A introdução das máquinas de jogo no Brasil – como agiu a Máfia. Resposta

A Máfia Siciliana no Brasil

A introdução das máquinas de jogo no Brasil – como agiu   a  Máfia.

Excelência, os pontos que seguem relativos à participação da Máfia italiana na atividade de lavagem de dinheiro e de jogos de azar ( na verdade, cassinos rotulados de casas recheadas de “bingos eletrônicos”) foram desenvolvidos a partir de informações contidas nas Cartas Rogatórias que seguem anexas. Estes documentos foram enviados pela Justiça Italiana ao Brasil. Nas investigações empreendidas pelo Ministério Público italiano, pela Justiça e pela Divisão de Investigações Anti Máfia, logrou-se interceptar centenas de ligações telefônicas entre integrantes da Máfia, na Itália, no Brasil e em outros países, onde foi constatado o envolvimento direto de pessoas, físicas e jurídicas, com domicílio no Brasil, em atividade cooperativa na lavagem de dinheiro oriundo das atividades criminosas da Itália ( doc. n. , com traduções de vários textos para o português). É o que passamos a expor.

O jornal Folha de São Paulo, edição de São Paulo, de 09 de outubro de 1997, registrou, num artigo de Maurício Rudner Huertas, entitulado “Bares de SP instalam caça-níqueis” a introdução destas máquinas no Brasil. Vejamos:

“Bares de São Paulo instalam caça-níqueis

Máquinas proibidas no país desde 1946 são introduzidas na cidade e funcionam com moeda de R$ 0,25

Bares de São Paulo instalam caça-níqueis

MAURÍCIO RUDNER HUERTAS

da Reportagem Local

Máquinas caça-níqueis – tradicional jogo de azar proibido no Brasil desde 1946 – começam a aparecer em bares, lanchonetes e casas de bingo de São Paulo.

Chamado de “Bingo Mania”, o equipamento funciona com a introdução de uma moeda de R$ 0,25. O apostador puxa uma alavanca e, conforme a seqüência de símbolos obtida no painel, poderia ganhar de volta o valor apostado ou premiações maiores, de valor indeterminado.

A introdução dos caça-níqueis no país é feita pela empresa Nevada Diversões, Comércio, Importação e Exportação Ltda., sediada na alameda dos Arapanés, 195, em Moema (zona sudoeste de SP).

A empresa está oficialmente registrada em nome do português Paulo Manuel Polido Garcia Zilhão e do italiano Franco Narducci, que representaria a empresa inglesa Jebra na sociedade.

Mas empresários locatários do equipamento apontam Ivo Noal, seu filho

Cristian e o sobrinho Eduardo como intermediários entre eles e a Nevada

Diversões.’

Uma atendente da empresa, identificada como Ana Paula, confirma a participação de Noal. Ela diz ainda que no caso de apreensão da máquina pela polícia haveria um esquema para recuperar e repor o equipamento.

Segundo Ana Paula, Vitor Manuel da Silva Franco, sócio da empresa até julho deste ano, cuidaria da distribuição das máquinas nos pontos determinados por Noal.

Considerado o chefe dos chefes do jogo do bicho paulista, Noal é, segundo os empresários, quem negociaria e avalizaria os pontos para implantação das máquinas.

Funcionários de um bar na rua Roma, na Lapa (região noroeste de SP), dizem que o dono de um ponto “bonzinho” lucra R$ 500 por semana com os caça-níqueis.

Esse valor representa uma comissão que varia de 25% a 40% sobre o faturamento de cada máquina. O restante é repassado à Nevada Diversões.

Cerca de 200 máquinas já estariam implantadas em São Paulo, segundo atendentes da empresa.

Os interessados em instalar os caça-níqueis não têm qualquer despesa. Apenas recebem a participação no faturamento em troca da cessão do ponto.

Segundo a polícia paulista, Noal controla 40% do jogo do bicho no Estado. Condenado a 12 meses de prisão por jogo ilegal, Noal conseguiu a suspensão da pena. Ele responde ainda a processos por formação de quadrilha, corrupção ativa e homicídio.

A Nevada Diversões, constituída em 24 de julho de 95, mudou de mãos quatro vezes no período.

A última mudança ocorreu em setembro passado, com a entrada na sociedade da empresa Jebra, representada- por Narducci.

Segundo a polícia, Noal controla 40% do jogo do bicho no Estado. Condenado a 12 meses de prisão por jogo ilegal, Noal obteve a suspensão da pena. Ele responde ainda a processos por formação de quadrilha, corrupção e homicídio”.

A partir deste ponto, será narrado, com minúcia, como atuam os homens ligados à Máfia. Os líderes de uma das grandes famílias da Máfia siciliana, conhecida como Cosa Nostra, operam articulados com cartéis colombianos em Bogotá e Cali, tal como operam com o crime organizado do oriente, auxiliando no tráfico de heroína para a Europa. Além de auxiliarem no tráfico, esta família, encabeçada por FAUSTO PELLEGRINETI, age principalmente na lavagem do dinheiro da venda de cocaína e heroína. Utilizam como uma das rotas de tráfico a cidade de Tabatinga AM, que faz fronteira com Letícia na Colômbia.

O grupo ou família de FAUSTO PELLEGRINETI tinha como base a cidade de Palermo, na Sicília. FAUSTO PELLEGRINETI tem como companheira ANGELA EMMANUELA ARONICA. E como sócio, PRIMO FERRARESI. FAUSTO e FERRARESI estão foragidos.

Esta família da Máfia siciliana, chefiada por FAUSTO PELLEGRINETTI, opera no Brasil, chegando quase a dominar todo o setor de bingos. Ao mesmo tempo, LILLO LAURICELLA atuava na lavagem, este nasceu em Palermo, Sicília, Itália, em 25 de agosto de 1945. Palermo é a sede da Cosa Nostra, o principal ramo da Máfia Italiana. O mesmo tem como homens principais os irmãos Julien Filippeddu, nascido em 10.02.1950 e François Filippeddu, nascido em 20.03.1956. Além de Franco Narducci, italiano, nascido em Veroli, Itália, em 06.11.1943. Giuliano Pellegrinetti ( 01.02.1946, nascido em Lucca, Itália) e Fausto Pellegrinetti. Segundo os documentos que seguem anexos estes “freqüentemente moram no Brasil ( São Paulo e Rio de Janeiro)” e usam “as seguintes linhas telefônicas reveladas pelo inquérito”:

0055-11 5355172 Lillo Rosario LAURICELLA

0055-11 5355198 Lillo Rosario LAURICELLA

0055-11 5365172 Lillo Rosario LAURICELLA

0055-11 5437930 Lillo Rosario LAURICELLA

0055-11 9364982 Lillo Rosario LAURICELLA (Celular)

0055-11 99164676 Lillo Rosario LAURICELLA (Escritório)

0055-11 2849044 Lillo Rosario LAURICELLA (Escritório)

0055-11508437368 Julien FILIPPEDDU ( Escritório)

0055-119338602 François FILEPPEDDU – Julien FILEPPEDDU(Celular)

055-11 9843526 ALESSANDRO – Julein FILIPPEDDU (Escritório)

0055-11990479644 Gaetano e Giovanni MANGIONE(Escritório)

0055-11090479648 Gaetano e Giovanni MANGIONE(Escritório)

0055-21 4332479 Gaetano e Giovanni MANGIONE (Casa no Rio de Janeiro)

Além dos telefones referidos, a Divisão de Investigação Antimáfia e a Procuradoria da República da Itália levantaram ainda outros telefonemas, que seguem abaixo:

0055-112248422 FLAVIO – ALESSANDRO

0055-1130640646 Lillo Rosario LAURICELLA

0055-11 5365172 Lillo Rosario LAURICELLA

0055-11 5437930 Lillo Rosario LAURICELLA

0055-11 9364982 Lillo Rosario LAURICELLA (Celular)

0055-1199164676 Lillo Rosário LAURICELLA (Escritório)

0055-11 2849044 Lillo Rosario LAURICELLA (Escritório)

0055-11508437368 Julien FILIPPEDDU ( Escritório)

0055-119338602 François FILEPPEDDU – Julien FILEPPEDDU(Celular)

055-11 9843526 ALESSANDRO – Julein FILIPPEDDU (Escritório)

0055-11990479644 Gaetano e Giovanni MANGIONE(Escritório)

0055-11990479648 Gaetano e Giovanni MANGIONE(Escritório)

0055-21 4332479 Gaetano e Giovanni MANGIONE (Casa no Rio de Janeiro)

Este grupo da Cosa Nostra tem alianças com a família Senese, da Camorra italiana, de Nápoles. E com o grupo de BARBARO PAPALIA, na Calábria italiana, especializado no (tráfico de heroína. Este último grupo é chefiado por: Domenico Papalia; Giovanni Carloni; Giuseppe Alessandri. Estes Três seriam líderes do tráfico, em Roma.

A quadrilha internacional de FAUSTO PELLEGRINETI em dois homens fortes na operação de “lavagem de dinheiro”: LILLO ROSÁRIO LAURICCELLA E GIUSEPPE ARONICA, irmão de Angela Emmanuela Aronica, companheira de Fausto Pellegrinetti. LILLO ROSARIO LAURICELLA está preso na Itália, por pertencer à Máfia. E confessou boa parte das atividades, como será demonstrado abaixo, junto com a transcrição de trechos da confissão do mesmo, pela qual, pedimos vênia pela qualidade da tradução:

“No mês de julho de 1997 depois da “Fiera di San Paolo ¹“, entra o Grupo Recreativo Franco, então 50% é subdividido e 50% vai na sua totalidade ao Recreativo Franco. Aronica passa a 25 e Alessandro Ortis continua com 25, esta é a parte final. De fato, quando vendo as ações a Corró, eu vendo o 25% da Bingo Matic, não vendo o 110% que era referível depois à Latino Americana que deveríamos ter feito a passagem, este é o 25, depois existem outras duas sociedades para as quais tinha feito a mesma coisa naquele período, não sei se vocês as acharam, uma chama-se DIMARES e uma B.M.T., eram todas as duas sociedades referíveis sempre 25% nós, 25% Ortis e 50% Recreativo Franco, que era um distribuidor oficial do Brasil e a outra era as peças de reposição e todas as duas sociedades eram constituídas com a mesma proporção: 25, 25 e 50, esta era no Brasil, enquanto a Nevada, ao contrário, eram 100%.

¹ Feira de equipamentos de bingos, realizada em São Paulo advogado, mas é o 50% Recreativo Franco, aquela sociedade é referível em 1 00% à Recreativo Franco.

Dr. Armeni: depois de 1997 existem outras (incomp.) com a Bingo Matic? Lauricella Lillo Rosário: em 1998 devia ser feita a passagem da Aronico ao Corró do 25% e só.

Dr. Vincitelli: era abril de 1998, me parece.

Lauricella Lillo Rosario: abril de 1998, serão o 25 e o 25, serão aquelas passagem lá, nós sempre tivemos o 25%, existia uma sociedade de nome Startek, a Startek era de propriedade da Bingo Matic, porque é 50% Bingo Matic e 50% Alessandro Figarola se chama, nós tínhamos O 25%, não existem outras passagens. Depois deve a passagem da Aronica para a Latino Americana e não é abril de 1998, será depois de mim então. Em abril de 1998 quando eu sai do Brasil setembro de 1998 era 25% Bingo Matic, porque (incompr.) leva 25% Aronica…. levava pelo menos quando eu estava lá, depois se fizeram passagens do 50% Recreativo Franco para outra sociedade pode ser, isto eu não sei, eu somente me refiro ao meu 25% Dr. Armeni: em 20 de janeiro de 1998 consta o 25% Edwige Barros, o 25% Alessandro Ortiz e em 50% Giuseppe Aronica.

Lauricella Lillo Rosario: pode ser, depois fizeram a passagem entre…

Dr. Armeni: como procurador Edoardo Ainda Guerrero (conforme pronúncia)

Lauricella Lillo Rosario: acho que seja a esposa do Tabelião, porque o 25% é referível a Aronica.

Ortiz o 25%, depois entra no seu lugar uma outra sociedade, a Administration Continental De Negotios S.A. com o 50% do Panamá. Lauricella Lillo Rosario: que é aquela de Recreativo Franco Dr. Armeni: que era procurador Ricardo De Garbaglio (incompr.). Lauricella Lillo Rosario: pode ser, o advogado…. De Garbaglio deveria ser o

Dr. Armeni: esta de Panamá?

Lauricella Lillo Rosario: esta de Panamá, o 50% eram eles, era Manuela, a, … fizeram depois as duplas sociedades Dimarez e B.M.T. para justificar o valor de 500.000 dólares porque a residência de Manuela Menaz…. são duas sociedades novas, constituídas, deveria encontrá-las nos autos. Dimarez e B.M.T. abertas diretamente do Panamá por eles também 50%…

Dr. Vincitelli: Por que motivo Bingo Matic e Recreativo Franco se encontra através da sociedade, enquanto se encontra na B.M.T.

Lauricella Lillo Rosario: são problemas deles de contabilidade. Ministério Público: mas a Recreativo Franco

Lauricella Lillo Rosario: 100% fazem parte… e, aliás, faz parte do balanço consolidado que possuem com a (incompr.) em Madrid, existem balanços consolidados e publicados.

Dr. Armeni: quando foram constituídas?

Lauricella Lillo Rosario: a B.M.T. foi constituída em 1998, depois, aliás, são oficiais porque a diretora responsável das duas sociedades B.M.T. e Dimarez, a responsável oficial é justamente Imenez Manuela por que é a residência, se não existisse um investimento de 500.000 dólares não era possível requerer a residência oficial de Manuela que era a diretora responsável comercial da Recreativo Franco.

Dr. Vincinteli: portanto na época foi…

Lauricella Lillo Rosario: veio àquela famosa reunião com Stefano Rubini junto com o advogado Garcia, portanto aquele 50% é referível à Recreativo Franco, depois…

Dr. Armeni: também a Dimarez e a B.M.T. isto para todas as duas?

Lauricella Lillo Rosario: exato, tinham o 25% das maquininhas naquele mercado oficial.

Dr. Vincitelli: Aronica Giuseppe representa quem?

Lauricella Lillo Rosario: o grupo Fausto Pellegrinetti, todo, era o testa-de-ferro do grupo, era necessário, depois fazer a passagem para a famosa latino-americana porque Fausto queria colocar a esposa oficialmente, Manuela, não mais irmão Giuseppe, portanto feita a sociedade em Belize para a passagem do 25% da Aronica à Sociedade do Belize, mas a propriedade do Belize era 80% Manuela e 20% Giuseppe, isto para justificar…

Dr. Vincitelli: podemos dizer, de qualquer modo, que aquelas quotas nas sociedades B.M.T., Dimarez e Bingo Matic possuídas por Aronica Giuseppe…

Lauricella Lillo Rosario: são todas do grupo de Fausto Pellegrinetti, de fato quando eu cedi ao Brasil cedi o 25% do grupo, o 100% da (incompr.) e 25% do grupo da Bingo Matic, eu vendi todo o Brasil, incluído o 25%, mas isto está no contrato.

(falta no documento enviado a página 62)

não as cito eu. Ele efetivamente o contrabando de cigarro sempre falou e tenho certeza que o fizeram, porque na conversa confusa de (incompr.) tenho absoluta certeza que o fez.

Dr. Vincitelli: independentemente disto, aquilo que eu pergunto é: a família Ortiz, porque não vemos que estão…

Lauricella Lillo Rosario: não, Ortiz não… não tem nada a ver, aí falamos de Burgon, a Ortiz não tem nada a ver com Burgon.

Dr. Vincitelli: Ortiz não tem nada a ver com Burgo, mas é outro sócio de…

Lauricella Lillo Rosario: sim, não é que conheciam Fausto, não é que tinham relações com Fausto, eu falo do grupo Burgon, Bendy Garcia conhecia perfeitamente Fausto Pellegrinetti e estavam continuamente em cena, no sentido que se conheciam, se freqüentavam, também em Malaga, estavam em Malaga.

M.P. Dr. Salvi: Benedy Garcia o que sabia de …

Lauricella Lillo Rosario: mas também Filippeddu, que era procurado, que era foragido, o sabiam perfeitamente, e prova disto é o fato que ninguém tinha o telefone, portanto não é que… aqui nos escondemos quase todos atrás dos dedos. É uma pessoa… por outro lado Fausto o dizia a todos, Fausto a única coisa que não se podia dizer… “Eu tenho problemas com a justiça, se você mantém contanto comigo, vai ter problemas também”, a todos eles sempre falou, falava-o sempre a todos.

Dr. Vincitelli: o Grupo Ortiz não sabia de onde vinha o dinheiro?

Lauricella Lillo Rosario: não, porque o grupo Ortiz é aquele que nós apresentou Recreativo Franco, quem conhece Recreativo Franco e era representante de Recreativo Franco no Brasil é o grupo Ortiz, é Alessandro Ortiz…

M.P Dr. Salvi: me deixe entender, Ortiz seriam Alessandro Ortiz…

Lauricella Lillo Rosario: Alessandro e as filhas…

M.P. Dr. Salvi: enquanto na Burgon quem estaria alem do senhor?

Lauricella Lillo Rosario: éramos 40% Benedy Garcia, 40% Giuliano Filippeddu e 20% eu, este era o grupo de Burgon no Panamá, depois tinha no Brasil nasce a operação em setembro-outubro 1996, nasce pela lei de (incompr.) estavam fazendo no Brasil entre Filippeddu e Ortiz que já tem precedentes … possuem o Bingo no brasil, ele pede um financiamento, ou seja de fazer entrar … de fazer esta operação, mas Ortiz enquanto na Bingo Matic coloca os capitais, na B Nevada, não coloca os capitais, retira uma participação, se nós colocamos um, dois ou cinco milhões, ele fazia de atravessador como doleiro, ele servia como conta corrente e depois os levava para o Brasil como faziam todos, de fato as últimas quotas não as mandei para ele segurava o dinheiro até 15 dias, portanto sempre criava problemas, portanto Ortiz não possui uma idéia bem clara de onde vem o dinheiro, a ele não interessa.

Dr. Vincitelli: que seja limpo deve ter alguma dúvida, porque o dinheiro, quando o senhor Ortiz na conta corrente…

Lauricella Lillo Rosario: retirei da minha conta corrente, de fato ele queira sempre saber que era da minha conta corrente, eu mando sempre da minha conta corrente.

Dr. Vincitelli: mas Ortiz nunca faz entrar o dinheiro no Brasil.

Lauricella Lillo Rosario: não pode faze-lo entrar oficialmente porque é um doleiro. Ele … aquela conta corrente Asso² Turismo é uma conta corrente de doleiro, não é uma conta corrente da sociedade de ORTIZ, Ortiz é um doleiro de São Paulo, isto quer dizer que faz tráfico de moeda, cambista.

                         ² Austro e não Asso

 

Dr. Vincitelli: faz o tráfico de moeda através da sociedade.

Lauricella Lillo Rosario: Asso Turismo, antes o fazia com a Asso Turismo, eu os mandei nas contas correntes da…

Dr. Vincitelli: a Banco Tour? ‘

Lauricella Lillo Rosario: é claro, mas aquele que é oficial .. uma coisa é oficial no Banco Touir, aquele que não é oficial os leva no Asso Turismo, os doleiros … todos os doleiros fazem assim. Uma coisa que vocês têm no vosso dociê vi quando citam discurso Leonardi Daniele, não Daniel o sobrinho (N. d. T.: ou neto, a palavra, no italiano, indica tanto um como o outro e no texto não esta claro), não tem nada a ver com Leonardi, Dany é o doleiro brasileiro que se chama Dany, o cambista que tinha problemas em mandar as contas correntes nas Bahamas.

M. P. Dr. Salvi: o que é esta história de Daniel? Não estou entendendo.

Dr. Vincitelli: existe uma conversa telefônica na qual Salvatore Leonardi falando com Lauricella diz a ele: “Meu sobrinho (ou neto) Daniele alugou a sua casa que é perto da casa do Lauricella alugou-a ao diretor do banco e aí entra esse nome Daniele.

Lauricella Lillo Rosario: mas o confusão nasce pelo fato que um se chama Daniel e outro se chama Daniele. Eu tenho problemas se exportação da moeda do Brasil nas Bahamas por que as contas corrente americanas não sempre fazem parte dos bancos americanos, mas nas Bahamas criam problemas, por isso fiz contato com Salvatore dizendo: “Vocês tem alguém que possa mandar este dinheiro paras as Bahamas ou não?” É por este motivo que existe o telefonema, mas o meu Dany não tem nada a ver … era o doleiro que vocês acharam na escuta telefônica, Dany é o meu doleiro, o cambista brasileiro. Voltando a Ortiz, ele não sabe nada sobre a origem porque o discurso Aronica e o testa-de-ferro que se encontra ali Giuseppe, ele sabe que o dinheiro, que ra 1 milhão e meio de dólares, a nossa participação na Bingo Matic é de um milhão e meio de dólares, vinham da atividade de empresário de Cavallo, por assim dizer….

