Policiais Civis de São José dos Campos são absolvidos de acusação de elo com o trafico 8

Leonardo Pantaleão

Responsável pela defesa, advogado Leonardo Pantaleão, ressalta que decisão restabelece a ordem factual

A 3ª Vara Criminal da Comarca de São José dos Campos proferiu, nesta quinta-feira, 2 de agosto, sentença absolvitória a Alexandre Pereira da Silva, Fabricício Silano e Luiz Fernando Lima Júnior, policiais civis do departamento de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), acusados de crimes de organização criminosa, associação ao tráfico de drogas, corrupção passiva e concussão, supostamente ocorridos no Bairro Campo dos Alemães, localizado na região sul de São José dos Campos (SP).

Os acusados sofreram processo administrativo e chegaram a ser afastados da atividade. Com exceção de Alexandre, que já não atuava mais no órgão, a partir da decisão, os profissionais voltam a ficar à disposição da corporação.

Segundo teor da sentença não restaram devidamente provados os elementos objetivos e subjetivos dos tipos penais descritos na inicial acusatória.

De acordo com o advogado responsável pela defesa dos acusados, Leonardo Pantaleão, da Pantaleão Sociedade de Advogados, a sentença restabelece a ordem fática distorcida pela acusação. “Eles (a acusação) preferiram ofertar crédito a criminosos contumazes, sem, ao menos, possibilitar qualquer esclarecimento por parte dos policiais que integravam a equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG)”, enfatizou.

Processo nº 0030924-19.2017.8.26.0577

Quem ainda assiste a TV Cultura e o Roda Viva?…Fã “bolsominion” afirma que Bolsonoro sofreu tentativa de fuzilamento pelo vergonhoso jornalismo militante no Brasil…( Verdade, jornalismo faccioso e vergonhoso de ambos os lados! ) 108

“Texto de Claudia Wild

Jornal HORA EXTRA

O dia em que ex-guerrilheiro, militantes e desarmamentistas tentaram “fuzilar” Bolsonaro
Não, não foi uma sabatina. E, definitivamente, não foi uma entrevista! Foi um convescote entre marxistas engajados na causa e um homem odiado que não poderia entrar no ‘Clube dos Iluminados’.

Ali estava a estupidez ideológica sobrepondo ao dever profissional do jornalismo, que é informar a verdade dos fatos para que o cidadão forme sua opinião.

O que se viu no Roda Viva, ontem, foi um clássico exemplo do jornalismo militante brasileiro. O jornalismo que perdeu completamente a vergonha de mostrar a que veio, para quem trabalha e o que pretende manter.

A começar pela escolha da bancada: todos militantes, defensores declarados da causa socialista. De ex-guerrilheiro do MR-8 até órfão choroso de Fidel Castro.

Não fizeram perguntas, apresentaram libelos acusatórios sem direito ao contraditório: “racista, fascista, homofóbico, defensor da tortura”, ou era “ista”, ou era o “óbico”. Abusaram de afirmações rasteiras já devidamente esclarecidas pelo entrevistado em outras oportunidades. Não fizeram uma única pergunta relevante, inteligente. Sabem por quê?

__Porque o Brasil não interessa O que importa é a manutenção da ideologia que defendem. Foi o ‘conversê’ politicamente correto dos aduladores de Fidel Castro, que se dizem preocupados com a democracia nacional; com as minorias ( massa de manobra ); com a superação da “terrível” ditadura militar; com a dívida histórica e outros temas tão amados pelos engajados militantes do jornalismo.

Não houve preocupação com os planos de governo, suas estratégias para enfrentar os enormes problemas da nação. Ninguém se mostrou indignado com os 14 milhões de desempregados, com os mais de 65 mil homicídios anuais, com a péssima educação nacional, com a sofrível saúde pública, com a farta bandidagem armada; com o nefasto aparelhamento estatal; com a falta de saneamento básico para quase metade da população do país, com o peso dos impostos escorchantes, com o tamanho do Estado, com a dívida interna etc. O importante foi acusar, inventar e repetir mantras & mentiras para que eles se tornassem, talvez, verdades e, assim, consigam “abater” o candidato em pleno voo.

O que se viu foi um show de imaturidade, mediocridade e parvoíce. Apresentaram um nível subginasiano de interpretação de palavras, de um inacreditável pré-analfabetismo. Transbordaram sangue nos olhos e uma soberba descomunal! Uma arrogância que tentava desmerecer, humilhar o acusado, digo entrevistado. O candidato saiu-se muitíssimo bem diante da situação bizarra onde entrevistadores se transformaram em inquisidores.

O convescote mostrou ainda que a mídia não está em sintomia com os anseios de uma maioria exausta de tudo que deu errado no país. Ele deixou claro que, a mídia mainstream não percebe o quanto é arrogante em não respeitar um homem patriota, que deu voz a milhões de brasileiros. Fosse ela inteligente e olhasse além de seu próprio e dilacerado umbigo, tentaria compreender o que se passa no Brasil da atualidade. Mas, não! Ela prefere continuar em sua empáfia para iludir-se na continuidade da manipulação das massas, tal qual o bêbado que crê na sua sobriedade.

Ademais, o jogo que se propuseram a jogar apenas encurtará o caminho de Jair Bolsonaro até seu objetivo. Escolheram a mentira para enfrentar os fatos. Escolheram o ataque baixo, achando que a defesa não será utilizada, pois acostumaram-se com as dóceis ovelhas nas mãos de seus algozes. Mal sabem eles que os tempos mudaram. Que não são mais os donos da informação e da formação da opinião.

Assim, a lamentável hostilidade só teve um vencedor: o Capitão. Provavelmente, nenhum outro candidato sobreviveria politicamente ao que Bolsonaro sobreviveu. A situação fez dele um candidato mais forte, e, para o desespero de militantes, ex-guerrilheiros e defensores da democracia cubana… Em uma disputa limpa, ele será praticamente imbatível. Tentaram um fuzilamento com balas de festim.”

https://jornalhoraextra.com.br/coluna/o-vergonhoso-jornalismo-militante-no-brasil/

 

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Disputa limpa, sim!

É o que todos queremos.

Entretanto parcela da militãncia bolsonarista vem jogando sujo e desqualificando os antagonistas há muito tempo. 

Quem não está com eles agora é inimigo da pátria!

Verdadeiramente,   eles deram início à radicalização eleitoral que começamos vivenciar.

E o candidato além de se aproveitar coloca mais gasolina na fogueira. 

