Resposta

09/11/2007 – 08h23

Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego

Publicidade

da Folha Online

A advocacia, uma das profissões mais tradicionais do Brasil, sempre esteve entre as carreiras mais procuradas pelos jovens. O vasto leque de oportunidades de trabalho existentes na área é uma das razões mais significativas da escolha pelo direito.

Um bacharel pode seguir carreira pública na magistratura, na promotoria, tornar-se professor do ensino superior ou delegado. Aqueles que são aprovados no exame da Ordem dos Advogados podem advogar em seu próprio escritório e trabalhar na procuradoria, por exemplo.

Divulgação
Livro traz panorama para quem quer fazer faculdade de direito
Livro traz panorama para quem quer fazer faculdade de direito

Hoje há especialidades do direito que estão em alta como o biodireito, o direito internacional, ambiental e virtual. Leia um trecho do livro que destaca as áreas mais promissoras.

O livro “Advogado”, da “Série Profissões”, da Publifolha, é uma excelente fonte de informação para quem pensa em fazer direito. A linguagem é clara e direta e o volume reúne os dados atualizados sobre a carreira e fornece todas as indicações para você fazer a escolha certa na hora do vestibular.

O capítulo “História” traz um panorama da profissão, das origens na Antigüidade até os dias atuais. “Estudos” disponibiliza uma lista das melhores escolas preparada pela Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB e informações sobre os cursos, com detalhes sobre matérias e atividades de cada ano letivo.

As especialidades do direito, com um breve resumo de cada uma delas, está no capítulo “Especialização”, que também explica como funcionam os mestrados e doutorados. “Ao Trabalho” ensina como exercer a profissão e as áreas mais promissoras no Brasil, a p.artir do primeiro emprego

Em “Palavra do Profissional” três advogados de destaque, em três estágios diferentes nas respectivas carreiras, contam um pouco de sua trajetória profissional, da faculdade aos dias de hoje e apontam os rumos para o futuro. O capítulo “Serviços” traz os caminhos para conseguir bolsas de estudos e um teste mostra quais as aptidões necessárias para ser um advogado.

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09/11/2007 – 08h23

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A advocacia, uma das profissões mais tradicionais do Brasil, sempre esteve entre as carreiras mais procuradas pelos jovens. O vasto leque de oportunidades de trabalho existentes na área é uma das razões mais significativas da escolha pelo direito.

Um bacharel pode seguir carreira pública na magistratura, na promotoria, tornar-se professor do ensino superior ou delegado. Aqueles que são aprovados no exame da Ordem dos Advogados podem advogar em seu próprio escritório e trabalhar na procuradoria, por exemplo.

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Hoje há especialidades do direito que estão em alta como o biodireito, o direito internacional, ambiental e virtual. Leia um trecho do livro que destaca as áreas mais promissoras.

O livro “Advogado”, da “Série Profissões”, da Publifolha, é uma excelente fonte de informação para quem pensa em fazer direito. A linguagem é clara e direta e o volume reúne os dados atualizados sobre a carreira e fornece todas as indicações para você fazer a escolha certa na hora do vestibular.

O capítulo “História” traz um panorama da profissão, das origens na Antigüidade até os dias atuais. “Estudos” disponibiliza uma lista das melhores escolas preparada pela Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB e informações sobre os cursos, com detalhes sobre matérias e atividades de cada ano letivo.

As especialidades do direito, com um breve resumo de cada uma delas, está no capítulo “Especialização”, que também explica como funcionam os mestrados e doutorados. “Ao Trabalho” ensina como exercer a profissão e as áreas mais promissoras no Brasil, a p.artir do primeiro emprego

Em “Palavra do Profissional” três advogados de destaque, em três estágios diferentes nas respectivas carreiras, contam um pouco de sua trajetória profissional, da faculdade aos dias de hoje e apontam os rumos para o futuro. O capítulo “Serviços” traz os caminhos para conseguir bolsas de estudos e um teste mostra quais as aptidões necessárias para ser um advogado.

Esta garotinha foi seqüestrada(Tráfico de Crianças) Resposta

Pelo Amor de DEUS, DIVULGUE essa Foto!!!

Pelo Amor de DEUS, ajude a passar essa foto,
para o maior número de pessoas possível !!!
Esta garotinha foi seqüestrada na Praia do Engenho,
litoral norte de SP, ao lado de Barra do Una.
Passe a foto adiante, o custo é zero e pode ajudar muito.
Deus com certeza há de recompensar- te por isso.
Hoje estás ajudando alguém… Amanhã tu poderás ser o ajudado.
Pense nisso! Não fiques indiferente!…
Que DEUS abençoe a todos quantos ajudarem!
Informações: Disque Denúncia > 0800 15 63 15 ou 181 ou
DEIC / DIVISÃO ANTI – SEQÜESTRO> (11)3823-5867 ou 3823-5868

(postado no blog ARGENLIBRE – Argentina )

