“Sociedade brasileira cultua a violência”, diz sociólogo 25

“Sociedade brasileira cultua a violência”, diz sociólogo

DW Fernando Caulyt

09/10/201710h04

Estudo mostra alta propensão do país ao autoritarismo. Em entrevista à DW, pesquisador alerta para risco de políticos com “posições salvacionistas” e defende Estado que garanta a paz, e não o medo. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em conjunto com o Datafolha, mostrou que o medo da violência é uma das principais razões para que o brasileiro tenha propensão a posições autoritárias.

O estudo, divulgado na sexta-feira (06/10), também apontou que o segmento mais rico da população é o que mais rejeita a ampliação dos direitos humanos e civis no país.

Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do FBSP, hoje há espaço no Brasil para posições políticas e ideológicas que reforçam preconceitos, posições reacionárias e atitudes de intolerância.

“A sociedade brasileira é extremamente violenta, e infelizmente essa é uma característica que tem raízes históricas”, diz Lima, em entrevista à DW. “Somos uma sociedade que cultua a violência, o individualismo exacerbado e não valoriza a vida.”

DW Brasil – Quais são as principais conclusões do estudo?

Renato Sérgio de Lima – A pesquisa mostra que a sociedade brasileira é extremamente violenta, e infelizmente essa é uma característica que tem raízes históricas. É uma sociedade que entende que a forma de resolver os conflitos é por meio de posturas autoritárias e de violência. Ou seja, violência se resolve com mais violência. No caso de apoio a posições autoritárias, o índice atingiu 8,1 numa escala de 0 a 10 – sendo 10 a mais alta propensão. Segundo a nossa pesquisa, as pessoas mais propensas ao autoritarismo são as mais pobres, com menos escolaridade e moradores da região Nordeste do país.

Outro destaque é que as pessoas mais ricas, que ganham mais de dez salários mínimos, são aquelas que, proporcionalmente, mais rejeitam a ideia de ampliação dos direitos humanos e civis, como por exemplo, da população LGBT, das mulheres e dos negros. Nesse caso, o índice atinge 7,83 numa escala de zero a dez. Ou seja, temos uma combinação tóxica no Brasil onde, de um lado, a população mais pobre tem maior propensão a posições autoritárias e, de outro, a mais elitizada não quer aderir à agenda de direitos da nossa Constituição.

Qual é o motivo para que a população brasileira seja mais propensa ao autoritarismo?

Vemos que o medo da violência tem dominado a população adulta no país e, assim, essa questão assume um papel central no contexto atual, em que vivemos uma profunda crise de legitimidade das instituições democráticas. Essa crise abre espaço para posições políticas e ideológicas que reforçam preconceitos, posições reacionárias e atitudes de intolerância e que podem levar a retrocessos dramáticos no que diz respeito a políticas públicas, em especial as voltadas para a área de segurança pública.

Os resultados apontam para a urgência de o Brasil rever a maneira como tem enfrentado a violência e pautado as políticas de segurança pública. Quer dizer, o medo da violência é o maior motor para posições polarizadas, porque a sociedade brasileira vive, na média, amedrontada. Ou interferimos na interdição moral e política da violência como uma ferramenta de solução de conflitos ou estamos criando um ambiente extremamente complexo, que abre margem para sectarismos e posições perigosas para a democracia brasileira.

Por que os brasileiros mais ricos apresentam uma maior tendência de ser contra a agenda de direitos?

Geralmente, as pessoas associam direitos a privilégios. Uma das perguntas foi se “a lei das domésticas interfere indevidamente nas relações entre patrões e empregados”. Muitos brasileiros ricos pensam que, se a população tiver seus direitos ampliados, eles não terão mais condições de pagar uma empregada doméstica todos os dias. Então, associa-se ao risco que a mobilidade social oferece aos privilégios que a classe média e os mais ricos conseguiram construir ao longo dessa estrutura de desigualdade, de não direitos. A população do Brasil, historicamente, é relegada ao salve-se quem puder e, em meio a isso, a perspectiva de ampliação de direitos assusta aqueles que, de algum modo, imaginam que conseguiram mobilidade por mérito ou herança. Somos uma sociedade que cultua a violência, o individualismo exacerbado e não valoriza a vida. Nosso futuro depende de reconhecermos na vida o nosso valor máximo a ser preservado e garantido.

Como você analisa este dado: o perfil médio do brasileiro que apoia posições autoritárias é autodeclarado pardo, maior de 60 anos, da classe D/E, menos escolarizado e morador de cidades de até 50 mil habitantes da região Nordeste.

É exatamente esse segmento da população brasileira que tem, reiteradamente ao longo dos últimos séculos, sido vítima tanto da violência como da violação de direitos. E, com a crise econômica atual, esse segmento da população está muito decepcionado com o Estado, com as políticas sociais e com a não garantia da cidadania. As respostas apontam um pedido de socorro das classes mais pobres que nunca tiveram seus direitos assegurados, que tiveram uma mobilidade a partir do crescimento econômico, mas, que agora, com a crise, estão novamente sobre o risco do desemprego, da fome e da miséria. E as formas culturais de solução de conflitos ainda são muito permeadas pela violência. Em comunidades menores – quando o cidadão tem menos acesso à informação e é mais dependente de interações comunitárias cotidianas –, elas tendem ser mais tradicionais e, infelizmente, no Brasil a tradição é fazer uso da violência.

Qual é o cenário caso não se atue frente à violência?

Se não interferirmos nesse processo, posições salvacionistas – como, por exemplo, a plataforma política eleitoral de Jair Bolsonaro – ganham força exatamente ao tentar propor uma solução para o problema. Porém, a solução de Bolsonaro é eliminar os “inimigos”, que, portanto, seriam aqueles que estão amedrontando a população. Isso é muito perverso, porque, no momento em que a população não reconhece direitos, ela vive amedrontada e aceita posições autoritárias. Isso tem a ver com valores tradicionais, que, em associação com medo, legitimam mais violência. Estamos criando um ambiente em que o país está flertando com uma realidade que nos anos 1940 era muito próxima, como o nazismo, fascismo e ditaduras de direita ou esquerda. O ideal de Justiça é substituído pela ideia de vendeta e revanche contra todos aqueles que, em tese, são vistos como responsáveis pelo atual quadro de insegurança e criminalidade que o país vive.

O que as instituições podem fazer para diminuir a propensão ao autoritarismo da população?

Primeiramente, o governo deve garantir os direitos previstos pela Constituição de 1988, começando por garantir a vida. O Brasil tem 60 mil homicídios todos os anos e 50 milhões de brasileiros adultos que conhecem pessoas que foram assassinadas. Se tivermos que fazer algo, é repensar as políticas de segurança para garantir a vida. O segundo é garantir que as pessoas possam ter a liberdade de ir e vir, garantir sua identidade, autonomia, enfim, que a sociedade brasileira possa ser uma sociedade plural, multicultural e onde as diferenças sejam resolvidas numa instância confiável, ou seja, o Estado precisa se tornar mais confiável e as polícias precisam se aproximar da população. Precisamos investir em polícias mais confiáveis e mais capazes de lidar com o problema, e não no padrão violento de enfrentamento do criminoso. Temos que investir no esclarecimento dos crimes e punir seus responsáveis.

