Depois de 18 anos, Rosana Valle encerrou o seu programa Rota do Sol na TV A Tribuna de Santos para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados…( Felicidades, futura deputada! ) 3

Programa de encerramento foi uma retrospectiva dos 18 anos de Rota do Sol (Foto: Nirley Sena/A Tribuna)

Após 18 anos, Rosana Valle encerrou o Rota do Sol na tarde deste sábado( 14 de abril )

Campo de girassóis

Depois de 18 anos explorando todas as praias, morros, cidades, rios, cavernas e cachoeiras da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, a jornalista e apresentadora Rosana Valle se despediu neste sábado (14) dos 1,3 milhão de telespectadores do Rota do Sol, da TV Tribuna.

“Eu olho como um filme, uma história. É um ciclo da minha vida que vai se encerrando e, ainda bem, no auge. É uma bênção muito grande poder sair no auge, por vontade própria, para trilhar um caminho diferente. Sinto que já cumpri minha missão no Rota e no jornalismo, em geral”, revela.

À frente do programa desde o início do milênio, Rosana acredita ter restaurado o orgulho de quem nasceu no Vale do Ribeira e na Baixada Santista. “O Vale do Ribeira era tido como menos importante, por ser uma das regiões mais pobres do Estado. A gente mostrou que há riqueza por onde quer que se olhe. Potencial para investimentos em turismo e desenvolvimento em geral”.

A última edição foi uma retrospectiva dos 18 anos de Rota do Sol, com destaque para lembranças especiais da apresentadora. “Fiquei conhecida por propagar as belezas e a história dessas cidades. Ninguém andou tanto por todas as comunidades ribeirinhas, quilombolas e caiçaras quanto eu”.

No jornalismo

Em paralelo ao programa, Rosana continuou por 16 anos no jornalismo diário, com matérias de investigação e denúncia nas cidades da região.

“Em conjunto com a equipe da TV Tribuna, realizamos trabalhos para mudar a realidade de lugares carentes por aqui. Lutamos pela recuperação de áreas naturais em condições profundas de degradação”, diz.

Rosana lembra, ainda, das matérias com notícias levadas para todo o País. “Minha primeira matéria no Jornal Nacional foi sobre os avanços nos coquetéis para os pacientes com aids na Baixada Santista. Emocionante”.

Novos voos

Com o sentimento de missão cumprida no jornalismo, Rosana Valle faz as malas para novos voos, rumo ao Distrito Federal. “Comecei a sentir uma inquietação de fazer mais. Mais pela minha região, pelas cidades que me conhecem e que eu represento. Não vejo onde fazer mais que no Congresso”.

Pré-candidata a deputada federal pelo PSB, a apresentadora enumera causas locais que pretende defender. “É em Brasília onde poderei lutar por leis que fortaleçam o Porto, que defendam a recuperação de centros históricos, como de Santos, Cananeia e Iguape, leis para o nosso turismo, comércio…”.

Novo nome entre os políticos tradicionais, Rosana conta que tem a confiança dos prefeitos da região e o desafio de cativar adversários.

“Me questionam a respeito da minha falta de ‘experiência política’, que, na opinião deles, eu não tenho para ser deputada. Eu rebato com outro questionamento: se todo político tivesse experiência jornalística, de andar pelas ruas, saber das reais dificuldades da população, será que não teríamos representantes muito melhores?”.


Verdadeiramente, a Baixada Sanstista e o Vale do Ribeira ganharão uma combativa e excelente representante! 

Inimigos – como o Coronel Camilo – a favor, amigos – como o Major Olímpio – contra a desvinculação da Polícia Civil da SSP/SP 65

O deputado estadual Alvaro Batista Camilo, o Coronel Camilo (PSD),  diz que a decisão de separar as polícias não geraria um reflexo negativo ( Para a PM só benefícios , né? ). “Em São Paulo, já somos muito integrados. Tanto é que temos cursos de formação de delegados e tenentes-coronel juntos” (  “muito integrados” , mentiroooooso…rs )

 

Já para o deputado federal Major Olímpio (PSL), a Polícia Civil precisa de dignidade e investimento para recuperação e ampliação das suas estruturas e não mudança de secretaria para atender ao interesse político. “Sem salário digno e sem orçamento não vai virar nada”, critica.

Governador Márcio França, não compre as parvoíces dos presidentes da ADPESP e do SINDPESP, eles falam por uma insignificante minoria de neófitos 31

PLANO DE VIABILIDADE_SaidaSSP_EntradaJUSTICA

LEI COMPLEMENTAR Nº 207, DE 05 DE JANEIRO DE 1979

Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar:

TÍTULO I
Da Polícia do Estado de São Paulo

Artigo 1º – A Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública responsável pela manutenção, em todo o Estado, da ordem e da segurança pública internas, executará o serviço policial por intermédio dos órgãos policiais que a integram.
Parágrafo único – Abrange o serviço policial a prevenção e investigação criminais, o policiamento ostensivo, o trânsito e a proteção em casos de calamidade pública, incêndio e salvamento.
Artigo 2º – São órgãos policiais, subordinados hierárquica, administrativa e funcionalmente ao Secretário da Segurança Pública:
I – Polícia Civil;
II – Polícia Militar.
§ 1º – Integrarão também a Secretaria da Segurança Pública os órgãos de assessoramento do Secretário da Segurança, que constituem a administração superior da Pasta.
§ 2º – A organização, estrutura, atribuições e competência pormenorizada dos órgãos de que trata este artigo serão estabelecidos por decreto, nos termos desta lei e da legislação federal pertinente.
Artigo 3º – São atribuições básicas:
I – Da Polícia Civil – o exercício da Polícia Judiciária, administrativa e preventiva especializada;
II – Da Polícia Militar – o planejamento, a coordenação e a execução do policiamento ostensivo, fardado e a prevenção e extinção de incêndios.