DO DELEGADO SENADOR Resposta

TEXTO DA CONTESTAÇÃO: ARGUMENTOS COM ALGUNS NOTICIÁRIOS ACUSATÓRIOS VEICULADOS E DIVULGADOS PELA FOLHA, E POR TODA IMPRENSA NACIONAL (Vide no texto manchetes e os noticiários nos links)
ENVIADO POR E-MAIL AO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO.
.
From: “Georges P. Sellinas” To: “Folha Tendencias Debates” Cc: “Roberto Barbosa” Subject: CRIME DE AUTORIDADEDate: Mon, 26 Apr 2004 15:34:26 -0300MIME-Version: 1.0Content-Type: multipart/mixed;boundary=”—-=_NextPart_000_000E_01C42BA4.00BE29F0″X-Priority: 3X-MSMail-Priority: NormalX-Mailer: Microsoft Outlook Express 6.00.2800.1106X-MimeOLE: Produced By Microsoft MimeOLE V6.00.2800.1106
.
Ao Jornal Folha de São Paulo
Tendências/Debates
debates@uol.com.br
Vítima do tempo
“Faça o que eu mando, mas, não faça o que eu faço”. É o que ensina a matéria publicada (“Crise de autoridade”, “Tendências/Debates”, 23/4), de autoria do ex-diretor do antigo DOPS (na época da repressão), ex-superintendente do DPF/SP (Depto. de Polícia Federal Regional de São Paulo), ex-diretor-geral da mesma Entidade, ex-secretário de Segurança Nacional e atualmente senador da República, delegado Romeu Tuma.
Em seu debate, na data em referência, ele argumenta: “Por 29 vezes nossa Constituição Federal emprega o vocábulo ‘autoridade’, no singular ou plural. Entretanto exime-se de definir essa palavra, o que nos leva a consultar outras fontes. E continua:Vemos assim que a Carta usa o termo no sentido de abranger todo representante do poder público ‘que tem por encargo fazer respeitar as leis’, como expressam o dicionário ‘Aurélio’ e outros de igual valor”. Ainda ele (Tuma), acrescenta: “Portanto quem exerce autoridade tem a obrigação de ser o primeiro cidadão no respeito à lei, principalmente quando ela o obriga a agir para impô-la, a ponto de lhe reservar sanção penal caso se omita. Se não atuar como foi preceituado, a autoridade estará lesando o múnus público e cometerá o crime de prevaricação”.
Considero inclusive necessário de acrescentar, que naquele mesmo dicionário, que o sr. senador mencionou, como também, em outros de igual valor, definem ainda:
Omissão: Ato ou efeito de não fazer aquilo que moral ou juridicamente se devia fazer.
Omitir: Deixar de fazer, dizer ou escrever. Deixar de lado; não tomar conhecimento. Não atuar, não manifestar-se, não se pronunciar, quando seria de esperar que o fizesse. Os funcionários fazem arbitrariedades e o chefe omite-se.
Prevaricação: Crime perpetrado por funcionário público, e que consiste em retardar ou deixar de praticar, indebitamente, ato de ofício, ou em praticá-lo contra disposição legal expressa, para satisfação de interesse ou sentimento pessoal.
Parece que o referido senador da República, esqueceu quantas vezes omitiu, ou prevaricou durante os exercícios de suas responsabilidades como autoridade!
O admirável, com relação ao acima exposto, é, a pratica de aulas com relação aos deveres da autoridade. As ocorrências do passado o classificam como opositor ao respeito da matéria defendida, conforme provam freqüentes noticiários. Sem considerar ao mínimo, ou pelo menos parcialmente, a devida precaução com os leitores, que colecionam inúmeros acontecimentos, que permitem manter a atualização do seu currículo, com as suas vastas omissões e prevaricações, aqui apresentadas
Nada melhor que o próprio testemunho formado pela matéria veiculada com título: “Crise de autoridade” de autoria do referido senador, em paralelo aos noticiários abaixo apresentados para confirmar e justificar a razão da minha reação ao ler aquela “aula” na coluna: Tendências/Debates!!!
Tentarei justificar o acima exposto, relembrando alguns dos crimes, de omissão e prevaricação, cometidos pelo atualmente senador da República, amplamente apontados e divulgados pela imprensa nacional (jornais, revistas, como também, em noticiários virtuais que circulam pela Internet), durante os três últimos decênios. Tais noticiários, deveriam inclusive ter auxiliado em incluí-lo, junto com alguns afiliados, no propósito da Operação Anaconda! Escapou! Foi favorecido! Conclusão certa derivada de uma análise do currículo acima exposto. É, o hábil Vice-Rei (Tuma), é o gênio da estratégia, conforme argumentou a jornalista Miriam Leitão em sua reportagem: “O Caçador de Manchetes” (jornal do Brasil, 06/04/1986). A mesma reporter, ainda acrescenta: Em 79, na greve dos jornalistas, foi esse herói quem delegou aos seus auxiliares a tarefa de prender, fichar e interrogar os presos, enquanto na outra sala consolava e tranqüilizava os parentes dos jornalistas. Demonstrou como um bom artista pode se sair bem em qualquer enredo.
