Dia 28 , França – contra todas as previsões – derrotará Doria 43

Doria e França se enfrentarão no segundo turno em SP, projeta Datafolha

São Paulo– O segundo turno da eleição para o governo de São Paulo será disputado entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), segundo projeção do Datafolha.

Às 20h47 deste domingo (7), com 98,28% das urnas apuradas, Doria liderava com 31,77%, seguido de França, com 21,48%.

Paulo Skaf (MDB) disputou voto a voto com França e estava com 21,13%, em terceiro lugar.

Com crescimento acentuado nos últimos dias sobre indecisos e fazendo campanha por um voto útil de centro-esquerda contra o segundo turno entre Doria e Paulo Skaf, o governador conseguiu superar o candidato do MDB.

O resultado confirma a aposta que até mesmo tucanos mais próximos de Doria faziam, contra os prognósticos das primeiras pesquisas eleitorais.

França sempre foi visto como um candidato competitivo, com potencial de angariar votos se revertesse o desconhecimento.

Isso porque o pessebista tinha a caneta do governo na mão, com potencial de distribuir cargos e recursos -o que fez neste ano.

Some-se ainda uma ampla coligação com 14 partidos e milhares de candidatos a deputado, que podiam se engajar em sua campanha e espalhar santinhos com o número do PSB.

A constatação do potencial de França baseou uma campanha polarizada a partir dos primeiros ataques de Doria, em abril, apelidando o governador de Márcio Cuba.

Ao longo da campanha, o tucano tentou grudar no governador a imagem de esquerdista -a última tentativa foi um vídeo em que o mostrava obeso, antes de cirurgia bariátrica, ao lado de Lula.

Em 2016, enquanto era vice de Geraldo Alckmin (PSDB), o presidenciável tucano que apadrinhou a candidatura de Doria à Prefeitura, França atuou ativamente na costura das alianças que ajudaram a eleição do atual adversário no primeiro turno.

Essa base, neste ano, ficou dividida entre os dois.

O desafio de França, segundo seus auxiliares, era superar o desconhecimento.

Já a principal tarefa de Doria, na avaliação de sua equipe, era reverter sua alta rejeição, sobretudo por ter abandonado a Prefeitura antes de cumprir o mandato.

Eduardo Anizelli – 16.ago.2018/Folhapress
Os ao governo de São Paulo, candidatos Marcio França e João Doria
Os ao governo de São Paulo, candidatos Marcio França e João Doria

Segundo pesquisa Datafolha de quinta-feira (4), 38% dos paulistas e 49% dos paulistanos diziam não votar de jeito nenhum no tucano.

Para o segundo turno, Doria já antecipou na semana passada que deixaria Geraldo Alckmin pelo caminho e engrossaria o apoio a Jair Bolsonaro (PSL) a partir desta segunda-feira (8).

Ao longo da campanha, ele se bolsonarizou: adotou uma tônica rígida de defesa da segurança e, no sábado (6), publicou foto erguendo a bandeira nacional.

“A nossa bandeira jamais será vermelha, ela é verde e amarela!”, afirmou Doria.

O tucano é o candidato ao governo favorito de eleitores de Alckmin (41%) e dos de Bolsonaro (33%) aponta cruzamento do Datafolha divulgado na quinta (4). Doria também tinha 18% dos eleitores de Fernando Haddad (PT) e 13% dos de Ciro Gomes (PDT).

Márcio França -que declarou voto em Alckmin ao longo da disputa, mas não fez campanha para o antecessor- deve tentar se manter neutro nacionalmente, a despeito de uma eventual decisão do PSB de ficar contra Bolsonaro.

O pessebista é o candidato de 27% dos eleitores de Ciro, de 13% dos de Haddad e 13% dos de Alckmin e de 16% dos bolsonaristas, ainda de acordo com o instituto de pesquisas. (Gabriela Sá Pessoa)

O deputado federal mais votado em São Paulo é carioca…Parabéns aos paulistas pela singular escolha de seus representantes ! 16

SP: Eduardo Bolsonaro é deputado mais votado

SP: Eduardo Bolsonaro é deputado mais votado

Da Redação

Com mais de 98% das urnas apuradas em São Paulo, Eduardo Bolsonaro (PSL) é com folga o candidato a deputado federal mais votado, com mais de 1,7 milhão de votos. Na segunda colocação está outra candidata do PSL, Joyce Hasselmann, com 1,02 milhão de votos. Completam a lista dos mais votados até o momento Celso Russomano (PRB), Kim Kataguiri (DEM) e Tiririca (PR).

Na eleição para deputados estaduais, a líder disparada é Janaína Paschoal (PSL), que ficou conhecida por ser uma das autoras do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Janaína tem até o momento mais de 1,9 milhão de votos.

“Resiliens” – Meu ex-governador e quase presidente, Vossa Excelência me demitiu da Polícia Civil ; eu voltei a advogar…Não tenha vergonha da derrota…Volte a ser médico, mas anestesiologia, nunca mais!…( Foi o suficiente como político! ) 27

Alckmin chega separado de Doria para votar em SP

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

 

Candidato do PSDB, Geraldo Alckmin chega para votar em um colégio na região do Morumbi, zona sul de São Paulo Imagem: Janaina Garcia/UOL

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, votou na manhã deste domingo (7) em um colégio do Morumbi, zona sul de São Paulo. Ele chegou separado de João Doria, que também estava em São Paulo e foi ao local em outro veículo.

Um grupo de aproximadamente 30 militantes, a maioria, assessores de candidatos tucanos, recebeu com aplausos o presidenciável do PSDB. Alckmin chegou em um carro com a esposa, Lu Alckmin, e o candidato a deputado federal Floriano Pesaro.

