A POLÍCIA FEDERAL APREENDEU OS R$ 400 mil?

10.02.2008
Privilégios para bandido

A denúncia que o Fantástico vai fazer agora é daquelas que deixam qualquer brasileiro revoltado. Como se sabe, o roubo de cargas nas estradas nacionais é uma praga. São 11 mil assaltos a caminhoneiros por ano e mais de R$ 700 milhões de prejuízo.

A Polícia Federal prendeu recentemente o maior ladrão de carga do país. Mas, como você vai ver, esse bandido compra as maiores mordomias dentro da cadeia: até churrasquinho. Isso é apenas a ponta de um escândalo que envolve inclusive a corrupção de policiais.

“O caminhoneiro em si, hoje, já sai de casa com a cabeça a mil por hora, já sai preocupado, com aquela aflição”, comenta um caminhoneiro.

É uma história que se repete 11 mil vezes por ano. “Fui abordado por três elementos. Um falou para mim que era um assalto”, conta o caminhoneiro.

Os rostos anônimos contam apenas a parte mais conhecida. “Eu pensei nos meus filhos. Eu só pensava nos meus filhos”, diz o caminhoneiro, aos prantos.



Por trás das abordagens e das ameaças de morte, estão quadrilhas que roubam mais de R$ 700 milhões em cargas por ano.

Fantástico – João, qual era a sua participação nos crimes?

João – Pergunta a eles aí.

Segundo a Polícia Federal, João Barbosa Sobrinho é o chefe do maior desses bandos, que acaba de ser desmantelado pela operação coleta. “A quadrilha rouba tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo e, muito provavelmente, também em Minas”, diz Jorge Furquim Werneck, promotor de Justiça (RJ).

Ainda de acordo com a PF, o principal assaltante a serviço de João Barbosa é Marco Antônio Chaves, o Marquinho Paraíba, preso em outubro do ano passado quando jantava num restaurante em frente à praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Marquinho Paraíba está na carceragem da Polinter, no Rio. Mesmo lá, ele dá um jeito de continuar comendo bem e se comunicando livremente, como comprovam escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça.

Paulo – Está precisando de alguma coisa?

Marquinho – Não, só que o plantão lá hoje é bom, né? Podia mandar um negócio para nós aí, para ficar bêbado um bocado aí, né?

O homem do outro lado da linha é Paulo Francisco Luciano. Ele foi preso em dezembro do ano passado pela Polícia Federal numa batida que resultou na apreensão de 56 toneladas de fios de cobre roubados pela quadrilha.

Do supermercado, Paulo telefona para Marquinho Paraíba, que, de dentro da cadeia, passa a lista de compras.

Marquinho – Anota aí o que nós vamos querer. Compra aí duas de vodka.

Paulo – Duas de vodka. A garrafa de Vodka, a Smirnoff, está R$ 17. Agora tem uma mais barata. R$ 8.

Marquinho – A de R$ 8 deve ser veneno puro, vai matar nós lá. Ah, bota dez garrafas de vinho.

Paulo – Dois drumetes de frango

Marquinho – Dois drumetes de frango, dez vinhos.

Paulo – A carne também, vai querer a carne?

Marquinho – A carne? Pode ser. O que tu acha? Um quilo. Aí tu vê mais ou menos quanto é que dar para eu dividir com os malucos lá.

Paulo – Falou.

Foram escutas como essa que levaram a Polícia Federal a prender a quadrilha.

“Eles iam até os postos de combustível onde os caminhoneiros costumam pernoitar. Com caminhões estacionavam nesses postos, escolhiam a carga, conversavam com os caminhoneiros, descobriam quais eram as cargas melhores, e após isso, quando os caminhoneiros estavam dormindo invadiam o caminhão. A partir daí levavam para o galpão”, diz o delegado da Polícia Federal Hilton Coelho.

Em dezembro passado, policiais da Operação Coleta monitoravam a atividade do bando quando um caminhão carregado com 24 toneladas de cobre foi roubado. A carga foi transferida para outra carreta. Quem dirigia era Carlos Henrique de Oliveira, acompanhado de Wendel Barros, que tinha um mandado de prisão expedido e estava foragido da Justiça. Os dois levavam notas fiscais frias.

“A carreta foi seguida por nossa equipe até São Paulo. Ficou em um posto de gasolina durante dois dias, depois seguiu para o receptador”, conta o delegado da Polícia Federal Hilton Coelho.

Mas no caminho para o receptador, uma surpresa. “Ela foi interceptada por uma viatura policial”, diz o delegado.

A viatura policial era da Polícia Civil, 77º distrito de São Paulo. “A viatura abordou o caminhão fora de sua circunscrição e examinaram, pelas imagens que nós temos, as notas fiscais. Levaram o caminhão para a delegacia com o motorista e o ajudante”, prossegue o delegado.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, começou aí uma negociação entre os bandidos e a Polícia Civil dentro do 77º distrito. No diálogo gravado, o motorista do caminhão, Henrique de Oliveira, conversa com um integrante da quadrilha, Márcio Carvalho.

Henrique – Eu estou dentro da DP lá.

Márcio – Segura aí que eu tô com um amigo meu lá desenrolando, está legal?

Henrique – Então, estamos na 77º.

Segundo a Polícia Federal, os policiais civis queriam dinheiro para liberar a carga roubada. “O pedido inicial foi R$ 300 mil, baixou para R$ 200 mil”, afirma o delegado da Polícia Federal Hilton Coelho.

Por telefone, Márcio conversa com o chefe da quadrilha, João Barbosa.

João – Fala, Márcio.

Márcio – Caiu para 200 (mil).

João orienta Márcio a oferecer R$ 50 mil. Logo, vem a resposta.

João – Oi?

Márcio – Ele bateu o pé e mandou eu enfiar os R$ 50 mil no **.

