CORREGEDORIA PARA QUÊ PRECISA DE CORREGEDORIA? Resposta

Em razão de distorções das minhas colocações acerca do papel da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, cumpre asseverar que não quero colocar fogo na casa, dividir a Polícia, tampouco cuspir veneno para todos os lados.
Os meus venenos cuspo em quem fez por merecer; não sendo fundados os protestos de que toda a Polícia seja atingida.
E tentarei esclarecer as minhas posições com fatos reais.
Primeiro: não fosse a conduta absolutamente isenta e justa do Dr. Guilherme Santana – com quem estive frente a frente apenas uma vez – sofreria exoneração ao final do estágio probatório em decorrência de um falacioso relatório elaborado pelo Dr. José Alves dos Reis, subscrito pelo Dr. Manoel Levino Ribeiro.
Um enredo caviloso cujo maior objetivo era punir um inexperiente Delegado completamente “apaixonado” pela Carreira, que acreditando cumprir estritamente o dever comunicou o Seccional, através de telex, que viaturas da Delegacia de Diadema eram empregadas por funcionário municipal para serviços de segurança em determinadas indústrias.
Convocado pelo Corregedor(dia 11 de julho de 1990) para apresentar defesa, após algumas perguntas que me fez, em tom grave e típico das regiões norte ou nordeste (não sei em que local ele nasceu), disse: “não fale mais nada eu já entendi; este relatório não representa a opinião da Corregedoria sobre a sua conduta”.
Determinou que eu ditasse uma breve defesa.
Não consegui concluir uma só frase; pelo que uma Senhora Escrivã – se não me falha a memória nissei – o chamou dizendo que eu não estava conseguindo falar.
O Corregedor – com pena e muito apressado – ditou umas quatro linhas encerrando a defesa. Por titubear em lançar assinatura, ele alterando um pouco a voz ralhou: “não confia na sua Corregedoria… assina logo”.
Eu assinei; ele rubricou uma via e me entregou dizendo: “e nunca mais passe por São Bernardo do Campo, não quero ouvir que Delegado deu tiro em Delegado”.
Cumpri estritamente; sequer apresentei defesa em sindicância que por lá tramitava, pela qual depois fui honrado com 30 dias de suspensão.
Fosse o relatório submetido diretamente ao Conselho, sem a intervenção da Corregedoria, exoneração certa.
Teria voltado para casa mais pobre do que ingressei dois anos antes; sem meu pequeno escritório de advocacia e sem honra.
E alimentando ódio mortal de determinados superiores.
Este é apenas um pequeno exemplo real do que representa um órgão corregedor com autonomia e poder no Conselho.
Se ele foi odiado na Polícia, por mim será sempre reverenciado.
Deu-me algo que nunca mais obtive na Polícia Civil: JUSTIÇA!
O doutor Guilherme Santana era o segundo homem da Polícia.
Em outro episódio, se existiu maior exemplo de hombridade e amor a Carreira, com orgulho de ser Delegado vi, pela televisão, o Doutor Ruy Estanislau Silveira Mello colocando no devido lugar o Dr. Blat, o qual “espantando” teve consciência do quão insignificante era perante um homem de verdade.
Todavia, naquele mesmo momento deixou ele o cargo; para o qual foi reconduzido tempos depois.
Melhor seria, na minha modesta opinião, tivesse ocupado a Delegacia-Geral.
Não o conheço pessoalmente, deixo consignado.
E tenho toda a certeza que ele não deve aprovar o meu procedimento.
Apenas faço referência pelo exemplo raro de conduta.
Com ele a reestruturação da Corregedoria trouxe melhorias significativas nos DEINTERS, pois certos Seccionais foram obrigados a rever condutas deploráveis, tais como rotineiras instaurações de sindicâncias e inquéritos em desfavor dos colegas “menos dóceis”.
Entretanto, a subseqüente criação da Delegacia-Geral adjunta enfraqueceu a posição do Corregedor-Geral no Conselho, até então o substituto legal do Delegado-Geral na presidência do Conselho.
Deixou de ser o número Dois.
E não demorou o Delegado-Geral passou a regulamentar a atuação correcional.
Por outro aspecto a Corregedoria não foi dotada dos recursos materiais e humanos, tampouco de instrumentos legais, para exercer o seu papel de nortear a boa conduta funcional.
Assim, não são os homens da Corregedoria omissos por interesses pessoais.
E, visivelmente, o Doutor Francisco Campos – atual Corregedor-geral – busca fazer o melhor, mesmo bombardeado por todos os flancos.
Na verdade não lhes deram os instrumentos para que exerçam plenamente as suas elevadas funções.
A Corregedoria é vocacionada para o “Processo Administrativo Disciplinar”, ou seja, para fazer justiça.
E não apenas punir através de procedimentos formais orientados pela verdade formal, a semelhança de simples ação civil privada.
E ,principalmente, lhe cabe a – árdua e inglória – missão de prevenir desvios e conflitos internos; orientando , assistindo, garantindo e protegendo os funcionários.
Por fim: ingressei na Carreira por ser aprovado nas provas e na investigação social efetivamernte efetuada pela Corregedoria.
Não foi exonerado em face da imparcialidade da Corregedoria.
E espero permacer Delegado, até a aposentadoria, com a proteção da Corregedoria.
CORREGEDORIA PARA QUÊ PRECISA DE CORREGEDORIA?
respondo: PARA NOS FORTALECER E PROTEGER.