 

Quem escreveu esse plano é um rematado ignorante !

Apenas para exemplificar, querem que o governador revogue e altere a Constituição Estadual e Leis Complementares por meio de Decreto.

Leiam e tirem suas próprias conclusões.

Governador Márcio França, João Dória lhe agradecerá pela entrega da Polícia Civil ao PTB – Segurança pública, antes de tudo, é a certeza de que todo crime será esclarecido para que outros não venham ser praticados; por conta disso a Polícia Civil é um órgão de e da Segurança Pública…Esclarecer é prevenir ! 3

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As Polícias Civis são os órgãos do sistema de segurança pública aos quais competem, ressalvada competência específica da União, as atividades de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar. ( conceito básico do Ministério da Justiça )

Sobre a reforma da natureza defendida pelos nossos Américos Pisca-pisca da ADPESP e SINDPESP:

Delegados que defendem a mudança afirmam que o inquérito – ato policial que investiga uma suspeita de crime – é a base do processo criminal e, portanto, o contato com o Judiciário e o Ministério Público integra a rotina desses agentes. A pasta da Justiça, acrescentam as organizações de classe, se define como órgão que mantém essas relações institucionais judiciárias.

“A Polícia Civil está completamente abandonada, sucateada. Com esse cenário, qualquer mudança é bem-vinda, podendo significar um início de uma nova fase com melhorias e modernizações necessárias”, afirmou a delegada Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de São Paulo.

“Estamos mais ligados ao Sistema de Justiça Criminal do que à Segurança Pública, porque representamos a porta de entrada das demandas. A mudança facilitará a interlocução com o Poder Judiciário”, disse o presidente da Associação dos Delegados do Estado, Gustavo Mesquita Galvão Bueno.

O presidente da ADPESP disse essa impropriedade , “interlocução com o Poder Judiciário”, com base naquilo que consta no portal da Secretaria de Justiça ( quem somos ).

Aliás, o termo Justiça lá  continua apenas para dar um certo tom de circunspeção para essa relevante Pasta. Relevante, mas com objetivos diversos da Polícia Civil.

Virou tradição, mas nada tem a ver com o Poder Judiciário, Ministério Público, tampouco Defensoria Pública.

Há muito tempo órgãos importantes ligados ao sistema judicial , como a Procuradoria Geral do Estado,  deixaram a estrutura dessa Pasta, diga-se!

Por meio da Lei n. 8285, de 12 de abril de 1993, desvinculou-se a PGE da Secretaria da Justiça, dando à instituição plena autonomia.

“Porta de entrada das demandas”?

Não!

A Polícia Civil , infelizmente,  é o portão escancarado da impunidade!

Daí a falta de interlocução com o Poder Judiciário, MP e a própria PM.

Absurdamente, ignorância e ingenuidade potencialiazados pelo raciocinar – comum aos Delegados – com o estomago. E quem pensa com a barriga está fadado a continuar passando fome.

Com efeito, a Secretaria de Justiça  nem sequer mantém relação institucional com a Polícia Civil.

Alguém já viu essa Secretaria preocupada com a construção e reforma de Delegacias, aprimoramento dos serviços policiais com maior capacitação e valorização dos policiais com o fim de defesa dos direitos da cidadania?

Nunca, não é ?

Para que ir para aquela estrutura que abriga generalidades como o IPEM: Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo?

Querem, com todo respeito,  deixar de ser Polícia?

Política.

Um dos principais defensores da mudança da Polícia Civil é o deputado estadual Campos Machado (PTB), que indicou o atual secretário de Justiça, Márcio Elias Rosa, em 2016, e seu adjunto, Luiz Souto Madureira, que também é filiado ao PTB. Nesta semana, Machado anunciou apoio à reeleição de França em outubro e disse ter negociado com ele a permanência de seu partido no comando da Secretaria da Justiça.

“É uma experiência nova que quase todos os delegados querem. O problema é saber se teríamos tempo para isso. Se o governador encampar isso, nós vamos estar junto com ele”, disse Machado, que vê na mudança um caminho para conseguir viabilizar um projeto seu na Assembleia Legislativa que equipara o salário de delegado (inicial de R$ 9,8 mil) ao de procurador de Justiça (R$ 22,3 mil).

Demagogia barata!

Canto de sereia…

Senhores Delegados, não acreditem no deputado Campos Machado, pois os interesses dele em relação à Polícia Civil nunca foram nada coletivamente construtivos.

Ele pode ser pai e padrinho de um e outro, mas não da Polícia Civil enquanto Instituição!

Enfim, para quem sabe ler um “pingo é letra¨ !