Aproveito da oportunidade de destacar alguns noticiários que apontam omissões, prevaricações e outros crimes de autoria do sr. senador, ou de seus subordinados, por ele, favorecidos: DOPS continuou a fichar políticos mesmo depois de ter sido extinto (Diário Popular, 14/03/1999) Extorsão Federal (Revista Veja, 27/05/1992) PF não permite depoimento de delegado sobre extorsão a Pinotti (Folha da Tarde 18/02/1992) Tuma é acusado de omisso (Estado de São Paulo, 13/04/1991) Espionagem “ronda” o comando da PF (Folha de São Paulo, 19/07/1998) Veronezzi deve ser o próximo (Jornal da Tarde, 24/08/1988) Delegado é suspeito de prevaricação (Folha de São Paulo, 04/04/1992) Documento liga Tuma a doleiros (Folha de São Paulo, 28/07/2000) A cena do inhame (Revista Veja, 11/12/1991) Uma reunião informal (Jornal da Tarde, 19/11/1992) Acusação a Romeu Tuma de manter relações com ex-juiz Nicolau (Folha de São Paulo, 01/10/2000) Cerco ao Condor (Revista IstoÉ, 1599 de 24/05/2000) A dupla de ouro de DOPS (revista Época, 27/11/2000) Amigo de Tuma é denunciado a Justiça Federal (Jornal Diário do grande ABC, 07/04/1992) Tuma faz a defesa de Veronezzi ao Ministro da Justiça (Diário Popular, 28/03/1989) O compadre doleiro (Revista Veja, 04/12/1991) Xerife sob suspeita (Revista IstoÉ, 1373 de 24/01/1996) Veronezzi defende delegado que chefiava agentes envolvidos em contrabando (Jornal da Tarde, 28/11/1991) Erundina acusa Tuma de aliado da ditadura (Jornal da Tarde, 31/08/1994) Juízes federais criticam ação de Tuma nas Fraudes (Folha de São Paulo, 20/03/1985) Tuma conhecia destino de desaparecidos (Arquivo do SNI, Folha de São Paulo, 21/06/1992) Confirmada investigação do CIEX (Jornal da Tarde, 31/03/1992) Luiz Estevão liga Tuma a ex-juiz (Folha de São Paulo, 28/07/2000) Relatório da CPI acusa Collor, Santana e Tuma (Folha de São Paulo, 18/05/1994) O caçador de manchetes (Jornal do Brasil, 06/04/1986) Tuma na terra de Marlboro (Jornal da Tarde, 26/08/2000) Condenado pela Justiça assessora Tuma (Folha de São Paulo, 16/09/1994) Tuma rechaça críticas a sua administração (Estado de São Paulo, 16/06/1997) Polícia Federal fracassa nas buscas (Jornal do Brasil, 22/02/1989) Denúncia criminal contra delegados (Jornal da Tarde, 18/01/1992) Dossiê de EJ (Eduardo Jorge Caldas Pereira), envolve Temer e Tuma com ex-juiz Nicolau (Folha de São Paulo, 05/08/2000) Contrabando da sobrinha de Romeu Tuma. Processo nº 8239494; Natureza: Inquérito Policial; Autora: Justiça Pública; Indiciada: Sonia Tuma; Juíz: João Carlos da Rocha Mattos. Delegado tenta ajudar amigo falsificador (Estado de São Paulo, 11/12/1998). PF acusada de dar proteção ilegal a Leopoldo Collor (Folha de São Paulo, 16/08/1993). Uma reunião ‘informal’ Jornal da Tarde, 19/11/1992). Acusado no Paraná ganha promoção (Folha de São Paulo, 02/07/1998). Veronezzi é exonerado da Polícia Federal em SP (Estado de São Paulo, 30/10/1992). Empresário afirma ter sido coagido pela PF (Folha de São Paulo, 03/08/1993). Ex-superintendente da PF é acusado pelo traficante de participar do desvio de US$.2 milhões. (Estado de São Paulo, 19/11/1992). Senador volta a atacar Tuma (Folha de São Paulo, 28/09/2001). Os últimos dias da lenta agonia (Revista Época, 176 de 1º/10/2001). Jader ataca Tuma com referência à ditadura (Revista Época 27/09/2001).
Tuma mais ligações com Lalau Mais ligações com doleiros Mais acusações Mais sobre parcerias Mais sobre ligações com Lalau Barbalho Desmascara Tuma.
NOTA: Estão sendo preparados MAIS links com os noticiários da imprensa nacional, apontando acusações de omissões, prevaricações e outras irregularidades do acima senador, cuja maioria é de veiculação do jornal, Folha de São Paulo.
CONCLUSÃO: Pelo exposto naquela matéria, o sr. senador, talvez se julga, acima de qualquer comentário que vem difamá-lo ou caluniá-lo. Passando por cima de suas omissões, prevaricações e outras acusações proferidas por toda a imprensa. Considerando-as improcedentes, falsas ou caluniosas. Desprezando os noticiários, ou ainda, desmoralizando a veiculação da informação. Nada, parece desabonar o profissional de imagem ilibada, conforme argumentou a jornalista Miriam Leitão em sua reportagem: “O Caçador de Manchetes” (jornal do Brasil, 06/04/1986). Escapou-se de inúmeras tempestades, no passado! Prova disso, é as suas “estratégias” ao longo das suas atividades policiais, principalmente, na época que trabalhara ao lado do truculento torturador delegado Sérgio Paranhos Fleury, e alguns outros auxiliares!
É, o hábil Vice-Rei (Tuma), é o gênio da estratégia, acrescentou a mesma jornalista Miriam Leitão, destacando: Em 79, na greve dos jornalistas, foi esse herói quem delegou aos seus auxiliares a tarefa de prender, fichar e interrogar os presos, enquanto na outra sala consolava e tranqüilizava os parentes dos jornalistas. Demonstrou como um bom artista pode se sair bem em qualquer enredo. O habilidoso Tuma reservava para si o simpático papel de fazer a triagem dos prisioneiros, depositando os inocentes, a grande maioria, nos braços agradecidos dos pais. Virou herói.
Vão longe os tempos em que Tuma prendia Ilustres como Luís Ignácio Lula da Silva, Djalma Bom, o ex-secretário da Justiça de São Paulo, José Carlos Dias, e até o senador Teotônio Vilella.
REFERÊNCIAS: As acima mencionadas publicações e, inúmeras outras, divulgadas por toda imprensa nacional, com relação as várias gestões que desfilaram até hoje, do senador em pauta, inclusive, seus afiliados e subordinados, encontram-se nos sites: www.anakonda.uswww.intocaveis.uswww.gs1.com.br como também, em outros que figuram nos acima mencionados, e ainda, em todos os mecanismos de busca, pesquisando nominalmente pela Internet.
Georges P. Sellinas, 78 – Formado em engenharia industrial e ex-diretor da empresa de detecção do crime tecnológico, Secretel, Serviço de Inteligência Científica Ltda. Aposentado.

