SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SANTOS CAÇA-NÍQUEIS!

( no blog em 21/10/2007)

eu mentirei
tu mentirás
ele mentirá
nós mentiremos
vós mentireis
eles mentirão
MÍDIA E VIOLÊNCIA
Morte e ameaças a jornalista no Vale do Paraíba
Por Ricardo Faria em 10/7/2007
Há alguns meses, o empresário Fernando B. Costa foi assassinado com 12 tiros, às 10 horas, na frente de várias pessoas, no Jardim Aquarius, em São José dos Campos (SP). O crime continua sem solução. Pistoleiros de aluguel estão por toda parte e costumam decretar a lei do silêncio e exigir o fechamento de estabelecimentos comerciais. Uma violência que as autoridades não conseguem conter.
O banditismo forte e organizado é denunciado pelo radialista João Carlos Alckmin Barbosa nas manhãs de sábado pela rádio Piratininga, quando entram no ar também os jornalistas Percival de Souza e Carlos Brickmann.
No começo da noite da quinta-feira (5/7), a bala de uma pistola Magnum 357, destinada a João Alckmin, atingiu o pescoço do advogado Rodrigo Duenhas. O pistoleiro, de mais ou menos 1,70 de altura, ficou de tocaia por algum tempo, na rua Leopoldo Roni, Jardim Esplanada, em São José dos Campos, perto do escritório da advogada Tânia Lis Nogueira, esposa do radialista, com quem o advogado baleado trabalha. Quando as duas pessoas entraram no carro, o marginal, imaginando que poderia matar João Alckmin, se aproximou, atirou e atingiu no pescoço de Duenhas, que havia pedido uma carona. Ele foi socorrido pela Polícia Militar e passa bem após ser internado na Santa Casa local.
Fomos à Rádio Piratininga na manhã de sábado (7/07) e conversamos com João Carlos Alckmin. Aqui, a sua versão sobre os fatos.
***
Como você vê esse incidente, acha que o atentado era dirigido a você?
João Alckmin – Não acho, tenho absoluta certeza disso pelo combate que venho dando às máquinas caça-níqueis e à banda podre da polícia civil de São José dos Campos. Temos bons policiais, mas existe uma banda podre extremamente perigosa e, com certeza, partiu dela o atentado contra mim. Não existe motivo para terem feito isso com o dr. Rodrigo, pois ele não advoga no crime, é uma pessoa tranqüila, um jovem estudante que pretende prestar concurso à magistratura.
O bandido que disparou estava atocaiado, próximo ao escritório?
JA – Estava, sim, inclusive deixou várias bitucas de cigarros, provas que a polícia não recolheu. Digamos que a investigação foi um tanto quanto desleixada.
Quem foi o delegado encarregado pela ocorrência?
JA – No momento, foi o dr. Fábio Carvalho Joaquim, mas o problema foi o grande número de policiais presentes ao local, aproximadamente uns 40 ou 50, talvez pela comoção, e isso pode prejudicar as investigações, já que muita coisa pode ter sido deixada de lado.
Sabendo de sua campanha contra as máquinas caça-níqueis, acha que pode ter relação com o crime?
JA – Eu comecei com a campanha há uns quatro anos, quando estava na Rádio Planeta. O Antônio Leite foi ameaçado por policiais e pediu que eu saísse da emissora. Vim para a rádio Piratininga onde o dono, Seme de Neme Jorge, também foi ameaçado, mas agüentou o tranco e mantém o programa no ar.
Na época o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) denunciou vários policiais. Como foi isso?
JA – Isso mesmo, os promotores denunciaram vários delegados, o dr. Roberto Monteiro, o dr. Agnaldo Fracarolli, o dr. Sérgio Lisboa e os investigadores Marcelo Biga, Ishizaki e outros policiais que estariam arrecadando em torno de 600 mil reais mensais em São José dos Campos. As máquinas eram identificadas por um selo da corrupção colado em cada uma.
Foi a partir daí que começou a perseguição com você?
JA – Com as denúncias no ar, comecei a receber cartas anônimas, jogaram uma língua bovina no escritório da minha mulher. Eu e o jornalista Lincoln Brasil fomos ameaçados por supostos policiais do Deic para que parássemos de falar dos caça-níqueis. Foi o começo e agora tivemos esse atentado contra o advogado Rodrigo Duenhas. Com certeza, o visado era eu.
Como você vê as máquinas funcionando, apesar da proibição?
JA – Estão retirando as máquinas do centro da cidade, mas nos bairros elas continuam funcionando e a polícia faz que não vê
.
Eu faço a pergunta: se a Polícia Militar tem também a obrigação de apreender as máquinas, por que não faz isso? Será que os militares não andam na periferia, no Campo dos Alemães, no Interlagos?

O pessoal não tem alvará municipal para o funcionamento dos caça-níqueis e a prefeitura não fala nada. Como é que fica?
JA – O prefeito é omisso, está prevaricando. Temos uma lei municipal proibindo o funcionamento das máquinas caça-níqueis em bares, padarias e similares e o prefeito municipal, Eduardo Cury, nunca faz nada para coibir.
E isso se estende às barracas que têm alvará destinado à venda de artesanato e comercializam CDs piratas e contrabando?
JA – Exatamente, prevaricação da autoridade pública.
Você está em São José dos Campos desde quando?
JA – Há 23 anos. Fiz muito rádio na década de 60, na Rádio Difusora e na Excelsior. Comecei com o Antônio Celso, o criador do famoso slogan: “Viaje com a Excelsior, a Máquina do Som”. Em São José, passei por algumas emissoras, como a Grande Vale, a Universal e a Planeta. Estive em São Paulo, no Sistema American Sat de Rádio. Estou novamente na Piratininga, aqui em São José, uma terra de que gosto. Minhas filhas nasceram aqui.
Veio de onde?
JA – Vim de São Paulo, capital. Sou filho de desembargador. Poderia ter feito direito, mas preferi enveredar pelo jornalismo. Vem daí a minha ligação com o Percival de Souza, Carlos Brickmann, James Wackel e outros. Durante a minha juventude, respondi a trinta e cinco variados processos, inclusive políticos. A polícia civil de São José chegou ao cúmulo de pesquisar os meus antecedentes, envelopar e mandar para várias pessoas.
O dr. Godofredo Bittencourt, quando chegou a São José, declarou tolerância zero aos caça-níqueis. As máquinas continuam funcionando. Como vê isso?
JA – Das duas uma: ou o dr. Bittencourt não manda, ou ele perdeu a autoridade. Acho que ninguém mais segue as suas determinações. Ele mesmo decretou tolerância zero e estamos vendo que é mentira. A nossa viatura de externa está nas ruas denunciando que São José dos Campos está infestada de caça-níqueis.
Então a organização criminosa dona das máquinas é mais forte do que a polícia civil?
JA – Deve ser. Tenho informações que na capital a arrecadação mensal é em torno de 600 milhões de reais. Em São José é de 600 mil reais e é difícil acabar com isso.