 

Retrato imediato, colorido e digital da Polícia Civil de São Paulo…A PC precisa passar por um limpeza total…Resgatar a credibilidade com a população 19

Interessante ler os comentários acima, cargos irão ascender para Promotor e Juiz, sequer sabem distinguir a diferença dos poderes Executivo e Judiciário no Brasil e querem em uma canetada resolver todos seus problemas, vamos deixar isso de lado e analisar algumas situações. Evidentemente que há ótimos policiais civis em todas carreiras, motivos pelo qual a PC ainda está em pé.
Se hoje uma pessoa for vítima de qualquer crime, furto e roubo, por exemplo, diga a ela, tu precisas ir a uma delegacia registrar o BO, possivelmente e invariavelmente você ouvirá, “não sei se vou, não adianta nada mesmo”, o porquê ouve-se isso?

A pessoa pensa! vou ficar muito tempo aguardando para ser atendida, vou encontrar funcionários mal educados, a perícia então, essa demora dias para fazer seu trabalho, isto é, chega lá e faz anotações, imagina-se que vá recolher digitais ou algo do tipo, mas na verdade é apenas burocracia. É mentira?

então tenham o desprazer em ir a uma delegacia registrar um BO ou mandem algum amigo, parente ou conhecido, certamente terão problemas, claro que muitas vezes a demanda é muito grande nas delegacias por parte da PM principalmente, mas isto se dá pelo aumento exponencial dos crimes,essa estatística entregue tem muitas divergências, ora BO de furto, roubo junto com perda do documentos, latrocínio, entrar como crimes contra o patrimônio e não contra a vida, enfim!!!

O Estado sabe de todas as dificuldades que a PC passa, mas não tem interesse em melhorar e não vai melhorar, os Delegados por sua vez, passaram anos levando de maneira egoísta todas tratativas da Instituição.
PS: aos policiais que vestem camisa, independente de cargo, racham crimes, sempre procuram ajudar o próximo, não chutam BOs, e respeitam a população por esses que a PC está ainda aí, agora àqueles que sempre são mal educados, “não faço BO, não revisto preso, não registro livro, não sou escrivão, não sou investigador, não sou isso, não sou aquilo”, não querem e muitos não tiram plantões, sempre chupando o saco de um ou de outro e igual bagre ensaboado nunca é nada com vocês, mas na questão de direitos são os primeiros a puxar fila para entrar com ações ou reclamar.

Vocês não sabem o que é ganhar um Deus que ajude de uma pessoa que você rachou um crime ou simplesmente atendeu bem.

A PC precisa passar por um limpeza total!!!!! Resgatar a credibilidade com a população. Espero que aconteça o melhor, todavia nuvens negras do passado começam chegar e assolar.

Por: Caramba! Tchê!!!!!!

Instituto Sou da Paz Manifesta preocupação com possíveis alterações na estrutura administrativa da segurança pública paulista  77

Instituto Sou da Paz Manifesta preocupação com possíveis alterações na estrutura administrativa da segurança pública paulista 

“Surpreende ainda mais que alteração de tal relevância possa ser gestada sem debate público amplo, profundo e em contínua consulta aos policiais que conduzem as polícias paulistas”, diz Sou da Paz

Circula na imprensa desde ontem, 12 de abril, a notícia que o governador recém-empossado, Márcio França, estuda retirar a Polícia Civil da estrutura da Secretaria da Segurança Pública para alocá-la sob a gestão da Secretaria da Justiça. Dessa forma, cindiríamos as forças policiais do estado em duas direções distintas, separando ainda mais um trabalho que deveria ser integrado e complementar.

Caso se confirme o plano do governador, observaríamos no estado de São Paulo um arranjo institucional para a Segurança Pública absolutamente atípico e não testado. Pior, o plano carrega vícios incorrigíveis em sua concepção e joga fora o esforço de anos, tanto das corporações policiais, dos governos anteriores e da sociedade civil na construção de uma política de segurança pública integrada e com comando único.

Entre os pesquisadores e profissionais da segurança pública é corrente a reflexão sobre o modelo policial brasileiro, chamado de ciclo incompleto, em que uma polícia, militar, se ocupa da preservação da lei e da ordem pública, de forma ostensiva e preventiva, e outra polícia, civil, é responsável pelas atividades de polícia judiciária e de investigação criminal. Trata-se de modelo peculiar, objeto de amplo debate técnico.

Independentemente da avaliação que se tenha sobre este modelo, há um consenso absoluto entre os operadores da segurança pública: as polícias devem trabalhar de forma integrada e coordenada. O estado de São Paulo é pioneiro na busca pela gestão integrada da atividade policial e é absolutamente preocupante imaginar uma segregação administrativa como a sugerida pelas movimentações recentes.

Cabe lembrar que neste momento de profunda crise da segurança pública nacional, o estado de São Paulo, ainda que continue a enfrentar enormes desafios, apresenta incontestavelmente os melhores indicadores criminais do país. Experimentamos uma redução de homicídios que representa um paradigma internacional em termos de queda no número de mortes violentas. Hoje pode-se celebrar uma taxa de pouco mais de 7 homicídios por 100 mil habitantes registrada em 2017. Adicionalmente, verificamos uma redução expressiva na taxa de roubos de veículos no estado. Ainda que se dispute as múltiplas causas por trás destes números, é incontestável a melhoria sem paralelo que São Paulo apresenta no combate aos crimes violentos.

