Folha de São Paulo revela que o cabo da Rota executado em Santos excursionaria com a família pela Europa; sonhando em mudar para Portugal quando da aposentadoria…Com essa crise? 64

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PM da Rota morto em Santos instruiu filha a cuidar da mãe

Cabo Daniel Gonçalves Correa, assassinado aos 43, queria ser sargento e sonhava viver em Portugal quando se aposentasse

Rogério Pagnan
Folha de São Paulo

Numa tarde de abril, o cabo da PM Daniel Gonçalves Correa quebrou uma regra imposta por ele mesmo: não falar com a família sobre o trabalho.

À filha de 12 anos, Beatriz, o policial militar comentou o alto risco da profissão e a possibilidade de um dia sair para trabalhar e não mais voltar.

“Se me acontecer alguma coisa, filha, você cuida da mãe, do seu irmão. Não chore muito, nem deixe sua mãe ficar muito triste”, pediu ele.

Era a primeira vez que a menina ouvia o pai falar da própria morte, para ela ou para outra pessoa daquela casa.

Embora impactante, aquilo parecia algo improvável para um preparado policial da Rota, a tropa de elite da PM paulista, e muito distante para um homem de 43 anos de idade, cuja única preocupação com a saúde eram os quilinhos sobressalentes que tentava perder com uma dieta alimentar.

Foto mostra um policial negro, de boina, apontando uma arma, diante de um carro da Rota; é o cabo Daniel Gonçalves Correa, assassinado em Santos no dia 25 de abril de 2019
O cabo da Rota Daniel Gonçalves Correa, assassinado aos 43 anos em Santos, no dia 25 de abril – Reprodução

Tardou pouco, porém, até as más notícias baterem à porta da família, em São Vicente, no litoral paulista, dando ar premonitório à fala do pai à filha.

“Se estava sendo ameaçado, nós não sabemos, porque ele não falava nada. Talvez não tenha falado para não nos deixar com medo, mas o fato é que nunca nos contou”, disse a viúva, Elaine, 39, que completaria 20 anos de casada no próximo dia 12 de junho.

“Eu não queria acreditar, mas, quando a médica começou a explicar, caí na realidade”, conta ela, que recebeu a notícia da morte no hospital.

Elaine, a quem Daniel gostava de chamar de Nani, não quis ouvir detalhes do crime, assim como não quis ver o vídeo do assassinato, ocorrido em uma rua de Santos no dia 25 do mês passado.

As imagens mostram um criminoso correndo sorrateiramente na direção do policial, que estava distraído falando ao telefone na calçada. Sem nada dizer, o homem disparou contra na nuca do PM e, na sequência, efetuou mais dois disparos antes de fugir.

“Não vai trazê-lo de volta [saber da investigação], então, não quero saber. Prefiro ficar na minha”, diz a viúva.

Beatriz cresceu vendo o pai trabalhar na Rota. Ela tinha apenas um ano quando Daniel conseguiu ser admitido para trabalhar naquele batalhão, em fevereiro de 2007, após anos de tentativas.

Nos últimos meses, Beatriz também assistia ao pai —que no total tinha 21 anos de corporação— dedicar-se aos estudos. O policial vinha se preparando para prestar um concurso para sargento e também fazia cursos para aprender a pilotar helicópteros. “Ele queria progredir”, afirma a viúva.

Além da família, outra paixão do policial era o time de futebol do Santos. Ao filho Daniel, de 2 anos, comprou uniforme completo e bandeira; chegou a levá-lo à Vila Belmiro para assistir a uma partida.

Em outubro próximo, os quatro fariam a primeira viagem à Europa. Estava tudo programado para ficarem 16 dias por lá. Além da França,fariam uma espécie de reconhecimento de terreno em Portugal —Daniel e Elaine planejavam mudar-se para lá quando o PM se aposentasse.

Não haverá mais viagem.

“Agora é minha vez de ser forte, para cuidar de todo mundo. Eu preciso cuidar dos que ficaram”, diz ela.

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/05/pm-da-rota-morto-em-santos-instruiu-filha-a-cuidar-da-mae.shtml


Não pretendo prejulgar preconceituosamente , tampouco infamar a memória do falecido…

Mas uma viagem de 16 dias pela Europa , dois adultos e duas crianças, não custa menos do que R$ 30.000,00 ; sem gastar muito . 

É possível financiar a passagem e hospedagem, mas , ainda assim, tal sonho é muito fora do padrão de consumo das Praças da PM . 

Perguntamos, o soldo da Rota é diferenciado…O bico deles é melhor remunerado ?

Oxalá, todos os policiais deste Estado pudessem um dia conhecer a Europa; levando a família. 

Eu  como Delegado,  por 23 anos, ganhando mais do que o dobro,  nem sequer fui a Poços de Caldas. 

Aiás, o dólar hoje foi negociado a R$ 4,70; o euro a R$ 5,50. 

Tribunal de Contas faz fiscalização fraudulenta na Polícia Civil e constata que a maioria dos policiais está motivada e que o atendimento ao público é excelente 34

Boa tarde Dr. Guerra. Nessa semana o TCE-SP fez auditoria em diversas Delegacias do Estado.
Segue relatório consolidado.
O que achei mais engraçado  e curioso, é o índice de policiais altamente motivados.
Quanto ao sentimento de motivação, se sente:

Respostas             Percentual
Altamente motivado 5,18%
Bem motivado 16,89%
Moderadamente motivado 28,77%
Pouco motivado 22,74%

Desmotivado 26,42%

Três PMs foram condenados por envolvimento em jogos de azar no litoral paulista 4

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

01/05/2019

Resumo da notícia

  • Três PMs, sendo dois na ativa e um aposentado, foram condenados por auxiliar na segurança de casas de jogos de azar no litoral paulista
  • Escutas telefônicas e imagens dos militares recebendo propina embasaram acusação do MP, que culminou em condenações de 5 a 8 anos de prisão

A Justiça de São Paulo condenou, neste mês, três policiais militares, sendo dois da ativa e um já aposentado, por envolvimento na chamada “máfia dos caça-níqueis” de Santos, no litoral paulista. Os PMs se valiam de informações privilegiadas da corporação para colaborar com o funcionamento de casas de jogos de azar, proibidas no Brasil. As penas variam entre cinco e oito anos,

O UOL obteve com exclusividade a sentença do juiz Antonio Carlos Martins, da 2ª Vara Criminal de Praia Grande, e a acusação feita em 2014 pelos promotores Rodrigo Fernandez Dacal e Silvio de Cillo Leite Loubeh. Segundo a investigação, participaram do crime os PMs da ativa Fábio Barbosa Gomes e Antônio Roberto de Almeida, além do reformado Paulo César Dalarmelina. Os três negaram, em juízo, as acusações.

