tuma à frente daquela superintendência, a SECRETEL recebeu uma denúncia, informando que vários serviços ilícitos se desenvolviam na agência de detetives particulares “MERCURIO de Investigações” de Valdecy Moraes de Jesus, estabelecida à rua Vitória, 829, 11º andar – posteriormente no 1º andar – em São Paulo.

Depois de um cuidadoso e bem articulado plano de contra-espionagem, a SECRETEL, infiltrou naquela agência de Valdecy, um de seus agentes secretos, especialmente treinado, a se candidatar como funcionário daquela agência, instruído-o e ampto. para suportar inclusive, todos os “inconvenientes” do “novo emprego”.

Durante os cinco meses de “trabalho” do agente, naquela agência, inúmeros serviços de “grampos” haviam sido contratados ao proprietário e detetive particular, que em sua maioria foram executados, pelo detetive particular, Aparecido Feliciano da Silva.

Numa das “fichas/contrato” de prestação de serviços, que Valdecy firmava com seus clientes, figurava o nome do economista MILTON DE MELO MILRÉU como mandante de “grampo” nos telefones de algumas pessoas categorizadas. Esta informação, enviada à SECRETEL, pelo seu agente “lotado” naquela agência de Valdecy, levantou grandes suspeitas políticas para Sellinas.

O radialista-candidato Afanásio Jazadji, quase foi linchado por uma multidão que o cercou no Anhembi.

Sua segurança reagiu, houve muitos feridos e no final, acuado, ele foi retirado do local por um camburão.

Os “grampos” que Milton de Melo Milréu havia contratado com Valdecy eram: No telefone, 570-7530 pertencente ao Cel. THOMAS CAMANHO NETO, ex-superintendente do INAMPS de S.P., instalado em sua residência à Alam. dos Nhambiquaras, 166 em São Paulo. No telefone, 267-8879 pertencente ao ADILSON GOMES DE OLIVEIRA, ex-Secretário da Receita Federal e genro do Presidente do INAMPS, médico ALOYSIO SALLES, instalado em sua residência à rua Visconde de Pirajá nº 201 – 11º andar, no Rio de Janeiro. E no telefone, nº 32-1957 pertencente ao ex-governador (na ocasião, vice-governador de São Paulo ORESTES QUÉRCIA), instalado à rua Conselheiro Gomide, 233 na cidade de Campinas do Estado de São Paulo.

Pesquisada e analisada esta informação por parte da equipe, da Secretel, foi concluído, tratar-se de algo muito importante e se fazia necessária a presença da Polícia Federal, que por sua vez, coordenaria o flagrante do “grampeador” e de seus “mecanismos” de escuta clandestina, logo após a detecção e localização dos mesmos, pela equipe técnica da Secretel.

Sellinas, pediu então ao superintendente Romeu Tuma (amigo na ocasião), seu consentimento em prosseguir a “operação”. Consentido-se, ofereceu o delegado EVERALDO TANGANELLI e sua equipe de agentes das Operações Especiais, que inclusive incluía, o especial amigo, de Sellinas, o agente, federal na ocasião, MIGUEL FLORIANO DA SILVA.

Junto com o delegado Tanganelli, Sellinas articulou o esquema da detecção dos “grampos”, que entraria em ação logo após o recebimento do sinal verde do agente secreto, “lotado” na agência de Valdecy Moraes de Jesus.

No dia 04 de Dezembro de 1983, Valdecy recebeu a quantia de Cr$.4.000.000,00, de Milton de Melo Milréu, programando imediatamente a instalação dos referidos “grampos”, ao “grampeador” Aparecido Feliciano da Silva.

Devido a complexidade da operação dos “grampos” e a falta de auxiliar para o “grampeador”, Valdecy, obrigou o “agente secreto”, lotado como funcionário na empresa do Valdecy, de auxiliar o “grampeador” em seu “trabalho, na instalação dos “grampos” nos telefones, de Camanho e em seguida do vice-governador, em Campinas.

Durante a instalação do “grampo” fora da casa de Camanho, uma das equipes da empresa SECRETEL, acompanhava e fotografava, com teleobjetivas a instalação do “grampo” e do “auxilio” que oferecia o “agente secreto” da empresa acima!

Completado o “serviço”, o “grampeador” e seu “auxiliar” seguiram para Campinas, dando seqüência da “ordem de serviço” de Valdecy e de seu mandante.

Paralelamente, outra “ordem de serviço” de “grampo” estava sendo enviada por Valdecy à um tal de “Santos”, também “grampeador”, na cidade do Rio de Janeiro, para “grampear” o telefone de Adilson Gomes de Oliveira.