SERRA LIDERA ENTRE 21 PRESIDENCIÁVEIS – DISPARANDO MORALIDADE E DIGNIDADE 17

Maria Clara Cabral

Direto de Brasília
O tucano José Serra foi o nome mais citado pelos entrevistados na pesquisa CNT/Sensus para as eleições presidenciais de 2010. Ele recebeu 12,8% das citações dos entrevistados na pesquisa estimulada, que mostrou 21 nomes em ordem alfabética.
Geraldo Alckmin (PSDB) ficou em segundo lugar, com 11,6%.
A 90ª Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira entrevistou 2 mil pessoas, entre os dias 8 e 11 deste mês de outubro, em 136 municípios, nas cinco regiões do País. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
O terceiro lugar entre os 21 presidenciáveis também é do PSDB, com Aécio Neves, que aparece com 9,8%.
Cenários:
Em uma disputa com o candidato Ciro Gomes (PSB) e com a ministra Dilma Rousseff, a pesquisa aponta que o tucano José Serra teria 30% das intenções. Já o deputado Ciro Gomes aparece com 22,8% e a ministra com 5,7%. Não souberam responder 13,5% dos entrevistados e 2,8% votariam branco ou nulo.
Em um outro cenário, entre Ciro Gomes, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff, o deputado Ciro Gomes sairia na frente com 28,3% das intenções voto. Já o governador de Minas, teria 20,5% dos votos e a ministra, 5,4%. Não souberam responder 15,5% e 30,5% votariam branco ou nulo 30,5%.
SÓ NÃO ESQUEÇA DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS GOVERNADOR; DOS APOSENTADOS, INCLUSIVE!
POIS COM ESSE AUMENTO FICA DIFÍCIL…
E QUEM TANTO FALOU QUE O SENHOR MELHORIA TUDO – PRINCIPALMENTE NA POLÍCIA – ALÉM DA FRUSTRAÇÃO AMARGARÁ DESCRÉDITO.

O EXMº GOVERNADOR JOSÉ SERRA DEVERIA CRIAR OUVIDORIA PARA SOLUÇÃO DE CONFLITOS INTERNOS NA POLÍCIA Resposta

Na qualidade de moderador deste Blog, mesmo com todo o respeito e confiança que sempre depositei nos membros da 6a. Corregedoria-auxiliar de Santos, não poderia impedir ou suprimir a anterior postagem. Impedir a divulgação da referida matéria seria uma traição aos incontáveis policiais que, diariamente, manifestam apoio e emprestam credibilidade às iniciativas aqui adotadas. Mantenho laços de amizade com todas as partes envolvidas. Todos: Erivaldo, Reale, Assagra, Marcelo, Teixeira, Sonia e Ana – sem exceção – são merecedores da minha gratidão pela retidão e compreensão que sempre demonstraram em relação a minha pessoa. São funcionários íntegros. Tenho toda a certeza de que os lamentáveis episódios são frutos da falta de um órgão gestor de conflitos profissionais; conforme postagem, meses atrás, elaborada e publicada neste espaço. E falo por ser uma vítima e realimentador de conflito interno. Por entender oportuno volto evidenciá-la; em face de poder vir ao encontro dos interesses da Polícia Civil. Desejo serenidade, reflexão e entendimento entre todos. E que, ao final, não haja vencedores e perdedores.

A OUVIDORIA DA POLÍCIA NÃO É UM S.A.C. (serviço de atendimento ao cliente), um departamento burocratizado distante dos problemas, do cidadão, das soluções e, principalmente, dos policiais. Não deveria funcionar voltada quase que exclusivamente como serviço de expediente de denúncias contra policiais.

E se a cultura, na Polícia Civil e Polícia Militar ,de tratar as pessoas como coisas for mantida, seremos todos, certamente, engrenagens de uma única “matrix”, e, como ferramentas, seremos conhecidos pelo que fazemos e não pelo que verdadeiramente somos.

Absurdo pior, em pleno século XXI, é ver os conflitos internos sendo tratados como defeitos, insubordinações, que devem ser consertados mediante remoções e punições.

Com efeito: conflito pode ser definido como uma situação gerada, quando não há entendimento e acordo das partes interessadas, sendo este acordo necessário. A maior parte dos conflitos ocorre pela famosa “invasão” do espaço alheio.

Muitas pessoas ainda não entenderam que há um lugar ao sol para todos e muitos profissionais não se contentam com o “seu” lugar ao “seu” sol, querem também o lugar e o sol de outros.

Os conflitos podem ser classificados em três níveis: conceitual, ideológico e pessoal. Este último é o mais complicado de ser solucionado, pois envolve com mais intensidade o ego e as emoções pessoais. O papel do líder na resolução de conflitos é de fundamental importância para as organizações, pois dependendo da sua habilidade de negociação, a situação conflitante pode converter-se em fatores positivos ou se transformar em grandes problemas, comprometendo os objetivos e as metas da equipe. Todo conflito “empurrado com a barriga” ou tratado repressivamente, acaba se transformando em bomba de efeitos prolongados. Toda a corporação será atingida. Conflitos endêmicos como os apresentados nas polícias, certamente, estão entre as grandes causas da ineficiência do sistema de segurança pública. Pois, geralmente, os conflitos, mesmo aqueles que são resolvidos imediatamente através de medidas repressivas, podem gerar resquícios que talvez se manifestem posteriormente através de mágoa, rejeição, indisposição, descrédito, “violências internas” e outros fatores desmotivacionais, principalmente quando uma das partes considera-se aviltada por membros da Instituição ou lesada pela Administração.