Escutas telefônicas realizadas nos telefones dos PMs e imagens feitas por investigadores determinaram a ação dos militares junto a donos de casas de jogos. Todos eles foram condenados a prisão em regime fechado, mas o juiz Martins não determinou a prisão preventiva porque entendeu que não havia “requisitos insertos no Código Penal”. Eles estão condenados, mas em liberdade. No entanto, não podem sair do Brasil.

“Dinheiro. Dinheiro, filha. Dinheiro”

Duas interceptações telefônicas de dezembro 2014 apontam o policial Fábio Gomes cobrando propina para donos de casas de jogos de azar de Santos. Antônio de Almeida e Paulo Dalarmelina participava diretamente do esquema, segundo a investigação.

Às 16h17 de 18 de dezembro de 2014, Fabio ligou para uma dona de uma casa de jogos. A conversa foi a seguinte:

  • Fábio: Alessandra, é o Fabio.
  • Alessandra: Que Fábio?
  • Fábio: PM. Tudo bem?
  • Alessandra: Ah tá, ele deixou [o dinheiro] aqui desde ontem.
  • Fábio: É, ele me avisou mas é que eu estava trabalhando ontem à noite, não deu para eu ir aí pegar.

Às 22h46 de 23 de dezembro de 2014, Fábio conversou com outra mulher, que vivia com um gerente de uma das casas de jogos:

  • Gilda: mas tu quer o que Fábio?
  • Fábio: Dinheiro, dinheiro, dinheiro, filha, dinheiro.
  • Gilda: Dinheiro? Vai dormir, cara, é Natal, esquece isso.
  • Fábio: Por isso mesmo que preciso de dinheiro. Ele [marido de Gilda] está me devendo desde do dia 20
  • Gilda: Eu tô procurando meu telefone para ver se ele mandou mensagem, mas acho que não.
  • Fábio: Vou mandar mensagem pra ele agora, que ele falou que ia ‘avisar a Gilda para te dar’

De acordo com a Promotoria, o que ocorreu foi uma “organização hierarquizada voltada para o lucro econômico, com a participação de diversos membros, com divisão de tarefas entre seus integrantes, atuando de forma estável e permanente há anos, tudo para operacionalizar o esquema voltado para a exploração de máquinas caça-níqueis”.

Reprodução/MP
Casa de jogos de azar, em Santos, onde PMs participavam de esquema de segurança, segundo a Justiça de SP Imagem: Reprodução/MP

Ainda segundo a denúncia feita pelo MP, parte dos valores arrecadados com as práticas ilícitas era entregue aos PMs, que se omitiam na repressão às atividades ilícitas “e interferiam em favor da organização, sempre que necessário, para prevenir eventuais intervenções e ações policiais”.

Paulo César Dalarmelina foi condenado a 8 anos, 4 meses e 12 dias de prisão. Segundo a acusação, ele “se utilizou, indevidamente, de acesso restrito a sistema de informações e banco de dados da Administração Pública”. Dalarmelina trabalhou no Copom (Centro de Operações da PM), mas, na época dos fatos, estava aposentado. Mesmo assim, ele obteve acesso ao sistema que continha as denúncias, através da senha de outro policial. Com isso, alertava a quadrilha.

Fábio Barbosa Gomes foi condenado a 7 anos, 2 meses e 12 dias de prisão. Ele era o responsável por receber, a cada 15 dias, propina e repassar aos demais policiais, segundo a investigação. Fábio também costumava mandar mensagens de celular para alertar a quadrilha sobre as denúncias que chegavam via 190. Após receber uma resposta, ele informava o número de quem tinha feito a denúncia à PM.

E Antônio Roberto de Almeida foi condenado a 5 anos, 4 meses e 24 dias de prisão. Contra ele pesou a denúncia de que ele colaborava com pesquisas no sistema e repasse de informações mediante o recebimento de propina.

Operação Jogo Duro

Além dos três PMs, outras sete pessoas, envolvidas diretamente com a prática de jogos de azar, também foram condenadas pela Justiça paulista. As penas vão de cinco a 15 anos de prisão. O MP recorreu e quer a condenação por crimes que foram afastados na sentença, aumentando, assim, os anos de pena.

As condenações ocorreram após a operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Santos) batizada de Jogo Duro. Na primeira operação, deflagrada em 30 de abril de 2015, foram cumpridos 60 mandados de busca e apreensão e apreendidas cinco armas de fogo, além de 146 máquinas caça-níqueis. Também foram apreendidos R$ 290,5 mil, R$ 64 mil e R$ 5.000

A SPTC e os abusos sofridos pelos policiais civis operacionais 34

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A SPTC é administrada por sem vergonhas, antro de hipocrisia e nepotismo

Em resposta a Atendente de Necrotério Policial

Já passei por isso. Esse período de início na carreira é o pior. O pessoal abusa. Atepol não tem atribuições definidas em lei. Na de 1967 (dos servidores) tem a carreira de atendente, mas é de lanchonete. Kkkk
Por este motivo o auxiliar e o Legista se aproveitam da situação. O auxiliar diz “só corto, colho amostra e costuro” e o legista “faço o laudo”, ou seja, eles querem que o atepol faça TODO o resto! Hahahaha