  • Familiares de Alckmin também acompanharam o candidato: filha e marido, filho e esposa, além dos netos gêmeos estiveram no colégio apoiando Alckmin, que chegou ao local meia hora depois do horário previsto.
  • -governador de quatro mandatos –dois deles, nos últimos oito anos–, Alckmin não decolou nas pesquisas de intenção de voto durante a campanha. Atingiu uma única vez os 10% de intenção de votos, mas, na maioria dos cenários, ficou abaixo desse patamar. Em mais de uma ocasião, alegou que esta seria uma campanha de resultados apenas na reta final e ironizou: “O que é decolar

Nas pesquisas Ibope e Datafolha do último sábado (6), por exemplo, o tucano apareceu, em cada uma, com 8% das intenções de votos válidos –ou seja, aqueles que não consideram nem brancos, nem nulos.

Com formação em medicina, Alckmin começou a carreira em Pindamonhangaba (interior de São Paulo), sua terra natal, como vereador. Posteriormente foi prefeito e deputado federal. Assumiu o governo do Estado de São Paulo em 2001, depois da morte de Mario Covas. Em seguida, Alckmin governou o estado por três mandatos (2003 – 2006, 2010 – 2014 e 2014 – 2018).

É a segunda vez que ele se candidata à Presidência da República. Na primeira, em 2006, foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma disputa de segundo turno na qual, pela primeira vez, um candidato obteria menos votos que no primeiro turno.

Recentemente, em entrevista de campanha, Alckmin sugeriu que poderia voltar a exercer a medicina caso não se elegesse — o que ocorrera em 2008.

Mortes em série fazem de Baixada Santista zona de alto risco para policiais 9

Total de assassinatos de agentes na região se iguala à soma de 4 áreas de SP

Rogério Pagnan – FOLHA DE SÃO PAULO 
Santos (SP) e Guarujá

“Seja forte, Deus está contigo!” Quando recebeu essa mensagem no celular em uma manhã de setembro, Claudenice Barreto dos Santos, 47, não precisou pedir explicações a quem enviou o recado. Ela tinha certeza de que havia chegado o dia que sempre temeu.

O marido dela, o cabo José Aldo dos Santos, 49, acabava de sofrer um ataque e ingressava para a triste lista de policiais militares assassinados na Baixada Santista — região do estado de São Paulo que se consolidou nos últimos anos como de alto risco para PMs.

“Sempre me coloquei na situação das outras mulheres de policiais mortos e, agora, sou uma delas”, disse. Desde 2001, segundo dados da Polícia Militar, ao menos 88 policiais foram assassinados em Santos e cidades da região, como Guarujá, Cubatão, São Vicente, Praia Grande e Itanhaém.

Mortes que equivalem à soma das regiões de Campinas (60), Ribeirão Preto (23), Presidente Prudente (4) e Araçatuba (1) nesse mesmo período.

Além da quantidade, os ataques a PMs nesse território também se distinguem pelo grau de violência empregado pelos criminosos.

José Aldo foi morto em uma emboscada em Guarujá por um grupo de homens armados com fuzis que, estima-se, dispararam 50 vezes. “Era um policial bem treinado, experiente, dedicado, com força física, mas poderia ser o Rambo, o Superman, que não teria chance”, disse o comandante da PM na região, coronel Rogério Silva Pedro, 48.

Desde 2011, foram ao menos outros cinco ataques a PMs com uso de fuzis —algo absolutamente incomum em outras regiões do estado, segundo a Corregedoria da Polícia Militar paulista.

Entre os casos mais emblemáticos está o assassinato do sargento Marcelo Fukuhara, 45, em outubro de 2012. Ele foi fuzilado quando passeava à noite com o cachorro, em frente ao restaurante da família, em Santos.

Outro caso caso de forte comoção na tropa se deu seis meses depois, em Guarujá, quando o sargento Manoel Fernando Azevedo, 53, foi morto com 15 tiros de fuzil em um bar onde jogava sinuca.

A morte de Azevedo se tornou ainda mais simbólica pela tentativa de invasão ao cemitério onde o PM foi enterrado.

“As pessoas da favela queriam ir lá, abrir a gaveta, retirar o corpo para poder colocar fogo. Aí, teve escolta da PM no cemitério para que isso não acontecesse”, diz a viúva Vivian Paula Domingos, 40.

Tempos depois, porém, os criminosos foram até lá e destruíram parcialmente o túmulo, principalmente a placa em homenagem ao PM com a foto dele. “Foi uma coisa cruel, falta de respeito muito grande.”

PMs ouvidos pela Folha dizem que o corpo do policial chegou a ser jogado no meio de cemitério e recebeu alguns disparos dos bandidos.

Uma semelhança entre os policiais atacados é que todos eram considerados “linha de frente”, ou seja, atuavam fortemente no combate à criminalidade local, dominada pela facção criminosa PCC.

Algo também comum na morte de policiais com esse perfil é a comemoração dos criminosos, com queima de fogos de artifício, como ocorreu com Azevedo e José Aldo.

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“Dez minutos após a morte do Aldo, teve o foguetório aí [na favela]. Nos bares, estavam dizendo que teria festa na comunidade. Só não teve porque a PM agiu rápido e ocupou a favela”, diz José Paulo dos Santos, 55, PM aposentado e irmão do cabo morto.

Além de ataques planejados com uso de fuzis, há também casos de crueldade praticada contra policiais acidentalmente identificados por bandidos.