No dia seguinte, 05 do mesmo mês, Sellinas, solicitou ao delegado Tanganelli, preparar sua equipe, recomendando inclusive, não efetuar o flagrante imediatamente, mas aguardar uns dois dias, dando tempo desta forma, para que os “grampos” produzissem gravações suficientes, que possam orientar as investigações posteriores.

No dia 06, precipitado (ou atendia “ordem” de alguém) o delegado Tanganelli, formou duas equipes, compostas pelos agentes federais: José Venâncio Ferreira Filho, Benedito José Felice, Petronio e Miguel Floriano da Silva, para flagrar o “grampeador” num dos dois locais que por ventura se fizer presente, em São Paulo, ou Campinas.

Simultaneamente, uma ordem do DPF/SP seguia ao DPF do Rio de Janeiro, para que outra equipe, flagrasse o “grampeador” Santos no endereço de Adilson Gomes de Oliveira.

Após os flagrantes acima expostos, a equipe de operações especiais do delegado Everaldo Tanganelli, dirigiu-se à agência de Valdecy apreendendo todo “ferramental” dos serviços ilícitos daquela agência, inclusive armas, documentos e várias fitas gravadas, recolhendo Valdecy, “grampeador” e o “agente secreto” (para que Valdecy não desconfiasse dele), ao DPF/SP para depoimento e abertura de ocorrências.

Valdecy já havia escondido algumas fitas gravadas, pois devia justificar “serviço” ao Milton de Melo Milréu. Descobertas posteriormente, pelo “agente secreto”, foram entregues ao delegado Tanganelli, por intermédio de Sellinas, junto com um jogo de fotos, tiradas, durante a instalação dos “grampos” pelo “grampeador”, fora da casa do Cel. Thomas Camanho Neto. Apesar que este material constituía prova incontestável e que deveria ser juntado nos processos, sumiu-se!!! A partir dai, é que Sellinas passou a desconfiar, a Polícia Federal de Romeu Tuma e da Justiça Federal de Laurindo Dias Minhoto Neto.

O delegado Tanganelli, se reportava diretamente ao delegado José Massilon Bernardes Filho, o qual fazia parte da diretoria da Superintendência. À ele, Tanganelli, entregou o material apreendido.

Para Alguns do DPF/SP, uma nova “conquista comercial” abria-se pela frente. Uma nova “business” seria explorada. Uma nova “caça” à vista! “Milton de Melo Milréu”. Homem rico, envolvido na fraude, até o pescoço. Uma nova era para o “triângulo”: DPF/Minhoto/Nazzari. Era evidente, que Alguém, dentro do DPF comandava e resolvia a “parte” do chefão Romeu Tuma!

A operação seguiu com a liberação do Valdecy, logo após os depoimentos. Foram cercados todos os meios do mesmo, com o objetivo de localizar as fitas gravadas que viriam do Rio de Janeiro, que até naquele momento haviam sido guardadas pelo agenciador e “grampeador” daquela cidade e conforme as informações do agente secreto, viriam à São Paulo, com o intermediário e auxiliar de Valdecy, Artur de Melo para serem entregues posteriormente, pelo Valdecy, ao Milton de Melo Milréu, o qual integralizava o pagamento combinado, com um saldo de Cr$.4.000.000,00.

Visando o êxito na captura de Artur de Melo, de posse das fitas gravadas, estabeleceu-se uma ponte telefônica, durante 24 horas, entre SECRETEL e o Depto. de Ordem Pública Social do DPF/SP da rua Piauí, 527 passando desta forma todas as informações vindas secretamente do “agente secreto”, e “auxiliar” de Valdecy, o qual continuava ainda em atividades, naquela agencia, aproveitando a insuspeita confiança que Valdecy, conservava à ele.

O Diretor interino daquele Órgão na ocasião, era o delegado José Benedito de Oliveira Souza, substituindo na ocasião o Veronezzi, que se encontrava em férias. Assumiu pessoalmente o comando dia e noite nas estradas na espera de Artur de Melo, que conforme informações, viria do Rio de transporte coletivo.

Foi o delegado Oliveira que inicialmente, armou os inquéritos e os canalizou à Justiça Federal, 3ª Vara, ao ex-juiz e titular daquela Vara, na época, Laurindo Dias Minhoto Neto, que há vários anos era “catedrático” em “julgar” todo tipo de crimes, principalmente financeiros de alto nível, ou “julgar” crimes de réus milionários, dispostos a pagarem grandes subornos!