“Acabou em R$ 100 mil em dinheiro”, aponta o delegado da Polícia Federal Hilton Coelho.

João – Na escuta aí, Márcio?

Márcio- Eu tô lá com o delegado e agora tô esperando o delegado chefe chegar para poder bater o martelo. O delegado chefe dele que é amigo dele tá vindo para cá.

Segundo a Polícia Federal, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar um crime de ordem tributária e deixou a carga sob responsabilidade de um fiel depositário, no caso, o próprio integrante da quadrilha Márcio de Oliveira.

Márcio – O fiel depositário tem que estar na presença deles e ter o documento e assinar, entendeu?

João – Não tem como arrumar isso aí, não?

Márcio – João, eu vou botar o meu na reta, porque eu tô querendo me livrar, então eu vou botar o meu nome.

João – Isso aí não dá nada, não. Isso aí é m****.

Márcio – Tá, tudo bem. Vou fazer isso. Mas depois que botar o material lá eu vou correr atrás de vergalhão, essa coisa para polícia poder tirar foto.

Segundo a investigação da Polícia Federal, depois de liberada, a carga foi levada até Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, onde foi vendida por R$ 400 mil.

“Com relação ao pagamento de propina, nós não temos conhecimento disso, de que nenhum policial nosso esteja envolvido. Também, volto a afirmar, a corregedoria vai apurar qualquer situação”.

Márcio Oliveira, o fiel depositário da carga, homem que conduziu as negociações com a Polícia Civil, está foragido.

Durante a semana, o Fantástico verificou que o assaltante Marquinho Paraíba continua usando um telefone celular dentro da cadeia.

INVESTIGOU, OUVIU, FILMOU E DEIXOU A CARGA ROUBADA SER LEVADA ATÉ CAXIAS DO SUL, ONDE FOI VENDIDA POR R$ 400 mil.

ESTÃO FALTANDO INFORMAÇÕES AQUI, POIS A CONCLUSÃO PELO TEOR DA NOTÍCIA É DE QUE A PF “PERDEU A CARGA” E DEIXOU UM CONDENADO EM LIBERDADE.

E QUAL A RAZÃO PARA NÃO PRENDEREM OS ROUBADORES E OS POLICIAIS NO ATO DAS NEGOCIAÇÕES?

(OBS. NÃO ENCONTREI NENHUMA NOTÍCIA PERTINENTE A APREENSÃO DA CARGA EM CAXIAS DO SUL, TAMPOUCO SOBRE A TAL OPERAÇÃO COLETA)

LEMBRANDO DO DOUTOR GUILHERME SANTANA SILVA…A CORREGEDORIA-GERAL PERDEU O CÉREBRO E OUTRAS COISAS MAIS 3

Como muitos não o conheceram , depois de passados mais de 13 anos da sua gestão como Corregedor-Geral, é mais do que oportuno destacar ter sido ele de fundamental importância para que durante algum tempo a Polícia Civil – especialmente os Delegados de Polícia – se mantivesse distante de grandes escândalos.
Pois, na nossa modesta opinião, graças aos trabalhos do Doutor Guilherme Santana e equipe, a moralidade administrativa – pelo menos durante alguns anos – foi mantida em níveis mais do que meramente aceitáveis.
Tivemos até um período, pelos menos uns três anos, em que não ouvimos notícias acerca do envolvimento de Delegados com a corrupção.
Não que ela tenha deixado de existir, mas foram os efeitos da certeza de punição.
E até 2002(Lei da Via Rápida), não existia a imposição de sigilo aos atos procedimentais da corregedoria.
Assim, não se pode falar que tudo era mantido reservadamente.
Muitos não gostavam dos métodos do Dr. Guilherme Santana e da sua equipe de confiança, na verdade ele era muito odiado por dar ampla repercursão aos trabalhos lá desenvolvidos; por mostrar ele mesmo a cara daquele que se envolvia em casos graves.
Uma pena que, depois de 1995, a Corregedoria-Geral foi perdendo a sua força.
E na gestão do Sr. MARCO ANTÔNIO DESGUALDO – muito mais do que anestesiada pelo Governador Geraldo Alckmim – acabou acéfala, especialmente depois da saída do Dr. ROBERTO MAURÍCIO GENOFRE.
E o Dr. RUY ESTANISLAU – quando da sua segunda gestão – encontrou a Coregedoria-Geral tal como  hoje: um Departamento como outro qualquer.
O Corregedor-Geral como um Diretor qualquer; não mais o segundo homem da Polícia, ou seja, o substituto do Delegado-Geral na Presidência do Conselho.
Cargo – digo de segundo homem – dado ao famoso CHINA; quem é do ramo sabe famoso pelo quê.
E o pior aspecto da Corregedoria se vê pelas Corregedorias-auxiliares; nestas são encontrados Delegados denunciados e processados por crimes gravíssimos, tal como formação de quadrilha e bando, como Corregedores; escolhidos a dedo pelos respectivos Seccionais.
 
Com efeito, Delegado de Polícia processado criminalmente não possui condições morais para figurar como Corregedor; ainda que inocente e injustiçado.
 
Repito o meu bordão: CORREGEDORIA INDEPENDENTE OU MORTE.

LADRÃO DE CARGAS COMPRA MORDOMIAS E DELEGADOS DENTRO DA CADEIA

O 77º DISTRITO DA CAPITAL FOI FANTÁSTICO

É lastimável assistir, no mínimo uma vez por semana, os escândalos protagonizados por Policiais Civis da Capital. Enfatizo da Capital em razão de os acusados, quase sempre, serem vizinhos da Corregedoria-Geral. Muitos tendo trabalhado, encostados quero dizer, nesse Departamento

A Corregedoria-Geral, sem que o seu Diretor mostre a cara, parece a tudo tratar como “casos isolados”. Casos isolados que se tornaram corriqueiros.

O que será que está acontecendo na Corregedoria-Geral…

Tanta fúria contra blogueiros; tanta complacência com a corrupção.