Vislumbrou que adotar uma falsa aparência de bom cristão, negando a escravatura, negando  direitos a afrodescentes, a mulheres , a homossexuais e hipossuficientes em geral lhe renderá simpatia e muitos votos entre os brasileiros. 

Os inimigos vêm junto, obviamente.

Mas quanto a escurraçar essa dita esquerda que  abusou de tanto roubar e estimular os trouxas a ampanhar da polícia empunhando bandeiras vermelhas e símbolos marxistas, já passou da hora!

Observem bem: quem roubou e tentou enfiar nossa goela abaixo ideologias de viés tirânico e usurpador de direitos e garantias individuais. 

Estar à esquerda não significa necessariamente ser  comunista ou coisa que o valha. 

Entretanto, simplesmente,  trocarmos marxistas por militaristas não é solução para o Brasil!

Só mudará a cor…A merda continuará mal cheirosa e talvez mais pegajosa!

E a virtude – aristotelicamente falando – está sempre na moderação.  

Bolsonaristas, rejubilem-se! …Bolsonaro – depois do Lula e Dilma – será o terceiro imbecil eleito Presidente da República…Como é que sei? 66

Primeiramente: povo idiotizado raciocinando com o estomago e com o fígado só pode mesmo ter outro imbecil como presidente.

E como eu sempre digo: em terra de cego quem tem um olho não vira rei, morre assassinado!

O Bolsonaro é a cara do brasileiro médio ( cego , só enxerga o próprio umbigo ) .

A título de esclarecimento:  A expressão ” brasileiro médio ” sempre foi empregada no sentido de se fazer referência àqueles que não puderam ir à escola ou nem mesmo conseguiram ultrapassar o antigo primário. A sua – do brasileiro médio –  maior preocupação é sobreviver e cuidar da própria família. 

 

Segundo,  Deus não é brasileiro, nem o futebol é nosso!

Mas só diz votar no Bolsonaro quem acredita em Deus…

Enfim,  cada povo tem o governo que faz por merecer.

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( Que o Criador nos proteja e ilumine, com todo respeito! )

Bolsonaro faz prova irrefutável da diferença entre analfabetos e formados na AMAN 77

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Não é o que vocês devem estar pensando…

O analfabeto – regra geral – é quem por circunstâncias alheias à própria vontade não pode ser estimulado, incentivado ou encaminhado aos bancos escolares.

Leia-se: gente muito pobre!

Analfabeto,  com uma certa culpa do estado ausente e omisso  , não possui mínima cultura formal, mas em inúmeros casos são dotados de inteligência acima da média.

Já o Bolsonaro  frequentou escolas e formou-se  – sabe-se lá como – oficial do Exército Brasileiro na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

( Será que no tempo do Mito ( de mitômano ) os canditados eram selecionados pela boa dentição? )

Nada obstante o “valente” – como o chamam – quando abre a boca só fala estultices.

Verdadeiramente, o capitão é estupido em todos os sentidos: social , cultural e politicamente.

E , também, em todos os sentidos é uma vergonha para o Exército ( virou político profissional – de mãos limpas –  para não ser expulso e preso ).

Se bem que encontrar político “mãos limpas” é como encontrar moça virgem dentro de um puteiro.

Não tem como votarmos nesse néscio!

Desculpem-me os seus simpatizantes mais simplórios ( os facilmente enganáveis ), mas policial apoiando esse personagem fraudulento só pode ser tão ou mais imbecil que o próprio canditado…

Ou nutrir muito ódio pelo Brasil.

 

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Na Academia Militar das Agulhas Negras, vários negros se formaram comigo. Alguns abaixo de mim, alguns acima de mim, sem problema nenhum. Por que cotas?”, disse.    ( A cada cem oficiais será que encontramos dois negros ? ) 

Em suas respostas, o deputado disse ainda que “se for ver a história realmente, os portugueses nem pisavam na África, eram os próprios negros que entregavam os escravos”. ( Portugueses , verdadeiramente, caçavam negros na África e indigenas no Brasil, os quais eram vendidos como escravos para  outros portugueses e para a Igreja. ) 

 

Ignorante e mentiroso! 

 

https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/07/31/bolsonaro-diz-que-pretende-reduzir-cortas-nunca-escravizei-ninguem.htm

DEFENDA-SE DA PM – Justiça de São Paulo condena estado por abordagem violenta – e RACISTA – da Polícia Militar 29

HISTÓRICO NEGATIVO170914 Violencia

Justiça de São Paulo condena estado por abordagem violenta da Polícia Militar

CONJUR – 30 de julho de 2018, 9h50
Por Ana Pompeu/Conjur

O estado de São de Paulo foi condenado a indenizar em R$ 15 mil, por abordagem violenta da Polícia Militar, pai e filho negros. A decisão considerou que a PM “possui um histórico negativo em relação à comunidade negra” e que ficou demonstrado, no caso, o abuso da ação e o dano causado.

Ao fixar o valor da condenação, a relatora, desembargadora Teresa Ramos Marques, da 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, ressaltou que o valor da indenização deve servir como reparo e para controlar novas condutas do tipo.

Decisão considerou “histórico negativo” da PM-SP em relação à comunidade negra.
“Deve o magistrado, de um lado, considerar as consequências causadas pelo dano à personalidade da vítima, permitindo, quanto possível, a sua reparação (aspecto reparatório), e, de outro, coibir a reiteração da conduta ilícita pelo ofensor (aspecto pedagógico)”, disse a relatora.

Na ação, o advogado Sinvaldo José Firmo pediu que o estado fosse condenado a indenizar seu filho pela abordagem sofrida em 2010, quando o garoto tinha 13 anos. Segundo o advogado, ele e seu filho estavam a caminho do Estádio do Pacaembu para um jogo entre Corinthians quando foram abordados por três policiais militares.

Sinvaldo relata ter apresentado a carteira da OAB como forma de se defender dos policiais que apontavam armas para eles. Mas isso teria irritado os agentes. Ele também foi impedido de usar o celular para chamar por ajuda e ridicularizado por dizer que trabalhava como assessor do então deputado estadual José Cândido (PT). Os PMs ainda se recusaram a informar os nomes deles e, por fim, ordenaram que deixassem o lugar.

Na primeira instância, a sentença julgou improcedente a ação. Na decisão, o juiz Sérgio Serrano Nunes Filho destacou o fato da Polícia Militar de SP ter afirmado que os agentes agiram em conformidade com as normas da instituição. Além disso, ele não considerou haver elementos sólidos que comprovassem o relato.