Mesmo assim, Laurindo Dias Minhoto Neto, foi um dos três ângulos do Triângulo, como acima exposto, porém o mais desgastado.

Apesar de ser o ângulo do “topo”, outros, o aproveitavam. os espertos e estrategistas da Polícia Federal, como também, o advogado do diabo Nelcy Nazzari! Estes últimos preparavam os inquéritos, dentro de um esquema “armado”, que oferecia “condições e facilidades” ao Minhoto para despachar dentro dos propósitos do “cliente réu”!

Seguiram inúmeras investigações, por parte dos “experts” do DPF/SP. O conteúdo das fitas gravadas do Valdecy, destinadas para Milréu, era a orientação do “grupo”, para atacarem locais de fraudes, principalmente hospitais.

Inúmeros hospitais foram “visitados”, pelos policiais federais. Os pequenos, apareciam nos noticiários como acusados de fraude! Para os médios e grandes hospitais existia “acerto”. Este “acerto” varia, dependendo do porte da fraude, do prestígio dos proprietários e o impacto do momento. As “verbas” eram estipuladas pelos estrategistas federais. Em quanto isso ocorria nos hospitais e outros locais envolvidos na fraude do INAMPS, Milton de Melo Milréu, “desembolsava” quantias bem sofisticadas, ao intermediário Nelcy Nazzari, com a justificativa de “alimentar” aquele juiz, para “prepará-lo” e “amaciá-lo”, para que na ocasião do grande “ataque”, esteja tudo “controlado”.

Na Polícia Federal, o clima era de muito “movimento”. Tuma, “elaborando” manchetes sensacionalizantes, para os jornais, como de seu costume, justificando desta forma, suas estratégias. Divulgando: “Prisão preventiva para Milton de Melo Milréu”. “Polícia Federal à procura do homem das fraudes do INAMPS”. E outras manchetes adequadamente preparadas para servirem de “iscas” e exploração financeira do Milréu, e dos outros fraudadores dos hospitais. O objetivo, era sempre apavorar os “criminosos da fraude” e “prepará-los”, para “caixinhas” gordas (esta é uma estratégia que os mafiósos da Polícia Federal, sempre adotaram). Todos os “leões loucos”, em cima do Milréu!!! Em quanto isso, os verdadeiros e grandes fraudadores, responsáveis daquela instituição, se encontravam cada vez mais apavorados. Pois era o “esquema”, estrategicamente montado, pelas armadilhas corruptas do grupo dos auxiliares do xerife Romeu Tuma.

Naquelas alturas, Milréu se encontrava escondido na fazenda de Nelcy Nazzari, explorado com a quantia de Cr$.850.000,00, para entregar ao Minhoto, para derrubar a prisão preventiva (desta vultuosa quantia – para aquela época, – Minhoto, recebeu apenas, Cr$.50.000,00, pois Nazzari o explorava sempre junto com os outros da quadrilha. Abocanhava somas fabulosas, deixando por trás, o resto da quadrilha, pois foi assim que criaram-se as grandes divergências entre ele [Nazzari] e Romeu Tuma, e Veronezzi). Uma grande parte ficou com Nazzari e o restante foi para os “sócios” federais!

Milton de Melo Milréu, procurava desesperadamente, acordo direto com Romeu Tuma.

Foi exatamente neste ponto, que Sellinas entrou em ação:

Procurou Tuma, na sua residência (ainda no velho endereço, da rua Caravelas), e propôs à ele, permitir, montar um flagrante ao Milréu, com a acusação de suborno, à Autoridade Federal. Milréu, através de um amigo, havia preparado, a vultuosa quantia de Cr$.13.000.000,00. Uma mala, cheia de dinheiro, que “derrubava” qualquer tradicionalmente honesto.

Era aproximadamente, 20h00′ da noite. Tuma, concordou com a proposta idéia. Na conversa com ele, informou, que outros amigos, haviam feito à ele, a mesma proposta de suborno, aconselhando, inclusive, ficar com o dinheiro. No plano de Sellinas, o caso era para montar o flagrante.

Após esse encontro, Sellinas se retirou, e dirigiu-se a sua residência, pensando no caminho a montagem do flagrante. Em volta das 23h00′, Tuma telefonou-lhe de “suspender” o que havia combinado. Para Sellinas, não era necessária nenhuma outra explicação, pois Tuma, não gostava de tratar “assuntos” por telefone, ainda naquela época. Aquela decisão não agradou Sellinas. Pois, ele era suficientemente armado com informações, conhecia toda aquela podridão, na palma da mão e já sabia seus propósitos.