É muita cara de pau. Te contar algo mais frustrante ainda… O ato da necrópsia é um ATO Médico, ou seja, só o legista deveria colocar a mão no cadáver e o auxiliar apenas auxilia-lo. Só que como tudo no Brasil é das avessas ocorre isso: a interpretação do que é necropsia (é o ato de cortar ou definir a causa mortis?); Certa vez mandamos para a ouvidoria da Polícia duas questões de suma importância para nós. A necrópsia é um ato médico, então pq o auxiliar (que na prática não é auxiliar josta nenhuma e sim TÉCNICO em necrópsia) tem que cortar, colher e fechar e o Legista só olhando? Em outros Países é o Legista quem faz tudo. Adiante a Ouvidoria da Polícia (pq a corregedoria quer q o Sr bem se fod…..) manda para o Conselho Regional de Medicina a clássica pergunta: PQ os senhores não cortam? A reposta foi magnânima… Basicamente isso: olha sabemos que é um ato médico (que só o médico coloca a mão), mas esse serviço em específico não necessita ser o médico já que o médico está “supervisionando” a necrópsia!!! Não querem fazer o pesado, ganham melhor (justo óbvio) e usando de própria interpretação do português não querem nem encostar no cadáver. Isso é um absurdo!!!! Querem fazer isso? Tem que mudar a nomenclatura da carreira e pagar melhor, porém os legistas (assim como muitos e inclusive eu – confesso- porém quem trabalha no sopão e na antropologia têm uma habilidade mais específica e não parecem nem um pouco com açougueiros e sim especialistas mesmos) entendem que o auxiliar é um mero açougueiro. Atepol e auxiliar estão lá apenas para fazer o pesado.
Essa foi a sacanagem com os auxiliares… Agora com os Atendentes….
Aqui em SP os “super legistas” não querem entregar corpos desnudos para a família, pois entendem isso como um desrespeito, porém não levam em conta que o corpo já chega desnudo, não fizemos “moda policial”, não é atribuição da carreira policial e sim do agente funerário CONCURSADO, ainda querem que os Atendentes (pausa para a risada) trabalhem na sala de necrópsia manipulando corpos nas mesas e os guardando na geladeira sendo esse serviço do auxiliar!! Atepol busca e descarrega cadáver, preenche o atestado, libera o corpo para a família, checa o familiar que está liberando o corpo para ver se não está pedido, serviços administrativos que são comuns a todas as carreiras.

Pronto problema para os atepol. Mandaram para a Ouvidoria da Polícia novamente…. Aí a Ouvidoria o que faz? A mesma coisa de antes… Manda para responder justamente com quem vc está medindo força! É como se a raposa estivesse no galinheiro dizendo que está lá de “segurança”. Em suma a briga para não vestir cadáveres (pq isso já deu centenas de problemas, inclusive sendo bico de alguns colegas) era com a diretoria e a Ouvidoria manda quem para responder? A diretoria. Que por sua vez deu a resposta tão ridícula, quanto esse pessoal VAGABUNDO do conselho regional de medicina, olha é desrespeitoso entregar o corpo desnudo para a família (dane-se o atepol ele que se vire com os problemas), mesmo demonstrando no pape e na Lei que quem deve vestir é o agente funerário!!!!!! Aí a Ouvidoria complementa dizendo que é mesmo um desrespeito e que independentemente da função ser do agente funerário que nós deveríamos abraçar esta causa em compreensão a família. Triste. Eu me neguei e falei: olha é um desrespeito com a família, mas não é com nós, então façamos o seguinte, eu irei colocar um papel sobre o corpo e se a família o quiser vestir ou pagar a alguém que fique a vontade. Pronto. Problema resolvido. O corpo não estará desnudo, a diretoria não pode fazer nada a não ser me retirar daquele lixo de necrotério cheio de legistas vagabundos.

Conselhos:
-Sempre há alternâncias na Diretoria (fica mudando de pá toda hora), mas independentemente de eles se odiarem, eles odeiam mais a nós. É o famoso cada um por si ou cada cachorro que lamba a própria caceta.

-Quer algo que não lhe de dor de cabeça de fato fique por aí em alguma maçaneta que tem varias.

Não de moleza para caguetas que têm aí são 99% cagões e invejosos.
Trabalhe desviado como eu. Trabalhe no IC (que é mais sossegado) ou permute para a PC igual eu fiz (melhor coisa da minha vida, trabalho mais, mas não tenho que pagar sapo para Legistas e tratar com Delegados é infinitamente melhor; Além que desviado vc pode falar o mesmo dos desviados que estão na SPTC: isso não é minha atribuição).
Ninguém paga suas contas e todos têm direito a buscar a felicidade. Vc irá encontrar uns otários que não gostarão que vc está desviado, mas esses leões de teclado só aparecem aqui, pois na sua frente são umas “putas”. Eles reclamam pq com desvio o Governo não repõe funcionários, mas principalmente não os valoriza. Uns imbecis mesmo. Governo sabe de tudo isso e não está nem aí para isso. Ele nunca irá valorizar. É mais fácil extinguir a valorizar. A verdade é que os caras estão tão cansados e frustrados que “vêm problema em tudo e querem acreditar que o verdadeiro problema é esse”.

-Não largue a carreira. A promoção é mais rápida e ganha o mesmo das outras carreiras que eram NF.

-Em suma colega a SPTC é administrada por sem vergonhas, antro de hipocrisia e nepotismo, zoião e invejosos, vagabundos que só olham para si, ninguém quer saber de vc, sempre puxam a sardinha para eles, mas apesar de tudo, ainda, trabalha-se menos por aí. Eu preferi trabalhar desviado e que se fod… Não me arrependo (quando vem umas corró às vezes dá uma arrependida sim kkkk).
É raro mulheres te ajudarem no serviço, mas são contratadas aos montes como atepol e depois ficam em salinhas com legistas enquanto os homens ficam com a carroça.
Desvie e saia daí ou arrume uma maçaneta, mas não largue a carreira que irá se arrepender.

