Como a Polícia Civil se confessa corrupta: PARA TODOS x PARA TUDO! 21

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Rotineiramente, sempre que incomodados por  supostas denúncias endereçadas ao Ministério Público, Delegados Diretores e Seccionais de Polícia , açodadamente, determinam aos seus encarregados , que por sua vez determinam aos seus subordinados e intermediários, que por sua vez determinam aos contraventores:

PARA TUDO!

O hilário é que a “ordem” só é dada depois do pagamento da quinzena.

Pergunto, já que há tanto poder para mandar parar a jogatina,  por qual motivo não mandam acabar de vez com o jogo?

Ou ainda:

Por que não determinam que a partir de agora os contraventores nada deverão pagar  para policiais civis?

Nada adianta se justificar dizendo que a Polícia Civil tem maiores obrigações a fazer do que prender apontador de jogo do bicho e apreender caça-niqueis, mas paralelamente extorquirem os contraventores.

E quando “suja” , sob ameaça de prender e apreender, mandar parar – só até a poeira abaixar – o funcionamento do jogo.

Sim, isso é extorsão praticada por funcionário público ( concussão )!

O jornalista e produtor Alberto Luchetti acusa Márcio França e seu homem de confiança Claudio Valverde de não honrar dívidas de campanha contratadas verbalmente…( Muita ingenuidade confiar em promessa de políticos, perdeu! ) 17

CAMPANHA ELEITORAL

Ex-diretor de Faustão leva calote milionário: ‘Tive que fazer empréstimo’

Alberto Luchetti, ex-diretor de Faustão, em sala de comando da Infiniti, sua produtora, em São Paulo - Fotos: Divulgação/Infiniti

DANIEL CASTRO – Publicado em 31/01/2019, às 05h35

Diretor do Domingão do Faustão entre 1998 e 2002, o jornalista Alberto Luchetti pediu ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) a impugnação das contas da campanha da candidatura de Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo. Ele afirma que levou um calote de R$ 1,6 milhão do político, governador do Estado entre abril e dezembro do ano passado. “Tive que fazer empréstimo no banco para pagar as dívidas que contraí para fazer a campanha”, lamenta. França nega. Diz que honrou todos os compromissos.

A produtora de Luchetti, a Infiniti, foi contratada pela equipe de Márcio França para realizar as gravações em estúdio de todos os programas eleitorais. Pelo primeiro turno, a empresa recebeu R$ 1 milhão, em três parcelas, todas em dia.

“Como eles pagaram direitinho o primeiro turno e ninguém esperava que ele [França] fosse para o segundo turno, nós continuamos tudo igual, mas não assinamos nada, foi tudo na confiança”, relata Luchetti. “As gravações não podiam parar.”

Ou seja, oficialmente, a Infiniti só foi contratada para fazer o primeiro turno. Outros serviços que não estavam no contrato do primeiro turno e as gravações da segunda etapa da disputa eleitoral, no valor de R$ 1,6 milhão, foram um acerto verbal. “Mas todo o segundo turno foi feito na Infiniti. Eu tenho testemunhas e provas, como fotos dele e de Paulo Skaf gravando na minha produtora a declaração de apoio no segundo turno”, diz.

França surpreendeu na disputa pelo cargo de governador de São Paulo em 2018. Durante todo o primeiro turno, ele apareceu nas pesquisas atrás de João Doria (PSDB) e de Paulo Skaf (MDB). Venceu Skaf por uma diferença inferior a 80 mil votos. No pleito final, perdeu para Doria.

Para atender às necessidades da campanha de França, Luchetti teve de investir na produtora. “Construí uma cozinha industrial que servia almoço, café e janta para 50 pessoas”, conta. “Tinha quatro cozinheiros.”

Sem o dinheiro da campanha do segundo turno, o ex-diretor de Fausto Silva se viu em apuros. “Tive que ir ao banco para saldar algumas dívidas da campanha dele [França], de aluguel e compra de equipamentos”, afirma.

Por causa da campanha política, Luchetti também perdeu um cliente importante: William Waack. Deslocado para outra produtora, o ex-apresentador do Jornal da Globo não voltou mais a gravar seu programa para a internet na Infiniti.