O que faz que não nos presta contas, salvo é claro prontamente instaurar inquérito contra policiais que se manifestam contra a lama em que nos jogaram.

Aliás, o Senhor Corregedor-Geral, anteriormente operacional da Corregedoria, parece não operar nada com o fim de moralizar a Instituição, ou seja, não possui vocação processual, tampouco investigativa.

Foi promovido a classe especial na mesma data que o ex-Delegado Geral de Polícia; por ele assumindo a direção da Corregedoria.

E me pareceu blindar o escândalo do advogado Jamil Chocker; parecendo que procura blindar tudo mais…
Tudo não passando de reiterados “casos isolados”.

Perdão, posso estar sendo leviano e posso até acumular outro processo, mas eu começaria pelo Senhor e pelo seu Investigador-chefe.

Nada sabem…Ou nunca viram ou ouviram.

Os Senhores só tomam conhecimento da corrupção pela mídia e pela coragem dos denunciantes.

É claro que não posso esquecer; depois processam o denunciante por deslealdade e procedimento irregular.

Será que ninguém vê que a deslealdade e o procedimento irregular são todos seus.

E vou repetir as palavras do Ilustre Dr. Tanganelli – depois de passar o cordão de isolamento no prédio – “deixa a Corregedoria trabalhar lá direitinho e se for encontrado algum caso de prevaricação nós vamos apurar”.

Mas qual Corregedoria…
Corregedoria para quê precisa de Corregedoria!

Especialmente pelo fato de o que há de melhor na Corregedoria-Geral não ter vez.
Por fim, dê o Departamento para outro que não necessite chamar quem lhe promoveu de “chefe”.

OUTRA FRESCA DO DEINTER-6, SANTOS 1

Os amigos nos dão ciência de que um 1ª classe encontrará dificuldades para conseguir colaboradores.

A uma: conta com a aversão de grande parte dos colegas e, também, dos policiais das demais carreiras.

A duas: é conhecido pela incompetência quando se trata de dar solução às ocorrências, incapacidade de presidir flagrantes e presidir inquéritos em geral.

E já começou a dar vexame…

O dito, nem sequer tem coragem para assinar um simples Termo Circunstanciado; diga-se “bem elaborado” pelo Escrivão.

Entretando, cumpre dizer, sempre foi competente para tecer críticas ao bom trabalho dos colegas, dos quais menosprezava as qualidades. Ou seja, muito habilidoso para “queimar” o alheio.

É natural, pois os inéptos galgam os cargos desmerecendo ou roubando o brilho dos concorrentes.

Se ele soubesse trabalhar tão bem quanto sempre soube ser maledicente, seria um ótimo Delegado Titular, mas foi péssimo plantonista; será péssimo em tudo.

Salvo nas bruxarias é claro.

CRIMINALIDADE 50% MENOR NA SECCIONAL DE SANTOS DURANTE O CARNAVAL

Em comparação ao período de Carnaval de 2007, os números deste ano se mostram cerca de 50% , na média, menores.

Quais fatores foram responsáveis pela diferença.

O Diretor, a Polícia Militar, as Guardas Municipais?

Não.

A diminução foi pontual; devida aos reforços operacionalizados direta e pessoalmente pelo Delegado-Geral: Dr. Maurício L. Freire e pelo Seccional de Santos: Dr. Rosier P. Jorge.

De acordo com o delegado seccional Rosier Pereira Jorge, foi priorizado a segurança de turista, atendimento a plantão e minimizar as incidências de ocorrências de todas as modalidades. A ação serviu também para avaliar as condições de estrutura civil da região. O delegado do comando geral da Polícia Civil de São Paulo Maurício José Lemos Freire explica como funciona o plano de contingência. “È preciso reunir em um menor espaço de tempo, o maior número de policiais e viaturas”. (fonte A Tribuna)

Quem viu as viaturas “pretas” ,estrategicamente, dispostas( antes só algumas dispersas prá inglês ver) na região, entenderá o porquê da diminuição dos índices criminais.

Dois profissionais.

Em 2007, apenas amadores.

PRÁ MIM, PRA TI…PARA TODOS: A BANCA DO DISTINTO

A Banca do Distinto
Elis Regina
Composição: Billy Blanco (clique no título e assista com B. Blanco)
Não fala com pobre, não dá mão a preto

Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal
( contribuição de um leitor do Blog)

MAJOR PM NECESSITA DE OUTRO CORAÇÃO…URGENTE!

De mais um coração quero dizer, pois o “velho” do Major RANGEL não será suficiente para tanta alegria pelo ingresso do filho na Academia do Barro Branco; poderá explodir.


Ainda nessa data, os(as) candidatos(as) deverão trazer o
enxoval previsto no transcorrer da 3ª fase, assim como, entregar
a documentação necessária à matrícula, contida no item 7.
do Edital de abertura do Concurso.
QUADRO DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR (QOPM)

RAFAEL AUGUSTO BLANCO RANGEL TORRES

Parabéns ao futuro Oficial da Polícia Militar, você fez por merecer…

De todos os seus(avós, tios, tias e primos); que o Criador continue guiando os teus passos e alimentando a tua força interior.