M. P. Dr. Salvi: isto quem o sabe, Aronica?

Lauricella: não, Ortiz, Aronica é o cunhado de Fausto Pellegrinetti. Ortiz sabe da nossa parte que somos empresários da área imobiliária, ou seja que temos imóveis, portanto não é que sabe a verdade sobre a origem do dinheiro, também porque nunca se teria relacionado oficialmente com Recreativo Franco, ou seja Ortiz não sabe, conhece Fausto, o viu duas vezes no Brasil, uma ou duas vezes quando ele veio, mas não sabe exatamente quem é Fausto Pellegrinetti, realmente nunca teve um contato direto.

Dr. Vincitelli: o senhor falou que quem apresenta a vocês Recreativo Franco, é Ortiz.

Lauricella Lillo Rosario: sim, era ele, e era ainda quando em 1998….

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ht:36.0pt;margin-left:36.0pt;text-indent:35.45pt”>Dr. Vincitelli: era possível que o grupo Recreativo Franco saiba de Pellegrinetti depois?

Lauricella Lillo Rosario: Manuela Aronica sabe quem é Fausto Pellegrinetti? Absolutamente, nem se a visse aqui pode admiti-lo quem é Fausto Pellegrinetti, não existe. Mas imagina-se que o grupo Recreativo Franco tem conhecimento de quem é Fausto Pellegrinetti, isto é um absurdo.

M. P. Dr. Salvi: Por que?

Lauricella Lillo Rosario: Porque eles o viram uma vez em Madrid, não sei se falei para vocês, na reunião que houve em 1997 participou também Fausto quando o primeiro contato com o grupo Recreativo Franco, porque Recreativo Franco e uma sociedade bastante séria na minha opinião, portanto não existe que tenha podido… nem me pergunte informações. Devo dizer-lhe uma coisa, talvez me conheçam bastante talvez pelo telefone me conhece mais ele. Os meus problemas com a justiça sempre os contei a todos, seja a Benedy Garcia, seja a Filippeddu, seja à I.G.T quando vieram, seja a Manuela Imenez à qual falei: “Olha que eu tive dois inquéritos antimáfia este e este, se vocês quiser continuar comigo não vamos fazer como I.G.T. é um inquérito, foi arquivado, porém não vai me falar depois, daqui a três meses que não posso mais trabalhar com vocês por que tive uns inquéritos”, este era famoso fax que me enviou um dia Manuela para casas quanto houve a lavagem ai está o porquê, porque eu tinha falado a verdade a Manuela, mas Manuela pensa sempre que o dinheiro vem em boa parte por parte minha como sujo que pode vir dos Cavallo, das minhas atividades anteriores mas não absolutamente….

Dr. Vincitelli: porém Manuela Imenez vai à C.M.P., vai à reunião com Rubini e Rubini diz-lhe: “Temos muitíssimo dinheiro a ser limpo”…

Lauricella Lillo Rosario: e o que fala para você, fala para você não Manuela não fala para você me dê o dinheiro.

Dr. Vincitelli: Manuela não diz, diz não podemos fazê-los entrar na sociedade desta forma, porém podemos encontrar o sistema e fazer uma parte vocês têm que me entregar limpa, uma outra parte podem dar mim suja, o contrato de prestação de serviços.

Lauricella Lillo Rosario: o conceito é diferente, estamos falando de contabilidade do dinheiro sujo e contabilidade oficial. Ou seja uma coisa é…

Dr. Vincitelli: falamos de contabilidade de dinheiro sujo e oficial para Recreativo Franco, não falamos da origem do dinheiro.

Lauricella Lillo Rosario: não a origem do dinheiro não interessa a Manuela, porque Manuela vende as máquinas, a esta altura quem, compra as máquinas receberá a fatura de quem paga, mas isto é para todos os fornecimento do mundo porque eles …. especialmente em todos os setores, se um possui uma sociedade e (incompr.) naquela altura se você pegou o dinheiro ou em um assalto ou através da lavagem, ai não é da minha conta….

Dr. Vincitelli: nós temos dinheiro sujo para reinvestir.

Lauricella Lillo Rosario: exato, mas não diz a origem do dinheiro sujo, podem estar em qualquer lugar os fundos de dinheiro sujo, não é que diz que são de origem ilícita, de fato Manuela responde a você como respondia a mim. Como prova, vou dar um esclarecimento, quando eu pago Manuela Imenez no Brasil eu a pago com dinheiro sujo, os 9 milhões de dólares que eu paguei à Recreativo Franco eu retirei os cheques do doleiro e os dava a Manuela Imenez que me fornecia o recibo, ou seja o discurso do sujo é uma coisa, o discurso da lavagem é uma outra, da origem, ou seja ela sabia que o dinheiro vinha da venda do Brasil porque eu deixava para ela os cheques daqueles que possuíam o 50%, quem pagava para mim eu dava o dinheiro a ela, portanto aqueles ela os aceitou e fazia o recibo regular, mas aqueles 9 milhões de dólares na contabilidade não vai achá-los porque a fatura é de 9 de janeiro de 1999, portanto ela os pegou no negro, não os pagamos oficiais, são duas coisas diversas. Uma é o discurso do cambio negro contábil, uma coisa é a origem do dinheiro sujo, é diferente o conceito. Ou seja Manuela aceitava o sujo o … depois justamente se você mi dá … se você mi dá a fidejussória estrangeira no Panamá me dá 10 mil dólares com fidejussória de uma conta corrente tua para mim a origem não interessa, o importante é que você me assegure o pagamento, é este o conceito.

Dr. Vincitelli: pode excluir completamente o interesse de Alfredo Oranges no negócio das maquininhas no Brasil.

Lauricell:4 Lillo Rosario: sim, nada a ver com o Brasil.

M.P. Dr. Salvi: existe este fato da reunião, encontra-se no Brasil justamente quando se trata do negócio?

Lauricella Lillo Rosario: absolutamente não, ele não está presente no Brasil de forma alguma. No mês de julho de 1997 na “Fiera di San Paolo” e já falei para vocês e era porque estava presente o Presidente da Loteria do Nino da Guatemala com Morales e para o Belize onde existiam as maquininhas através de Ralph Fonseca para colocar as maquininhas em Belize, mas sempre através, não é absolutamente no Brasil, não é sócio, não tem participação e, além disso, nem existem apontamentos em lugar algum.

Dr. Vincitelli: também o negócio posterior das maquininhas sempre na Tailândia….

Lauricella Lillo Rosario: não, na Tailândia não e não entra mesmo ninguém era meu e de Filippeddu, também Fausto não participava absolutamente.

Dr. Vincitelli: em Belize?

Lauricella Lillo Rosario: não, ele participava em Belize com 10 %”.

Operam em quase vinte países. Por exemplo: Itália, Espanha, Panamá, Brasil, São Domingos, Holanda, Inglaterra, França, EUA, Colômbia, Equador, Uruguai, Síria, países do oriente que produzem ópio, etc. Possuem empresas em vários paraísos fiscais, como o Panamá, as Ilhas Virgens, etc. Têm participação num grande investimento imobiliário na Ilha de Cavallo, na Córsega, onde LILLO ROSARIO LAURICELLA foi um dos principais arquitetos da operação, conforme consta na Carta Rogatória enviada pela Justiça Italiana ao Brasil. Chegaram a formar uma holding em Roterdam, na Holanda, chamada Homich. Montaram também a firma Gamblers Service International, uma empresa de exportação de frutas tropicais e outra de exportação de metais da América Latina.

Um dos investimentos que mais animou o grupo, para poder lavar o dinheiro sujo das drogas, foi a introdução de máquinas caça-níqueis no Brasil.

Além dos dois homens fortes na lavagem, o grupo de FAUSTO PELLEGRINETTI conta ainda com vários cúmplices: Stefani Rubini, assessor financeiro; Alessandro Pellegrinetti e Emilia Petti, esposa de Lauricella. Depois destes, ainda participam desta família da Máfia ( conforme os documentos contidos na Carta Rogatória, já traduzidos), as seguintes pessoas: Monica Onali, filha de Angela Aronica; e Filippo Narducci (filho de Sandro Narducci), companheiro de Monica Onali;

A organização conta ainda com Jean Fillipeddu e seu irmão François Fillipeddu. Estes dois representam, conforme foi possível levantar, a firma Aristocrat, que trabalha com uma modalidade de máquinas caça-níqueis diferente. Existe um mandado de prisão no Brasil contra François Fillipeddu por tráfico. O mesmo está foragido desde junho.

Outros membros menores da família são: FRANCO NARDUCCI, Fillipo Narducci, Renato Mangioni, Enzo Renchetti, Luigi Martino, Ernesto Via e outros.

Para lavarem o dinheiro dos cartéis colombianos e da venda de cocaína e heroína, utilizaram a firma RECREATIVOS FRANCO S.A., que tem, de acordo com as investigações, além de outras firmas consorciadas, a “Administration Continental de Negotios”, com sede no Panamá . A RECREATIVOS FRANCO tem como diretores as seguintes pessoas: Luiz Miguel Cabeza de Vaca Nieto e Manuela Jimenez Molina, que é gerente.

A Máfia obteve o ingresso no capital social da firma Grupo Burgon, ligado a França ( os Fillipeddu são franceses) ficando 20% do capital social para LAURO LILLO LAURICELLA, 40% para Jean FILLIPEDDU e 40 % para uma pessoa chamada Benedy Xavier Garcia. Esta firma também enviou centenas, talvez milhares, de máquinas caça-níqueis para o Brasil. Possuem um escritório na rua da Candelária, 65 – 1.701, centro, na cidade do Rio de Janeiro, com o nome “Burgon do Brasil, Participações Ltda.” ( ver doc. N).

Importa fazer uma ressalva importante. O MPF ainda não pode afirmar que todo o capital da Burgon é da Máfia, somente que mafiosos participavam e estavam infiltrados na mesma. Talvez até hoje. Da mesma forma com a empresa RECREATIVOS FRANCO. Não é possível dizer que seja uma empresa da Máfia. Mas, é possível dizer que é uma empresa utilizada pela Máfia e infiltrada pela mesma. Para afirmar que a Máfia controla totalmente estas duas firmas, seria necessário ampla investigação, talvez mesmo uma CPI específica, sobre lavagem de dinheiro, bingos e loterias.

           A empresa RECREATIVOS FRANCO foi o elo principal para inundar oBrasil de máquinas caça-níqueis. Das cerca de 100.000 máquinas existentes no Brasil, 40.000 são coreanas, sendo máquinas pequenas e pouco atrativas, logo, pouco lucrativas. Em geral situam-se nas ruas, operando no setor que é conhecido como “banda B’ do mercado de máquinas caça-níqueis. Das máquinas instaladas em bingos ( na verdade, em cassinos sob o rótulo enganoso, ardiloso, de bingos), cerca de 40% são fabricadas pela RECREATIVOS FRANCO. Máquinas deste grupo abastecem cidades como Las Vegas, no estado de Nevada, nos EUA, a Meca dos jogos, que consegue sugar 6,4 bilhões da poupança popular nos EUA.

A Máfia usou o Grupo FRANCO e outro grupo no Brasil, conhecido como Grupo ORTIZ. Desta forma, montaram um verdadeiro novelo de empresas em geral tendo como sócios dois mafiosos (LILLO LAURICELLA e GIUSEPPE ARONICA) e um dos três ORTIZ ou algumas mulheres ligadas ao Grupo ORTIZ. Esta combinação é tão renitente que permite deduzir que o Grupo Ortiz atua como testa-de-ferro dos mafiosos.

A família Ortiz começou a trabalhar com bingos lá por 1996. Quando houve a feira de máquinas de bingo, em São Paulo, neste ano, tinha, no entanto, o segundo maior estande da feira. A família ORTIZ abastece, como consta num documento assinado por um dos ORTIZ, mais de 850 bingos no Brasil. E tem procuração, no INDESP, de centenas de BINGOS.

Vejamos um rol exemplificativo das empresas ligadas à Máfia, dado que têm como sócios alguns maflosos e, segundo a Carta Rogatória, foram formadas com dinheiro oriundo da venda de toneladas de cocaína e heroína:

1º.) BINGO MATIC PRODUTOS ELETRÔNICOS LTDA, empresa situada na Alameda dos Arapanés, 195, Moema, São Paulo. Tendo como sócios: GIUSEPPE ARONICA, ALEJANDRO ORTIZ FERNANDEZ, ALEJANDRO DE VIVEIROS ORTIZ, JOHNNY DE VIVEIROS ORTIZ, CIRLEY EDVIGES BARROS. Houve a retirada recente de CIRLEY, que, no entanto, ainda trabalha com a família ORTIZ. Esta cedeu suas cotas à firma Administración Continental de Negotios S.A em 17 de fevereiro de 1998. O primeiro ato desta firma do Panamá foi designar como Gerente-Delegado a Sra. MANUELA JIMÉNEZ MOLINA ( doc. II. ), que foi também Diretora Comercial da RECREATIVOS FRANCO. Por outro lado, numa das alterações contratuais desta firma aparece o Sr. GIUSEPPE ARONICA, representado pelo advogado FILINTO DE ALMEIDA TEIXEIRA, que é também advogado de SECEMSKI, ligado ao Bingo BRASBIN. Hoje, o capital pertence quase todo à RECREATIVOS FRANCO;

2º.) RECREATIVOS FRANCO S.A. , empresa que apresenta como donos JESUS FRANCO e JOAQUIM FRANCO, espanhóis ( a foto dos mesmos consta como doc. n. ). Esta empresa tem como diretora comercial a Sra. MANUELA JIMÉNEZ MOLINA e como “mandatário geral” o Sr. LUÍS MIGUEL CABEZA DE VACA NIETO. Estas duas pessoas também trabalham na ADMINISTRACION CONTINENTAL DE NEGÓCIOS S.A. , empresa consorciada da RECREATIVOS FRANCO. Esta última está situada na Espanha, enquanto a ADMINISTRACION fica na cidade do Panamá, na República do Panamá.

3º.) BETATRONIC PRODUTOS ELETRONICOS LTDA. Pertencia a um português, chamado ZILHÃO e outro senhor chamado ARMANDO CÉSAR CARVALHO JÚNIOR. Tem como sócios: GIUSSEPE ARONICA e LILLO LAURICCELLA, além dos ORTIZ. Tem ainda como procurador o Sr. TIAGO LOUREIRO;

4º.) NEVADA. Tem como sócios Alejandro Ortiz Fernandes e Johnny Ortiz. Foi depois absorvida por um grupo francês, PEFFACO, que detém cerca de 70%das cotas, ficando o resto com os ORTIZ;

5º.) BMT – Brasil Máquinas e Tecnologia Ltda. Sócios: uma subsidiária do Grupo Franco, chamada Informática Franco S.A, GIUSEPPE ARONICA, Johnny Viveiros, Manuela Jimenez Molina, gerente e outros. É importante frisar que Manuela Jimenez Molina também era Diretora Comercial da Recreativos Franco. Por sua vez, TIAGO LOUREIRO, que participava das reuniões na CONAB, é advogado da RECREATIVOS FRANCO. Outro dado interessante é que o Dr. FILINTO DE ALMEIDA TEIXEIRA aparece como representando GIUSEPPE ARONICA e este mesmo senhor também é advogado do Sr. SEGISMUNDO SECEMSKI;

6º.) NEOJUEGOS ADMINISTRAÇÃO E FOMENTOS LTDA. Com sede na Avenida Dr. Vieira de Carvalho, 172, 7 centro, São Paulo. Sócios: Alejandro Ortiz Viveiros, Alejandro Fernandes Ortiz, Giuseppe Aronica e Cláudia Isola, esposa de ALEJANDRO DE VIVEIROS ORTIZ. Obteve, furando a ‘ fila, o primeiro certificado do Brasil após a Portaria n. 23, como operadora de máquinas eletrônicas;

7º.) DIMARES DISTRIBUIDORA DE MÁQUINAS RECREATIVAS LTDA, também tem como sede a Alameda dos Arapanés, 195, Moema, São Paulo. Obteve também a representação comercial exclusiva da Recreativos Franco S.A . Sócios: Johnny de Viveiros Ortiz, Cirley Edviges Barros, Wanderléia Lopes Ferreira de Souza. Depois, GIUSEPPE ARONICA ingressou como sócio, com 25%; e também a firma INFORMÁTICA FRANCO, do Grupo FRANCO, com 50% do capital, Tinha como procurador o sr. TIAGO LOUREIRO. Passou a ter como sócio ainda o Sr. JOAQUIM FRANCO e teve a participação da Sra. Manuela Jimenez. Usava as máquinas importadas pela empresa BINGO MATIC;

8º.) STARTEC LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS

LTDA. Sócios: BMT, F.UM Empreendimentos e Participações Ltda, Johnny Ortiz, Tecnobingo Equipamentos Eletrônicos, em dezembro de 1998. E ainda o Grupo FRANCO, GIUSEPPE ARONICA e ALEJANDRO ORTIZ. Operava com 1.378 máquinas da Bingo Matic, estando as notas fiscais que provam isto anexadas, como consta na documentação anexa. O BANCOTUR foi citado várias vezes na Carta Rogatória, anexa;

9º.) INTERJUEGOS . Sócios: Alejandro Ortiz Fernandes e Johnny Ortiz. Surgiu em data posterior, talvez como artifício para desviar a atenção;

10º.) ASTRO TURISMO, empresa situada na Praça da República, 14, em São Paulo. Depois, ao tomar-se conhecida, foi transformada em BANCOTUR ou Banco Turismo e Câmbio Ltda. Esta empresa é apontada como a empresa que manipulava os recurso do grupo de LILLO, usavam o REPUBLIC BANK DE MIAMI. Tinha como sócio LILLO LAURICELLA, ALEJANDRO ORTIZ FERNANDEZ, JOHNNY VIVEIROS ORTIZ, IRACEMA ANGÉLICA DE VIVEIROS e CIRLEY EDVIGES BARROS ….

11º) “FABRICA”, empresa que, segundo a Carta Rogatória, foi financiada pela Máfia, tendo como diretores membros do Grupo Ortiz, LILLO e GIUSEPPE ARONICA;

12º) JEBRA, num paraíso fiscal da Grã-Bretanha, tendo como controlador FRANCO NARDUCCI, irmão de Filippo Narducci, companheiro de Monica Onali, que é filha de ANGELA EMMANUELA ARONICA, companheira, por sua vez, do líder desta família, FAUSTO PELLEGRINETTI;

12º) DIRECTA Serviços Aduaneiros, firma dos Ortiz, que servia para liberar as máquinas caça-níqueis no porto de Santos SP, nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos;

10º) F.UM Empreendimentos e Participações Ltda, aparece como cotista de uma das empresas do Grupo Ortiz, a STARTEC;

12º) TECNOTURFE, firma de TIAGO LOUREIRO; e,

13) R. F. INTERNACIONAL S.A . Empresa situada na “R. D. Suite, 447, Miami, Flórida, EUA”. Tudo indica que trata-se de outra subsidiária da Recreativos Franco que exportava as máquinas para a BINGO MATIC. Boa parte das importações ocorreram no início de 1998; e

14) ELLEFFE DO BRASIL HOTÉIS LTDA, empresa do grupo, com sede na Alameda do Arapanés.

Para confirmar o que foi dito acima, e consta provado com documentos anexos, vejamos também a transcrição de texto da Carta Rogatória:

“Lista das companhias utilizadas pela organização criminal direita [ dirigida] por Fausto PELLEGRINETTI, e em particular pelos sujeitos citados no ponto I., para lavar e reinvestir proveitos do tráfico internacional de drogas, como foi revelado pela relativa documentação legal e comercial interceptada, durante as investigações, no número de fax italiano ( 06) 5915686 usado por Lillo Rosario LAURICELLA ( Apenso1).

* BINGO@MATIC PRODUTOS ELETRÔNICOS LTDA.

Estabelecida na Avenida Dr. Vieira de Carvalho, 172, 7′. – São Paulo, SP devidamente registrada na JUCESP, sob n. 35.213.833 em sessão de 25.07.95 e última alteração contratual arquivada sob n. 35.213.213.026/96-0 em sessão de 07/10/96, inscrita no Cadastro de Contribuintes do Ministério da Fazenda sob o ri. 00.731.020/0001-32;

* BETATRONIC PRODUTOS ELETRÔNICOS LTDA.