Como o Estado está atuando na luta contra a violência e qual seria a melhor forma de fazê-lo?

Na prática, a violência não está sendo interditada moral ou politicamente. Ou seja, os partidos de esquerda reduzem a violência como fruto da desigualdade, então frisam que é importante investir em redução das causas sociais que a provocam. Já os de direita, a violência é fruto do narcotráfico e da maldade dos criminosos, então deve-se perseguir os criminosos e eliminá-los. Mas, na prática, não estamos enfrentando de frente o problema da segurança pública, que é construir um Estado que garanta o monopólio da força legítima, consiga administrar conflitos e fazer isso dentro do Estado democrático de direito. E um Estado que garanta a paz, e não o medo, porque, no fundo, é isso que está provocando o medo na população.
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Lapso Freudiano ou dissimulação de suas íntimas convicções…Promotor que ignora a ética das palavras faz prova irrefutável de que o MP está tomado por catinguentos morais como ele…Pior: culpa os delegados de polícia pela divulgação de seus perdigotos mentais…Será que estava com a mente quimicamente alterada ? 35

Promotor ironiza negro, babá e pobre e vira alvo de investigações

Avelino Grota, do MP-SP, foi denunciado à Procuradoria-Geral de Justiça e à Corregedoria por postagem em que diz que negro ‘é catinguento’ e ‘pobre é feio’

O promotor de Justiça Avelino Grota, do Ministério Público Estadual de São Paulo, enfrentará investigações na Procuradoria-Geral de Justiça e na Corregedoria por causa de um texto que, segundo ele, ironizava o arquivamento de uma investigação sobre a exigência de clubes paulistanos para que babás usassem uniformes brancos em suas dependências. Em um grupo privado de promotores no Facebook, Grota escreveu uma postagem com diversas ofensas a pobres, negros e babás.

As mensagens foram reveladas pelo blog do Fausto Macedo, no jornal O Estado de S. Paulo. Elas foram postadas entre os dias 25 e 26 de agosto. Foi justamente em 25 de agosto que o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu arquivar os inquéritos que a Promotoria de Direitos Humanos havia aberto para investigar a discriminação de clubes paulistanos ao regular a vestimenta de babás.

“Analisei, ponderei e cheguei a algumas conclusões. Vamos a elas. Pobre, em regra, é feio; babá, em regra, é pobre; logo, babá, em regra, é feia”, disse Grota. “E negro, como todos sabem, tem o péssimo costume de não dar muita atenção à higiene – tanto do corpo quanto da roupa”. Em seguida, o promotor enumera razões que justificariam o uso do uniforme branco pelas babás, todas elas carregadas de termos ofensivos.

“É por isso que negro, em geral, é catinguento, porque sua muito e, não tomando a quantidade diária certa de banhos, acaba fedendo mais do que o recomendável. Daí porque o uso da roupa branca pelas babás é uma solução muito adequada”, afirma, em certa passagem do texto.

Após a repercussão do texto, Grota voltou ao grupo do Facebook para dizer que “qualquer colega de boa-fé” compreendeu “que tudo o que nele [no post] está escrito é rigorosamente irônico – ou, mais propriamente, sarcástico”.

Ele criticou o promotor – que não nomeou – que tirou o texto de contextualização e vazou o seu conteúdo para a imprensa e para um grupo de delegados no Whatsapp, o que, segundo ele, causou “o regojizo de algumas autoridades da Polícia Civil que nunca tiveram grande apreço pelo MP”. Grota também lamentou que outro promotor tenha entrado com as representações.

“O fato é que o colega que vazou, se não entendeu a ironia ou o sarcasmo, foi seletivo, porque vazou apenas o texto principal e dois dos três primeiros comentários, omitindo todos os demais, nos quais, se dúvida alguma havia sobre a natureza do post, ficava esclarecido que todo ele era e é rigorosamente uma crítica à obrigatoriedade do uso do branco pelas babás, e não, obviamente, um devaneio racista sobre negros ou um panfleto classista contra pobres”, afirmou.

O promotor disse que se considera negro, que não nasceu “em berço de ouro” e que jamais manifestou preconceito contra ninguém. Grota declarou que responderá aos processos administrativos no tempo certo e que avaliará se tomará alguma medida judicial contra o colega que fez a representação às instâncias superiores do MP.


Para se justificar diz que é negro e “casado com um negro”. 

Homossexual ele até pode ser, casado com negro até pode ser, mas negro não  parece.Talvez eu esteja com problemas de visão.

De qualquer forma, desde quando toda babá é negra e feia, todo segurança é negro e todo pobre é fedorento?, 

Só no inconsciente  desse douto membro do MP de São Paulo, né ?   

— Todos que me conhecem sabe que eu sou irônico, sarcástico, sempre escrevo nessa linha. E, em segundo lugar, porque eu mesmo sou negro. Em recente censo interno do MP, eu fui um dos poucos que se identificaram como negro. Sou casado com um negro, tenho 26 anos de carreira, sempre fui ligado à área dos direitos humanos, assessor de quatro ex-procuradores gerais — disse.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/texto-sobre-racismo-gera-polemica-entre-promotores-de-sp-21904242#ixzz4uYyxDNCl
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Cartel de banqueiros do jogo de bicho automatiza apostas e prejudica apostadores da Baixada Santista 16

