ENQUANTO AQUI A NOSSA ADPESP NADA FAZ PELOS DELEGADOS DO DEMACRO E INTERIOR

Defender os policiais federais não é “desfavor” senhor delegado
25/10/2007
foto: Agência Fenapef
Francisco Carlos Sabino, Diretor de Relações do Trabalho da Fenapef
Infelizmente as vezes é melhor ter um problema auditivo do que ser obrigado a ouvir asneiras. O que nos deixa mais tranqüilos é que idiotice não paga impostos, porque se pagasse certas pessoas estariam devendo aos cofres públicos.
Como é de conhecimento público, a diretoria de Relações de Trabalho da Federação Nacional dos Policiais Federais vem percorrendo o país conhecendo as condições de trabalho dos colegas, principalmente aqueles que exercem suas funções nas localidades mais distantes das capitais. As unidades onde esses policiais prestam serviços, via de regra, carecem de uma melhor infra-estrutura que vai desde a reforma de prédios até a falta de papel higiênico. Além disso, a carência de funcionários obriga esses colegas a se desdobrarem em seus turnos de trabalho, para que a própria Delegacia não fique às moscas.
Antes de prosseguirmos, é necessário que parabenizemos esses dignos profissionais que, anônimos, não medem esforços para dar continuidade aos trabalhos em execução.
Por outro lado, é nosso dever também alertar esses profissionais de que esse esforço contraria as normas vigentes, além de reduzir consideravelmente seus reflexos o que pode comprometer sua própria saúde e integridade quando da execução de suas tarefas.
Referimo-nos especificamente aos colegas que além de ficarem de plantão por 24h sem tirar a folga regulamentar de 72 horas, ainda são obrigados, após um breve descanso, a retomarem a suas funções na Delegacia.
Esse tipo de situação motivou a visita da diretoria de Relações de Trabalho da Fenapef à Delegacia de Jataí em Goiás. A ida do diretor a Jataí foi retratada em uma matéria publicada neste site. Depois disso, a Federação protocolou um ofício endereçado ao delegado titular Dorival Pagliato, solicitando a adoção de medidas com vistas relativas à carga horária exercida pelos policiais de plantão.
No nosso entendimento uma simples medida ADMINISTRATIVA, que em nada onera ou desrespeita a quem quer que seja.
Estávamos enganados.
O Diretor de Relações do Trabalho da Fenapef voltou a Jataí duas semanas depois da publicação da matéria. Francisco Sabino já estava na Delegacia conversando com o colega que estava no Plantão quando o delegado Dorival entrou na sala. Ao ser cumprimentado a autoridade soltou a pérola: “Obrigado pelo desfavor que vocês fizeram a esta delegacia, pela matéria publicada no site da Fenapef”.
O tom de voz do delegado parecia ser de uma pessoa prestes a se alterar, deixando diretor Sabino sem entender quais teriam sido os motivos de sua revolta, uma vez que a intenção da Fenapef é mostrar às autoridades superiores as reais necessidades das delegacias.
A atitude da autoridade revela talvez, em uma primeira hipótese, a falta de educação já que qualquer manual de boa educação recomenda que uma frase de “bom dia” seja respondida por outra de igual teor.
O engraçado é que em uma reunião realizadas na semana anterior o delegado titular Dorival Pagliato, disse em alto e bom som a todos os presentes: “que não tinha apoio logístico em Goiânia”, concordando em gênero, número e grau com todas as colocações feitas durante o encontro. Ele ainda apoiou e parabenizou a Fenapef pelas iniciativas.
É dever esclarecer que enquanto permaneceu na reunião o delegado, em nenhum momento , manifestou qualquer discordância quanto aos fatos que ali eram comentados, o que foi testemunhado por todos os integrantes daquela delegacia.
Outra frase dita por este senhor quando foi novamente visitado pela Fenapef foi: “Que todo o trabalho feito junto à academia, para lotações de novos policiais foi por água abaixo”.
Mais uma vez a frase proferida não faz sentido. A cidade de Jataí continua no mesmo lugar, as carências da Delegacia são as mesmas e os colegas que lá se encontram continuam a exercer suas funções.