Estabelecida na Avenida Dr. Vieira de Carvalho, 172, 7′. Andar – São Paulo/SP, a ser cadastrada no CGC/ MF e constituída perante a JUCESP;

* JEBR.A LIMITED, com sede em Jersey (Grã Bretanha), cujo representante é Franco NARDUCCI, cidadão italiano, nascido em Veroli (Frosinone, Itália) no dia 06.11.1943, e residente em Benalmadena Costa (Espanha).

* NEVADA DIVERSÕES COMÉRCIO IMP. EXP. LTDA.

Rua Lúcio de Miranda 509, Vila Carioca, 04225-030 São Paulo/SP, estabelecida na Rua Juréia, 716n20, São Paulo, inscrita no VGC/MF, sob arquivado na JUCESP, sob n…35.213.212.462, em sessão de 24/05/95 e alterações, sob números 148.912/95-3, 74.432/96-5 e 109.634/96-2, respectivamente, de 12/09/95 e’01/07/96.

É preciso ter presente que as investigações revelaram que a sociedade NEVADA DIVERSOES COMERCIO IMP. EXP. LTDA foi vendida no verão de 1998 com operações sucessivas aos senhores COURE e Francis PEREZ, parentes entre eles. Os dois são estranhos aos delitos pelos quais procede-se. Há dados identificativos só para o PEREZ, nascido em Argélia o dia 27 de Novembro de 1962.

Na hipótese que a Nevada tivesse sido efetivamente vendida (como indicado inclusive por um fax interceptado em 21 de Agosto de 1998) pede-se que se proceda só ao seqüestro da documentação concernente essa operação de compra e venda e da documentação relativa à gerência no período antecedente a cessão.

Aponta-se que é necessário verificar se no Banco ITAÚ de São Paulo/SP existem contas correntes e cofres registrados no nome da sociedade Nevada Diversões Imp. Exp. LTDA, do Diretor Comercial ANTUNES, ou bem das pessoas indicadas no ponto 1, e, em caso afirmativo, seqüestrá-los, adquirindo também extratos de contas desde o dia 1 de Janeiro 1997 até a data da cessão dá companhia NEVADA.

4. ASTRO TURISMO LIDA.

Avenida Vieira De Carvalho 172, 7′. andar, São Paulo/SP, Brasil Telefone: 0055 11 2238082

Esta companhia tem sido utilizada por Lillo Rosario LAURICELLA para lavar proveitos do narcotráfico e também para fazer pagamentos e transferências de dinheiro para o estrangeiro no âmbito do financiamento das atividades de gerencia das máquinas de jogo eletrônicas no Brasil, assim como emerge do fax mandado por LAURICELLA ao “Dr. ROCAFORT’ e interceptado no telefone numero 0039 (06) 5915686 no dia 07.04.1997 às 08:19 horas (Apenso 2), e também das instruções contidas na carta, firmada por Franco NARDUCCI, datada 03.06.1997 e mandada por Emilia PEITI, nascida em Nápoles em 12.09. 1954, sob instrução do marido dela, à AUSTRIA BANK AG, Am Hof 2, Viena, Áustria (Apenso 3′)

O capo PELLEGRINETI participa de quase tudo, através de GIUSEPPE ARONICA. LAURICELLA é sócio-cotista da empresa BETATRONIC, em conjunto com GIUSEPPE ARONICA. Este, por sua vez, é irmão de ANGELA EMMANUELA ARONICA, companheira do “capo” FAUSTO PELEGRINETTI.

Na empresa BINGO MATIC consta, ainda, como sócio, os ORTIZ e GIUSEPPE ARONICA.

As empresas BETATRONIC e BINGO MATIC possuem o mesmo endereço comercial: Av. Vieira de Carvalho, 172, 7′ andar, São Paulo-SP. Também a empresa ASTRO TURISMO possui este mesmo endereço. A identidade de endereços de várias firmas demonstra a unidade do grupo.

Além da organização complexa descrita acima, as máquinas da RECREATIVOS FRANCO inundaram o mercado, chegando aos rincões de Goiás, dominando praticamente todas as máquinas do Distrito Federal, controlando acima de tudo São Paulo, lançando tentáculos sobre a Bahia, etc.

As investigações empreendidas – pela Justiça italiana revelaram que as empresas “Bingo Matic”, “Betatronic” e “Nevada” têm relações estreitíssimas com o dinheiro da máfia italiana. Foram, de fato, financiadas por dinheiro oriundo do narcotráfico, conforme consta na Carta Rogatória.

Interceptações telefônicas realizadas pela polícia italiana revelaram que LAURICELLA, mafioso que se encontra preso na Itália, realizou dezenas de ligações telefônicas para os Srs. ALEJANDRO ORTIZ e FRANÇOIS e JULIEN FILLIPEDDU, para tratar de importações e custos de máquinas de jogos caça-níqueis e víInterceptações telefônicas realizadas pela polícia italiana revelaram que LAURICELLA, mafioso que se encontra preso na Itália, realizou dezenas de ligações telefônicas para os Srs. ALEJANDRO ORTIZ e FRANÇOIS e JULIEN FILLIPEDDU, para tratar de importações e custos de máquinas de jogos caça-níqueis e vídeo-poquer.

A associação entre estas empresas é comprovada pela qualificação dos componentes dos respectivos quadros societários, pela coincidência de endereços entre as empresas BINGO MATIC E BETATRONIC, pelo fato de que na contratação de serviços advocatícios pela empresa BETATRONIC, constou no contrato de honorários que a prestação de serviços ali contratada também se estendia às “empresas do grupo”, referindo-se expressamente à empresa NEVADA DIVERSÕES, além de outras.

Foi interceptado o envio de um fax (14.11.97) para LAURICELLA onde se recomendava cuidado em face da nova legislação sobre lavagem de dinheiro no Brasil, fato este que só pode ser explicado em razão das atividades de lavagem de dinheiro por ele capitaneadas através das empresas referidas.

Na Carta Rogatória consta ainda o envolvimento de IVO NOAL para auxiliar os ORTIZ. O Sr. IVO prestaria “proteção policial” aos negócios do grupo (seu contador, representante e porta-voz é Luigi Romano, cujas vinculações estão sendo apuradas pela Policia Federal).

A Startec vendeu máquinas para a Tecnoturfe Jogos Eletrônicos Ltda em março de 1997. A Bingo Matic vendeu centenas de máquinas para a Startec em fevereiro de 1999. A Startec ajuizou mandado de segurança em novembro de 1999 tentando manter o funcionamento das máquinas da BINGO MATIC. A Bingo Matic era a representante comercial no Brasil da Recreativos Franco I\ S’?

Cirley Edviges Barros era sócia-gerente da Bingo Matic. A Neojuegos, cujo procurador é Tiago Loureiro, é empresa situada na Av. Vieira de Carvalho, 172, 7′ andar, São Paulo. Tinha como sócio-gerente Alejandro Ortiz Fernandes

Em 16 de abril de 1997, Dom Jesús Franco Munhoz, representando a Recreativos Franco, firmou um contrato com “Dom Alejandro de Viveiros Ortiz”, representando este a firma Bingo Matic Produtos Eletrônicos, colocando como endereço desta firma a Av. Vieira de Carvalho, 172, 7′ andar, São Paulo, sendo que neste contrato (Doc. ) a empresa Recreativos Franco aparece como empresa dedicada à fabricação e venda de máquinas “tragamonedas”. Desta forma a Bingo Matic atuaria como distribuidora da Recreativos Franco por um ano.

O Sr. Joaquim Franco Munhoz, juntamente com os Srs. José Antônio Martinez Sampedro e Rafael Oceio Calvo, são membros da JUNTA DIRECTA, (Diretoria) da empresa International Slot Games SA- ISG. Essa empresa situa-se em Santa Fé de Bogotá, Colômbia, tendo sido constituída em 1996, com estabelecimentos dedicados a jogos de azar também na cidade de Cali, onde tem um cassino, chamado de Gran Casino Cali, em sociedade com a empresa TURESA SA. Essa empresa, através de seu representante legal, Manoel Maria del Sol Martín, diz expressamente que “esperamos contar com um volume de exportação de nossas máquinas para o Brasil e Equador”, sendo este um indício veementíssimo de ligações da empresa Recreativos Franco com os cartéis colombianos.

A empresa International Slot Games SA- ISG fornece máquinas caça-níqueis modelo Crazy Bingo para diversas empresas, incluindo a EDP, Empresa de Diversões Públicas Ltda., para a cidade de Osasco.

Na Carta Rogatória, como pedidos, constava:

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left:36.0pt;text-indent:35.45pt”>”3. Buscar as sedes societárias e legais das sociedades citadas no ponto 2. com o fim de encontrar documentos de particular interesse para as investigações (contratos., documentação contábil e administrativa, relações com os sócios) e em particular a documentação que revele as relações com os bancos (contas correntes, cofres em bancos, pessoas delegadas para operar nas contas correntes das sociedades);

* Seqüestrar as contas correntes bancárias e os cofres bancários utilizados direta ou indiretamente pela sociedades indicadas no ponto 2., que através das verificas feitas resultarão estar na disponibilidade das pessoas citadas no ponto 1, porque as fichas eletrônicas internas, instaladas pela sociedade produtora espanhola Recreativos Franco S. A., têm sido estipuladas pelos técnicos da organização criminal investigada. Parece útil evidenciar que, com o fim de evitar eventuais controles pelos órgãos governamentais competentes e das forças de polícia, as máquinas foram dotadas com um mecanismo que permite destruir à distância a ficha eletrônica contrafeita”.

Para demonstrar o que foi exposto acima, vejamos a transcrição da sinopse das investigações da Divisão de Investigações Anti-Máfia:

“SINOPSE DAS INVESTIGAÇÕES

“As investigações realizadas por este Escritório desde a segunda metade de 1996 em colaboração com o Federal Bureau of lnvestígation dos EUA e ainda em curso, permitiram de identificar e reconstruir completamente uma organização criminal muito perigosa e complexa chefiada por Fausto PELLEGRINETTI e Primo FERRARESI. Esta organização dedica-se à importação de enormes cargas de cocaína da América do Sul e também de lavar e reinvestir nos canais comerciais e financeiros internacionais os enormes proveitos do narcotráfico.

Basicamente esta complexa estrutura criminal tem dois “setores operativos” com um modelo organizacional que prevê geralmente uma setorização em razão das funções desenvolvidas pelos vários sujeitos.

Foram averiguadas as relações permanentes e freqüentes entre os sujeitos diretamente envolvidos no narcotráfico, bem como foram apuradas constantes e intensas relações entre os “profissionais” que curam os aspectos financeiros das atividades ilícitas desenvolvidas pela organização criminal.

No mesmo tempo foi possível verificar que tanto a coordenação entre os dois “setores” quanto as atividades de “direção organizacional e gerencial” têm sido de competência exclusiva do Fausto PELLEGRINETTI, que desse jeito tem garantido a homogeneidade e a funcionalidade mais completas dos vários “setores” no interesse de toda a organização criminal.

Com relação aos membros da organização que tratam mais diretamente a gerencia do narcotráfico, os numerosos sujeitos identificados estão há muito tempo associados entre eles e em particular com o chefe indiscutível deles, Fausto PELLEGRINETTI, assim como foi provado durante outros processos penais e outros inquéritos. A maioria deles foi imputada no procedimento penal n.º 4884193 R.G. estabelecido no Tribunal de Roma no âmbito da assim chamada “Operação Green Ice”, realizada em 1992 pelo Servízio Centrale Operativo della Polizia di Stato, que descobriu, em particular contra Fausto PELLEGRINETTI, provas de um tráfico de cocaína organizado juntos com os “cartéis” dos narcotraficantes colombianos.

Sempre a seguir dessas atividades de investigação e judiciária, o Fausto PELLEGRINETTI (agora foragido em Espanha) já era objeto da providência restritiva n.º 631196, emanada em 03.04.1997 pela Procuradoria Geral da República na Corte de Apelação de Roma por tráfico de estupefacientes e estendido no estrangeiro.

Também neste inquérito, foram identificadas precisas relações criminais entre numerosos sujeitos já envolvidos nos mesmos processos ou inquéritos e o mesmo “chefe”, Fausto PELLEGRINETTI, promotor e organizador da associação criminosa.

Trata-se, a título de exemplo, de sujeitos com muitos antecedentes penais, como Primo FERRARESI (agora foragido em Espanha sendo objeto da ordem de prisão reg. N.º 209315, de 21.11.1996; n.º 6007/95 R.G.N.R. e 1413/96 R.G. G.I.P. de 13.11.1996 por tráfico de estupefacientes, que em 09.09.1997 foi estendida também em campo internacional), Giuseppe D’ALESSANDRI (agora foragido em Espanha, sendo objeto de uma ordem de prisão em 06.06.1996 e 04.11.1997 do Tribunal da Revisão de Milão, cuja execução foi proporcionada com ordenança n.º 938/96 RG TRD e 23.03.1998 pelo Presidente da Seção Penal da Revisão do Tribunal de Milão, por tráfico de estupefacientes), Giuseppe COLECCHIA, Giovanni CARLONI, Alessandro PELLEGRINETTI e Renato MANGIONE.

As provas obtidas durante desta investigação permitem afirmar com absoluta certeza que, apesar do precedente inquérito, a organização criminal investigada chefiada por Fausto PELLEGRINETTI e Primo FERRARESI tem continuado a cometer outras e gravíssimas atividades de comércio clandestina de consideráveis quantidades de drogas. Como descobriram no conjunto as atividades técnicas de investigação, em particular de escuta ambientar das conversações autorizada pelo juiz, a disponibilidade atual que a organização criminal tem de capitais enormes introduzidos com técnicas financeiras sofisticadas no circuito comercial internacional (que serão ilustradas extensivamente mais adiante) resulta basicamente da cobrança de créditos, adiada no tempo, das outras organizações criminais pela entrega de relevantes cargas de drogas.

A confirma definitiva da origem ilícita do dinheiro utilizado nas transações comerciais provem de algumas conversações escutadas durante as quais Giovanni CARLONI mencionou a importação já acontecida de uma carga considerável de cocaína (900 kg) gerida pelo grupo criminal no início de 1997 e do projeto de importar uma outra quantidade enorme de droga (5.000 kg) da mesma maneira da primeira carga.

Com particular referimento à distribuição dos 900 kg de cocaína introduzida no território nacional na primeira metade de 1997, o elemento mais significativo que emergiu das investigações foi a relação muito boa que Giuseppe D’ALESSANDRI e Giovanni CARLONI têm por conta da organização com membros de dois diversos grupos criminais. O primeiro grupo é o clã da camorra napolitana dos “SENESE”, do qual os dois tinham que receber uma quantia muito grande de dinheiro que, como revelado pelas conversações escutadas, era devido como pagamento de uma precedente entrega de drogas. O outro grupo é o clã mafioso calabrês dos “BARBAROPAPALIAN” pelas mesmas razões.

Além disso, escutas telefônicas e ambientais juntas com as espreitas feitas revelaram que CARLONI e D’ALESSANDRI em 1998 venderam aos BARBARO-PAPALIA uma carga considerável de heroína, em várias prestações, destinada ao mercado calabrês da zona de Locri (Reggio Calábria). Isso foi demonstrado pelo seqüestro, em duas ocasiões diferentes, de um total aproximadamente de 8 kg de heroína.

Para demonstrar o nível criminal dos clãs com que a organização chefiada por Fausto PELLEGRINETTI tem concluído transações de droga, é significativo mencionar que a seguir a inquérito do G.O.A da Guardia di Fínanza de Roma no mês de Novembro de 1997 alguns membros do grupo criminal direto por Gennaro SENESE receberam ordens de prisão por tráfico internacional de drogas, emanadas por o G.I.P. (Juiz para as Investigações Preliminares) do Tribunal de Roma.

O nível criminal do grupo mafioso BARBARO-PAPALIA evidencia-se no fato que Domenico PAPALIA, nascido em Plati (RC) em 18.04.1945, com que Giovanni CARLONI e Giuseppe D’ALESSANDRI têm mantido relações de negócio, foi condenado definitivamente à prisão perpétua e atualmente se encontra em prisão em Roma (Rebibbia) por crimes de seqüestro de pessoa, receptação, fraude, furto agravado, roubo agravado. Por outra parte, Rocco BARBARO – ele também está em contato com os dois sujeitos citados – atualmente é foragido já que contra ele foram emanadas ordens de prisão por delitos conexos ao narcotráfico.

Durante as conversações escutadas, Giovanni CARLONI esclareceu muito bem que os fluxos de dinheiro, utilizados pelos membros do “setor” econômico encarregados dos investimentos, resultavam da cobrança de créditos originados da venda de drogas e eram de competência de toda a organização, em razão das cotas de dinheiro já investidas pelos parceiros. Investigações evidenciaram que Giovanni CARLONI, Giuseppe D’ALESSANDRI e Giuseppe COLECCHIA têm principalmente funções de cobradores do dinheiro devido ao grupo investigado pela droga vendida. Foi também descoberto que o dinheiro cobrado pelos sujeitos citados chega nas mãos de Alessandro PELLEGRINETTI, o qual, sob precisas e meticulosas instruções do irmão dele, Fausto PELLEGRINETTI, foragido na Espanha, transfere as várias somas na disponibilidade dos “profissionais” encarregados da gerência financeira, às vezes através de transações bancárias feitas também mediante terceiras pessoas, às vezes mediante entregas diretas de dinheiro à vista.

Nesse respeito, foram documentadas várias transferenciais de dinheiro à vista acontecidas diretamente entre Alessandro PELLEGRINETTI e os citados profissionais: 1 bilhão de liras italianas em favor de Lillo Rosario LAURICELLA, na sua casa de Roma, 1.300.000.000 de liras italiana em favor de Stefano RUBINI e Ernesto VITA, no escritório da sociedade C.M.P.; 950 milhões de liras italianas em favor de Luigi DE MARTINO e aproximadamente 1 bilhão de liras italianas em favor de Julien FILIPPEDDU; cerca 275 milhões de liras italianas em favor de Enzo RANCHETTI. As últimas três entregas aconteceram em zonas “neutras”, como o estacionamento na frente do hotel Holiday Inn de Roma.

O “circuito financeiro” descrito até aqui permitiu aos membros da organização encarregados dos negócios para o reinvestimento dos proveitos ilícitos do narcotráfico de dispor de enormes capitais. É necessário salientar que o conjunto das investigações realizadas, também no estrangeiro, mediante serviços de espreita e escuta ambiental das conversações e as intercepções das comunicações por fax, permitiu recolher, além das provas decisivas e indiscutíveis da venda de droga, também elementos para localizar exatamente os canais financeiros e comerciais internacionais utilizados para lavar e reinvestir esses capitais ilícitos.

Os enormes recursos disponíveis foram utilizados para aviar prósperas empresas comerciais relativas, em particular, à comercialização de metais, comprados nos países da Europa oriental e importados na Itália; de fruta exótica, comprada nos países da América central e distribuídas nos mercados, da Europa e do “Oriente Médio, e de máquinas de jogo eletrônicas compradas na Espanha e importadas e geridas principalmente no Brasil.

Durante as investigações foi apurado que para aviar estas atividades, os membros das organização têm precisado estabelecer antes uma complicada estrutura empresarial realizada mediante uma complexa rede de companhias, mesmo off-shore, de maneira que – nas intenções dos associados – fosse impossível reconduzir à organização criminal a origem dessas atividades. Essa operação complexa e custosa foi indispensável para evitar que os investigadores encontrassem provas, que todavia foram pontualmente adquiridas, em relação ao uso de capitais de origem ilícita em atividades financeiras e empresariais.

Um dos aspectos todavia que como o narcotráfico é particularmente significativo já que demonstra o enorme perigo social representado pela associação criminal investigada, refere-se à possibilidade para as empresas do “grupo”, de dispor “gratuitamente” de enorme capitais de financiamento que lhe permitiram comprar mercadorias com custos absolutamente competitivos (também em comparação com as multinacionais operantes nos mesmos setores comerciais) e de revendê-las a preços de concorrência graças a mecanismos contábeis fraudulentos.

O uso desses métodos que, como foi extensivamente apurado, têm sido aplicados “em série” a diversos setores econômicos, permitiram às empresas, interessadas conseguir resultados surpreendentemente positivos pela facilidade de penetração e posterior aquisição de grandes porções de mercado a nível internacional que, junto com o grande crescimento das atividades comerciais, deixam facilmente intuir os imensos recursos econômicos da organização, e também as potenciais capacidades de distorção dos padrões econômicos básicos depois da poluição da economia lícita, realizado mediante o “autofinanciamento”, instrumento financeiro desconhecido ou todavia não disponível para o setor empresarial tradicional.

