PM afirma: Forças Armadas, hoje em dia eles que são força auxiliar dos policiais militares… 18

Que eu saiba bandidos terroristas são seus pares ou ex pares que na greve de 2008 tentaram invadir o palácio do governador com a estrutura do estado como viaturas, uniformes coletes balísticos, armas (fuzis, metralhadoras, espingardas, pistolas). Em qualquer outro país no mundo isso seria tentativa de golpe de estado, na onde já se viu policial disparar arma de fogo com munição letal contra PMs chegando matar um cavalo da cavalaria, sem contar as VTRs danificadas.
Engraçado que nos ataques 2006 não vi nenhum super policial do GOE ou GARRA ser tão macho assim só faltaram eles se esconderem de baixo de suas camas, tanto é verdade que a Central de Suzano foi atacada duas vezes só pararam de atacar quando os policiais da região foram macho de partir para o enfrentamento. kkkkkkk

Doutor de acordo com estatuto do desarmamento o policial estando em greve pode disparar arma de fogo fora do horário de trabalho igual os PCs fizeram em frente do Palácio??
A grande verdade foi que os PMs passaram maior pano para todos PCs, tentaram de todas a formas evitar uma aproximação para perto do palácio, mas esses idiotas não colaboraram partiram para o terrorismo romperam dois cordões de isolamento ai não teve jeito deram de cara com a Tropa de Choque que estava preparada para evitar de fato a invasão tendo em vista tudo que os PCs havia feito ficou barato para todos.

Agora sobre dar porrada nos PMs do ES o senhor só pode está brincando kkkkkkkkkk, quem vai lá dar porrada ???
Os pobres velhinhos da PC ES que não aguentaram nem conter os populares que começaram saquear lojas ??

Um bando de playboy da PF que só fazem Auê com uniforme modernos, armas de ultima geração, VTRs belíssimas, para se ter só um pouquinho de ideia da habilidade e treinamento que homens COT e GPI tem foram armados com fuzis na busca na SEDE DO PT, será que os manifestantes fosse pra cima eles iria fazer o que atirar no populares ? aiaiaiaia

Agora colocar um bando de menino alegre mimado do Exército armado com um FAL nas mãos ai jáé sacanagem acho que eles nem tem coragem pra tanto, e se tentarem a sorte vão tomar maior pisa igual levaram na Guerrilha do Araguaia. Só que ai as tropas especiais das Forças Armadas não poderão fazer nada se não vão ser massacrado pelos quase 500 mil sobrecoxas de todo país. Todo mundo sabe que as PMs já deixou faz tempo de ser força auxiliar das Forças Armadas, hoje em dia eles que são força auxiliar dos PMs. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Pensativo010
e.bruno100@
187.

“Segurança e felicidade é uma arma poderosa na sua mão” – O cidadão ordeiro e produtivo não necessita das polícias, necessita de ampla liberdade para possuir e portar armas de fogo de grande qualidade e capacidade de fogo…População desarmada fica refém dos bandidos e das polícias bandidas 30

a_warm_gun_by_enderthethird‘Não há como garantir a vida de ninguém no ES’, diz procurador; MPT recomenda liberação do trabalho

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Pablo Jacob/Ag. O Globo

    Capixabas fazem fila em supermercado de Vitória para estocar alimentos durante a paralisação dos policiais militares do Estado

    Capixabas fazem fila em supermercado de Vitória para estocar alimentos durante a paralisação dos policiais militares do Estado

O MPT (Ministério Público do Trabalho) do Espírito Santo recomenda que os trabalhadores –do setor público ou da iniciativa privada– não sejam obrigados a exercer suas funções durante a crise de segurança no Estado. A sugestão vale para as empresas que não tenham como oferecer “transporte seguro” ou “resguardar a integridade física” dos funcionários. “Não há como garantir a vida de ninguém no Espírito Santo”, disse ao UOL o procurador-chefe do MPT Estadual, Estanislau Tallon Bozi, que assina a recomendação.

Bozi traz como base para sua sugestão a Constituição, mencionando os artigos 127 e 129, que falam das funções do Ministério Público, como defender os “interesses sociais e individuais indisponíveis”.

O procurador sustenta a posição do MPT citando a “falta de transporte público eficiente nos últimos dias, em nome dos direitos à vida, à dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho”. Caso um patrão obrigue seus funcionários a trabalharem mesmo assim, ele poderá ter sua responsabilidade apurada pelo MPT. “O trabalhador tem que se sentir seguro”, comentou à reportagem.

Quem não está trabalhando nos últimos dias não deve sofrer desconto na folha salarial, segundo o procurador. “O que pode acontecer é uma adequação na escala para cumprir horas”.

Sobre a falta de policiamento no Espírito, o Ministério Público do Trabalho só irá analisar o caso depois que a ordem tiver sido restabelecida no Estado. “Melhor não fazer juízo de valor neste momento”, comenta Bozi, lembrando que será preciso definir de quem é a responsabilidade pela paralisação.

O procurador, porém, espera que a situação seja resolvida logo, pois, caso contrário, ela tende a se agravar, diz, lembrando a possibilidade de greve dos policiais civis e agentes penitenciários capixabas.

Entenda a crise no Espírito Santo

No sábado (4), parentes de policiais militares do Espírito Santo montaram acampamento em frente a batalhões da corporação em todo o Estado. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho para os profissionais.

Desde segunda-feira (6), o movimento é considerado ilegal pela Justiça do Espírito Santo porque ele caracteriza uma tentativa de greve, o que é proibido pela Constituição. As associações que representam os policiais deverão pagar multa de R$ 100 mil por dia pelo descumprimento da lei.

A ACS-ES (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo) afirma não ter relação com o movimento. Segundo a associação, os policiais capixabas estão há sete anos sem aumento real, e há três anos não se repõe no salário a perda pela inflação.

A SESP (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social) contesta as informações passadas pela associação. Segundo a pasta, o governo do Espírito Santo concedeu um reajuste de 38,85% nos últimos 7 anos a todos os militares e a folha de pagamento da corporação teve um acréscimo de 46% nos últimos 5 anos.