Há registros de ao menos três PMs sequestrados, torturados e mortos, a exemplo do que às vezes ocorre em favelas do Rio dominadas pela facção Comando Vermelho.

Um desses crimes se deu em 2013 em São Vicente. O soldado Leandro do Nascimento Carvalho, 28, foi torturado e morto a tiros após ser identificado em um baile funk. Após os disparos, foi esquartejado pelos criminosos, que atearam fogo ao corpo.

“A Baixada não vira e não vai virar um Rio de Janeiro em razão da postura dos órgãos policiais aqui”, diz o PM Rogério. “Você tem cidades com 41% da população vivendo em aglomerados. Há acúmulo de infratores muito grande nesses locais. Existe uma fábrica de infratores ali, e isso que acaba gerando um risco maior.”

De acordo com o Ministério Público, a Baixada Santista é dos principais redutos do PCC no estado de São Paulo.

De lá saíram os criminosos suspeitos de participação direta nas mortes de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, chefões da facção. Eles foram assassinados no início deste ano.

O tenente-coronel Flávio César Montebello Fabri, coordenador do grupo que investiga crimes contra PMs (o PM Vítima), diz que as questões geográficas da Baixada, muitas vezes semelhantes às do Rio, complicam o trabalho de apuração dos crimes.

Ainda segundo ele, há na região uma grande quantidade de pessoas ainda muito jovens envolvidas no crime.

“Com comportamento muito mais audacioso e violento do que se comparado a outros locais”, disse o oficial Fabri.

Para o advogado Arles Gonçalves, da Comissão de Segurança da OAB, a lei que agravou a pena para homicídios contra agentes da lei, sancionada há três anos, ainda não surtiu efeito.

“Em países de Primeiro Mundo, quando você ataca um policial, você ataca o Estado. O Estado reage. Aqui, não. O bandido ataca o policial e fica por isso mesmo”, disse ele.

Manifestação do agente policial MARCO COBRA – 14555 75

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Peço desculpa aos colegas não responder anteriormente. Estava em campanha no interior, em visita a delegacias, que inclusive não posso deixar de comentar, estão em péssimas condições de trabalho. Falta pessoal, falta estrutura, falta viaturas. Por exemplo Ribeirão Preto eram oito delegacias de polícia, agora são apenas três. Em Matão o chefe manda ele mesmo fazer as diligências. Sim é desesperador. Na capital está ruim, nosso maior problema é a falta de pessoal. No interior vocês não tem ideia das condições. Isto porque não fui muito longe, não dá tempo, não tem verba. Gostaria de ir em cada uma das delegacias, aliás fui o único a visitar delegacias, fui aplaudido por isto.

Falar de reestruturação das carreiras? É fácil falar. Mas vão aceitar as mudanças? Eu defendo a ideia que a Polícia Civil tem que ter as seguintes carreiras: DELEGADO DE POLÍCIA, ESCRIVÃO DE POLÍCIA e o AGENTE DE POLICIA. Este AGENTE DE POLÍCIA tem que ser de curso superior e fazer tudo que já acontece nas outras carreiras. Hoje está tudo misturado, Agente investiga, Investigador está encostado, Papiloscopista que é operacional. Mas quando você está no plantão sozinho, não importa a carreira, chegou o ladrão você tem que tirar foto, você tem que “tocar o piano”, enfim, fazer tudo de um pouco de cada carreira existente. Você como AGENTE DE POLÍCIA tem que saber fazer tudo.

Agora, como faremos com as carreiras existentes hoje? Passam todos a a AGENTE DE POLÍCIA?

Portanto, falar de reestruturação é complexo. Temos que estar lá na Assembléia, convocar representantes de todas as carreiras que existem hoje, sentar e se acertar. Uma reestruturação bem feita vai agradar uns e desagradar outros. Mas por hora, é interessante para o Estado haver estas divergências, porque aí não muda nada e continuamos na mesma merda de sempre.

O que vou falar da Polícia Científica? Na visão do Estado ela já é uma terceira Polícia, mas na prática ela continua atrelada a Polícia Civil. Brigas de poder que são vão diminuindo as estruturas. Na minha visão o DELEGADO DE POLÍCIA tem que ser realmente a Autoridade Policial, manda em todos, tem que saber de tudo, tem que fazer cursos na Academia de Polícia para ser realmente competente, não apenas o curso de Direito. Para mandar em um perito o Delegado de Polícia tem que saber o que está fazendo, caso contrário, sempre tem alguém querendo tripudiar ou questionar a Autoridade, coisa que não pode acontecer.

Quando digo que DELEGADO DE POLÍCIA tem que mandar em todos, entendam, é no sentido prático da palavra, ninguém é maior que ninguém. O bom DELEGADO DE POLÍCIA não vai “mandar” ninguém fazer nada de errado e sabe respeitar todos os seus subordinados. Para a Polícia Civil voltar a ser respeitada a figura do DELEGADO DE POLÍCIA tem que ser soberana, tem que ter realmente a força, e todas as carreiras tem que trabalhar em conjunto, sem estrelismos, sem frescuras, muitas das quais nós encontramos em algumas Delegacias. O que mais vemos são pessoas dizendo: Eu não faço isso, eu não faço aquilo. Isso não ajuda em nada. Encontramos também muitas desigualdades, como por exemplo DELEGADOS DE POLÍCIA recebendo extras por responder por outras Delegacias, mas ele está sempre acompanhado por policiais de outras carreiras que não recebem esses extras. Mas por que isso acontece? Porque enquanto estiver bom “para mim” os outros que se “lasquem”. Esses são os pensamentos que encontramos na Polícia.