O conflito faz parte da complexidade humana. Entretanto, sua freqüência é um forte sintoma de que o órgão não possui “comando”, ou seja, “liderança competente” e comprometida com a melhoria da Instituição.

Conflitos não são resolvidos por si só. O tempo não cura, apenas faz aumentar.Por tal, há organizações que adotam uma nova estratégia: a contratação de um ombudsman interno, para a condução e solução de conflitos internos. Ele pode ajudar a resgatar a auto-estima dos funcionários e melhorar o clima organizacional.

O bom clima organizacional é por demais importante. O Ombudsman deve ter a habilidade e a liberdade para operar nas entranhas da organização, permitindo respostas rápidas, criativas e definitivas para os problemas. Devo lembrar que ele atua no campo do sigilo, discrição, rapidez e ação efetiva, para não perder a credibilidade juntos à organização e aos próprios colaboradores.

A função do ombudsman é de, efetivamente, dar essas respostas ou soluções às pessoas. Com o público interno, o ombudsman ajuda a “azeitar” a máquina na resolução dos problemas interpessoais. Extirpando da Polícia a rotineira prática de “assédio moral”.

O ombudsman será procurado quando um funcionário não se sentir à vontade para manifestar uma insatisfação e prefira alguém isento. Sim, porque caixas de sugestões, e-mails da Intranet, reuniões, obrigam muitas vezes a identificação ou colocam os colaboradores cara a cara com o motivo de sua reclamação, da sua insatisfação: colegas de Carreira e, quase sempre, superiores arbitrários. Com a informação na mão, o ombudsman irá buscar uma solução, evitando qualquer tipo de retaliação contra quem fez uma denúncia, por exemplo.

Confiança e respeito. Essas são as duas principais palavras-chave para essa relação. Receber uma reclamação ou denúncia de um funcionário não significa menosprezar a hierarquia. Os superiores hierárquicos dos interessados serão sempre municiados com a informação. Adotando-se as devidas providências, em sigilo absoluto, e manterá o ombudsman informado para que ele possa dar o retorno ao funcionário.

Deve ser um profissional com garra, que goste de se relacionar com o público, ser dinâmico, saber ouvir as pessoas com respeito. Quero lembrar que não existe no Brasil qualquer curso específico para a área de ouvidor ou ombudsman. Existem médicos, advogados, jornalistas, pedagogos, psicólogos, todos trabalhando como ombudsman. O importante, nesse caso, é que o profissional tenha noções mínimas de marketing, comunicação, psicologia, relações interpessoais, legislação, cidadania, mediação, entre outras que são necessárias para que o trabalho de ombudsman seja muito bem realizado. O verdadeiro ombudsman interno olha a empresa como um todo, age orientado como cliente e tem a autonomia para cobrar os resultados. O ombudsman não é gerente, diretor, não tem cargo operacional.

Como se trata de lidar com informações extremamente sensíveis, deve ter o bom senso para avaliar o que ocorreu; fazer uma investigação e buscar junto aos líderes do órgão policial, uma solução.

Em relação à “rádio-peão” na Polícia, o ombudsman interno deve desestimular sua reiterada prática, empregando a transparência e a ética nas relações. A “rádio-peão” é igual ao relâmpago: funciona na fração da luz, deixa todo mundo inquieto e pode fazer muito estrago, em função da rapidez e da fofoca que ela dissemina na Polícia. Agindo em conjunto com os órgãos superiores da administração policial e a área de comunicações, deverá monitorar e ser o consultor para preparar a contra-ofensiva positiva da informação.

Sem dúvida, o ombudsman contribui muito com sua sensibilidade e percepção, facilitando a solução dos conflitos corporativos. Pode ajudar, por exemplo, a resgatar a auto-estima dos funcionários; melhorar o clima organizacional. E tudo isso se traduz no crescimento dos índices de eficiência num curto espaço de tempo. O ombudsman deve se reportar diretamente ao Delegado-Geral. Subordiná-lo a uma diretoria ou divisão policial tiraria a liberdade de ação e o poder de influência, indispensáveis para que ele interfira nos processos, de modo a contribuir para a transformação a instituição. Os benefícios aparecerão, com certeza. Apenas uma modesta contribuição e sugestão para aperfeiçoamento da Instituição.(originalmente postada no dia 19/8/2007).

Fontes de pesquisa:

Paulo César T. Ribeiro é psicólogo, consultor de empresas, “coach” e “headhunter”, conceituado entre os melhores apresentadores por sua reconhecida experiência em treinamentos voltados ao comportamento gerencial e ao desenvolvimento de líderes, equipes e outros diversos temas. Diretor da CONSENSOrh.

Edson Lobo, jornalista e especialista em comunicação empresarial integrada.