Nesse sentido, manifestamos nossa profunda consternação e preocupação com a possibilidade de que interesses políticos e corporativos possam apartar a gestão das polícias paulistas, ampliando os já relevantes desafios para uma atividade policial integrada e coordenada. Não é possível imaginar que a atividade investigatória possa ocorrer segregada da estrutura administrativa da segurança pública. A própria Constituição Paulista, em seu art. 139, determina que “a polícia do Estado” seja integrada pela Polícia Militar e pela Polícia Civil.

Ainda que como proposta em estudo, surpreende ainda mais que alteração de tal relevância possa ser gestada sem debate público amplo, profundo e em contínua consulta aos policiais que conduzem as polícias paulistas. O tempo em que essa mudança é proposta, a oito meses de um fim de mandato que acaba de começar, também causa espanto. A pergunta que deve ser respondida pelos arquitetos dessa medida é: a quem serve esse tipo de alteração no comando das polícias paulistas? 

Esperamos que a alteração veiculada pelos jornais nunca se produza. A evolução da segurança pública em São Paulo é uma conquista da população, embora ainda tenhamos desafios imensos para atingir a qualidade de vida e o estágio de paz social que ambicionamos em nosso estado. É dever de todo agente político proteger e zelar pela atuação integrada, harmoniosa da Polícia Militar e da Polícia Civil do Estado de São Paulo, e sedimentada no respeito aos direitos humanos.

Fonte: Último Segundo – iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/policia/2018-04-13/divisao-policias.html

ADPESP e SINDPESP – com dois pífios representantes classistas eleitos por menos de 10% da respectiva categoria – falam como porta-vozes de mais de 3000 delegados não consultados sobre uma mudança tão radical com consequências imprevisíveis para o futuro da Polícia Civil…( Não seria prudente convocar uma assembleia unificada? ) 25

3/04/2018 – Entidades de classe de delegados apoiam a ida da Polícia Civil para a Secretaria da Justiça

comunicado

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – ADPESP e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – SINDPESP, vêm a público manifestar apoio à migração da Polícia Civil de São Paulo para a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania.

A Polícia Civil não se limita a uma instituição de segurança pública. Ela vai além por integrar o Sistema de Justiça Criminal, em alinhamento aos antecedentes históricos que remetem seu surgimento dentro do Judiciário. Sua atribuição constitucional de polícia judiciária, na promoção da investigação criminal, se traduz como verdadeiro órgão de assessoramento à Justiça Criminal, seja para fornecer ao futuro processo justa causa, elementos de materialidade delitiva e indícios de autoria, ou funcionar como um verdadeiro filtro e, assim, evitar denúncias infundadas.

Além disso, a pasta da Justiça se define como órgão do governo do Estado de São Paulo que mantém as relações institucionais com o Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e entidades ligadas à Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Assim, e em plena harmonia aos demais atores do Sistema de Justiça Criminal, a Constituição do Estado de São Paulo define que a Polícia Civil exerce atribuição essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica (art. 140, §2º).

No mesmo contexto se insere a afirmação do Ministro Celso de Melo, no HC 84548/SP, segundo o qual “o delegado é o primeiro garantidor da legalidade e da justiça”, tratando-se da única autoridade pública disponível à população 24 horas por dia / 7 dias por semana, a fim de dar solução imediata a uma série de conflitos sociais, bem como para salvaguardar direitos fundamentais do indivíduo.

São necessárias adaptações técnicas, vistas como questões condicionantes e primordiais para que a mudança seja exitosa.

Por fim, a migração de pasta não prejudicará o necessário trabalho integrado entre as forças policiais. Ao contrário, permitirá que cada instituição seja melhor gerida dentro de suas especificidades e objetivos constitucionais, evitando-se a usurpação de funções ou o “retrabalho”, promovendo-se assim ações integradas, cada qual dentro de suas atribuições, com melhores resultados à população bandeirante.

A REFORMA DA NATUREZA – Nada há de concreto acerca da suposta subordinação da Polícia Civil à Secretaria de Justiça…( A abóbora vai pra jabuticabeira ? ) 31

Governo de SP estuda tirar Polícia Civil da Secretaria da Segurança

Proposta discutida por Márcio França é levar a corporação para a Justiça

Governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que assumiu cargo após saída de Alckmin
Governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que assumiu cargo após saída de Alckmin – Karime Xavier – 12. jan.2018/ Folhapress
Joelmir Tavares
São Paulo

O novo governador de São Paulo, Márcio França (PSB), estuda transferir a Polícia Civil da alçada da Secretaria da Segurança Pública para a pasta da Justiça. A Polícia Militar, hoje ligada à área da Segurança, seria mantida com essa vinculação.

O Palácio dos Bandeirantes confirma que a proposta está em discussão, mas diz que não foi batido o martelo. Segundo a assessoria do governo, “existem ideias sobre o tema que estão sendo analisadas”. Para se decidir, França está consultando os órgãos e corporações envolvidos, além de especialistas em segurança, de acordo com auxiliares.

Pelo desenho, a Segurança Pública passaria a ser comandada por um alto oficial da PM. O atual secretário é Mágino Alves Barbosa Filho, procurador de Justiça nomeado para o cargo pelo antecessor de França, Geraldo Alckmin (PSDB). Seu destino ainda não está definido.