Estas operações comerciais podem ser basicamente descritas assim. A primeira delas, pelo menos em sentido cronológico, foi administrada diretamente, mas só nos aspectos organizacionais, por Lillo Rosario LAURICELLA. Trata-se da importação, alteração das fichas eletrônicas, instalação e gerência das máquinas de jogo eletrônicas, do tipo slot machine, video poker o parecida, no início no Brasil e depois em uma zona mais ampla da América Central e do Sul e em Síria.

Para dar imediatamente alguns padrões essenciais, se pode notar que a importação dessas máquinas concerniu vários cargos de aparelhos eletrônicos, um dos quais atingiu as 5.000 unidades; nesse caso particular que foi o mais significativo para as investigações do investimento, assim como foi indicado pelos mesmos investigados em conversações escutadas com a autorização do juiz, se aproximou a cerca 16-18 bilhões de liras italianas. Isto é compreensível considerando que o custo de cada máquina – cerca 2.500 dólares EUA, foi amortizado com as receitas de apenas 4 ou 5 meses. Se pode bem compreender a entidade do volume de negócios derivante dos investimentos feitos.

Recentemente descobriu-se que algumas modificações foram feitas na estrutura das sociedades da América Central no setor das máquinas de jogo, através do acordo concluído com um grupo financeiro internacional. Esse grupo pagou para a organização criminal uma soma de cerca 20 milhões de dólares EUA para comprar o capital acionaria de algumas companhias.

Além disso, desde os primeiros meses de 1997, começou-se imediatamente a evidendiár-se o lançamento., de outras atividades comerciais a nível internacional, administrada diretamente pela dupla de expertos profissionais composta por Stefano RU81N1 e Ernesto VITA, assinaladamente a comercialização de metais e fruta exótica.

No setor dos metais os sujeitos mencionados têm operado principalmente através de uma estrutura empresarial baseada sobre duas empresas comerciais, a já terminada C.M.P. Commercio ltalia s.r.l. de Roma (agora substituída por METAL GROUP s.r.1) HOMICH HOLDING B.V., empresa de direito holandês, com sede num centro de serviços em Roterdã, Holanda, bem como através de alguns escritórios, até à gerência familiar, situados na região italiana da Emilia Romagna. Esta atividade refere-se a operações comerciais desenvolvidas no mercado internacional dos metais relativas principalmente – mas não exclusivamente – à importação dos países da Europa oriental de ferro gusa, comercializada no mercado italiano.

Mesmo as conversações escutadas relativas a estas atividades desenroladas dentro dos escritórios da C.M.P. Commercio Italia s.r.I. permitiram de atingir a certeza completa que os capitais de financiamento das transações indicadas foram colocadas a disposição por Fausto PELLEGRINETTI e pela organização criminal chefiada por ele, que lucraram proveitos consideráveis através de uma complexa operação de sonegação fiscal.

A segunda atividade comercial, gerida diretamente por Stefano RUBINI, refere-se à importação de fruta exótica originaria principalmente da área centro-americana (Santo Domingo, México, Belize, Equador) destinada para o mercado europeu e do Oriente Médio. Este comércio, lançado inicialmente pela sociedade dominicana Importazioni Esportazioni Generali C. por A., desenvolveu-se notavelmente a seguir a profícuo acordos econômicos entre Stefano RUBINI e os parceiros do Oriente Médio Bahij Fouad ANNAN e Mohamad AL MALIH, culminados no estabelecimento de uma nova sociedade denominada Euro-Arab Holding Ltd. com sede em Jersey (Grã Bretanha).

Compreendeu-se com certeza que o financiamento dessas operações comerciais não acontecia de maneira direta mediante pagamentos das cargas de mercadoria com os proveitos do tráfico de estupefacientes. Em realidade utilizava-se um mecanismo financeiro mais sofisticado, mediante o qual os capitais ilícitos eram utilizados principalmente em termos de garantias interbancárias internacionais – utilizadas para cobrir as operações comerciais feitas.

No fim de 1997, este Escritório recolheu provas claras de uma ulterior evolução do conjunto das atividades econômicas desenroladas pela organização.

Fausto PELLEGRINETTI, com o conselho profissional de Stefano RUBINI, quis dar aos seus interesses uma estrutura organizacional típica de uma holding multinacional atribuindo à HOMICH Holding B.V. o papel de empresa líder do grupo, com a tarefa de gerir todas as atividades financeiras, especialmente em termos de garantias bancárias internacionais, que foi averiguado como uma das modalidades operativas através das quais os proveitos do narcotráfico internacional foram lavados e reinvestidos.

Sucessivamente, Hornich Holding B.V. tinha a necessidade, de um lado, de um capital social para obter uma adequada qualidade no plano internacional (especialmente nas relações com algumas dos maiores bancos do mundo como Swiss Bank Corporation e ABN-AMRO Bank) e, do outro, de gerir da mesma maneira melhor possível, seja em termos de remuneração do investimento seja do ponto de vista fiscal, o patrimônio imobiliário na disponibilidade de Fausto PELLEGRINETTI. Tudo isso induziu os investigados a canalizar este patrimônio imobiliário no capital social da Homich Holding B.V., verossimilmente sob forma de participações acionarias no capital de empresas de tipo offshore, à quais foram registrados os mesmos bens imóveis.

Esta complexa operação de capitalização canalizou na Homich Holding B.V. os bens imóveis já detidos pelos associados em Espanha, que acredita-se que originam diretamente em precedentes atividades de narcotráfico. Conforme os elementos evidenciados nas investigações, além dos bens indicados, ajuntaram-se outros bens imóveis, objetos de uma volumosa atividade de investimento pelos investigados do dinheiro gerado através dos mecanismos descritos.

Esta atividade complexa envolveu também bens imóveis situados na zona sul da Córsega, mais precisamente na Ilha de Cavallo, ainda teatro de uma especulação fundiária selvagem e que já tinha levantado suspeitas graves de infiltração mafiosa.

O conjunto dos elementos das investigações descritos permitiu a reconstrução definitiva e indiscutível do jeito que o circuito comercial relativo aos estupefacientes interagiu com o resultante circuito financeiro da lavagem e reinvestimento dos proveitos do mesmo tipo de crime. Recentemente, além disso, descobriu-se que poucos meses depois os investimentos econômicos descritos geraram dividendos distribuídos entre todos os associados sob forma de salários mensais em medida proporcional ao dinheiro inicialmente empenhado por cada um.

Foram numerosas as fontes de prova encontradas contra os sujeitos investigados, todas finalizadas a consolidar a hipótese inicial de associação criminosa especializada no tráfico internacional de estupefacientes, no reinvestimento de capitais ilícitos e estavelmente organizada no tempo. Estas provas foram recolhidas e rearranjadas de maneira que reconstroem seja a estrutura associativa seja as atividades criminais desenroladas.

Em consideração à complexidade das diversas atividades de investigações que permitiram a aquisição de um número considerável de provas contra esta organização criminal – que precisam ulteriores confirmas adquiríveis exclusivamente nos países estrangeiros donde as várias operações comerciais e financeiras foram realizadas – pareceu oportuno, quando possível, anexar cada pedido com comunicações por fax interceptadas com a autorização do juiz. Esses fax dão uma confirma imediata das várias atividades, societárias, das transferenciais de capitais através do circuito bancário internacional e dos contratos comerciais concluídos pelos vários membros da organização” .

Como está bem dito na Carta Rogatória, Fausto PELLEGRINETTI e Primo FERRARESI utilizaram somas enormes – derivadas de prévias atividades de tráfico internacional de droga pelas quais já tinham sofrido condenações definitivas ou despachos de pronúncia – bem como os ulteriores proveitos enormes do reemprego das somas já investidas e da importação de cargas consideráveis de cocaína da Colômbia e da venda em Roma da mesma cocaína e heroína, envolvendo em um grupo complexo de participações por cotas CARLONI, D’ALESSANDRI (ambos muito ativamente empenhados na venda de droga em Roma por conta da associação e própria), VITA, RUBINI, LAURICELLA, COLECHIA, Giuliano PELLEGRINETTI, Alessandro PELLEGRINETTI, Renato MANGIONE; deste grupo e das suas articulações dependiam – perseguindo ativamente os fins da associação – também outras pessoas co-interessadas à lavagem e ao emprego de dinheiro de origem ilícita, bem como ao investimento mesmo na compra de estupefacientes, como:

” mulheres conviventes e de ‘toda maneira os parentes de alguns dos sujeitos citados: Angela ARONICA, Emilia PETTI, Fabiola NOVELLI, Patrizia ONALI, Elisabetta,- CORTANI e Danicla SCALAMBRA, com encargos diretos para manter as relações entre os associados, para transportar e entregar dinheiro, para assumir cargas sociais nas companhias perseguindo os fins das associações; os profissionais ou de toda maneira os sujeitos expertos em atividades comerciais e bancárias:

DE MARTINO, BERTECCO, MAIANI, TRIBUZI, NARDUCCI, NICOTRA, FRATINI, GRIMALDI, LAMBERTINI; os sujeitos ativos a respeito das oportunidades de investimentos em âmbito internacional e em particular nos países da América do sul: BONORA, ORANGES, VANNINI, LEPORE e Marva;

os oficiais públicos empregados da Administração Alfândega: VELLA e CAPORALE, ambos com um papel fundamental facilitando o ingresso clandestino e o despacho aduaneiro, bem como sendo co-interessados na compra mesmo de grandes quantidades de cocaína; depois, sempre o PELLEGRINETTI Fausto e o FERRARESI coordenaram complexas operações financeiras e comerciais em vários setores:

financeiro e imobiliário, mediante a sociedade Homich Holding, estabelecida na Holanda; mediante sociedades offshore estabelecidas nas Antilhas Holandesas; mediante numerosíssimas companhias para a gestão dos complexos imobiliários na Ilha de Cavallo em Córsega, auxiliados principalmente por RUBINI, VITA e LAURECILLA e Marva CARTER, bem como para os movimentos financeiros, por CERAGIOLI, Renato MANGIONE e TRIBUZI, por um investimento declarado de pelo menos 2 bilhões de liras italianas a respeito dos negócios da Ilha de Cavallo.

– Metais, mediante a sociedade italiana “C.M.P.” e depois mediante as sociedades “Metal Group” italiana e “Mondial Trade” da República de São Marino, auxiliados principalmente por RUBINI, VITA, FRATINI, MAIANI, BERTECCO, por um investimento declarado de pelos menos 12 bilhões de liras italianas;

Máquinas de jogo, mediante as sociedades “Nevada”, “Bingo Matic”, “Betatronic”, “Fábrica” estabelecidas no Brasil e “Jebra” estabelecida na ilha de Jersey (Grã Bretanha), auxiliados principalmente por LAURICELLA, RUBINI, VITA, Julien FILIPPEDDU, François FILIPPEDDU, Renato MAGIONE, Giovanni MANGIONE, Gaetano MANGIONE, Marcello NICOTRA e Franco NARDUCCI, por um investimento declarado de além de 8 milhões de dólares EUA e por um ulterior e sucessivo investimento de além de 18 bilhões de liras italianas;

Alimentar, mediante a sociedade “Importazioni Esportazioni C. por A.” da República Dominicana e mediante a companhia “Euro-Arab Holding”, estabelecida em Guemsey (Grã Bretanha), auxiliados principalmente por RUBINI, BERTECCO, BONORA e ORANGES;

Cassinos, mediante a sociedade “Gamblers Services International”, auxiliados por Luigi DE MARTINO, Maurizio DE MARTINO, GRIMALDI, ONALI, ARONICA e Alessandro PELLEGRINETTI;

– Os mesmos Fausto PELLEGRINETTI e Primo FERRARESI tiveram contatos diretos com os “cartéis” colombianos para a importação em Itália de várias cargas desmedidas de droga, inclusive uma carga de 900 kg chegada na Itália em Janeiro de 1997 e uma outra de 5.000 kg, para a qual estão predispondo as operações necessárias à importação e ao despacho aduaneiro, auxiliados a respeito dos capitais necessários pelo grupo de investidores supri citado e por MAIANI, VELLA e CAPORALE, os últimos dois,.com a tarefa precisa de facilitar ilicitamente as atividades de controle e despacho aduaneiro dos cofres de carga ocultadores da droga”.

Compraram na Colômbia cocaína, levando para Rimini (Itália) e República de São Marino para o despacho aduaneiro. Transportaram e detiveram com fins de cessão a terceiros 900 kg de cocaína, dos quais 400 kg eles cederam ao grupo criminal calabrês das famílias BARBARO-PAPALIA, 400 kg à organização criminal napolitana da família SENESE e 100 kg venderam diretamente em Roma, em Roma e outros lugares em Janeiro de 1997.

A Máfia italiana, de acordo com os documentos anexos ( doc. n. ), através de Alejandro Ortiz de Viveiros, organizou cinco firmas no Brasil visando locar máquinas eletrônicas caça-níqueis, para operar bingos eletrônicos. O representante de três destas firmas junto ao INDESP foi o sr. Tiago Loureiro. Este senhor participava de reuniões na CONAB que discutiram e elaboraram a portaria n. 23, tal como alterações no Decreto n. 2574/88. Da mesma forma, o sr. Antônio Carlos Portugal participava das reuniões. Este tem uma empresa cujo procurador é o Sr. Carlos Alberto Martinez de Azambuja, que também é procurador da empresa NeoJuegos, que pertence ao filho de Alejandro Ortiz. D

esta forma, pelo menos uma pessoa que representava empresas que tinham mafiosos como sócios participou da elaboração da portaria.

O Dr. Tiago Loureiro era um dos principais homens que representavam os interesses das empresas acima referidas, que têm como sócios alguns maflosos. Seu depoimento será transcrito no ponto a seguir.

As máquinas eram fabricadas, basicamente, pela RECREATIVOS FRANCO, que pode ser a empresa mencionada na Carta Rogatória como “Fabrica”, mesmo porque o mafioso FAUSTO PELLEGRINETTI usava como codinome, em conversas telefônicas, o nome FRANCO.

Eram exportadas pela R. F. INTERNACIONAL S.A, tudo indica RECREATIVOS FRANCO Internacional. Eram importadas, principalmente, pela BINGO MATIC, embora usassem também a NEVADA, a BETATRONIC, BMT e outras. Eram desembaraçadas, na alfândega de Santos, pela DIRECTA SERVIÇOS ADUANEIROS. O dinheiro para a importação tinha como um dos canais principais a ASTRO TURISMO ( hoje, BANCOTUR). Eram distribuídas pela DIMARES DISTRIBUIDORA. Eram locadas pela STARTEC LOCAÇAO. Eram administradas pela NEOJUEGOS, junto com a INTERJUEGOS.

Não contente com tudo isso, criaram o INSTITUTO DE JOGOS E LOTERIAS, que tem como sócio fundador o sr. TIAGO LOUREIRO, que também atuava como assistente jurídico. Este instituto cuidava da habilitação das máquinas, garantindo o controle das pessoas ligadas à Máfia sobre as máquinas. Abaixo, seguem os dados que comprovam isso: ‘

“PARTICIPANTES DOS LAUDOS TÉCNICOS PARA A HABILITAÇÃO DAS MÁQUINAS ELETRÕNICAS:

EM NOME DOS LABORATÓRIOS DAS UNIVERSIDADES:

PROF. CARLOS ALBERTO DE BRAGANÇA PEREIRA

PROF. JÚLIO MICHAEL STERN

PROF. JOSÉ PISSOLATO FILHO

PROF. RUY LUIZ MILIDIÚ

EM NOME DO INSTITUTO DE JOGOS E LOTERIAS LTDA., EM CUJO ENDEREÇO AS MAQUINAS ERAM RECEBIDAS PARA ANALISE TÉCNICA: PROF. CARLOS ALBERTO DE BRAGANÇA PEREIRA

PROF. JÚLIO MICHAEL STERN IPROF. JOSÉ PISSOLATO FILHO PROF. RUY LUIZ MILIDIÚ PROF. FÁBIO NAKANO

TIAGO LOUREIRO (REPRESENTANTE DOS “MAQUINEIROS”)

Para demonstrar a influência da Máfia no INDESP, basta expor uma cadeia de raciocínios que demonstram claramente a influência.

A Máfia teve influência na gestão dos caça-níqueis e na difusão dos mesmos no Brasil, sob o manto de “bingos eletrônicos”. Tem influência na representação e na locação de tais máquinas, dominando várias firmas que locam os “bingos eletrônicos” e que prestam manutenção às máquinas. Da mesma forma, teve influência, através do Sr. Alejandro Ortiz, na CPI dos Bingos. E tem influência no jogo do bicho. Pelo menos uma pessoa ligada à Máfia participou da elaboração da Portaria n. 23 e das discussões sobre a reformulação do Decreto n. 2574/98. A Máfia tem influência no Instituto Jogos e Loterias Ltda, ligado às universidades USP, UNICAMP e PUC/RJ, podendo controlar a habilitação dos modelos de máquinas e dos softwares que regem as máquinas caça-níqueis. O grupo que rege o INDESP, principalmente o Sr. Buffara, homem de confiança do Ministro Greca, é o responsável por esta situação, pela sistemática omissão diante da difusão das máquinas caça-níqueis.

O Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (INDESP) beneficiou empresas ligadas à máfia italiana com autorizações para funcionamento de bingo eletrônico. Hoje, no Brasil, existem estimativa que apontam mais de 100 mil máquinas caça-níqueis no País. Os maiores cassinos do mundo possuem de 500 a 800 máquinas caça-níqueis. No Brasil, em cada grande cidade, estão sendo abertas casas com 50 a 100 caça-níqueis. Os caça-níqueis são a base econômica dos cassinos; sua parte mais rentável, e estão sendo disseminados graças à omissão do INDESP.

Os caça-níqueis são a base econômica dos cassinos, respondendo por cerca de 80% do faturamento dos cassinos em todo o mundo, segundo especialistas da SORDEK, empresa americana especialista na montagem de cassinos e venda de equipamentos correlatos.

Além disso, conforme demonstra o Certificado de Operação de Máquinas Eletrônicas Programadas (MEP) número 001/1.999, expedido pelo INDESP em nome da empresa Neojuegos Administração e Fomento Ltda, a empresa de Alejandro Ortiz Fernandes foi a primeira a ser beneficiada pela portaria. Alejandro conseguiu o primeiro certificado à frente de outros pedidos, feitos anteriormente. A aprovação do certificado da Neojuegos não passou pela Divisão de Análise e Concessões do INDESP.

A organização chefiada por FAUSTO PELLEGRINETTI, no final de 1996 para o início de 1997, havia efetuado uma importação de 900 kg de cocaína da Colômbia. A droga foi encaminhada para outras organizações, principalmente a do clã mafioso de BARBARO PAPALIA ( 400 kg) e para o grupo de MOCCIA-MAZZA, de Afragola, ficando encarrego de distribuí-la o grupo dos SENESE.

Lauricella elaborou o que chamou de “operação São Paulo”, que seria o envio de máquinas de jogo de azar para o Brasil e a “operação Bonifácio”, que teve como base a ilha de Córsega. Os fatos ocorreram. no início de 1997, principalmente em março.

FILHA DA PUTA …O NOSSO HINO (até quando?). Resposta

Vossa Excelência
Titãs
Composição: P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados (juízes, promotores, procuradores e delegados)
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores
Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!
Filha da Puta!
Bandido!
Corrupto!
Ladrão!
Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado
Isso não prova nada!
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento
Aí então…
Faça-se a justiça!
Estamos preparando vossas acomodações, Excelência.
Filha da Puta! Bandido! Senhores! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!