Consta que a mídia joseense é atrelada e comprometida. O que acha disso?
JA – Não há o que discutir, é verdade. A mídia é omissa, as rádios e jornais recebem verbas da prefeitura. No meu caso, não tenho e não aceito verba oficial. Tenho o meu patrocinador, que é uma fábrica de pneus BS Colway. Sou amigo do dono. Faço rádio com prazer.
E como vê a sua esposa envolvida nisso tudo?
JA – Resumo numa frase: a Tânia é uma rocha. Pode até vergar, mas não quebra.
Se o atentado era para acontecer com você, como se sente quanto à sua proteção pessoal?
JA – Continuo levando a vida da mesma forma. Acho que esses vagabundos desclassificados que moram nas sombras devem ficar lá. Volto a dizer: não tem macho nessa banda podre para me matar. A Polícia Federal não vai se envolver porque o crime não foi contra a União. A polícia civil não tem gente suficiente e não é essa a função da polícia militar. Então, terei que me virar pelos meus próprios meios.
E o programa vai continuar na mesma linha?
JA – Não tenha a menor dúvida. O que me dá alento são os colegas da imprensa. Continuo no Show Time normalmente, batendo, nos sábados a partir das 10 horas da manhã.
***
Depois de ter sido assaltada quatro vezes, a filha mais velha de João Alckmin e Tânia foi estudar nos Estados Unidos e a mais nova está morando com parentes em outra cidade. O vice-presidente da OAB de São José dos Campos, Sérgio Bacha, afirmou que todas as providências estão sendo tomadas no sentido de exigir a elucidação desse crime, ainda mais por envolver um advogado.
eu propinarei
tu propinarás
ele propinará
nós propinaremos
vós propinareis
eles propinarão
Vale do Paraíba – De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, houve aumento de 2,98% nos casos de roubo na região, no primeiro trimestre do ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e setembro do ano passado, de acordo com a Polícia Civil, apenas um em cada dez roubos era esclarecido no Vale. Como melhorar o índice de esclarecimento?
Waldomiro Bueno Filho – O policial não pode ser burocrático. O policial sob o meu comando tem que trabalhar, porque eu trabalho. Vou morar na cidade, vou estar aí dia e noite, acompanho as ocorrências de perto. Vou estar junto, nós vamos trabalhar. A gente precisa dar uma satisfação para a vítima, é muito importante, o crime as vezes ganha proporção em razão da impunidade, quando a polícia dá uma pronta resposta também é um fator inibidor.
VP – A Polícia Civil da região nos últimos anos tem sido alvo de denúncias de corrupção, como, por exemplo, no caso dos caça-níqueis. Que postura o senhor adotará em casos como esses?
Bueno Filho – Eu não gosto de ladrão, qualquer que seja a qualidade dele. Nós vamos trabalhar. Toda a denúncia que merecer credibilidade será apurada, doa a quem doer.
Não compactuamos com o crime, de maneira nenhuma.
Aqui [São José do Rio Preto] não tivemos esse problema porque nós apreendemos [caça-níqueis], não tem vez aqui não.
E se puder vou implantar em São José dos Campos, com o serviço de inteligência levantando e cobrando do policial porquê não foi apreendido.
eu menti
tu mentiste
ele mentiu
nós mentimos
vós mentistes
eles mentiram
Ordem da Justiça
PF fecha bingos em cidade do interior de São Paulo
A Polícia Federal fechou, nesta sexta-feira (2/1), três casas de bingos em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. A ordem foi expedida pelo juiz Roberto Polini, da 1ª Vara Federal de Rio Preto. O juiz determinou também a apreensão de valores e máquinas caça-níqueis.
A operação foi deflagrada pela PF, com apoio do Ministério Público Federal, Receita Federal, Advocacia-Geral da União e Ministério Público paulista. A ordem judicial determinava o fechamento de cinco casas de bingo, mas duas delas não funcionam mais.
Segundo os procuradores da República Álvaro Luiz de Mattos Stipp (Rio Preto), responsável pelo caso, e Jefferson Aparecido Dias (Marília), que participou da operação, não existe hoje no Brasil legislação que ampare o funcionamento de bingos.
Em 2006, ação do MPF, em conjunto com a AGU e o MP-SP obteve liminar que determinou o fechamento de todos os bingos de Rio Preto. Entretanto, um deles conseguiu permissão judicial para continuar operando. A decisão, no entanto, caiu recentemente. Os outros dois bingos fechados nesta sexta-feira operavam desobedecendo determinações judiciais. Além disso, a importação e operação de máquinas de caça-níqueis está proibida por meio de lei estadual.
Revista Consultor Jurídico, 2 de fevereiro de 2007

Presas roubam pistola e fogem de cadeia em Santos

Domingo, 25 de Novembro de 2007, 12:22
De A Tribuna On-line
Atualizado às 22h43
Cerca de 40 detentas fugiram por volta de 12 horas deste domingo da cadeia feminina anexa ao 2º DP de Santos.
A cadeia, que tem capacidade para 60 presas, abrigava cerca de 184, segundo levantamento da polícia. Armadas, elas renderam o carcereiro e tomaram sua pistola, que foi usada para fazer refém o motorista de uma van.
A maioria das presas foi recapturada nas primeiras horas da tarde, e uma delas, baleada durante a ação, foi levada ao Pronto-Socorro Central.
De acordo com a Polícia Militar, 27 detentas já haviam sido recapturadas até as 15 horas e ao menos 10 ainda estavam foragidas

QUEM CONCORRE PARA OS HOMICÍDIOS?

Aquele que faz carcereiro trabalhar como motorista policial(sem curso de especialização), escoltando presos(sem cursos de especialização e em descumprimento das normas de segurança) e exercendo o papel de agente de operações especiais sem preparo específico e sem condições de saúde.