CORREGEDORIA-GERAL APURA DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA SOFRIDA PELO DR. ERIVALDO CARDOZO – DELEGADO DA DARC DE SANTOS 1

A matéria abaixo retrata fato que se tornou muito comum nos bastidores da Polícia Civil paulista. Infelizmente em inúmeros casos as autoridades corregedoras não seguem os princípios da impessoabilidade, moralidade e razoabilidade, não tendo a imparcialiadde necessária para conduzir Processos Administrativos, visto que tratam o procedimento que fosse um mero inquérito, buscando tão somente a culpa e prova contra o “suposto” acusado ou suspeito, quando o correto seria fazer uma apuração idônea e voltada apurar o fato em si. Na Polícia Civil, infelizmente o que vem sendo demonstrado é o desvio de finalidade como regra, assim……talvez mais cedo ou mais tarde será necessário que a apuração fique totalmente por conta do MP mesmo, ou se crie um Tribunal Administrativo para julgar os servidores públicos, pois pelo menos acredita-se que haveria uma melhor preparação técnica e confiável p/ tomar decisões que realmente atendam o interesse público e respeitem a presunção de inocência, indiscutivelmente consagrada na Carta Magna”.
( autoria e fonte: entidade de classe)

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Sábado, 13 de Outubro de 2007
Corregedoria apura ação da corregedoria

A polícia da polícia é investigada pela polícia da polícia.

Em mais um capítulo de uma novela que parece não ter fim — e já resultou na prisão de um delegado por três vezes — a 6ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil, cuja área de atuação é Santos e região, passou de órgão apurador a repartição sob averiguação.
Responsável pela Divisão das Corregedorias Auxiliares do Estado, entre as quais a de Santos, o delegado José Maria Coutinho Florenzano instaurou recentemente inquérito para apurar suposta prática dos crimes de denunciação caluniosa, falso testemunho, prevaricação, abuso de autoridade, falsidade ideológica e improbidade administrativa.
De acordo com o delegado divisionário, três delegados (Armando Reale Júnior, Eduardo Assagra Ribas de Mello e Marcelo Gonçalves da Silva), duas escrivãs (Sônia Regina Faganello e Ana Paula Monteiro Siqueira) e um investigador (Alberto Teixeira) da 6ª Corregedoria Auxiliar teriam cometido os crimes, que tiveram como vítima o delegado Erivaldo Cardozo dos Santos.
Em julho de 2005, foi instaurado inquérito na 6ª Corregedoria Auxiliar contra Erivaldo, porque ele teria cometido o delito de advocacia administrativa (patrocínio de interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário).
Porém, para o promotor de justiça Carlos Eduardo Terçarolli não houve crime e ele opinou pelo arquivamento do inquérito.
Segundo o representante do Ministério Público (MP), Erivaldo não praticou o crime, porque não advogou qualquer interesse de terceira pessoa, mas apenas quis saber sobre um despacho dado por Reale em um procedimento do qual era o próprio interessado.
A consulta foi feita a pedido do advogado Eraldo dos Santos, que defendia o irmão Erivaldo nesse procedimento.
A juíza Rosana Moreno Santiso, da 3ª Vara Criminal de Santos, acolheu o pedido do MP e arquivou o inquérito.
Como consequência, o delegado divisionário da Corregedoria determinou a instauração de inquérito para apurar as condutas dos colegas do órgão de Santos, porque eles ‘‘teriam dado depoimentos falsos a respeito dos fatos ocorridos para proteger o dr. Reale’’.
Reale é o delegado titular da 6ª Corregedoria Auxiliar, sendo os demais averiguados os seus subordinados, com exceção do delegado Gonçalves, que atualmente está lotado em outra unidade policial de Santos.
No crime de denunciação caluniosa, é dada causa à instauração de inquérito, procedimento administrativo ou processo judicial contra pessoa que se sabe ser inocente.

Fonte: Jornal A Tribuna

Petista afirma que apoiaria Aécio se ele entrasse no PMDB Resposta

Lula admite disputar novo mandato, mas só em 2014
Petista afirma que apoiaria Aécio se ele entrasse no PMDB
“Se entrasse no PMDB e fosse candidato da base, não teria problema nenhum. Mas precisaria saber se a base quer”.
Bem-humorado, Lula (que completará 62 anos no dia 27) contou que aceitara convite da Aeronáutica para voar num caça a 45 mil pés (13,7 km) de altitude: “Vai dar para ver a curvatura do globo terrestre”.
“Hoje, sou um homem convencido de que o Brasil se encontrou enquanto nação”.
“Não é correto montar com o PT e ficar pedindo o voto dos outros”.
O correto, parece, foi comprar votos através do “mensalão”.
Curioso são os seus arroubos estilo “Fernandinho Collor”.
Verá dos céus, durante o vôo, este lindo Brasil.
Todo azul de norte a sul.
Lá do alto não verá o seu pobre e frustrado eleitorado.
E se o governador Aécio morder a isca, cometendo uma mineirice, acabará facilitando para o PSDB, com Serra ou Alckmin candidatos.

TUDO CALMO? 85

Prezado Delegado Roberto,
Estamos em silêncio por não termos nenhum dado relevante a ser comentado.
Existem apenas especulações sobre quem será indicado para o cargo de delegado seccional e do delegado Diretor, se este último for mexido. (tudo especulações).
Apenas confirmamos a vossa senhoria de que ficou “acertado” entre a cupula e os maquineiros de que na cidade de Santos, não haja mais máquinas em nenhum estabelecimento (pois o alvo das investigações estão muito evidentes nesta cidade).
Entretanto, como o pagamento de PROPINA continua sendo efetuado aos delegados titulares, investigadores e escrivães chefes, a LIBERAÇÃO é total nas demais cidades circunvizinhas.
Esperamos que tenha novidades para nos contar.
No aguardo,
Saudações.