NÃO PRECISA FECHAR O DENARC…APENAS MUDAR O GERENCIAMENTO E A METODOLOGIA DO DEPARTAMENTO 1

Percival: Abadía disse que para acabar com o tráfico tinha que fechar o Denarc
Notícias
01/02/2008 12:26h
MP INVESTIGA 4 NOVOS SUMIÇOS DEDROGA DENTRO DO DENARC
O especialista em segurança pública e jornalista do núcleo de investigações da TV Record, Percival de Souza, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 01, que o Ministério Público investiga quatro novos sumiços de drogas dentro do Denarc (Departamento de Investigação sobre Narcóticos), da Polícia Civil de São Paulo (clique aqui para ouvir o áudio).
Percival lembrou do desaparecimento recente de 200kg de drogas do Denarc.
Mas, segundo ele, há também investigações de quatro outros casos.
“Há uma investigação no Ministério Público de São Paulo mostrando que além desse episódio (do sumiço dos 200kg de droga) existem mais quatro episódios sobre desaparecimento de drogas no Departamento de Narcóticos, mais quatro casos”, disse Percival.
Percival de Souza disse que, provavelmente, essa investigação vai envolver outros policiais e haverá afastamento de alguns deles.
“Tem essa batata quente sendo assada no forno do Ministério Público.
E isso que estou resumindo aqui virá à tona detalhadamente brevemente, oficialmente”, disse Percival de Souza.
Segundo Percival de Souza, quando a droga é apreendida, o Denarc divulga a quantidade por meio da imprensa.
Depois, a droga apreendida vai para uma análise num laboratório do IML, lá é pesada e depois é feito um laudo que mostra a quantidade exata da apreensão.
“Então, no desaparecimento é preciso ver isso: o que a policia anunciou, o que está no press release, que muitas vezes é divulgado rapidamente pela imprensa, e o laudo do Instituto Médico Legal.
Se houver alguma discrepância é preciso saber por que sumiu”, disse Percival.
Percival disse que o mais grave seria o desaparecimento de droga apreendida do depósito do próprio Departamento de Narcóticos.
Ele lembrou que o traficante Abadía, quando foi preso, disse informalmente que para acabar com o tráfico de drogas no Brasil era preciso fechar o Denarc (clique aqui para ler).
Leia a integra da entrevista com Percival de Souza:
Paulo Henrique Amorim – Percival, o que é que está acontecendo no Guarujá?
Percival de Souza – o que está acontecendo é que pela conversa que eu tive com o diretor de Polícia na região, Waldomiro Bueno, que é o diretor do Deinter-6, a sexta diretoria de polícia do interior, é que esses assassinatos têm uma vinculação aparente com o tráfico de drogas e a previsão, Paulo, é uma perspectiva de movimentação muito grande de traficantes particularmente nesse período de carnaval, pontos de venda disputados de maneira sangrenta, de maneira violenta e, além disso, a região do litoral tem apresentado aspectos de criminalidade particularmente violentos no próprio Guarujá, na região de São Vicente, na região de São Sebastião, então, por causa disso a diretoria de policia está montando um esquema de policiamento diferenciado para esse período de carnaval, mas ao que tudo indica esses assassinatos em série foram praticados por causa disso aí, bandos rivais matando uns aos outros, na avaliação preliminar da Polícia, Paulo.
Paulo Henrique Amorim – Portanto é uma guerra de traficantes, de grupo de traficantes.
Percival de Souza – Que, aliás, ontem até houve uma reunião de todo o comando da Polícia Civil, do delegado geral com todos os diretores de Polícia, então se decidiu nessa reunião que vai haver um reforço do policiamento.
Nós estamos falando do litoral, lá vai ter uma divisão rigorosa para prevenção, para coibir tráfico de drogas, para buscas de armas de fogo e vai ter uma Polícia muito forte exatamente por causa do que está acontecendo e as chacinas reforçaram esse raciocínio.
Paulo Henrique Amorim – Será possível, Percival, que esteja ocorrendo aqui em São Paulo o que está no Rio que é essa batalha pelos grupos rivais pelo controle da droga, ou não?
Percival de Souza – Aliás, quando acontece um fato esse é preciso que a gente faça a interligação dos fatos. Então, você vê, por exemplo, vê um fato recentíssimo de presos que saíram da penitenciária de São Vicente para um depoimento no Fórum do Guarujá, você lembra que ao saírem do Guarujá eles foram interceptados, a escolta foi interceptada na estrada, um policial foi morto, outro morreu posteriormente e um dos presos, que, aliás, era de altíssima periculosidade, foi resgatado junto com outros presos.
E esse preso resgatado era do Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Então, esse fato não é um fato isolado como não são fatos isolados algumas mortes que tem acontecido no litoral.
E, além disso tudo, as autoridades estão alertas, eu percebi isso ontem na reunião da cúpula da Polícia que houve o seguinte, a mulher, a primeira-dama do PCC, a Cíntia, senhora Marcola, na semana passada foi condenada a nove anos de prisão e, aliás, as autoridades de São Paulo estão cautelosas, estão tomando várias precauções tanto na Polícia como no sistema penitenciário para uma movimentação para qualquer que seja uma espécie de retaliação em relação à condenação da Cíntia, a mulher do Marcola.
Mas, de qualquer modo, ela está foragida ainda, mas tem essa condenação de nove anos de prisão e está chamando muito a atenção das autoridades de São Paulo.
Paulo Henrique Amorim – O estadão publica hoje uma reportagem do Marcelo Godoy, que você conhece, é um repórter respeitado, que mostra que policiais do Denarc são acusados de extorsão. “Vítima era suspeita de achacar namorada de filho de policial militar. Queriam R$ 30 mil para não prendê-lo, diz o irmão da vítima, O promotor Luiz Roberto Cicogna Faggione pediu a abertura de inquérito, vislumbrou indícios de abuso de autoridade quando eles invadiram a casa do empresário em outubro de 2007.”
O que é que está acontecendo no Denarc, Percival?
Percival de Souza – O que está acontecendo, nem sempre se presta a devida atenção e essa matéria do nosso colega Marcelo Godoy, sempre atento, traz isso a tona mais uma vez. Mas vamos, rapidamente, fazer uma sinopse dos fatos. Você se lembra, como eu, que ao ser preso aqui o chefão do cartel do Vale do Norte, o Abadía, disse, não no papel, mas informalmente para o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, se houvesse a intenção de terminar com o tráfico de drogas que precisaria fechar o Denarc, ele disse isso.
Isso parece uma zombaria, um deboche, isso precisa ser colocado nos seus devidos limites, ele é um grande traficante, suspeito de mandar matar mais de 300 pessoas, então, não é possível colocar a palavra dele como uma pessoa impoluta, honrada, digna e descente.
De qualquer modo, isso chamou a atenção para o Departamento de Narcótico.
Uma primeira coisa que já veio à tona é que houve um desaparecimento de drogas aprendido no departamento da PC.
Paulo Henrique Amorim – 200 quilos, a pequena quantidade de 200 quilos.
Percival de Souza – Deve ser para passar algum fim de semana, ou carnaval.
Paulo Henrique Amorim – Deve ser para servir de banco, assim como se fosse uma…
Percival de Souza – E eu vou aproveitar o embalo para dar aqui, em absoluta primeira mão para você, e eu vou furar a mim mesmo, que é uma coisa muito interessante no jornalismo isso, o auto-furo.
É o seguinte, há uma investigação no Ministério Público de São Paulo mostrando que, além desse episódio que você mencionou, existem mais quatro episódios sobre desaparecimento de drogas do Departamento de Narcóticos, mais quatro casos.
Então, provavelmente isso vai envolver outros policiais, provavelmente haverá afastamento de alguns policiais, enfim, tem essa batata quente sendo assada no Ministério Público e isso que eu estou resumindo aqui virá à tona detalhadamente, brevemente…
Paulo Henrique Amorim – Especialmente na TV Record… Agora, Percival, deixa eu só fazer um esclarecimento, você me corrija se eu estiver errado. Isso se dá da seguinte maneira, pelo que a gente acompanha nos jornais, o Denarc apreende 100, reporta 50. Apreende-se 100 quilos de cocaína e reporta a apreensão de 50 quilos e 50 somem. Não é isso?
Percival de Souza – O que acontece é o seguinte. Isso que você perguntou é importante porque permite que a gente esclareça aqui sem dourar a pílula nenhuma.
O que acontece é o seguinte, a Polícia faz uma apreensão daqui a pouco uma quantidade X de cocaína.
Ela dá uma entrevista coletiva e faz um press-release e informa que a quantidade X foi apreendida.
Nesse iterem, a droga apreendida, por força de lei, por força de prática processual, a droga apreendida vai para um laboratório próprio do Instituto Médico Legal, primeiro para se contatar a autenticidade da substância, não se pode confundir cocaína com talco, bicarbonato de sódio, vidro moído e assim por diante.
E no IML também é feita uma pesagem, é feito um laudo no IML mostrando a quantidade exata da apreensão e também do que se trata realmente essa substância.
Então, nos desaparecimentos é preciso resolver isso aí, o que a Polícia anunciou, o que está no press-release que muitas vezes é divulgado rapidamente para a imprensa, e o laudo do Instituto Médico Legal.
Se houver alguma discrepância é preciso saber o por que.
O grave aí, se houver alguma coisa totalmente irregular, seria o desaparecimento de droga apreendida do depósito próprio do Departamento de Narcóticos, porque o Denarc tem um grande depósito.
È um grande depósito, eu conheço esse deposito, você não consegue ficar lá dentro mais do que cinco minutos, Paulo, é um cheiro insuportável de muita maconha, cocaína, é uma ar pesadíssimo.
Tanto que de tempos em tempos essa droga que fica apreendida normalmente até que o processo instaurado chega ao fim, regularmente, pelo menos duas vezes por ano são feitas as incinerações num grande forno para destruir toda essa droga apreendida.
No depósito ela fica trancada, se algum policial corrupto, viciado ou seja lá o que for, consegue a chave desse depósito, nele ingressa e retira o entorpecente, é exatamente isso que precisa ser verificado, investigado e descoberto.
Porque às vezes acontece de ser um trabalho correto, muito bem feito, sem dúvida nenhuma, a droga está apreendida e alguém entra lá e subtrai essa droga, aí é uma outra história.
Como aqueles outros 300 quilos que desapareceram anos atrás no Instituto Médico Legal da cidade de Campinas.
Isso que nós estamos falando está sendo rigorosamente apurado agora para que o fato não tenha dúvida nenhuma sobre o que tenha acontecido no departamento.
Agora, por fim, só esclarecer que esses fatos não são recentes.
Eles são de algum tempo atrás.
Aliás, não são da atual administração do Departamento de Narcóticos para ser mais correto.
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PERCIVAL NÃO É BEM ASSIM…