Não desanime. Faça a sua e o resto que chore e fique rangendo os dentes.

Autoria: NECROTIRA

Policiais querem “pronta resposta” do Governador – Doria afirma que trocará as armas da PM e da PC, mas por enquanto a TAURUS PT 840 não consegue disparar 50 vezes sem apresentar defeitos e fadiga do material 65

Doria anuncia mais mil veículos blindados e 208 drones para a polícia paulista

Governador confirma troca de armas, mas não fala em falha nos atuais equipamentos

As armas da PM e Polícia Civil serão trocadas por armas melhores, modernas e mais eficientes para o que chamamos de “Pronta Resposta” – afirmou o governador sábado passado.

Mas enquanto isso é aconselhável  usar  o seu bom  e velho  calibre 38. Abaixo se vê as imagens de uma arma praticamente sem uso empregado por um policial civil de São José dos Campos.

A sorte dele é que a falha, travamento,  aconteceu no estande de tiro de um clube , durante um treinamento feito de tempos em tempos.

Ao desmontar verificou-se a  avaria na base de apoio da rampa do cano; possivelmente em razão da baixa qualidade e falta de padrão no acabamento nos produtos Taurus.

O que é pior: já passam de 15 casos assim em pouco mais de uma semana.

Certamente, se todos os policiais se dirigirem ao estande constataram falhas em centenas de pistolas desse fabricante.

Alguém do governo tucano deve ter levado uma propina para aprovar a compra desse armamento!

Só pode, né?

De qualquer forma, enquanto não temos  Pronta Resposta para nada,  o governo segue enganando a população e os funcionários  por meio do seu programa Resposta Pronta!

O PAD bobinho que virou demissão: entenda os riscos de um Processo Administrativo Disciplinar para servidores públicos 7

O PAD bobinho que virou demissão: entenda os riscos de um Processo Administrativo Disciplinar para servidores públicos

Sérgio Merola, Advogado
Publicado por Sérgio Merola
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Aqui no escritório, já defendemos servidores em todo tipo de Processo Administrativo Disciplinar, os chamados PADs.

Desde briguinhas bobas entre colegas, até situações que envolvem ilícitos em face da Administração Pública.

Numa análise fria, é normal imaginarmos que as situações mais graves são as que terminam com a demissão do servidor público.

Ocorre que, na realidade, não é bem assim que acontece.

Neste artigo, vamos entender como um PAD “bobinho” pode se tornar um problema para o servidor e o que fazer, caso isso aconteça.

O que acontece quando o servidor responde a um PAD?

Quando o servidor público comete uma falta mais grave e passa a responder um PAD, ele geralmente já contrata um advogado para defendê-lo desde o início do procedimento disciplinar.

Nesses casos, mesmo diante de uma falta grave, o conhecimento técnico e a atuação estratégica do advogado é capaz de reduzir os riscos de demissão do servidor público.

Uma situação que, num primeiro momento, poderia ensejar na penalidade máxima (demissão), acaba atenuada, terminando em suspensão ou advertência.

A grande questão, e os grandes problemas, acreditem, acontecem em PAD’s e/ou Sindicâncias que, teoricamente, seriam simples, ou com menor potencial ofensivo para os servidores.

E por que isso ocorre?

Se você é servidor público, deve saber que não é obrigatório a defesa por advogado em sede de PAD e/ou sindicância.

Existe a súmula vinculante nº 5, do nosso querido STF (ironia), que determina o seguinte: “falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.”

E isso é a primeira coisa que a comissão processante informa ao servidor quando este passa a responder a um PAD: “Não se preocupe. É coisa simples. Nem precisa de advogado.”

É aí que mora o perigo, meu amigo!

Como a situação realmente foi “bobinha”, o servidor, diante de um Processo Administrativo Disciplinar, ou mesmo uma simples Sindicância, acredita que se trata de uma mera formalidade na qual ele comparecerá nos dias e horários designados para responder as perguntas, e depois o processo termina.

E quando ele acha que acabou o procedimento e que sua vida voltará ao normal, vem a bomba: DEMISSÃO!

Essa situação, que, infelizmente, vem se tornado comum, acontece por conta de dois motivos, basicamente:

  • falta de comissão permanente de processo administrativo
  • falta de defesa técnica

Falta de comissão permanente de processo administrativo

Boa parte dos órgãos públicos não possuem comissão permanente de processo administrativo.

Com isso, são nomeados servidores que não possuem experiência em como conduzir um PAD e/ou Sindicância.

Não existem pessoas com o necessário conhecimento técnico-jurídico para o bom desenvolvimento das apurações no transcorrer dos processos.

Com isso, são ignorados aspectos formais do processo, não é dado espaço para a defesa do servidor e esse acaba sendo demitido indevidamente.

Falta de defesa técnica

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O servidor, sem advogado, também não possui experiência com PAD e não possui conhecimento técnico-jurídico sobre processo administrativo.

Daí, o servidor não consegue avaliar quando a comissão processante está agindo de maneira equivocada ou cometendo erros nos procedimentos.

Ou, o que é ainda pior, quando ele está sendo mera vítima de perseguição, com um PAD arbitrário e descabido.

Além de tudo isso, sozinho, o servidor não tem a menor condição de avaliar qual a melhor estratégia de defesa para não ser demitido ao final do procedimento disciplinar.

Por que, sim, a defesa em um processo é sempre uma estratégia, que pode facilitar (ou dificultar, quando a estratégia é equivocada) a vida do servidor.

As dificuldades de uma ação judicial

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Quando um servidor é demitido por meio de um Processo Administrativo Disciplinar, é possível que ele ingresse na Justiça para tentar reverter a decisão.

Mas temos percebido, na prática, que os tais PADs “bobinhos”, em que não há defesa técnica por parte de um advogado, são as ações mais difíceis.