ENQUANTO AQUI A NOSSA ADPESP NADA FAZ PELOS DELEGADOS DO DEMACRO E INTERIOR Resposta

Defender os policiais federais não é “desfavor” senhor delegado
25/10/2007
foto: Agência Fenapef
Francisco Carlos Sabino, Diretor de Relações do Trabalho da Fenapef
Infelizmente as vezes é melhor ter um problema auditivo do que ser obrigado a ouvir asneiras. O que nos deixa mais tranqüilos é que idiotice não paga impostos, porque se pagasse certas pessoas estariam devendo aos cofres públicos.
Como é de conhecimento público, a diretoria de Relações de Trabalho da Federação Nacional dos Policiais Federais vem percorrendo o país conhecendo as condições de trabalho dos colegas, principalmente aqueles que exercem suas funções nas localidades mais distantes das capitais. As unidades onde esses policiais prestam serviços, via de regra, carecem de uma melhor infra-estrutura que vai desde a reforma de prédios até a falta de papel higiênico. Além disso, a carência de funcionários obriga esses colegas a se desdobrarem em seus turnos de trabalho, para que a própria Delegacia não fique às moscas.
Antes de prosseguirmos, é necessário que parabenizemos esses dignos profissionais que, anônimos, não medem esforços para dar continuidade aos trabalhos em execução.
Por outro lado, é nosso dever também alertar esses profissionais de que esse esforço contraria as normas vigentes, além de reduzir consideravelmente seus reflexos o que pode comprometer sua própria saúde e integridade quando da execução de suas tarefas.
Referimo-nos especificamente aos colegas que além de ficarem de plantão por 24h sem tirar a folga regulamentar de 72 horas, ainda são obrigados, após um breve descanso, a retomarem a suas funções na Delegacia.
Esse tipo de situação motivou a visita da diretoria de Relações de Trabalho da Fenapef à Delegacia de Jataí em Goiás. A ida do diretor a Jataí foi retratada em uma matéria publicada neste site. Depois disso, a Federação protocolou um ofício endereçado ao delegado titular Dorival Pagliato, solicitando a adoção de medidas com vistas relativas à carga horária exercida pelos policiais de plantão.
No nosso entendimento uma simples medida ADMINISTRATIVA, que em nada onera ou desrespeita a quem quer que seja.
Estávamos enganados.
O Diretor de Relações do Trabalho da Fenapef voltou a Jataí duas semanas depois da publicação da matéria. Francisco Sabino já estava na Delegacia conversando com o colega que estava no Plantão quando o delegado Dorival entrou na sala. Ao ser cumprimentado a autoridade soltou a pérola: “Obrigado pelo desfavor que vocês fizeram a esta delegacia, pela matéria publicada no site da Fenapef”.
O tom de voz do delegado parecia ser de uma pessoa prestes a se alterar, deixando diretor Sabino sem entender quais teriam sido os motivos de sua revolta, uma vez que a intenção da Fenapef é mostrar às autoridades superiores as reais necessidades das delegacias.
A atitude da autoridade revela talvez, em uma primeira hipótese, a falta de educação já que qualquer manual de boa educação recomenda que uma frase de “bom dia” seja respondida por outra de igual teor.
O engraçado é que em uma reunião realizadas na semana anterior o delegado titular Dorival Pagliato, disse em alto e bom som a todos os presentes: “que não tinha apoio logístico em Goiânia”, concordando em gênero, número e grau com todas as colocações feitas durante o encontro. Ele ainda apoiou e parabenizou a Fenapef pelas iniciativas.
É dever esclarecer que enquanto permaneceu na reunião o delegado, em nenhum momento , manifestou qualquer discordância quanto aos fatos que ali eram comentados, o que foi testemunhado por todos os integrantes daquela delegacia.
Outra frase dita por este senhor quando foi novamente visitado pela Fenapef foi: “Que todo o trabalho feito junto à academia, para lotações de novos policiais foi por água abaixo”.
Mais uma vez a frase proferida não faz sentido. A cidade de Jataí continua no mesmo lugar, as carências da Delegacia são as mesmas e os colegas que lá se encontram continuam a exercer suas funções.