Chega de corrupção institucionalizada, chega de ter vergonha dos vizinhos, vergonha dos amigos e, principalmente, vergonha dos familiares, da mulher e dos filhos.
Não vale a pena andar na contramão.
Enquanto consentirmos com a corrupção sistemática na Polícia Civil, por uns trocados, uns poucos ficarão cada vez mais ricos e poderosos.
E não se esqueça o mesmo Juiz que vendeu liminar por um milhão te julgará por ter aceitado um tostão.
Mas ele é considerado Barão, enquanto que você( polícia chineleiro)é o Ladrão.
Vale a pena arriscar a liberdade e a vida por uns míseros trocados?
E você continuará dizendo que eu sou tão corrupto quanto eles?
Pense bem e responda eu “monopolizei alguma coisa” , “alguma vez lhe disse que você não tinha direito a nada( greve, inclusive), enquanto eu me achava no direito de tudo”; e, alguma vez, te chamei de bandido, de quadrilheiro ou de polícia de merda?
Eu te obriguei a roubar ou pedir dinheiro pra mim?
Alguma vez cruzei o teu caminho para te prejudicar propositalmente?
Alguma vez me viu puxando o tapete de algum colega?
Me viu mendigando cargo junto a superiores e políticos?
Tu alguma vez me viu abaixando a cabeça ou ficando de quatro para quem quer que fosse?
Se tu acredita que o meu telhado é de vidro deverá quebrá-lo.
Eu não quero quebrar o teu, apenas quebrar o sistema que cria serpentes como eu.
A Polícia Civil é corrupta, pois aqui honestidade é exceção.
No Judiciário e no Ministério Público, ao contrário, os corruptos, ainda, são exceção.
É a grande diferença; que faz grande as nossas diferenças salariais.
Salário é o que nos interessa, a corrupção só enche a barriga(a conta bancária) de uns poucos.
E você que me acha tão corrupto quanto os outros responda: sou eu que não te aceito como encarregado por umas “bronquinhas” que dizem que você respondeu, enquanto gente que respondeu e foi condenada por concussão, etc., estão em chefias e Ciretrans?
Acordem!
Eu não estou louco; caí na real.
Não tem cabimento 30.000 funcionários se deixarem humilhar por 300; e o pior: não mais do que 300 covardes.
Todos vocês conhecem o tipo muito melhor do que eu.
Há muitas formas de se fazer política; eu estou fazendo política da maneira que me cabe fazer: revelando a verdade, nada mais do que a verdade.
E se eu sou corrupto, ainda, me cabe o direito ao arrependimento e o direito da delação premiada.
Pois, quem fala a verdade, se merecer castigo, deve ter um castigo mais brando.

O NOSSO HINO(até quando?). Resposta

Vossa Excelência
Titãs
Composição: P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados (juízes, promotores, procuradores e delegados)
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores
Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!
Filha da Puta!
Bandido!
Corrupto!
Ladrão!
Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado
Isso não prova nada!
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento
Aí então…
Faça-se a justiça!
Estamos preparando vossas acomodações, Excelência.
Filha da Puta! Bandido! Senhores! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!
Chega de corrupção institucionalizada, chega de ter vergonha dos vizinhos, vergonha dos amigos e, principalmente, vergonha dos familiares, da mulher e dos filhos.Não vale a pena andar na contramão. Enquanto consentirmos com a corrupção sistemática na Polícia Civil, por uns trocados, uns poucos ficarão cada vez mais ricos e poderosos. E não se esqueça o mesmo Juiz que vendeu liminar por um milhão te julgará por ter aceitado um tostão. Mas ele é considerado Barão, enquanto que você( polícia chineleiro)é o Ladrão. Vale a pena arriscar a liberdade e a vida por uns míseros trocados? E você continuará dizendo que eu sou tão corrupto quanto eles? Pense bem e responda eu “monopolizei alguma coisa” , “alguma vez lhe disse que você não tinha direito a nada( greve, inclusive), enquanto eu me achava no direito de tudo”; e, alguma vez, te chamei de bandido, de quadrilheiro ou de polícia de merda? Eu te obriguei a roubar ou pedir dinheiro pra mim? Alguma vez cruzei o teu caminho para te prejudicar propositalmente?
Alguma vez me viu puxando o tapete de algum colega? Me viu mendigando cargo junto a superiores e políticos? Tu alguma vez me viu abaixando a cabeça ou ficando de quatro para quem quer que fosse? Se tu acredita que o meu telhado é de vidro deverá quebrá-lo. Eu não quero quebrar o teu, apenas quebrar o sistema que cria serpentes como eu. A Polícia Civil é corrupta, pois aqui honestidade é exceção. No Judiciário e no Ministério Público, ao contrário, os corruptos, ainda, são exceção. É a grande diferença; que faz grande as nossas diferenças salariais. Salário é o que nos interessa, a corrupção só enche a barriga(a conta bancária) de uns poucos. E você que me acha tão corrupto quanto os outros responda: sou eu que não te aceito como encarregado por umas “bronquinhas” que dizem que você respondeu, enquanto gente que respondeu e foi condenada por concussão, etc., estão em chefias e Ciretrans? Acordem! Eu não estou louco; caí na real. Não tem cabimento 30.000 funcionários se deixarem humilhar por 300; e o pior: não mais do que 300 covardes. Todos vocês conhecem o tipo muito melhor do que eu. Há muitas formas de se fazer política; eu estou fazendo política da maneira que me cabe fazer: revelando a verdade, nada mais do que a verdade.E se eu sou corrupto, ainda, me cabe o direito ao arrependimento e o direito da delação premiada.Pois, quem fala a verdade, se merecer castigo, deve ter um castigo mais brando.

A POLÍCIA DE AVILÃ. Resposta

E quanto a anterior gestão do Deinter-6, além das humilhações a mim infligidas, me cabe dizer que assumiram os cargos nos tomando “por amadores” e coniventes com a criminalidade.Humilharam todos nós da Baixada…estou mentindo? Nos olhavam como se fossemos sócios do traficante NALDINHO, cuja prisão em nada diminuiu o tráfico e o consumo de drogas na baixada. E , jocosamente, referiam-se ao órgão como “República dos Investigadores”, mas o transformaram em republiqueta: a Avilã do Ravengar. Assinar ninguém assinará, entretanto a conversa era dinheiro pra campanha deste, daquele, pro Diretor daqui, para o Diretor de lá, também para o Corregedor do Detran, para o Divisionário do Detran; e por aí afora. Quem não pagou e não tinha corrida deu a vaga pra outro…não fosse o bastante monopolizaram a corrupção criando, “INFORMALMENTE” , Delegacias “especializadas”, como o GERCO e ROUBO DE CARGAS. Com a criação desses órgãos toda ocorrência de relevo era direcionada, esvaziando-se as atribuições da Delegacia Territorial. O Gerco fiscalizava postos de combustíveis, revendas de automóveis e supermercados. O resultado: corrupção. O setor de roubo de cargas não afundou na lama, apenas, em razão de ser chefiado por Delegados desta região; compromissados com a coletividade. O “apanha”( a cobrança ) de propina dos “bicheiros”, dos “maquineiros”, “bingueiros” e Ciretrans foi centralizado no Departamento. Gente muito voraz da Capital. Para piorar veio a mudança do Delegado Seccional, o atual com o apoio político local. Todavia, em relação ao critérios de escolha do investigar-chefe…os critérios são um tanto obscuros… Maiores detalhes darei aos poucos…para não prejudicar as investigações.

AS MENTIRAS DO DELEGADO DIRETOR( o princípio da presunção da inocência só respeita quando lhe interessa). Resposta

20/07/2005 – 19h50
Corregedoria afasta policiais ao achar maconha em delegacia de Cubatão
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da Folha Online

A Corregedoria da Polícia Civil afastou o delegado, três investigadores e o escrivão do 2ºDP de Cubatão (Baixada Santista) por denúncias de irregularidades. No local, foi encontrada uma porção de maconha debaixo de um sofá. A droga foi achada após um telefonema anônimo.

Segundo o delegado-titular da Deinter-6 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), Everardo Tanganelli, toda a equipe foi transferida para a delegacia seccional de Santos –os policiais irão assumir cargos em DPs diferentes.

De acordo com Tanganelli, existe a possibilidade de que a droga tenha sido colocada no local para prejudicar os policiais.

“Recebi uma ligação dizendo que havia drogas na delegacia. Achei estranho encontrarmos maconha exatamente no ponto que havia sido indicado. Mas, por causa disso, consideramos que era melhor afastar o pessoal. Agora a Corregedoria irá abrir inquérito para investigar melhor o caso”, disse.

O delegado também afirmou que todos os casos em aberto da delegacia serão reavaliados. “Iremos abrir todos os livros e analisar todos os papéis que constam no acervo no distrito.”

O CONTROLE EXTERNO É IMPRESCINDÍVEL E SÓ FORTALECERÁ A POLÍCIA Resposta

28/05/2007 – 19h38
Delegados da PF contestam controle externo de polícias

Brasília – O Ministério Público e a Polícia Federal estão em rota de colisão. A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) estuda mover ação de inconstitucionalidade contra a resolução, aprovada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM), que prevê o controle externo da atividade policial por procuradores da República. “O MP usurpou poderes do Congresso e do Judiciário para se conceder uma prerrogativa que é específica da polícia, a de investigar crimes”, criticou o delegado Sandro Avelar, presidente da associação.

Para o dirigente, o controle externo da polícia está previsto na Constituição e é um instrumento democrático, mas a medida deve vir por projeto de lei, aprovado no Congresso, não por resolução de uma corporação, nem pode servir de pretexto para que MP avance sobre o poder investigatório, típico de policiais. “A medida é arbitrária e joga uma instituição contra a outra, provocando um conflito artificial justo no momento em que as duas vinham trabalhando em harmonia”, observou.

Institucionalmente, a Polícia Federal evitou comentar o assunto, até porque a extensão da resolução não está clara. “Não vi o texto e só vou me manifestar após ter clareza sobre como o MP se propõe a exercer sua prerrogativa de controle externo”, disse o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda. Mas a medida deixou as entidades de representação dos policiais em alerta porque há uma antiga disputa entre as duas categorias sobre a quem compete o poder de investigar.

“Temo que se queira introduzir uma mordaça disfarçada para intimidar e limitar a atividade policial”, disse o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Vinício Wink. Para ele, a Constituição reserva ao MP a prerrogativa de participar da investigação e controlar a ação policial, mas não substitui procurador por policial. “O MP faz investigação seletiva, quero ver na hora de subir o morro e trocar bala com bandido”, exemplificou o dirigente.

Avelar, por sua vez, criticou também o que considera uma tentativa do MP de usurpar as funções da corregedoria da polícia. “A corregedoria da PF é séria, exemplar e não tem medo de cortar na carne”, disse o dirigente, referindo-se aos mais de 70 policiais punidos pela PF nos últimos três anos. Ele desafia outras instituições, inclusive o MP a mostrar se alguma pune seus maus agentes com tanto rigor como a PF.

O controle externo da atividade das polícias federal, civil, militar e legislativa pelo MP está prevista na Constituição, mas ainda não foi regulamentado. A decisão do CNMP estabeleceu normas para uniformizar o exercício desse controle pelos membros do MP onde já existe legislação e suprir a lacuna onde ainda não há regulamentação. O objetivo é suprir omissões, em respeito aos direitos e garantias dos cidadãos.

Conforme o MP, a Constituição impõe o controle externo a todas as funções típicas de estado, o que significaria a aplicação da fórmula jurídica, prevista no estado de direito democrático, dos freios e contrapesos, pelo qual uma instituição pondera, fiscaliza e pune os excessos da outra. O próprio MP é submetido ao controle externo do Judiciário, que por sua vez é controlado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Vannildo Mendes

A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL É MONOPÓLIO DO ESTADO;DEVENDO SER EFETIVADA PELOS DELEGADOS DE POLÍCIA, PELOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO E, NA DEPENDÊNCIA DE DISPOSIÇÃO LEGAL, ATÉ PELA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL.

D.P. , ou seja, despesas pessoais. Resposta

POLÍCIA

Corregedoria apura ligação de policiais com caça-níqueis
ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL

A Corregedoria da Polícia Civil investiga possível esquema de corrupção que envolve donos de máquinas caça-níqueis e policiais de todo o Estado. A peça-chave do caso é o advogado Jamil Chokr, 34, internado desde sexta-feira após se envolver em um acidente de carro.
Especialista na defesa dos interesses de donos de bingos e de empresas que montam e distribuem caça-níqueis no país, Chokr, segundo PMs que o socorreram na sexta, transportava R$ 38 mil em dinheiro e placas usadas nas máquinas no porta-malas de seu Vectra blindado.
À polícia, Chokr disse que perdeu o controle do carro e bateu em um ônibus, na marginal Tietê, após ter sido seguido por um motoqueiro.
Após o acidente, Chokr operou o tornozelo e está internado, sob escolta policial.
Cerca de R$ 18 mil (dos R$ 38 mil apreendidos) estavam em 31 envelopes e, neles, haviam alguns números e, na seqüência, as letras “D” e “P”, o que levou os PMs a desconfiar que poderiam ser abreviações de distrito policial ou delegacia de polícia.

Autoridades

Após a apreensão do dinheiro, de alguns bilhetes com o nome de autoridades policiais e das peças para caça-níqueis, o delegado José Antonio Ayres de Araújo, da Corregedoria, disse que as letras poderiam significar “departamento pessoal” ou “despesa pessoal.”
Ontem, Chokr prestou dois depoimentos à Corregedoria. Um sobre a tentativa de assalto e o outro, sobre o dinheiro. Mas a polícia só divulgou informações sobre o suposto assalto. Segundo a assessoria da Secretaria da Segurança Pública, a delegada Cintia Maria Quaggio, responsável por apurar o envolvimento de policiais com o caso, “não teve tempo de ler o depoimento dele”.

ESTAMOS, CADA VEZ MAIS, TODOS CORRUPTOS. Resposta

30/05/2007 – 04h01
Suposta lista de propinas provoca guerra entre polícias

São Paulo – As cúpulas das Polícias Civil e Militar de São Paulo estão em pé de guerra por causa do vazamento de notícias sobre uma suposta lista de propinas paga a distritos policiais. A polêmica esquentou ontem (29), com a reação dos militares à acusação, feita pela Polícia Civil, de que um PM admitiu ter fraudado a suposta lista. O comandante da PM, coronel Roberto Diniz, ligou logo cedo para o secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, contrariado com a divulgação do episódio pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. O chefe da Polícia Civil, Mário Jordão Toledo Leme, manteve pela manhã a versão de que a fraude era um fato grave: “Aquilo era coisa do policial (militar) envolvido na ocorrência.” (“sic”, absurdamente).

Na sexta-feira, PMs encontraram envelopes com R$ 27 mil no carro do advogado Jamil Chokr, que bateu num poste ao tentar fugir de um ladrão de motocicleta na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. Chokr é ligado a empresas de caça-níqueis. Nos envelopes e numa lista à parte, estavam relacionados números que coincidem com os de DPs da capital.

Na noite de segunda-feira, três delegados de classe especial, posto mais alto da hierarquia da Polícia Civil, procuraram a reportagem. Queriam informar sobre a “confissão” de um policial militar, que admitiu ter “fraudado a lista”. Disseram que a Corregedoria da PM tinha detido o acusado. Na verdade, ele havia sido ouvido pela Corregedoria da Polícia Civil e liberado após o depoimento. As informações são de O Estado de S.Paulo

NÃO HÁ CORRUPTOS NA POLÍCIA CIVIL…apenas ingênuos e cegos. Resposta

Pensando melhor há apenas um corrupto: Eu.
Os demais Delegados…Todos impolutamente corretos. Não há propina para os Delegados de Polícia e investigadores encarregados de distritos. Delírios de gente ressentida e invejosa, assim como eu. O policial militar fraudou as listas…ou melhor fraudou os envelopes quando apôs em cada um deles os valores respectivamente neles encontrados. Transformaram o órgão numa quase organização criminosa.Todavia, estão esquecendo de um pequeno detalhe: não somos Senadores ou Deputados. Ficaremos sem salário e sem a propina; paguem para ver…Eu aposto.

OBRIGADO. Resposta

Em virtude da honrosa remoção no interesse do serviço para a cidade de HortolândiaDeinter-9 – deixo aqui os meus sinceros agradecimentos pelas palavras de conforto proferidas pelos amigos. Quanto ao que foi dito, ou melhor escrito, não tenho motivos para arrependimentos, salvo ,como anteriormente me manifestei, a involuntária ofensa a pessoas de bem, em face da generalização; e, também, pela leitura fora do debate em que os comentários foram proferidos. Verdadeiramente o nepotismo e o fisiologismo são marcantes na Seccional de Santos, agora beirando a imoralidade. Certo que ninguém admite e quando obrigados a fornecer explicações empregam o velho chavão: “ordens superiores”. Ninguém assume o que faz. Os comentários sempre os mesmos “fulano” colaborou com a campanha do candidato “Beltrano”, este parente daquele, casado com aquela que é filha do “ex”. Outro a filha namora com ciclano; assim vai. E assim irá até que um dia toda a Polícia desmoralizada não tenha para onde ir. Apurar e corrigir não se quer. A desculpa é de que não sobraria quase ninguém na Polícia Civil, caso a Corregedoria fosse bem aparelhada humana e materialmente para exercer o controle interno do órgão. Nós não fazemos; então o Ministério Público fará. Por outro aspecto é insuportável ouvir todos os dias que bons funcionários perdem cargos de chefia pelo fato de não concordarem em “pagar pela cadeira”, ou seja, o sistema ou determinado grupo de poder mercadeja a corrupção. Assim, pelo fato de ter pago pela cadeira, cobra-se do subordinado. Parece ser este o quadro atual: “quanto mais corrupto melhor”. Roube e divida com o seu chefe; será considerado excelente profissional e tratado como dileto amigo. Para os incomodados a porta da rua. Estou incomodado e inconformado verdadeiramente, pois não prestei concurso para órgão em que os cargos são loteados conforme os interesses pessoais de determinadas pessoas. Entretanto, muito mais que incomodado, só posso ter incomodado gente que não possui vergonha na cara. Não roubei…Não matei…Não cometi agressões físicas…Nunca fui denunciado criminalmente… E NÃO MENTI . A ordem continua a mesma da ditadura militar: simplificar as coisas pela eliminação dos opositores. ( Flit, 31 de maio de 2007