Não contente com as suas infelizes declarações e, talvez, acometido pela síndrome do autoritarismo, o doutor pediu a um colega que solicitasse que o diretor da Fenapef, Francisco Sabino saísse do interior da delegacia. O pedido foi feito quando Sabino protocolava o ofício da Federação.
Para começo de conversa a Delegacia de Polícia Federal em Jataí não é propriedade do senhor Dorival para que ele decida quem se dirige ao protocolo ou não. A Delegacia da Polícia Federal é um local público em que qualquer cidadão brasileiro tem direito de ir para protocolar um documento oficial. Como qualquer cidadão, Sabino esperou a conclusão do protocolo, se despediu dos colegas e se retirou do prédio da delegacia.
Diante de tais fatos providências precisam ser tomadas.
Em primeiro lugar é preciso que alguma autoridade do DPF dê a esse senhor noções básicas de educação pois ao receber um bom dia ele deve responder no mesmo teor.
Em segundo lugar, o direito à comunicação e à livre manifestação em jornais, panfletos, rádios ou sites como este, é previsto em norma legal. Além disso, ao contrário da manifestação do delegado, a matéria publicada no site em nada prejudicou ou denegriu a imagem de seu titular. Mostramos apenas e tão somente as deficiências por que passa a DPF para que de fato sejam corrigidas.
Em terceiro lugar, é preciso que se diga que uma delegacia de polícia é dividida em locais de acesso público e locais reservados. O setor de protocolo é um local ao qual todo e qualquer cidadão deste país pode e deve ter acesso para, se quiser, protocolar suas reclamações e pedidos. Desta forma, ao ali permanecer aguardando a conclusão do protocolo, ninguém está cometendo nenhum ato ilícito que deva ser motivo de “ordens” de um delegado.
Em quarto, se o mesmo Titular achou, dentro de sua majestade policial, que o diretor Sabino estava cometendo algum ilícito, por menor que fosse, deveria o mesmo ter se dirigido até aquele local e tomado as providências que o caso exigisse.
Em quinto, já que falamos em ilicitudes, cabe lembrar a essa autoridade de que o ilícito mesmo é deixar um funcionário de empresa particular de segurança, em que pese ser da empresa FEDERAL, exercer funções de plantonista.
Em sexto, é preciso dizer que atitudes como essa só servem para demonstrar o despreparo e falta de coleguismo de algumas pessoas que, alçadas a postos de comando, passam a acreditam serem proprietárias de prédios públicos, bem como serem os funcionários seus empregados.
Por fim, pedimos a quem de direito, que reveja os critérios adotados quanto às promoções a esse senhor, DPF Dorival. É preciso saber se o mesmo preenche todos os requisitos para assumir um posto mais elevado. É voz corrente em Goiás, que o mesmo será alçado ao posto de Direx, indo exercer as suas funções no Piauí. Será que o Piauí merece isso?
É preciso ficar claro de uma vez por todas que as ações promovidas pela Diretoria de Relações de Trabalho da Fenapef visam, única e exclusivamente, a qualificação de todas as delegacias da PF fazendo com que as condições de trabalho sejam as mesmas nas capitais ou nos locais mais distantes. Mais do que isso. Trabalhamos pela execução e cumprimento de todas as Portarias e Normas emanadas da Direção Geral e das leis trabalhistas.
Vamos demonstrar através de nosso site os descalabros em que vivem certas delegacias, ou quase todas as delegacias, para que as autoridades responsáveis vejam através das fotos o caos em que elas se encontram, tomando assim providências para a sua restauração.
Frases do tipo “sabe com quem está falando” e “isso não vai ficar assim” estão no passado. Hoje vivemos em um país democrático que respeita às normas vigentes. A república das caras feias ruiu, meu caro delegado. Vivemos num país livre, governado por um ex-sindicalista que certamente nunca foi “convidado” a se retirar de alguma fábrica onde estivesse protocolando alguma reivindicação.
Desta forma cumpre informar que medidas arbitrárias serão tratadas com o rigor da lei. Não é a falta de educação ou o autoritarismo que irão calar a Diretoria de Relações do Trabalho ou qualquer integrante da Federação Nacional dos Policiais Federais.