Nesse formato, os policiais responderiam diretamente a alguém da própria corporação, o que, na visão dos defensores da mudança, seria uma maneira de fortalecer a PM e valorizar a autoestima dos integrantes.

Para a Justiça seria escolhido um nome de peso do meio jurídico, segundo interlocutores do governador. A proposta seria uma maneira de atenuar a rejeição de uma ala de membros da Polícia Civil que é contra a subordinação a membros do Ministério Público. ​

Os sete últimos secretários da Segurança Pública, incluindo o atual, foram oriundos do MP-SP. Tanto delegados quanto promotores atuam em investigações criminais.

A expectativa no governo é que, indo para a Justiça, a Civil ganharia reforço no caráter de polícia judiciária e se criaria um ambiente mais ágil para a conclusão de inquéritos. Com mais casos desvendados, a corporação ajudaria no plano de França de capitalizar avanços na área de segurança pública.

O atual secretário da Justiça é Márcio Elias Rosa, que chefiou o Ministério Público do estado.

Nesta semana, já no cargo, o governador disse que a taxa de homicídios no Estado é sensacional se comparada com a de outras localidades. Ele deu o exemplo de Miami, nos Estados Unidos.

O socialista assumiu a função na sexta-feira (6) e buscará a reeleição. Da posse até a votação, em outubro, ele terá um intervalo de seis meses. Seu principal adversário deve ser o ex-prefeito da capital João Doria (PSDB).

 

França vem anunciando aos poucos mudanças no secretariado herdado de Alckmin, que renunciou ao governo para disputar a Presidência. Aliados defendem que França faça as alterações até o fim do mês, para mostrar logo o perfil de sua gestão.

INTEGRAÇÃO

A possível separação institucional das corporações, com a divisão entre duas secretarias, demandaria um período de ajuste. Adaptações ainda serão discutidas, mas a proposta pode enfrentar resistências, já que contraria políticas discutidas como alternativa ao modelo atual.

Uma parte dos membros das próprias corporações e integrantes de entidades ligadas à defesa de direitos humanos são favoráveis a propostas de integração e até de unificação das polícias. Esforços nesse sentido, somados à ideia de desmilitarização, são apontados como medida eficaz para o combate à criminalidade.

O entendimento no entorno de França, entretanto, é o de que a eventual distribuição das polícias entre diferentes secretários não impede a atuação conjunta das duas forças (uma responsável por policiamento e repressão, a outra por investigar).

Nesta quinta-feira (12), o prefeito de Campinas, Jonas Donizette —que é do mesmo partido do governador e importante aliado político dele— disse durante entrevista que o chefe do Executivo deve divulgar a mudança nos próximos dias.

Presidente estadual do PTB, partido que anunciou nesta quinta sua entrada na coligação que sustentará a campanha à reeleição de França, o deputado estadual Campos Machado diz apoiar a ideia em discussão. Segundo ele, no entanto, o governador está adotando cautela.

“Não está mal a segurança pública em São Paulo. O que nós defendemos é que ele mantenha os melhores quadros. Uma falha nessa área pode causar prejuízos irreparáveis na campanha”, afirmou o parlamentar.

EQUIPE

França deve anunciar nos próximos dias secretários de outras pastas. Algumas estão vagas com a despedida de seus antigos titulares por causa das eleições —o prazo para desincompatibilização era 7 de abril.

Na Saúde, está prevista a saída do médico David Uip. O mais cotado para o lugar dele é o também médico Marco Antonio Zago, ex-reitor da USP.

Na Educação é esperada a troca de José Renato Nalini, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, por João Cury Neto. Atual presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (órgão público ligado à pasta), Cury foi prefeito de Botucatu pelo PSDB.  A exoneração de Nalini foi publicada nesta sexta-feira (13).

Também nesta sexta, saiu a nomeação de Francisco Jardim para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O médico veterinário, filiado ao PTB, é ex-secretário do Ministério da Agricultura. Ele substitui Arnaldo Jardim (PPS), que voltou a exercer o mandato de deputado federal e tentará a reeleição. Embora tenham o mesmo sobrenome, os dois não são parentes.

A Folha não conseguiu localizar Zago nem Cury. O Palácio dos Bandeirantes não confirma as escolhas.

Também está sendo aventada a criação da Secretaria das Cidades, plano não confirmado oficialmente. A nova pasta seria responsável pelo atendimento direto a municípios. O governador tem dito que fará uma gestão próxima dos prefeitos.

Governador vai passar o comando da Polícia Civil de SP para a secretaria de justiça 115

Governador vai passar o comando da Polícia Civil de SP para a secretaria de justiça, diz Jonas

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, afirmou que o comando da Polícia Civil do estado de São Paulo deixará a secretaria de segurança pública e passará para a secretaria de justiça. Segundo ele, o governador Márcio França vai anunciar a medida nos próximos dias. Os dois são do mesmo partido, o PSB, e se aproximaram mais depois que França assumiu o Palácio dos Bandeirantes, com a renúncia de Geraldo Alckmin, que vai se candidatar à presidência da República nas eleições de outubro. Já a PM permanecerá na secretaria de segurança pública, mas será chefiada por um oficial do comando militar que será nomeado pelo governador, segundo informou o prefeito de Campinas, Jonas Donizette.