Luchetti diz que vem tentando falar com assessores e com França desde novembro, sem sucesso. Na prestação de contas do segundo turno, França não teria declarado os gastos com a Infiniti, de acordo com Luchetti. “O que é estranho é que ele nega a dívida e diz que é do partido. Mas eu não conheço ninguém do partido. Tratei tudo com ele [França] e com o [então] secretário da Casa Civil [do governo de São Paulo, Cláudio Valverde].”

O executivo de TV decidiu apelar à Justiça Eleitoral. “Eu só pedi a impugnação das contas porque, como não tinha contrato, fiquei assustado. Todo mundo sumiu”, diz. O pedido deve ser julgado nas próximas semanas pelo TRE-SP. Se tiver as contas impugnadas, França não poderá se candidatar enquanto não saldar as dívidas.

Por meio de sua assessoria, o ex-vice-governador de São Paulo negou qualquer dívida com a Infiniti. “O contrato assinado com a produtora foi cumprido e pago integralmente e juntado à prestação de contas”, informou França em nota enviada ao Notícias da TV.

Domingão do Faustão
Depois de uma bem-sucedida passagem pelo Grupo Bandeirantes, onde implantou o Canal 21 como uma emissora voltada para o Jornalismo local, em 1996, Alberto Luchetti foi contratado pela Globo para resolver a crise de audiência pela qual passava o Domingão do Faustão.

Na segunda metade da década de 1990, o dominical da Globo era freguês do Domingo Legal, de Gugu Liberato, no Ibope. No auge da disputa, apelou para o “sushi erótico”, episódio que gerou uma considerável crise na emissora e abriu as portas para Luchetti.

O trabalho no Domingão levou o jornalista à categoria de diretor de núcleo da Globo, e ele assumiu a implantação do Altas Horas, de Serginho Groisman, à época recém-contratado pela emissora.

Luchetti saiu da Globo em 2002 e fundou a AllTV, a primeira emissora de TV para a internet do país.

https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/ex-diretor-de-faustao-leva-calote-milionario-tive-que-fazer-emprestimo-24630

550 kg de cocaína – Parabéns ao Dr. Jorge Álvaro Cruz e a toda equipe de Cubatão…A estrela só brilha para os competentes! 10

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Polícia apreende mais de meia tonelada de cocaína em Cubatão

Na ação, cinco homens foram presos em flagrante dentro de um galpão alugado no bairro Vila Nova

Eduardo Velozo Fuccia 30.01.19 17h27

550 kg de cocaína foram encontrados dentro de galpão alugado em Cubatão (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Em linguagem coloquial, poderia se dizer que a Polícia Civil fez barba, cabelo e bigode. Durante 24 horas de operação nas 24 cidades da região, foram presos 237 adultos e apreendidos cerca de 750 kg de drogas. O destaque ficou para a captura de cinco homens com 550 kg de cocaína em Cubatão, na manhã desta quarta-feira (30).

“Em quatro anos dessas operações mensais da Polícia Civil na região, esta foi a recorde, em número de presos e de quantidade de drogas apreendidas. Foi um duro golpe que demos no crime organizado”, disse o delegado Manoel Gatto Neto, diretor do 6º Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-6).

Os 550 kg de cocaína, que apresenta elevado teor de pureza, estavam no galpão alugado da Avenida Martins Fontes, 812, na Vila Nova, segundo informaram os delegados Jorge Álvaro Cruz e Angel Gomes Martinez, respectivamente, titulares de Cubatão e do 2º DP do município.

Cinco homens estavam no local preparando o entorpecente. Para isso, eles contavam com uma máquina que compacta a cocaína em tijolos e os embala à vácuo. O grupo foi autuado em flagrante por tráfico e associação para o tráfico, com a agravante de os crimes serem transnacionais.

Cinco homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas em operação da Polícia Civil (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
“Pelo tipo de embalagem dos tijolos de cocaína, das mochilas usadas para acondicioná-los e da pureza da droga, ela não se destinaria ao tráfico doméstico, mas, sim, internacional”, declarou o delegado seccional de Santos, Carlos Topfer Schneider.

O investigador Marcelo Mendes acrescentou que materiais recolhidos no galpão são indícios de que os tabletes do entorpecente seriam transportados em pequenas embarcações pelo Canal do Porto de Santos para depois serem içados para o interior de navios.