Tuma, tentou inúmeras vezes enganar e se apresentar o tal, mas na realidade era outro. Sellinas, sempre concordou com ele. Nunca o convenceu. Apresentava-se muito fácil para ele. Pronto, para qualquer coisa que pediria. Incansável e enérgico, para cumprir, aquilo que Tuma solicitava à ele.

Dias mais tarde, o “conteúdo” da mala, ha tempo preparada pelo Milton de Mello Milreu, foi a seu destino, misteriosamente preparado. Conforme informações posteriores.

Ainda, aquela mesma noite, Tuma fez alguns contatos com pessoas de sua confiança, dando conhecimento do plano Sellinas. Esta foi imediatamente substituída, por outro “plano” mais “eficiente” (!!!)

A partir daí, Milton de Melo Milréu, dava seus depoimentos, dentro da própria superintendência da Polícia Federal, no 18º andar. Tinha toda a liberdade inclusive, dar entrevistas à imprensa, dentro na superintendência da Polícia Federal da rua Antônio de Godoi, e ainda, com os privilégios de uma pessoa da casa.

Foi por isso que a fraude do INAMPS, naufragou. Tuma não tornou-se herói, mas ganhou parte da “mala” acrescido do “PRÉMIO ESSO DE PUBLICIDADE”!!! Publicado no jornal “O Estado de São Paulo” seu jornal mais privilegiado, que cumpria com manchetes a pedido dos “amigos” (!!!)

Apesar dos inúmeros culpados desta chocante fraude, inclusive ministros, todos escaparam pela tangente, “graças” ao “herói” Romeu Tuma!!!

Em 25 de Setembro de 1986, Sellinas enviou ao jornal “Folha de São Paulo”, uma carta, fazendo referência: A punição do juiz das fraudes. Foi publicada em, 03 de Outubro, logo no início do mês seguinte. Naquela carta, Sellinas alertava:

Folha de São Paulo

PAINEL DO LEITOR, 03/10/1986

Esta mensagem foi uma conseqüência ao acima exposto

“A punição do juiz Laurindo Dias Minhoto Neto, conforme noticiado, não fecha a história da série de fraudes que foi acusado e envolvido. Será que não existem cúmplices, omissos ou coniventes? Será que a monstruosa fraude do INAMPS não envolve gente grossa que preparou o ‘prato’ do ex-juiz e continua ao bel-prazer às custas dos pobres contribuintes? Trata-se de uma história muito complexa e mal contada.”

Esta denúncia, esclarece somente pouquíssimos pontos corruptos da mais poderosa fraude do Brasil, mas é um esclarecimento importante, não somente para apresentar mais uma denúncia contra as autoridades corruptas, mas para servir, como resposta à revista “AFINAL” de 27 de Agosto de 1985, que publicou uma reportagem com título: “TUMA PRENDE BUSCHETTA, DESVENDA O CASO MENGELE E GANHA FAMA INTERNACIONAL, SO NÃO VENCEU A MÁFIA DO INAMPS”. Agora a respeitadíssima “AFINAL” sabe o porque!

NÃO É BEM ASSIM!