“Não há qualquer prova do constrangimento, abuso de autoridade, ou perseguição racial, máxime tendo o alegado ato ocorrido em local público, com centenas de pessoas, como afirmado pelo próprio autor, pessoas essas que poderiam ter sido arroladas como testemunha, o que não ocorreu”, argumentou na sentença.

No TJ-SP, a desembargadora Teresa Ramos Marques concordou que a questão é delicada por não haver provas. Para ela, no entanto, nenhuma das partes apresentou “prova capaz de ensejar um julgamento completamente livre de dúvidas”. Segundo ela, tratava-se de jogo importante, que levou milhares de pessoas ao estádio e, ainda assim, os autores não arrolaram testemunhas.

Por outro lado, a posição da PM referida na decisão de 1° grau foi considerada, por ela, prova produzida unilateralmente pela própria corporação. A PM não chegou a ouvir pai e filho, mas apenas os três policiais envolvidos no caso. “Ainda, um dos policiais que abordou o autor e seu pai foi expulso da corporação. Embora não se saiba por qual razão, trata-se de fato desabonador que, por isso, compromete a veracidade das suas alegações”, enfatizou.

Além disso, o adolescente, autor da ação, juntou inúmeras manifestações do seu pai, perante a Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB, ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), à Ouvidoria Nacional da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, à Ouvidoria da PM, à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, bem como representação ao Ministério Público, movida pelo então deputado estadual José Cândido, de quem o pai do autor era assessor à época, e denúncia publicada no Jornal da Tarde.

“Não soa plausível que o autor e seu pai fizessem todo esse escarcéu se realmente não tivessem sido vítimas de abordagem abusiva”, enfatizou Teresa Ramos Marques. Eles juntaram ainda laudo pericial que constatou estresse pró-traumático do adolescente. Na época do fato, por exemplo, ele fazia escola de futebol do Corinthians e depois da abordagem abandonou a atividade.

Mereceu destaque ainda, para a relatora, o histórico da PM em relação à população negra. “Não bastasse, é importante lembrar que o autor é negro e a Polícia Militar possui um histórico negativo em relação à comunidade negra, como se pode ver da Orientação da PM de 2013, recomendando a abordagem policial de ‘indivíduos de cor parda e negra’, levando, inclusive, a um processo movido pela Defensoria do Estado; bem como a recente declaração do Comandante da ROTA, para quem a abordagem nos Jardins tem de ser diferente da periferia.”

À Ponte Jornalismo, Sinvaldo classificou a decisão como uma conquista da comunidade negra. “A decisão fará com que se mude a atitude de alguns policiais. É notório que o Estado se preocupe. É uma decisão que não é minha nem do meu filho, ela é da população e da juventude negra. Cria-se uma jurisprudência para, quando alguém se sentir abusado em uma abordagem, possa buscar seus direitos. Hoje, ela tem embasamento legal”, comemorou.

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Vá entender! 

Uma polícia formada por uma maioria de pessoas humildes, afrodescendente e nordestina com um posicionamento arrogante e intolerante aos cidadãos civis de igual origem étnica  e mesmo  baixo substrato social.

Paradoxal!

De qualquer forma, parabenizamos tal decisão , nos termos confirmados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Em outras oportunidades complacentes com os desmandos da PM e, também, muito zeloso do Erário. 

Vamos aguardar o trânsito em julgado!

 

Maconha para adolescentes é veneno, para velhos santo remédio – A proibição às drogas não possui sustentação científica, diz neurocientista 29

A proibição às drogas não possui sustentação científica, diz neurocientista

Sidarta Ribeiro ajudou a elaborar a moção que condena a atual política brasileira de entorpecentes

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Gabriel Alves
Maceió

Cientistas de todo o país reunidos nesta semana em Maceió para o encontro anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência decidiram encaminhar às autoridades dos três Poderes uma moção que condena a política brasileira de drogas.

Para eles, falta ciência no debate. “Ao contrário do que acredita o senso comum, o proibicionismo não é sustentado por evidências científicas, mas por valores morais de influência religiosa”, diz o documento, recheado com 33 referências científicas.

O neurocientista Sidarta Ribeiro, durante a Flip, em 2015
O neurocientista Sidarta Ribeiro, durante a Flip, em 2015 – Zanone Fraissat/Folhapress

Um dos responsáveis pela elaboração da moção, aprovada por unanimidade, foi o neurocientista Sidarta Ribeiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Desde 2006 ele desenvolve pesquisas sobre a ayahuasca e hoje sobre canabinoides.

Pensar que a repressão gera resultados positivos no combate às drogas, diz, é a mesma coisa que achar ser possível apagar incêndio com gasolina.

“Quando você proíbe, as pessoas não param de usar, apenas cria-se um mercado negro, informal, não regulamentado, que não arrecada impostos, não envolve benefícios trabalhistas, traz um grau de violência enorme e corrompe o Estado.”

Como foi construída a moção contra a guerra às drogas?

A SBPC tem assento no Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas. Após uma sucessão de representantes com posições distintas, discutimos qual seria nossa posição.

Promovemos mesas de discussão e um grupo de trabalho que pudesse aprofundar essa questão e trouxesse subsídios científicos sólidos das diferentes especialidades, já que não é um assunto só de médicos, advogados e policiais.

Houve uma preocupação em dar as referências científicas. Por quê? Nessa discussão muitas vezes as pessoas dizem que não há evidências científicas, ou que as evidências científicas apontam em outra direção. Já que a SBPC entra nessa discussão como representante de todas as áreas da ciência, achei importante que pudéssemos balizar o documento com referências que permitam às pessoas buscar diretamente o conhecimento.

É difícil convencer a população, que em geral é mais conservadora, em relação à questão? 

A população segue acreditando que a gente pode apagar incêndio com gasolina. Quando você proíbe, as pessoas não param de usar, apenas cria-se um mercado negro, informal, não regulamentado, que não arrecada impostos, não envolve benefícios trabalhistas, traz uma violência enorme e que corrompe o Estado.

Existem fartas evidências da economia, da sociologia, da antropologia, da farmacologia, dos diversos ramos da medicina. O texto aprovado é muito claro em dizer que o problema não é só a proibição de certas drogas, é a glorificação de outras.
Em diferentes avaliações, o álcool consta como a droga mais perigosa para o organismo e para a sociedade. Não estamos propondo que nada seja proibido, mas tudo deve ser regulamentado.