Na noite de quarta-feira (8), integrantes do governo reuniram-se com representantes do movimento de familiares, que apresentou uma pauta de reivindicações –anistia geral para todos os policiais e 100% de aumento para toda a categoria– e uma nova reunião, com a presença do governador César Calnago (PSDB), foi marcada para esta quinta-feira.

Em função da morte de um agente, os policiais civis também paralisaram os seus serviços na quarta. Eles devem decidir se entrarão em greve hoje, em assembleia conjunta com os agentes penitenciários.

Os ônibus também não circulam regularmente na Grande Vitória desde o início desta semana. Nesta quinta, a categoria decidiu que não voltará ao trabalho enquanto a polícia não retornar as ruas. A decisão aconteceu após o assassinato do presidente do Sindirodoviários (Sindicato dos Rodoviários) de Guarapari (ES).

PM bate em servidores – Maldito seja o servidor público civil que ainda se solidariza com a Polícia Militar 7

PM bate em servidores públicos estaduais durante ato contra  lei do governo do Rio de Janeiro

Ronaldo de Freitas, para o Acontece no Rio

  • PMs reagiram aos manifestantes, que lançaram fogos de artifício durante o protesto

     

Na tarde de hoje,  protesto de servidores do Estado do Rio de Janeiro contra o pacote de ajuste fiscal do governo, que acontecia no entorno da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), foi manchado pela violenta ação dos policiais militares do Batalhão de Choque .

Em meio à passeata pacifica os servidores públicos de diversas categorias foram  reprimidos violentamente pela PM com bombas de efeito moral.

Os manifestantes alegam que a PM infiltrou agentes instigadores entre os servidores como pretexto para dissolver a manifestação.

Paralisação da Polícia Militar – Uma coisa é certa, PMs agem como bandidos: colocam mulheres e filhos como escudo…Bando de covardes de merda! 90

Pela 1ª vez, governo do ES se reúne com mulheres de PMs que fazem paralisação

Paula Bianchi

Do UOL, em Vitória

08/02/201720h08 > Atualizada 09/02/201700h21

  • Wilton Junior/Estadão Conteúdo

    Mais cedo, governador disse que não pode "pagar o resgate" pedido por PMs

    Mais cedo, governador disse que não pode “pagar o resgate” pedido por PMs

Mulheres que mobilizaram o ato de paralisação da Polícia Militar se reuniram com o governo do Espírito Santo na noite desta quarta-feira (8). Pela primeira vez, houve uma iniciativa do governo estadual para discutir uma solução junto dos familiares dos PMs. A reunião foi realizada no Palácio da Fonte Grande, no centro de Vitória.

Segundo o governo, à comissão de negociação formada pelo chefe da Casa Civil, o secretário de Controle e Transparência e o secretário de Direitos Humanos, o grupo de 15 representantes dos familiares de PMs fez duas reivindicações: a anistia geral para todos os policiais e 100% de aumento para toda a categoria.

A comissão, agora, levará a proposta ao governador e nesta quinta-feira (9), às 14h, dará um retorno ao mesmo grupo da reunião de hoje. “Vamos analisar essa proposta para ver o que efetivamente podemos fazer para que isso avance”, disse o secretário de Estado de Direitos Humanos, Júlio Pompeu, ao final do encontro.
“Deixamos clara toda a dificuldade que estamos encarando no Estado, não só nas ruas, mais fiscal, mesmo. Mas o governador é quem decide. Cabe a nós, secretários da comissão que foi criada, negociarmos”, disse Pompeu. “Há bom senso e boa vontade dos dois lados. E é a esse sentimento que nós estamos nos agarrando para resolver essa situação.”
Antes da reunião, representantes do movimento manifestaram interesse pelo entendimento. “Estamos dispostas a negociar, mas até agora ninguém chegou com proposta nenhuma”, disse Ângela Souza, cabeleireira, mulher de um PM.
Desde sábado (4), familiares dos policiais militares têm realizado motins em frente aos quartéis impedindo a atuação da PM e gerando uma onda de insegurança em todo o Estado. De acordo com o DML (Departamento Médico Legal), 92 pessoas foram assassinadas desde o primeiro dia da greve da polícia.
Mais cedo, o governador governador licenciado, Paulo Hartung (PMDB), comparou o movimento a um “sequestro” e afirmou que os policiais estão chantageando o governo. “O que está acontecendo no Espírito Santo é uma chantagem. É a mesma coisa que sequestrar a liberdade do cidadão capixaba e pagar resgate”, disse o governador, que se licenciou do cargo no último dia 5 para se recuperar de uma cirurgia feita em um hospital paulista.
Ele retirou um tumor da bexiga no dia 3, véspera do início da greve.
A fala de Hartung faz referência a um pedido de aumento salarial feito inicialmente pelos policiais capixabas, de cerca de 43%.
Nesta quarta pela manhã, cerca de 30 mulheres permaneciam em frente ao principal quartel onde estão os PMs em Vitória. Cada entrada conta com uma barraca grande, com colchões e cobertores, e um toldo. Há café, leite, pão, biscoitos, frutas, frios e até uma sanduicheira.
Em outros quartéis pela cidade há acampamentos parecidos, com familiares de PMs e policiais de folga posicionados em frente aos portões.
“Se o governador for favorável às nossas pautas, nós vamos sair”, afirmou uma das mulheres ao explicar que elas aguardam uma contraposta do governo às suas reivindicações para se retirar do local.