O GOVERNO COLOCA TODO POLICIAL COMO INIMIGO DAQUELE QUE MAIS SE PARECE COM ELE: O POBRE

ISTOÉ – Não acha que as entidades que defendem os direitos humanos se esquecem do policial, que coloca a vida em risco?
Marcelo Yuka – Essa meta do governo do Estado arrisca os inocentes, implanta a pena capital num país em que ela não existe e põe muito mais em risco o policial.
Acho que a própria polícia deveria se organizar contra isso.
Estou me movimentando como cidadão, porque estou no fogo cruzado e não ganho salário de policial e também não ganho dinheiro com a ilegalidade do tráfico.
O policial também é vítima e essa política da Secretaria coloca todo policial como inimigo daquele que mais se parece com ele, da mesma classe social, que mora no mesmo lugar.
O que se pede é que o lado pior desse policial venha à tona.
Quando um policial morre, a família acha que quem o matou foi somente o bandido. Não. Quem colocou aquele cara numa operação daquela, sem preparo, sem aparelhamento?

Máfia dos caça-níqueis tenta assassinar parente de Alckmin 4

23 DE NOVEMBRO DE 2007 – 16h08
Máfia dos caça-níqueis tenta assassinar parente de Alckmin
João Alckmin é primo-irmão do ex-governador de São Paulo. Há pouco mais de quatro meses outro atentado quase mata um advogado, polícia foi alertada e não prendeu criminosos, que atacaram novamente ontem. Polícia Federal pode entrar no caso que deverá ser acompanhado de perto pela OAB e entidades ligadas à proteção de jornalistas.
O radialista João Alckmin, que move dura campanha contra as máquinas caça-níqueis, levou dois tiros em novo atentado contra a sua vida, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, Interior de São Paulo. Um dos tiros, disparado por trás, atingiu-lhe o pescoço; outro tiro, quando se virava, atravessou-lhe o braço e a barriga, saindo do outro lado. Nenhuma das balas atingiu órgãos vitais. No momento do atentado (18h30 de ontem, 22, quinta-feira), Alckmin passeava com seu cachorro na movimentada rua Humaitá, no centro da cidade. O cachorro avançou no criminoso, provavelmente evitando um terceiro tiro. O atirador fugiu a pé, mas foi visto por muitas testemunhas, e pode ser reconhecido. João Alckmin, 55 anos, primo-irmão do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, está internado na Santa Casa e se recupera bem. O caso está registrado no 1º Distrito Policial de São José dos Campos, com investigações agora a comando do delegado Paulo Pereira, do Departamento de Investigações Gerais, DIG. O Serviço Reservado da Polícia Militar já foi acionado. E a Polícia Federal, sob o comando do delegado Reinaldo Ragazzo Boarin, também deve entrar na investigação. Por tratar-se diretamente do caso Máfia Caça-Níqueis, investigado pela PF, o caso também passa pela alçada federal. João Alckmin está sob forte proteção policial no hospital onde está internado, assim como sua família. Atentado anterior foi ignorado Este é o segundo atentado em cinco meses contra João Alckmin. Em 5 de julho, o advogado Rodrigo Duenhas, confundido com ele, foi gravemente alvejado no pescoço, e até hoje se encontra em recuperação. A Polícia preferiu ignorar as evidências de atentado promovido pela máfia dos caça-níqueis e optou por investigar outros aspectos da vida da vítima. A investigação não chegou a qualquer resultado (abaixo, leia a nota divulgada na ocasião do primeiro atentado). Banda podre da Polícia Alckmin é alvo não apenas da máfia dos caça-níqueis, que lhe faz constantes ameaças e já metralhou o escritório de sua esposa, a advogada criminalista Tania Lis Tizzoni Nogueira, mas também de maus policiais – a chamada banda podre da Polícia. Já obteve, em campanha anterior, o fechamento dos desmanches clandestinos em São José dos Campos, porto seguro dos ladrões de automóveis. Em seu programa, o Showtime, na Rádio Piratininga, AM 750 kH, comandando uma rede de 50 emissoras, mantém um repórter que circula pelas cidades do Vale do Paraíba perguntando onde pode jogar nos caça-níqueis – e, embora as máquinas sejam proibidas por lei, até hoje sempre teve resposta positiva, mesmo quando a indagação é feita a policiais e guardas-civis.

POR CAUSA DO DESCASO: DOIS POLICIAIS MORRERAM E UM FOI GRAVEMENTE FERIDO

Secretaria admite falha em escolta de presos em Cubatão

Plantão | Publicada em 22/11/2007 às 19h57m

SPTV, O Globo Online

SÃO PAULO – A secretaria estadual de Segurança Pública admitiu que houve falha no transporte de presos no litoral paulista. Por causa do erro, dois policiais morreram e um ficou ferido durante uma emboscada para resgate de presos na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Cubatão . Os presos eram levados do Fórum do Guarujá para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, na Baixada Santista, na noite desta quarta-feira.

Cinco presos foram resgatados na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, sob o viaduto da Rodovia dos Imigrantes, em Cubatão. A quadrilha cercou a viatura Blazer que fazia o transporte dos presos e disparou tiros de fuzis nos pneus, no radiador e no motor. Apenas dois homens faziam a escolta e o transporte dos detentos e foram baleados ao descer do veículo.

Um deles, Nílson Santos Oliveira, 32 anos, morreu na hora. O agente Marcelo dos Santos Valença, 61 anos, foi baleado e está internado no Hospital Modelo de Cubatão. Ele foi transferido da UTI para o quarto durante a tarde. Os dois trabalhavam na Delegacia do Guarujá. Oliveira era carcereiro e Valença agente policial. Ao chegar ao local para socorrer os colegas, Cícero Roberto de Oliveira, do Grupo de Operações Especiais (GOE), de 39 anos, sofreu um infarto fulminante e também morreu.

O diretor do Deinter 6, Waldomiro Bueno Filho, afirmou em entrevista ao ‘Jornal da Tribuna’ que a polícia só foi informada na manhã desta quinta-feira sobre a alta periculosidade de um dos detentos transportados. Com isso, usou uma escolta que era considerada adequada para presos comuns.

O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, também admitiu o erro.

– O ideal é que escolta fosse feita no chamado “bondão”, pela secretaria de Administração Penitenciária e pela Polícia Militar. Mas isso é o ideal. Estamos fazendo o que é possível – disse Marzagão.

Um dos cinco presos resgatados durante a ação, Ivanildo Pereira da Silva, morreu em tiroteio com a polícia numa favela de Cubatão. Continuam foragidos Henrique Santos Rocha, vulgo ‘Perninha’, Valmir Ferreira Torres, Ricardo Ferreira Santos e Luis Eduardo Marcondes de Barros. Segundo a Delegacia Seccional de Santos, o objetivo do bando era resgatar ‘Perninha’, que apresenta alta periculosidade.