O ASSASSINOS DE HERZOG: Eles continuam trabalhando para o mal, ninguém se regenera desse tipo de coisa Resposta

‘Não quero virar esta página. Quero imprimi-la na História’
Clarice Herzog comemora o lançamento do livro oficial sobre a ditadura.

Quer mais: a abertura dos arquivos
Flávia Tavares – Estadão
TRANSFORMAÇÃO – “Fiquei mais triste, menos tolerante”SÃO PAULO – Desde que Vladimir Herzog foi morto nos porões do DOI-CODI, em 1975, Clarice, sua viúva, obteve algumas vitórias. A mais recente foi nesta semana, quando o governo brasileiro lançou o livro Direito à Memória e à Verdade . “Esse é só o primeiro passo. O próximo é a abertura dos arquivos”, afirma Clarice.

É neste ponto que seu filho mais velho, Ivo Herzog, entra na conversa. Para discordar. “Não sei se eles devem ser abertos. Se forem tratados com sensacionalismo, é melhor que não sejam”, diz Ivo, que esteve no evento de lançamento do livro, em Brasília. Ivo, engenheiro, tinha 9 anos quando o pai morreu. O irmão mais novo, André, 7. Confira os principais trechos da entrevista que Clarice e Ivo Herzog concederam ao Aliás.Qual era o clima em SP durante a ditadura?Clarice Herzog – Não vivíamos com medo, assustados. Nosso sentimento era muito mais de indignação. A indignação era comum a todos? Clarice – Eu convivia com isso, porque freqüentava os círculos de jornalistas. Reuníamos amigos de esquerda e discutíamos sobre os rumos do Brasil e, principalmente, nossos limites. Por que o caso Vlado se tornou tão simbólico?Clarice – Porque ele era diretor de uma TV pública, dava aula na USP, tinha passaporte, podia sair do País se quisesse. Os perseguidos não eram mais só clandestinos ou membros da luta armada. Houve uma ruptura. Os pedidos constantes para que você fale de Vlado a incomodam?Clarice – É muito difícil. Esta é uma ferida que está aberta. Só não está mais inflamada. Sempre que acontece algum episódio relacionado à ditadura, tudo volta à tona. A figura dele é muito usada, as pessoas reproduzem as fotos dele pendurado, como se esquecessem que ele tem filhos e mãe vendo isso. Quando as memórias vêm à tona?Clarice – Todo aniversário do Vlado é doloroso para mim. Mas, publicamente, o último baque foi a divulgação daquelas fotos, em 2004, que eu achei ser do Vlado. Fiquei muito aliviada quando soube que não era ele, e horrorizada por saber que tinham feito tudo aquilo com o padre que estava na foto. Por que você aceita os convites para entrevistas?Clarice – Sou muito procurada. Gostaria de ser esquecida. Vivo esse dilema entre a cidadã, que deve falar sobre o passado, principalmente aos jovens, e a mulher que quer fechar a portinha, deixar o assunto quieto. Meus depoimentos já foram dados. O lançamento desse livro lhe dá algo novo a dizer?Clarice – Ele foi importantíssimo, porque foi um reconhecimento oficial, que até agora não havia ocorrido. Algumas comissões já haviam lançado livros, mas não havia um documento endossado pelo presidente da República. O próximo passo seria a abertura dos arquivos. Eles têm que ser abertos.Ivo, você concorda?Ivo Herzog – Isso é muito delicado. A questão tem lado emocional e racional. As famílias são pura emoção. A instituição do Estado que provocou tudo aquilo tem que ser tratada com racionalidade. Além disso, a imprensa é muito sensacionalista. Tenho certeza de que, se os arquivos forem abertos, eles vão gerar mais interesse pelo lado apelativo do que pela revelação da verdade. Qual o limite para a divulgação do que estiver dentro dos arquivos? Ivo – Não sei. Os fatos têm que ser apurados, os participantes têm que ser identificados claramente. Aí, tem a questão da lei da anistia, então, não vai haver um processo contra eles. Mas pelo menos saberemos quem foram os responsáveis e onde eles estão. Me incomoda essas pessoas não terem essa mancha de seus passados expostas a todos. Esse livro chegou tarde, Clarice?Clarice – Antes tarde do que nunca, mas veio tarde sim. Outros países discutiram isso há tanto tempo. Acho que o Lula não tinha condições políticas de fazer isso antes. Foi uma questão de conjuntura. Em algum nível, esse documento é eficiente para resolver a sua questão pessoal?Clarice – Não, isso não existe. O livro é uma conquista dos familiares, da sociedade, dos órgãos envolvidos. É um fortalecimento. Mas não resolve nada no nível individual. Quando tivemos a sentença favorável ao Vlado, por exemplo, não me senti confortada. Nem com a indenização que recebi anos depois. O Lula falou que esse seria o primeiro passo para virarmos essa página da História.Clarice – A expressão foi infeliz. Não se vira uma página como esta. Aliás, esse livro vem para, finalmente, imprimir esta página na História.O livro fala de decapitações e estupros. Isso a surpreendeu?Clarice – De algumas coisas a gente já sabia. Pessoas que sobreviveram nos contaram o que acontecia nos porões. Só que uma coisa é o burburinho; outra é ver isso escrito, ter a confirmação de que essas barbaridades aconteceram. É um paradoxo. Ao mesmo tempo que é duro ver, é um passo em direção à verdade. No fundo, a gente quer saber como foi. O que você achou da ausência de chefes militares na cerimônia?Clarice – Bem sintomático. Há um corporativismo danado, os militares vão fazer de tudo para segurar essas informações. Há justiça na lei da anistia?Clarice – Me perguntaram isso quando a lei da anistia foi promulgada. Respondi: eu não anistio criminosos. Um dos lados morreu e matou porque lutava pela redemocratização do Brasil. O outro assassinou porque estava sendo pago para isso. São criminosos. Sei que é uma visão radical.Você chegou a encontrar algum torturador do Vlado?Clarice – Não. Só sei quem são os dois que bateram na minha porta atrás dele. Depois, fiquei sabendo de nomes de pessoas, mas nunca as vi na minha frente. Se eu visse, acho que teria vontade de avançar nelas. Mas o tempo faz com que a gente tente uma sociedade diferente. Não quero revanche.É humanamente possível evitar o sentimento de querer que alguém pague pelo que fez?Clarice – Não foi uma pessoa, foi um sistema. Não quero ver a cara de quem matou o Vlado. Toda vez que há denúncias de quem são os torturadores, meu estômago embrulha. Não quero ver, tenho nojo.O que você deseja para essas pessoas?Clarice – (Risos) Que eles vão para o inferno e morram bem sequinhos. (Mais séria) O que me deixa desesperada é que vários deles estão trabalhando, no governo, e eu estou pagando o salário dessa gente. A exposição dessas pessoas ajudaria um pouco. Eles não vão ser presos, mas que caiam fora. Quero que eles percam seu espaço político de atuação. Eles continuam trabalhando para o mal, ninguém se regenera desse tipo de coisa. Você se tornou amargurada depois da morte do Vlado?Clarice – Sim, fiquei uma pessoa triste. Mais dura, menos tolerante com o outro. Mais crítica. Não suporto leviandade. Passei a brincar menos com meus filhos.O que você ainda gostaria de obter com esse caso?Clarice – Acho que já cumpri meu principal objetivo, que era provar que o Vlado foi assassinado. Não quero saber quem o matou, não terei ganho com isso. Nossa conquista é outra. É ver hoje as pessoas que foram perseguidas no poder, liderando processos. Sabe o que eu queria mesmo? Que a gente tivesse uma sociedade melhor. Estou muito chateada com o Brasil. Descobrir quem matou o Vlado é uma coisa muito pequena perto de tudo isso que está acontecendo.