Entenda a crise no Espírito Santo

No sábado (4), parentes de policiais militares do Espírito Santo montaram acampamento em frente a batalhões da corporação em todo o Estado. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho para os profissionais.
A Justiça do Espírito Santo declarou ilegal o movimento dos familiares dos PMs. Segundo o desembargador Robson Luiz Albanez, a proibição de saída dos policiais caracteriza uma tentativa de greve por parte deles. A Constituição não permite que militares façam greve. As associações que representam os policiais deverão pagar multa de R$ 100 mil por dia pelo descumprimento da lei.
A ACS-ES (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo) afirma não ter relação com o movimento. Segundo a associação, os policiais capixabas estão há sete anos sem aumento real, e há três anos não se repõe no salário a perda pela inflação.
A SESP (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social) contesta as informações passadas pela associação. Segundo a pasta, o governo do Espírito Santo concedeu um reajuste de 38,85% nos últimos 7 anos a todos os militares e a folha de pagamento da corporação teve um acréscimo de 46% nos últimos 5 anos. (*Colaborou Daniela Garcia, de São Paulo)

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Veja imagens da onda de insegurança no Espírito Santo31 fotos

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7.fev.2017 – Membros do Exército reprimem manifestação na porta do quartel do Comando Geral da PM no bairro Maruípe, em VitóriaImagem: Gilson Borba/UOL

Maldito povinho que aproveita da greve da PM para saquear , roubar e matar…O Brasil não tem cura: povaréu burro, feio, fedorento e desonesto 42

Flagra

Ex-candidata a vereadora do PSDB é flagrada saqueando loja no ES

Publicado em 08/02/2017 , às 07 h55

Marcela Ranocchia foi candidata a vereadora pelo PSDB em 2016 / Foto: ReproduçãoMarcela Ranocchia foi candidata a vereadora pelo PSDB em 2016Foto: Reprodução

Filiada ao PSDB, a ex-candidata a vereadora Marcela Ranocchia foi flagrada, nesta semana, saqueando produtos em uma loja em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. As informações são do jornal Folha do ES.

Nas imagens, Ranocchia está segurando várias sacolas de lojas invadidas por bandidos, na segunda-feira (6), durante o caos que se instalou na cidade.

Por meio de nota, o presidente do PSDB Cachoeiro, Cícero Moura, lamentou o ocorrido e anunciou que irá instaurar processo disciplinar no Conselho de Ética e Disciplina.

Veja a nota do PSDB Cachoeiro:

“O PSDB Cachoeiro vem a público dizer que tomou conhecimento, através das redes sociais, de que uma candidata ao pleito de vereadora no ano de 2016 pelo partido participou dos saques ocorridos em Cachoeiro de Itapemirim, no dia 06/02/17. As medidas cabíveis para a verificação e punição pelo partido já estão sendo adotadas, inclusive com a instauração de processo disciplinar no Conselho de Ética e Disciplina. Confirmado o fato, após a garantia da ampla defesa e do contraditório, será expulsa. O PSDB Cachoeiro repudia veementemente qualquer ato de vandalismo ou de ação criminosa perpetrado por qualquer pessoa, ao mesmo tempo em que afirma que a conduta de um de seus membros não se assemelha aos dos demais participantes da sigla.”

Cícero Moura, Presidente do PSDB Cachoeiro de Itapemirim.

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O caos está instalado no Espírito Santo

Só na última segunda, cerca de 200 veículos foram roubados no Espírito Santo

Só na última segunda, cerca de 200 veículos foram roubados no Espírito SantoFoto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Polícia Civil perde 381 agentes aposentados em 2017 e atua sem 1/4 da equipe…Ou: como matar lentamente um órgão público 99

Polícia Civil perde 381 agentes aposentados em 2017 e atua sem 1/4 da equipe

Instituição paulista sofre com o déficit de policiais. Desfalque de investigadores e escrivães supera 5,2 mil profissionais.


A Polícia Civil de São Paulo já perdeu quase 400 policiais aposentados só neste começo de 2017. A debandada escancara ainda mais a defasagem de funcionários na instituição que, segundo a última atualização do Portal da Transparência, já atinge 25%. Ou seja, um quarto dos cargos estão vagos.

Conforme levantamento realizado pelo G1, em janeiro, foram 332 aposentadorias publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) e, só na primeira semana de fevereiro, outras 49, totalizando 381 policiais a menos na instituição em pouco mais de um mês.

As carreiras mais afetadas pelas aposentadorias foram as de escrivão e investigador, que perderam 125 e 108 policiais, respectivamente, no período. Os cargos já contavam, juntos, com um déficit de mais de 5,2 mil profissionais.

13 delegados, 22 agentes policiais, 26 agentes de telecomunicações, 5 papiloscopistas e 11 auxiliares de papiloscopistas também abandonaram o barco e engrossam a crise na Polícia Civil.

Para o especialista em segurança pública Rafael Alcadipani, as aposentadorias em massa são frutos da falta de investimento e planejamento do governo, já que é sabido que muitos policias estavam e estão próximo da idade de aposentadoria. “Mas não realizam os concursos na quantidade que deveriam ser realizados. Historicamente, não têm realizado a reposição necessária”, ressalta.

Dados obtidos pelo G1 e referentes ao segundo semestre de 2016 mostram que a instituição está com profissionais com idade avançada. Apenas 3% dos policiais civis de São Paulo têm menos de 30 anos e 44% dos delegados serão idosos nos próximos anos. 75% dos escrivães têm 40 anos ou mais e a idade média do investigador paulista é de 47 anos.

De acordo com Alcadipani, esse envelhecimento dos policiais tende a provocar “um colapso” na instituição em breve. Se por um lado os agentes têm experiência, por outro já não têm o vigor físico que a profissão exige. “Quanto mais velho você fica, mais sem paciência com as coisas costuma ficar. Você perde a energia de querer fazer diferente”, acrescentou.

Policiais e aprovados em concurso de 2013 protestaram por novas contratações na Alesp no ano passado (Foto: Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Polícia Científica

Nas carreiras ligadas à Polícia Técnico-Científica (PTC), responsável pelos trabalhos de perícia nos crimes ocorridos no estado, a situação não é diferente. A corporação é um braço da Polícia Civil e conta com seis carreiras: auxiliar de necropsia, atendente de necrotério, desenhista, fotógrafo, médico-legista e perito, que perderam, juntas, outros 30 policiais aposentados só no começo deste ano.

Na PTC, quase 40% das vagas estavam desocupadas em dezembro. Não à toa, a instituição ainda emitia, no último trimestre de 2016, 11,5 mil laudos de exames necroscópicos, criminalísticos, clínicos e laboratoriais realizados em 2015.

O atraso compromete a elucidação dos crimes e, segundo Alcadipani, aumenta a sensação de impunidade: “Não se consegue ter a prova técnica dos crimes. Com a ausência dessas provas, é mais difícil condenar os criminosos”.