E sem dourar a pílula, o DENARC se empenha nas apreensões de grandes quantidades de cocaína. Não conhecemos Delegados dedicados à apreensão de toneladas de maconha, rotineiramente, apreendidas acidentalmente pelo Polícia Rodoviária Federal ou Policiais Militares.

A cocaína é a substância mais facilmente manipulável; tal não ocorrendo com ecstasy, por exemplo.

E as maiores apreensões, de regra, são efetuadas no interior do Estado.

Partindo desses pressuspostos se o DENARC realizar uma grande apreensão de cocaína – vamos falar em cocaína apenas, pois também é a mais valiosa e de fácil comércio( o quanto tiver se vende) – apreensão, apenas para exemplificar, tal qual a ocorrida no mês de outubro no município de Guararápes( cf. notícia ao final).
Lembrando que, na ocasião, o DENARC estava balançando em razão das denúncias relacionadas ao traficante ABADIA.

Por tal, sem perder a linha de raciocínio, a divulgação da grande apreensão era providencial, ou melhor, imprescindível para mostrar serviço.

Assim, imediatamente, a imprensa foi avisada e compareceu ao local.

Lá fez a matéria, filmando o avião, a droga e anunciando o peso.

Normalmente cada embalagem contém um quilo de “cloridrato de cocaína”, ou melhor, de substancia com elevado teor de pureza.

Desnecessário até a pesagem em balança, bastando a contagem das embalagens como se fossemos contar pacotes de um quilo de açúcar.