Pois é, nos últimos tempos , o GAECO do Ministério Público com estardalhaço realizou diversas operações contra o jogo do bicho na Baixada Santista, especialmente em Santos e São Vicente.
Levando para a prisão um dos banqueiros mais ricos da região:  o Carlinhos Virtuoso , herdeiro da banca do seu Damasco.  Bicheiro que vivia em debochada ostentação.
A última operação , meses atrás  – contra a banca do NECO –  foi denominada Game Over, que literalmente significa “fim de jogo”.
Que nada!
Não acabou com a jogatina e ainda deu uma forcinha para a concorrência.
Recentemente, um grupo de bicheiros fez uma associação que agora controla todas as apostas na região.
Primeira providência: unificar para menor a premiação em toda a Baixada Santista.
A antiga banca Damasco pagava R$ 4.000,00  para cada real apostado na milhar vencedora, enquanto as demais bancas pagavam apenas R$ 3.000,00.
Diziam que a Damasco praticava concorrência  desleal, pois apostadores de outras localidades buscavam efetuar suas apostas em São Vicente, em razão da possibilidade de ganho maior.
Assim , com essa unificação do valor da premiação ( estadual ) , as bancas já não concorrem entre si e pagam prêmios cada vez menores.
Resultado na cabeça: mais milhares de reais no bolso dos banqueiros.
O jogo de bicho na Baixada Santista movimenta milhões de reais por mês.
Hoje são dois sorteios por dia; além da Federal.
Cerca de 50 milhões de reais por ano apenas em São Vicente ( laudo do Ministério Público ) .
Mais da metade desse montante é lucro do Chefão.
Não bastasse a modificação da premiação,  também automatizaram  o sistema de captação das apostas.
Agora  feita eletronicamente via sistema P.O.S., cujos servidores estão alojados em provedores internacionais .
Tudo com criptografia de ponta a ponta.
Do mundo real as bancas migraram para as nuvens ( mundo virtual e virtuoso da internet  ) , tornando ainda mais difícil  e complexa a  repressão criminal .
É sabido que conforme estimativas da Polícia Civil e do Ministério Público,  os “banqueiros” do jogo de bicho lavam no estado de São Paulo cerca de meio bilhão de reais por ano em segmentos como turismo, construção civil, revendas de veículos importados , universidades ,  academias de ginastica , lojas de materiais para construção, hotelaria , postos de gasolina e até no segmento de roupas de grife, além de praticamente monopolizarem a compra e venda de bilhetes premiados da CEF.
Os grandes bicheiros são donos de centenas de lotéricas na Capital e grandes cidades do interior. Estima-se uma movimentação bruta de cerca de R$ 1,2 bilhões no estado, cerca de R$ 700 milhões no Capital e Grande São Paulo.
Na base da nova administração dos negócios:  equipamentos eletrônicos modernos e sistemas informatizados , capazes de permitir ao bicheiro que ele tenha, on-line, condições de aferir instantaneamente as apostas e o lucro de cada ponto de bicho .
Na Baixada Santista o jogo continua sendo explorado em qualquer esquina sem impedimento por parte das autoridades e agentes da Administração.
Dizem que nem o antigo e famoso “pau” ( propina ) está sendo recolhido .
Fala-se “tá tudo parado” ; que acabou a recolha…
De qualquer forma,  com ou sem propina , o jogo de bicho continua sendo a loteria mais rentável do Brasil; aparentemente continuará sendo por muitos e muitos anos.
A melhor providência seria a sua legalização!
Enfim, “Game Over”, nada…
Senhoras e senhores, façam as suas apostas!

Polícia Civil impede consumação de crime federal contra o Banco do Brasil 55

Entenda como a polícia conseguiu achar túnel e frustrar assalto bilionário ao Banco do Brasil

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

 

Veja como era túnel que seria usado para roubar R$ 1 bilhão de banco em SP8 fotos

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3.out.2017 – O túnel cavado tinha aproximadamente 600 metros de comprimento e em torno de um metro e meio de altura. Foi cavado para chegar ao cofre da base de distribuição do Banco do Brasil em São Paulo, na Chácara Santo Antônio, em Santo Amaro (zona sul). Os chefes do bando afirmaram que pretendiam fazer “o maior roubo a banco do mundo” VEJA MAIS > Imagem: Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo

A Polícia Civil alugou um imóvel para acomodar policiais disfarçados e vigiou suspeitos por dias até conseguir achar o túnel de 600 metros e os líderes da quadrilha que planejava furtar cerca de R$ 1 bilhão do Banco do Brasil em São Paulo.

A investigação começou há cerca de três meses, quando policiais do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) receberam informações preliminares de que uma quadrilha tentaria assaltar o Complexo Verbo Divino do Banco do Brasil, na zona sul de São Paulo.

A polícia não disse se recebeu dicas de informantes ou se interceptou comunicações de suspeitos para ter acesso a essa informação inicial.

Mas ainda era preciso descobrir como o assalto aconteceria e quem eram os líderes da quadrilha.

Uma das primeiras medidas dos policiais foi ir visitar as instalações do banco. Lá eles verificaram que havia um grande aparato de segurança e por isso concluíram que dificilmente os criminosos optariam por um assalto convencional.

A partir de então começaram a suspeitar que os bandidos tentariam cavar um túnel para entrar no cofre do banco de noite.

“Há um mês, identificamos o QG (dos criminosos), na zona norte (de São Paulo). Vimos uma movimentação anormal”, disse o delegado responsável, Fábio Pinheiro Lopes.

Policiais disfarçados então alugaram uma casa e de lá começaram a vigiar um imóvel onde suspeitavam que os criminosos preparavam ferramentas e instrumentos que seriam usados no túnel que seria cavado até o cofre do banco.

O fato de os suspeitos sempre saírem do local carregados de equipamentos reforçou a hipótese da polícia de que eles estavam construindo um túnel. Os policiais perceberam que estavam lidando com uma quadrilha especializada em roubos a banco.

“Em uma semana, a gente conseguiu identificar onde seria o túnel. Monitoramos a região e optamos para “startar” (começar) essa operação quando os líderes estivessem reunidos”, afirmou o delegado Lopes.

O túnel estava sendo cavado a partir de uma casa alugada na Chácara Santo Antônio, zona sul da capital paulista, próxima ao complexo de cofres do Banco do Brasil. O local também passou a ser monitorado dia e noite.

Quando foi descoberto, o túnel estava quase concluído e já era quase oito vezes maior ao que foi usado pela quadrilha que realizou o maior assalto a banco do Brasil — quando foram levados R$ 164 milhões do Banco Central de Fortaleza (CE), em agosto de 2005. A estrutura usada na época tinha 75,4 metros de comprimento. O túnel de São Paulo tem cerca de 600 metros.

Os policiais decidiram continuar monitorando as atividades dos criminosos até conseguir identificar quem eram os líderes do bando. Na noite desta segunda-feira, quando os policiais do Deic tiveram certeza de que as lideranças estavam reunidas, uma grande operação com equipes táticas e um helicóptero foi deflagrada.

Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo

3.out.2017 – O túnel cavado tinha 600 metros de comprimento e em torno de 1,5 m de altura.

Foram presos os supostos líderes da quadrilha: Fernando Augusto Santiago, 40 anos, mecânico, e Alceu Ceu Gomes Nogueira, 35 anos, perueiro, além de outros 14 suspeitos.

“Quatro (suspeitos) que foram contratados para cavar estão foragidos. Não teve reação. Até porque foi rápido. Não teve nem tempo de reagir. Eles nem acreditaram no que estavam vendo”, disse o delegado.

Os investigadores encontraram no local usado como base pelos criminosos uma estrutura completa, com maquinários que permitiam o corte de metais para confecção de escoras, trilhos e carrinhos utilizados na retirada dos numerários.

Ao entrar no túnel, os policiais perceberam que as escavações já haviam praticamente chegado aos cofres — no complexo do Banco do Brasil já era até possível ver rachaduras no chão.

O furto aconteceria na sexta-feira, segundo os policiais.

Os presos responderão por tentativa de furto qualificado e associação criminosa. Entre os detidos, 12 apresentavam passagens na polícia por homicídio, roubo, furto, tráfico de drogas, estelionato e porte de arma. Os policiais apreenderam seis automóveis.

Ainda de acordo com a polícia, alguns dos assaltantes também atuaram em dois grandes roubos a banco no Brasil: o maior do país, em Fortaleza, em 2005, e o do Itaú, em 2011, em São Paulo.