VLADO, A MEMÓRIA NECESSÁRIA – ALGUÉM PODE REVELAR NOMES ? Resposta

As duas mortes de Herzog
Por Luiz Weis em 25/10/2005
Publicado originalmente no Jornal da Tarde, edição de 24 de outubro de 1995, por ocasião dos 20 anos da morte de Vladimir Herzog.
Vlado Herzog começou a morrer na terça-feira, 31 de março de 1964, quando estalou o golpe que instituiu o mais longo período de privação de liberdades da História republicana. Terminou de morrer no sábado, 25 de outubro de 1975, quando seu coração não agüentou os choques elétricos no DOI-Codi de São Paulo (as três primeiras letras da sigla dizem tudo das operações internas que se podiam praticar nesses destacamentos). O DOI-Codi ficava na rua Tutóia. “Tutóia Hilton”, costumava rir um jornalista chegado aos gerentes do estabelecimento.
Nos onze anos e seis meses que transcorreram entre a morte na alma, por asfixia da esperança, e a morte física, na cadeira do dragão, Vlado fez o que pôde para se manter vivo, isto é, inteiro, lúcido, às vezes até feliz: amou, criou filhos, trabalhou, estudou, pensou, indignou-se, mostrou-se. Foi morar na Inglaterra, já em 1965, para respirar; voltou ao Brasil, em 1968, duas semanas depois do AI-5: não sendo nem desejando ser inglês, queria dar um rumo à vida no País onde se fez homem e do qual escolhera ser cidadão. Tanto pior que esse País estivesse embrutecido pelo autoritarismo e acoelhado pelo medo: a indiferença lhe seria tão impossível como a cumplicidade.
Anticomunista e desdenhoso da política na juventude, tendo dobrado à esquerda numa idade em que muita gente já começa a tomar caminhos de maior conforto, aproximou-se do PCB, não porque tivesse qualquer ilusão sobre o que se passava do lado de lá do Muro. Mas porque se convenceu, como tantos de nós, de que, excluída a luta armada – sectária, raivosa e, afinal, divorciada do povo em cujo nome pretendia vietnamizar o Brasil – a única possibilidade de ação eficaz em favor do restabelecimento da democracia era aquela adotada pelos comunistas.
O PCB fomentava a articulação de alianças entre todos quantos se dispusessem a defender o Estado de Direito, as liberdades públicas e as garantias individuais, sem pedir atestado de antecedentes aos interessados. Ao mesmo tempo, tratava de estimular a resistência ao regime, mediante a ocupação de espaços nas organizações da sociedade civil, imprensa, universidade, meios artísticos, sem esquecer a oposição consentida, o MDB, a fim de despertar a opinião pública para a ignomínia da censura e do arbítrio, da tortura e extermínio de “subversivos” e “terroristas”.
Vlado e demais companheiros de viagem tínhamos em comum a expectativa de que, quanto mais passageiros carregasse, tanto mais depressa o heterogêneo comboio político montado pelo Partidão teria condições de ultrapassar a abertura lenta, gradual e insegura dos generais Geisel e Golbery, de forma que a sociedade passasse a ditar o ritmo da restauração democrática.
Como a erosão da memória é uma das marcas registradas deste País, é necessário lembrar que a tragédia de Vladimir Herzog foi o imprevisto que precipitou a crise do regime. Meses depois, a morte do operário Manoel Fiel Filho, igualmente apresentada como suicídio, no mesmo DOI-Codi da Rua Tutóia, arrebentaria de vez a coexistência cada vez mais difícil entre as facções que disputavam o poder no âmbito do sistema militar. Os algozes de Vlado, agentes dessa ditadura que vicejava dentro da ditadura – o aparelho de repressão – certamente preferiam-no vivo, e dobrado, para usá-lo na armação destinada a vedar a mais estreita fresta que fosse de ressurgimento da liberdade no País.
A operação vinha germinando desde que, nas eleições legislativas de 1974, a população votou maçicamente, pela primeira vez, na oposição. O resultado açulou os neolíticos do sistema, certos de que a “permissividade” patrocinada pelo governo permitiria em pouco tempo que os comunistas, padres e bacharéis destruissem as “conquistas da Revolução”. As prisões e as torturas se intensificaram. Suprimida a guerrilha, havia que fabricar, a qualquer custo, um nexo entre a subversão e os setores liberais do regime, como o governo Paulo Egydio Martins, em São Paulo. Chegaram em Vladimir Herzog, diretor de jornalismo da TV Cultura. Se ele não morresse, teriam ido mais longe.