Ainda na opinião do especialista, o sucateamento da polícia judiciária é proposital. “É interessante para o governo. A [operação] Lava Jato mostra o que acontece quando se tem uma polícia investigativa funcionado bem. Uma polícia de investigação autônoma incomoda muito, principalmente os poderosos. Por isso o movimento no Brasil inteiro é favorecer a PM e um policiamento de confronto”, explica.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que “investe na contratação para a ampliação de efetivo das policias, tanto que, apenas para a Polícia Civil, foram contratados 3.338 agentes desde 2011”.

A pasta ressalta também que nomeou, em novembro, 78 delegados, 106 investigadores e 292 escrivães para minimizar o problema do déficit de funcionários na instituição. Eles, no entanto, ainda estão no curso de formação da Academia de Polícia (Acadepol) e, por isso, fora da ativa.

Ministro Luis Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal defende a descriminalização e legalização das drogas 30

DEFENSOR DA LEGALIZAÇÃO

Para Barroso, enfraquecer tráfico é prioridade sobre uso pessoal de drogas

CONJUR

A descriminalização e eventual legalização da maconha e da cocaína parecem ter entrado de vez na pauta do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Em uma entrevista ao jornal O Globo na qual falou apenas sobre o tema, o julgador resumiu sua tese em uma frase: “Entre impedir o poder do tráfico ou interferir na decisão das pessoas de se intoxicarem, eu tenderia a fazer a opção por impedir a opressão dos inocentes”.

Barroso defende STF da acusação de que a corte legisla e diz que ministros estão apenas interpretando um mandamento constitucional da liberdade individual.Carlos Humberto/STF

Em um processo no qual o STF começou a analisar o porte de maconha para uso pessoal, Barroso foi um dos que votaram pela descriminalização — junto com os ministros Gilmar Mendes e Edson Fachin. Seu voto progressista repercutiu com força, com trechos ocupando as redes sociais.

Em julho de 2015, à ConJur Barroso disse: “O maior problema aqui é o poder que o tráfico tem sobre as comunidades pobres. O segundo é o efeito deletério que a criminalização da maconha produz sobre esses jovens que são presos e mandados para o sistema penitenciário. Em terceiro lugar vem o usuário. Portanto, nós temos que pensar em como neutralizar o poder do traficante, que  é a maior violação difusa dos direitos humanos no país”. Ele também falou sobre o tema em palestra nos Estados Unidos.

Sua tese não mudou e está mais elaborada. Para ele, é necessário se estabelecer uma quantidade que defina o que é tráfico de drogas, e o que impede isso é o preconceito: “Quem faz essa capitulação entre consumo e tráfico é o policial quando prende. Como a ideologia da sociedade trata diferentemente o jovem da zona sul e o jovem da periferia, a polícia acaba materializando essa divisão ideológica e libera o da zona sul e prende o da periferia”, disse a O Globo.

Aos que acusam o Supremo de ser um legislador anômalo, contra-argumenta afirmando que a corte está apenas interpretando um mandamento constitucional da liberdade individual e da privacidade. “Agora, estabelecer uma política pública de drogas não decorre diretamente da Constituição. Portanto, a política pública mais ampla só pode decorrer do Congresso, mediante debate público com a sociedade.”

Com a explosão da crise carcerária, Barroso ressalta que a questão das drogas é diretamente conectada ao problema. “Porque, se 30% da população carcerária está lá por delitos associados às drogas, nós estamos falando de quase 200 mil pessoas. Neste momento, não estou falando como um juiz, porque não estou julgando nada. Eu estou falando como alguém que observa a vida brasileira, detecta um problema grave e o traz à luz do dia para debater com a sociedade.”

Professor da USP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Alexandre de Moraes será nomeado Ministro do STF 60

alexandredemoraesIndicado pelo presidente Michel Temer para ocupar a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) que foi do ministro Teori Zavascki, o ministro Alexandre de Moraes publicou diversos livros sobre Direito Constitucional e fez carreira como advogado e promotor de Justiça. Ele possui doutorado em Direito do Estado e título de livre-docência em Direito Constitucional pela USP (Universidade de São Paulo). Filiado ao PSDB, ele também ocupou cargos públicos no governo e da Prefeitura de São Paulo.

Antes de ser nomeado para o Ministério da Justiça, ele foi Secretário de Segurança Pública do governo de Geraldo Alckmin, em São Paulo. Na prefeitura paulistana, na gestão Gilberto Kassab, Moraes acumulou os cargos de secretário municipal dos Transportes e de Serviços.

O ministro também foi conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), de 2005 a 2007, e secretário de Justiça de São Paulo, de 2002 a 2005, quando chegou a acumular a presidência da antiga Febem (Fundação do Bem-Estar do Menor) de São Paulo.

Moraes também atuou como promotor de Justiça no Ministério Público de São Paulo de 1991 a 2002.

Deputado pede apoio para manter aposentadoria especial da Polícia Civil 63

PEC 287 extingue benefício a servidores sujeitos à atividade de risco

O deputado Wancley Carvalho, que quer manutenção de aposentadoria especial a Polícia Civil

DA REDAÇÃO

“A Proposta de Emenda Constitucional 287, que prevê a reforma da Previdência Social, traz efeitos devastadores aos policiais civis de Mato Grosso”. A afirmação é do deputado estadual Wancley Carvalho (PV), que tem se articulado junto a bancada federal para garantir o direito especial aos policiais civis do Estado.

A PEC está em tramitação na Câmara dos Deputados, e aguarda criação de Comissão Temporária para ser votada em plenário.

O texto da reforma apresentado pelo presidente Michel Temer (PMDB), retira o artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública, nos critérios de concessão da aposentadoria de profissionais da segurança pública.

De acordo com o deputado Wancley, o serviço policial tem suas peculiaridades e regime de trabalho diferenciado.

“Da forma que é proposta, a reforma vai criar uma polícia envelhecida, já que o novo texto determina que os policiais civis e federais serão submetidos à regra de idade mínima de 65 anos e de, pelo menos, 49 anos de contribuição. Uma polícia envelhecida não traz segurança para a população”, disse.

Em conversa com o senador José Medeiros (PSD), o deputado solicitou ajuda na defesa da pauta.