Não contente com as suas infelizes declarações e, talvez, acometido pela síndrome do autoritarismo, o doutor pediu a um colega que solicitasse que o diretor da Fenapef, Francisco Sabino saísse do interior da delegacia. O pedido foi feito quando Sabino protocolava o ofício da Federação.
Para começo de conversa a Delegacia de Polícia Federal em Jataí não é propriedade do senhor Dorival para que ele decida quem se dirige ao protocolo ou não. A Delegacia da Polícia Federal é um local público em que qualquer cidadão brasileiro tem direito de ir para protocolar um documento oficial. Como qualquer cidadão, Sabino esperou a conclusão do protocolo, se despediu dos colegas e se retirou do prédio da delegacia.
Diante de tais fatos providências precisam ser tomadas.
Em primeiro lugar é preciso que alguma autoridade do DPF dê a esse senhor noções básicas de educação pois ao receber um bom dia ele deve responder no mesmo teor.
Em segundo lugar, o direito à comunicação e à livre manifestação em jornais, panfletos, rádios ou sites como este, é previsto em norma legal. Além disso, ao contrário da manifestação do delegado, a matéria publicada no site em nada prejudicou ou denegriu a imagem de seu titular. Mostramos apenas e tão somente as deficiências por que passa a DPF para que de fato sejam corrigidas.
Em terceiro lugar, é preciso que se diga que uma delegacia de polícia é dividida em locais de acesso público e locais reservados. O setor de protocolo é um local ao qual todo e qualquer cidadão deste país pode e deve ter acesso para, se quiser, protocolar suas reclamações e pedidos. Desta forma, ao ali permanecer aguardando a conclusão do protocolo, ninguém está cometendo nenhum ato ilícito que deva ser motivo de “ordens” de um delegado.
Em quarto, se o mesmo Titular achou, dentro de sua majestade policial, que o diretor Sabino estava cometendo algum ilícito, por menor que fosse, deveria o mesmo ter se dirigido até aquele local e tomado as providências que o caso exigisse.
Em quinto, já que falamos em ilicitudes, cabe lembrar a essa autoridade de que o ilícito mesmo é deixar um funcionário de empresa particular de segurança, em que pese ser da empresa FEDERAL, exercer funções de plantonista.
Em sexto, é preciso dizer que atitudes como essa só servem para demonstrar o despreparo e falta de coleguismo de algumas pessoas que, alçadas a postos de comando, passam a acreditam serem proprietárias de prédios públicos, bem como serem os funcionários seus empregados.
Por fim, pedimos a quem de direito, que reveja os critérios adotados quanto às promoções a esse senhor, DPF Dorival. É preciso saber se o mesmo preenche todos os requisitos para assumir um posto mais elevado. É voz corrente em Goiás, que o mesmo será alçado ao posto de Direx, indo exercer as suas funções no Piauí. Será que o Piauí merece isso?
É preciso ficar claro de uma vez por todas que as ações promovidas pela Diretoria de Relações de Trabalho da Fenapef visam, única e exclusivamente, a qualificação de todas as delegacias da PF fazendo com que as condições de trabalho sejam as mesmas nas capitais ou nos locais mais distantes. Mais do que isso. Trabalhamos pela execução e cumprimento de todas as Portarias e Normas emanadas da Direção Geral e das leis trabalhistas.
Vamos demonstrar através de nosso site os descalabros em que vivem certas delegacias, ou quase todas as delegacias, para que as autoridades responsáveis vejam através das fotos o caos em que elas se encontram, tomando assim providências para a sua restauração.
Frases do tipo “sabe com quem está falando” e “isso não vai ficar assim” estão no passado. Hoje vivemos em um país democrático que respeita às normas vigentes. A república das caras feias ruiu, meu caro delegado. Vivemos num país livre, governado por um ex-sindicalista que certamente nunca foi “convidado” a se retirar de alguma fábrica onde estivesse protocolando alguma reivindicação.
Desta forma cumpre informar que medidas arbitrárias serão tratadas com o rigor da lei. Não é a falta de educação ou o autoritarismo que irão calar a Diretoria de Relações do Trabalho ou qualquer integrante da Federação Nacional dos Policiais Federais.