Por causa das evidências de tráfico internacional, supostamente para países da Europa, Schneider afirmou que as informações obtidas pela sua equipe deverão ser compartilhadas com a Polícia Federal para o aprofundamento das investigações.

O seccional não soube estimar o valor da droga apreendida no galpão. “O nosso negócio é prender, mas, sem dúvidas, impusemos um grande prejuízo aos responsáveis por essa transação de tráfico internacional”. Etiquetas nos tijolos com a palavra confirmam a fala de Schneider, porque no submundo do crime a cocaína é mencionada como “ouro branco”.

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A propaganda oficial do governo Bolsonaro é uma vergonha… Chupa rola de israelenses que nem judeus ( religiosos e humanistas de verdade ) são ! 8

Infelizmente, a ajuda de Israel – muito embora louvável – parece ser providencial.

Anteriormente –   falando sobre tragédias recorrentes no Brasil – nunca vi os israelenses tão solidários.

Aliás, nem o  hospital ( isralita )  Albert Einstein é solidário com quem não possui muito dinheiro, né?

Vixit, tá meio difícil saber quer é israelita ou evangélico por aqui…

Tudo misturado!


 

 Perdão pela linguagem!  

Mas estamos sob um governo que jurou acabar com o politicamente correto, né ? 

Polícia, política e futebol = corrupção! – Investigador Rollo pediu pra sair, ainda bem! ( Tá na hora de alguns policiais, alguns magistrados e muitos políticos deixarem o futebol para se dedicarem à coletividade ) 2

Isolado, vice-presidente do Santos pede licença do cargo

Eder Traskini

Do UOL, em Santos

 

  • Marcello De Vico/UOL

O vice-presidente do Santos, Orlando Rollo, protocolou junto ao Conselho Deliberativo nesta segunda-feira o pedido de afastamento do cargo. Longe das decisões da diretoria santista há mais de três meses, o cartola decidiu formalizar a saída.

Rollo já não fazia mais parte das reuniões do Comitê de Gestão do Santos, que ocorrem a cada 15 dias, desde o final de setembro, quando o presidente José Carlos Peres venceu o processo de impeachment para seguir no cargo.

“Pedi meu afastamento por jamais querer prejudicar o Santos. Não tenho apego ao poder. Estou afastado das decisões, muitas das quais não concordo e quero deixar claro meu posicionamento. Fui eleito pelo sócio para exercer a plenitude do cargo e isso me foi retirado. Agora passo ao Conselho que vai tomar a devidas providencias, inclusive esclarecendo qual o período que posso me manter afastado”, explicou.

Em junho do ano passado, o vice-presidente já havia feito uma consulta ao Conselho Deliberativo do Santos, que repassou a demanda à Comissão de Estatuto, sobre como funcionaria um pedido de afastamento temporário do cargo, mas não tinha efetuado a solicitação.

Segundo o Estatuto Social do Santos, o cartola deverá ficar afastado também das reuniões do Conselho Deliberativo enquanto estiver de licença e esse fato, a impossibilidade de participar da política do Peixe, fez com que ele adiasse o pedido.

No fim da tarde desta segunda-feira, porém, Rollo enviou uma mensagem de despedida ao grupo do Comitê de Gestão no ‘WhatsApp’ confirmando o pedido de licença, mas não entrou em detalhes.

 

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Para aqueles que me acusam de perseguição e inveja, mais uma vez: não conheço pessoalmente – logo nunca trabalhei direta ou indiretamente – com o Sr. Rollo.

O que eu já escrevi acerca dessa espúria relação: polícia, política e futebol serve para todos os agentes públicos e, também, alguns advogados!

O futebol é uma mina de dinheiro aberta ao crime organizado e todo aquele que se disponha a lhe dar proteção por dinheiro, projeção e promoção. 

O futebol é o 5º constitucional de  corruptos em geral; delegados , oficiais PM ,  policiais civis e militares,   em especial!

Gasto$o$ e suas mulheres gasto$as$ – Assunto sobre a comatosa Polícia Civil ( Científica, inclusive! ) que só respira com ajuda da corrupção 15

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Já que alguns estão dizendo que há falta de assuntos policiais, aqui no fli paralisante, e pedindo licença ao Dr. Guerra, para me alongar neste post.