A quadrilha era formada por cerca de oito a dez homens. Eles usaram vários carros para cercar o veículo que transportava os presos. Os detentos fugiram em três veículos, um Fox, um Polo e uma picape EcoSport. Um dos carros foi abandonado 500 metros após o local do resgate. Outros dois veículos foram encontrados em uma estrada de terra da região. A quadrilha teria fugiu a pé pela Estrada Paratinga, em São Vicente.

Comentários:

O MUNICÍPIO DO GUARUJÁ NÃO POSSUI TITULAR DESDE ABRIL; POR VONTADE E DECISÃO DOS SENHORES DELEGADOS DIRETOR DO DEINTER-6 E EX-SECCIONAL.

E O RESPONSÁVEL PELO EXPEDIENTE NÃO PODE ESTAR EM DOIS LOCAIS AO MESMO TEMPO: SANTOS E GUARUJÁ. ASSIM, NÃO HÁ ZELO PELA SEGURANÇA DOS OPERACIONAIS.

E SEGUNDO O EX-SECCIONAL A VACÂNCIA SE DEVE A FALTA DE DELEGADOS COM O PERFIL NECESSÁRIO: competente, disciplinado e hierarquizado.

ARGUMENTOS DO SENHOR ELPÍDIO REFERENDADOS PELO ATUAL DIRETOR DO DEINTER-6 E PELO EX- DELEGADO GERAL, o quais nunca estiveram nem aqui nem aí para o fato de um grande município não dispor de um Titular.

TAMBÉM, CONFORME A NOSSA VISÃO, ESTÃO EM FALTA OS SEGUINTES REQUISITOS:

INTELIGÊNCIA, HONESTIDADE , FRANQUEZA, HUMILDADE E HUMANIDADE(acabei esquecendo: CORAGEM).

TANTO QUE DIRÃO: a vacância não possui qualquer relação com o fato.
Aos Senhores , policiais operacionais , caberá o julgamento.

OS SENHORES DO GOE MERECEM TODAS AS HONRAS…ARRISCAM SUAS VIDAS PELA POLÍCIA E PELO POVO…

caro colega , admiro seu blog , mas faço parte do goe e estava ontem na citada ocorrencia , e sou obrigado a fazer algumas correcoes. o policial morto e o ferido pertenciam na verdade a escolta da delegacia sede do guarujá que foi absurdamente usada para transportar 4 presos com uma unica viatura e dois policiais apenas.o goe nao foi requisitado para essa escolta ,infelizmente até pois poderiamos e queriamos estar presentes.o policial cicero infelizmente morreu de ataque cardiaco em diligencias realizadas sob forte estress no local dos fatos.nas demais consideraçoes concordo com o sr.e esclareço que alguns policiais (poucos) foram removidos da dig para o goe quando da criaçao do grupo. e acredito que a maioria dos policiais apesar do pesares, faz o possivel e impossivel até pelo grupo e pela policia
VOU ACRESCENTAR …MESMO EXPLORADOS E INJUSTIÇADOS POR QUEM TOMA A POLÍCIA COMO EMPRESA PARTICULAR E O POLICIAL COMO MERO CRIADO.
E NÃO ENTENDAM “ESTRUTURA AMADORA DO GRUPO” COMO SIGNIFICADO DE AMADORISMO DOS SEUS MEMBROS.
OS COMPONENTES SÃO ALTAMENTE PROFISSIONAIS.
TANTO QUE ,BRILHANTE E EXCELENTEMENTE ,CUMPREM MISSÕES PARA AS QUAIS A ADMINISTRAÇÃO POLICIAL NUNCA LHES DEU O MÍNIMO SUPORTE.
E LIVRO DE OURO PARA LHES DAR CURSOS ESPECÍFICOS NINGUÉM FEZ!

DIRETOR AFIRMA SER CORRETO DOIS POLICIAIS ESCOLTANDO QUATRO PRESOS…POIS AGORA TEM PRESO CONVENCIONAL E DE ALTA PERICULOSIDADE!

Quinta-Feira, 22 de Novembro de 2007, 12:57
Polícia realiza mega-operação na Vila Esperança
De A Tribuna On-line
A polícia realiza uma mega-operação na Vila Esperança, em Cubatão, na tarde desta quinta-feira. A informação foi divulgada pelo diretor do Deinter 6, Waldomiro Bueno Filho, em entrevista ao Jornal da Tribuna 1ª edição. O objetivo é localizar os criminosos resgatados por uma quadrilha na noite de quarta-feira.Na manhã desta quinta-feira, um dos cinco presos resgatados morreu durante uma troca de tiros com a polícia na Vila Esperança. O ataque dos criminosos ocorreu na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, sob um viaduto da Rodovia dos Imigrantes, em Cubatão. Na ocasião, o carcereiro Nílson Santos Oliveira morreu e o agente Marcelo Valença foi gravemente ferido. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Modelo de Cubatão. Durante a entrevista, Bueno Filho negou um erro na escolta. Ele afirmou que a polícia só foi informada na manhã desta quinta-feira sobre a alta periculosidade de um dos detentos transportados. Com isso, utilizou uma escolta adequada para presos convencionais. Agora, a polícia investigará as causas que provocaram o erro de informação. Quadrilha:A ação criminosa contou com a participação de aproximadamente 10 homens armados. Os policiais foram atacados quando transportavam detentos do Fórum do Guarujá para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Três veículos supostamente usados na emboscada foram encontrados abandonados. Enfarto Ao chegar ao local para socorrer os colegas, o carcereiro Cícero Roberto de Oliveira, do Grupo de Operações Especiais (GOE), sofreu um enfarto fulminante e também morreu. A vítima fatal e o agente Marcelo Valença são da Delegacia de Guarujá.
E NÃO AVISARAM QUE UM DOS PRESOS ERA DE ALTA PERICULOSIDADE…ESTÁ EXPLICADO!
ESTÁ TUDO EXPLICADO!
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POLICIAIS DO GOE DE SANTOS SÃO MORTOS…QUEM DA ADMINISTRAÇÃO ASSUMIRÁ A RESPONSABILIDADE PELA AMADORA ESTRUTURA DO GRUPO? 7

Resgate de presos em Cubatão deixa 2 policiais mortos
22/11 – 07:15 – Agência Estado