O Estado entende que quanto mais desorganizado melhor. Mais fácil de controlar. Temos que por orgulhos no bolso e realmente nos unir e fazer com que a Polícia seja realmente forte.

Se o Bolsonaro possuir caráter – o que eu duvido – rejeitará o apoio de DORIA e SKAF…Vamos ver se Bolsonaro é verdadeiramente honesto ou mais um oportunista 42

Doria deve anunciar campanha para Bolsonaro na segunda

O candidato ao governo pelo PSDB, João Doria, afirmou nesta sexta-feira (5) que fará “campanha” e votará contra Fernando Haddad (PT) após o primeiro turno.

Extraoficialmente, aliados do tucano afirmam que ele deve chamar a imprensa na segunda para anunciar a campanha contra o PT e, consequentemente, o apoio a Jair Bolsonaro (PSL).

A ação deverá ser rápida para neutralizar efeitos do apoio de Paulo Skaf (MDB) a Bolsonaro. Nesta manhã, Doria classificou Skaf como um “oportunista”.

Nesta manhã, Doria faltou a agenda em comum com o presidenciável de seu partido, Geraldo Alckmin no Theatro Municipal.

Segundo a assessoria do candidato, ele ficou preso em Sorocaba, no interior, devido às más condições para voar. Em vez de vir à capital, a equipe de Doria pretendia a ir de carro a outra agenda marcada para a tarde em Campinas.

A ausência foi motivo de burburinho no tucanato e acontece em meio a especulações de que Doria estivesse apoiando Bolsonaro secretamente. Ele tem adotado um discurso mais duro, parecido com o do militar. (Artur Rodrigues)

https://aovivo.folha.uol.com.br/2018/10/05/5538-aovivo.shtml#post382434

Acima de Deus e acima da Pátria estão os médicos e os policiais…Os médicos são os únicos que podem nos curar das doenças e acidentes que Deus nos deu…Os policiais são os únicos que podem impedir as nossas imprudências e nos salvar do ataque dos malfeitores…A nossa verdadeira e única pátria é o planeta Terra…E acima de todos estão os professores, graças a eles não acredito em políticos que usam o nome de Deus e o nome das Polícias 32

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Campanha política se tornou a arte de  manipular o medo e a crendice de um povo debilitado, graças à ignorância  geral fruto da pobreza  e de uma educação formal fundada em mentiras históricas  que transformam os seres humanos em meros animais irracionais…

Pior: as diversas seitas cristãs  são instrumentalizadas para quem quer roubar o voto do crente pobre e governar para o descrente muito rico…

Aqueles ( os descrentes )  que na aflição e na doença pagam o  Albert Einstein ou Sírio-Libanês.

Prá eles: Brasil…O caralho!

Prá eles: Deus…O caralho!

Prá eles: Povo…O caralho!

Rcguerra

Que tipo de louco bate punheta no Metrô usando camisinha? …( Se liga, mina! ) 11

“Tive que ouvir do delegado: ‘A camisinha pode ter caído na sua bolsa'”

Reprodução/Instagram

 

A jornalista Clara Novais prestou queixa sobre caso de importunação sexual ocorrido no transporte público, em São Paulo Imagem: Reprodução/Instagram

Camila Brandalise

Da Universa

04/10/2018 15h34

Ao registrar um boletim de ocorrência na delegacia, depois de encontrar uma camisinha usada, colocada dentro de sua bolsa, a jornalista Clara Novais, 27 anos, se deparou com um questionamento inesperado: “O delegado que me atendeu disse que o preservativo, com o líquido dentro, poderia ter caído sem querer na minha bolsa”, diz.

O fato ocorreu na terça-feira (2), quando Clara estava indo para o trabalho, nas imediações da CPTM, companhia de transporte público de São Paulo. No mesmo dia, à noite, ela registrou a ocorrência na 6ª Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano).

Reprodução/Instagram
Clara fez a foto da camisinha colocada em sua bolsa e postou em seu Instagram Stories Imagem: Reprodução/Instagram

Clara afirma que pediu para registrar a ocorrência como importunação sexual, mas a atendente da delegacia assegurou que só seria enquadrado como o crime caso alguém tivesse encostado nela. “Insisti, pois me informei e soube que não há necessidade de que o agressor tenha me tocado para ser considerado importunação sexual, mas o delegado refutou e perguntou se eu era jurista. O B.O. acabou sendo registrado como ‘outros – não criminal’”, lembra a jornalista.

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Por outro lado, camisinha não cai sem querer dentro de bolsa feminina, né?

É mais fácil ganhar na loteria! 

O que se pode até pensar: alguém no local de trabalho ou o próprio parceiro está planejando algo nada sadio…

Certa vez eu encontrei uma calcinha no meu carro…

Certamente não caiu do céu , né?

GRUPO DE EXTERMÍNIO – O PSL de Jair Bolsonaro parece uma organização de criminosos…Terei muita pena pelos mais fracos – especialmente nordestinos, negros e GLBTs – se Bolsonaro for eleito 45

Placa de Marielle foi quebrada para restaurar a ordem, diz Flávio Bolsonaro

Gustavo Maia

Do UOL, no Rio

  • Reprodução/Rede Social

    Silveira (à esq.) e Amorim aparecem, sorridentes, segurando a placa com o nome de Marielle quebrada

    Silveira (à esq.) e Amorim aparecem, sorridentes, segurando a placa com o nome de Marielle quebrada

Filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (4), que os dois candidatos do PSL que retiraram e quebraram uma placa em memória da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março, estavam restaurando a ordem.