Diretoria Executiva da Fenapef

Uma entidade de classe que não peita a Administração ou é corrupta, ou é covarde… Ou as duas coisas.
De se ver o conteúdo da “Resenha” – ADPESP de nº 9 – duas folhas e oito fotos do candidato a reeleição SÉRGIO MARQUES ROQUE. Indevidamente empregando o “nosso dinheiro” para financiar a campanha pela reeleição da acéfala diretoria da outrora independente e pujante ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
O MAIS GRAVE – em face do emprego do dinheiro alheio para financiamento da campanha – é ver a foto do DOUTOR MAURÍCIO LEMOS FREIRE, emprestando esforços e a sua imagem para o subliminar apoio dos consortes em prol da reeleição do Doutor Roque.
Será que o Excelentíssimo Delegado-Geral conferirá a honra de posar ao meu lado e ao lado dos demais candidatos de oposição?
OU EM TIME QUE NÃO GANHA NÃO SE MECHE…
A ADPESP NÃO GANHA E NUNCA SE MECHE, SALVO PARA BRASÍLIA.

UM MAESTRO COM CRISE DE ESTRELISMO – GOVERNADOR NOMEANDO MÚSICO É SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO 1

Crítica de maestro a Serra vai parar na Internet
Uma fala atribuída ao maestro John Neschling, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), em que ele chama o governador José Serra de “menino mimado” e “autoritário”, foi parar no site de vídeos YouTube.
A gravação teria sido feita sem que Neschling soubesse, durante ensaios da orquestra. No áudio, ele diz que existe um “mal-estar do governo em relação a ele, por uma questão meramente de querer mandar”.
Ele se referiu ao fato de José Serra ter tido, entre os meses de abril e julho deste ano, a intenção de afastá-lo do comando da Osesp. John Neschling ficou no cargo por ter apoio dos conselheiros da orquestra.
“A Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo tem um conselho, e o conselho não abre mão de mim. O governador pode ter desejos, mas não manda no conselho”, teria afirmado Neschling.
Segundo a colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, a Fundação Osesp não nega o conteúdo das falas, mas que o assunto já está superado. Já a assessoria de Serra diz que ele não tomou conhecimento do vídeo.
Redação Terra

HEURECA!

Descobri a razão do salto de qualidade da Polícia Federal de 1995 para cá; coincidentemente com o vertiginoso desprestígio operacional e institucional da Polícia Civil.
O regresso dos emprestados.
Melhor dizendo: dos emprestáveis.

A POLÍCIA REPUBLICANA DO PAULO HENRIQUE AMORIM

O respeitável jornalista, rotineiramente, rasga encômios a determinada polícia que afirma ser republicana.
De fato; nada mais republicano que as corriqueiras visitas de cortesia às chefias da maior polícia judiciária desta República Democrática.
Pensando bem… Polícia cobrando propina de Polícia é ação entre camaradas.
Quando se trata de corrupção entre policiais civis e federais, a CONVERSA SEMPRE FOI AFINADA…OU QUASE SEMPRE.