Os motivos das dificuldades, geralmente são os seguintes:

  • a documentação relativa ao caso não foi trazida para o PAD;
  • depoimentos das testemunhas que poderiam ajudar na defesa do servidor não são devidamente anotados na ata do interrogatório;
  • o servidor não tem experiência em interrogatórios e não sabe fazer as perguntas certas, que vão ajudar na sua causa;
  • o servidor é confundido com perguntas capciosas e suas respostas são anotadas em ata conforme a conveniência dos interrogadores;
  • provas que deveriam ser produzidas no PAD e não foram, não podem mais ser produzidas na ação judicial (uma testemunha que não é encontrada, um documento que some).

Daí, no caso de uma ação judicial, o juiz vai analisar o processo disciplinar.

Ele verifica que o servidor foi intimado de todos os atos, que compareceu em todos os procedimentos, que as provas foram produzidas.

Numa análise inicial, ele não vai identificar nenhuma ilegalidade.

Essa análise inicial é a que o juiz faz para verificar se concede ou não a liminar para o retorno imediato do servidor ao seu cargo.

Uma vez que o juiz não identificou ilegalidades bruscas na análise preliminar, ele não vai determinar o retorno imediato do servidor para o órgão, devendo o processo cumprir todas as formalidades até que, ao final, o juiz anule o Processo Administrativo Disciplinar e determine o retorno do servidor ao seu cargo.

Contudo, um processo judicial pode demorar anos, e durante este tempo, o servidor demitido, fica sem renda.

Perceba o problemão do servidor: por não fazer uma defesa técnica no PAD “bobinho”, acaba sendo demitido, e para reaver seu cargo na Justiça, pode ter que esperar por vários anos.

Como se defender sem riscos num PAD?

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Se você passou a responder a um Processo Administrativo Disciplinar, tem que avaliar com cuidado do que se trata a acusação.

Lembre-se que você deve ser intimado (notificado) de todos os atos do PAD, tem direito a acessar todos os documentos e participar de todos os interrogatórios.

Caso não queira participar diretamente, você pode constituir um procurador para fazer isso no seu lugar.

Agora, para minimizar os riscos que apontamos, é fundamental você contar com a ajuda técnica de um advogado.

Mesmo que seja um PAD “bobinho”, você pode ao menos consultar um advogado para avaliar a necessidade de um acompanhamento permanente no PAD.

E, se for o caso, responder a todos os atos do PAD com o acompanhamento do advogado.

Com isso, você pode, por um lado, conseguir liquidar com o PAD já na fase administrativa.

E, caso não consiga, em uma eventual ação judicial, terá mais elementos para fazer uma defesa mais eficiente, inclusive conseguindo uma liminar para retomada imediata do cargo.

Servidores denunciam problemas no Instituto Médico Legal (IML) 18

O prédio tem problemas com alagamentos e com animais

Thiago Navarro

DNA da corrupção – No dia da Polícia, o advogado Vicente Cascione – relembrando seu estágio como Delegado – faz um relato desabonador sobre a vetusta corrupção na Polícia Civil e a bizarra nomeação de estudantes como delegados estagiários… ( Eram outros tempos. Ou os tempos são sempre iguais? ) 65

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Fonte: AT REVISTA – suplemento do jornal físico deste domingo de Páscoa e , também, dia das Polícias.

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Não há mais acadêmicos de Direito como estagiários fazendo vez de delegados, mas a maioria das delegacias continuam sem a presença das autoridades.

No interior deste Estado o delegado continua a distância, as vezes bebendo ou dormindo  com alguma garota no puteiro local.

Nos grandes centros, a Polícia Civil continua tomando dinheiro de garotas de programa e proprietários de prostíbulos…E tudo mais que for possível colocar preço. 

Mas ainda impera o falso moralismo e falso rigor a serviço do faturamento…

Pessoas continuam se prostituindo sexualmente e policiais continuam se prostituindo funcionalmente.

O Governo incentiva e toma parte do lucro!

Cada qual com as suas necessidades monetárias…

Só mudou a velocidade da correria  e o sangue nos olhos da tigrada! 

BRANCO, GORDO E OTÁRIO – Fala do “pago sapo” racista apenas verbaliza o preconceito da maioria da pseudo-elite-coxinha de Santos…Mais uma coisa é certa, no S.F.C , na cidade e na política de Santos o que mais se vê é branquinho ladrão, vagabundo, mau-caráter e viadinho…( Vá arrumar um emprego honesto, rapaz! ) 17

Será que a mulher dele andou trepando com um mulatinho?

18 DE ABRIL DE 2019, 10H00

Político de Santos flagrado em áudio: “Os pardos brasileiros são todos mau-caráter”

O secretário-adjunto de Turismo de Santos, Adilson Durante Filho, afirma, entre outras coisas: “Esses caras, têm que desconfiar de todos. Todos que tu conhecer. Essa cor é uma mistura de uma raça que não tem caráter. É verdade, isso é estudo. Todo pardo, todo mulato, tu tem que tomar cuidado”. Ouça aqui.

Foto: YouTube

O secretário-adjunto de Turismo de Santos (SP), Adilson Durante Filho (PSD-SP), teve um áudio de uma conversa de WhatsApp divulgada, nesta quarta-feira (17), pelo programa Sucupira Conection, da Rádio da Vila. Nela, Adilson, que também é conselheiro e foi diretor de futebol do Santos Futebol Clube, afirma, entre outras frases racistas, que “os  pardos brasileiros são todos mau-caráter”.

Veja a transcrição completa do áudio abaixo:

“Ô Caco, vou falar uma coisa pra vocês, aqui a gente tá entre amigos, tá? Sempre que tiver um pardo, o pardo o que que é, não é aquele negão, né? Mas também não é o branquinho. É o moreninho da cor dele. Esses caras, têm que desconfiar de todos. Todos que tu conhecer. Essa cor é uma mistura de uma raça que não tem caráter. É verdade, isso é estudo. Todo pardo, todo mulato, tu tem que tomar cuidado. Não mulato tipo o Pedro. O Pedro é tipo pra índio. Tipo chileno, essas porra (SIC). Tô dizendo o mulato brasileiro, entendeu? Os pardos brasileiros são todos mau-caráter. Não tem um que não seja.”