PERDÃO. Resposta

Em virtude dos comentários suscitados pela suposta ofensa irrogada no site da ADPESP, gostaria de informar aos colegas que as inferências feitas não são frutos de abstrações ou alucinações do signatário. Tem como sustentação a nossa realidade… a nossa experiência diária, além de um fato aqui, uma circunstância acolá e despretensiosos comentários de colegas e funcionários. Todavia, os Srs. devem ter observado existirem Delegados que possam assumir, e muito bem, a titularidade do município do Guarujá e da Ciretran do Cubatão; esta acumulada há mais de um ano pelos titulares do Município. Não fiz referência específica ao atual titular de Cubatão, que pegou o barco andando há pouco meses. Entretanto, há Delegado de 2a. Classe como mero plantonista naquele município e Delegados de 3ª classe que, com simples remanejamento local, poderiam assumir a Ciretran, passando a receber pelo comissionamento em classe superior. Não me digam da falaciosa regra de “quem pode o mais pode o menos”, pois se assim fosse 1ªs classe e classe especial deveriam figurar nos plantões. Também, não acredito que um colega antigo, bem estruturado funcional e economicamente, pretenda economizar o dinheiro do Estado, impedindo o comissionamento de um colega mais novo e necessitado de melhores vencimentos. A fonte de todo o mal no mundo e na Polícia é a mesma: querer apenas para si. Fonte, também, de todas as invejas e de todas as nossas desgraças. Não tenho nenhum, entre as centenas que carrego, dos dois defeitos. Gostem ou não dos meus atos, concordem ou não, os colegas são conhecedores da realidade e da conduta de alguns personagens que nos cercam. Com efeito, a relação de ter mencionado o investigador-chefe do Guarujá: Sr. HUGO DE PAIVA Jr., como investigador predileto do Dr. SPAGNA LAPORTE – deveu-se por ter aceitado e depois guindado o mencionado investigador às funções de encarregado da Ciretran de Cubatão. Todavia, certa feita ingressa na minha sala, dias depois de propalar irregularidade ocorrida na Ciretran, cuja publicidade nacional por pouco não me derruba da cadeira( não derrubou por que o Dr. ALBERTO CORAZZA foi um Diretor correto e justo), “com uns uísques a mais” me dizendo: pensam que eu sou homem do Dr. Spagna, não sou… trabalhei com cinco ex-diretores da Ciretran de Santos antes dele…. O Dr. Spagna é muito esquisito….além de dar geral nas minhas gavetas procurando dinheiro, rotineiramente – pasmem – vivia dizendo que “seria muito bom se a sua esposa morresse….fosse morta a caminho do trabalho, pois lhe daria muito lucro”. Após ,ouvir estarrecido tais comentários, não demorei a desligar o Sr. HUGO PAIVA; posto ter tomado as dores do colega SPAGNA LAPORTE… não acreditando numa só palavra do que ouvira. Errei? Tais fatos relatei, apenas, aos investigadores superiores do Sr. HUGO, quando da indagação acerca dos motivos do desligamento. Errei de novo: deveria ter posto no papel e remetido cópia para a esposa do colega, inclusive. Pois, de uma só vez fiz dois inimigos: o Sr. Hugo e o Dr. Spagna, desconhecia a intimidade dos dois. Estou divulgando calúnias? O tempo ….sempre o tempo….fez-me conhecer RAVENGAR. E bom exemplo de bruxaria em desfavor da Carreira e do órgão é o fato de há mais de dois meses freqüentar o curso para promoção para classe especial – embora esteja anos luz de poder concorrer a promoção – acumulando de fato a titularidade do município do Guarujá, embora formalmente o colega de Bertioga responda pelas duas cidades. O digno e querido colega de Bertioga, no ano passado, também completou o curso superior de polícia; entretanto, imediatamente, outro colega assumiu o seu claro, fazendo “jus” ao comissionamento. Qual a razão da vacância? Será a inutilidade do cargo de Titular de Município? Acredito que não. E o lastimável incidente envolvendo o citado investigador ao matar o carcereiro comprometeu a todos nós da Polícia Civil de Santos; disso resultando escândalo público, os comentários , as inferências fundadas na nossa ordinária experiência e, principalmente, informes que nos foram transmitidos por policiais e colegas. O Investigador matar Carcereiro nos esculhambou e avacalhou perante a opinião pública. Estou errado? Outro fato: as duas vacâncias estão prejudicando inúmeros Delegados impedidos de ascender. Eu sou um deles; e muito mais experiente que o Dr. Spagna, além de mais antigo na Carreira, embora mero 2a. classe. E certas coisas na vida e na Polícia….Vou me permitir absurda comparação…Estão para a realidade tal qual o Criador…Independentes de prova. E quanto a anterior gestão do Deinter-6, além das humilhações a mim infligidas, me cabe dizer que assumiram os cargos nos tomando “por amadores” e coniventes com a criminalidade.Humilharam todos nós da Baixada…estou mentindo? Jocosamente referiam-se ao órgão como “República dos Investigadores”, mas o transformaram em republiqueta: a Avilã do Ravengar. Assinar ninguém assinará, entretanto a conversa era dinheiro pra campanha deste, daquele, pro Diretor daqui, para o Diretor de lá, também para o Corregedor do Detran, para o Divisionário do Detran; e por aí afora. Quem não pagou e não tinha corrida deu a vaga pra outro. E há quem, absurdamente, fale mal do Sr. José Maria. Mas, eu nunca paguei nada, nunca me exigiram nada. Nem aqui, nem no Detran, em lugar algum. E , da mesma forma, naquela gestão do Dr. Corazza — o qual sempre inteligentemente para não atemorizar a população evitava delírios acerca do PCC e Ciª — houve eleições para Deputado, Governador e Presidente. Eu nunca poderei provar(ou poderei), mas vocês precisam de provas? E da anterior gestão para a do Dr. Waldomiro Bueno Filho, em apenas dois dias de gancho, já percebi grande diferença: não vi corriola de “capas desocupados” segurando as paredes do 2º andar. Por último: os policiais do Dr. Mestre são e foram muito decentes comigo… POLÍCIA maiúscula. Especialmente o chefe: Sr. Gregório, a ele e aos seus as minhas desculpas , pois quando se fala genericamente se acaba ofendendo pessoas de bem. A quem eu dever perdão pedirei humildemente. Ao restante…darei restos.

por nestorspfilho em 11/02/2007 às 21:21Verdade, toda a verdade, nada mais que a VERDADE!! As exceções só confirmam a regra! Não dá para advogar o indefensável…Somos escória mesmo!! É o fim! Resposta

por robertocguerra em 21/05/2007 às 13:22A GÊNESE DO DELEGADO DE POLÍCIA COVARDE. 11/02/2007 às 18:28 por robertocguerra

A gênese do Delegado de Polícia covarde.

Entre 1964 e 1984, a ditadura destruiu a economia, institucionalizou a corrupção e fez da tortura e da execução sumária, práticas políticas. Envileceu os órgãos policiais e, principalmente, destruiu o perfil do Delegado de Polícia, até então, mais que um cargo policial: verdadeira Instituição. Não encontrando o apoio das autoridades paulistas – elite moral e intelectual, ainda que conservadora, as quais veementemente repudiaram a criminosa perseguição de cunho ideológico, enredada pelos militares e colaboradores ¬– aniquilaram a hierarquia mediante a nomeação, pura e simples, de homens descompromissados com os princípios do direito e justiça; a maioria, motivada apenas por interesses pessoais inconfessáveis; de fácil manobra e totalmente subserviente ao grupo de poder. O numero dos cargos foram se multiplicando, tornando a carreira heterogênea, caldeando-se humanistas com bestas, letrados com ignaros, vez que, após o golpe, pulularam as faculdades virtuais(cursos final de semana). O Delegado de Polícia de São Paulo, de elevado padrão moral e profissional, tornou-se um pigmeu. Aos tronos da carreira foram guindados aquilo que de pior existia noutros quadros. A elite era DOPS, órgão que além do prestígio político –, pelas atribuições administrativas acometidas: polícia de estrangeiros, emissão de passaportes, fiscalização de navios…etc;…etc, rendia outros dividendos para alguns que nele exerciam funções. Neste ponto da história policial, o Delegado se prostrou estereotipado: “bêbados truculentos” ou “filhotes da ditadura, bem nascidos, mas intelectualmente despreparados”. O Delegado de Polícia Judiciária foi banido, dando lugar ao Delegado do governo: personificado como o operacional, o polícia de rua, bom de tiro e de “porrada” . A ordem dos concursos invertida: nomeava-se na condição de Delegado de Polícia substituto, depois de dois anos, se quisesse, se submetia às provas para efetivação como 4ª. Classe, por tal expediente é fácil demonstrar as raízes da omissão que se verifica até a presente data, lembrando-se que os Delegados, em relação ao governo, foram valentes em suas reivindicações salariais apenas durante o primeiro governo estadual democraticamente eleito(Dr. Franco Montoro, ao qual subestimaram e foram escorraçados). A formação intelectual, de 1966 a 1982, praticamente foi suprimida… um entrave, vez que o bom Delegado não podia pensar. Aqueles que não contribuíram para a configuração da ideologia que o golpe aplicou, ministrando a tortura e ignorando totalmente os direitos humanos, foram perseguidos e funcionalmente postos de lado. A grande maioria, sem colocar a mão na sujeira, foi omissa: “mero subscritores de ordens de recolha”(prisões para averiguações, tolerada mediante distorcida interpretação da constituição) e dos autos e documentos produzidos pelos cartórios e pela “tiragem”. O Investigador passou a ser o dirigente da Polícia Civil, o Delegado uma figura “para inglês ver” , o órgão foi estruturalmente corrompido. Posto isto, ainda que sinteticamente, os Delegados de Polícia, mais jovens – no órgão e na carreira de 1988 até a presente data -, ainda que movidos por uma revolta contra a desvalorização funcional, realimentada pela política governamental, permanecem alheios ou indiferentes às causas determinantes do desprestígio da Carreira, muito maior neste do que em outros Estados. Neste Estado, a grande maioria dos Delegados de Polícia, especialmente os ocupantes das classes finais, ingressaram durante ou ao final da ditadura militar – tomando por tal final a promulgação da Constituição Federal de 1988 – mantendo-se naquele cercadinho intelectual, cujo imperativo “ é deixar como está, a Polícia é assim, não é por aí, bom cabrito não berra”, “vivendo cada um para si e Deus contra todos”. O ranço ainda está na Carreira e, ainda, muito poderoso. O conserto virá apenas do nosso concerto.Roberto Conde Guerra.

por alfredohabis em 22/02/2007 às 11:48caro joão c rodrigues voce tem toda a razão bons tempos onde o delegado de policia quando presente em um evento social , os presentes apontavam dizendo”olha lá é autoridade policial ” consideravam-nos verdadeiros herois, hoje nos apontam e dizem olha é delegado deve ser um put.a truta, ladrão, coitados ganham uma merd.a,

por joaocrodrigues em 22/02/2007 às 00:10ementa …. quando se exigia……..”

por joaocrodrigues em 22/02/2007 às 00:09Não me equiparo a lixo, mas, me reporto aos tempos da escravidão, quanto se exigia do trabalhador o trabalho e como paga lhes davam as sobras da cozinha dos senhores feudais, fazendeiros, coronéis, etc., salvo engano, é o que vem acontecendo conosco, pois, nossos vencimentos me parece restos e insuficientes para uma vida digna para a de uma Autoridade representante do Estado em seu local de exercício. Como se identificar perante a sociedade como Delegado de Polícia Paulista? Se assim procedermos logo virá o menosprezo, o descaso e te tiram da roda, vc fica sem voz. Por outro lado até o bandido olha pra Autoridade Policial e diz não me encara não, sem pressão e etc., total desrespeito ao princípio da Autoridade. È a isso que nos reduziram e sistematicamente sim.

por paulomgrecco em 19/02/2007 às 17:28 Verdadeiro, claro, conciso: dispensa comentários a colocação brilhante do Dr. Roberto C. Gerra. Alguém vai contestar?

por emanuellopes em 13/02/2007 às 15:47Comcordo em gênero, número e grau com o colega Roberto Guerra. A corrupção é institucionalizada na Polícia, por isso não há esperança de que haja uma correção das distorções salarias através de um movimento vindo de cima. Para mim, nossa única esperança é lutarmos através da representação de classe. De outra forma, como conseguiremos nos fazer ouvir, senão pela união organizada ?

por carlospugliesi em 13/02/2007 às 01:08Concordo pelnamente com os comentários dos colegas Roberto Guerra e Décio Silva. Até quando vamos aguentar essa situacão…….

por valcirpjunior em 12/02/2007 às 23:55 Mais uma vez o colega Décio tem razão, a greve é a única saída, a meu ver, todavia, nós e alguns poucos pensamos dessa maneira, assim, fica difícil.

por deciobsilva em 12/02/2007 às 22:50Presado colega Eduardo, leia o qu escri no dia 12 as 0026 hs, parte do que o nobre colega Roberto Guerra muito bem colocou em discussão, não é inteiramente verdade, pois se assim fosse, as demais categorias, inclusive Polícia Federal, Exército, Marinha, Aeronautica, e Pm estariam no mesmo barco que nós, porém isso não aconteceu. Estamos dessa forma por culpa exclusivamente nossa, pela nossa covardia de não querer fazer uma GREVE. É só isso. A Polícia Federal entrará em GREVE GERAL a partir da próxima quinta-feira dia 15, ou seja, depois de amanhã. Essa é a grande verdade parceiro.

“SALÁRIO É O QUE INTERESSA”®

por eduardo-ferreira em 12/02/2007 às 22:08EM VERDADE, TODOS NÓS, INDISTINTAMENTE, SOMOS VÍTIMAS DE UMA FIGURA ESTIGMATIZADA, QUE SE AINDA INSISTE EM EXISTIR, COM CERTEZA SERÁ EXTIRPADA DE NOSSO MEIO. SOFREMOS NA PELE OS DESMANDOS DE NOSSOS ANTECESSORES DA ÉPOCA DA DITADURA E DA NOMEAÇÃO DESENFREADA. DIAS MELHORES VIRÃO.

por geraldoortega em 12/02/2007 às 17:11É chegada a hora de dizermos BASTA!!!!

por valcirpjunior em 12/02/2007 às 17:09 Vamos à luta, chega de covardia, pelo amor de Deus, não aguento mais humilhação, estudei muito e, com certeza, não foi para passar por isso. Caros colegas, agora que conseguimos o mínimo para a Assembleia, vamos mostrar nossa indgnação e cobrar da ADPESP mais atitude, senão façamos nós próprios, GREVE JÁ!!!!!!!!!!!!!!

por lucianohcintra em 12/02/2007 às 13:59direitos não são conquistados por bons cabritos. Direitos são conquistados com luta e não há vontade de lutar entre nós.. Somos honrados, temos dignidade mas não podemos ficar calados diante de quadro atual. Nao acredito que sem luta, sem união, sem barulho sequer seremos reconhecidos como carreira juridica. Estamos sozinhos e divididos. Pior nos divididos e nos digladiamos mendigando migalhas debaixo da mesa do Governo. A constatação é que grande parte da responsabilidade decorre da propria classe. Precisamos fazer algo que mude o rumo da tragédia que se tornou a carreira de Delegado de Polícia do Estado de São Paulo. A culpa não é do Covas, nem do Alckmin, nem do Serra e muito menos de que o suceder. A culpa é nossa, absolutamente nossa. Eles estão cumprindo o papel deles de chefes do Executivo. Churumelas e oficios não os sensibilizarão. Onde esta a força do Delegado de Polícia? Só aparece na hora de autuar em flagrante o individuo marginalizado que furta, rouba ou trafica? Onde está a força do Delegado quando precisa reinvindicar direitos legítimos? Pensem… e como diz o Decio: SALARIO É O QUE INTERESSA!!!!

por deciobsilva em 12/02/2007 às 00:46DESCULPEM-ME, ESQUECI DE FALAR AOS COLEGA NESTOR FILHO E LUCIANO CINTRA, NÃO SOMOS ESCORIAS E MUITO MENOS LIXO COLEGAS, TEMOS MUITA DIGNIDADE E VAMOS MOSTAR ISSO A TODOS (governo e povo), QUE DELEGADO DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO PERTENCE A MAIS ALTA CASTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA. SABE POR QUE? PORQUE SOMOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO, SOMOS HOMENS , E ACIMA DE TUDO, TEMOS DIGNIDADE. SÓ NÓS PARA SUPORTAR ATÉ AGORA O QUE NÓS SUPORTAMOS, OU SEJA: FOMOS TESTATOS, E PASSAMOS NO TESTE.

“DIGNIDADE É O QUE INTERESSA” “SALÁRIO É O QUE INTERESSA” “NOIS É BOBO” (isso é plágio)®

por deciobsilva em 12/02/2007 às 00:26O PIOR DE TUDO, É QUE O COLEGA ROBERTO TEM PARTE DE RAZÃO; MARIO COVAS TINHA UMA MÁGOA MUITO GRANDE DA POLÍCIA CIVIL(declarado por ele), E POR CONSEGUINTE O SEU PREDECESSOR GERALDO ALKIMIN, (ídem na mesma data). E JOSÉ SERRA? ATÉ QUANDO ISSO VAI DURAR? É REVANCHISMO PURO; QUE ABALARAM TODAS NOSSAS ESTRURAS. MAS, SOMOS MAIS FORTE QUE ISSO TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO NA NOSSA CARREIRA, POIS SOMOS OS HERÓIS DE TODOS OS DIAS. ATÉ OS COLEGAS ESTÃO COM MEDO DE EXPOR AS SUAS OPINIÕES AQUI, COMO SE TODOS FOSSEMOS CULPADOS DO QUE ACONTECEU OUTRORA, TODAVIA OS FEDERAIS, EXÉRCITO, MARINHA E AERONAUTICA AGIRAM DA MESMA FORMA, POIS TODOS ESTAVAM IMBUIDOS NO INTUITO, (regime militar). A GRANDE VERDADE É QUE OS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO, SÃO UNS PERFEITOS “GIGANTES ADORMECIDOS”, E NÃO SABEM OU NÃO QUEREM REINVIDICAR O QUE LHES É DE DIRETO”. POR QUE ISSO NÃO ACONTECEU EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO? TANTO É QUE A PM, POLICIA FEDERAL E TANTOS OUTROS, GANHAM MUITO MAIS QUE NÓS, E VIVENCIARAM A MESMA ÉPOCA, E AGIRAM DA MESMA FORMA. POR QUE NÃO ACONTECEU ISSO COM ELES? SIMPLES: ELES NÃO SÃO SUBJULGADOS POR SEUS “DEUSES”. LÁ EXISTE UMA COOPERAÇÃO, (até mesmo o mais insensato sabe, que sem união não há força), (SIMPLESMENTE NÃO HÁ “DEUS”). NÃO ADIANTA SOMENTE CULPAR O SISTEMA. É POR SIMPLES FALTA DE ESTÍMULO, ATOLADOS DE SERVIÇO, QUE NÃO SE TEM TEMPO NEM PARA PENSAR NO ESTÁ FAZENDO COM ELE MESMO. TEMOS CASO DE UM COLEGA NOSSO, QUE ESTÁ DOENTE, ACUMULANDO VÁRIAS FUNÇÕES, E QUE NÃO QUE ENTRAR EM LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE, PARA NÃO PREJUDICAR OS COLEGAS. AS FAVAS (o sistema), O “GOVERNO TEM QUE DAR ESTRUTURA”. PASSAR CANEQUINHA? O QUE É ISSO? ONDE ESTAMOS? ACORDEM… É “TIRAS” , ESCRIVÃES, CARCEREIROS, INQUÉRITOS, VÍTIMAS, INDICIADOS, “GANÇOS” (esse não está na lista, mas faz parte do sistema, “coitado”, e sem remuneração), ME DÁ VONTADE CHORAR, POIS TODOS ELES SÃO PARTE DO PROBLEMA. NÃO ADIANTA MAIS “TAMPAR O SOL COM PENEIRA”. TODOS NÓS PRECISAMOS DE PSICÓLOGOS, PORQUE A PRESSÃO É MUITA, E A RESPONSABILIDADE DEMASIADA. VAMOS PARAR, E PENSAR O QUE ESTAMOS FAZENDO DE CONCRETO PARA NOS BENIFICIAR. NÓS ESTAMOS ERRADOS, NÓS ENTRAMOS NO SISTEMA, AGORA ELES VÃO TER QUE ENTRAR NO NOSSO SISTEMA. (é o que acontece no Brasil inteiro). O ESTADO DE SÃO PAULO PRECISA FAZER PARTE DO BRASIL. A FINAL DE CONTAS É O QUE MAIS ARRECADA, E O QUE MENOS PAGA.

“SALÁRIO É O QUE INTERESSA”

por nestorspfilho em 11/02/2007 às 21:21Verdade, toda a verdade, nada mais que a VERDADE!! As exceções só confirmam a regra! Não dá para advogar o indefensável…Somos escória mesmo!! É o fim!

por lucianohcintra em 11/02/2007 às 19:53Tá explicado por que a carreira de Delegado está um lixo e nossos salários uma vergonha…

por robertocguerra em 21/05/2007 às 13:03por *rodrigooamonteiro* em 12/03/2007 às 12:27Concordo com os comentários do colega Roberto Guerra. Enquanto alguns reclamam de salário, outros, que infelizmente acabam ocupando cargos de comando, não vivem de holerite, logo preferem lutar pela cadeira do que lutar pela carreira. O dinheiro fácil e não oficial faz com que não se aposentem, permanecendo anos na classe especial ou 1ª, mesmo já com tempo e idade para se aposentarem, tudo para garantir a “mesada”. Os que estão abaixo ficam com as promoções engessadas e acaba não ocorrendo uma oxigenação na mentalidade da polícia civil. Também os que que não possuem interreses financeiros, tão logo completam o tempo necessário se aposentam e com o círculo vicioso formado acaba sobrando muito tranqueira para poucas vagas de classe especial e 1ª. Existem ótimos delegados nos cargos de comando, mas infelizmente acabam sendo minoria. Parbéns Roberto pelos seus comentários, e como você já falou em outra oportunidade, como é cruel tirar férias sem dinheiro!

por *robertocguerra* em 11/03/2007 às 17:56E tal fraqueza diante de autoridades externas é fruto da falta de compromisso com a Carreira, apenas com a cadeira que lhe confere os benefícios ilícitos. Pelos vencimentos seriam todos plantonistas, não se matariam pelos cargos elevados. O Governo sabe e os agradece.

por *robertocguerra* em 11/03/2007 às 17:48Os policiais do DF e da PF, não contam com a folha de pagamento paralela tal qual neste Estado, aquela do 15º e 30º dia útil. Só não vê quem não quer. Nós seremos valorizados se e quando eliminarmos tal prática. A corrupção é que nos mantém subvalorizados, o resto é papo furado. Se é para sofrer enquanto gente inescrupulosa enriqueçe ilicitamente, melhor que o MP presida inquéritos, que Oficial PM lavre flagrantes , soldados elaborem TCs. Colegas Diretores e Seccionais são muito valentes quando se trata de prejudicar um subalterno, alguns beirando a grosseria , violência moral e, por pouco física. Todavia, diante de um Juiz de um Promotor, até mesmo de um político, se revelam efeminados, tal as mesuras e delicadezas com as quais os distinguem.

por *luizcorreia* em 11/03/2007 às 17:10Vejam o que pensam e como agem os policiais do Distrito Federal (matéria publicada no clipping da PF http://www.dpf.gov.br/DCS/clipping/2007/Janeiro/27-01-2007NAC.htm):

Os policiais querem evitar que o governo faça como em 2006, quando o aumento só foi liberado no início de julho, por meio de medida provisória. Os servidores ficaram descontentes com a demora, já que os recursos do Fundo Constitucional estavam garantidos no Orçamento da União desde o início de 2006. O governo Federal queria fechar um acordo com a Polícia Federal para liberar os reajustes de uma só vez, mas no DF o argumento não colou. Entre paralisações, operação-padrão e operação-tartaruga, o trabalho dos policiais civis no DF ficou prejudicado por 37 dias. Nesse período ficaram suspensos os registros de ocorrências de menor potencial ofensivo, liberação de visitas a presos e algumas investigações policiais. ?A greve se deu em função da morosidade com a qual o governo tratou a categoria. Tínhamos dinheiro em caixa, mas por questões burocráticas não liberava?, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), Wellington Sousa. ?Neste ano não mediremos esforços para garantir o reajuste o mais rápido possível. Se percebermos má vontade usaremos de todos os artifícios?, ameaça, sinalizando com a possibilidade de greves.