QUEM TOMOU PROPINA PARA LEGALIZAR A JOGATINA ELETRÔNICA? 1

19/02/2004
Jogatina: o PT vai botar o lixo para fora?
Lixo no tapete
Em vez de varrer o lixo para debaixo do tapete, o governo federal do PT, os governadores do PT, os deputados e os senadores do PT poderiam botar o lixo para fora: acabar com o jogo, em vez de alimentá-lo com lobbies de seus próprios parlamentares, com decisões precárias de seus próprios governadores e, pior, com mensagens presidenciais de apoio, como a que foi enviada ao Congresso esta semana pelo presidente Lula da Silva, por meio de seu ministro José Dirceu.
Manter as aparências
O presidente da República nem ao menos tomou o cuidado, farisaico que fosse, de manter as aparências, de retirar de sua mensagem ao Congresso a proposta de legalizar o bingo.
Isto dias depois de o país começar a conhecer mais uma facção da jogatina, que constitui um dos vários submundos que corrompem, formam quadrilhas, matam, traficam.
Uma facção que conseguiu ter um de seus amigos, Waldomiro Diniz, dentro da sede do governo federal, assessorando o ministro mais importante do governo, negociando com parlamentares.
Governo e parlamentares petistas vão tomar uma atitude e enterrar o jogo? Proibir os bingos? Vão se fingir de mortos?As aparências enganaram.
O escárnio da proposta que o presidente da República fez chegar ao Congresso não é maior apenas do que o descaramento de José Genoino, presidente do PT, de Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado, e de outros petistas menos cotados, que recorrem aos mesmos argumentos cínicos que seus adversários tucanos e pefelistas empregavam para barrar CPIs.
CPIs propostas pelo próprio PT com tanto alarde –alarde farisaico, vê-se agora.
QuadrilhaBingo, bicho, caça-níquel, cassino clandestino, tudo isso é lixo, é chamariz de quadrilha, de lavagem de dinheiro, de tráfico de drogas, de exploração organizada de prostituição, pistolagem, corrupção política, estímulo ao vício, à destruição psicológica e financeira de indivíduos.
Amigos da jogatinaZeca do PT, governador do Mato Grosso, e Wellington Dias, governador petista do Piauí, gostam do jogo, do bingo, que chancelaram em seus Estados –o governo de Zeca do PT é amigo não apenas do bingo, mas também dos caça-níqueis.
O deputado federal Gilmar Machado (PT-MT) faz o lobby do jogo, do bingo.
Há anos procura fazer aprovar a legalização do bingo.
Contaminação.
Há políticos de outros partidos que são amigos da jogatina, que dão guarida a esse lixo? Às pencas, muitos.E daí?
O PT não era diferente de “tudo isso que está aí”?E daí?
O PT não pode tomar uma atitude para dar cabo desse lixo? Está contaminado pela bancada da jogatina nos demais partidos? Está contaminado pelo quê?Rosinha de vergonha.
Há um deputado federal do PT, o doutor Rosinha, do Paraná, que parece ser contra a jogatina. “Não acho saudável atrelar jogos a esporte”, disse certa vez à Folha.
Mas o dinheiro do jogo não pode financiar “práticas sadias”, acredita Rosinha: “Vou polemizar e vou forçar a discussão dentro do partido porque acho que bingo e esporte não se misturam. Se tivermos que liberar o bingo, que isso seja feito em uma lei própria. Não posso conceber que jogos de azar possam financiar práticas sadias”.Jogatina não pode financiar “práticas sadias”. E outras práticas? Os Waldomiros?* * *Reproduzo abaixo trechos de artigo de 11 de janeiro de 2003, publicado na Folha por Luís Nassif, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, a respeito do que ele chamou apropriadamente de “praga social do bingo”, a qual avaliou com precisão e paixão jornalística em várias de suas colunas.
Vale reler:”Em todos os países civilizados, há cada vez mais medidas de repressão às chamadas doenças sociais, como a droga, o alcoolismo, o tabagismo e o jogo. Mas não se pode comparar o ato de beber com o ato de jogar. A disseminação do alcoolismo não depende da quantidade de bares existente, nem os alcoólatras representam porcentagem elevada dos freqüentadores de bares.Já o jogo –especialmente o bingo– é uma compulsão que depende basicamente da facilidade de acesso aos cassinos. Não se venha com o argumento de que, se proibir o jogo, os viciados irão recorrer a cassinos clandestinos. As donas de casa, os aposentados e as pessoas humildes freqüentam bingos pela proximidade e pelo fato de ser atividade legal e aceita pela sociedade. Apenas uma pequena porcentagem aceitaria correr os riscos de freqüentar cassinos clandestinos.No ano passado foi feita pesquisa em um bingo de São José dos Campos que mostrou que 45% (!) dos freqüentadores são jogadores patológicos. Em 1997, outro estudo ‘Jogo Patológico: Um Estudo Sobre Jogadores de Bingo, Videopoker e Jockey Club’, de Maria Paula de Magalhães Tavares de Oliveira, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, classificou 33% dos freqüentadores como jogadores patológicos.Os dois estudos foram feitos por pesquisadoras do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp. Para o psiquiatra Marcelo Fernandes, que coordena o ambulatório de jogadores patológicos da Unifesp, o bingo democratizou o vício do jogo e já é a modalidade preferida entre dependentes, desbancando inclusive a loteria.
Velho adversário do jogo, das poucas pessoas que tentaram barrar a autorização aos bingos, o ex-senador José Serra escreveu artigo na época (republicado em seu recém lançado livro ‘Ampliando o Possível’), rebatendo mitos do jogo, como o de que os cassinos significariam mais empregos ou recursos externos para o país.
Em Las Vegas, cidade com a maior concentração de cassinos do mundo, 8,7% da população adulta (ou 70 mil pessoas) tem algum problema ligado ao jogo. No estado de Nevada (onde está Las Vegas e onde existem mais cassinos e há mais tempo nos EUA), o número de casos de suicídio é duas vezes maior do que na média do país.
Estudo de 1995, feito em Iowa, mostrou que 5,4% da população do Estado tinham, naquele ano, algum problema mais sério com o jogo, contra apenas 1,7% da população antes da abertura dos barcos-cassinos na região.Em Atlantic City, metade dos restaurantes da cidade fechou as portas dois anos depois da abertura dos cassinos na cidade, no final dos anos 70. Em Illinois, em 1995, a operação dos cassinos provocou perdas de US 1,9 bilhão para o comércio local. No mesmo Estado, todos os efeitos ‘positivos’ trazidos pelos cassinos (pagamento de salários e compras na região) totalizaram US 1,8 bilhão também em 1995.Em Wisconsin, o número de crimes cresceu 6,7% depois da abertura de cassinos. Somando-se os casos de crimes que decorrem indiretamente do jogo (como maus-tratos e agressões cometidas por viciados), o número cresceu para 9%.
Como bem lembra Serra, o volume de dinheiro que circula em torno do jogo é suficiente para atrair dinheiro sujo, proveniente do tráfico de drogas e outras atividades ilegais.”
Vinicius Torres Freire é Secretário de Redação da Folha, onde já foi editor de Dinheiro, Opinião, Ciência e Educação. Escreve para a Folha Online às quintas-feiras.