Racista arrependido

Em nota, Adilson Durante Filho se disse arrependido. Leia abaixo:

Com relação a um antigo áudio de alguns anos atrás que circula nas mídias sociais, de minha autoria, gostaria de expor que, em um momento de infelicidade e levado pela emoção, em decorrência de um fato que muito me abalou, acabei me expressando de forma absolutamente diversa das minhas crenças e modo de agir. Jamais tive a intenção de atingir quem quer que seja, até porque assim me manifestei em um pequeno grupo de supostos amigos de WhatsApp. Consigno que não tenho qualquer preconceito em razão de cor, raça ou credo, pois minha criação não me permitiria ser diferente. Peço, humildemente, desculpas a todos que se sentiram ofendidos, e expresso, por meio deste comunicado, meu mais profundo arrependimento quanto às palavras genericamente proferidas.

Prefeitura

Procurada, a prefeitura afirmou, através da sua assessoria, que deve se pronunciar sobre o assunto até o final do dia. A Prefeitura de Santos é administrada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP). O atual secretário de Turismo é Odair Gonzalez (PR-SP)

De onde são estas pessoas? São gente do futuro? 01

Político de Santos flagrado em áudio: “Os pardos brasileiros são todos mau-caráter”

Endoenças – Enquanto policial só se fode o Poder Judiciário folga 4 dias…Bem feito, policinha bajulador; na segunda você comparece ao fórum para lamber os bagos da juizada de ressaca…( Ah, neste momento há centenas de felizes PMs como serviçais da magistratura folgazã! ) 34

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Em vez de a manada ignorante ficar bradando pelo Facebook por intervenção no STF , deveríamos clamar por duas reformas na Constituição Federal:

Fim da vitaliciedade para magistrados, membros do MP , oficiais militares e membros dos tribunais de contas .

Fim da autonomia financeira para fixação dos vencimentos  e vantagens no Judiciário e Legislativo.

Toda questão pertinente a remuneração deve ser de iniciativa do Poder Executivo , submetida ao Poder Legislativo que não poderá fazer majorações .

E fim do teto constitucional como referência  para a magistratura estadual.

Inicial de R$ 15.000,00, com teto de R$ 30.000,00 para desembargador , está mais do que bem pago pelo que são e fazem.

Aliás, gente bem mediana oferecendo um serviço ruim!

Aposentados: R$ 12.000,00…O complemento – se necessitar – saca da poupança!

E perdão pelo desabafo, vão andar de Mercedes-Benz e viver como milionários na CASA DO CARALHO! 

Que me desculpem aqueles da pequena minoria que valem cada centavo recebido. 

Ponte Jornalismo – Justiça marca audiência de PMs da Rota acusados de plantar armas em cadáveres…( Esses não são heróis, são RATOS OSTENSIVOS ! ) 9

Justiça marca audiência de PMs da Rota acusados de plantar armas em cadáveres

Segundo MP, 14 policiais da tropa de elite da polícia paulista usaram pistola e revólver furtados de delegacias para forjar tiroteios e execuções em agosto de 2015

Documentos apontam que viatura foi vista na cidade Guarulhos junto do Palio e, depois, em Pirituba, bairro de São Paulo | Foto: Divulgação/Rota

A Justiça marcou para o dia 16 de maio a audiência com 14 PMs da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), acusados de usar armas furtadas de delegacias, submetralhadora artesanal, bananas de dinamite e até colete da Polícia Civil para forjar tiroteios e execuções sumárias.

Segundo o MPE (Ministério Público Estadual), os milicianos da Rota utilizaram uma pistola 40 furtada do 3° DP de Diadema, cidade no ABC Paulista, e um revólver calibre 32 extraviado da Delegacia de Ribeirão Pires, no interior do estado, além de explosivos, em uma cena de crime para “justificar” as mortes de dois homens em Pirituba, zona oeste de São Paulo, em agosto de 2015.

depoimento de testemunhas e o avanço tecnológico, como câmeras da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e sistemas de GPS desmascararam a farsa dos policiais militares da tropa de elite da Polícia Militar, que alegaram “ter revidado à injusta agressão”.

Ainda segundo o MPE uma das vítimas, Herbert Lúcio Rodrigues Pessoa, foi abordado pelos PMs Luís Gustavo Lopes de Oliveira, Moisés Araújo Conceição, Erlon Garcez Neves, Renato da Silva Pires e Luiz Fernando Pereira Slywezuk, da viatura 91210, por volta das 10h30 de 6 de agosto de 2015, na rua Hélio Manzoni, Gopoúva, Guarulhos, na Grande São Paulo.

Documento mostra que duas viaturas e o Fiat Palio estavam em Guarulhos | Foto: Reprodução

Funcionários de um pet shop e moradores do bairro, ouvidos na Corregedoria da PM e no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), disseram ter visto Herbert ser abordado por PMs da Rota e colocado no compartimento de presos da viatura oficial.

Herbert ocupava o veículo Fiat Palio azul placas DDE-4459 e o carro não tinha queixa de roubo ou furto. As testemunhas também afirmaram que viram os PMs da Rota revistar o veículo na mesma rua onde ocorreu a abordagem policial.

Testemunhas acrescentaram ainda que presenciaram um policial militar da Rota entrar no carro e dirigir o veículo, que passou a ser escoltado pela viatura 91210 das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar.

Um montador de fotolito relatou que chegou até a fazer uma pesquisa da placa do Fiat Palio por meio do aplicativo Sinesp/Cidadão (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), para saber se o automóvel era roubado ou furtado. Ele disse que nada constou.

Herbert, no entanto, foi encontrado morto quase quatro horas depois, às 14h02, na avenida Doutor Felipe Pinel, em Pirituba, zona oeste, a 29,4 km de distância do local onde foi abordado pelos policiais militares. Além de Herbert, os policiais militares também mataram, no mesmo local, Weberson dos Santos Oliveira. O MPE apurou que as duas vítimas não tinham nenhum vínculo e não se conheciam.