Duzentos pacotes igual 200 quilos. Caso os pacotes estejam “ensacados”, basta contar as unidades em cada saco; contendo 20 pacotes de um quilo pesará vinte quilos.

Dez sacos idênticos equivalerão a 200 quilos.

Em face da ampla divulgação pela imprensa, aparentemente, tudo é perfeitamente legal e transparente,

Não existindo razão para se vislumbrar eventuais irregularidades, ou para suspeitas, não fossem pequenos detalhes.
Com efeito, o Denarc faz a apreensão e – em vez de apresentar na Delegacia local – transporta a droga e objetos relacionados para a sede do DENARC, local para o qual também são conduzidos os traficantes.

Na sede do Departamento qualquer policial com habilitação e munido de um Kit apropriado de reagentes químicos, elabora o auto preliminar de constatação da substância.

Normalmente o policial que subscreve o auto lança um peso aproximado, ou faz menção de que o peso será aferido posteriormente quando da elaboração do laudo toxicológico, por não contar com balança de precisão.

Não obstante, a compra de balanças de precisão encontráveis em vários plantões policiais( sem muita necessidade, diga-se de passagem).
O auto não avalia o grau de pureza; tampouco o laudo toxicológico descreve o grau de pureza da substância apreendida.

Ou melhor: o quanto do volume total da substância é constituído pelo princípio ativo (cloridrato de cocaína), quanto de outras substâncias como talco, gesso, cal, etc.
Em nosso sistema processual pouco importa o grau de pureza: um quilo de cocaína batizada contendo apenas 20% de cloridrato é a mesma coisa que um quilo de cloridrato de cocaína puro. Como se um quilo de metal banhado a ouro (um chapeado) fosse o mesmo que uma barra de ouro 999,99.

Nenhuma diferença fará na tipificação do crime e na dosagem da pena.

Traficante é traficante.

Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. (MELHOR SERIA: a natureza , quantidade e, salvo melhor entendimento, a potencialidade em razão do grau de pureza dos elementos químicos ativos).

Assim, no Brasil, aquele que transporta um quilo de substância pura, a qual transformará em quatro quilos, estará sujeito à mesma pena daquele que tenha consigo um quilo de substância batizada de cujo volume apenas 25% corresponda ao princípio ativo.
No local da apreensão não se faz coleta de amostras, a lavratura dos autos de exibição e apreensão e lavratura do auto de flagrante é deslocada; desta forma a substância é transportada por centenas de quilômetros até ingressar no DENARC.

Durante o trajeto muita coisa poderá acontecer, especialmente se os policiais contam com o “próprio laboratório”, no qual rapidamente fazem o “corte” de parcela da substância pura.

A qual pode ser exatamente reembalada tal como foi fotografada e filmada pela imprensa.

Tudo antecipadamente planejado, pois grandes quantidades – de regra – não são apreendidas acidentalmente.

Os policiais trabalham até meses para efetivar uma grande apreensão.

Tudo pode ser milimetricamente executado.

Por vezes o flagrante é preparado ou estimulado em face de policiais, ou colaboradores, simularem a compra da grande quantidade.

É um trabalho metódico.
E poderíamos evitar tais desvios simplesmente cumprindo a regra processual: os policiais mesmo do DENARC, ou DEIC, sempre cientificarão, previamente, a autoridade local; para quem se fará a apresentação de todo o material apreendido ; à autoridade local caberá a lavratura do auto de flagrante e demais documentos.

Não faz sentido se prender alguém em Ribeirão Preto e apresentá-lo na Capital, lavrando-se o auto de flagrante que deverá, em seguida, ser remetido para Ribeirão Preto, local em que o flagranciado será denunciado e processado.

Entretanto o Poder Judiciário vê mera irregularidade no deslocamento da lavratura do auto de flagrante.

E “experts” defendem a prorrogação de competência dos Departamentos Estaduais; um grande absurdo.

O DENARC pode ter competência para investigar e operar em todo o Estado, mas a formalização da apreensão e da prisão pelo flagrante cabe, apenas, ao Delegado do local da apreensão ou prisão.
A quebra das normas torna tudo suspeito, facilitando-se os “acertamentos” dentro do Departamento; a subtração e, conseqüente, substituição da droga.
Por outro aspecto, dentro dos laboratórios de Polícia Científica, também, é possível a manipulação da substância pela adição de outros componentes.

O volume será sempre o mesmo, seguindo-se esta maneira de operar, mas aquilo que ficará no depósito até incineramento , ao final, poderá não representar um décimo da substância originalmente encontrada em poder dos traficantes.
E se não houver necessidade de divulgação através da imprensa, sequer terão o trabalho de manipulação da droga.

Apreendidos cem quilos em poder de alguém, pura e simplesmente, retira-se o quanto quiser e lavram-se os autos conforme o produto exibido e o depoimento dos policiais.

Raramente um traficante contará ao Juiz que transportava cem quilos, em vez dos 10 quilos relatados pelos policiais. Do mesmo modo que, geralmente, omitem a subtração de eventuais quantias em dinheiro, pois a posse de quantias reforça a materialidade do crime. Eu disse geralmente, já que quando envolve milhões a grita é certa.
Quando não se conformam – com certa razão – de a Polícia ficar com parte da “muamba”, da “grana” e, ainda, lavrar o flagrante.

Mas, em geral, o traficante até leva alguma vantagem, pois a pena por 10, deverá ser menor do que a pena por 100.

Assim, ficará em silêncio.

Exceto quando – e sempre poderá haver um incidente – o “dono” da cocaína que encomendou o transporte exigir o pagamento pela substância perdida para a polícia.
Quando então o “intermediário”, a “mula” ou o “piloto” alardearão a supressão feita pelos policiais.
A morte pelo traficante desconfiado é certa, enquanto a morte pela mão dos policiais remota. Especialmente pelo fato de que o preso não contará com crédito perante quaisquer autoridades; dificilmente podendo se provar o desvio por ele atribuído aos policiais.