O PARTIDO DOS TRABALHADORES E AS VERBAS NÃO CONTABILIZADAS DOS BINGOS E CIª

Buratti foi elo entre donos de bingos e PT
MARIO CESAR CARVALHODA REPORTAGEM LOCAL
Não é fortuita a idéia de que o advogado Rogério Buratti fala com conhecimento de causa quando diz que o PT recebeu recursos para o caixa dois da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, do setor de bingos. Buratti foi um dos elos entre o partido e donos de bingos e fabricantes de máquinas, segundo empresários de São Paulo e do Rio ouvidos pela Folha e petistas de Ribeirão Preto.A contribuição de R$ 1 milhão que o PT recebeu de bingos de São Paulo em 2002, revelada pelo próprio Buratti ao Ministério Público, foi negociada por ele, segundo relato desses empresários.Não há documentos sobre essa atividade de Buratti por razões óbvias: arrecadadores de recursos ilegais de campanhas políticas não passam recibo.O advogado disse à Folha que nunca manteve contatos com empresários de bingos: “Caso eu tenha feito esses contatos para arrecadar dinheiro com bingueiros deve ser, com certeza, obra do Espírito Santo”, ironiza.No caso de Buratti, havia um agravante para explicar os cuidados que cercavam a operação de arrecadação de fundos. Buratti foi colocado na geladeira pelo PT em 1994, quando era secretário de Governo de Ribeirão Preto na primeira gestão de Antonio Palocci na prefeitura e foi apanhado numa gravação falando sobre obras com um empreiteiro. A decisão do PT de colocá-lo na geladeira tinha um quê de encenação: ele continuou trabalhando para o partido e para Palocci mesmo quando estava afastado.Formalmente, o PT não tomou nenhuma medida contra Buratti. Um processo aberto na Comissão de Ética concluiu que o advogado deveria ser absolvido. Mas o partido nunca se preocupou em reabilitar o militante diante da opinião pública.Divisão de trabalhoBuratti era encarregado de fazer os contatos com os bingos de São Paulo junto com Ralf Barquete, o ex-secretário da Fazenda na segunda passagem de Palocci pela Prefeitura de Ribeirão Preto (2001-2002), que morreu no ano passado de câncer. No Rio, Waldomiro Diniz foi designado pelo PT para fazer o mesmo trabalho.O comitê de campanha do PT decidira em 2002 que uma das medidas defendidas no programa de Lula, a regulamentação dos bingos, poderia ajudar a engordar a arrecadação. À época, os bingos só funcionavam por meio de liminar. O partido colocou em marcha uma operação segundo a qual os empresários de bingo de São Paulo e Rio deveriam contribuir com R$ 1 milhão cada grupo.No primeiro depoimento de Buratti à CPI dos Bingos, ele afirmou que a meta foi cumprida nos dois Estados. Empresários entrevistados pela Folha apresentam uma versão diferente: Buratti foi mais eficiente que Waldomiro Diniz. O ex-presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio) não teria conseguido arrecadar a sua parte, de acordo com essa versão.A divisão de trabalho entre o Rio e São Paulo obedecia a uma lógica de divisão de poder dentro do partido. Waldomiro Diniz era ligado ao então deputado federal José Dirceu, enquanto a dupla Buratti-Barquete trabalhava para Palocci. Se é correta a versão de que o grupo de Palocci conseguiu a contribuição e o de José Dirceu fracassou, esse fato teria contribuído para Palocci conquistar pontos na cúpula petista. Afinal, não é qualquer um que consegue R$ 1 milhão de empresários antes da realização do primeiro turno de uma eleição.Foi por causa dos contatos que Buratti tivera com empresários de bingo que a Gtech decidiu procurá-lo em 2003 para tentar renovar um contrato de R$ 650 milhões com a Caixa Econômica Federal. O nome de Buratti foi sugerido à Gtech, uma das maiores empresas de jogos do mundo, por empresários de bingo. A Gtech não tem negócios com bingos, mas mantém contatos com empresários do setor por ter interesse no crescimento do mercado de jogos.A empresa diz que foi Buratti quem a procurou, com a intenção de extorquir dinheiro no processo de negociação com a Caixa. Em 2003, Ralf era assessor da presidência da Caixa, cargo em que pôde perceber os esforços da GTech para manter o contrato.DecepçãoA doação de R$ 1 milhão à campanha do PT é proporcional à decepção que os empresários tiveram com a decisão que o presidente Lula tomou depois de Waldomiro Diniz ter sido flagrado em uma gravação de vídeo pedindo propina ao empresário Carlos Cachoeira -o fechamento dos bingos por meio da medida provisória 168, editada em janeiro do ano passado. Na época em que gravação foi divulgada, em 2004, Waldomiro era assessor de José Dirceu, então ministro da Casa Civil.Decepção e traição são os termos mais lisongeiros reservados a Lula e ao PT pelos empresários de bingo. Com o fechamento das casas, os fabricantes de máquinas deixaram o país. Foi o que aconteceu com os angolanos José Paulo Teixeira Cruz Figueiredo e Artur José Valente Oliveira Caio, apontados pela revista “IstoÉ Dinheiro” como os doadores de R$ 1 milhão para o PT -versão negada pelo advogado da dupla, Paulo José Iasz de Morais.No início do ano passado, eles fecharam a Fabama (Fábrica Brasileira de Máquinas Automáticas) em São Paulo e decidiram deixar o país. Vivem entre Miami e Lisboa e produzem equipamentos na Europa. Não querem ouvir falar de política, muito menos do PT, segundo interlocutores dos empresários.Advogado nega ter arrecadado caixa dois do PT DA REPORTAGEM LOCAL O advogado Rogério Buratti nega que tenha mantido contatos com empresários de bingos para arrecadar recursos para o caixa dois da campanha presidencial do PT, em 2002. “Nunca conversei com empresários de bingo. É fácil apurar porque meu sigilo telefônico foi quebrado e não há nenhum contato com bingueiros”, afirma.Há, no entanto, um descompasso entre as datas dos contatos que Buratti manteve com empresários de bingo e o período em que seu sigilo telefônico foi quebrado. A doação de R$ 1 milhão ocorreu no segundo semestre de 2002, segundo relato de empresários, enquanto a quebra do sigilo telefônico de Buratti se estende do início de 2003 ao final de 2004.”Se eu tivesse mantido contato com esses empresários em 2002, os bingueiros ligariam em 2003 para cobrar o que prometi, e não há nenhuma ligação”, pondera. O advogado diz que foi alvo de escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, entre maio e setembro de 2004 e não há voz de donos de bingos nas gravações.Buratti afirma também que não faz muito sentido a versão de que Ralf Barquete foi nomeado pelo PT para arrecadar recursos junto aos bingos.”Por que o PT teria nomeado o Ralf se ele não era filiado ao partido?”, pergunta. “Ralf só fazia o que Palocci mandava. Se ele fez alguma coisa com os bingueiros, o que eu não sei, foi por indicação de Palocci.”Buratti diz que foi por ordens de Palocci que Ralf teria cuidado da operação que trouxe de Brasília para São Paulo os dólares que teriam sido enviados de Cuba para a campanha do PT, segundo a revista “Veja”.