Um resgate de presos, por volta das 19h30 de ontem, em Cubatão, litoral paulista, terminou com um saldo de três pessoas, entre elas dois policiais, mortas. Três detentos, incluindo o que motivou a ação dos resgatadores, continuam foragidos.O primeiro tiroteio ocorreu na altura do km 274 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.
Quatro presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, cidade vizinha, retornavam do fórum de Vicente de Carvalho, bairro de Guarujá, onde ocorrera uma audiência, quando o veículo da Polícia Civil que era usado no transporte dos detentos foi interceptado por pelo menos 12 bandidos em vários carros.
Segundo o delegado Seccional, Valdomiro Coelho Filho, fortemente armados, inclusive com fuzis, os criminosos tinham como objetivo resgatar Henrique Santos Rocha, conhecido como “Perninha”, que foi libertado pela quadrilha durante a ação. Os demais criminosos, aproveitando a situação, também fugiram e escaparam por um manguezal.
O investigador Marcelo dos Santos Valença, de 50 anos, atingido com 4 tiros, e o carcereiro Nilson Silva de Oliveira, de 35 anos, do Grupo de Operações Especiais (GOE), também baleado, foram encaminhados ao Hospital Modelo, em Cubatão, onde Nilson morreu e Marcelo segue internado em estado grave.
Já no final da noite, durante buscas aos fugitivos pela região, policiais militares localizaram um dos detentos na Favela de Vila Esperança, em Cubatão. Portando um revólver calibre 38, o bandido, cujo nome ainda não foi divulgado, trocou tiros com os policiais. Baleado, acabou morrendo. Três veículos foram abandonados pelos criminosos no local do resgate.
O carcereiro Cícero Roberto de Oliveira, de 39 anos, também do GOE e muito amigo de Nilson – que não se envolveu na ação -, ao saber da morte do colega, sofreu um enfarte e foi encaminhado ao mesmo hospital, mas não resistiu e também morreu.
Mesmo com todo o respeito, neste trágico momento, pelas dores dos familiares, dos amigos e dos companheiros de trabalho dos policiais civis do GOE de Santos…

Pensamos ser correto que se faça a indagação acima: quem da Administração será responsabilizado por submeter policiais ao cumprimento de tarefas de elevadíssimo risco policial; sem o devido preparo e sem o necessário suporte material e humano.

Com efeito, um GRUPO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS não se cria de improviso como fez o Sr. Dr. Everardo Tanganelli Junior.


Servir no GOE não é o mesmo que ser “operacional” emprestado para a antiga Polícia Federal (esta quando ainda amadora abrigava em seus quadros Delegados e policiais de São Paulo como o referido, servindo ao Dr. Romeu Tuma).



Um GOE não se cria por mera Portaria; fazendo-se “ajuntamento” de carcereiros do Dacar e das cadeias públicas desativadas; além de investigadores estagiários.



Para os quais – em vez de treinamento adequado – apenas deram roupa preta.



Um GOE não poderia ser criado solicitando-se de um contraventor (um ganso: o tal Gordo da PG), reformas, equipamentos e pinturas dos veículos.



Um GOE não é criado com “livro de ouro” para obtenção de dinheiro supostamente destinado a compra de lanchas.



Um GOE não aceita motocicletas pagas com dinheiro de donos de bingos.



E um GOE não deve ser empregado para fazer oba-oba em operação verão.



E de um GOE não se substitui o Investigador-chefe pelo fato de ele exigir disciplina do grupo…



E POR ELE NEGAR RECOLHER PROPINA.


Uma vez mais; meus profundos sentimentos aos familiares, amigos e colegas de trabalho.
————————————————————————-
às 14h00
CORREÇÃO –
OS DOIS POLICIAIS: NILSON E MARCELO SÃO LOTADOS DA DELEGACIA DO MUNICÍPIO DO GUARUJÁ.
DOIS POLICIAIS PARA QUATRO PRESOS…
PARABÉNS AO DELEGADO TITULAR DO GUARUJÁ: quem é mesmo?
MUNICÍPIO DO GUARUJÁ SEM DELEGADO TITULAR DESDE ABRIL: parabéns aos Srs. Valdomiro e Elpídio – incapazes de encontrar alguém com o “perfil”.
Que perfil?
O perfil do Ravengar.
E que não se culpe os colegas que por lá respondem interinamente, tampouco o adjunto.
A reponsabilidade é toda do Ilmº Delegado Diretor, para não ir mais além.
Quanto ao GOE: sei da dedicação daqueles que deixaram a DIG.
Entretanto a dedicação de alguns não é suficiente.
Também , por si só, não basta voluntarismo.
E a tragédia poderia ter acontecido diretamente com o GOE, pois parcela do grupo não foi treinada para operações especiais. Por diretamente digo do resgate com vítimas.
O “Cícero” – também morto em serviço de forma trágica – servirá como exemplo de que voluntarismo pessoal, apenas, não basta.
De resto não quis ofender aos membros do GOE, muito menos ao atual Delegado; apenas constei aqui pontos de declarações formalmente prestadas(pertinentes ao fundador do GOE).
E pode ser que eu tenha mentido…

OS NOVOS BARÕES…E TUBARÕES DA REPÚBLICA

Sem controle, mordomia se alastra nos três poderes

Uma elite de 74 mil servidores desfruta de mordomias como auxílio-moradia de R$ 3 mil, carro de luxo, TV de LCD, celular com gasto ilimitado, apartamentos com banheira de hidromassagem e enxoval renovado a cada dois anos. Hoje, a elite do funcionalismo ganha 24,5 vezes a renda média do brasileiro e é mais bem paga que a cúpula burocrática dos EUA.

http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?idnoticia=9572

Sem controle, mordomia se alastra nos três poderesFotos: José Casado – O Globo O carro de uma senadora de Sergipedeixa a serviçal na porta do supermercado

Uma elite de 74 mil servidores federais desfruta de mordomias como:
– auxílio-moradia de R$ 3 mil,
– carro de luxo,
– TV de LCD,
– celular com gasto ilimitado,
– apartamentos com banheira de hidromassagem e
– enxoval renovado a cada dois anos.
Hoje, a elite do funcionalismo ganha 24,5 vezes a renda média do brasileiro e é mais bem paga que a cúpula burocrática dos Estados Unidos.
A matéria foi publicada ontem (18) com destaque pelo jornal O Globo, do Rio.

– ilustrada por fotos de momentos mordômicos: carros oficiais levando madames às compras; Sienas pretos desembarcando uma serviçal à porta de um supermercado; e outro veículo oficial conduzindo o neto de uma senadora à aula de violão.