Nogueira também é investigado por suposta participação em um assalto à transportadora de valores Prosegur, no Paraguai, em abril deste ano. Na ocasião foram roubada em dólares uma quantia equivalente a R$ 120 milhões de reais. O crime foi atribuído a membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a defesa dos 16 suspeitos até o horário da publicação. Segundo o Deic, eles estão no Fórum da Barra Funda, onde devem passar por audiência de custódia nesta terça-feira.

Luís Adorno/UOL

03.out.2017 – Pessoas se aglomeram em frente à casa onde túnel foi cavado

Curiosos tentam entender e se questionam como os criminosos conseguiram tramar tudo, durante tanto tempo, e cavar o tanto que conseguiram, até o banco, sem gerar nenhum alarde e sem barulho. Ninguém quis se identificar.

Uma vizinha, que mora ao lado na casa, e que pediu para não ser identificada, disse que os criminosos não faziam barulho nenhum e que nunca suspeitou de nada. “Eles entravam e saíam toda hora com uma van. A casa ficou desocupada há 3 anos. Antes, funcionava um cabeleireiro, que deixou o local porque, quando chovia, entrava água dentro da casa”.

“Operação de sucesso”

Especialistas críticos à atuações da polícia analisaram com bons olhos a ação ocorrida ao longo dos últimos meses, de inteligência, e a forma com que os policiais abordaram e capturaram os criminosos, sem a necessidade de disparo de armas de fogo.

Para a professora da Universidade de Chicago, Yanilda Gonzales, que está no Brasil para uma pesquisa sobre segurança pública, há um “contraste” entre a ação de ontem e uma outra ação recente da polícia no Morumbi — onde dez suspeitos de uma quadrilha que roubava residências foram mortos em um tiroteio com a polícia.

“É um espelho para avaliar o que aconteceu no Morumbi. A Polícia Civil demonstrou ontem que tem a capacidade de executar uma operação sofisticada sem violência letal, então é necessário perguntar porque a ação no Morumbi teve esse resultado trágico”, disse.

“Foi uma ação que todo o cidadão quer e que o Brasil precisa: uma polícia que age de forma inteligente, que investiga com cuidado, com atenção, e que prende os criminosos em uma ação que não foi necessário efetuar nenhum disparo. Isso é uma operação de sucesso”, afirmou Rafael Alcadipani, que é membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

“É o tipo de ação que a gente precisa incentivar, tanto como mídia, sociedade e especialista de segurança. A gente tem que incentivar ações inteligentes da polícia, que previne o crime, evita e faz com que ele não aconteça e que respeita o direito de todo mundo”, complementou.

Até o governador Geraldo Alckmin participou de uma entrevista à imprensa sobre a prisão da quadrilha — o que não é prática comum em casos policiais.

“Dezesseis presos. Fruto de três meses trabalho. E a prisão desta quadrilha com indícios de envolvimento em outros grandes crimes pelo Brasil. Era uma quadrilha altamente especializada. Tiveram um investimento inacreditável de quase R$ 4 milhões (para construir o túnel). Quero cumprimentar todos os policiais e toda a equipe que participou”, afirmou o governador.

 

RESERVA IMORAL DO ESTADO – Oficiais da PM roubaram mais de 300 milhões do povo de São Paulo…( Tudo santo do pau oco ) 52

O órgão não colocou o R7 em contato com os citados. A reportagem não conseguiu localizar os sócios da empresa Construworld LTDA.

207 crimes
Início da denúncia de José Afonso Adriano Filho à Corregedoria
Início da denúncia de José Afonso Adriano Filho à CorregedoriaReprodução

Em carta enviada à Corregedoria da Polícia Militar em 20 de maio, o ex-tenente-coronel da reserva José Afonso Adriano Filho sugere que 19 oficiais do comando da PM paulista, entre eles o ex-comandante da corporação e atual deputado estadual coronel Álvaro Camilo, estão envolvidos no caso de corrupção que pode ter desviado, segundo denúncia do Ministério Público, mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos e o levou à prisão em março deste ano.

Adriano, que está negociando uma delação premiada, solicita a abertura de inquérito contra os oficiais, e reclama de parcialidade do órgão. Na carta, ele fala em reformas de apartamento, mimos a policiais e compra de viaturas incompletas. Por conta da tentativa de delação do ex-coronel, o caso vem sendo chamado de Lava Jato da PM nos bastidores.

“Verifica-se que esta Corregedoria apura com rigor os fatos ocorridos no DSA-CG [Departamento de Suporte Administrativo do Comando-Geral], porém com total parcialidade, tendo em vista que muito embora tenha conhecimento da participação e conhecimento de outros oficiais superiores, sequer (sic) foram ouvidos, limitando-se a investigar com rigor extremo o denunciante”, diz o documento obtido na íntegra pelo R7.

Adriano era oficial da PM até 16 de agosto deste ano, quando foi julgado pelo TJM (Tribunal de Justiça Militar), que afirma que o oficial teve seu posto de tenente-coronel cassado, assim como seu salário mensal — R$ 15.766,70 —  e pensão como reservista. Segundo o TJM, ele ainda foi expulso da corporação junto com a decisão.

R7 entrou em contato com os advogados do tenente-coronel, que não responderam até a publicação desta reportagem.

O PM teve seu pedido de Habeas Corpus negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) na última quarta (27), que cita o relatório da promotoria. Na decisão, o ministro Ribeiro Dantas defende a prisão preventiva de Adriano afirmando que mesmo com o passaporte retido, o policial poderia fugir a um país membro do Mercosul.

A decisão também afirma que Adriano ameaçou um parceiro, exigindo “ficar calado, pois estaria mexendo com peixe grande”.

Questionado, o MP confirma o interesse de fazer um acordo de delação premiada, e afirma que “no momento, as informações estão sob análise, não cabendo ao MP tecer qualquer tipo de consideração sobre tais tratativas”.

207 crimes

De acordo a denúncia, de 10 de abril de 2017, o esquema teve início em meados de 2005, quando a empresa Construworld LTDA foi contratada para um serviço de reparo no lago de carpas do quartel do Comando-Geral, na região da Luz, em São Paulo.

A empresa de materiais de construção é acusada de ser o ralo por onde escoou dinheiro público através de licitações fraudulentas entre 2005 e 2012.

O relato diz que em “determinado momento” de 2006, o tenente-coronel comprou a construtora por R$ 5.000. O acordo, no entanto, foi verbal, e Adriano nunca figurou entre os sócios da empresa na Junta Comercial de São Paulo.

A partir deste momento, de acordo com a denúncia do MP, o PM assumiu o controle da empresa de materiais de construção e “fazia com que a Construworld celebrasse contratos de fornecimento de serviços à Polícia Militar. Estes contratos ocorriam, por vezes, através de dispensas (irregulares) de licitações. Em outras ocasiões, havia a concorrência com outras empresas, mas os resultados eram manipulados para que a Construworld fosse vencedora. No entanto, tudo era fraude para o desvio de dinheiro (…) tudo era ‘fachada’, simulação para desviar o dinheiro da Administração Militar em proveito do tenente-coronel Adriano e dos comparsas dele, sem que houvesse a prestação dos serviços ou o emprego de materiais nas formas como estavam nos editais e nos contratos.”