A ação envolveu os candidatos a deputado estadual no Rio Rodrigo Amorim (PSL) e a deputado federal Daniel Silveira (PSL).

Considerada depredação ao patrimônio público pela dupla e por Flávio, que é candidato ao Senado no Rio, a homenagem estava colocada sobre a placa oficial indicando a praça Floriano, nome oficial da região da Cinelândia.

A ação foi divulgada por Amorim em vídeo publicado em sua página no Facebook no domingo (30).

Na segunda (1º), Amorim, que foi candidato a vice de Flávio na campanha à Prefeitura do Rio em 2016, publicou uma foto sua ao lado de Silveira em que ambos, sorridentes, seguram a placa com o nome de Marielle quebrada –a imagem circulou pelas redes sociais nesta quarta.

No post que acompanha a foto, ele diz: “Nos acusam de intolerantes, nos acusam de fascistas. No entanto, tive meu comitê atacado várias vezes. Isso mostra que estamos no caminho certo. A missão é combater com força o PSOL e suas pautas repugnantes.”

Ele também publicou junto uma foto de um banner seu depredado e com adesivos do movimento “Ele não”, contrário a Bolsonaro.

Depois de sair da casa do pai, na manhã desta quinta, Flávio disse que o ato foi “um posicionamento ideológico”.

“Na verdade, eles nada mais fizeram do que restaurar a ordem. Havia uma placa de [praça] Marechal Floriano. O PSOL acha que está acima da lei e pode mudar nome de rua na marra. Eles só tiraram a placa que estava lá ilegalmente”, declarou.

“Se o PSOL quer fazer uma homenagem para a Marielle, apresenta um projeto de lei, pede à prefeitura para, ao construir uma rua, uma praça, botar o nome, dar homenagem a ela. Agora não pode cometer um ato ilegal como esse”, afirmou Flávio.

“O pessoal tem que entender que eu não estou entrando no mérito de se homenagem é justa ou se não é justa”, acrescentou.

Questionado sobre se o assassinato de Marielle foi um atentado político, o candidato a senador declarou que “a dor da família dela é a mesma dor de todo mundo que tem um ente que morre”.

“E eu, por pouco, não passei por uma dor como essa ao perder meu pai, vítima de um atentado”, concluiu, em referência à facada que seu pai levou durante ato de campanha no dia 6 do mês passado, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

O deputado estadual Marcelo Freixo, candidato a deputado federal pelo PSOL, afirmou já ter levado o caso à polícia. “Já pedi ao delegado Fábio Cardoso [da Delegacia de Homicídios, que investiga a morte de Marielle] que tome o depoimento desse rapaz. É preciso saber por que ele tem tanto ódio da Marielle”, disse Freixo. (Com Estadão Conteúdo).

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Já que a placa era homenagem informal,  caberia ao PSL requerer ao prefeito da cidade, o pastor Crivella, as necessárias providências objetivando a retirada.

Mas para animais ( marginais )  o que importa é demonstrar força!

Parabéns ao Brasil pelo sombrio futuro que lhe espera!

A morte de Marielle foi um atentado político praticado por policiais e milicianos. 

A tentativa contra Bolsonaro foi apenas um ato cometido por um insano provavelmente insuflado pelas palavras de ordem da própria vítima.

A BOÇALIDADE DOS MILITARES É GENERALIZADA – Por um Brasil melhor: SÓ PARA OS MILITARES!…Funcionário público civil – especialmente policiais – tem que ser muito imbecil para votar em militares…Será que eles abrirão mão de seus privilégios e da vitaliciedade dos Oficiais e a estabilidade das Praças de carreira? 40

Presidente do Clube Militar defende fusão de estados que ‘produzem pouco’

Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio

  • Divulgação

    O presidente em exercício do Clube Militar, general da reserva Eduardo José Barbosa

    O presidente em exercício do Clube Militar, general da reserva Eduardo José Barbosa

Em uma eleição em que militares assumiram protagonismo, o Clube Militar decidiu se posicionar depois de longos anos sem participação ativa na política nacional: divulgou um documento chamado “Por um Brasil Melhor” com um diagnóstico e propostas para o Brasil. A carta faz críticas ao Judiciário, a empresários e políticos, além de pregar um novo sistema eleitoral, fim de cotas em universidades e do regime de estabilidade de funcionários públicos. Em entrevista ao UOL, o presidente em exercício do clube, general da reserva Eduardo José Barbosa, detalhou as propostas ao explicar que defende a fusão de estados menores que arrecadam pouco e a redução do que chamou de “privilégios”, como a licença-maternidade de quatro meses.

A ideia do manifesto foi inicialmente do presidente licenciado da instituição, general da reserva Hamilton Mourão, vice da candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ele se tornou presidente do Clube Militar no meio do ano, tendo se afastado em 10 de setembro por conta da campanha presidencial. Assumiu seu vice Barbosa, que se tornou responsável por elaborar o documento.

O general Barbosa ressalta que o documento é apartidário e não tem relação com a campanha de Bolsonaro ou com os militares que nela atuam. O próprio presidenciável, capitão reformado do Exército, é sócio do Clube Militar, assim como seu vice e outros integrantes que atuam na candidatura. Segundo ele, o manifesto foi elaborado como uma espécie de orientação para candidatos militares ou que se identifiquem com os ideais do clube.

Ao explicar suas propostas, o general Barbosa defende que estados que têm menor arrecadação e gastam muito deveriam ser fundidos para reduzir despesas. Citou como exemplo Alagoas e Sergipe e sugeriu uma possível fusão. O militar se mostrou contrariado com o fato de estados que produzem muito terem a mesma representatividade política que os que produzem menos.