Dessa forma, a probabilidade de sucesso pelos policiais é quase total.
Quanto ao desaparecimento do depósito, como há louco para tudo, alguém pode retirar a droga do DENARC para empregá-la como isca, ou seja, oferecê-la para uma suposta negociação com o objetivo de – no momento do fechamento do negócio – subtrair o dinheiro do comprador desavisado.

É claro que incidentes podem acontecer e a droga ser perdida, para outros policiais, inclusive.

Não vou citar nomes, mas não é para a Polícia Militar.
E no mínimo, no caso de 200 quilos, a reposição custaria U$ 200.000( duzentos mil dolares); um dinheiro que ninguém vai querer tirar do seu paraíso fiscal.
Também, poderá ser retirada para abastecimento de bocas em período de falta da substância e, por qualquer incidente, não ser possível a reposição por volume similar posteriormente.
As possibilidades são inúmeras, conforme se escuta nos meios policiais.

O que importa: não deve ser permitido diligências sem o prévio conhecimento da autoridade local; a apreensão, lavratura dos autos de exibição e apreensão e respectivo auto de prisão em flagrante deverá ser presidido pela autoridade local.

Esta deverá ser a responsável pela custódia da substância e sua pronta destruição, após autorização judicial. (§ 1o A destruição de drogas far-se-á por incineração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, guardando-se as amostras necessárias à preservação da prova.
§ 2o A incineração prevista no § 1o deste artigo será precedida de autorização judicial, ouvido o Ministério Público, e executada pela autoridade de polícia judiciária competente, na presença de representante do Ministério Público e da autoridade sanitária competente, mediante auto circunstanciado e após a perícia realizada no local da incineração.)

O DENARC transporta para a Capital; depois demora ou não devolve ao local de origem.

Por fim, a atual gestão possui muitos anos – em diversas oportunidades – de atuação no DENARC.

Tempo, mais do que suficiente, para conhecer as “malandragens” e evitar através de nova metodologia de trabalho eventuais desvios funcionais.

Não fez por que não quis…

São ou não profissionais acima da média?

Ou se mudar o DENARC “não vira”; aí ninguém mais vai querer trabalhar por lá?

E se algo saiu do cofre foi porque não mudaram a chave.

No mínimo isso poderiam ter feito.
O DENARC – e de nenhum lugar do mundo – acabará com o tráfico (um negócio de CENTO E VINTE BILHÕES DE DOLARES POR ANO), mas não pode realimentá-lo.
Por derradeiro, apenas para fins de desabafo, poderiam “passar cordão de isolamento” no DENARC – tal como fizeram na nossa pequena Delegacia – ” e deixar a Corregedoria trabalhar lá direitinho” ( Everardo Tanganelli Filho, in Jornal A Tribuna, conforme se pode ver neste blog).

Em tempo: destes assuntos só conheço a teoria; nenhuma intimidade na prática.

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Denarc apreende avião carregado com cocaína na região de Araçatuba(click no título da postagem para assistir o vídeo)
Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007 às 18h59
Um avião carregado com cocaína foi apreendido pelo Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos), na tarde de hoje (17), no Aeroporto do município de Guararapes, na região de Araçatuba, a 545 quilômetros da Capital. A apreensão ocorreu às 17h, quando quatro envolvidos no caso foram presos pelos policiais da Diap (Divisão de Inteligência e Apoio Policial) do Denarc. A aeronave apreendida é um Cesna 210, PTJIC, avaliada em US$ 130 mil.Segundo informações preliminares, o Cesna partiu carregado com a cocaína, de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e teria viajado quase sete horas até chegar ao aeroporto, onde os investigadores da equipe do delegado Wuppslander Ferreira Netto estavam de campana havia três dias. Foram detidos o piloto J.A.B., o co-piloto L.A.B., ambos brasileiros, além do paraguaio C.C.D. e o colombiano T.C.C.“Nós vamos levar a droga e os presos para São Paulo, até a sede do Denarc, onde teremos mais detalhes sobre a operação, como por exemplo, a quantidade de droga apreendida”, disse o diretor do Denarc, Everardo Tanganelli.Segundo Tanganelli, a aeronave será trazida para a Capital, com previsão de pouso às 9h de amanhã (18), no Campo de Marte, zona norte da cidade. Os policiais estão na região da operação, cumprindo obrigações legais para trazer os presos e o Cesna para São Paulo.Da Secretaria da Segurança Pública
Se o Ilustríssimo Diretor respeitasse a regra do artigo 290 do CPP, ou seja, apresentasse a ocorrência ao Delegado de Polícia da circunscrição em que foi feita a prisão, não haveria nenhuma suspeita sobre o DENARC desviar parcela da cocaína apreendida.
Também, obedeceria ao princípio da eficiência administrativa, poupando gastos materiais e humanos completamente desnecessários.

Polícia prende 407 em SP durante ‘Operação Carnaval 2008’

PM divulgou balanço parcial do esquema, das 19h do dia 1º até as 7h desta segunda.
Também foram registrados 724 acidentes por Polícia Rodoviária.

Saiba mais
A Polícia Militar de São Paulo divulgou no início da noite desta segunda-feira (4) um balanço parcial da “Operação Carnaval 2008”, criada para combater a violência no estado entre os dias 1º e 5 de fevereiro.

Segundo a PM, das 19h da sexta-feira (1º) até as 7h desta segunda, foram registradas 21.136 ocorrências, todas elas atendidas por policiais militares; 407 pessoas foram presas em flagrante; 235 adolescentes foram detidos; 78 armas de fogo e 101 armas brancas foram apreendidas. A polícia informou ainda que 130.951 pessoas foram revistadas, 52.580 carros foram vistoriados, além de 28.973 motos.