O consenso será atingido em algum momento?

Com certeza. Acredito no progresso da humanidade.

Em quanto tempo?

Não tenho a menor ideia. Para isso, temos de explicar à população que a única maneira de acabar com o tráfico é legalizando e regulamentando as drogas.

Foi o que aconteceu nos EUA quando proibiram o álcool. Criou-se um mercado clandestino violento e aquilo abalou as estruturas de diferentes lugares do país, como Chicago, e foi só depois de legalizar e regulamentar o álcool que a violência arrefeceu.

Precisamos deixar claro que, assim como há 150 anos as pessoas achavam que a escravidão era algo normal, hoje acham a proibição normal.

Embora elas tenham construído esse conceito de maneira aparentemente sólida, ele está baseado em mentiras. As pessoas falam que maconha mata neurônios…

O que se diz é que ela pode ser prejudicial a adolescentes…

Maconha produz mais sinapses [ligações entre neurônios]. O problema da maconha para o adolescente não é que mata neurônios, é que cria sinapses em excesso, e eles já têm muitas –é um momento de perda de sinapses, de definição de personalidade.

Por isso o uso precoce é contraindicado. Temos que educar nossos jovens para não fumar maconha cedo. Que passem dos 18, dos 21. Quero que meus filhos fumem bem tarde, se quiserem fumar. Mas a gente só pode ensinar isso num ambiente de liberdade.

Com relação às drogas, o que o poder público deve fazer a partir do momento em que houver vontade política e respaldo científico e da sociedade?

O governo precisa de uma ação coordenada, para, ao mesmo tempo em que legalize e regulamente as drogas, crie oportunidades de emprego, de cultura, de esporte, de lazer nas comunidades.

Falando da maconha, que é um caso mais fácil, há pessoas que preconizam que o Estado deva ter o controle; outras, que as próprias pessoas cultivem, em casa ou em cooperativas; e outras ainda, que isso se dê pelo livre mercado.

Uma questão importante é a regulação de teores. Um fator importante do fim da guerra às drogas é dar às pessoas segurança do que as substâncias de fato contêm e em que concentrações.

As pessoas em geral não sabem o que, de fato, estão usando.

Por que as pessoas têm sobredose ou overdose? Porque não conhecem a dose; se elas soubessem, duvido que a maioria dos casos acontecesse. Os mesmos direitos que a pessoa que compra um litro de leite ou de whisky tem, ela deve ter quando consome qualquer substância. O objetivo é proteger, e isso só pode existir com algum grau de controle do Estado.

Quais drogas poderiam ser classificadas ou reclassificadas como de baixo potencial danoso?”‚Há um importante artigo do cientista inglês David Nutt que faz um ranking das drogas em relação ao potencial danoso e separa esse dano em duas partes, para o indivíduo e para a sociedade. Pasme: o álcool ocupa a posição mais alta, perto da heroína.

Desde quando o sr. pesquisa esse tema?

Estudo substâncias que têm a ver com essa discussão desde 2006, quando comecei a estudar a ayahuasca com o meu colega Dráulio de Araújo. O primeiro artigo saiu em 2012.

Defenda-se da PM: resposta ao coronel maçaneta que reiteradamente ataca a Polícia Civil de forma leviana e mentirosa…( Tantos ladrões, homicidas e corruptos que se faz necessário um Tribunal de Justiça só pra eles, né ) 25

É lamentável o oportunismo de alguns setores ligados à Polícia Militar, como é o caso dessa entidade denominada de “Defenda PM”, que diante de um fato social relativamente grave e, a pretexto de comentar o assunto, traz nas entrelinhas uma mensagem subliminar de cunho egoístico e corporativista. ]

Referida entidade, em suas manifestações, comumente de pouca técnica e não raramente divorciada da realidade, tem o recorrente hábito de engendrar argumentos para criticar à Polícia Civil.

Em certas ocasiões diz ser baixa a resolutividade de crimes e até diante de furtos perpetrados contra prédios onde estão instaladas delegacias, procura tirar algum proveito político, visado diminuir a importância da policia Judiciária e de seus servidores, canalizando argumentos para na outra ponta enaltecer a milícia, como sinônimo de grandeza, competência e eficiência.

Não sei se por ignorância ou por má fé, mas o missivista falta com a verdade.

Expõe um determinado fato, extraído de um contexto, sem contudo abordar o tema com maior amplitude, talvez para não esbarrar nas raízes do verdadeiro problema.

Não é segredo que criminosos atormentam a vida da população, que está exposta aos mais variados crimes, entre eles, roubos e furtos, contra residências, estabelecimentos comerciais, contra pessoas nas ruas e até em delegacias.

Parece claro que essa alta incidência delitiva é decorrente de uma prevenção tímida, porque a polícia preventiva, que conta com quase 100 mil homens em São Paulo, não está desempenhando a contento o seu papel de evitar tais delitos.

O autor insinua que é baixo o índice de resolução de crimes, mas não fala que é altíssimo o número de delitos que a Polícia Militar, que tem a função legal de prevenir, não o faz como deveria.

Não são os delegados que querem fazer o papel de juiz, como afirmou o articulista. No passado, seguindo a ordem legal, os delegados desenvolviam sim, atos judiciais, através do processo judicialiforme, expedição de mandados de busca, entre outros.

Aliás, nessa época o número de crimes era infinitamente menor, mas hoje não. Quem realmente vem se desviando de suas atribuições legais é PM, que não realiza de forma satisfatória sua atribuição principal de evitar o crime.

É a PM quem atropela a lei, deixando sua função precípua para tentar alargar suas atribuições, cujo fato é notório, além de vergonhoso.

Ela procura imiscuir-se insistentemente em tarefas estranhas àquelas que a lei lhe reservou.

Querem fazer “termo circunstanciado”, desenvolvendo investigações de civis, levando pessoas para os quartéis, como se delegacias fossem.

Pretendem ainda realizar diligências de busca e apreensão em domicílios, buscam fazer conciliação de conflitos no âmbito civil, deslocam servidores de seus quadros que deveriam estar atuando no policiamento, para gabinetes de políticos e de outras instituições públicas, tendo como pano de fundo a obtenção de apoios para suas pretensões corporativas e nada republicanas.

Até banda musical e capelão para celebrar missa a PM possui. Para quê isso em uma instituição que tem o dever principal de evitar o crime?

O autor do artigo fala ainda em imputar responsabilidade pelo furto ao secretário da segurança e demais servidores da Polícia Civil .