Numa galáxia distante chamada DECAP aportou recentemente uma nova geração de seccionais, chefes, titulares, amigos e amigos dos amigos, a famosa pá.
Os habitantes antigos DECAP ficaram na expectativa, inclusive eu, todos com o c…. na mão.
Afinal de contas, pode haver mudanças caraterizadas por bondes, tele transporte, alterações nas escalas, e na pior das hipóteses a caças aos funcionários(as) fantasmas, tudo pode ou poderia acontecer.
No popular poderia haver um rebosteio! Um espalha b…..
A zona de conforto, de cada um poderia ser alterada.
Se é que é possível falar em conforto no DECAP, a não ser para os de sempre, e com os de sempre quero dizer; aquelas “amigas” dos chefes, aqueles coberto de pelo que faz a alegria de poucos, aquelas bocas carnudas que poucos beijam.
E para não dizer que sou machista temos o outro lado, também aqueles outros que não sendo tão gostosos quanto as “amigas”, mas tem o seu charme e encanto, estou falando dos ga$to$o$.
Toda delegacia tem o seu policial ga$to$o, é aquele sujeito que todas dizem; “Ele está na polícia porque gosta, a família dele tem dinheiro”.

Nunca entendi gosta da polícia mais nunca aparece para trabalhar?

O ga$to$o agrada o chefe de outra maneira, nunca dá trabalho e dor de cabeça para o chefe, tanto é assim que nem aparece nas escalas, justamente para não dar qualquer motivo de aborrecimento.
As reuniões com o ga$to$o é em particular, sem testemunhas, são reuniões em lugares mais bucólicos, finas churrascarias, restaurantes top, barzinhos da moda, etc, etc, etc…..

Pois bem, a roda estava parada todos na expectativa!

Até que finalmente, os escolhidos a dedo, aportaram, lá na minha pastelaria.
Estou, agora, sob nova direção ou “nova” gestão.
E como toda nova gestão tem que ter uma reunião, se não, não é nova gestão.
Todos foram  convocados, em resumo, os de sempre, lá estávamos para a reunião os velhos e novos babacas.
Babacas sim, pois sabíamos que seria mais do mesmo.

Chefe falou no começo ( da preleção ) ;

Estou chegando para compor, não quero ensinar ninguém, muitos aqui poderiam estar  nesta minha cadeira, que é temporária e blá, blá, blá…….sou policial de rua e quero cana, dou cana, trabalho para baralho, blá, blá, blá….o titular quer isso, aquilo, e aquilo outro, o atendimento agora tem que ser padrão TOP, e blá, blá, blá……

( Todo delegado corrupto vagabundo tem esse mesmo discurso )

E, eu, só vendo as paredes da sala do chefe todas encardidas, as cadeiras velhas e quebradas, algumas só a espuma, pela janela um festival de moto, amontoadas vazando óleo no pátio da delegacia.
E o cara pagando e querendo padrão TOP. Nem preciso falar o que passou pela minha cabeça!
E continuando a reunião lá pelas tantas – agora na “nossa área” – vamos aqui abrir um belo parêntesis nesta história de nossa área.
Quando digo nossa área, ou seja a minha área, é para as encheção de saco, os BOs de m….. briga de vizinho, crimes de ameças, fuxico de zap, zap, e todas aquelas tralhas de balcão do ( …. )  DP, essa é a minha área de atuação.
Ficou claro?
Quanto aquela outra “área” que envolve maquinhas, bingos, jogo do bicho, putero, desmanche, venda de ouro, agências de carros e afins….
Também ficou muito bem claro que são única e exclusivamente dos chefes e do titular…( Seccional e Diretor ) , e mais uns caras que em não encontrei no rol das carreias da Polícia Civil, são uns tais dos recolhe! ( gansos, aposentados , amigopols )
Depois vou pesquisar melhor para saber quem são e o que fazem, kkkkk.
Desenhado a área de atuação de cada um, veio o festival quero levantar a delegacia e blá, blá, blá…..quero cana, esclarecimentos, pontuação, quero isso, quero aquilo, quero aquilo outro……..
E eu já cansado, com sono, saco cheio, não conseguia, por mais que quisesse me amimar com aquelas palavras, realmente não consegui.
Fique com a impressão de já ter visto, vivido e ouvido tudo aquilo, muitas e muitas vezes.
E achando que eu possa estar ficando louco;  pergunto alguém mais passou por esta experiência?
Em verdadeiro Déjà vu.