O JOGO DO BICHO E O P (para) T(todos)!

Jogo do bicho e o PT gaúcho:
Entenda o caso 31/10 – 11:30:00 AM Último Segundo
Às vésperas da corrida eleitoral de 2002, o PT gaúcho enfrenta uma das piores crises de sua história. O pivô do caso é o petista Diógenes de Oliveira, presidente do Clube de Seguros e Cidadania, criado em 1998, em Porto Alegre. Numa gravação apresentada pela CPI da Segurança Pública, na semana passada, Diógenes conversa com o então chefe de polícia Luiz Fernando Tubino e pedia que ele impusesse um relaxamento da repressão ao jogo do bicho. Na fita, Diógenes diz ter bom relacionamento com bicheiros e que falava em nome do governador Olívio Dutra. O governo petista do Estado tem minoria na Assembléia Legislativa, controlada pela oposição, como também a CPI. A CPI trabalha com a hipótese de doações do jogo do bicho à campanha de Olívio, em 1998. Nesse ano, o clube arrecadou R$ 300 mil de doações, posteriormente repassadas ao PT. Os dados foram obtidos pela CPI após quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Diógenes e do clube. Como o ramo de seguros rendeu apenas R$ 20 mil ao clube, a CPI suspeita que a atividade servia apenas de fachada para a arrecadação de fundos para a campanha petista. Nesta terça-feira, o PT nacional resolveu apoiar Olívio e atacar Diógenes. O diretório estadual do partido no Rio Grande do Sul vai analisar a conduta do ex-tesoureiro de campanha. Diógenes disse ter usado o nome de Olívio sem permissão. Cronologia O estopim do caso ocorreu com a gravação, mas ele vem sendo traçado desde 1999. Acompanhe a cronologia: Em março de 1999, é pedida, na Assembléia Legislativa, a instalação de uma CPI para investigar problemas na área da segurança pública. Em março de 2000, a Assembléia instala a CPI do Crime Organizado, deixando a segurança pública de lado, depois de manobra da bancada governista. Em setembro de 2000, o Legislativo aprova o relatório da comissão, que propõe a criação da CPI da Segurança Pública. A intenção era investigar a relação entre o Estado e o crime organizado, baseado em 222 denúncias contra agentes policiais e 31 contra delegados. Dos 53 presos por conta dos trabalhos da CPI, vários eram policiais. Um delegado e 35 agentes da Polícia Civil foram afastados. Em abril de 2001, a Procuradoria Geral da Assembléia emite parecer favorável à instalação da CPI, que estava sendo barrada pelos governistas. Dias depois, é instalada a CPI da Segurança Pública. Em maio, delegados dizem à CPI que banqueiros do jogo do bicho doam dinheiro para o PT e para obras sociais do governo. No mesmo mês, é revelada a existência de um inquérito que investiga ao menos cinco deputados por suspeita de recebimento de verba do jogo do bicho na campanha de 98. No dia 17 de maio, Jairo Carneiro dos Santos, ex-tesoureiro do PT e expulso por desvio de dinheiro, diz que o Clube de Seguros recebeu verba do jogo do bicho para comprar um prédio, que foi cedido ao PT. O prédio custou R$ 310 mil e foi comprado em 1998. Jairo diz que, no total, foram doados R$ 600 mil. Em julho, Diógenes apresentou uma lista de doadores tentando justificar a compra do prédio. Mas a lista mostrava doações feitas em 99, depois de quitada a compra. Uma outra lista foi apresentada depois, mas, como na primeira, não havia dinheiro o bastante para a compra do prédio em 1998. Em junho, o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, denuncia uma suposta ligação do governo com a máfia internacional de exploração de jogos eletrônicos e videoloterias. Ainda em junho, Jairo depõe na CPI e diz que mentiu sobre as doações do jogo do bicho, alegando que queria apenas se vingar do partido. Em outubro, Jairo volta a depor na comissão e confirma ter inventado a história das doações. No entanto, é revelado que, na data do primeiro depoimento, ele recebeu duas ligações do PT em seu celular. Uma foi da sede do partido e a outra do atual tesoureiro da legenda, Marcel Frison. Jairo não explica os telefonemas. No dia 22 de outubro, Carlos Zignani, representante da empresa Marcopolo S/A, diz que a empresa fez doações diretamente ao PT, e não ao Clube de Seguros, contradizendo a versão de Diógenes. Mas os recibos da doação são assinados por Diógenes e por Janice Foschiera, funcionária do clube. No dia 26 de outubro, Luiz Fernando Tubino, ex-chefe de Polícia da gestão de Olívio Dutra depõe na CPI, que divulga uma fita na qual ele e Diógenes conversam sobre o jogo do bicho. Diógenes diz que fala em nome de Olívio e sugere o relaxamento na repressão ao jogo do bicho. Tubino reconhece a conversa, feita em 1999. O governador nega que tenha dado qualquer autorização a Diógenes. O presidente do clube diz que manteve a conversa, mas que apenas quis testar a fidelidade de Tubino. Tarso Genro O caso pode acabar enfraquecendo o nome de Olívio para a reeleição em 2002. Até então, ele ocupava o nome preferencial do PT para disputar a corrida eleitoral. Agora, o prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, pode ganhar fôlego na disputa. Genro é da ala Rede, que lançou, em setembro, seu nome para o governo do Estado. O prefeito, reeleito em 2000, é um dos principais nomes da esquerda do partido.

VERMELHO .:: A esquerda bem informada ::. Resposta

VERMELHO .:: A esquerda bem informada ::.
Notícia velha para não cair no esquecimento.
Já que o Paulo Lew anda bravo comigo; acusando-me, reiteradamente, de defensor do PSDB.

Todavia, segundo os meus parcos conhecimentos, o primeiro partido a “institucionalizar” e “monopolizar” a corrupção via exploração dos jogos de azar foi o PARTIDO DOS TRABALHADORES; no Rio Grande do Sul.
Destacando que “elitista” é a postura do Exmº Presidente Luís Inácio, especialmente em relação ao direito de greve.
Décadas atrás não pregava que “a greve sem desconto dos dias de paralização equivaleria a férias remuneradas”.

Vale dizer: se tornou defensor do patrão.

Por outro aspecto: caberia aos Senhores Prefeitos e respectivos Secretários do Comércio – especialmente das cidades com guardas municipais muito bem aparelhadas – proibir a instalação de equipamentos caça-níqueis em bares, restaurantes, lanchonetes, etc.

Nada fizeram, ou melhor, fizeram vistas grossas para a jogatina ilegal.

Padaria vende pão e leite, sendo atribuição das prefeituras reprimir os desvios da atividade para a qual foi conferido alvará de funcionamento.

A Sra. Marta, apenas para dar exemplo, jamais determinou a fiscalização e o fechamento de bingos ilegais, tampouco a apreensão de caça-níqueis.

Vão querer me dizer que não se levava propina.

Ora, para apreenderem caça-níqueis instalados em todas as esquinas da Capital não se necessitaria de investigação, de laudos ou quaisquer formalidades junto a Polícia Civil.

Não há como se confundir Padaria com estabelecimento de “diversão eletrônica” – como alguns qualificam os caça-níqueis.