“Sou favorável a aposentadoria especial de todos os policiais, na integralidade, pois sei da atividade de risco que desempenham. Já me reuni com o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, para tratar do assunto, que atualmente é debatido na Câmara”, afirmou o senador, que é policial rodoviário federal.

Ainda segundo Wancley, a defesa do assunto não privilegia a categoria, em detrimento de outras.

“Pela atividade de risco que o policial pratica diariamente, a sua expectativa de vida, segundo pesquisas, é inferior. Essa reforma precisa ser pautada por aspectos técnicos”, finalizou o deputado.

Manifestação

 

No início do mês de dezembro,investigadores, escrivães e delegados da Polícia Civil participaram de um ato em frente à sede da diretoria da Polícia Civil, em Cuiabá.

 

Os manifestantes protestaram contra a reforma previdenciária.

Juízes e desembargadores do Rio de Janeiro roubam mais do que o Cabral; só falta o auxílio brizola para o carnaval! 38

TJ libera ajuda de custo para juízes e desembargadores

Repasses serão para cobrir gastos com auxílio-educação e auxílio-locomoção

POR GUILHERME RAMALHO E VERA ARAÚJO


O prédio do Tribunal de Justiça do Rio – Márcio Alves / Agência O Globo

RIO — Alheio às negociações do programa de recuperação fiscal para os estados, no qual o Rio de Janeiro terá que apresentar contrapartidas para reduzir seus gastos, o Tribunal de Justiça (TJ) fluminense decidiu autorizar pagamentos que beneficiam diretamente juízes, desembargadores e seus demais servidores. Em um despacho publicado na terça-feira no Diário Oficial do TJ, o desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho determinou repasses neste semestre de R$ 33 milhões para cobrir gastos referentes ao auxílio-educação e de R$ 26,5 milhões para o auxílio-locomoção. Os valores não serão incorporados aos salários — limitados a um teto de R$ 33.763, definido constitucionalmente com base nos ganhos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) —, mas recebem a classificação de “indenizações”.

Com base na folha de janeiro de 2017, o auxílio-educação — concedido a quem tem até três filhos com idade entre 8 e 24 anos — será pago a 225 magistrados e 3.172 servidores. No fim do ano, todos terão que comprovar as despesas. A assessoria de imprensa do tribunal informou que as indenizações são previstas em lei e custeadas pelo Fundo Especial do TJ, cujo dinheiro é proveniente de taxas judiciárias. O órgão ressaltou que se trata de uma verba própria do Judiciário. Ainda segundo o TJ, o auxílio-locomoção equivale ao vale-transporte da iniciativa privada.

Em junho de 2015, um grupo de magistrados chegou a se posicionar contra o auxílio-educação, alegando que o quarto parágrafo do Artigo 39 da Constituição Federal prevê que “membros do poder serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única”, ficando proibido, desta forma, o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie de remuneração. No entanto, a Lei estadual 5.535/2009, conhecida como Lei dos Fatos Funcionais, permitiu que vários benefícios fossem concedidos aos magistrados do Rio. A Procuradoria-Geral da República arguiu a inconstitucionalidade da lei no STF. Desde 2012, a ação está sob análise do ministro Luiz Fux, que pediu vistas do processo.

Um levantamento feito pelo GLOBO em cima de dados do site do TJ mostra que, de janeiro a agosto do ano passado — o tribunal ainda não disponibilizou informações sobre os demais meses de 2016 —, foram pagos R$ 55.266.627,62 em indenizações para juízes e desembargadores. Este valor seria suficiente para quitar as folhas dos servidores das secretarias estaduais de Saúde (R$ 37.860.227,05) e Segurança (R$ 2.379.694,86), tomando por base os salários do mês de novembro. Além dos auxílios para educação e locomoção, o TJ oferece aos seus 848 magistrados ajuda para gastos com moradia, alimentação e creches.

As bondades são estendidas também aos integrantes do Ministério Público estadual. De janeiro a novembro do ano passado, o órgão gastou R$ 154.454.803,65 em indenizações para servidores ativos e inativos. Há casos que saltam aos olhos: alguns servidores chegam a ganhar mais com os benefícios do que com os próprios vencimentos. Em maio do ano passado, um procurador da Justiça, com salário de R$ 30.471,10, chegou a receber R$ 83.820,43 de indenizações de uma só vez.

Em alguns meses, o novo procurador-geral da Justiça, José Eduardo Gussem, que assumiu o cargo no último dia 16, também ganhou mais com indenizações do que com salários. Isso aconteceu em maio (R$ 49.919,65) e julho (R$ 48.994,18) do ano passado. Ele alegou que os valores mais elevados se devem ao fato de ter vendido férias. Gussem explicou que, em diversos casos do Ministério Público, há acúmulo de funções, e citou como exemplos promotores e procuradores que assumem o trabalho de colegas em algumas comarcas do estado.

— Cada caso é um caso. Há procuradores e promotores que recebem por licença especial, outros acumulam o trabalho de colegas, seja por motivo de férias ou mesmo porque a função está vaga na mesma comarca. As indenizações não fazem parte do salário — afirmou o procurador-geral, que prometeu adotar medidas de austeridade para reduzir custos no Ministério Público.

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quadrilha

Legalize Já – A criminalização das drogas só fortalece o crime organizado e a corrupção estatal 24

Juíza manda soltar casal detido por tráfico e determina medidas cautelares

Decisão está no fato deles não serem considerados criminosos habituais e não oferecerem risco à ordem pública

EDUARDO VELOZO FUCCIA
28/01/2017 – 21:01 – Atualizado em 28/01/2017 – 21:01

A primariedade de um homem e uma mulher presos em flagrante sob a acusação de tráfico de drogas demonstra que eles não são criminosos habituais e afasta, até prova em contrário, risco à ordem pública. Com base nesse entendimento, levando ainda em conta a ausência de indícios de que o casal poderia prejudicar o andamento do processo, a juíza Fernanda Menna Pinto Peres, da 3ª Vara Criminal de São Vicente, decidiu soltá-lo.