Três anos atrás, o presidente Lula, por exemplo, começou a desfilar a bordo de um Chevrolet Ômega e, desde então, o carro fabricado na Austrália virou símbolo de poder na capital da República. O STJ, por exemplo, gastou R$ 5,4 milhões na compra de 37 deles – 33 para seus ministros e mais quatro para integrantes da direção geral.

O Senado, a Câmara e alguns ministérios adotaram o estilo. Cada sedã importado custa US$ 81 mil (R$ 146 mil). O modelo só consome gasolina – e muita, à média de um litro para cada seis quilômetros.

Sua inclusão na frota pública é paradoxal, sobretudo num governo que faz propaganda dos biocombustíveis como alternativa para um mundo ameaçado pelo efeito estufa. Mas esse é apenas um detalhe: a conta de luz das repartições federais já soma R$ 3,9 milhões por dia útil. Gasta-se R$ 954 milhões por ano para iluminar os prédios públicos – 200 vezes mais que o investimento governamental realizado no programa Luz para Todos.

O dinheiro dos tributos paga tudo, dos desperdícios aos privilégios de um grupo de 74 mil pessoas que detém os altos cargos do governo, do Legislativo e do Judiciário. É a elite civil do contingente de 2,2 milhões de servidores públicos (17,5% do total de assalariados), entre os quais 1,1 milhão ativos.

Conselheira do TCDF: “normal” ir a lojas com veículo oficial

Numa quarta-feira, um Vectra do Tribunal de Contas do Distrito Federal, placa 0007, foi flagrado quando participava de uma missão nada secreta na capital: transportar a conselheira Anilcéia Machado, ex-deputada distrital, e uma amiga numa manhã de compras. A “parada” foi numa loja na quadra comercial 105 Sul. De lá, seguiram para a quadra comercial 305 Sul, mais conhecida como a Rua das Butiques. Durante cerca de uma hora, entraram e saíram de lojas de sapatos. O resultado das compras podia ser visto em algumas sacolas.

Consultada, Anilcéia identificou a colega de passeio como sua chefe de gabinete e disse ter usado o veículo para almoçar num restaurante e, no caminho de volta ao tribunal, consertar um relógio e trocar um sapato. A conselheira disse considerar “perfeitamente normal” o uso do veículo oficial para essas atividades em horário de serviço. Ao ser lembrada de que segurava mais de uma sacola, justificou-se:

– Quando vou trocar um sapato, compro dois. Mulher quando vai a uma loja não sai sem um pacote…

A caminho de casa

Na quarta-feira passada (14), à noite – véspera de feriado nacional – o sargento da Brigada Militar do RS Roberto Almeida foi baleado no bairro Ipanema, zona sul de Porto Alegre, durante tentativa de assalto. Ele é motorista do vice-presidente do TJ gaúcho, desembargador Danúbio Edon Franco.

Depois de deixar o desembargador em sua residência, no bairro Menino Deus, o motorista seguiu com o carro oficial para o Belém Novo, onde mora. Foi abordado por cinco homens na Rua Conselheiro Xavier da Costa, no bairro Ipanema. Eles queriam o Corolla do TJ. Houve troca de tiros, e Almeida foi atingido no pé e no braço. Os criminosos fugiram sem levar o carro.

Lei de 1950 em vigor

Desde 1950, a legislação brasileira condena o uso particular de veículos oficiais. Uma lei federal sancionada pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra já determinava que “os automóveis oficiais destinam-se, exclusivamente, ao serviço público” e dizia que é “rigorosamente proibido” o uso dos carros para o “transporte de família do servidor” ou de “pessoa estranha ao serviço público”.

A prisão do policial foi de interesse da Justiça e do próprio acusado para comprovar sua inocência…Fundamento kafkiano

PM absolvido na chacina de Vigário Geral receberá indenização de R$ 100 mil.
Quatorze anos depois da chacina de Vigário Geral, o policial militar Fernando Gomes de Araújo, preso indevidamente por mais de dois anos por suposta participação no crime ocorrido em agosto de 1993, será indenizado pelo Estado do Rio de Janeiro em R$ 100 mil – corrigidos monetariamente – a título de danos morais.O policial, que ficou preso preventivamente e sem o devido processo legal por 741 dias, foi absolvido por insuficiência de indícios de sua participação no crime sem sequer ser pronunciado em juízo. A 1ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) divergiu do relator, ministro Francisco Falcão, para reconhecer a responsabilidade objetiva do Estado e restabelecer a indenização fixada em sentença proferida pela Justiça fluminense e posteriormente reformada em recurso interposto pelo Ministério Público estadual. Ao julgar o recurso do MP pela improcedência do pedido de indenização, o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) entendeu que o Estado não responde pelo chamado erro judiciário, exceto em casos expressamente declarados em lei e que a prisão do policial foi de interesse da Justiça e do próprio acusado para comprovar sua inocência. O ministro Luiz Fux sustentou, em seu voto-vista, que a prisão cautelar com expressivo excesso de prazo e a inexistência de indícios de autoria do crime revelam a ilegalidade da prisão e o inequívoco direito à percepção do dano moral. Segundo o ministro, uma prisão ilegal por tempo tão excessivo viola a Constituição e afronta o princípio fundamental da dignidade humana. Em seu voto, o magistrado destacou que, no caso julgado, a responsabilidade estatal é inequívoca diante do sofrimento e da humilhação experimentados pelo réu, exculpado após ter cumprido prisão ilegal. A Turma acompanhou o voto-vista do ministro Luiz Fux. O casoDe acordo com os autos, Fernando Gomes de Araújo não foi pronunciado porque não havia indícios suficientes da sua participação na chacina. Ele provou que não estava no local no momento do crime, quando 21 pessoas foram assassinadas e outras quatro sofreram lesão grave. O policial militar ficou preso do dia 30 de junho de 1995 até o dia 1º de julho de 1997, data em que foi expedido o alvará de soltura. Posteriormente, também ficou detido na carceragem do quartel da PM de 7 a 17 de julho de 1997 por conta de corretivo aplicado pelo Comando da Polícia Militar, totalizando 741 dias de prisão.
Terça-feira, 20 de novembro de 2007.
Comentário: o “inocente deveria” – para o Tribunal do Estado do Rio de Janeiro – se conformar por ficar preso por dois anos até que fosse declarado “inocente”.
Pois a prisão seria de interesse pessoal do acusado para comprovar sua inocência, ou seja, “culpado até que prove ser inocente”.
Com efeito, tal fundamento – presumindo-se a veracidade da notícia – lembra os Tribunais da Inquisição e os Tribunais da Ditadura Militar, nestes dois acrescentava-se o “direito subjetivo de ser submetido a interrogatório sob tortura”; pelo qual o acusado – pela resistência demonstrada – poderia comprovar ser inocente.
É claro que tortura só era suportada por criminosos cruéis, imunes ao sofrimento.
Os inocentes sempre confessavam aquilo que jamais conceberam e praticaram.
Parabéns aos Ministros do STJ, pela reforma da sentença.