Vinte anos e uma Lei de Anistia depois, talvez nada se possa fazer contra os operadores das máquinas de choque do Tutóia Hilton.
Mais dia, menos dia, porém, seus nomes serão conhecidos: no fim alguém sempre fala.
Por ora, se não se sabe quem torturou Vlado, que se saiba ao menos o que o fez viver entre uma morte e outra.
fontes: Luis Weis e Jornal da Tarde

MP: falha em investigação mantém crime organizado Resposta

MP: falha em investigação mantém crime organizado
Fabiana Leal
O procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Mauro Henrique Renner, que já presidiu o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, disse que o crime tem sido “um bom investimento” devido à ausência do Estado. Segundo ele, houve uma migração para o crime organizado pela falta de qualificação na área de investigação.
“Os Estados têm dificuldade na qualificação dos policiais. Tanto no efetivo quanto no investimento. O Direito é mais eficaz nos crimes eventuais”, afirmou.
Segundo Renner, 99% dos presos no País cumprem pena por crimes cotidianos (furto, latrocínio, homicídio). “Crimes onde não sentimos dor, onde as pessoas não são identificadas, onde vítimas não têm rostos, em crimes contra a administração pública, contra o erário, onde há um custo elevado para o Estado, o direito penal quase não atua”.
“A vocação do MP é para o processo, e nós estamos mudando nossa atuação por causa dessa ausência do Estado para o combate à criminalidade, à impunidade. Há um grande número de boletins de ocorrência, mas que não são apurados pela polícia”, afirmou Renner.
Segundo o procurador, há um déficit muito grande de pessoal no Rio Grande do Sul. “A Polícia Civil tem o mesmo efetivo há 30 anos. A Polícia Militar, há 15 anos. E isso é uma realidade de muitos Estados”.
“O ideal seria, evidentemente, uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para tentar, durante cinco anos, que um percentual de verbas ficasse vinculado à área da segurança pública”, afirmou o procurador-geral.
A PEC 60/05 de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) propõe que a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios apliquem parte de suas receitas em ações de segurança pública pelos próximos cinco anos. A PEC já recebeu sinal verde da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, mas ainda tem que passar pelo Plenário da Casa e pela Câmara dos Deputados.
O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, José Francisco Mallmann, disse que está prevista a modernização da gestão; a recomposição de efetivos e o apoio e valorização ao policial. “Por isso, precisamos de policiais treinados, motivados e bem remunerados. Há 25 anos a BM (Polícia Militar do Estado) tinha cerca de 30 mil policiais, hoje são em torno de 23 mil, 10 mil a menos para um efetivo previsto de 33.650 servidores, fixado ainda em 1991, com base na população da época”.
Segundo o secretário, na Polícia Civil, o quadro é ainda mais agravante, há um déficit atual de mais de 50% nos quadros, reduzindo a polícia, hoje, a pouco mais de 4,5 mil servidores.
No dia 31 de agosto deste ano, a governadora Yeda Crusius e o secretário anunciaram o aporte de R$ 50 milhões para a segurança pública gaúcha, recursos oriundos da União e com contrapartida variando de 2% ao 20% para o Estado.
“O ideal é que tivesse um gestão de segurança pública de Estado e não de governo. Temos de trabalhar segurança pública a longo prazo e não a curto prazo. Segurança Pública não é só a atividade criminal. As causas do crime estão voltadas às questões sociais”, disse Renner.
Mallmann, que assumiu a pasta no dia 23 de abril deste ano, informou que, uma semana depois da posse, entregou em mãos, ao ministro da Justiça, Tarso Genro, 66 projetos orçados em R$ 262 milhões e alinhados aos cinco eixos do Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP) – prevenção da violência, valorização profissional, gestão de conhecimento, reaparelhamento policial e unidades funcionais