Beneficiados com a decisão, o mototaxista Victor Santos Canuto, de 28 anos, e Vanessa Alves Domingos, de 28, tiveram revogadas as suas preventivas. Sob pena de serem novamente presos, eles deverão cumprir duas medidas cautelares. Uma consiste no comparecimento trimestral em juízo para informar e justificar as suas atividades. A outra os proíbe de se ausentar da cidade, sem prévia ciência e autorização judicial.

Como forma de fundamentar ainda mais a sua decisão, a magistrada também destacou a possibilidade, em uma eventual condenação, de se substituir a pena privativa de liberdade por alguma restritiva de direito, como prestação de serviços à comunidade, por exemplo. Tal substituição, em tese, seria possível porque os réus fariam jus à redução de pena de um sexto a dois terços, prevista na hipótese do chamado “tráfico privilegiado”.

Segundo a Lei de Drogas, se o réu for primário, possuir bons antecedentes e não integrar organização criminosa, ele se enquadra na hipótese de tráfico privilegiado, que autoriza a redução da pena. Com a diminuição da sanção privativa de liberdade para um patamar de até quatro anos, já é possível substituí-la por alguma restritiva de direito. Diante desse cenário, a juíza considerou “paradoxal” a manutenção da preventiva do casal.

Victor e Vanessa foram presos por policiais militares na madrugada de 10 de janeiro. Ele pilotava uma moto e trazia na garupa a mulher. Os PMs decidiram abordar o casal, porque o veículo trafegava com o farol apagado e passou por um sinal vermelho. A passageira carregava uma mochila e dentro dela havia 1.983 cápsulas de cocaína. Em poder do mototaxista foram apreendidos R$ 832,00.

Defensor de Victor, o advogado João Carlos de Jesus Nogueira sustentou na defesa prévia a inexistência de prova de que a droga fosse do cliente, até porque a passageira teria assumido a sua propriedade. Em relação ao dinheiro apreendido com o mototaxista, alegou que ele era fruto do seu trabalho e frisou não ter ocorrido investigação posterior à prisão para comprovar algum ato relacionado ao eventual comércio do entorpecente.

O exercício de atividade lícita por parte de Victor e o fato de ele não possuir qualquer implicação criminal também foram citados por Nogueira para justificar a revogação de sua preventiva. Os argumentos da defesa foram rebatidos pelo Ministério Público, que se manifestou pela manutenção da prisão. Porém, ao analisar o caso, a juíza considerou mais adequada as medidas cautelares, tanto para Victor quanto para Vanessa.

Presidente da Fenapef chamado de “preguiçoso, que quer vida fácil e deveria estudar para ser delegado federal” perde ação de indenização por dano moral 119

EXPOSIÇÃO PÚBLICA

Ocupante de cargo político não deve entender crítica como ofensa pessoal

CONJUR – 28 de janeiro de 2017, 7h37

Quem ocupa cargos políticos está mais sujeito a críticas e exposto à mídia, inclusive a redes sociais. Por isso, o 5º Juizado Especial Cível de Brasília extinguiu uma ação por danos morais ajuizada pelo presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens, contra a ativista Carla Zambelli. A decisão é da última quarta-feira (25/1).

Boudens havia pedido indenização de R$ 30 mil a Zambelli por causa de um vídeo gravado por ela com críticas a posicionamentos dele e da Fenapef. No vídeo, ela critica a Proposta de Emenda à Constituição 361, que, entre outras medidas, transforma o cargo de delegado de polícia numa progressão da carreira. Hoje, os delegados são escolhidos por meio de concursos públicos exclusivos para bacharéis em Direito.

No vídeo, publicado no Facebook, Zambelli afirma que Boudens é “preguiçoso, que quer vida fácil e deveria estudar para ser delegado federal”. Ela também diz que ele “usa de seu cargo para fazer política”. Para Boudens, “o tom utilizado é carregado de chacota e desprezo e traz, de um projeto legislativo e da opinião explicitada a respeito do ministro da Justiça, conclusão desconexa e afrontosa a sua honra”.

Em sua defesa, feita pelo advogado Geraldo Luiz dos Santos Lima Filho, a ativista disse que não mencionou o nome de Boudens no vídeo, apenas fez referência a ele, e por isso não causou qualquer dano ao policial. Segundo ela, Boudens “vestiu a carapuça”.

Carla Zambelli é conhecida nas redes sociais por sua militância antipetista e de ataque a quadros do partido. É criadora do movimento “Brasil Nas Ruas”, que advoga ideias como “despetizar nossas escolas”, “fim do Foro de SP” e “liberação do porte de armas”. Em janeiro, publicou no Facebook que “não dá para continuar perdendo nossos policiais e os direitos humanos chorando os arranhões dos bandidos”. Depois das chacinas em presídios, disse que “o povo brasileiro está se lichando para a morte de traficantes e estupradores”.

Mais recentemente, compartilhou um vídeo que conclamava a transferência de Marisa Letícia Lula da Silva a um hospital cadastrado na rede do SUS e comentou “é bem isso aí!”. Dona Marisa está internada no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em coma, por causa de um acidente vascular cerebral (AVC).

Em julho de 2016, Carla Zambelli foi identificada como responsável por um protesto em que chamava o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, de “petralha”. Antes disso, havia se amarrado a um poste em frente à Câmara dos Deputados para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Boudens é presidente da Fenapef, uma associação sindical que reúne membros de todas as carreiras da Polícia Federal, mas especialmente agentes e escrivães. A crítica dele ao concurso para delegados é conhecida e tem apoio de colegas e de membros do Ministério Público Federal.

Para ele, a regra criou uma “bacharelização do cargo de delegado”, que deveria ser ocupado por agentes promovidos, numa forma de valorizar a experiência “de rua” e de investigação. Boudens diz que as faculdades de Direito não preparam investigadores nem coordenadores de inquéritos, e por isso o formato da carreira acaba sendo um dos vários gargalos para as investigações policiais.

Na sentença, a juíza Rita de Cássia de Cerqueira Lima Rocha escreveu que Boudens “não se mostrou acessível a críticas contra seu ponto de vista a respeito de questões de interesse dos policiais federais”. “Era de se esperar que o presidente da Fenapef não levasse a questão para o lado pessoal, mas que tivesse o bom senso de valer-se da situação e defender seu ponto de vista no ambiente democrático das redes sociais.”