Diretoria Executiva da Fenapef

Uma entidade de classe que não peita a Administração ou é corrupta, ou é covarde… Ou as duas coisas.
De se ver o conteúdo da “Resenha” – ADPESP de nº 9 – duas folhas e oito fotos do candidato a reeleição SÉRGIO MARQUES ROQUE. Indevidamente empregando o “nosso dinheiro” para financiar a campanha pela reeleição da acéfala diretoria da outrora independente e pujante ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
O MAIS GRAVE – em face do emprego do dinheiro alheio para financiamento da campanha – é ver a foto do DOUTOR MAURÍCIO LEMOS FREIRE, emprestando esforços e a sua imagem para o subliminar apoio dos consortes em prol da reeleição do Doutor Roque.
Será que o Excelentíssimo Delegado-Geral conferirá a honra de posar ao meu lado e ao lado dos demais candidatos de oposição?
OU EM TIME QUE NÃO GANHA NÃO SE MECHE…
A ADPESP NÃO GANHA E NUNCA SE MECHE, SALVO PARA BRASÍLIA.

UM MAESTRO COM CRISE DE ESTRELISMO – GOVERNADOR NOMEANDO MÚSICO É SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO 1

Crítica de maestro a Serra vai parar na Internet
Uma fala atribuída ao maestro John Neschling, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), em que ele chama o governador José Serra de “menino mimado” e “autoritário”, foi parar no site de vídeos YouTube.
A gravação teria sido feita sem que Neschling soubesse, durante ensaios da orquestra. No áudio, ele diz que existe um “mal-estar do governo em relação a ele, por uma questão meramente de querer mandar”.
Ele se referiu ao fato de José Serra ter tido, entre os meses de abril e julho deste ano, a intenção de afastá-lo do comando da Osesp. John Neschling ficou no cargo por ter apoio dos conselheiros da orquestra.
“A Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo tem um conselho, e o conselho não abre mão de mim. O governador pode ter desejos, mas não manda no conselho”, teria afirmado Neschling.
Segundo a colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, a Fundação Osesp não nega o conteúdo das falas, mas que o assunto já está superado. Já a assessoria de Serra diz que ele não tomou conhecimento do vídeo.
Redação Terra

HEURECA! Resposta

Descobri a razão do salto de qualidade da Polícia Federal de 1995 para cá; coincidentemente com o vertiginoso desprestígio operacional e institucional da Polícia Civil.
O regresso dos emprestados.
Melhor dizendo: dos emprestáveis.

A POLÍCIA REPUBLICANA DO PAULO HENRIQUE AMORIM Resposta

O respeitável jornalista, rotineiramente, rasga encômios a determinada polícia que afirma ser republicana.
De fato; nada mais republicano que as corriqueiras visitas de cortesia às chefias da maior polícia judiciária desta República Democrática.
Pensando bem… Polícia cobrando propina de Polícia é ação entre camaradas.
Quando se trata de corrupção entre policiais civis e federais, a CONVERSA SEMPRE FOI AFINADA…OU QUASE SEMPRE.

QUEM TOMOU PROPINA PARA LEGALIZAR A JOGATINA ELETRÔNICA? 1

19/02/2004
Jogatina: o PT vai botar o lixo para fora?
Lixo no tapete
Em vez de varrer o lixo para debaixo do tapete, o governo federal do PT, os governadores do PT, os deputados e os senadores do PT poderiam botar o lixo para fora: acabar com o jogo, em vez de alimentá-lo com lobbies de seus próprios parlamentares, com decisões precárias de seus próprios governadores e, pior, com mensagens presidenciais de apoio, como a que foi enviada ao Congresso esta semana pelo presidente Lula da Silva, por meio de seu ministro José Dirceu.
Manter as aparências
O presidente da República nem ao menos tomou o cuidado, farisaico que fosse, de manter as aparências, de retirar de sua mensagem ao Congresso a proposta de legalizar o bingo.
Isto dias depois de o país começar a conhecer mais uma facção da jogatina, que constitui um dos vários submundos que corrompem, formam quadrilhas, matam, traficam.
Uma facção que conseguiu ter um de seus amigos, Waldomiro Diniz, dentro da sede do governo federal, assessorando o ministro mais importante do governo, negociando com parlamentares.
Governo e parlamentares petistas vão tomar uma atitude e enterrar o jogo? Proibir os bingos? Vão se fingir de mortos?As aparências enganaram.
O escárnio da proposta que o presidente da República fez chegar ao Congresso não é maior apenas do que o descaramento de José Genoino, presidente do PT, de Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado, e de outros petistas menos cotados, que recorrem aos mesmos argumentos cínicos que seus adversários tucanos e pefelistas empregavam para barrar CPIs.
CPIs propostas pelo próprio PT com tanto alarde –alarde farisaico, vê-se agora.
QuadrilhaBingo, bicho, caça-níquel, cassino clandestino, tudo isso é lixo, é chamariz de quadrilha, de lavagem de dinheiro, de tráfico de drogas, de exploração organizada de prostituição, pistolagem, corrupção política, estímulo ao vício, à destruição psicológica e financeira de indivíduos.