SUSPEITO…SEMPRE "MUITO SUSPEITO"! 1

CASO ISRAEL – UM PERÍODO DA PF QUE NÃO PODE VOLTAR NUNCA
26/12/2002
por Francisco Carlos Garisto
“Estou saindo porque constatei uma fraude e como servidor público acho que minha missão se encerra num governo quando não posso impedir esse tipo de coisa” – Severo Gomes, ex-secretário de Orestes Quércia no governo de SP.
O ex-senador Severo Gomes demitiu-se do cargo de secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo em 1991, convencido de que havia descoberto uma fraude.
Tratava-se de uma importação de equipamentos israelenses realizada no final do governo Orestes Quércia, envolvendo 310 milhões de dólares, cercada de suspeitas. Na verdade, uma compra sem concorrência e superfaturada.
Frederico Vasconcelos, repórter da Folha de São Paulo investigou durante três anos e reuniu farto material, que demonstrou o tráfico de influência, corrupção e até ameaças de morte que cercaram toda a fraude conhecida como ” As Importações Fraudulentas de Israel”
O material reunido por Frederico era tão farto de provas, que ele resolveu escrever um livro sobre o assunto. Assim o Brasil ganhou um documento vivo da corrupção que se pratica em nosso país até hoje: “FRAUDE – Os bastidores do caso das importações de Israel pelo governo Quércia”, Editora Scritta – 1994.
Nesse livro fica patenteado o que significa uma polícia ser dirigida por pessoas que somente têm compromissos com seus interesses próprios e nunca com a instituição Policial Federal.
Sobre o caso, Jânio de Freitas escreveu em sua coluna da Folha no dia 12 de junho de 1991: “A Polícia Federal do doutor Romeu Tuma ainda não se mostrou afeita a investigar escândalos com figurantes graúdos”
O Superintendente da PF de São Paulo à época era Marco Antonio Veronezzi, fiel escudeiro de Tuma, e o delegado encarregado das investigações, Antonio Decaro Junior. Depois de muito tumulto, brigas, confusões e acusações de todos os tipos, Quércia não foi indiciado na PF. Praticamente nada foi apurado no inquérito “rigoroso” e o delegado Decaro acabou sendo afastado acusado, então, de prevaricação.
O ex-governador Antonio Fleury era o Secretário da Segurança de Quércia e um dos mentores das tais importações, sendo acusado de omissão. Logo em seguida foi eleito governador do Estado de São Paulo. O interessante é que Tuma foi expulso da PF pelos servidores, devido ao histórico plebiscito que apontou uma rejeição a seu nome por 94% da categoria, ele foi “amparado” por Fleury que o designou assessor de segurança pública do governador, cargo criado somente para abrigar o amigo Tuma, o mesmo que havia investigado suas mazelas pouco tempo antes.
Nesse intrincado jogo da fraude praticada no governo Quércia em São Paulo, haviam nomes bastantes interessantes: Michel Tamer era o Procurador do Estado de S.Paulo, Luiz Gonzaga Belluzo era secretário de Quércia e foi igualmente acusado pela fraude. Fleury era Secretário da Segurança Pública e também foi acusado pela mesma mazela. Tuma era o Diretor-Geral da PF e Veronezzi o Superintendente. Miguel Reali Jr era advogado de acusação e os deputados José Dirceu e Luiz Gushiken investigavam e denunciavam a tudo e a todos, que de uma maneira ou de outra estavam envolvidos na fraude milionária.
Neste caso escabroso teve de tudo: afastamento de delegado, de juiz, denúncias de corrupção e um jogo de poder nunca visto em tão larga escala. O Perito Criminal Federal Paulo Rubens Holanda Cavalcanti, que constatou, através de laudo técnico, a fraude praticada, trocou tapas reais com o delegado Decaro e outros delegados da PF de São Paulo para fazer valer a autoridade pericial.
O jogo era terrível e insuportável. Já naquela época a FENAPEF- Federação Nacional dos Policiais Federais e o Sindicato dos Policiais Federais do Estado de São Paulo tiveram que fazer valer a força sindical, ficando ao lado do perito e contra os delegados que queriam fazer “flagrante de desacato” contra o único policial federal que estava do lado correto, que era a verdade.
Essa “famosa” investigação é a prova viva do tráfico de influência e do jogo político que se pode praticar, principalmente quando envolvem pessoas da mais “alta” extirpe governamental.
Por isso a FENAPEF quer a modificação dessa peça arcaica e suspeita que é o inquérito policial, assim como não quer que TUMA es seus “pupilos” voltem a comandar a PF.
Não bastasse a prova maior da ineficácia processual, do inquérito policial e do prejudicial uso político da PF, agora em pleno governo Lula, que nem se iniciou, se tem notícia que o próximo Diretor-Geral da Polícia Federal pode ser o delegado aposentado Paulo Lacerda.
Pasmem! Paulo Lacerda é um dos “homens de ouro” de Tuma, está com ele como funcionário de seu gabinete no Senado há seis anos, e a “troupe” de Tuma que sempre usou e abusou da PF, já comemora a volta da “ERA TUMA”. Vejam que isso não se através de Fernando Collor de Mello, mas com o Lula de presidente, José Dirceu e Luiz Gushiken no Planalto.
Não dá para acreditar que isso possa ocorrer.
Se essa nomeação se concretizar, será o maior caso da vitória do mal sobre o bem de que se tem notícia. A a PF poderá voltar a ser o que era antes: um balcão de negócios e negociatas particulares, como essa fraude das importações de Israel.
Infelizmente, agora no final de 2002, o jornal O Estado de São Paulo publica que um discípulo de Tuma, Paulo Lacerda, poderá ser o novo Diretor da PF de Lula e a Folha de São Paulo publica que todos os envolvidos no caso das importações de Israel foram absolvidos por força da prescrição das investigações. O famigerado Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, determinou o arquivamento, beneficiando todos os suspeitos das fraudes, e contra sua decisão não cabe recurso. Mais uma vez Brindeiro faz a sua história jurídica.
O livro de Frederico Vasconcelos, o trabalho dos procuradores da república e a determinação do perito criminal federal de nada adiantaram: os suspeitos se safaram; todos. Mas uma coisa é certa: SUSPEITO É SUSPEITO, e sempre será.
O Ministro Pedro Acioli, do STJ ao apreciar a mesma matéria das fraudes, assim se manifestou:
“Que Deus tenha pena do povo brasileiro, sobretudo o de São Paulo, vítima dos desmandos de quem deveria zelar pelo patrimônio público”, foi voto vencido e voz isolada.
Agora , com a possibilidade da volta da nefasta ERA TUMA na Polícia Federal dizemos: “Que Deus tenha pena dos policiais federais, do presidente Lula e do povo brasileiro”
Recomendamos a leitura do Livro de Frederico Vasconcelos, repórter renomado da Folha de S.Paulo, ao lado, no “leitura e Lazer” do site , estão os dados e a capa do livro, A FRAUDE.
*Francisco Carlos Garisto, é presidente da FENAPEF – Federação Nacional dos Policiais Federais.