Segundo as investigações do Inquérito Policial Militar, os valores dos contratos de serviços e materiais não prestados somam R$ 7.164.973,57 (mais de sete milhões). O dinheiro seria recebido por Adriano na conta bancária da Construworld. A empresa fechou as portas em dezembro de 2012.

A denúncia no MP calcula que o prejuízo com a fraude ultrapasse R$ 300 milhões.

Reforma em apartamento

Na carta à Corregedoria obtida pelo R7, o PM afirma não ser o único beneficiário dos desvios, e cita 18 coronéis — o posto mais alto da PM — e um major da PM. Em forma de perguntas, ele sugere possíveis irregularidade nas quais os oficiais estariam envolvidos.

Coronel Camilo é questionado sobre o uso de verba pública para reforma do apartamento do filho
Coronel Camilo é questionado sobre o uso de verba pública para reforma do apartamento do filhoReprodução

Entre os citados pelo ex-PM está o coronel da reserva Álvaro Batista Camilo. Mais conhecido como deputado estadual coronel Camilo (PSD), Camilo foi comandante-geral da PM entre março de 2009 e abril de 2012. Segundo o relato de Adriano, Camilo teria utilizado policiais militares e recursos públicos para reformar o apartamento de seu filho Adriano Camilo.

O PM ainda sugere que a Corregedoria questione coronel Camilo sobre a suposta determinação de internar o filho em uma clínica de reabilitação utilizando recursos públicos.

Assim como a todos os citados, Adriano questiona ainda se Camilo recebeu cheque ou dinheiro em espécie para custear “despesas diversas”.

Em nota, a assessoria de imprensa do deputado estadual diz que “a alegação sobre sua pessoa é completamente infundada, provavelmente motivada por vingança, tendo em vista que ele, como Comandante-Geral, tomou conhecimento da denúncia e determinou imediatamente apuração, e o afastou das atribuições e o transferiu de unidade. Esta atitude culminou na perda de posto, patente e salário do ex-PM. coronel Camilo confia na isenção da Justiça”.

O coronel da reserva João Claudio Valério é citado como reponsável por determinar o pagamento de obrigações não inerentes à Polícia Militar.

R$ 21 milhões em tablets e mimos

Ao coronel da reverva Marco Antonio Augusto, Adriano questiona o que aconteceu com tablets e capas de colete que teriam sido comprados por cerca de R$ 21 milhões e descartados. Pergunta ainda se Augusto observou “mimos ou comportamentos diferenciados” a membros do alto comando, e se observou irregularidades como reformas custeadas pelo DSA-CG a outras unidades da PM.

Trecho da carta à Corregedoria onde Adriano questiona o fim de R$ 21 milhões em tablets e capas de colete
Trecho da carta à Corregedoria onde Adriano questiona o fim de R$ 21 milhões em tablets e capas de coleteReprodução

O coronel da reserva Kooki Taguti é questionado pelo período à frente do DSA-CG, em que teria recebido vantagens vinda de escalão superior e não tomado nenhuma “medida pertinente em relação aos fatos apurados”. Laerte Veloso Pazzoto, também coronel da reserva, é questionado se recebeu do DSA-CG materiais e serviços em unidades onde serviu.

O ex-coronel questiona a existência de mimos da corporação ao coronel da reserva Marco Antonio Augusto
O ex-coronel questiona a existência de mimos da corporação ao coronel da reserva Marco Antonio AugustoReprodução

O ex-coronel Adriano questiona ao coronel da reserva Vagner Bernardo Maria se recebeu ordem do diretor da diretoria de finanças para realizar uma auditoria interna nas UGEs (Unidades Gestoras Executoras — órgãos que, pela lei, utilizam o crédito recebido de outra unidade).

Viaturas incompletas

Ao coronel da reserva Marcus Vinicius Valério, Adriano questiona se, quando estava lotado na DAL (Diretoria de Apoio Logístico), teve conhecimento de que o órgão recebeu viaturas Fiat Palio Weekend básicas, mas pagou pelo modelos ELX, completo. Adriano sugere que a Corregedoria questione se Valério autorizou o recebimento do básico, apesar do veículo completo constar nas notas fiscais; se sabe a diferença de preço entre um modelo e outro, e quantos veículos foram adquiridos.

O coronel da reserva Marinho Oliveira é questionado sobre se recebeu materiais e serviços para reformas no DSA-CG. O coronel da reserva Audi Anastácio Felix é questionado apenas por receber verba em dinheiro ou cheque da DSA-CG “para custear despesas diversas”, questão feita a todos os envolvidos. E o major Marcello Hideo Takarabe é questionado por receber verba do DSA-CG quando atuou no Comando-Geral como ajudante de ordens do comandante geral da PM.

Outro lado

R7 solicitou à SSP entrevista com todos os oficiais citados na carta do ex-coronel Adriano, e questionou a pasta sobre qual foi o encaminhamento dado pela Corregedoria às denuncias feitas em maio pelo ex-oficial preso. Em nota, a SSP respondeu:

“A Corregedoria da Polícia Militar instaurou, em 2015, IPM [Inquérito Policial Militar] para investigar fraudes em licitações ocorridas na seção de finanças do Departamento de Suporte Administrativo da Polícia Militar. O inquérito foi relatado à Justiça Militar em abril de 2017.

A SSP esclarece que não compactua com qualquer desvio de conduta e ressalta que todas as denúncias contra policiais, civis ou militares, são rigorosamente investigadas pelas respectivas Corregedorias. Se comprovada as irregularidades apontadas, os responsáveis podem penalizados civil e criminalmente”.

Secretário de Segurança nega redução de efetivo para verão e fechamento de DPs no Litoral Sul 33

Durante encontro com prefeituras, ele afirmou que temporada receberá reforço de sargentos

DE A TRIBUNA ON-LINE @atribunasantos
02/10/2017 – 12:27 – Atualizado em 02/10/2017 – 12:46
Reunião ocorreu na manhã desta segunda,
em Praia Grande (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Durante encontro com prefeitos da região, em Praia Grande, o secretário de Segurança Pública do Estado, Mágino Alves Barbosa Filho, afirmou, nesta segunda-feira (2), que não haverá redução do efetivo da Polícia Militardurante a temporada de verão 2017/2018.

A informação de que o número de PMs poderia ser 20% menor foi divulgada no último dia 28 de setembro, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Metropolitano da Baixada Santista (Condesb).

Entretanto, segundo ele, ao invés de serem enviados para a região homens formados pela Escola de Soldados, desta vez, serão encaminhados sargentos da Academia de Polícia Militar para suprir a demanda da operação da PM.

Ao todo, ainda de acordo com o secretário, 1.200 policiais serão enviados à região. Uma parte formada por sargentos e a outra de policiais militares da região que atuarão por meio da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem). ”Não haverá prejuízo para a operação deste ano. A polícia está fazendo, está acontecendo, temos feito operações”, declarou Barbosa Filho.