Defendeu que funcionários públicos não devem ter privilégios e apoiou o fim da estabilidade. Além disso, defendeu que seja revisto o direito de greve em casos como profissionais de saúde, além de pregar a redução da licença-maternidade para um mês ou um mês e meio.

Leia a seguir a entrevista:

UOL – O documento faz um diagnóstico e propostas. Neste diagnóstico, os senhores fazem críticas contundentes sobre o Poder Judiciário, que classificam como corporativista. Por que vocês entendem que o Judiciário é corporativista?

Barbosa – Na verdade, quando se coloca, é que temos três Poderes, segundo a Constituição, e nenhum pode se sobrepor ao outro e nenhum pode ser protagonista.

E, quando a gente vê o Judiciário querendo legislar, há alguma coisa errada. Ele não deve assumir o papel protagonista. Quando a gente fala que é corporativista, é porque ele às vezes se protege

A gente vê pela própria imprensa, a gente vê juízes, magistrados, envolvidos em escândalos no próprio Judiciário, tomando decisões que vão contra o que a sociedade deseja. O que a sociedade deseja tem que ser regulado por lei. Prefiro não citar exemplo. Mas um caso específico que podemos citar é o próprio caso de impeachment (da ex-presidente Dilma Rousseff). No entendimento geral de especialistas da área jurídica, houve um julgamento em desacordo com o que está na Constituição. A Constituição é muito clara que o presidente quando sofre problema de impeachment automaticamente perde os direitos políticos. Quando perde os direitos políticos, perde os direitos.

Em outro ponto vocês criticam a elite empresarial medíocre… 

O que a gente chama de medíocre? Qual o papel do grande empresário? Criar empregos. As grandes empresas são as grandes empregadoras. Quando um grande empresário desvirtua e passa a atuar na política e corromper, isso é medíocre. Quando vi no artigo (na reportagem do UOL, a palavra medíocre), casa sim. Esse empresário é tão medíocre quanto o político. Se usassem o dinheiro para melhorar sua empresa, seria melhor para o país. Quando superfatura uma obra, uma obra de R$ 1 bilhão e chega a R$ 2 bilhões, esse R$ 1 bilhão poderia ser usado em outras e geraria mais emprego. (…) A Lava Jato mostrou quanto há empresárioz medíocres. Não são todos. Tratamos dessas empresas.

Nas propostas, os senhores defendem a limitação de mandato para altas cortes. Referem-se ao STF?

Também, para o STJ [Superior Tribunal de Justiça], para os tribunais federais também. A mudança é saudável. Quando tem a mesma pessoa fazendo as mesmas coisas, acaba inibindo as novas ideias. Quando coloca um magistrado de 30, 40 anos, ele vai ficar 35 anos na corte. Vai chegar um momento que ele vai ter a ideia preconcebida que não importa que a sociedade quer buscar uma nova convivência social. Cabe ao juiz enquanto a sociedade evolui ele se adaptar. (…) Eles são indicados pelo Executivo e depois confirmados pelo Legislativo. Quando você tem o Legislativo pelo Executivo, ou todos com o mesmo pensamento, você coloca nas altas cortes quem quiser. O magistrado passa a ser um braço do político. A única forma de corrigir é limitar o tempo de permanência. Um presidente indica alguém pela ideologia, por afinidade, o Legislativo também, mas ele vai ficar ali 10 anos, 15 anos.

Mas isso não tira a garantia da independência?

Mas a garantia da independência é o seu tempo de mandato. Vamos dizer que ele vai ficar 15 anos. Durante aqueles 15 anos, ele vai ser o dono do voto dele. O julgamento que ele fizer não vai ser questionado.

Há ainda uma defesa no documento do Clube Militar de limite no Legislativo.

Também. Política não é uma profissão. A política é uma maneira do cidadão de trabalhar em prol da sociedade. Mas isso não pode se tornar uma profissão. Por que um presidente não pode ficar a vida inteira? Porque acaba virando uma ditadura.

Se no Legislativo, que ficam as mesmas pessoas, o Legislativo tem como impor uma ditadura. Eles começam a legislar em proveito próprio e a esquecer a população 

Ele vai pensar como posso melhorar a minha vida como parlamentar. Não quer dizer que não possa voltar. Vamos dizer que ele possa como o presidente ficar quatro anos mais quatro, fica quatro anos fora e se candidatar de novo. Mas tem que dar vez para mudar. Ou vai ter os legisladores pensando da mesma maneira, e a legislação pode não evoluir.

Outra proposta é a criação de um novo sistema eleitoral. O que seria um novo sistema eleitoral?

Isso aí a gente tem visto acontecer nos últimos anos. Não gosto de citar nomes, vou tentar exemplificar sem citar nomes. Mas às vezes você tem um candidato de determinado partido que é muito votado. Por ser muito votado, ele elege vários outros. Mas se você analisar friamente, as pessoas votaram nele, não votaram naqueles outros. Então, você ter uma eleição que tem o voto de legenda ou puxador de voto, como tivemos exemplo de São Paulo. Todo mundo sabe de quem estou falando. Ele foi muito votado e levou outros que ninguém vai votar nele. São coisas que o Congresso já vem debatendo. Eles começam a debater, mas eles começam mais a pensar na reeleição e não tem mais interesse em votar. A gente pensa que o ideal… Existe o sistema de voto distrital.

Mas então seria uma mudança no sistema eleitoral, mas não na representatividade?