PARA IRMÃO QUE VOCÊ GOSTA: Nunes Júnior aparece nos grampos conversando com Rodriguez. Promete cópias do inquérito e o informa sobre os depoimentos. Cortez é citado nas escutas telefônicas, que dão sua colaboração como certa

16/11/200307h20

Acusados na Operação Anaconda agiram para abafar inquérito

GILMAR PENTEADO
da Folha de S. Paulo
FAUSTO SIQUEIRA
da Agência Folha, em Santos

Três homens armados provocam confusão em uma feira de malhas no litoral paulista. Teriam ofendido e ameaçado duas mulheres e agredido uma criança de nove anos com um tapa. Na saída da feira, são perseguidos e cercados por 12 policiais militares. Todos vão parar na delegacia.

Mais de um ano depois, o desfecho do episódio ocorrido na praia de Itararé, em São Vicente, surpreende: os três homens não foram responsabilizados e, por pouco, o tenente que comandou a ação da PM não é punido.

As identidades dos envolvidos também surpreende. Os três homens que teriam provocado a confusão eram, na verdade, o delegado da Polícia Federal José Augusto Bellini, o agente federal César Herman Rodriguez e o advogado Sérgio Chiamarelli Júnior.

Eles estão presos na sede da PF de São Paulo desde o último dia 30. São acusados de pertencer a um esquema que beneficiaria criminosos com a venda de sentenças judiciais, proteção policial, entre outros crimes.

O episódio em São Vicente, ocorrido em agosto de 2002, mostraria que o tráfico de influências exercido pela suposta quadrilha também era usado em benefício próprio, para evitar investigações indesejadas e punir desagravos.

Segundo relatórios de escutas do setor de inteligência da Polícia Federal, Bellini e os seus companheiros usaram seus contados na Polícia Civil paulista para impedir a investigação e forçar o arquivamento do inquérito. Nem um procedimento administrativo para apurar abuso de autoridade foi aberto pela Corregedoria da PF.

Cheque suspeito

Era sexta-feira, por volta das 18h, quando Bellini, Rodriguez e Chiamarelli Júnior, que estavam de folga, pararam em um estande de artigos de couro onde Geruísa da Silva Ferreira trabalhava.

A confusão teria começado, segundo a PF, quando houve a desconfiança que um cheque dado pelo grupo não tivesse fundos. Segundo queixa feita por Geruísa Ferreira, ela e outra mulher, que também trabalhava no estande, foram ofendidas e ameaçadas. O filho de Ferreira teria levado um tapa na cabeça.

O grupo teria mostrado as armas para intimidar, o que fez que um segurança da feira chamasse a PM. Eles foram cercados a poucas quadras dali. Os policiais federais se recusaram a ser revistados. No distrito, no entanto, todos foram “dispensados sem que fosse registrada qualquer ocorrência”, segundo relatório da PF.

Geruísa Ferreira se queixou contra os três, o inquérito teve de ser aberto pela Polícia Civil e o caso chegou à Corregedoria da PF. O mais assustado com o resultado negativo era Bellini, de acordo com os grampos. Ele teria usado sua rede de contatos na Polícia Civil para tentar influenciar a investigação. Queria não só ser inocentado como também teria iniciado uma campanha pelo indiciamento, por abuso de autoridade, do tenente da PM Samuel Robes Loureiro, que comandou a ação.

“É, mas o combinado era o indiciamento [do PM], né meu irmão”, disse Bellini, a um homem não-identificado, segundo a PF, ao saber que o inquérito não iria indiciar o tenente.

Bellini teria sido favorecido por pelo menos quatro delegados da Polícia Civil paulista. Entre eles, segundo relatório da PF, o delegado seccional de Santos, João Jorge Guerra Cortez, e o delegado de São Vicente, Niêmer Nunes Júnior. Os dois negam.

Nunes Júnior aparece nos grampos conversando com Rodriguez. Promete cópias do inquérito e o informa sobre os depoimentos. Cortez é citado nas escutas telefônicas, que dão sua colaboração como certa.

No final, os investigados comemoram o relatório do inquérito. Nos grampos, Chiamarelli Júnior diz a Rodriguez que o inquérito é “aquele que você faz para seu irmão, irmão que você gosta. Está legal mesmo, bem bonito”. Bellini comenta que, se a Corregedoria da PF vir o relatório, “não poderá abrir sindicância, quanto mais PD (processo disciplinar)”, o que realmente aconteceu.

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O melhor do caso: em vez de apuração, promoção por merecimento.

UM CERTO CAPITÃO UBIRAJARA E OUTROS TORTURADORES QUE DÃO LIÇÕES DE MORAL E PROBIDADE ADMINISTRATIVA

Paulo Sérgio Leite Fernandes

Um certo Capitão Ubirajara(Ou “Klute, o passado condena”)