Processo  0712480-90.2016.8.07.0016
Clique aqui para ler a sentença

Criatura versus criador – Associação de servidores vai ao STF contra a rapinagem cometida por 80% dos membros do Ministério Público 27

FALTA DE CRITÉRIOS

Associação vai ao STF contra auxílio-moradia para 80% dos membros do MP

CONJUR – 28 de janeiro de 2017, 13h10

A falta de exigências na concessão do auxílio-moradia permite que mais de 80% dos membros de cada unidade do Ministério Público recebam o benefício mensalmente, quase todos o teto de R$ 4,3 mil. Os dados são da Associação Nacional dos Servidores do Ministério Público (Ansemp) que questiona no Supremo Tribunal Federal uma norma do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que disciplinou o benefício.

De acordo com a Resolução 117/2014, “os membros do Ministério Público em atividade fazem jus à percepção de ajuda de custo para moradia, […] desde que não disponibilizado imóvel funcional condigno, na localidade de lotação ou de sua efetiva residência”. A exceção é para quem está aposentado, afastado ou é casado com outro membro do MP que já recebe o benefício.

Para a Ansemp, o texto é tão abrangente que retirou do benefício “seu caráter indenizatório, transformando-o em nítido complemento salarial”. A entidade aponta que a resolução do CNMP fez crescer, consideravelmente, os gastos com auxílio-moradia, inclusive nos casos em que os órgãos estaduais já tinha norma a respeito.

Como exemplo, a associação mostra os gastos do MP do Ceará que, antes da resolução do CNMP, exigia a comprovação de efetivo gasto com moradia. Em 2013, o auxílio-moradia no estado gerou despesa de R$ 2 milhões. Depois que entrou em vigor a regra nacional, o valor multiplicou-se, chegando a R$ 23 milhões em 2016.

O levantamento da entidade constata ainda que, em Santa Catarina, o 99,5% dos promotores e procuradores de Justiça recebem o benefício (leia outros exemplos na tabela abaixo).

“Ao permitir que seja concedido auxílio-moradia a todos indistintamente pelo simples fato de ser membro do MP e sem qualquer exigência quanto ao efetivo e necessário dispêndio com moradia, a Resolução 117 conferiu ao instituto um nítido caráter remuneratório, o que não é permitido no regime de subsídio”, alega a entidade, apontando violação ao artigo 39, parágrafo 4º, da Constituição Federal.

Ainda segundo a associação, o tema só poderia ter sido regulamentado por lei, e não por norma do CNMP, que é órgão de natureza administrativa. Outro problema seria a violação ao princípio da moralidade.

“Não é justo que a grande maioria dos brasileiros trabalhadores, que também precisam morar dignamente, não recebam qualquer tipo de auxílio-moradia, enquanto que os membros do Ministério Público, cuja remuneração é considerada uma das maiores do país, precisa de um auxílio-moradia quase cinco vezes maior que o salário mínimo.”

Em caráter liminar, a Ansemp pede que o STF suspenda os efeitos da Resolução 117/2014 do CNMP ou dê interpretação conforme a Constituição Federal, estabelecendo que o auxílio-moradia só poderá ser pago nas hipóteses de desempenho de atividades funcionais fora do domicílio habitual ou quando houver comprovação de despesas com aluguel ou hospedagem em hotéis fora do domicílio.

Requer, também, que o pagamento se limite às despesas comprovadas, mantendo como teto o valor fixado para ministros do STF. No mérito, pede a declaração de inconstitucionalidade da norma. O relator é o ministro Luiz Fux. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Clique aqui para ler a petição inicial.
ADI 5.645

Dez motivos que deveriam levar policiais civis à greve…( Mas a covardia não deixa! ) 462

Uma vez que a cúpula da Polícia Civil e o governo estadual nada fazem de concreto para valorização dos policiais civis , para o prenchiumentos dos cargos vagos , melhores condições funcionais e materias;  reforma  nas instalações, inclusive, os policiais operacionais deveriam cruzar os braços. Motivos não faltam, falta coragem e vergonha na cara. Escolha o seu ( motivo ) e pare!

1 – Sucateamento da Polícia Civil: nos últimos anos a Polícia Civil perdeu mais de 10 mil policiais e o governo estadual  se recusa a preencher os cargos vagos. Na prática condenando o órgão a extinção.

2 – Perdas salariais: o governo estadual nunca propôs reajustes que recompusessem a inflação ocorrida desde a posse do governador Mario Covas em 1995.

3 – Adicionais não é remuneração: os adicionais criados pelo governo não incide nas férias, 13º salário, licenças ,  previdência, muito menos beneficiam  aposentados.

4 – O setor mais importante do governo: sem segurança pública nada se produz. Não há saúde, educação ,  justiça, comercio, agricultura e industria.

5. Descaso governamental: o governo inventa grupos de estudos que nada elaboram de concreto; quando chegam a bom termo suas propostas são totalmente ignoradas.

6. Adicional por acúmulo de funções: todo policial exercendo atribuições de outros cargos ou em circunscrições diversas deveria , tal como os delegados , receber um adicional compatível.

7. Diárias durante escalas de sobreaviso: policial fica à merce da Administração que pode requisitá-lo a qualquer hora do dia ou da noite, folgas, feriados e fins de semana, sem contrapartida.

 8 – Desigualdade entre carreiras : policial civil nem sequer recebe a metade do que o estado paga para carreiras de outros órgãos e poderes , muitas com  menos requisitos para ingresso , formação  e atribuições menos complexas.

9 – Vida de policial não é moleza: baixos salários , jornadas escravasassédio moral, cobrança por produção, adoecimento, sobrecarga de trabalho, terceirização ( gansos e funcionários municipais ) . O governo não faz nada para melhorar as condições de trabalho.

10 – Conselho da Polícia Civil inerte: o Delegado Geral  e seus Diretores de confiança nada fazem para melhorar as condições financeiras e funcionais dos policiais civis, resultando um órgão composto por funcionários descontentes que odeiam e boicotam seus superiores.  