Uma das delegacias fechadas é o 1º DP
de Mongaguá (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Delegacias

O secretário afirmou, ainda, que não houve fechamento dos distritos policiais de Peruíbe e Mongaguá, declarando que ocorreu remanejamento de pessoas que atuavam nestes postos para anexos de delegacias sede de cada uma das cidades.

Em 11 de setembro, A Tribuna noticiou que o 1º DP de Peruíbe e os 1º e 2º distritos de Mongaguá foram fechados por determinação da Delegacia Seccional de Itanhaém, que solicitou medidas de contingência diante da crise econômica no Estado. O atendimento ficou concentrado nas delegacias sede de Peruíbe e Mongaguá.

Durante o encontro, o secretário se comprometeu com as prefeituras das duas cidades a marcar uma reunião para avaliar a situação.

* Com informações de Rogério Stonoga

1º DP de São Vicente atendendo vítimas de roubo: voltem depois das 20h00 que a delegacia está repleta de ocorrências…( Verdade, repleta de ocorrências e de funcionários vagabundos ) 58

Casal de aposentados é assaltado dentro de casa em São Vicente

Filho das vítimas diz que os assaltos são recorrentes e que o poder público do município é ausente

MATHEUS MÜLLER – A TRIBUNA 
27/09/2017 – 20:09 – Atualizado em 27/09/2017 – 21:37

“O poder público não existe na Cidade”. O desabafo do jornalista Omar Bermedo evidencia o sentimento de derrota e tristeza, após os pais terem sido assaltados dentro da própria casa, na Vila Valença, em São Vicente. O saldo negativo do roubo vai além das perdas materiais, no caso: três televisores, R$ 700,00 e um veículo CRV-Honda.

“Eles têm uma história grande com a Cidade, como comerciantes, e nunca haviam passado por isso. Eu fui criado aqui (quando criança) e a situação era muito diferente. Hoje, sinto preocupação e insegurança ao vir visitá-los”.

Bermedo e os outros dois filhos do casal querem que os pais deixem a casa em que moram há 43 anos e se mudem para um apartamento.

Segundo ele, a região está largada e os moradores, inclusive, criaram um grupo para equipar as ruas com câmeras de monitoramento. “Por ser um bairro residencial e com muitos idosos, se tornam alvos fáceis. Outros vizinhos já passaram pela mesma situação”.

Crime aconteceu às 11h30 desta quarta-feira
na Rua Dr. Fernando Costa (Reprodução)

Como aconteceu

O sentimento de insegurança se torna maior ao pensar em como tudo aconteceu. A vítima, um aposentado de 67 anos, conta que tem o hábito de ir à academia com a esposa – da mesma idade – e ao supermercado pelas manhãs, rotina que seguiram nesta quarta-feira.

“Quando chegamos do mercado eu coloquei o carro na garagem e minha esposa começou a entrar com as sacolas em casa. Quando estava fechando o portão, dois homens armados apareceram e disseram: perdeu, perdeu”, detalha.

O ex-comerciante demonstrou indignação com a audácia dos bandidos, por cometer o crime à luz do dia. “Eram 11h30 da manhã. Nunca esperei que fosse acontecer (roubo) a essa hora. Esperamos que seja à noite e tomamos cuidado”.

Já dentro da casa os dois homens armados retiraram os televisores e se comunicavam por celular com alguém que estava do lado de fora. “Diziam que ficaria tudo bem e pediam dinheiro e ouro. Minha esposa falou que não tinha ouro e subiu para o segundo andar com um dos bandidos e entregou o dinheiro”.

Preocupado com a mulher e pensando em uma solução para assustar os ladrões, a vítima diz ter simulado um problema de coração, que chamou a atenção da dupla de assaltantes.

“Um deles ficou comigo na cozinha e me dava água. Depois disso nos levaram para o fundo da casa (em um cômodo) fecharam a porta e disseram para que só saíssemos depois de deixassem o local”.

Os equipamentos roubados foram levados dentro do próprio carro das vítimas, que por sorte não ficaram feridas.

Desmotivados

Junto ao filho Omar, o casal foi registrar o Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial do Município, porém ao chegar no local foram orientados a retornarem depois das 20 horas, sob a alegação de que a delegacia estava repleta de ocorrências.

A situação, segundo as vítimas, deixa claro o motivo pelo qual muitas pessoas não registram os crimes sofridos.


Os abnegados e compromissados que nos desculpem ; o Delegado titular, inclusive!

Mas enquanto um trabalha, cinco ficam moscando e o atendente ( nem sempre policial de carreira ) chutando para outro plantão.

Com efeito, crime de roubo contra idosos e ainda mais com subtração de veículo deveria merecer prioridade.

Uma nova Polícia Civil está surgindo parecida com a Federal: muito oba-oba, muita propaganda, muito “h pra população ” e um puta salário 145

Entrar na favela do Mata Porco, Buraco do Sapo Paraisópolis, Jd. Macedônia, Bela Vista, favela da Paz em 2, 3 policia, e prender os malas nessa minha empreitada de 5 quinquênios  eu vi uma meia dúzia de policia. Com camisão pra fora, calça jeans, uma pistola ou revólver, nenhum carregador sobressalente.

Agora esses aí “geração nova” começo a ter respeito. Porque verdade seja dita: quando Vão pra cumprir um mandadinho bosta Vão em 8 barcas, fuzil, colete e lógico com o celular filmando pra colocar no Instagram depois.

Quem está certo ou errado?

Olha, diante da merda salarial que estamos acho que os antigões é que estavam (e estão) errados. Não deu certo. A PC tá moribunda.

Então quando vejo um vídeo desse enfrentando o morro, o mato, e a cartolina (menos ladrão de verdade) quem sabe é uma nova PC surgindo parecida com a Federal: muito oba-oba, muita propaganda, muito “h pra população ” , e um puta salário.

Vai saber se não é esse o caminho?

Autor: SUSPEITO É JORNALISTA

Polícia Civil prende mais de 80 pessoas e apreende cerca de 40 quilos de entorpecentes na Baixada Santista 4

Mais de 80 pessoas são presas em Operação da Polícia Civil

A operação durou das 11 horas de terça-feira até o mesmo horário desta quarta-feira

EDUARDO VELOZO FUCCIA – A TRIBUNA DE SANTOS 
27/09/2017 – 18:46 – Atualizado em 27/09/2017 – 18:52
Delegados deram coletiva para falar da Operação
(Foto: Divulgação)

Uma operação, coordenada pela Delegacia Seccional de Santos, abrangeu os municípios de Praia Grande, São Vicente, Cubatão, Guarujá e Bertioga, resultou na prisão de 82 pessoas e apreensão de 37,6 quilos de maconha, cocaína e crack, além de 18,5 litros de lança-perfume caseiro, popularmente conhecido por loló. Anteriormente, a informação era de que 50 pessoashaviam sido presas.