DISCREPÂNCIAS!

Policia-br] Discrepâncias
mgalego2002Mon, 10 Feb 2003 14:30:34 -0800
Não quero ser chato, mas gostaria de destacar alguns pontos. Dentre muitos que podem ser destacados em seu tempo, existem esses dois: em uma reportagem, destaca-se os “bons tratos” dados aos seqüestrados e, em outra, mostra-se que a coisa não era tão perfeita assim. Como se houvesse algum bom trato depois de se privar alguém da liberdade pessoal, de uma forma ilegal e violenta como o seqüestro. A imprensa “passa a mão na cabeça” desses indivíduos, quase que romanceando suas histórias. Será que é medo?

Bem, analisemos…

Márcio Almeida
Agetepol – CEPOL – SP

Mais longo seqüestro da história leva à prisão do líder da maior quadrilha do país
13:47 10/02
Carina Martins, repórter iG em São Paulo ([EMAIL PROTECTED])

SÃO PAULO – O mais longo seqüestro do país terminou na madrugada desta segunda-feira, com a prisão de Pedro Ciechanovicz, apontado como líder de uma das maiores e mais surpreendentes quadrilhas da história policial brasileira. Atuando há nove anos, a quadrilha é acusada de ser responsável por todos os grandes seqüestros desde 95.
Mas a polícia demorou para montar o quebra-cabeça, graças à “inteligência e profissionalismo” de Ciechanovicz. “Ele é um superprofissional“, disse o delegado Everardo Tanganelli. A quadrilha é acusada de ser responsável, entre outros, dos seqüestros dos donos da G. Aronson, Cutrale e do filho do dono das Lojas Cem.
O delegado do Denarc Everardo Tanganelli está há cerca de um ano e meio investigando a quadrilha, mas só chegou ao nome do líder um mês atrás. Dos 29 integrantes, 11 foram presos e dois mortos. Mesmo assim, a quadrilha não era desmantelada, porque a polícia não conseguia chegar a Ciechanovicz. Isso porque o grupo era organizado em células, como nas organizações terroristas.
O organograma funcionava da seguinte forma: na célula-mãe, da qual Ciechanovicz fazia parte, havia cinco pessoas. Essa célula recrutava pessoas em cidades do interior de São Paulo para realizar determinado seqüestro, criando assim uma nova célula, que se agregava ao grupo. Muitas vezes, essas células secundárias faziam o levantamento de quem seria a nova vítima. A nova célula seqüestrava a vítima – com o apoio logístico da célula-mãe – e entregava o seqüestrado para os líderes. Na prática, os seqüestradores nem sabiam onde ficava o cativeiro. Para Tanganelli, “é coisa de se fazer até um filme”.
Descrito como muito inteligente e culto, Ciechanovicz teria aprendido as táticas “terroristas” na temporada que passou preso na Penitenciária do Estado, onde teria conhecido os seqüestradores de Abílio Diniz.
Ciechanovicz foi preso após uma operação policial que o acuou em sua casa, em Curitiba, “um verdadeiro bunker”, segundo Tanganelli. A negociação durou nove horas, e chegou a ter troca de tiros. Ciechanovicz ameaçou se suicidar e matar sua esposa, e assim ganhou tempo para se comunicar com as “células” e ordenar a libertação do empresário João Bertin, 82 anos, que estava em cativeiro havia 157 dias – no mais longo seqüestro do país. Ciechanovicz também teria orientado uma destruição maciça de provas, antes de se entregar à polícia.
O Denarc não foi até o cativeiro de Bertin, mas as demais vítimas da quadrilha sempre foram “bem tratadas” (destaque meu). “Tinham o alimento que pediam, e ficavam impressionadas com a qualidade dos livros que Ciechanovicz lhes fornecia” (grifo meu), disse Tanganelli. “Uma das vítimas chegou a desenvolver a síndrome de Estocolmo, e se refere aos seqüestradores com carinho”. No entanto, a quadrilha mandava para a família fotos das vítimas sob a mira de armas como fuzil 7.62, AK 47 e M-16.

(Agora o contraponto…)

Empresário libertado nesta segunda está desnutrido

15:07 10/02
Redação ([EMAIL PROTECTED])
O empresário João Bertin, 82 anos, libertado na madrugada desta segunda-feira após 157 dias de sequestro, foi examinado por um médico, que constatou desnutrição (negrito meu). Ele no entanto, já está com a família em Lins e passa bem. As informações são da TV Modelo.
Em entrevista à TV, o empresário, dono de um dos maiores frigoríficos do país, falou que, por enquanto, seus planos para o futuro era apenas “almoçar”.
Bertin foi libertado numa estrada vicinal entre Assis e Paraguaçu Paulista. Ele conversou com um grupo de crianças que esperava o ônibus escolar e
pediu carona para o motorista do veículo.
O empresário foi solto depois da prisão, em Curitiba, de Pedro Ciechanovicz, apontado como líder de uma das maiores e mais surpreendentes quadrilhas da história policial brasileira.