A ocorrência foi registrada na Divisão de Homicídios do DHPP, onde os policiais militares da Rota alegaram ter havido um confronto. Os PMs da viatura 91210 disseram que faziam patrulhamento na avenida Doutor Felipe Pinel quando avistaram um Fiat Palio azul com vidros escuros e fechados, despertando suspeitas.

Depois, viatura da Rota passa por avenida em Pirituba 1 segundo após o Fiat Palio | Foto: Reprodução

Acrescentaram que iniciaram um acompanhamento e acionaram os sinais luminosos e sonoros (sirene) da viatura e que pediram reforço à Rota pelo rádio. Segundo os PMs, o Fiat Palio reduziu a velocidade e, pela porta traseira do lado do motorista, um indivíduo desceu com arma em punho e “diante da injusta agressão, houve imediato revide e o agressor foi baleado”.

O Ministério Público e o DHPP apuraram que os PMs Moisés Araújo da Conceição e Luís Gustavo Lopes de Oliveira foram os autores do disparo.

Ainda na versão dos PMs, o Fiat Palio tentou empreender fuga até se chocar nas grades de um acostamento. Os PMs disseram que dois indivíduos desceram do carro, sendo que o motorista correu para um matagal e fugiu.

Já o segundo ocupante, de acordo com os PMs, atravessou a rua e disparou contra eles, sendo baleado e morto em seguida, após novo confronto com policiais da viatura 91216, que foi chamada para auxiliar a outra guarnição. As investigações apontaram que o segundo homem foi morto pelos PMs Emerson Bernardes Heleno e Tiago Belli, da viatura 91216.

Os milicianos da Rota declararam ainda no DHPP que com os mortos foram apreendidos uma pistola 40, um revólver 32, uma submetralhadora artesanal, duas bananas de dinamite, um colete com inscrição da Polícia Civil, além de cartuchos de fuzil.

Para o promotor de Justiça Hidejalma Muccio, os policiais militares inventaram toda a história e “plantaram” as armas junto aos dois homens mortos para forjar confronto.

Segundo o promotor, a pistola 40, Taurus, plantada junto ao cadáver de Herbert é da Polícia Militar e foi apreendida em 9 de agosto de 2014 no 3° DP de Diadema. A arma foi furtada da delegacia entre 28 de agosto de 2014 e 11 de fevereiro de 2015. Um investigador da Polícia Civil foi apontado como suspeito pelo desaparecimento. O revólver calibre 32, Taurus, de numeração 76535, foi extraviado em 10 de setembro de 1992 da Delegacia de Polícia de Ribeirão Pires.

A exemplo da versão das armas encontradas com os mortos, a alegação de acompanhamento e perseguição ao Fiat Palio azul, apresentada pelos policiais militares, também acabou desmentida. O Sistema de Informatização de Administração Geoprocessada Ostensivo em Tempo Real, da Polícia Militar, detectou as viaturas 91210, 91216 e 91218 escoltando o Fiat Palio azul em Guarulhos.

A viatura 91210 foi flagrada fazendo uma incursão às 13h do dia da abordagem de Herbert, a 12 km daquele local, mais precisamente na rua Porto de Pedras, em Taboão, Guarulhos, perto do aeroporto internacional.

MP sustenta que PMs da Rota usaram pistola .40 furtada de DP em Diadema e revólver 32 furtada em Ribeirão Pires | Foto: Reprodução

Já a viatura 91218 foi flagrada por câmeras da CET trafegando pela avenida General Edgar Facó, 1.754, via de acesso ao local das execuções, no dia 6 de agosto de 2015, às 13h43m51s, a uma velocidade de 23,89 km/h,
O Fiat Palio azul também foi flagrado por câmeras da CET passando nessa mesma avenida, no mesmo dia, às 13h43m50s, ou seja, um segundo antes da viatura 91218.

Apesar das fartas provas materiais e testemunhais, os policiais militares respondem ao processo em liberdade, já que em 3 de agosto do ano passado, a Justiça negou o pedido de prisão feito pelo Ministério Público.

Na semana retrasada, a juíza Renata Vergara Emmerich de Souza, da Vara do Júri de Guarulhos, envio ofício ao Comando da Polícia Militar intimando os 14 PMs a comparecer ao fórum para audiência de inquirição de testemunhas, marcada para o próximo dia 16 de maio, às 13h.

No livro-reportagem “Rota 66 – a História da Polícia que mata”, um clássico da literatura policial investigativa, o jornalista Caco Barcellos, denunciava com coragem e maestria, 16 anos atrás, como policiais da Rota forjavam, nos anos 70 e 80, perseguições e confrontos na execução de vítimas, sempre alegando “revide às injustas agressões”.

Nas últimas décadas, o modo de agir dos maus policiais da Rota não mudou. Porém, houve outras transformações, como o avanço tecnológico, que nos últimos anos vem ajudando e muito os setores de investigações a desvendar farsas cometidas pelos assassinos milicianos rotarianos, também conhecidos como Boinas Pretas.

Graças ao avanço tecnológico, a farsa macabra, cometida por policiais da Rota 91210, 91216 e 91218, segundo o Ministério Público estadual, desmontou a versão dos PMs.

Ponte Jornalismo telefonou para o advogado dos policiais militares, mas não conseguiu contato.

__https://ponte.org/justica-marca-audiencia-de-pms-da-rota-acusados-de-plantar-arma-em-cadaveres/____________________________________________________

Certamente, ninguém aprende assassinar e fraudar na Academia de Polícia, tampouco esse cultural “modus operandi” vem de família. 

Será que a ROTA é uma fábrica de facínoras psicopatas? 

Os seus membros são promovidos por tais ações? 

Continuam desfrutando de regalias  ou são remunerados pelo crime organizado para essa atuação típica de grupo de extermínio?

As vítimas são escolhidas acidentalmente ou sob encomenda ?  