Estranhamente não comenta que a maioria das delegacias funcionam em prédios alugados pelos municípios que não foram originalmente construídos para serem unidades policiais.

Se esses servidores forem responsabilizados, a PM local não pode ficar de fora, porque seu papel principal é evitar que tais ilícitos aconteçam, mas não o fez.

Sabidamente é impossível manter todas as unidades policiais civis do Estado funcionando 24 horas, aliás, não há essa necessidade, nem que possível fosse. Mas a PM trabalha 24 horas, portanto, cabe a ela também a responsabilidade pela guarda dos prédios públicos em geral, inclusive de delegacias, quando ausentes os servidores de tais repartições .

Quando o autor critica o uniforme utilizado em alguns setores da Polícia Civil, esconde o fato muito mais grave e contrário a lei, da PM utilizar o tal P2, que eles chamam de ” velado”, onde militares, com trajes civis, usurpam investigações de crimes comuns, afastando-se de suas tarefas legais e para “arredondar”, isto é, evitar nulidades da prova ilícita, escondem a verdade e inventam que foi uma ” denúncia anônima”, entre outros expedientes similares.

É inadmissível que em uma sociedade democrática, com histórico passado da supressão de direitos civis por uma ditadura militar que durou mais de duas décadas, nosso povo e nosso parlamento cedam a investigação de civis por militares, sobretudo porque a PM do país, principalmente de São Paulo, possui longo currículo de abusos e de violência, que não se verifica em nenhum outro segmento da sociedade.

Como imaginar que civis sejam levados para quartéis e atendidos por pessoas, não afeitas as questões jurídicas, mas detentores de cultura e formação miliciana e caminhando na contramão das leis e da Constituição Federal?

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Artigo recebido sem a indicação do autor.

Em consulta a internet não encontramos a fonte da publicação.

Assim, pedimos desculpas por não podermos mencionar a autoria.

Justiça absolve delegado e investigadores falsamente acusados pelo empresário de mentalidade mafiosa Edis Cesar Vedovatti – dono da DNA alumínios…Testemunha diz que o empresário homicida vive com um coronel PM a tiracolo e se diz muito amigo de “TUCANOS” da região para os quais fazia doações substanciais…A acusação contra o GERCO foi articulada – na época – no gabinete do prefeito de Praia Grande…O empresário que é investidor imobiliário e o maior fornecedor de esquadrias de alumínio e vidros para construtores civis registra passagens por homicídio qualificado, estelionato e estupro…(Coronel com amigo que contrata PMs para executar seus desafetos…Mais: o MP acusa um delegado da região de ser o intermediário…Interessante, né? ) 3

Justiça absolve delegado e cinco investigadores

Segundo juíza, acusações contra os réus foram “fantasiosas e cheias de contradições”

Eduardo Velozo Fuccia – A TRIBUNA DE SANTOS
29/07/2018 – 08:40 – Atualizado em 29/07/2018 – 09:44

Empresários haviam acusado réus de praticarem
extorsão contra eles (Foto: Pixabay)

Acusados de extorquir dois empresários da região, um delegado e cinco investigadores foram absolvidos pela juíza Elizabeth Lopes de Freitas, da 4ª Vara Criminal de Santos. Um sexto investigador também foi réu, mas faleceu durante o processo e teve extinta a sua punibilidade.

A absolvição foi sob o fundamento de não haver prova de existência dos fatos alegados pelos empresários. Segundo a juíza, “diante de todas as provas amealhadas no curso do processo, verifica-se que as declarações das vítimas no presente caso não se mostram confiáveis, idôneas e isentas para embasarem um decreto de condenação”.

A magistrada também classificou as declarações dos empresários de “absolutamente fantasiosas e repletas de contradições”. Um deles é do ramo de materiais de construção e disse que pagou aos policiais R$ 100 mil. O outro atuava no comércio de veículos e relatou que os agentes lhe solicitaram R$ 200 mil, que não chegaram a ser pagos.

Os supostos achaques atribuídos aos policiais civis teriam ocorrido em 2015, quando o delegado Carlos Roberto Alves de Andrade e quatro investigadores (Cláudio Hilário de Souza, Daniel Tomé dos Santos, Alberto Augusto de Oliveira e Ives Carvalho) integravam o Grupo Especializado de Repressão ao Crime Organizado (Gerco).

Cláudio Eleno Rodrigues, outro investigador acusado, estava lotado na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Santos (Dise). O sétimo réu era o investigador Sílvio Luís dos Santos Alves, também do Gerco, que faleceu durante a ação penal. Contra o grupo também foi aberto procedimento administrativo.

Ficha suja

Além de reconhecer a inocência dos policiais, a juíza assinalou na sentença ter ficado comprovado que as empresas das vítimas apresentavam irregularidades e vinham sendo investigadas pelos réus. Ela ainda acrescentou que o empresário do ramo de materiais de construção registra passagens por homicídio qualificado, estelionato e estupro.

Tais crimes constam da folha de antecedentes desta vítima, cuja empresa foi vistoriada pelos policiais porque recaíam denúncias de receptação de carga roubada e furtada. Realizadas com autorização judicial, as buscas não resultaram na apreensão de produtos de origem ilícita. A partir daí, surgiu a acusação de extorsão contra os agentes públicos.

Segundo uma testemunha ouvida em juízo, este empresário “se sente acima da lei por ter muito dinheiro e anda na companhia de um coronel reformado da Polícia Militar, que o faz sentir-se poderoso”. Conforme ela e outra pessoa que também depôs, tal vítima costuma denunciar policiais à Corregedoria sempre que a sua empresa é investigada.

Acusado de sonegação, o outro empresário teve inquérito arquivado após quitar os débitos tributários. Ele denunciou a suposta extorsão à Corregedoria e, em juízo, alegou não se lembrar do ocorrido. “Não é crível que uma pessoa tenha sido extorquida na quantia de R$ 200 mil e, tempos depois, não se recorde mais desse fato”, observou a magistrada.

O procedimento administrativo foi suspenso em relação aos investigadores Ives e Eleno, até que houvesse a conclusão da ação penal. No entanto, contra os demais agentes públicos, a apuração da Corregedoria da Polícia Civil prosseguiu, resultando na demissão deles, “a bem do serviço público”.

Segundo a advogada Rosa de Fátima Rodrigues da Silva, defensora de Eleno, a absolvição do delegado e dos investigadores, sob o fundamento de não haver prova da existência do fato, “resgata a verdade” e abre a possibilidade de os agentes demitidos no procedimento administrativo requererem à Justiça a reintegração à Polícia Civil.