“A retirada desses entorpecentes de circulação representou aos traficantes prejuízo em torno de R$ 650 mil”, enfatizou o delegado seccional Manoel Gatto Neto. Ele divulgou o balanço da operação com os delegados Carlos Schneider, Marcos Alexandre Alfino e Marco Antonio do Couto Perez, respectivamente, titulares das cidades de São Vicente, Praia Grande e Guarujá.

A operação durou das 11 horas de terça-feira até o mesmo horário desta quarta-feira. Dos 82 adultos capturados e removidos à cadeia, 20 foram autuados em flagrante e 62 tinham contra si mandados de prisão. Ainda houve as apreensões de 23 adolescentes infratores e as detenções de 267 autores de infrações penais de menor potencial ofensivo. Estes foram libertados após o registro de termos circunstanciados (TCs).

Quatro veículos com queixa de furto ou roubo foram recuperados. Mais dois foram apreendidos devido a restrições de caráter administrativo. Uma grande quantidade de objetos contrabandeados ou de procedência duvidosa também foi recolhida pelas equipes que saíram a campo. “Os resultados da operação foram positivos, principalmente, porque não houve o registro de qualquer incidente”, finalizou Gatto.

Tráfico

A maioria das prisões em flagrante foi por tráfico de drogas. Um dos autuados é Jefferson Ribeiro Machado de Araújo, de 32 anos, em cujo apartamento, em São Vicente, havia 2,4 quilos de maconha, mais 143 porções da erva em formato de tiras, 725 gramas de crack, 900 gramas de cocaína, materiais usados no tráfico e R$ 200,00 em notas de R$ 5,00 e R$ 2,00.

Jefferson mora no prédio da Avenida Presidente Wilson, 400, no Itararé, e policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para lá se dirigiram para checar denúncia de tráfico. Ele mesmo foi quem atendeu os agentes, afirmando “guardar” os entorpecentes para um homem apelidado por Presuntinho, conforme informou o chefe dos investigadores Paulo Carvalhal.

Senado discute texto que facilita demissão de servidor público 35

Pedro Ladeira/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 11-07-2017, 12h00: Senadoras da oposição fazem obstrução e tentam impedir a votação da reforma trabalhista no senado federal. Elas sentaram na cadeira do presidente do senado e não deixaram o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) iniciar a sessão. Houve um impasse entre Eunício e os senadores da oposição e a presidência ordenou o desligamento das luzes do plenário. Após cerca de 5 horas no escuro, as luzes do plenário foram religadas, porém, o impasse sobre o funcionamento da sessão continua. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
Imagem do Senado; Casa discute proposta para exoneração de servidores públicos

TALITA FERNANDES
DE BRASÍLIA

O Senado Federal discute uma proposta que pode resultar na exoneração de servidores municipais, estaduais e federais que tiverem avaliação insuficiente.

O projeto de lei complementar que está na pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) prevê a criação de exames regulares para avaliar o desempenho do funcionalismo.

A proposta é de autoria da senadora Maria do Carmo (DEM-SE) e relatado por Lasier Martins (PSD-RS).

De acordo com a senadora, a ideia é regulamentar o artigo 41 da Constituição, que prevê casos em que servidor com estabilidade pode perder o cargo.

Uma das possibilidades previstas no texto constitucional é “mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar”.

Inicialmente, o projeto previa avaliação semestral para servidores públicos municipais, estaduais e federais. O servidor poderia ser exonerado caso obtivesse notas inferiores a 30% da pontuação máxima por quatro avaliações consecutivas ou desempenho abaixo de 50% em cinco das últimas dez provas.

O texto foi modificado por Lasier, que ampliou a periodicidade das avaliações de seis meses para um ano.

Em casos de avaliação abaixo do limite exigido, o servidor terá um prazo para recorrer. A exoneração só ocorre com o esgotamento de todos os direitos de contestação e após concluído um processo administrativo.

A proposta sofre forte resistência de sindicatos que representam servidores.

O projeto consta na pauta da CCJ, mas ainda não há previsão para que sua votação seja concluída. O relatório foi lido na semana passada, mas a apreciação acabou adiada por um pedido de vista.

Além da CCJ, o texto precisa passar pelo crivo de três comissões do Senado. A Câmara também tem de aprová-lo.

Na esteira da discussão, o governo do presidente Michel Temer pretende enviar ao Congresso uma outra proposta de avaliação de servidores.

Como publicou a Folha, o Planalto pretende encaminhar ainda neste mês um sistema de metas e controles de resultados na administração pública, a exemplo do que ocorre na iniciativa privada, para melhorar os serviços.

Contudo, diferentemente do texto em discussão no Senado, a proposta do Executivo é de que nenhum servidor será demitido se tiver avaliação negativa (só em casos de crimes), mas o governo estudará forma de “premiar” os que cumprirem essas metas.

A proposta tem apoio do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes, que auxilia a Casa Civil na elaboração do plano.

OAB vai ao STF contra resolução que permite ao MP fazer acertos com criminosos confessos 22

QUEDA DE BRAÇO

OAB vai ao Supremo contra norma que permite ao MP ignorar ação penal

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil quer derrubar norma do Conselho Nacional do Ministério Público que permite a promotores e procuradores desistirem da persecução penal em troca da confissão de suspeitos. A entidade prepara ação no Supremo Tribunal Federal contra a Resolução 181/2017, assinada nos últimos dias da gestão Rodrigo Janot.

Segundo o texto, qualquer unidade do MP no país pode fechar acordo de não persecução penal com suspeitos de crimes sem violência ou grave ameaça: o investigado deve confessar o delito e, em troca, não será alvo de denúncia.

Diferentemente da transação penal, já prevista em lei para casos que tramitam nos juizados especiais criminais, o meio de negociação agora reconhecido permite acordos para um leque maior de crimes, quando o dano for inferior a 20 salários mínimos (R$ 19,5 mil).

Para a Ordem, o texto contraria o princípio da obrigatoriedade e quebra a paridade entre Ministério Público e advocacia. Outro problema, segundo a entidade, é que o CNMP excluiu do Judiciário o controle acerca do Ministério Público, deixando o arquivamento da investigação penal à margem do controle jurisdicional.

A decisão de questionar a norma no STF foi determinada durante sessão do Conselho Pleno da entidade. O presidente do Conselho Federal, Claudio Lamachia, afirma que as novas regras apresentam “flagrantes e gravíssimas inconstitucionalidades”, pois legislam sobre “um assunto absolutamente delicado no âmbito das investigações criminais pelo Ministério Público”.

“Entendemos a necessidade do contínuo aprimoramento das investigações criminais levadas a cabo pelo Ministério Público, mas jamais em franco descompasso com a Constituição”, diz o vice-presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia da OAB, Cassio Telles, relator do assunto no Pleno.

Na avaliação do presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Jarbas Vasconcelos, “o Ministério Público diz à nação brasileira que é, dentre todas as instituições do estado democrático brasileiro, a maior. Afirma que está acima de todos os poderes e da própria Constituição”.