Estes são apenas dez singelos motivos entre centenas, mas a covardia tomou conta do órgão desde que a Polícia Civil “apanhou” da Polícia Militar em 2008. Perderam o brio e a vergonha.

confronto-entre-pm-e-pc 

Charlatanismo sindical – Ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual para contratação de policiais civis…Ainda tem otário acreditando que o MP e o Poder Judiciário poderão obrigar o estado a contratar policiais civis 55

25/01/2017 16h44 – Atualizado em 25/01/2017 16h44

‘Não temos material humano’, afirma presidente do Sindicato dos Policiais

Representante da categoria diz que falta de servidores é ‘ponto chave’.
Sindicalista comenta ao G1 o caso do agente Daniel Hubscher Ávilla.

Do G1 Presidente Prudente

Fábio Morrone, SIPOL (Foto: Arquivo/G1)O presidente do Sipol, Fábio Morrone, afirmou que a falta de servidores é o ‘ponto chave’ da questão (Foto: Arquivo/G1)

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Presidente Prudente (Sipol), Fábio Morrone, afirmou ao G1 que a entidade “apoia incondicionalmente todos os policiais civis que estejam encontrando dificuldade para o exercício de seus trabalhos”, ao comentar o caso do agente Daniel Hubscher Ávilla, de 29 anos, que registrou um Boletim de Ocorrência contra o Estado de São Paulo por “redução a condição análoga à de escravo”.

Segundo o sindicalista, nas cidades pequenas, os policiais civis estão de plantão 24 horas por dia e não podem “tomar uma cerveja com os amigos”, devido à possibilidade de ser chamados “a qualquer momento”. “Onde fica o momento do descanso psicológico, do lazer, da família?”, questionou Morrone.

No caso em questão, segundo o sindicalista, o policial tinha de sair do distrito de Porto Primavera, em Rosana, sozinho na viatura, ir para Euclides da Cunha Paulista, pegar o preso e levá-lo até Presidente Venceslau. Na última parte do trajeto, acompanhado do investigador de Euclides da Cunha Paulista. “Se fosse um adolescente, teria de levá-lo até Adamantina. E no dia seguinte: expediente normal”, ponderou.

A distância entre Primavera e Euclides da Cunha Paulista é de 60 km. Já entre Primavera e Presidente Venceslau o percurso é de 180 km. De Primavera a Adamantina são 300 km de trajeto.

“Porque o policial perderia tempo em Euclides para a papelada e para revistar e embarcar o preso. Depois os procedimentos em Venceslau. Depois voltar para Euclides e deixar o investigador, e retornar a Primavera. Guardar a viatura, a papelada, etc. Ir para casa e, no dia seguinte: expediente normal se for dia de semana. E durante toda essa viagem a delegacia fica com uma viatura a menos, com um policial a menos”, salientou ao G1.

De acordo com Morrone, “não só o sindicato, mas toda a comunidade policial civil e os amigos vêm o desespero do profissional em desabafar na ocorrência”.

Policial afirmou no Boletim de Ocorrência que tem escalas exaustivas (Foto: Daniel Hubscher Ávilla/Cedida)Policial afirmou no Boletim de Ocorrência que tem
escalas exaustivas
(Foto: Daniel Hubscher Ávilla/Cedida)

“Ele mostrou ali como se sente. Uma pessoa que não estivesse desesperada não se exporia tanto. O caso ganhou repercussão estadual e até em alguns outros estados no meio policial. O Estado é forte, grande, poderoso. O policial é um ser humano. Numa situação dessas, o policial terá todo nosso apoio”, enfatizou o sindicalista.

Conforme o presidente do Sipol, existe uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), em Presidente Prudente, para que a Justiça determine o envio de dezenas de policiais para a área do Departamento de Polícia Judiciária do Interior da 8ª Região (Deinter-8), área que abarca Primavera. Este processo corre em segredo de Justiça.

“A falta de servidores é o ponto chave dessa questão. E o governo não quer ver. A SSP [Secretaria da Segurança Pública] solta notas dizendo que centenas de policiais vieram para nossa região. Mas isso em cinco anos. E ocorre que muito mais servidores se demitiram e aposentaram do que foram repostos. O número de presídios aumentou e o Estado estuda ainda colocar mais na região. Não podemos deixar que Presidente Prudente viva os problemas dos grandes centros. Não temos material humano para isso”, argumentou Morrone ao G1.

O sindicato reivindica a contratação e o envio para o Deinter-8, que atua em 54 municípios da região de Presidente Prudente, de 100 investigadores, 100 escrivães, 20 agentes de telecomunicação, 50 agentes policiais, 30 carcereiros, papiloscopistas e auxiliares.

Outro pedido, segundo Morrone, é para que as escalas respeitem as 40 horas semanais e, nos casos excepcionais, que seja criado um banco de horas que deve ser compensado até o mês subsequente.

“Pois o policial recebe o RETP [Regime Especial de Trabalho Policial] para trabalhar em horários descontinuados, a qualquer momento. Mas não o tempo todo. E a lei não diz que as horas trabalhadas a mais não devem ser repostas. Ou seja, o RETP é utilizado para escalas de sobreaviso de 24 horas por meses a fio. Isso não pode acontecer. É um abuso do Estado. Põe em risco a saúde do policial já tão fragilizada pela própria natureza da profissão”, concluiu Morrone ao G1.

Secretaria da Segurança Pública
Em nota ao G1, a Polícia Civil informou, através da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), que o caso do agente Daniel Hubscher Ávilla foi encaminhado à Corregedoria, que irá apurar todos os fatos. Ainda conforme o posicionamento oficial, a Delegacia Seccional de Presidente Venceslau avalia possível encaminhamento do agente a tratamento psicológico.

“Desde 2011, a região recebeu 156 novos policiais civis. Além disso, estão em formação na academia 476 policiais civis, que serão distribuídos após a formatura, de acordo com análise estratégica da Delegacia Geral de Polícia”, concluiu a nota encaminhada ao G1.

Policial civil registrou Boletim de Ocorrência contra o Estado por redução a condição análoga à de escravo (Foto: Reprodução)Policial civil registrou Boletim de Ocorrência contra o Estado por redução a condição análoga à de escravo (Foto: Reprodução)