Policiais civis da 1ª Seccional são acusados de extorquir lojistas no centro de SP 46

Investigação da Corregedoria da Polícia Civil e do MP confirmou a participação de ao menos seis policiais, um deles o investigador Antônio Carlos de Araújo, irmão de ex-policial que sequestrou enteado de Marcola

Policiais atuavam na 1ª Seccional e no 3º DP, que ficam no mesmo prédio no centro de São Paulo | Foto: Reprodução/Google Street View

A Corregedoria da Polícia Civil e o MP (Ministério Público) Estadual de São Paulo investigam ao menos seis policiais civis acusados de extorquir, desde 2016, donos de lojas em um shopping no Pari, região do Brás, zona leste de São Paulo, e comerciantes da rua Santa Ifigênia, na zona central da capital. Um deles, o investigador Antônio Carlos de Araújo, foi detido e teve a prisão preventiva decretada pela juíza Isaura Cristina Barreira, da Vara de Plantão do Fórum Criminal da Barra Funda.

O policial é irmão de José Roberto de Araújo, expulso da Polícia Civil e condenado a 22 anos de prisão pelo sequestro, em 2005, de Rodrigo Olivatto Moraes, enteado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, Araújo atuava com o ex-policial civil Eduardo José Caprio e com o informante Luciano Novaes Mendonça.

Caprio era investigador e acabou expulso da Polícia Civil e condenado a sete anos, nove meses e 10 dias de prisão em 18 de setembro de 2012 pelo mesmo crime de extorsão. Mendonça e Caprio também tiveram a prisão preventiva decretada. O primeiro foi preso. O segundo, no entanto, encontra-se foragido.

A Corregedoria chegou aos três acusados após receber e investigar uma denúncia feita pelo vendedor Diego Mathias Nunes, de 29 anos, funcionário de uma loja do chinês Paul Chen, localizada no shopping Vautier, no Pari. Em depoimento, Nunes contou que trabalha há oito anos na loja do chinês, onde são comercializados produtos eletrônicos.

Ele disse que quando começou a trabalhar na loja conheceu Araújo, que se identificava como policial civil.
Segundo Nunes, Araújo nunca dizia em qual unidade era lotado, mas várias vezes viu o investigador ostentando distintivo da Polícia Civil no pescoço e portando pistola.

Nunes acrescentou que já presenciou Araújo chegando ao shopping Vautier em uma Blazer da Polícia Civil.
O depoente afirmou ainda que Araújo passava mensalmente na loja e pegava entre R$ 50,00 e R$ 100,00 de comerciantes. O shopping tem 15 mil lojas.

Porém, no dia 24 de agosto de 2018, outros dois homens apareceram para pegar o dinheiro e exigiram R$ 500,00. Ambos, ainda segundo Nunes, alegaram que eram da 1ª Delegacia Seccional (Centro). O patrão do vendedor estava viajando e ele se recusou em dar o dinheiro aos dois homens.

Nunes revelou que um deles, que se identificava como Luiz, ligou para Araújo e contou que o vendedor não havia dado a quantia exigida. Na versão de Nunes, Araújo então aconselhou os dois comparsas a esperar o retorno do chinês. Entretanto, ambos foram nas outras lojas e recolheram dinheiro dos comerciantes.

A Corregedoria apurou que o homem que se apresentava como Luiz, na realidade, é Luciano Novaes Mendonça e o acompanhante dele, o ex-policial Eduardo José Caprio. Os três acusados foram reconhecidos através de fotografias por Nunes. A Corregedoria fez diligências no shopping e teve acesso a imagens de circuitos de câmeras de segurança. Araújo, Mendonça e Caprio foram identificados nas gravações.

Mendonça já era investigado desde novembro de 2016 em outro procedimento instaurado pelo GECEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) do Ministério Público. Ele e outros cinco policiais à época lotados na 1ª Delegacia Seccional (Centro) e no 3º Distrito Policial (Campos Elíseos) foram acusados de cobrar propina de comerciantes da rua Santa Ifigênia para permitir a comercialização de produtos piratas.

O GECEP realizou diligências durante dois anos e, com autorização judicial, interceptou o telefone celular de Mendonça. Foram realizados 11 períodos de grampos telefônicos e as interceptações flagraram Mendonça conversando com policiais civis, falando sobre valores de propinas e até sobre seus dados bancários e seus investimentos.

O procedimento instaurado pelo GECEP transcorreu em segredo de justiça. O processo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil também corre sob sigilo judicial.

O relatório final do GECEP, com data de 25 de outubro de 2018, traz a seguinte observação: “As interceptações telefônicas realizadas possibilitaram a colheita de indícios robustos de existência da organização criminosa integrada por policiais civis do 3º DP e da 1ª Seccional com vistas à prática de crimes graves em detrimento de comerciantes da rua Santa Ifigênia, como extorsão, prevaricação, entre outros”.

No depoimento à Corregedoria, prestado em 18 de dezembro do ano passado, Mendonça negou ter cometido qualquer tipo de extorsão. Ele afirmou que não tem nenhum vínculo com o investigador Araújo e que conhece o ex-policial Caprio há quatro anos. Araújo depôs em 20 de dezembro e também declarou-se inocente. Ele disse que “está abismado com as acusações”. Acrescentou que não conhece o Shopping Vautier nem ninguém de lá. Afirmou ainda que nunca ouviu falar de Eduardo Caprio.

Araújo contou na Corregedoria que até julho do ano passado trabalhava na 1ª Delegacia Seccional (Centro) e depois foi transferido para o DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania). Indago sobre o seu irmão José Roberto de Araújo, o sequestrador do enteado de Marcola, o investigador disse que ele está no Interior do Estado.

Procurados pela Ponte, GECEP e Corregedoria da Polícia Civil não quiseram falar sobre os casos porque as investigações estão em segredo de justiça.


 

O caso está sob segredo de justiça , mas os autos da Corregedoria Geral estão – há mais de mês –  em todas as redes e grupos sociais. 

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