O empresário Edis Cesar Vedovatti – que deu causa a injusta demissão de um delegado e mais cinco policiais civis – além de mandar matar pessoas no Guarujá foi preso por posse irregular de artefato balístico emprestado por coronel da PM…O acusado é doador de centenas de milhares de reais para o PSDB! 14

https://flitparalisante.wordpress.com/2012/09/11/o-dono-da-dna-aluminios-valendo-se-de-relacionamento-politico-partidario-denunciou-falsamente-o-delegado-carlos-roberto-alves-de-andrade-do-grupo-especial-de-repressao-ao-crime-organizado-gerco/

DELEGADO DENUNCIADO POR INTERMEDIAR PAGAMENTO DE EXECUÇÃO  

A juíza Fernanda Yamakado Nara, da 1ª Vara Criminal de Guarujá, recebeu na quinta-feira denúncia contra seis homens acusados de participação na morte a tiros de um posseiro de uma área no Jardim Virgínia, na Enseada, em 12 de novembro de 2010. O homicídio teria ligação com a execução de um ex-secretário municipal.

Com o recebimento da denúncia, os acusados passam a ser réus. Eles são o delegado Luiz Evandro de Souza Medeiros, os empresários Edis César Vedovatti e Felício Tadeu Bragante, o policial militar Anderson Willians da Silva, o ex-policial militar George Alves de Almeida e o caseiro Josias Evangelista Silva Santos.

A denúncia foi elaborada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP). Segundo ela, o homicídio do posseiro tem ligação com a morte a tiros do ex-secretário executivo de Coordenação Governamental de Guarujá, Ricardo Augusto Joaquim de Oliveira, ocorrida em 8 de março de 2012.

Leia mais em: http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/policia/juiza-recebe-denuncia-contra-seis-acusados-de-assassinato/?cHash=edb3dc6f0e03075273858251b88a97b7

Brasil precisa de polícias blindadas contra ideologias populistas…( Desvalorização + corporativismo e oportunismo + paixão e fanatismo + tiranismo e imbecilidade = policial messianizante ) 63

Artigo: Brasil precisa de polícias blindadas contra ideologias populistas

Rafael Alcadipani*

Reportagens do UOL realizadas por Luís Adorno têm destacado o alto número de PMs de São Paulo que estão se candidatando nas próximas eleições para vagas na Assembleia Legislativa e Câmera Federal. Até mesmo um dos candidatos a governador do estado, bem posicionado nas pesquisas, optou por ter como sua vice uma oficial da PM bandeirante. Especula-se que isso se deu pelo fato de que a segurança será um dos grandes temas das eleições deste ano. Há também membros das polícias Civil, Federal e Guardas Municipais que devem se candidatar.

Em uma das reportagens de Adorno, o Major Olímpio, hoje deputado federal, afirma que a grande maioria dos candidatos oriundos das fileiras da PM paulista estão direta ou indiretamente ligados ao PSL de Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República. O que está acontecendo em São Paulo se repete por todo o país: policiais da ativa ou aposentados estão se candidatando nestas eleições e uma parte considerável deles segue de forma mais ou menos clara ideias defendidas por Bolsonaro, que é a figura máxima de uma ideologia política que tem ganhado corpo e espaço no Brasil: o bolsonarismo. Tal ideologia encontra expressivo respaldo em pessoas ligadas à segurança pública.

A essência da ideologia bolsonarista é o suposto reestabelecimento da ordem por meio da força. Para tanto, exalta o controverso passado da ditadura militar brasileira, opõe-se a tudo aquilo que é considerado “de esquerda” como, por exemplo, a defesa de direitos para as pessoas mais vulneráveis, o respeito à diversidade e as ações de inclusão social. No que tange ao combate ao crime, defende a leniência e o incentivo de ações das forças do Estado em que há resultado morte e o forte endurecimento de penas e do seu regime de execução criminal.

A liberação irrestrita das armas é elemento central desta ideologia. Outra ideia importante é a implantação da formação educacional militarista em larga escala no país e o fim do compromisso do governo brasileiro com o respeito ao meio ambiente. O bolsonarismo ainda se diz implacável contra a corrupção e é fervoroso defensor dos valores da família tradicional. Três termos ajudam a resumir esta ideologia: “Bandido bom é bandido morto”, “Armar o cidadão de bem” e a “Defesa do cidadão de bem”.

O bolsonarismo é defendido por um grupo fervoroso de seguidores que invariavelmente procuram desqualificar, ofender e até mesmo ameaçar quem o critica

Como toda ideologia populista, quer seja de esquerda, quer seja de direita, o bolsonarismo propõe enfrentar reais e extremamente complexos problemas com soluções simplórias, ignorando a máxima de que não há solução simples para problema complexo. Conforme defende o cientista político Claudio Couto, o bolsonarismo é uma ideologia política muito semelhante ao chavismo venezuelano, mas como sinal de orientação política trocado, já que é de direita.

É bastante temerário para qualquer sociedade que membros de forças de segurança tenham proximidade político-partidária e eleitoral com uma ideologia que tem como figura máxima uma pessoa que já defendeu o rompimento da ordem democrática no Brasil, louvou figuras como Ustra, que torturava pais na frente de seus filhos, fez apologia a chacinas, fez alusão ao estupro dentro da Câmara Federal e produziu falas bastante controversas contra direitos de mulheres, LGBTs, indígenas e todos os tipos de minorias.

No caso dos militares, policiais ou não, é extremamente preocupante a proximidade ideológica com uma figura que deixou as Forças Armadas Brasileiras após controvérsias ligadas a um motim em que estaria envolvido. Motim é algo extremamente grave no meio militar. O bolsonarismo reforça muito do que há de pior em subculturas de forças de segurança que defendem a truculência, a arbitrariedade e o autoritarismo.

Também é preocupante a grande facilidade com que chefes militares e de polícias convivem com a presença de figuras como Bolsonaro, que claramente confronta a defesa de direitos fundamentais dentro de seus quartéis. Uma coisa é receber uma autoridade instituída de maneira sóbria e respeitosa, a outra é permitir que um político use cerimônias militares para fazer a defesa de uma ideologia, seja do viés que for. Quartéis e repartições policiais são prédios do Estado que pertencem à sociedade e a história mostra que toda vez que flertam tão abertamente com o autoritarismo a sociedade paga um preço elevado. O bom militarismo é algo muito importante para ficar parcialmente refém de uma simplória ideologia populista brasileira.