A informação foi passada pelo prefeito de Campinas nesta quinta-feira, durante a solenidade que marcou a inauguração do Centro de Educação Ambiental da Mata Santa Genebra. O espaço vai oferecer atividades sobre sustentabilidade para estudantes e professores.

http://www.portalcbncampinas.com.br/2018/04/governador-vai-passar-o-comando-da-policia-civil-de-sp-para-a-secretaria-de-justica-diz-jonas/

Policiais militares condenam e ameaçam aspirante que denunciou homicídio cometido por guarnição 18

11 PMs são presos em SP sob suspeita de forjar tiroteio em que homem foi morto

Luís Adorno
Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Tribunal de Justiça Militar de SP

    Os policiais foram levados para o presídio militar Romão Gomes, na zona norte de SPOs policiais foram levados para o presídio militar Romão Gomes, na zona norte de SP

A Corregedoria da PM (Polícia Militar) prendeu nesta quinta-feira (12) temporariamente 11 policiais de um batalhão da zona oeste de São Paulo sob a suspeita de terem participado ou presenciado sem denunciar uma cena de crime forjada. O caso ocorreu em 13 de outubro do ano passado e deixou um homem morto.

Segundo relatório da corregedoria, ao qual o UOL teve acesso, Felipe Lemos de Oliveira foi morto e Jonathan Moya acabou preso por policiais da 4ª Companhia do 16º Batalhão (na Raposo Tavares) numa ocorrência em que Oliveira e Moya eram suspeitos de participação em roubo no Morumbi, na zona oeste.

Os dois estavam na mesma moto. Os PMs envolvidos disseram que trocaram tiros com Oliveira e Moya, mas a investigação apontou contradições, e os 11 mandados de prisão temporária foram expedidos e cumpridos.

Entre os policiais presos estão dois 1º tenentes, um 2º sargento, um cabo e sete soldados. Com eles, foram apreendidas quatro armas de brinquedo, maconha, cocaína, crack, estojos e munições de armas calibres 38, .40, 556 e 380.

Contradições levaram PMs à prisão

Por volta das 4h30 da madrugada de 13 de outubro de 2017, uma perseguição teve início na rodovia Raposo Tavares e terminou na rua Cachoeira do Arrependido, na mesma região.

Na delegacia, os policiais militares envolvidos na ocorrência relataram que moradores informaram que criminosos em três motos tentaram praticar um roubo na avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi.

Policiais disseram que encontraram os suspeitos e que eles tentaram fugir. Segundo a versão policial, Oliveira, que conduzia a moto, perdeu o controle da direção e caiu. Ele teria disparado duas vezes contra os policiais, que revidaram com um disparo. Ainda segundo a versão dos policiais militares, foi solicitado socorro, mas ele morreu no pronto-socorro Bandeirantes.

A investigação da corregedoria, no entanto, apontou “incongruências” nas afirmações dos PMs. Pela tecnologia existente nas viaturas da PM foi possível identificar que os policiais não pararam a primeira vez, conforme relatado.

Além disso, uma testemunha relatou ter visto que um dos PMs “efetuou disparo de arma de fogo em uma lixeira” e a perícia confirmou que o tiro foi disparado por um dos tenentes. Segundo a investigação, a arma suspeita de ser a utilizada por Oliveira não teve a localização informada pelos policiais. “Em resumo, a arma pode ter sido ‘plantada’ na ocorrência e ainda há indícios de que tenha sido disparada para ‘arredondar’ o histórico da ocorrência”, aponta a investigação.

Por indícios de fraude processual, dentro outros delitos, as prisões dos PMs foram decretadas por que eles “estiveram no local da segunda queda e, em tese, presenciaram ou participaram da fraude”. Procurada, a PM não se posicionou até a publicação desta reportagem.

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Jamiro disse:

Tudo começou após ocorrência de Trincada. Mike trombou indivíduos em uma moto, saindo do pancadão. Pinote, troca de tiros. Jagunço apareceu com tiro nas costas. O Terceiro homem do CFP era um Aspirante Estagiário. Ele acionou a Corregedoria e entregou o CFP e o Motorista.

Esse Aspirante pode pedir baixa pra ontem e mudar com a família pra Síria que é mais seguro.
Nenhuma “Boa ação” fica sem punição.

Fala sério? …Corregedor que não corrige , delegado Domingos Paulo Neto – supostamente apoiado por Campos Machado – é um dos nomes cotados para a DGP…( Já foi Delegado Geral e mostrou “grandes serviços”, né? ) 27

França negocia com PTB mudança na estrutura da Segurança Pública

Por André Guilherme Vieira | De São Paulo

Em um movimento para garantir o apoio do PTB à sua campanha de reeleição, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), estuda separar as Polícias Civil e Militar, retirando a primeira da Secretaria de Segurança Pública e deixando-a sob jurisdição da Secretaria de Justiça. Hoje as duas polícias estão estruturadas na Segurança Pública, com carreiras e atribuições distintas. A Polícia Civil investiga ilícitos penais; a PM faz os policiamentos preventivo e repressivo à criminalidade. Procurada, a assessoria do governador não comentou.