Escrito por: cansado ( Copidesque  por FLIT )

Da Folha de São Paulo: Bolsonaro é o herdeiro ideológico da facção das Forças Armadas ligada aos torturadores, que não aceitou a abertura democrática e partiu para o crime: esquadrão da morte, garimpo, jogo do bicho…( “Vixit”, o Jair não era o Nascimento…É o Rocha! ) 22

     Bolsonaro e as milícias

Sem o trabalho do Coaf, já teríamos milicianos fazendo churrasco no Palácio

A esta altura, é difícil não concluir que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é enrolado com milícias. O jornal O Globo descobriu que, quando o escândalo dos depósitos suspeitos veio à luz, Queiroz se escondeu na comunidade do Rio das Pedras, berço das milícias cariocas, onde sua família operaria um negócio de transporte alternativo (atividade tipicamente controlada por milicianos).

A jornalista Malu Gaspar, da revista piauí, apurou que Queiroz foi colega de batalhão de Adriano da Nóbrega, foragido da polícia e acusado de liderar a milícia Escritório do Crime, sob o comando de um coronel envolvido com a máfia dos caça-níqueis (outra atividade típica de milícia).

A polícia e o Ministério Público cariocas suspeitam que o Escritório do Crime matou Marielle Franco, a da placa que os bolsonaristas volta e meia rasgam às gargalhadas. Adriano da Nóbrega é foragido da polícia.
E, antes que os bolsonaristas digam que não acreditam em polícia, Ministério Público ou imprensa que não entreviste Bolsonaro de joelhos, lembrem-se do que disse Flávio Bolsonaro, o zero-um: Fabrício Queiroz, segundo o filho do presidente da República, lhe indicou a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega para cargos de assessoria em seu gabinete.

Repetindo: essa é a versão oficial, em que o único pecado da família presidencial foi amar demais o Queiroz.

A versão oficial confessa, portanto, o seguinte: o presidente da República emprestou R$ 40 mil para um enrolado com milícias cuja filha, Nathalia Queiroz, era funcionária fantasma de seu gabinete. Sim, fantasma: Nathalia trabalhava como personal trainer no Rio de Janeiro enquanto seu ponto era assinado no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro.

O empréstimo foi pago pelo enrolado com milícias por meio de um depósito na conta da primeira-dama.
Mesmo na versão oficial, é um PowerPoint do Dallagnol bem curto: três círculos, duas linhas, milícia-Queiroz-Bolsonaro.

Com base só na versão oficial, portanto, pode-se dizer, sem medo de errar: se o Coaf não tivesse feito seu trabalho, já teríamos milicianos fazendo churrasco no Palácio da Alvorada, brindando com os generais, escolhendo Moro para zagueiro do time na pelada.

Se essa é a versão oficial, imagine o que deve ser a versão verdadeira.

Temos algumas pistas.

A família Bolsonaro já defendeu as milícias publicamente repetidas vezes. E conhecia muito bem Adriano da Nóbrega muito antes da suposta indicação de Queiroz. Jair Bolsonaro defendeu o sujeito no plenário da Câmara já em 2005.

Flávio Bolsonaro foi mais longe: já homenageou o suposto líder do Escritório do Crime na Assembleia Legislativa duas vezes, nas duas ocasiões elogiando-o com entusiasmo. Concedeu-lhe a Medalha Tiradentes, maior honraria oferecida pelo legislativo estadual fluminense. Na ocasião, Nóbrega estava preso por assassinato. Recebeu a medalha na cadeia.

Vamos ver se novas pistas aparecem. Mas o quadro já é bem feio.

É como disse na última coluna antes das eleições: Bolsonaro é o herdeiro ideológico da facção das Forças Armadas ligada aos torturadores, que não aceitou a abertura democrática e partiu para o crime: esquadrão da morte, garimpo, jogo do bicho. É a mesma linhagem que nos deu as milícias.
Essa herança agora ronda o Planalto.

Celso Rocha de Barros

Servidor federal, é doutor em sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra )

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/celso-rocha-de-barros/2019/01/bolsonaro-e-as-milicias.shtml

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