No balanço também foram incluídas as ocorrências registradas pela Polícia Rodoviária. Foram verificados 724 acidentes nas rodovias estaduais até as 0h desta segunda-feira. Eles foram responsáveis por 485 vítimas, sendo 334 com ferimentos leves, 115 com ferimentos graves e 34 mortes. Foram ainda dadas 10.067 multas de trânsito.

Participam da “Operação Carnaval 2008” mais de 82 mil policiais, que contaram com o apoio de 4.681 carros. Somente no sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, foram empregados 3.742 policiais, 125 homens do policiamento montado, 311 carros e cinco cães.

Polícia prende 407 em SP durante ‘Operação Carnaval 2008’

PM divulgou balanço parcial do esquema, das 19h do dia 1º até as 7h desta segunda.
Também foram registrados 724 acidentes por Polícia Rodoviária.

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A Polícia Militar de São Paulo divulgou no início da noite desta segunda-feira (4) um balanço parcial da “Operação Carnaval 2008”, criada para combater a violência no estado entre os dias 1º e 5 de fevereiro.

Segundo a PM, das 19h da sexta-feira (1º) até as 7h desta segunda, foram registradas 21.136 ocorrências, todas elas atendidas por policiais militares; 407 pessoas foram presas em flagrante; 235 adolescentes foram detidos; 78 armas de fogo e 101 armas brancas foram apreendidas. A polícia informou ainda que 130.951 pessoas foram revistadas, 52.580 carros foram vistoriados, além de 28.973 motos.

No balanço também foram incluídas as ocorrências registradas pela Polícia Rodoviária. Foram verificados 724 acidentes nas rodovias estaduais até as 0h desta segunda-feira. Eles foram responsáveis por 485 vítimas, sendo 334 com ferimentos leves, 115 com ferimentos graves e 34 mortes. Foram ainda dadas 10.067 multas de trânsito.

Participam da “Operação Carnaval 2008” mais de 82 mil policiais, que contaram com o apoio de 4.681 carros. Somente no sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, foram empregados 3.742 policiais, 125 homens do policiamento montado, 311 carros e cinco cães.

Polícia prende 407 em SP durante ‘Operação Carnaval 2008’

PM divulgou balanço parcial do esquema, das 19h do dia 1º até as 7h desta segunda.
Também foram registrados 724 acidentes por Polícia Rodoviária.

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Segundo a PM, das 19h da sexta-feira (1º) até as 7h desta segunda, foram registradas 21.136 ocorrências, todas elas atendidas por policiais militares; 407 pessoas foram presas em flagrante; 235 adolescentes foram detidos; 78 armas de fogo e 101 armas brancas foram apreendidas. A polícia informou ainda que 130.951 pessoas foram revistadas, 52.580 carros foram vistoriados, além de 28.973 motos.

No balanço também foram incluídas as ocorrências registradas pela Polícia Rodoviária. Foram verificados 724 acidentes nas rodovias estaduais até as 0h desta segunda-feira. Eles foram responsáveis por 485 vítimas, sendo 334 com ferimentos leves, 115 com ferimentos graves e 34 mortes. Foram ainda dadas 10.067 multas de trânsito.

Participam da “Operação Carnaval 2008” mais de 82 mil policiais, que contaram com o apoio de 4.681 carros. Somente no sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, foram empregados 3.742 policiais, 125 homens do policiamento montado, 311 carros e cinco cães.

Polícia prende 407 em SP durante ‘Operação Carnaval 2008’

PM divulgou balanço parcial do esquema, das 19h do dia 1º até as 7h desta segunda.
Também foram registrados 724 acidentes por Polícia Rodoviária.

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Segundo a PM, das 19h da sexta-feira (1º) até as 7h desta segunda, foram registradas 21.136 ocorrências, todas elas atendidas por policiais militares; 407 pessoas foram presas em flagrante; 235 adolescentes foram detidos; 78 armas de fogo e 101 armas brancas foram apreendidas. A polícia informou ainda que 130.951 pessoas foram revistadas, 52.580 carros foram vistoriados, além de 28.973 motos.

No balanço também foram incluídas as ocorrências registradas pela Polícia Rodoviária. Foram verificados 724 acidentes nas rodovias estaduais até as 0h desta segunda-feira. Eles foram responsáveis por 485 vítimas, sendo 334 com ferimentos leves, 115 com ferimentos graves e 34 mortes. Foram ainda dadas 10.067 multas de trânsito.

Participam da “Operação Carnaval 2008” mais de 82 mil policiais, que contaram com o apoio de 4.681 carros. Somente no sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, foram empregados 3.742 policiais, 125 homens do policiamento montado, 311 carros e cinco cães.

Polícia prende 407 em SP durante ‘Operação Carnaval 2008’

PM divulgou balanço parcial do esquema, das 19h do dia 1º até as 7h desta segunda.
Também foram registrados 724 acidentes por Polícia Rodoviária.

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Segundo a PM, das 19h da sexta-feira (1º) até as 7h desta segunda, foram registradas 21.136 ocorrências, todas elas atendidas por policiais militares; 407 pessoas foram presas em flagrante; 235 adolescentes foram detidos; 78 armas de fogo e 101 armas brancas foram apreendidas. A polícia informou ainda que 130.951 pessoas foram revistadas, 52.580 carros foram vistoriados, além de 28.973 motos.

No balanço também foram incluídas as ocorrências registradas pela Polícia Rodoviária. Foram verificados 724 acidentes nas rodovias estaduais até as 0h desta segunda-feira. Eles foram responsáveis por 485 vítimas, sendo 334 com ferimentos leves, 115 com ferimentos graves e 34 mortes. Foram ainda dadas 10.067 multas de trânsito.

Participam da “Operação Carnaval 2008” mais de 82 mil policiais, que contaram com o apoio de 4.681 carros. Somente no sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, foram empregados 3.742 policiais, 125 homens do policiamento montado, 311 carros e cinco cães.