A ideia, conforme apurou o Valor, é nomear o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso para a pasta da Justiça, em substituição ao aliado do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o procurador de Justiça Márcio Elias Rosa. D’Urso preside o conselho político do PTB paulista, que decidirá hoje de manhã, em reunião fechada, se apoiará a candidatura de Márcio França. Participará do encontro o deputado Campos Machado, principal liderança do PTB no Estado e a quem caberia a indicação do nome para a Secretaria de Segurança Pública, no caso de formalização do apoio da legenda ao governador e candidato à reeleição.

D’Urso estaria mais interessado em assumir a Secretaria de Segurança Pública, conforme duas fontes próximas do advogado. Ele teria sido autorizado por Campos Machado a negociar o cargo com o governador, já que a Pasta da Justiça já estaria na previsão de cota política do PTB.

Procurado, D’Urso preferiu não comentar. “Vou fazer o que recomendo aos meus clientes e lançar mão do meu direito de ficar em silêncio”, despistou o advogado, que defende o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto em processos penais da Lava-Jato em Curitiba.

Outros cargos estratégicos também estão sendo negociados pelo governo paulista. Aliado de Alckmin, o secretário de governo Saulo de Castro Abreu Filho pode deixar o cargo para ser substituído pelo atual titular da Secretaria de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, mais próximo de Márcio França. Tanto Saulo como Mágino não retornaram as ligações da reportagem.

Se o governador optar pela separação das polícias como estratégia política, estará divergindo da atual orientação de especialistas em segurança pública.

O entendimento dominante é o de que as polícias precisam ser integradas. Há ainda um debate sobre a desmilitarização da PM, que seria transformada em uma espécie de força pública. Mas o desgaste político de uma eventual desmilitarização policial é, há anos, o principal entrave para sua implementação.

Policiais ouvidos pela reportagem preveem que os cinco maiores departamentos da Polícia Civil levariam até 60 dias para se adaptar à transição, o que poderia se refletir em uma piora do serviço. ( nota: piora no serviço ou prejuízos para quem perder a recolha? ) A estrutura conta com o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc).

Caberá ao governador nomear o delegado geral da Polícia Civil no Estado. Youssef Abud Chahin aposentou-se no sábado, no topo da carreira e dos vencimentos. O atual corregedor, delegado Domingos Paulo Neto, é um dos nomes cotados para assumir o posto.


O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Sempre quis falar
Nunca tive chance
Tudo que eu queria
Estava fora do meu alcance
Sim, já
Já faz um tempo
Mas eu gosto de lembrar
Cada um, cada um
Cada lugar, um lugar
Eu sei como é difícil
Eu sei como é difícil acreditar
Mas essa porra um dia vai mudar
Se não mudar, prá onde vou
Não cansado de tentar de novo
Passa a bola, eu jogo o jogo

Perfil do suposto candidato a Delegado Geral, Dr. Paulo Afonso Bicudo: demitidor-geral! 66

O novo diretor do Deinter-9, Paulo Afonso Bicudo (Foto: Suzana  Amyuni/G1)

O Dr. Paulo Afonso Bicudo foi um grande homem na policia.

Com apenas 25 anos , formado pela PUC ,  ingressou na Polícia Civil em 1976, como delegado  no  antigo DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), mais precisamente na Divisão de Homicídios na qual foi lotado por sete anos.

Com esta  experiência , em 1983, por questões familiares ,  pediu remoção  para Jundiaí, permanecendo nessa região por cerca de 20 anos ,  trabalhando em praticamente todas as unidades policiais do município.

Em 1993, foi nomeado Delegado Seccional de Polícia da região, cargo que ocupou até o início de julho de 2005, quando foi promovido a diretor do Deinter de São José dos Campos.

Entre 1993 e 1994 , foi um “excelente” presidente da Associação do Delegados.

De  2008 e 2009 foi o delegado geral adjunto da Polícia Civil; então , como geralmente acontece com quem chega ao topo do poder,  se rendeu ao governo.

Como adjunto do DGP Mauricio  em apenas  18 meses,  assinou , as quartas feiras, 58 demissões de policiais  civis no lugar do delegado geral,  enquanto este viajava pelo estado com seu Conselho itinerante.

Verdadeiramente,  funcionava a canetada voraz do Dr.  Paulo Bicudo , demitindo – vou repetir –  58 policiais  civis em 18 meses .

Pior: a maioria das demissões contrariando o relatório das autoridades corregedoras e – por vezes – do próprio Conselho.

Encerrada essa nefasta gestão na DGP ,  continuou a sua profícula carreira: ACADEPOL, DEMACRO, CAMPINAS e DEINTER-9.

Seria degolado pela compulsória aos 65 anos, mas no último minuto a lei foi alterada; assim ainda tem uns 7 ou 8 anos pela frente.

Podendo se aposentar aos 75 anos.

Tristemente, uma instituição que não se renova está destinada a extinção!

Márcio França anunciará semana que vem as primeiras medidas de maior impacto como governador 43

Márcio França quer deixar própria marca e tentar reeleição como Governador de SP

Por Rádio Bandeirantes
 

Márcio França quer deixar própria marca e tentar reeleição como Governador de SP

Márcio França vai anunciar na semana que vem as primeiras medidas de maior impacto como governador.

Foi o que ele mesmo revelou a José Luiz Datena, na primeira entrevista exclusiva depois de assumir o cargo.

Junto com as alterações no secretariado, que já começaram, a ideia é deixar a própria marca e tentar a reeleição.