Também [na representatividade], teria de mexer em tudo. Aí cai no outro dado que não sei se você vai perguntar que falamos de fusão de estados. Cai na mesma coisa. Você tem estados enormes por exemplo como Amazonas, Minas Gerais, Bahia, e tem outros minúsculos, com uma população pequenininha. E, vamos dizer em termos de representatividade econômica pro Brasil, ele é bem enxutinho.

Às vezes aquele representante do estado pequenininho que só gasta e não contribui com nada tem a mesma força daquele estado que produz…

Você diz no Senado?

Senadores, mas os próprios deputados também.

Mas aí é proporcional à população…

É proporcional, mas se você vir… Essa turma quando se junta… Um exemplo: bancada do Nordeste. Aí já tem um peso grande. Principalmente no caso dos senadores acontece isso. No caso dos estados, não falo só do Legislativo. Um estado pequeno também tem um governador, tem uma assembleia. Quando você tem esses penduricalhos, você tem um gasto público imenso. Às vezes, você tem um estado pequeno que pouco produz, mas que gasta muito. Gasta muito com o que? Com política.

Mas, quando a gente fala especificamente da Câmara Federal, embora um estado não necessariamente produza igual ao outro não tem que ter a mesma representatividade?

Sim, aí é de acordo com a população. Mas no caso do Senado isso não acontece, como você mesmo colocou.

Mas por que no Senado é o representante do estado mesmo (todos os estados têm direito a três senadores com o objetivo de balancear o poder de estados mais populosos e menos populosos).

Sim, por isso que estou falando.

Quando você tem estados muito pequenos com pouca população, que tem a mesma força de votação de um estado que é grande, grande arrecadador para o desenvolvimento nacional, como você pode ter uma igualdade de votação e de peso? “Peraí, eu estou aqui produzindo, aquele lá está só gastando.”

Tudo bem, a gente tem que fazer uma distribuição, mas você não pode deixar que essa parte da estrutura criada pelos estados esteja acima dos interesses nacionais.

Mas não é do interesse nacional que esses recursos sejam distribuídos pelo país?

Cai na discussão do pacto federativo. Vamos falar dos municípios que é mais fácil de entender. A gente vê muito movimento para criar município. Cria município e cria outro gasto. Você não ouve falar de juntar município. Para que tem dois município? Às vezes tem dois municípios que não produzem nada e tem dois prefeitos, duas Câmaras. Para que? Tem nada. Se bobear, o pessoal do município A vai no do B para posto de saúde. Às vezes nem hospital tem. A gente não ouve falar em fundir município. Só ouve falar em criar município. Quando você começa a subir isso aí de nível, você vai ver que no estado é a mesma coisa. Tivemos uma divisão de estado quando dividiram Mato Grosso, depois dividiram o de Goiás.

Para que tem dois governadores de estados pequenininhos? Vamos falar aqui claramente. Nós temos ali Alagoas, Sergipe, dois estados pequenininhos. Para que tem dois estados pequenininhos?

Lembra quando fundiram o estado da Guanabara e fundaram com o do Rio. Perfeito. Sou carioca e achei ótimo. Aqui era Distrito Federal, saiu, perdeu o sentido. Tinha um governador aqui e outro em Niterói.

Outra questão que vocês mencionam é sobre funcionalismo público em relação a gastos. Dizem que teria de ser revista a questão de funcionário em relação à estabilidade, greve. O que vocês querem dizer com isso?

Isso é em termos de que o estado é para servir a população. A estrutura é para servir a população. Não pode ter funcionários que fiquem ali indefinidamente e não possam ser mandados embora. Tudo bem que passaram no concurso, mas se revelam mal educados.

Seria o fim da estabilidade?

Sim, o fim da estabilidade. Mas em casos específicos. Acho até que isso já é previsto, mas é pouco utilizado. Porque ninguém quer mandar o colega embora… Você sente o mal-estar quando a população precisa do serviço.

E quando fala em direito de greve?

Existem categorias que não deveria ter greve. Imagina serviço de saúde fazer greve? Serviço de saúde não pode fazer greve. Não pode deixar de atender a população. Militar, policial não pode fazer greve.

Isso [greve de policiais] já é proibido.

Mas vimos isso aí, no Espírito Santos, Alagoas. Tem que pegar esse pessoal e tirar do serviço público. Ou cumpre a lei ou por que a população vai cumprir?

Você entende que o funcionário público tem privilégios?

Uns têm, né?

Que tipo de privilégio?

Um privilégio que ele tem é o próprio poder de atender ou não. Ele se julga o dono da verdade. Ele pode te atender ou não, ou volta amanhã. Me parece até que caiu a legislação que não pode maltratar o funcionário público. Não há isonomia [de salários] entre os três Poderes. Não só nos poderes, no estado, no federal. Um está aqui e outro em Brasília, e fazem a mesma coisa e um ganha três vezes o que do outro. Nem vou citar um outro polêmico aqui… O próprio problema da… Vou falar… A gente pode falar que a Constituição deixa. O próprio auxílio-maternidade das mães. Falo com muita tranquilidade que tenho uma filha. Como é que funciona em outros países? A mãe pode ficar com o recém-nascido, com o bebê, um mês, um mês e meio.

Depende do país, há outros que são seis meses…

Depende do país, mas, de modo geral, é um mês ou um mês e meio. Mas a empresa tem que fornecer serviço de creche. Aí a mãe leva o bebezinho para trabalhar. E, no horário da amamentação, ela sai do trabalho e amamenta a sua criança, e assim vai.

Quando começa a estender esses privilégios [licença maternidade] como aqui, em que a mulher pode ficar seis meses, o que o empresário faz? Se o empresário entrevista uma mulher recém-casada, pode ser o supra-sumo da competência, e entrevista um rapaz da mesma competência, é normal o empresário dar preferência ao homem

Por que? Porque ele sabe que a menina pode engravidar. Imagina isso para quem é diretor de uma empresa?