Porém, a problemática da relação entre polícia e política partidária não está apenas associada com o atual viés ideológico de muitos dos candidatos policiais que parecem ter pouco apreço pela defesa de direitos de todo e qualquer cidadão – um dos papéis centrais das polícias.  Dado que policiais no exercício de sua função precisam buscar serem isentos e independentes e olhar todas as pessoas da mesma forma, afinal, a lei deve ser para todos. A ligação do trabalho policial com qualquer ideologia, seja de direita ou de esquerda, impõe vieses conscientes que impossibilitam que a função policial seja realizada como deve ser, basta vermos o papel nefasto que desempenharam e desempenham forças policiais em ditaduras comunistas.

Além disso, policiais são figuras que estão realizando cotidianamente um trabalho fundamental junto ao público. Diante disso, até que ponto um policial com interesses eleitorais prévios será isento para realizar suas funções? Até que ponto um futuro candidato policial não irá utilizar do seu trabalho e de tudo aquilo que o estado lhe provém para fazer ações que lhe rendam antes de mais nada votos? Por exemplo, é possível dentro de uma lógica partidária-eleitoral que Conselhos de Segurança Pública e programas de policiamento que envolvam a participação das pessoas sejam utilizados para a defesa de um candidato policial.

Outro aspecto problemático é a utilização de mídias sociais por policiais que usam seu uniforme, distintivo, armas da polícia e demais meios da instituição para promover a sua figura pessoal com o intuito de um dia se candidatarem. Mais grave ainda, é quando os símbolos da polícia estão presentes em postagens que aviltam direitos em defesa de que “bandido bom é bandido morto” ou dão guarida a ações ilegais.

Infelizmente, as polícias brasileiras ainda são bastante lenientes com o uso das mídias sociais por parte de seus membros quando estes defendem ilegalidades

Parece que em muitos comandos de polícia fecha-se os olhos para os abusos cometidos nas mídias sociais, pois se sabe que policiais com muitos “likes”, se eleitos, irão defender pleitos corporativistas. E os problemas não terminam aqui.

Quando eventualmente eleitos, policiais-políticos podem utilizar seu poder junto aos governantes para proteger seus apadrinhados dentro da força policial de que são oriundos, gerando favorecimentos indevidos que terminam por afetar severamente o clima de trabalho dentro das polícias e afetar para onde os esforços de policiamento e investigação são direcionados.

A ingerência político-partidária é um problema gravíssimo nas forças policias brasileiras. Deputados não poderiam nomear chefes de unidades policiais como se suspeita que acontece hoje. Policiais eleitos podem, ainda, favorecer os interesses corporativistas de suas polícias impactando negativamente na política de segurança pública do Estado.

A intimidade entre policiais e políticos tende a ser muito temerária por romper a isenção dos primeiros e, assim, favorecer a impunidade dos segundos.

A Lava Jato tem mostrado que policiais políticos pouco ou quase nada têm feito para combater a corrupção dentro dos partidos de que fazem parte. Muito pelo contrário, muitos beneficiam-se da máquina dos partidos políticos em que estão. No longo prazo, a proximidade entre pessoas que possuem influência nas polícias e em partidos políticos cercados de suspeitas de financiamento de campanha irregulares pode ser muito perigosa para as instituições policiais.

É legitimo e fundamental em qualquer democracia que todos os interesses estejam representados e todas as ideologias que não afrontem a dignidade humana possam ser defendidas

Policiais enfrentam inúmeros problemas ligados à sua remuneração, condições de trabalho, uso político de algumas instituições policiais, apadrinhamento político de chefias, o perigo inerente à função, falta de respaldo social e psicológico para si e suas famílias, somente para citar alguns.

Entretanto, tais dificuldades não podem ser usadas como desculpa para que a estrutura e as relações sociais de instituições policiais sejam utilizadas para interesses eleitoreiros e de corporações.

No Reino Unido, por exemplo, policiais não podem disputar eleições. Nos Estados Unidos é infrequente a presença de policiais ou ex-policiais na política partidária. No Brasil, caso juízes e membros das Forças Armadas queiram partir para a vida político-partidária precisam se aposentar.

Uma forma de impedir que partes da estrutura da polícia sejam utilizadas para uma candidatura específica é impor que todo e qualquer candidato oriundo das fileiras policiais só possa ser candidato após deixar a força em definitivo e passar por uma quarentena. Além disso, chefes de polícia precisam ter mandatos por tempos determinados, e as promoções dentro das polícias precisam obedecer a critérios majoritariamente isentos, de desempenho e técnicos.

O trabalho policial, para ser bem executado, precisa buscar sempre a neutralidade de suas ações. Só assim ele é capaz de combater o crime com eficiência. O Brasil precisa de polícias blindadas contra ideologias populistas e das lógicas partidárias-eleitorais da ocasião.

*Rafael Alcadipani é professor-adjunto da FGV-EAESP, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do International Visiting Fellow no Crime and Security Research Institute, na Universidade de Cardiff (Reino Unido)

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Nunca vote com o estomago, tampouco com o fígado!

Governador Márcio França – por intermédio de sua base aliada – encaminha projeto de lei concedendo gratificação a policiais civis operacionais com aumento de cerca de 50% 189

Documento Projeto de lei Complementar   (visualizar documento Documento preparado / numerado)
Número Legislativo 37 / 2018
Ementa Altera o artigo 43 da Lei Complementar nº 207, de 1979, que dispõe sobre as vantagens de ordem pecuniária dos Policiais Civis.
Data de Publicação 26/07/2018
Regime Tramitação Ordinária
Autor(es) Campos Machado
Apoiador(es)
Indexadores Documento não Indexado.
Situação Atual Último andamento 26/07/2018 – Publicado no Diário da Assembleia, página 7 em 26/07/2018

 

 

Ensino BEM a distância da SENASP – Secretaria Nacional de Segurança Pública 37

Caro Amigo Guerra,

Não tem como não se insurgir contra esse descalabro que é o desgoverno federal em todas as áreas.

Estamos na metade do ciclo de estudos do Ensino a Distância da Secretaria Nacional de Segurança Pública, a mais ampla ferramenta de difusão de conhecimentos na área de segurança pública, alcançando todas as forças de segurança do território nacional e suas casas de ensino.