França sinalizou que pode haver mudanças no comando da segurança pública.

Questionado por José Luiz Datena, ele não cravou a permanência do atual secretário, Mágino Alves Barbosa.
Um dos caciques do PSB, o governador também comentou a filiação de Joaquim Barbosa ao partido.
Segundo ele, ainda não é certo que o ex-presidente do Supremo vá disputar a presidência da República.
Márcio França foi entrevistado por José Luiz Datena no programa “90 Minutos”, na Rádio Bandeirantes.

Parou por quê, por quê parou? ( Acabou o Luto pela Polícia Civil ) 30

06/04/2018 – Nota Pública

comunicado

Hoje, com a transmissão do cargo de Governador do Estado de São Paulo, encerra-se a campanha “Luto pela Polícia Civil”. Nunca deixamos de acreditar que é totalmente viável – e necessária – a restauração da dignidade da melhor polícia judiciária da América Latina, a Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Nossa campanha reuniu esforços da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. A adesão de policiais civis de todas as carreiras, parlamentares e representantes de diferentes esferas do poder público evidenciou um sentimento de indignação há muito não visto.

Ainda há o que fazer. É preciso enfrentar o maior déficit de efetivo da história da Polícia Civil, um legado inaceitável de Geraldo Alckmin. É preciso retirar do último lugar do país o salário aviltante pago ao delegado de polícia paulista. É preciso reaparelhar nosso serviço aéreo, nossos grupos especiais, nossa polícia investigativa, a perícia criminal, os IMLs, tudo o que foi sucateado pelo governador que, hoje, deixa o cargo. É preciso fortalecer a polícia que pode realmente combater o crime organizado. Chega da sensação de insegurança a que o cidadão paulista está submetido há anos, todo dia.

O Defasômetro do SINDPESP revela a realidade inadmissível: um déficit de 12.274 cargos, dos 41.912 existentes. O impacto é negativo e fere diretamente a sociedade: as delegacias estão caindo aos pedaços e as equipes reduzidas não conseguem dar conta da demanda cada vez mais crescente, o que acarreta em atrasos, prejuízos no atendimento e desamparo da população.

Mesmo assim, se há alguma excelência no trabalho da instituição Polícia Civil, é por causa da galhardia dos policiais. Todos seguem honrando seus distintivos, acumulando funções, sendo submetidos a rotinas exaustivas e plantões desumanos, arriscando suas vidas pela sociedade.

Desejamos uma bem sucedida gestão ao governador Márcio França, cujo inicio de mandato renova nossas esperanças. Entretanto, permaneceremos alertas a todos os fatos que envolvem a Polícia Civil do Estado de São Paulo, reiterando nosso compromisso inalienável de, apesar de todas as adversidades, seguirmos adiante com nossa missão de combater o crime, a insegurança e a impunidade, promovendo o cumprimento da Lei e a consecução da Justiça.

Delegado Gaetano Vergine deixa o comando do Deinter-6 14

Com 61 anos e 39 de Polícia Civil, ele entregou o cargo na quinta-feira (5), por decisão própria

A TRIBUNA DE SANTOS
09/04/2018 – 20:54 – Atualizado em 09/04/2018 – 21:25
Gaetano Vergine permaneceu pouco mais
de 3 anos no cargo(Foto: Arquivo/AT)

O comando do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6) está em processo de transição. A área abrange 24 municípios da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Desde janeiro de 2015, há pouco mais de três anos, o delegado titular era Gaetano Vergine. Ele entregou o cargo na quinta-feira (5), por decisão própria. O afastamento foi publicado no último sábado (7).

Procurado por A Tribuna, Vergine disse que se encontra em São Paulo para um curso na Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adepol), que começa nesta teça (10), e prometeu falar a respeito de mais detalhes do assunto na próxima semana.

Com 61 anos e 39 de Polícia Civil, como agente, investigador e delegado, Gaetano Vergine, antes de assumir o comando do Deinter-6, já tinha dirigido o Departamento de Inteligência Policial (Dipol) por duas vezes, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e a Corregedoria Geral. Na ocasião de sua nomeação, ele estava lotado na Academia de Polícia.

Interina

Quem está respondendo interinamente pelo Deinter-6 é a delegada Elizabeth Aparecida Souza Apolinário Lins, que já fazia parte do departamento como delegada divisionária da assistência policial. Nesta segunda, ela não estava na sede, localizada no Palácio da Polícia, no Centro de Santos, por ter passado o dia na Capital.

Contatada, a Secretaria de Segurança Pública do Estado, por intermédio de sua assessoria de imprensa, informou que Elizabeth está ocupando o cargo em um momento de transição. Ou seja, ainda não está definido se ela ficará à frente ou se virá outro nome para o comando. Bem como não havia informações sobre quaisquer outras mudanças.

Normal

Vale recordar que, com a pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) para a presidência da República, o vice Márcio França (PSB) transformou-se no governador do Estado de fato na sexta-feira (6), após cerimônia de transmissão de poder, realizada no Palácio dos Bandeirantes, na Capital.

“Toda vez que começa um novo governo o certo é os cargos de comissão se colocarem à disposição para que os novos secretários possam nomear”, disse Márcio França, em passagem nesta segunda por São Vicente, a respeito da informação de que outros delegados colocaram seus cargos à disposição.