Amigos da jogatinaZeca do PT, governador do Mato Grosso, e Wellington Dias, governador petista do Piauí, gostam do jogo, do bingo, que chancelaram em seus Estados –o governo de Zeca do PT é amigo não apenas do bingo, mas também dos caça-níqueis.
O deputado federal Gilmar Machado (PT-MT) faz o lobby do jogo, do bingo.
Há anos procura fazer aprovar a legalização do bingo.
Contaminação.
Há políticos de outros partidos que são amigos da jogatina, que dão guarida a esse lixo? Às pencas, muitos.E daí?
O PT não era diferente de “tudo isso que está aí”?E daí?
O PT não pode tomar uma atitude para dar cabo desse lixo? Está contaminado pela bancada da jogatina nos demais partidos? Está contaminado pelo quê?Rosinha de vergonha.
Há um deputado federal do PT, o doutor Rosinha, do Paraná, que parece ser contra a jogatina. “Não acho saudável atrelar jogos a esporte”, disse certa vez à Folha.
Mas o dinheiro do jogo não pode financiar “práticas sadias”, acredita Rosinha: “Vou polemizar e vou forçar a discussão dentro do partido porque acho que bingo e esporte não se misturam. Se tivermos que liberar o bingo, que isso seja feito em uma lei própria. Não posso conceber que jogos de azar possam financiar práticas sadias”.Jogatina não pode financiar “práticas sadias”. E outras práticas? Os Waldomiros?* * *Reproduzo abaixo trechos de artigo de 11 de janeiro de 2003, publicado na Folha por Luís Nassif, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, a respeito do que ele chamou apropriadamente de “praga social do bingo”, a qual avaliou com precisão e paixão jornalística em várias de suas colunas.
Vale reler:”Em todos os países civilizados, há cada vez mais medidas de repressão às chamadas doenças sociais, como a droga, o alcoolismo, o tabagismo e o jogo. Mas não se pode comparar o ato de beber com o ato de jogar. A disseminação do alcoolismo não depende da quantidade de bares existente, nem os alcoólatras representam porcentagem elevada dos freqüentadores de bares.Já o jogo –especialmente o bingo– é uma compulsão que depende basicamente da facilidade de acesso aos cassinos. Não se venha com o argumento de que, se proibir o jogo, os viciados irão recorrer a cassinos clandestinos. As donas de casa, os aposentados e as pessoas humildes freqüentam bingos pela proximidade e pelo fato de ser atividade legal e aceita pela sociedade. Apenas uma pequena porcentagem aceitaria correr os riscos de freqüentar cassinos clandestinos.No ano passado foi feita pesquisa em um bingo de São José dos Campos que mostrou que 45% (!) dos freqüentadores são jogadores patológicos. Em 1997, outro estudo ‘Jogo Patológico: Um Estudo Sobre Jogadores de Bingo, Videopoker e Jockey Club’, de Maria Paula de Magalhães Tavares de Oliveira, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, classificou 33% dos freqüentadores como jogadores patológicos.Os dois estudos foram feitos por pesquisadoras do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp. Para o psiquiatra Marcelo Fernandes, que coordena o ambulatório de jogadores patológicos da Unifesp, o bingo democratizou o vício do jogo e já é a modalidade preferida entre dependentes, desbancando inclusive a loteria.
Velho adversário do jogo, das poucas pessoas que tentaram barrar a autorização aos bingos, o ex-senador José Serra escreveu artigo na época (republicado em seu recém lançado livro ‘Ampliando o Possível’), rebatendo mitos do jogo, como o de que os cassinos significariam mais empregos ou recursos externos para o país.
Em Las Vegas, cidade com a maior concentração de cassinos do mundo, 8,7% da população adulta (ou 70 mil pessoas) tem algum problema ligado ao jogo. No estado de Nevada (onde está Las Vegas e onde existem mais cassinos e há mais tempo nos EUA), o número de casos de suicídio é duas vezes maior do que na média do país.
Estudo de 1995, feito em Iowa, mostrou que 5,4% da população do Estado tinham, naquele ano, algum problema mais sério com o jogo, contra apenas 1,7% da população antes da abertura dos barcos-cassinos na região.Em Atlantic City, metade dos restaurantes da cidade fechou as portas dois anos depois da abertura dos cassinos na cidade, no final dos anos 70. Em Illinois, em 1995, a operação dos cassinos provocou perdas de US 1,9 bilhão para o comércio local. No mesmo Estado, todos os efeitos ‘positivos’ trazidos pelos cassinos (pagamento de salários e compras na região) totalizaram US 1,8 bilhão também em 1995.Em Wisconsin, o número de crimes cresceu 6,7% depois da abertura de cassinos. Somando-se os casos de crimes que decorrem indiretamente do jogo (como maus-tratos e agressões cometidas por viciados), o número cresceu para 9%.
Como bem lembra Serra, o volume de dinheiro que circula em torno do jogo é suficiente para atrair dinheiro sujo, proveniente do tráfico de drogas e outras atividades ilegais.”
Vinicius Torres Freire é Secretário de Redação da Folha, onde já foi editor de Dinheiro, Opinião, Ciência e Educação. Escreve para a Folha Online às quintas-feiras.