Negociação Antes de ser aprovado, o reajuste tem um trâmite longo. Precisa ser negociado com o Governo do DF e encaminhado ao governo Federal, que precisa aprová-lo. Fechado um acordo no executivo, ele precisa ainda da ratificação do Congresso Nacional para ter validade. As categorias reivindicam um aumento médio de 14,1%, taxa de crescimento dos recursos transferidos ao Fundo Constitucional. A União vai repassar para o GDF R$ 6 bilhões este ano, valor que deverá ser suficiente para ajudar a custear a segurança pública da capital Federal. Só a folha de pagamentos, no entanto, vai crescer menos, segundo números do Ministério do Planejamento. Para este fim, o governo Federal pretende liberar R$ 5,5 bilhões, 11% a mais que em 2006.

A Polícia Civil quer um reajuste linear de 14,1%. Mas não descarta pedir mais. ?Se a Polícia Federal tiver um percentual maior vamos brigar por mais também?, afirma Sousa. No ano passado as duas categorias tiveram o mesmo índice, de 32%. Atualmente o salário inicial dos agentes civis é de R$ 6,1 mil e dos delegados e peritos, R$ 10 mil. São seis mil policiais ativos no DF. Já a PM e os bombeiros querem aumentos diferenciados dento da categoria. A idéia é dar reajustes maiores para quem ganha menos. No ano passado os índices foram de 17% a 32%, respectivamente, e o salário inicial de PMs e bombeiros chegou a R$ 3,1 mil. Dentro da categoria, no entanto, ainda não há um consenso. ?Vamos agilizar para que o GDF encaminhe até março a proposta?, afirma o deputado distrital Cabo Patrício, representante da PM e dos bombeiros.

por *robertocguerra* em 08/03/2007 às 22:51Errata: 250.000 aproximadamente, contra 598.397 mortes no Brasil, contando-se 366.101 mortes por arma de fogo no Brasil de 1980 a 1999.

por *robertocguerra* em 08/03/2007 às 20:56Em tempo: eu não sou de direita, tenho desprezo por quem defende a ditadura, mas como canta Caetano: “americanos são os velhos homens deste mundo”, idênticos entre todas as raças, países , religiões e ideologias políticas”. Espero que o nosso Governador não seja um “americano” nascido no brasil.

por *robertocguerra* em 08/03/2007 às 20:48Complementando as considerações do colega DÉCIO acerca do Exmº Governador, as esquerdas brasileiras também não comentam os homicídios que praticaram contra “soldadinhos” desarmados, oficiais desarmados, até de um Delegado desarmado curtindo o carnaval na Guanabara. Hipocrisia e covardia foram isonomicamente distribuídas pela natureza criadora.

por *robertocguerra* em 08/03/2007 às 20:39Defendeu os policiais apenas para não se queimar com os correligionários; também pelo fato de o relatório vir dos USA, país que muitos veneram para estudo, turismo e mandar uma graninha. Entretando de 1980 até o presente lá morreram por armas de fogo cerca de 25000 pessoas, no Brasil 550000. Defender os policiais será concedendo-lhes aumento, no mínimo, na ordem de 100 %(cem e não sem) . O resto é empulhação.

por *robertocguerra* em 08/03/2007 às 12:55Alan: o seu superior, pelo perfil da maioria, não lhe abonará nenhuma falta, salvo apresentação de atestado médico e certamente providenciará para que o Dr. perda a contagem de um dia ou mais de trabalho. Como a maioria ele se preocupa em não perder a cadeira, pois dependendo da região perderá as razoáveis propinas recebidas de organizações criminosas, que desde a década de 80 suplementam os vencimentos policiais, e financiam a compra e manutenção de materiais e instalações, inclusive . Falo e provo. Só não dou nome aos bois – talvez dos tubarões – pois a maioria dos bois sucumbiu ao sistema e as vicissitudes pessoais, circunstâncias que não legitima a corrupção, apenas demonstra a nossa fragilidade.

por *alanlopes* em 08/03/2007 às 12:38Colegas, Greve ou operação tartaruga somente com união, fomentada por um líder e este processo está ainda latente. Mas apenas a título de curiosidade, todos enquanto funcionários públicos temos direito anualmente a 6 faltas abonadas:”art. 110 § 1º – As faltas ao serviço, até o máximo de 6 (seis) por ano, não excedendo a uma por mês, em razão de moléstia ou outro motivo relevante, poderão ser abonadas pelo superior imediato, a requerimento do funcionário no primeiro dia útil subseqüente ao da falta. –

www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/Estatuto do funcionarios%0publicos.pdf

P.S – Em uma manifestação de advertência, caso unidos, poderíamos até utilizar este expediente, logicamente que na dependência do superior imediato.

por *robertocguerra* em 08/03/2007 às 12:17Colega PAULO: nos DEINTER não há serviços de remoção de cadáveres efetivado por funcionários públicos, especialmente policiais. Os serviços são efetivados pelas “máfias” das funerárias privadas, de propriedade de “IRMANDADES”. Não conte com eles, muito menos com os legistas…muito bem remunerados pelo “bico de pequena carga horária”. Bando de patifes a grande maioria, preguiçosos e irresponsáveis.

por *paulomgrecco* em 08/03/2007 às 07:19 Senhores, uma greve na Polícia Civil, incluindo o IML com os funcionários do “rabecão” é o que precisamos. Será que o Estado agüenta um dia? Associado a isso senhores, a nossa Adpesp, o nosso Sindpesp tem que fazer contato com os senhores Peritos, que são em pequeno número, como nós e que pertencem a um outro concurso, a uma outra carreira : estão cegos, estão se deixando enganar por mais de 20.000 oficiais, que pertencem a um outro órgão, que têm vantagens próprias (várias que não temos), que querem nos aglutinar nesses mihares, ficando todos iguais. Vivem como carrapatos, grudados. Ora, que façam direito, mais que isso, que passem num concurso como nosso, é público, basta passar.

por *joserplazio* em 08/03/2007 às 04:54ELEIÇÕES NA ADPESP – NOVA CHAPA – DESDE JÁ

por *deciobsilva* em 07/03/2007 às 18:54O relatório anual sobre direitos humanos, divulgado na terça-feira pelo Departamento de Estado americano, com duras críticas à política se segurança pública praticada no Brasil, foi considerado “estranho” pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

“Achei estranho que ele não menciona o assassinato de policiais. É curioso isso. Eu gostaria também de ver o relatório do Departamento de Estado (dos EUA) sobre Guantánamo (base naval dos EUA que abriga prisioneiros – a maioria iraquianos e afegãos -, acusada por entidades de direitos humanos de utilizar tortura e métodos cruéis com os detentos). Vocês não acham justo também?”, disse ele, no início da tarde desta quarta-feira, após lançamento do novo programa paulista de Saúde da Mulher.

O relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos diz que a violação aos direitos humanos no Brasil segue impune e cita, como um dos exemplos, a ação adotada pelo governo do Estado de São Paulo durante os ataques do PCC. O texto diz que a retaliação policial (por ocasião dos ataques do PCC) foi uma das principais responsáveis pelo aumento do número da morte de civis no primeiro semestre de 2006, em comparação com o mesmo período de 2005.

Serra evitou comentar especificamente as ações da polícia contra o PCC, ocorridas na gestão do ex-governador Cláudio Lembo (PFL), mas destacou: “Houve punições para os excessos policiais e vamos continuar nessa batalha permanente.”

PELO MENOS O GOVERNADOR DEFENDEU OS POLICIAIS.

“SALÁRIO É O QUE INTERESSA”

por *robertocguerra* em 07/03/2007 às 18:21Talvez você tenha lido aquilo que denominei GÊNESE…,lá não foi dito que após o desmonte dos aparelhos de repressão e, também, da morte do doutor Sérgio Fleury, quando Diretor do Deic, muitos dos seus fieis escudeiros ficaram órfãos – boa parte tiras opitantes da guarda civil – como ele guindados ao cargo de Delegado de Polícia. Tais pessoas com maestria dominavam táticas de assalto e não demorou para que aplicassem seus conhecimentos executando ?extorsões mediante seqüestro?. Um deles abalou a carreira no início dos anos oitenta, em que pese a própria polícia civil ter capturado o famigerado Dr. GUGU. Pois bem, não fosse bastante, no governo Quércia seus colegas lotados no GAS, em face dos supostos conhecimentos do encarcerado, o retiraram do presídio para ajudá-los na investigação de um seqüestro de grande repercussão. Desviando os objetivos, ainda mais, foram extorquir um contrabandista de Marília. Acabaram todos na Cadeia e desmoralizaram o Diretor do Departamento, homem íntegro que nada sabia acerca dos desvios do Delegado subordinado. A população, com razão, soltou a lenha nos Delegados. Depois outro determina o seqüestro e execução de um empresário. Em seguida mais um, de Santos, é preso com ?ganso? seqüestrando um empresário no ABC. Assim, sucessiva e rotineiramente, Delegados foram para a Cadeia- ainda que pela atividade do doutor Guilherme Santana, Diretor da Corregedoria – maculando, ainda mais, o nosso prestígio. E quando não era ladrão…,era peladão…depois pistoleiras travestidas de Delegadas. Até Dr. CACARECO, sem diploma, foi para a cadeia: trabalhando nos Jardins, este a esposa seria funcionária do Tribunal de Contas. Qual dos Peculatários que então ocupavam a Delegacia Geral iria negar tal pedido…nenhum. E qual desses peculatários reivindicaria quaisquer melhorias para a classe…também nenhum. Por último fomos golpeados com a prisão do presidente da ADPESP, neste caso o vexame só não foi maior por ser ele filho de Desembargador, pois se fosse filho de um Delegado… Ainda é cedo para eu escrever memórias ? entretanto acho que escreveria um tratado sobre a Carreira, especialmente quando eu me dedicar a transcrever as coisas positivas.

por *alanlopes* em 07/03/2007 às 16:49Prezado RoberoCGuerra,

Você já refletiu sobre a possibilidade de escrever um livro de memórias ? Colegas, este homem é um depositário do “mundo real” que todos vivemos.

por *robertocguerra* em 07/03/2007 às 16:21AILTON: Até o ano de 1989 o exercício do cargo de Delegado de Polícia era o título de maior peso nos concursos da Magistratura e Ministério Público, as três mais importantes carreiras deste Estado. Por conta das disputas com os Oficiais da PM, os membros daquelas carreiras suprimiram a referida distinção ao nosso cargo. Pode conferir nos antigos estatutos e regulamentos. Entretanto, colega, depois de a cúpula ter” fornado” tantos Delegados e os escândalos acabarem surgindo aqui e ali, a Vaca foi pro brejo.

por *robertocguerra* em 07/03/2007 às 16:10Cabendo lembrar com quem alguns dos atuais Promotores aprenderam a causar danos à imagem de desafetos; “um belo dia prendeu-se um jovem advogado, de banca bem instalada me parece que na av. Paulista. O referido era traficante de peso, ostentando em seu escritório a fotografia da formatura abraçado pela Dr. ADA PELEGRINI GRINOVER, paraninfa da turma do advogado. Manchetes Policiais; AFILHADO DA ……….PRESO POR TRÁFICO DE DROGAS, o resto dá para imaginar. A Dra. ADA mal conhecia o formando, gerando grande mal estar na Procuradoria do Estado e na comunidade acadêmica.

por *robertocguerra* em 07/03/2007 às 16:00ENTRETANTO – por respeito à verdade – O Governador Dr. Franco Montoro reconheceu expressamente a cargo de Delegado de Polícia como carreira jurídica, tanto que editou lei conferindo aos Delegados a contagem para todos os fins do efetivo exercício da advocacia. A lei , ainda, vige basta conferir. Também, durante o seu governo, alguns conselheiros foram eleitos pela classe, entre os quais um dos maiores, se não for o maior, Delegado da nossa história: o Doutor MAURÍCIO HENRIQUE GUIMARÃES PEREIRA, o único que prestou contas da sua gestão. Dele a máxima: TODO O PODER PARA AS EQUIPES. Tudo seria melhor não fosse as disputas internas no PMDB, protagonizadas pelo grupo quercista, e as mazelas entre os cardeais, especialmente as perseguições do novo grupo em desfavor do grupo de poder anterior. Além de afrontas ao Dr, Muylaert, Procurador do Estado, que respondeu pelas secretarias da justiça e, também, segurança.

por *robertocguerra* em 07/03/2007 às 15:38Do atual Diretor do DEIC, conhecia o pai dele aqui de São Vicente, onde tinha ou tem uma mansão sobre as aguas na Ilha Porchat. Era um Senhor muito bacana que que não via com muita alegria o fato de os dois filhos ingressarem na Polícia. De dinheiro esse não necessita e pela frota que a família talvez ainda tenha de caminhões de transporte, certamente vai dar muito trabalho para os ladrões de carga. Levou gente boa para o DEIC, dando uma limpada, espero que consiga se manter e realizar um excelente trabalho. É claro que tem que afirmar, em público, umas balelas acerca da motivação, etc., etc, principalmente dando entrevista para o tal HILKIAS sei lá do que, o ex-inimigo dos Delegados. Todavia, o que nos motiva é a grana. Soldado quando não tem bom soldo pratica pilhagem, não demorando em se transformar em mercenário.

por *ailtoncanato* em 07/03/2007 às 11:59Corrigindo: Onde se lê alto estima leia-se auto-estima!

por *ailtoncanato* em 07/03/2007 às 11:57Parabéns colega Roberto Guerra: Muitos podem achar que seu texto, com fatos que eu desconhecia sobre o governo Montoro, caracteriza verdadeiro apocalipse. Contudo, não vejo outra saída a não ser pela imposição da realidade. O presidente da ADPESP, juntamente com o nosso DGP, estão participando de reuniões pelo estado. Alguns colegas que tiveram contato com o presidente da ADPESP em São José do Rio Preto ficaram decepcionados, pois somente ouviram dele o termo ?paciência?. Pois eu digo: paciência coisa nenhuma. Precisamos de atitude urgente, até mesmo para resgatar nossa alto estima pela profissão. Vejo o Delegado do DEIC, aquele que aparece todos os dias na TV, dizendo que : ?a polícia civil está aí para dar pronta resposta a criminalidade?. Balela! Idiotice! Policiais estão a cada dia mais desmotivado, a não ser os que trabalham no DEIC, DENARC… Talvez o salário nesses lugares seja diferente dos nossos. A população merece mais. Policiais do interior dão suas vidas, até mesmo pessoal, para manter o nome da Polícia Civil do Estado de São Paulo com a valorização que merece. Por tudo isso meu nobre colega eu o parabenizo

por robertocguerra em 21/05/2007 às 11:49E 1530 é o jargão policial para o pagamento quinzenal de propinas: dia 15 e 30. Pelo menos nesta região. Aos que se sentiram ofendidos adotem as providencias sem fazer terrorismo covarde. Possui autoria determinada, não se trata de denúnica anônima. E não contém mentiras. Nada que o signatário não possa demonstrar.

por robertocguerra em 21/05/2007 às 11:39Também, irregular, até a presente data não se providenciar a nomeação de Delegado Titular para o Município do Guarujá. O comentário geral é no sentido de que na vacância esteja alguém se locuplentando ilicitamente. Quando da prisão em flalgrante do Investigador – chefe , tais comentários foram ainda mais suscitados. De qualquer forma o Dr. Spagna Laporte não poderia freqüentar o Curso para classe especial e exercer as atribuições da Titularidade.

por robertocguerra em 21/05/2007 às 11:33A Ciretran de Cubatão, há mais de um ano, não conta com Diretor. É uma Unidade de 2a. classe dirigida pelo Delegado Titular do Município , autoridade de 1a. classe. Enquanto Delegado de Polícia de 2a. classe, naquele mesmo local, exerce funções de mero plantonista. Existindo 3as classes que poderiam assumir a Ciretran e receber pelo comissionamento em 2a. Assim, acho abominável a acumulação lá feita em prejuízo de colegas de classes inferiores.

por robertocguerra em 21/05/2007 às 11:26Também aos péssimos colegas que sem mostrar a cara prejudicam os demais, posto dotados da habilidade de manipular os informes levados aos superiores . Quanto a Seccional de Santos afirmo e posso demonstrar a existência de nepotismo e fisiologismo, com inversão da hierarquia em diversas Unidades.

por robertocguerra em 21/05/2007 às 11:22É referente a determinado tipo de colega que usa e abusa da Carreira em proveito próprio. E daqueles que se agarram as titularidades em razão da necessidade de recebimento de propinas, não fosse tal necessidade estariam há muito aposentados.

por robertocguerra em 21/05/2007 às 11:19A crônica abaixo, se é que posso denominá-la assim, originalmente foi postada nos grupos de Delegados de Polícia criados após a supressão do Forum pela direitoria da Adpesp. Pertinente aos debates acerca da reunião do Exmº Secretário com representantes classistas.

por robertocguerra em 17/05/2007 às 17:52Não é amor pela cadeira, muito menos pela carreira… É amor pelos 1530 limpinhos que os respectivos chefes de investigadores providenciam religiosamente. Não fosse isso a maioria já estaria encostada em suas confortáveis poltronas residenciais, em vez de incrustada nas titularidades em geral. Se bem que, policialmente falando, a maior parte sempre foi do encosto… Encosto no sofá…No balcão…Nos subalternos…Nas bolas dos superiores…E um encosto na vida dos colegas sérios e competentes, os quais deixam para trás rapidinho.Pois quem trabalha não tem tempo para roubar e fazer politicalha. Gostaria de lembrar o nome de um colega que por volta de 1998, distribuiu um manifesto acerca da venda da Carreira, em face das promoções imerecidas, alertando para os efeitos deletérios em curto prazo. Quem lembrar e buscar cópia favor publicar… eu não encontro o documento. Sempre assim… quando quero não acho; só não procuro dinheiro já que não tenho guardado em lugar algum…rsss. O amor a cadeira é tanto que a Seccional de Santos se acha esculhambada; todos aqui se dizem afilhados do Coronel Erasmo Dias ou de familiares do Mário Covas; além de familiares de deputado recentemente eleito. Então fazem aquilo que bem entendem: titular do Guarujá acumula o município com o Curso Superior de Polícia… nesse ínterim seu tira favorito bêbado – que foi, por pouco tempo, meu encarregado em CIRETRAN – mata carcereiro. Pouco antes o titular vindo da Academia estava despachando em botequim na companhia do “chefe de confiança”. E falo do Dr. Spagna Laporte sem nenhum rancor pessoal. Está acumulando o Curso para classe especial e a sede do Guarujá com o consentimento de outrem… como sou um sujeitinho pérfido… vislumbro, também, o acúmulo de dinheiro. O Guarujá “é boca rica”. Aqui nada é de graça; é a regra… às exceções, desde já, o meu perdão. Ou será que o Curso Superior de Polícia foi tão avacalhado que não há necessidade de dedicação exclusiva por cerca de oito meses… O meu perdão aos cegos, inclusive. Em Cubatão o Titular do Município acumula a CIRETRAN… coisa impensável e abominável anos atrás. Mas implementada sob a batuta do Dr. Tanganelli…autoridade muito rigorosa: com os “zezinhos” como eu. Deve ter quase dois metros, mas não me chamou para dizer na minha cara “que eu chefiava uma quadrilha”. Quadrilha esse Senhor trouxe e deixou por cá; e depois, ainda, levou gente boa para o Denarc…levando parcela do seu lixo também. Gente séria… muito profissional “em merchandising”. E, especialmente, na concussão via GERCO. Dirão: despeitado filho de uma puta e cagüeta… Se fosse, ainda sim, seria natural da minha parte. Pois se é para roubar: a todos a parte que lhes é devida. As minhas razões não importam, interessam os fatos. Não querem greve e muito menos “o chio”. E, menos ainda, que se desmontem os grandes esquemas de corrupção. Assim, acabam com o Fórum mentindo desavergonhadamente. E velho mentiroso e sem vergonha é o fim da picada…digo velhos….a palavra idoso emprego para gente respeitável. E Santos é sede de Departamento… presumindo-se seguir o uso e costume da DGP, posto a legislação não seja obedecida. Assim, posso acreditar não ser diferente noutros Departamentos. O Senhor Governador deveria conhecer a Polícia, ou então deixar o seu suposto projeto de chegar a Presidência para outra encarnação. E como há diletantes nesta Carreira… Trabalhando por amor….Por espírito público….Gente rica….Empresários bem sucedidos….Herdeiros….herdeiros de Delegados. Mas qual o tipo de Delegado que deixa fortuna para os filhos? Podem me fornecer a receita?