Tenho fixação, desde os tempos em que freqüentava o cinema, em alguns filmes desencontrados. Destaquem-se “Dona Flor e seus dois maridos”, “Casanova” e “Klute, o passado condena”. Dona Flor, extraído da obra magistral de Jorge Amado (gosto deste e de Capitães de Areia), trata de uma viúva jovem, deixada por “Vadinho” e casada, depois, com o farmacêutico tocador de oboé (facultativamente às quintas, obrigatoriamente aos sábados e domingos). Casanova (Dirigido ou produzido por Fellini?) conta a epopéia do lendário sexômano cujo objetivo final era o de seduzir a mulher gigante, aquela que constituía a atração maior do circo, morando numa tenda escura e enorme. Klute (personificada por Jane Fonda) é a história de mulher bem posta na vida, mas perseguida por personagem misteriosa embolada nos suspeitos antecedentes da grande dama.
“Dona Flor”, pelo contexto psicológico, é minha preferida. Guarda remotíssima ligação com a “Blimunda” de Saramago (as qualidades de ambas, justapostas, fariam a mulher perfeita). Entretanto, a sedutora Flor e a perturbadora vidente não constituem a razão das reflexões deste Domingo de Páscoa. Cuide-se de assunto mais triste ligado ao denominado”Capitão Ubirajara”, codinome pertencente, segundo denúncias repetidas, a ilustre delegado que ocupa, hoje, posto destacado na policia de São Paulo. Realmente, aquela autoridade foi diretamente acusada por duas mulheres de praticar torturas, nos idos do golpe de 1964, dentro das infectas dependências do “DOI-CODI¨ (Rua Tutóia e quejandos). As denunciantes o apontam sem dúvida qualquer. Genoíno, pronunciando-se lá do Planalto, critica também, acerbamente, a nomeação do dito torturador para alto cargo na instituição. Ele nega, juntando os pés: o esbirro da ditadura seria um homônimo. As denunciantes, antigas terroristas, não mereceriam credibilidade. O governador Geraldo Alckimim (aquele da polícia duríssima, pretendendo fazer disso campanha eleitoral) afirma, em outras palavras, não ter ligação qualquer com a nomeação do “Capitão”. Tratar-se-ia de delegado de carreira, seguindo trajeto previsto nos regulamentos. Além disso, passado é passado. A Lei de Anistia, em plena vigência, passou a borracha em tudo, de um lado e do outro. O “Capitão”, se do próprio se tratasse, estava lá e pronto. Referindo-me a “Ubirajara”: a mulher torturada diz que o delegado é o próprio. Restará, no mínimo, séria dúvida sobre os bons antecedentes do policial. Fui buscar na “internet” a data do nascimento do governador Geraldo. Tinha dez anos no golpe de 1964. Depois, crescendo, foi vereador, deputado muito bem votado, prefeito e vice de Mário Covas, chegando aonde chegou sem grandes entreveros com o regime. De acordo com a biografia oficial, foi um dos fundadores do PSDB. Vale isso, no fim das contas, a dizer que não sofreu nas carnes o beliscão dos alicates empunhados pelos esbirros da ditadura. Já grandinho naquela época, tive participação discreta na resistência. Meus méritos: defendi uns meninos acusados de lançamento de bombas caseiras na cavalaria (conseguimos convencer a Auditoria de Guerra que aquilo não explodia – saímos do recinto no intervalo, com medo de que fizessem teste) e apresentei um fugitivo à 36.ª delegacia, um dia depois do assassinato de Herzog (Fui tratado com melão e presunto. Filmaram o almoço). Tive parceiro num dos episódios. Ele tinha dez mil dólares no bolso e o passaporte, tudo pronto para uma emergência. Pedi-lhe algum emprestado, de brincadeira. Se precisasse fugir, não chegaria além de Osasco…
Arredondando a tragicomédia de “Um certo Capitão Ubirajara”, retorne-se ao ilustre delegado de polícia e ao governador. Há hoje homens que usavam calças curtas na ditadura. Não acompanharam os dramas daquele tempo infernal. Outros teriam, ou não, um passado condenável, à moda de “Klute”. A tortura é execrável, governador. Tirei um preso da Cadeia, naquele tempo, vivo sim, mas vinte quilos mais magro, isso dezesseis dias depois da prisão. Nunca se recuperou. Uma advogada foi posta em liberdade depois de ensurdecida com os “telefones” (mãos em conchas) nos ouvidos. Isso é o que se pode contar sem levar o leitor a desespero. Daí,é preciso que o governador, ex-vice de Mário Covas, examine durissimamente o assunto. Tocante ao “Capitão”, ou ele é o próprio ou não é. Se não for, as torturadas dizem que é. Se for, arrependeu-se ou não, mas não pode ficar onde está. Lembro-me de um antigo esbirro que confessou suas faltas ao entrar na velhice. Era exceção. A maioria tem ausência completa de autocrítica. Sonha com anjos. Alguns guardam, inclusive, os instrumentos de tortura sob a cama, a título de recordação. Dizem, aliás, que o bom torturador não tem partido político nem ideologia. Serve a qualquer governo. A história política dos povos passa. Os carrascos costumam solidificar-se, a exemplo daqueles fetos gerados fora da cavidade uterina dos seres monstruosos. Disfarçam-se. Sempre encontram quem se entusiasme pelo mimetismo. Candidatam-se. Bem votados, dão lições de moral e severidade no trato da coisa pública. O único recurso de quem mantém nas carnes as cicatrizes do ferro em brasa é reivindicar justiça. Ficam no espaço os gritos de horror ricocheteando pelas paredes do palácio vermelho, prédio lá perto da estação de trens. Pretende-se transformá-lo em museu. Já é alguma coisa. As torturadas de antanho podem ocupar o palco na inauguração, enquanto repetem os urros de dor, acompanhando os acordes do hino nacional. É como o roteiro de Klute. As más ações condenam sempre.

conlusão:
O BOM TORTURADOR NÃO TEM PARTIDO POLÍTICO NEM IDEOLOGIA.
SERVE A QUALQUER GOVERNO…(da Arena ao PT, passando antes pelo PSDB)
OS CARRASCOS COSTUMAM SOLIDIFICAR-SE…(de Investigadores são promovidos a Delegados, depois Diretores e quem sabe até Senadores)
SÃO ESTELIONATÁRIOS NATOS E SEMPRE ENCONTRAM QUEM ACREDITE NAS FARSAS QUE ENREDAM… (vão rotineiramente a Igreja…se emocionam e choram)
NEGAM SEUS CRIMES DE PÉS JUNTOS! (mentem…mentem…mentem)
JAMAIS DEIXANDO DE TORTURAR E ASSASSINAR ( O DIREITO E O VERNÁCULO, INCLUSIVE).
“Aquele que identificar um tipo assim ganhará um prêmio do Blog”.

QUEM É QUEM NA POLÍCIA CIVIL

Fui questionado, recentemente, acerca da suposta antipatia por mim nutrida em desfavor dos Investigadores de Polícia.

E pude responder negativamente.

Entretanto fiz a ressalva de que as rançosas posições por mim defendidas, em relação às chefias, resultam da minha observação da atual estrutura funcional da Polícia Civil.

Neste nosso órgão trabalham duramente: os Escrivães, os Agentes e os Carcereiros.

Os Delegados comuns são gerentes.

Os Delegados de Polícia que foram Investigadores administram a Polícia Civil…

São os membros da Diretoria.

A maioria pelo menos.

E qual a posição dos Investigadores? ( nota: digo dos “chefes”)

Acham-se donos do órgão.

Há exceções é claro!