Em pleno andamento das dezenas de cursos disponibilizados pelo sistema, envolvendo milhares de alunos de todo território nacional, bem como dezenas de tutores, sem qualquer aviso prévio, o SISTEMA PAROU DE FUNCIONAR A QUASE UMA SEMANA, deixando todos os envolvidos no processo de aprendizagem sem saber o que fazer, vez que sequer foram informados sobre eventual retorno do sistema para conplementação do ciclo de estudos.

Alunos e tutores que haviam programado compromissos pessoais, funcionais ou familiares após o ciclo, ficam de mãos atadas não sabendo o que vai acontecer.

A indignação é mais acentuada na medida em que cobra-se muito dos alunos e tutores, sem que haja por parte da Administração a contrapartida mínima de disponibilizar um sistema decente para que haja a interação necessária entre aluno e tutor no processo de aprendizagem.

O Brasil não precisa de Ministério da Segurança Pública e as centenas de cabides de empregos políticos que serão criados, precisa de gente competente e qualificada para trabalhar na área

Publica isso meu irmão.

MANUTENÇÃO DE SISTEMA EM PLENO ANDAMENTO DO CICLO DE ESTUDOS
VERGONHA! VERGONHA! VERGONHA! VERGONHA! VERGONHA!

 

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É meu dileto amigo e colega de “investidura temporária” , em país governado por bandidos a qualificação de policiais e profissionais de segurança em geral nunca será  – na prática – um objetivo político continuado e permanente. 

A busca por valorizar e qualificar policiais – salvo as iniciativas dos próprios interessados – continuará apenas na teoria e na retórica. 

É perigoso demais para eles ( políticos ). 

Requisito para ser vice de um candidato qualquer : IRRELEVÂNCIA 79

Skaf escolhe tenente da PM para vice

Pré-candidato do MDB ao governo paulista, Paulo Skaf, anunciou nesta segunda-feira, 23, a tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Carla Danielle Basson como candidata a vice em sua chapa. A policial comanda desde maio o 11.º batalhão da PM no interior paulista, responsável pelo patrulhamento de Jundiaí, Itupeva e região.

Ela se licenciará do cargo para se filiar ao MDB e disputar as eleições. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite que cidadãos ocupantes de cargos públicos não se submetam ao prazo de filiação partidária, que terminou em abril. Essa regra vale para magistrados, integrantes de tribunais de contas, membros do Ministério Público e também militares.

Sem conseguir atrair outros partidos para seu palanque, Skaf optou pela militar com o propósito de reforçar o discurso da segurança pública na campanha. A expectativa no entorno do emedebista é que essa pauta tenha grande peso na disputa no Estado.

Nascida em 1972, Carla nunca teve atuação política ou filiação partidária. Filha de um militar, ela completou o ensino médio numa unidade de Jundiaí do Sesi (uma das principais vitrines da campanha de Skaf). Depois, fez doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, e se especializou em direitos humanos.

BIALSKI ADVOGADOS ASSOCIADOS, um dos mais importantes escritórios de advocacia criminal e administrativa sancionadora do Brasil 1

BIALSKI ADVOGADOS ASSOCIADOS

Com foco, dedicação e sensibilidade na demanda de cada cliente, o escritório possui uma estrutura adequada, profissionais especializados e com uma grande e destacada atuação nas mais variadas vertentes do Direito Penal: tanto ostensiva, com o patrocínio de causas judiciais, como preventiva, na análise de questões atinentes às relações comerciais de seus clientes.

Para além da busca por excelência em todos seus casos, a seriedade e compromisso dedicados, conferiram à banca, admiração e respeitabilidade ao longo de seus cinquenta anos de história, consolidando, assim, BIALSKI ADVOGADOS ASSOCIADOS, como um dos mais importantes escritórios de advocacia com especializada atuação em Direito Direito Penal.

Direito Administrativo Sancionador

Em conjunto com a atuação em processos criminais, a equipe de BIALSKI ADVOGADOS ASSOCIADOS tem reconhecida atuação em processos administrativos que visam a aplicação de sanção disciplinar a servidores públicos, em especial policiais civis do Estado de São Paulo.

A prática em matéria administrativa sancionadora desenvolvida pelo escritório centraliza-se no desenvolvimento da estratégia processual adequada e a realização de defesa técnica em apurações preliminares; sindicâncias administrativas; e processos administrativos no âmbito da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e, em especial, frente à Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo, em todas as instâncias de parecer.

 

http://bialski.com.br/

Os Maçarandubas fardados: soldado da Rota dá selinho no namorado e porrada na Delegada de Polícia…Liga não, Drª … sozinhos são todos mansos! 40

Resultado de imagem para casseta e planeta porrada

É fácil falar, imagine alguém chegar em sua casa, ficar no portão parado por um bom tempo e você não saber o que está acontecendo e depois de certo lapso de tempo vai perguntar o que esta acontecendo, momento em que tais pessoas dizem você não tem nada a ver com isso, sai daqui, na verdade é vergonhoso, pessoas despreparadas, deveriam estar fazendo tratamento para controlar suas vontades, todos tem problemas, agora educação cabe em qualquer lugar, o que, “a priori” não aconteceu, motivo pelo qual antes de se falar qualquer indagação seria ótimo ver os dois lados, pois, quem chegou, entrou sem bater a porta, foi os militares que tinham obrigação de informar os fatos, alguém entra em um quartel fica lá dentro por o tempo que quiser sem falar nada, eles deixam entrar. NÃO. Então, por isso mesmo, os milicianos erraram e feio, isso está mais do que claro, estão fora de sintonia com a população essa é a grande verdade, lógico que não são todos, mais esta mais do que na hora de mudar a estrutura da policia militar, instituição fadada ao fracasso nos moldes em que se encontra. Alias alguém entra no Fórum e faz isso, a verdade é que falta postura, preparo. Alguém, sabe o que realmente acontece em uma Delegacia, falam tantas bobagens, as pessoas deviam saber que há 25 anos atrás a população de São Paulo era em torno de 8 milhões de pessoas, hoje são quase 45 milhões, a Policia Civil era composta de 36 mil homens, hoje com o aumento da população deveria se ter no minimo 160 mil policiais e o que aconteceu, a Policia Civil tem apenas 16 mil homens, a verdade, ou seja, é impossível atender as pessoas como elas deveriam, motivo pelo qual, existe realmente demora no atendimento, porém, tem que cobrar do Governo, que não atende a necessidade do setor público, inclusive as delegacias fecham a noite por justamente falta de funcionários….

ROBSON

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