por robertocguerra em 11/05/2007 às 13:42Que desculpa mentirosa a ADPESP apresenta acerca da supressão do FORUM. As suspostas calúnias suscitadas nos bastidores deveriam ser objeto de refutação e providências legais. Depois não venham reclamar quando a nossa roupa suja acabar sendo lavada noutras casas. A culpa lhes caberá. Com a politicalha da ADPESP e a corrupção institucionalizada o Exmº Governador acabará concluindo que recebemos muito mais do que merecemos. E de fato nem sabemos votar: escolhemos corruptos como representantes.

por robertocguerra em 07/05/2007 às 15:03 ESTAMOS TODOS CORRUPTOS De: robertocguerra@adpesp.com.br Data: Seg, Maio 7, 2007 2:53 pm Para: comunicação@mp.sp.gov.br CC: roberto1746@terra.com.br Prioridade: Normal Recibo de leitura: pedida Opções: Ver cabeçalho completo | Ver Versão para Impressão

Em face da supressão do Forum da ADPESP,concomitantemente aos fatos revelados pela aludenominada operação Hurricane, espaço no qual muitos Delegados discutiam os problemas da Carreia; publicando denuncias, inclusive. Especialmente o desvio de finalidade da Associação dos Delegados…posta a serviço de grupelhos.Cabendo, salvo melhor entendimento, intervenção ministerial; conforme comentários postados pelo signatário em dia anterior ao da eliminação do Forum do site da Adpesp. Lá poderá se verificar elementos de produção de prova em face da instituicionalização da corrupção na Carreira e na Polícia Civil. Domingo, 1 de Abril de 2007 ESTAMOS TODOS CORRUPTOS

Os colegas, preliminarmente, antes de outras providências (GREVE) buscando-se a valorização salarial e funcional, deverão, salvo melhores e abalizados entendimentos, efetuar o levantamento de todas as irregularidades e crimes funcionais envolvendo policiais e autoridades da respectiva Unidade, Secional e Departamento. Faremos AUTÓPSIA DA CORRUPÇÃO. Apurando-se os policiais que apenas fazem a recolha das propinas, de regra aqueles encostados nas chefias e assistências. Verificando-se, também, aqueles apadrinhados por políticos desonestos, etc. Cuidando-se para não se tomar uma indicação legítima por aquelas fundadas apenas no nepotismo e fisiologismo. Há as indicações políticas fundadas na justiça, ou seja, a pessoa certa no local certo, especialmente no interior do Estado. Deverão efetuar o levantamento, buscando informes junto de pessoas confiáveis, os valores das propinas eventualmente oferecidas pelas chefias das Unidades, a forma e o local da recolha, em que Delegacia ou lugar confeccionam os envelopes – caso as propinas sejam distribuídas em envelopes. Atentando-se que a divisão é feita pelas chefias, os corruptores fazem remessa da totalidade da prestação em dinheiro acertada nos recônditos. Dentro do órgão é feita à divisão cabível para o departamento, secional, município e distrito – em ordem decrescente é claro. Há também as fontes peculiares à cada Unidade. Os apadrinhados políticos recebem, rotineiramente, visitas de assessores que coletam o dinheiro para o detentor de mandato ou cargo na administração superior. As datas onde é efetuado o envelopamento e local em que é feito: Unidade, escritório, outros. Deverão coletar o mais precisamente possível o quanto cada titular recebe, todos os assistentes, seccional e diretor, claro desde que trabalhem em regiões e com superiores corruptos. O inimigo é o sistema, não as pessoas. As eventuais denúncias serão formuladas sem indicação dos nomes, visando apenas demonstrar como a corrupção afeta as nossas pretensões salariais e como ela é operada sistemática e organizadamente, também como os mais novos acabam tentados a aderir ao “envelopinho limpo” da chefia. Os diretores de Ciretran podem fazer levantamentos dos veículos de propriedade dos corruptos e familiares. Verificando-se a existência de veículos com “queixa”, possível indício de estelionato contra seguradora. Prática comum entre tais policiais. Existindo colaborador de confiança filmar e fotografar as atividades. Efetuar o levantamento do número de banqueiros e pontos de apostas, os exploradores das máquinas caça-níqueis, as quantidades de máquinas, bingos, cassinos e prostíbulos na circunscrição. Para a jogatina eletrônica há os providenciais laudos da “polícia científica”. Os desvios de verbas, de combustível, inclusive. O emprego irregular das viaturas descaracterizadas. O padrão de vida desproporcionalmente elevado de autoridades e policiais, os sinais exteriores de riquezas; veículos, embarcações, propriedades rurais, casas de praia e de campo. Além de outras informações que os colegas entenderem pertinentes, como promoções adquiridas mediante pagamento para deputados ou superiores. Todo o material deverá ser coletado até para instrução de CPI, remetendo-se, se necessário, para os partidos de oposição: no caso o PT, em face de o PSDB governar desde 1995. E neste período observar-se o recrudescimento da corrupção, principalmente de 2001 até dezembro de 2006. Posto, ainda, ser intempestivo falar-se em desfavor da atual gestão. Coletar todas as informações publicadas em desfavor dos ocupantes dos escalões superiores da Polícia, da mais remota a mais atual. Lembrando-se que o futuro do colega pode depender da quantidade de informes que dispuser. Outrossim, na Polícia todos foram responsáveis pela corrupção que se instalou: quem não põe o dinheiro no bolso, finge que não vê e negam a existência, Todos: do auxiliar de necropsia ao Governador. Todavia, não será necessário caminhar mais do que cem metros de uma Unidade, nas maiores cidades, para se deparar com um “estabelecimento criminoso”, sejam de jogos, tráfico, pirataria e desmanches etc. ESTAMOS TODOS CORRUPTOS

Postado por roberto conde guerra at 13:42

por robertocguerra em 07/05/2007 às 14:31Domingo, 1 de Abril de 2007 ESTAMOS TODOS CORRUPTOS

Os colegas, preliminarmente, antes de outras providências (GREVE) buscando-se a valorização salarial e funcional, deverão, salvo melhores e abalizados entendimentos, efetuar o levantamento de todas as irregularidades e crimes funcionais envolvendo policiais e autoridades da respectiva Unidade, Secional e Departamento. Faremos AUTÓPSIA DA CORRUPÇÃO. Apurando-se os policiais que apenas fazem a recolha das propinas, de regra aqueles encostados nas chefias e assistências. Verificando-se, também, aqueles apadrinhados por políticos desonestos, etc. Cuidando-se para não se tomar uma indicação legítima por aquelas fundadas apenas no nepotismo e fisiologismo. Há as indicações políticas fundadas na justiça, ou seja, a pessoa certa no local certo, especialmente no interior do Estado. Deverão efetuar o levantamento, buscando informes junto de pessoas confiáveis, os valores das propinas eventualmente oferecidas pelas chefias das Unidades, a forma e o local da recolha, em que Delegacia ou lugar confeccionam os envelopes – caso as propinas sejam distribuídas em envelopes. Atentando-se que a divisão é feita pelas chefias, os corruptores fazem remessa da totalidade da prestação em dinheiro acertada nos recônditos. Dentro do órgão é feita à divisão cabível para o departamento, secional, município e distrito – em ordem decrescente é claro. Há também as fontes peculiares à cada Unidade. Os apadrinhados políticos recebem, rotineiramente, visitas de assessores que coletam o dinheiro para o detentor de mandato ou cargo na administração superior. As datas onde é efetuado o envelopamento e local em que é feito: Unidade, escritório, outros. Deverão coletar o mais precisamente possível o quanto cada titular recebe, todos os assistentes, seccional e diretor, claro desde que trabalhem em regiões e com superiores corruptos. O inimigo é o sistema, não as pessoas. As eventuais denúncias serão formuladas sem indicação dos nomes, visando apenas demonstrar como a corrupção afeta as nossas pretensões salariais e como ela é operada sistemática e organizadamente, também como os mais novos acabam tentados a aderir ao “envelopinho limpo” da chefia. Os diretores de Ciretran podem fazer levantamentos dos veículos de propriedade dos corruptos e familiares. Verificando-se a existência de veículos com “queixa”, possível indício de estelionato contra seguradora. Prática comum entre tais policiais. Existindo colaborador de confiança filmar e fotografar as atividades. Efetuar o levantamento do número de banqueiros e pontos de apostas, os exploradores das máquinas caça-níqueis, as quantidades de máquinas, bingos, cassinos e prostíbulos na circunscrição. Para a jogatina eletrônica há os providenciais laudos da “polícia científica”. Os desvios de verbas, de combustível, inclusive. O emprego irregular das viaturas descaracterizadas. O padrão de vida desproporcionalmente elevado de autoridades e policiais, os sinais exteriores de riquezas; veículos, embarcações, propriedades rurais, casas de praia e de campo. Além de outras informações que os colegas entenderem pertinentes, como promoções adquiridas mediante pagamento para deputados ou superiores. Todo o material deverá ser coletado até para instrução de CPI, remetendo-se, se necessário, para os partidos de oposição: no caso o PT, em face de o PSDB governar desde 1995. E neste período observar-se o recrudescimento da corrupção, principalmente de 2001 até dezembro de 2006. Posto, ainda, ser intempestivo falar-se em desfavor da atual gestão. Coletar todas as informações publicadas em desfavor dos ocupantes dos escalões superiores da Polícia, da mais remota a mais atual. Lembrando-se que o futuro do colega pode depender da quantidade de informes que dispuser. Outrossim, na Polícia todos foram responsáveis pela corrupção que se instalou: quem não põe o dinheiro no bolso, finge que não vê e negam a existência, Todos: do auxiliar de necropsia ao Governador. Todavia, não será necessário caminhar mais do que cem metros de uma Unidade, nas maiores cidades, para se deparar com um “estabelecimento criminoso”, sejam de jogos, tráfico, pirataria e desmanches etc. ESTAMOS TODOS CORRUPTOS

Postado por roberto conde guerra at 13:42

por robertocguerra em 07/05/2007 às 14:28MAIS UMA VEZ LHES RENDO JUSTA HOMENGEM;Vossa Excelência Titãs Composição: P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin

Estão nas mangas dos Senhores Ministros Nas capas dos Senhores Magistrados(PROMOTORES, PROCURADORES E DELEGADOS) Nas golas dos Senhores Deputados Nos fundilhos dos Senhores Vereadores Nas perucas dos Senhores Senadores Senhores! Senhores! Senhores! Minha Senhora! Senhores! Senhores! Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão! Sorrindo para a câmera Sem saber que estamos vendo Chorando que dá pena Quando sabem que estão em cena Sorrindo para as câmeras Sem saber que são filmados Um dia o sol ainda vai nascer Quadrado Isso não prova nada! Sob pressão da opinião pública É que não haveremos de tomar nenhuma decisão! Vamos esperar que tudo caia no esquecimento Aí então… Faça-se a justiça! Estamos preparando vossas acomodações, Excelência. Filha da Puta! Bandido! Senhores! Corrupto! Ladrão! Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!

O NOVO HINO DA ADPESP. QUEM PODERÁ DESMENTIR.

por robertocguerra em 07/05/2007 às 14:16OS LADRÕES TODOS OS DIAS FIGURAM NAS TELAS DA TV….FAZENDO FIGURA DE BONS MOÇOS…..DE DILETANTES. QUEM LEVA A POLÍCIA NAS COSTAS NÃO GANHA NADA…QUANDO GANHA FAZ POLÍCIA CORRENDO TODOS OS RISCOS E , AINDA, CUMPRINDO O DEVER. POLÍCIA NÃO FAZ PARCERIA COM MÁFIA…ANIQUILA MAFIOSOS E MERECIDAMENTE TOMA A PARTE QUE LHE CABE PELO BOM SERVIÇO PRESTADO A SOCIADADE. QUEREMOS SAlÁRIO E NÃO VALES QUINZENAIS .

por robertocguerra em 07/05/2007 às 14:05Doutor Sergio tenha vergonha….não percebe como passará para a história da ADPESP. e dos Delegados. Para um idoso ….o Sr. parece nada ter aprendido ao longo da vida. Não cuide de seus interesses pessoais e dos interesses de grupo….cuide dos interesses, apenas, dos associados. A supressão do Forum foi vil; sob desculpa mentirosa. O Sr. como Delegado de Polícia demonstra não ter compromisso com a verdade. E como Presidente da Adpesp não cumpre os compromissos estatutários. O seu silêncio e o seu ato em nos calar faz prova em seu desfavor…..especialmente no momento crítico para os grandes beneficiários da jogatina. Somos todos Delegados….não nos cabe hipocrisia….todos sabemos quem recebeu e quem recebe vantagens indevidas das máfias.

por rodrigooamonteiro em 26/04/2007 às 14:47Seguindo a ótima sugestão do colega Sérgio Lisboa, vez que nosso forum encontra-se em “manutenção”, criei um grupo no site do Yahoo, destinado aos Delegados de Polícia de SP.

Para fazer parte do grupo e visando nossa segurança, há a necessidade de aprovação. Também as mensagens somente poderão ser vistas e enviadas pelos particiapntes.

Para fazer parte do grupo o colega precisa ter um ID ou e-mail do Yahoo (www.yahoo.com.br), que pode ser feito de forma bem simples. Para receber e enviar mensagens pode ser utilizado outro e-mail (s.m.j. até o “espaçoso” @adpesp.com.br), pois o do Yahoo é necessário tão somente para o cadastro.

Depois de criado o ID do yahoo o colega interessado em participar do grupo deverá mandar um e-mail para:

delegadosdepolicia-subscribe@yahoogrupos.com.br

Após o envio desse e-mail o colega receberá um confirmação que deverá ser respondida. Feito isso é só aguardar a aprovação no grupo e começar a participar. Como acabei de criar o grupo, somente eu estou figurando como “moderador”, mas tão logo entrem e participem, mudarei o status de outros colegas para dividir a função.

por luizavborges em 25/04/2007 às 15:49Continuando: “Forum desativado e novos comentários estão bloqueados”…

por luizavborges em 25/04/2007 às 15:48Amanhã, 5 feira, , no STF, voltará a discussão sobre deve ou não o MP investigar e já agendada reunião para o dia 07/05, na ADPESP, concidência ou não, o “forum está momentaneamente desativado”…

por ronaldobscardoso em 25/04/2007 às 10:09Ficar sob o frescor de um ar condicionado, refletindo sobre as proximas linhas a serem publicadas em revistas ou periodicos especializados, traduz a rotina daqueles que, em sua maioria, traçam os destinos desta Naçao. Nos Policiais Civis nao somos indicados a debater sobre politica economica, mas sobre criminalidade e segurança publica, isso sim. Nossos repreentantes de Associaçao ou Sindicato devem manifestar em nome da classe a cada publicaçao estapafurdia que surgir.

por marcosamantovani em 18/04/2007 às 09:20INTERESSANTE NOTAR QUE TODA A MÍDIA DÁ ATENÇÃO NESSES ASSUNTOS AFETOS A SEGURANÇA PÚBLICA, A INDIVÍDUOS QUE DESCONHECEM TOTALMENTE A REALIDADE DAS CAUSAS DA CRIMINALIDADE. DESCONHECEM O QUE VEM PARAR ATÉ UM PLANTÃO POLICIAL, ONDE O DELEGADO (AUTORIDADE POLICIAL), POR VÁRIAS VEZES SE VÊ NA CONDIÇÃO DE PSICÓLOGO, SACERDOTE, ASSISTENTE SOCIAL E QUASE SEMPRE SE DEPARA COM SITUAÇÕES QUE NÃO SÃO DE CUNHO POLICIAL, MAS, FRUTOS DA DESORGANIZAÇÃO SOCIAL E DA DESAGREGAÇÃO FAMILIAR, ONDE GRUPAMENTOS HUMANOS NÃO TEM TIDO QUALQUER ASSISTENCIA, NEM INFORMAÇÃO BÁSICA, PARA SE CONSIDERAREM CIDADÃOS DE FATO E DE DIREITO. OS VERDADEIROS CONHECEDORES DOS PROBLEMAS, OS POLICIAIS E NOTADAMENTE O DELEGADO DE POLÍCIA, SEMPRE SÃO IGNORADOS POR PURO PRECONCEITO, NÃO SENDO NU

AO ANÔNIMO DE PAI ANÔNIMO: eu sempre exijo o meu osso; e devo ter repartido com você…tu me conhece. Resposta

Moleque Maravilhoso
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho
Eu nunca cometo pequenos erros
Enquanto eu posso causar terremoto
E das tempestades já não tenho medo
Acordo mais cedo
Eu nunca me animo de ir ao trabalho
Eu sou o coringa de todo baralho
Sou carta marcada em jogo roubado
A morte ao meu lado
Eu sou o moleque maravilhoso
Num certo sentido o mais perigoso
Moleque da rua, moleque do mundo, moleque do espaço
Quebrando vidraças do velho Ricardo
Nesta vizinhança sou filho bastardo
Com o meu bodoque sempre no pescoço
Eu exijo meu, eu exijo meu, eu exijo meu osso
eu exijo meu osso
eu sou o moleque maravilhoso

DO ANONIMATO! Resposta

Meus amigos anônimos – sim amigos, pois demonstram certa intimidade; mesmo ursos empresto-lhes o tratamento de amigos – obrigado por seus comentários edificantes. Palavras construtivas vindas de pessoas da melhor qualidade. Da mesma espécie – se não os mesmos – daqueles que postaram as denúncias anônimas e “intrujaram as substâncias” na Unidade do Casqueiro. São todos honrados anônimos… filhos de pais anônimos. Sem hipocrisia meus caros: eu sou apenas aristotelicamente honesto! Não entenderam, um pouco de leitura não lhes fará mal. E tu “Leão” és verdadeiramente contra o “bicho” na Polícia, tanto que fica com quase tudo no teu bolso. És da panela que não quer dividir com os irmãos. E tu “Papagaio de Pirata” não escreva bobagem: eu não brigo com Delegado, com Promotor; com ninguém. Eu brigo com gente como você que se acha muito esperta e com o direito de me atropelar. Apenas com quem cospe na minha cara, pisa nos meus calos e mete a mão no meu bolso. E sede de poder…Amigo anônimo tu que és o louco, a minha sede é por dignidade , independência e orgulho de ser como sou…Honra! Se eu quisesse poder e dinheiro seria como tu: servil…um ser vil. Nunca quis ser herói de nada e ninguém, tampouco bom rapaz. Aqui mocinho é quem vai pra cadeia ou morre. O que está me matando é o convívio com tantos valentes, mas bastou umas palavrinhas assinadas e ficaram todos tremendo…Medo, qual a razão? Se eu sou baixinho. Ou tremem por sadismo querendo a desgraça alheia. Desejo melhor sorte para os seus filhos; que eles não sejam filhos de pais anônimos, tal qual os amigos. Vocês registraram suas crianças? E para o amigo que falou do advogado (ex-investigador) que possui Audi, respondo: se ele pagou ao canalha foi muito idiota…trabalhou no meu escritório; se eu fosse de acertamentos falaria diretamente comigo. Mas sabem como é uma vez tira desonesto , sempre desonesto… e sempre querendo fazer o alheio de trouxa; os clientes, inclusive. E se um dia eu vier a fazer concerto com matador, tenha a certeza, será com o teu; talvez eu ainda tire algum do bolso como prêmio por poupar o mundo da tua presença: lixo anônimo. E tu sabe do valor. Sabe também que eu não levei nenhum. Quanto foi a tua parte? E “vagabundo anônimo” quando olhar pra tua prole lembre-se de mim, mas acho melhor que não dê teu nome…Antes ser filho de pai desconhecido, do que ter como pai alguém da tua laia. Em tempo: rotineiramente bisbilhotem este blog, prometo boas surpresas.