Essa não é uma forma de garantir um melhor início de vida para o recém-nascido?

Você tem como garantir isso de outras maneiras. Tem países que garantem isso como? A mãe leva a criança para o local de trabalho, fica em uma “crechezinha”. Para uma cuidadora que vai se preocupar em trocar a fralda, dar banho. O principal nesta época é a amamentação. E a mãe vai estar junto, no intervalo de almoço, ela vai lá.

Países que têm legislação mais avançada têm até um ano de licença maternidade (a Noruega e o Reino Unido têm licenças maternidades de 315 dias. A Organização Internacional do Trabalho recomenda 34 semanas).

Aí você depende do país poder prover isso. Mas você tem o país nórdico onde todo mundo é empregado. Se você tem um alto funcionário que está em licença maternidade, você tem outro para substituir. Mas, em um país como o nosso, que você tem a deficiência e muitas vezes depende do funcionário e está ali para o cargo de direção e gerência e não tem outro para substituir porque nossos encargos trabalhistas são muitos caros, a nossa legislação trabalhista não permite que contrate outro para o lugar… Minha filha, por exemplo, saiu em licença maternidade e não podia botar outro lugar. Nesses países não têm esse problema.

Na questão da educação, o documento coloca a universidade pública com o fim gradual das cotas. As cotas não provocaram uma inclusão de classes mais baixas? A universidade que os senhores querem é pública?

O sistema da cota foi criado para inclusão de classes menos favorecidas em termos de estudo para ingressar na unidade. Não é para o pobre, para o negro ir para a universidade. Minha opinião não é essa. A cota foi estabelecida porque o ensino público é de má qualidade. (…) Eu estudei em ensino público e era de ótima qualidade. Tinham poucos colégios privados, eram minoria. (…) Como o ensino foi se deteriorando, como o pessoal mais pobre não tinha condição de entrar em universidade pública. Quando compara matemática na escola privada e pública, nossa! Foi criada a cota para a inclusão da população mais pobre. Nisso, aí entrou o negro, entrou todo mundo. (…) Quem consegue entrar para um curso, em geral, pode pagar.

A faculdade pública deve ser de graça para quem não pode pagar. Quem pode pagar tem que pagar. Talvez você venha a nem precisar mais de universidade pública. Quem tem condições paga. Quem não tem condições de pagar faz um Fies. Para que precisaria se manter uma estrutura dessa pública?

Mas acho que isso seria de médio, longo prazo. Não seria isso para agora. Mas pode repensar quem pode estudar de graça ou não. Outra coisa que a gente coloca é que 90% das matérias [sejam] mais voltadas para o desenvolvimento do Brasil. Como o governo não tem recursos para manter todos os cursos, que priorizasse os recursos que fossem mais necessárias para o desenvolvimento do Brasil. O que a gente considera isso?

Cada pessoa vai pensar uma coisa…

Matérias relacionadas à área de ciência de tecnologia. Brasil precisa de cientistas com formação em física, química, matemática, aeroespacial. Esse estudo tem que ser muito bem feito. Algumas áreas de humanas importantíssimas, como medicina, matemática, psicologia. Essas outras que têm alguém querendo fazer… Sociologia.

Sociologia serve para que? Serve para discussões filosóficas e tal. Para que a sociologia contribui para o desenvolvimento do Brasil? Em termos de desenvolvimento objetivo, que gere empregos, renda. Precisamos gerar emprego, renda.

Não necessariamente só as coisas que geram renda são importantes para o Brasil, não?

Eu sei disso. Precisa dessas áreas também. Mas acontece que eu não tenho dinheiro para tudo. Eu vou priorizar o quê? Aí a gente costuma dizer no grupo dos meus amigos: “Você já ouviu falar de prêmio Nobel de Sociologia?” Não tem. É importante ter sociólogo? Sim. É importante ter cientista político? É importante. Ninguém está discutindo a importância dessas atividades. Agora, se não tem dinheiro para bancar as 30 faculdades, tenho dinheiro para manter 15, vou priorizar quais as 15 são mais importantes. Essa discussão tem que ter. Não estou dizendo que a atividade é mais importante do que a outra.

No documento, é colocado muito forte a defesa da democracia e liberdade. Há uma discussão na eleição atual se a democracia brasileira está em risco. Um candidato foi esfaqueado, a imprensa tem sido atacada. Neste contexto, os senhores veem uma ameaça à democracia brasileira?

A liberdade e democracia têm que existir sempre, de um lado e de outro. Se formos falar de direita e esquerda, que é a grande polarização, um lado diz que tudo que ele fala tem que ser aceito: ninguém tem que contestar. Se você contestar, é antidemocrático. Vamos falar mais claramente, a esquerda é mais radical. A esquerda, quando ela é contrariada, se você contrariar, ela vai dizer que você é antidemocrático, fascista. A direita é contrariada, ela se mantém calada e fica numa boa. Ela se defende na argumentação.

Vejo que os dois lados não aceitam as posições contrárias.

Estou tentando exemplificar. Até coloquei no pensamento do clube que, se o esfaqueado fosse alguém do outro lado, do lado mais radical da esquerda, teríamos quebra-quebra nas ruas, a imprensa todo dia batendo naquele dia, “Quem é que esfaqueou? Quem esfaqueou?”. Como no caso da vereadora Marielle. “Quem fez? Quem fez?” Essa liberdade de democracia tem que ser para os dois lados.