O PARTIDO DOS TRABALHADORES E AS VERBAS NÃO CONTABILIZADAS DOS BINGOS E CIª Resposta

Buratti foi elo entre donos de bingos e PT
MARIO CESAR CARVALHODA REPORTAGEM LOCAL
Não é fortuita a idéia de que o advogado Rogério Buratti fala com conhecimento de causa quando diz que o PT recebeu recursos para o caixa dois da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, do setor de bingos. Buratti foi um dos elos entre o partido e donos de bingos e fabricantes de máquinas, segundo empresários de São Paulo e do Rio ouvidos pela Folha e petistas de Ribeirão Preto.A contribuição de R$ 1 milhão que o PT recebeu de bingos de São Paulo em 2002, revelada pelo próprio Buratti ao Ministério Público, foi negociada por ele, segundo relato desses empresários.Não há documentos sobre essa atividade de Buratti por razões óbvias: arrecadadores de recursos ilegais de campanhas políticas não passam recibo.O advogado disse à Folha que nunca manteve contatos com empresários de bingos: “Caso eu tenha feito esses contatos para arrecadar dinheiro com bingueiros deve ser, com certeza, obra do Espírito Santo”, ironiza.No caso de Buratti, havia um agravante para explicar os cuidados que cercavam a operação de arrecadação de fundos. Buratti foi colocado na geladeira pelo PT em 1994, quando era secretário de Governo de Ribeirão Preto na primeira gestão de Antonio Palocci na prefeitura e foi apanhado numa gravação falando sobre obras com um empreiteiro. A decisão do PT de colocá-lo na geladeira tinha um quê de encenação: ele continuou trabalhando para o partido e para Palocci mesmo quando estava afastado.Formalmente, o PT não tomou nenhuma medida contra Buratti. Um processo aberto na Comissão de Ética concluiu que o advogado deveria ser absolvido. Mas o partido nunca se preocupou em reabilitar o militante diante da opinião pública.Divisão de trabalhoBuratti era encarregado de fazer os contatos com os bingos de São Paulo junto com Ralf Barquete, o ex-secretário da Fazenda na segunda passagem de Palocci pela Prefeitura de Ribeirão Preto (2001-2002), que morreu no ano passado de câncer. No Rio, Waldomiro Diniz foi designado pelo PT para fazer o mesmo trabalho.O comitê de campanha do PT decidira em 2002 que uma das medidas defendidas no programa de Lula, a regulamentação dos bingos, poderia ajudar a engordar a arrecadação. À época, os bingos só funcionavam por meio de liminar. O partido colocou em marcha uma operação segundo a qual os empresários de bingo de São Paulo e Rio deveriam contribuir com R$ 1 milhão cada grupo.No primeiro depoimento de Buratti à CPI dos Bingos, ele afirmou que a meta foi cumprida nos dois Estados. Empresários entrevistados pela Folha apresentam uma versão diferente: Buratti foi mais eficiente que Waldomiro Diniz. O ex-presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio) não teria conseguido arrecadar a sua parte, de acordo com essa versão.A divisão de trabalho entre o Rio e São Paulo obedecia a uma lógica de divisão de poder dentro do partido. Waldomiro Diniz era ligado ao então deputado federal José Dirceu, enquanto a dupla Buratti-Barquete trabalhava para Palocci. Se é correta a versão de que o grupo de Palocci conseguiu a contribuição e o de José Dirceu fracassou, esse fato teria contribuído para Palocci conquistar pontos na cúpula petista. Afinal, não é qualquer um que consegue R$ 1 milhão de empresários antes da realização do primeiro turno de uma eleição.Foi por causa dos contatos que Buratti tivera com empresários de bingo que a Gtech decidiu procurá-lo em 2003 para tentar renovar um contrato de R$ 650 milhões com a Caixa Econômica Federal. O nome de Buratti foi sugerido à Gtech, uma das maiores empresas de jogos do mundo, por empresários de bingo. A Gtech não tem negócios com bingos, mas mantém contatos com empresários do setor por ter interesse no crescimento do mercado de jogos.A empresa diz que foi Buratti quem a procurou, com a intenção de extorquir dinheiro no processo de negociação com a Caixa. Em 2003, Ralf era assessor da presidência da Caixa, cargo em que pôde perceber os esforços da GTech para manter o contrato.DecepçãoA doação de R$ 1 milhão à campanha do PT é proporcional à decepção que os empresários tiveram com a decisão que o presidente Lula tomou depois de Waldomiro Diniz ter sido flagrado em uma gravação de vídeo pedindo propina ao empresário Carlos Cachoeira -o fechamento dos bingos por meio da medida provisória 168, editada em janeiro do ano passado. Na época em que gravação foi divulgada, em 2004, Waldomiro era assessor de José Dirceu, então ministro da Casa Civil.Decepção e traição são os termos mais lisongeiros reservados a Lula e ao PT pelos empresários de bingo. Com o fechamento das casas, os fabricantes de máquinas deixaram o país. Foi o que aconteceu com os angolanos José Paulo Teixeira Cruz Figueiredo e Artur José Valente Oliveira Caio, apontados pela revista “IstoÉ Dinheiro” como os doadores de R$ 1 milhão para o PT -versão negada pelo advogado da dupla, Paulo José Iasz de Morais.No início do ano passado, eles fecharam a Fabama (Fábrica Brasileira de Máquinas Automáticas) em São Paulo e decidiram deixar o país. Vivem entre Miami e Lisboa e produzem equipamentos na Europa. Não querem ouvir falar de política, muito menos do PT, segundo interlocutores dos empresários.Advogado nega ter arrecadado caixa dois do PT DA REPORTAGEM LOCAL O advogado Rogério Buratti nega que tenha mantido contatos com empresários de bingos para arrecadar recursos para o caixa dois da campanha presidencial do PT, em 2002. “Nunca conversei com empresários de bingo. É fácil apurar porque meu sigilo telefônico foi quebrado e não há nenhum contato com bingueiros”, afirma.Há, no entanto, um descompasso entre as datas dos contatos que Buratti manteve com empresários de bingo e o período em que seu sigilo telefônico foi quebrado. A doação de R$ 1 milhão ocorreu no segundo semestre de 2002, segundo relato de empresários, enquanto a quebra do sigilo telefônico de Buratti se estende do início de 2003 ao final de 2004.”Se eu tivesse mantido contato com esses empresários em 2002, os bingueiros ligariam em 2003 para cobrar o que prometi, e não há nenhuma ligação”, pondera. O advogado diz que foi alvo de escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, entre maio e setembro de 2004 e não há voz de donos de bingos nas gravações.Buratti afirma também que não faz muito sentido a versão de que Ralf Barquete foi nomeado pelo PT para arrecadar recursos junto aos bingos.”Por que o PT teria nomeado o Ralf se ele não era filiado ao partido?”, pergunta. “Ralf só fazia o que Palocci mandava. Se ele fez alguma coisa com os bingueiros, o que eu não sei, foi por indicação de Palocci.”Buratti diz que foi por ordens de Palocci que Ralf teria cuidado da operação que trouxe de Brasília para São Paulo os dólares que teriam sido enviados de Cuba para a campanha do PT, segundo a revista “Veja”.