BESTIALIDADES COMO TORTURA E ASSASSINATO Resposta

 a vítima Vladimir Herzog

Nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), um homem é torturado com pancadas e choques elétricos. Seus companheiros, na sala ao lado ouvem seus gritos. O homem recusa-se a assinar um suposto depoimento por não admitir que as informações constantes naquele pedaço de papel sejam verdadeiras. Ele não escrevera nenhuma palavra daquilo. Em um ato de indignação, rasga o papel. E num ato de maior indignação ainda, mesclado a ira, seu torturador o esbofeteia. Os amigos, na outra sala, não ouvem mais seus gritos. Algumas horas mais tarde, dentro de uma cela no mesmo departamento, uma foto do homem morto, amarrado por uma tira de pano em um pequeno pedaço de ferro no alto da cela. O Inquérito Policial Militar, IPM dá como causa da morte suicídio por enforcamento. Esta era a versão oficial sustentada pelos militares e ignorada pela família. Vladimir Herzog havia sido assassinado e seus torturadores haviam montado uma farsa grotesca para encobrir a barbaridade que haviam feito. O relato acima caberia muito bem em um romance policial. Mas não é ficção. O fato tenebroso e covarde existiu. Quando os gritos silenciaram, Vladimir Herzog estava morto. Inicia-se então, o começo da luta pela abertura política na história ditatorial que acabaria de fato, 10 anos depois, em 1985. Vlado, como era conhecido por familiares e amigos, é hoje um símbolo, e não só para os jornalistas. E está tão vivo na memória de quem presenciou e viveu a história, como na de pessoas que se apaixonam pela emocionante história de vida de Vlado e se revoltam com a monstruosidade e tristeza de sua morte.
Dia 25 de outubro completará 32 anos dessa bárbara execução; cujos homicidas se acham impunes.

DELEGADO REVELA EM BLOG PODRES DE COLEGAS Resposta

By João S. Magalhães on Jul 5, 2007

Quer saber como vai a corrupção nos meios policiais?

Então vá correndo ao blog tocado pelo corajoso delegado de polícia Roberto Conde Guerra.
Lá, ele revela como foi montado o esquema de propinas que seus colegas recebem de donos de caça-níqueis e de alguns bingos.
Em recente entrevista À TV Tribuna, de Santos, Conde diz que, na alta cúpula, os valores variam de R$ 5 mil a R$ 20 mil por quinzena.
Segundo ele, “certas pessoas” pegam o malote com o dinheiro e o levam para o Palácio da Polícia de Santos.
“Lá é feita a distribuição, a divisão entre as unidades que recebem. Nem todos recebem. Membros da cúpula, com certeza, recebem esse dinheiro”, conta Conde.
Pelas denúncias, o delegado responsável pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), Waldomiro Bueno Filho, pediu que a Justiça tire do ar o blog de Conde.
Quer dizer, em vez de ser condecorado por sua lisura, ele é castigado.
O mais grave é que, na minha opinião, o que ocorre na área dos caça-níqueis, acontece também com o tráfico de drogas.
Eu já falei aqui que os verdadeiros traficantes não estão nas favelas, mas na classe média alta, nos meios políticos e artísticos e em instituições policiais.
Basta ir a fundo numa investigação que se descobrirá quem são eles. Algo me diz que o repórter da TV Globo, Tim Lopes, tinha todos esses dados nas mãos. E, por isso, foi “apagado”.

Pido permiso, señores, que este tango… este tango habla por mí Resposta

POR QUÉ CANTO ASÍ
Versión cantada por Julio Sosa
Letra de Celedonio Esteban Flores
Música de “La Cumparsita”

Pido permiso, señores,
que este tango… este tango habla por mí
y mi voz entre sus sones dirá…dirá por qué canto así.
Porque cuando pibe,
porque cuando pibe me acunaba en tango la canción materna
pa’ llamar el sueño,
y escuché el rezongo de los bandoneones
bajo el emparrado de mi patio viejo;
porque vi el desfile de las inclemencias
con mis pobres ojos llorosos y abiertos
y en la triste pieza de mis buenos viejos
cantó la pobreza su canción de invierno.
Y yo me hice en tangos,me fui modelando en barro, en miseria,
en las amarguras que da la pobreza,
en llantos de madre,
en la rebeldía del que es fuerte y tiene que cruzar los brazos
cuando el hambre viene.
Y yo me hice en tangos porque… ¡ porque el tango es macho!,
¡porque el tango es fuerte!,
tiene olor a vida,
tiene gusto… a muerte;
porque quise mucho, y porque me engañaron
y pase la vida masticando sueños;
porque soy un árbol que nunca dio frutos,
porque soy un perro que no tiene dueño,
porque tengo odios que nunca los digo,
porque cuando quiero,
porque cuando quiero me desangro en besos,
porque quise mucho, y no me han querido;
por eso, canto tan triste…
¡Por eso!