Controvérsias
Especialistas ouvidos pela ConJur quando o texto foi publicado já demonstravam preocupação com a mudança. O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, por exemplo, declarou que a novidade cria uma instituição “superpoderosa”, que ao mesmo tempo investiga, acusa e agora define a pena.

A exceção foi o procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino, membro do Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo. Ele entende que a resolução está dentro dos poderes do CNMP, como órgão normatizador de procedimentos para a classe, e que a não persecução penal pode ajudar a tornar o Judiciário mais eficiente ao evitar que casos sem violência e com réu confesso tramitem por longo período.

Passo a passo
A Resolução 181/2017 foi aprovada pelo Plenário do CNMP em 7 de agosto. O objetivo oficial é regulamentar a instauração e o andamento dos chamados procedimentos investigatórios criminais (PICs, sem necessariamente passar pela polícia).

No meio das regras, fica autorizado que membros do Ministério Público ofereçam acordo ao investigado, “desde que este confesse formal e detalhadamente a prática do delito e indique eventuais provas de seu cometimento” e cumpra alguns desses requisitos: reparar o dano; pagar prestação pecuniária; renunciar voluntariamente a bens e direitos; prestar serviço à comunidade e comunicar qualquer mudança de endereço, número de telefone e e-mail.

Cada acordo vai estipular as condições e eventuais valores que deverão serão devolvidos, com assinatura de membro do MP, investigado e seu advogado. Se a parte seguir todas as cláusulas, a investigação será arquivada, “sendo que esse pronunciamento (…) vinculará toda a instituição”. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB.

Polícia Civil prende quadrilha que movimentava 1 milhão por semana com tráfico de drogas no DEMACRO 11

Civil prende quadrilha que movimentava 1 milhão por semana com tráfico de drogas em Taboão, Embu, Itapecerica e SP

Por Sandra Pereira | 26/09/2017

arteLeitor do Jornal Na NetAlém de prender quadrilha a polícia identificou parte dos integrantes da facção criminosa que opera na região

A Polícia Civil desarticulou e prendeu uma quadrilha de traficantes drogas acusada de faturar mais de R$ 1 milhão por semana e comandar 33 pontos de vendas de entorpecentes. Ao todo, foram cumpridos 22 mandados resultando na prisão de 15 pessoas acusadas de tráfico, associação para o tráfico e ligação com uma facção criminosa que age nos presídios paulistas. Entre os presos estão moradores de Taboão da Serra, Embu, Itapecerica e da zona sul de São Paulo. A operação foi a maior realizada esse ano pela Seccional.

A quadrilha tinha ampla participação de mulheres jovens atuando como “mulas”. Cabia a elas levar as drogas aos pontos de venda e depois passar recolhendo o dinheiro. Elas utilizavam transporte público para se locomover e mochilas para levar as drogas e pegar o dinheiro.

De acordo com a polícia, a quadrilha comercializava vários tipos de drogas, entre as quais se destacam lança perfume, cocaína crack e maconha.

A quadrilha estava sendo monitorada há três meses numa investigação que começou no 1º Distrito Policial do jardim Jacira, em Itapecerica da Serra. Por causa do volume a operação de prisão foi coordenada pela Delegacia Seccional de Taboão da Serra para onde foram levados todos os presos.

“Vamos representar pela prisão temporária dessas pessoas por envolvimento com grupo organizado. Esses presos agiam principalmente na zona sul de São Paulo, Itapecerica, Embu das Artes e Taboão da Serra e movimentava mais de 1 milhão de reais por semana”, relatou o delegado titular do 1º DP de Itapecerica da Serra, Fábio da Silva Siqueira.

Ele lembra que a operação começou após uma apreensão de drogas na zona sul de São Paulo. “A operação desarticulou toda organização estrutural dessa quadrilha. Tivemos a participação de 70 viaturas e mais de 140 policiais. Eles usam o subterfúgio de utilizar mulheres para transporte de droga e o dinheiro. Essas mulheres são as mulas deles. Desde o começo da investigação eles já usavam essa metodologia”, citou o delegado.

Todos os presos foram indiciados por tráfico, associação para o tráfico e ligação com facção criminosa. Os crimes são inafiançáveis e as penas variam de 5 a 15 anos de prisão.

http://www.jornalnanet.com.br/noticias/16282/civil-prende-quadrilha-que-movimentava-1-milhao-por-semana-com-trafico-de-drogas-em-taboao-embu-itapecerica-e-sp

Máquina apreendida pela Polícia Civil produzia 150 mil saquinhos de cocaína por dia 4

Máquina apreendida em SP produzia 150 mil saquinhos de cocaína por dia

Amanda Gomes/Folhapress
SAO PAULO,SP - 25/09/2017 - POLICIA DESMONTA LABORATORIO DE DROGAS NA ZONA LESTE - Policiais da Divisao de Narcoticos de Sao Paulo, estouraram nesta segunda-feira(25) um laboratorio de drogas na zona leste da capital paulista. No local duas maquinas envasadoras de saches de alimentos eram utilizadas para produzir cerca de 150 mil papelotes de cocaina por dia. 3 pessoas foram presas e conduzidas ao 1o DISE. (Foto: Amanda Gomes/folhapress) DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM
Máquinas apreendidas pela Polícia Civil

AMANDA GOMES
DO “AGORA”

Três pessoas foram presas na casa, sendo um homem de 40 anos que seria o responsável por administrar a “produção”, uma estudante de economia de 22 anos e uma mulher de 42. Outra mulher, de 28 anos, foi detida em uma casa em Indaiatuba (98 km de SP).

Segundo o delegado André Figueiredo, da 1ª Delegacia do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), os traficantes adaptaram máquinas usadas nas indústrias para fazer sachês de mostarda e catchup. O valor de cada um dos equipamentos pode chegar a R$ 500 mil.

As máquinas ficavam em uma edícula nos fundos da casa. A edícula tem isolamento acústico para que o barulho não chamasse a atenção dos vizinhos. A casa era alugada pelos bandidos.

Segundo a polícia, o local era apenas o responsável pela embalagem da droga. O entorpecente chegava à noite em sacos. O trio preso na casa colocava a cocaína em pó no equipamento, que embalava, em cada saquinho, 1 g da droga.

A droga era retirada para distribuição, em bairros da periferia, toda quinta-feira e sexta-feira. Cada pacote era vendido por R$ 10, segundo a investigação.

“É praticamente uma industria de embalagem e distribuição de drogas. Antigamente o trabalho era manual. Neste caso, a mão de obra é pouca, o lucro é bem grande, tem controle maior e não tem perda da droga. É a modernização do tráfico de drogas”, diz Figueiredo.

Segundo ele, a apuração começou após a equipe de investigação perceber que a embalagem da droga estava diferente e não era mais manual. A equipe ficou três meses apurando até chegar ao local com as máquinas.

Foram apreendidos no total cerca de 270 kg de cocaína. Dez quilos estavam na casa em Indaiatuba (ainda não embalados). O restante estava pronto para venda.