Corregedoria nega favorecimento de policiais civis presos

RENATO SANTIAGO

da Folha Online
O corregedor-geral em exercício da Polícia Civil de São Paulo, José Maria Coutinho Florenzano, negou nesta quarta-feira que os nove policiais que tiveram suas prisões preventivas decretadas ontem foram beneficiados antes de serem presos. Os policiais –acusados de tortura, roubo e concussão (extorsão cometida por empregado público)– foram avisados pela polícia que havia mandados contra eles antes de serem presos.
Ricardo Nogueira/04.out.2007
“No que isso prejudicou a operação? As pessoas não estão presas?”, perguntou Florenzano. “Isso demonstrou que o foi feito é uma forma eficaz para que se chegasse ao resultado, a prisão das pessoas”, completa. Dos nove policiais, três continuam foragidos.
As investigações contra os policiais começaram depois que interceptações telefônicas da Polícia Federal flagraram a ação ilegal dos policiais. O grupo, que trabalhava em Osasco (Grande São Paulo), foi a Campinas (95 km a oeste de São Paulo) interrogar um suspeito de tráfico.
De acordo com as investigações do delegado-assistente Walter Bavaro, da 2ª Corregedoria-Auxiliar, o suposto traficante e sua irmã foram torturados e os policiais levaram seu carro –um Gol– e cerca de R$ 40 mil. Os policiais ainda teriam exigido R$ 250 mil do suspeito.
Entre os presos está o delegado Pedro Luís Pórrio, que também é acusado de extorquir o megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía, preso em São Paulo. Permanecem foragidos os policiais Daniel Ferreira Dutra, Pablo Ricardo Pereira Xavier e Luís Cláudio de Oliveira. Pórrio e os outros envolvidos negam as acusações.
“Não houve acordo [com os policiais]. Foi sugerido que houvesse um contato da Corregedoria, em razão do adiantado da hora [os mandados chegaram às 18h] para que a diretoria do Decap [Departamento de Polícia Judiciária da Capital] e Demacro [Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo] providenciasse a apresentação dos presos, o que é muito mais eficiente. Eles teriam como localizá-los, nós não teríamos”, afirmou o corredor em exercício.
Florenzano afirmou ainda que o procedimento é “atitude corriqueira dentro da instituição”. Já o delegado Bavaro relatou outro caso semelhante “Uma semana atrás, na cidade de Campinas, foi decretada a prisão preventiva de outros três investigadores. Esses investigadores foram convocados pelo delegado titular de unidade, se apresentaram e foram presos”, relatou.
POSSO DAR EXEMPLOS DE POLICIAIS QUE FORAM PRESOS E ALGEMADOS NA PRESENÇA DOS FAMILIARES; FILHOS PEQUENOS, INCLUSIVE.
E, LOGO DEPOIS, LEVADOS AO CÁRCERE SOB AS LUZES DA IMPRENSA.
TAMBÉM, HÁ CASOS DE POLICIAIS QUE APÓS ALGEMADOS ACABAM ESBOFETEADOS.

POLÍCIA CIVIL – COMEMORAÇÃO CAVALAR 1

Jockey realiza páreos para comemorar centenário da Polícia Civil Segunda-Feira, 12 de dezembro de 2005

Na próxima segunda-feira (12), o Jockey Club de São Paulo sediará mais uma comemoração alusiva ao centenário da Polícia Civil.
A iniciativa do evento surgiu do ex-presidente dos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança), Fuad Saad, e será patrocinada pelo próprio Jockey.
No dia da solenidade, oito páreos receberão nomes relacionados à corporação.
As corridas começarão às 18h30 e o criador do cavalo vencedor de cada uma delas receberá como prêmio um troféu alusivo aos 100 anos da Polícia Civil.
A entrada é gratuita para as competições e estão convidados todos os policiais civis, familiares e amigos.A cerimônia será encerrada com um cocktail para os 200 convidados.
Páreos Especialmente neste dia, os páreos serão denominados pelos nomes que remetem à Polícia Civil:•
1º Páreo: Decap, Demacro, Acadepol•
2º Páreo: DEIC, DHPP, Denarc•
3º Páreo: DIRD, DAP, Dipol•
4º Páreo: Corregedoria, APCGS, Detran•
5º Páreo: Prêmio Especial Centenário da Polícia Civil•
6º Páreo: Deinter-1, Deinter-2, Deinter-3•
7º Páreo: Deinter-4, Deinter-5, Deinter-6•
8º Páreo: Deinter-7, Deinter-8, DGPADAlgumas siglas da Polícia Civil • Acadepol: Academia de Polícia• APCGS: Assistência Policial Civil do Gabinete do Secretário• DAP: Direção e Assistência da Polícia Civil• Decap: Departamento de Polícia Judiciária da Capital• Deic: Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado• Deinter: Departamento de Polícia Judiciária de SP- Interior• Demacro: Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo• Denarc: Departamento de Investigações Sobre Narcóticos • Detran: Departamento Estadual de Trânsito• DGPad: Delegacia Geral da Polícia Adjunta• DHPP: Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa• Dipol: Departamento de Inteligência da Polícia Civil• Dird: Departamento de Identificação e Registros Diversos
Thaís Camargo

VOCÊ TEM UM INIMIGO?
NÃO PRECISA MATÁ-LO.
LEVE-O AO JOCKEY; ENSINANDO-LHE COMO APOSTAR.

SOCIEDADE DOS AMIGOS DA POLÍCIA CIVIL – SOAPOCI

Os três links abaixo com notícias acerca das embarcações e motocicletas ,dão conta de que a SOAPOCI foi a responsável pela doação dos bens incorporadas ao patrimônio do DEINTER-6.

Com efeito, a SOAPOCI sempre foi carente de recursos.

Não possui instalações próprias, faltando-lhe verba até para materiais de expediente.

Estranhamente, como por encanto, na gestão do Diretor TANGANELLI obteve recursos para a aquisição de lanchas e motocicletas.

Obteve recursos de quem? Qual a razão?

Se nas gestões anteriores jamais se dispôs a angariar fundos para doações de tal vulto.