Não entendi, desde quando a Polícia Civil é bolsonarista? …E 12 delegados entrevistando um investigador com base em relatório de inteligência?…Desculpe-me, não acredito! ( Sendo verdade, a Corregedoria se boçalizou! ) 23

 

Investigador denuncia perseguição na polícia após se manifestar contra Bolsonaro

11/12/18por Jeniffer Mendonça

 

‘O que mais dói é ter sido chamado de traidor. É o contrário. Queremos repensar o sistema para ter uma polícia melhor’, diz Alexandre Félix, que integra o Movimento Policiais Antifascismo

Alexandre Félix segura plaquinha do #EleNão, movimento contra Bolsonaro | Foto: arquivo pessoal

O investigador da Polícia Civil de São Paulo Alexandre Félix Campos afirma que tem sofrido perseguições por conta da sua atuação no movimento Policiais Antifascismo. O policial foi surpreendido por volta das 13h da segunda-feira passada (3/12) com um ofício emitido pela delegacia que trabalha para comparecer à corregedoria no mesmo dia, às 15h, sem ser informado do que se tratava. “Para um policial ser convocado, precisa existir uma acusação formal. Quando cheguei na corregedoria, descobri que não havia apuração instaurada. Queriam saber quem organizou o movimento Policiais Antifascismo, se eu tinha participado da organização do ato #EleNão [contra o presidente eleito Jair Bolsonaro] em São Paulo”, afirma.

O ofício foi expedido no dia 29 de novembro. Porém, Alexandre estava de férias do dia 1 a 30 do mês passado e recebeu o documento quando retornou ao trabalho na própria segunda-feira. As férias, segundo ele, que estavam previstas para serem tiradas em dezembro foram antecipadas após a publicação de uma entrevista que deu à Carta Capital, antes do segundo turno das eleições de 2018, em que apontava que a repressão policial poderia aumentar com a possibilidade de vitória do militar da reserva.

De acordo com o investigador, cerca de 12 delegados passaram a questioná-lo sobre declarações, entrevistas que ele deu a veículos de imprensa e publicações em redes sociais. “Eles compilaram todo esse material num relatório de inteligência. Chegaram a apontar uma foto do Orlando Zaccone [delegado de polícia do RJ, membro do movimento] na Marcha da Maconha questionando como eu me associava a uma pessoa dessa, que eu estava fazendo apologia às drogas porque o movimento defende a descriminalização”, relata.

Uma alteração de 2002 da Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo prevê que havendo uma infração ou crime cometido por policial, a corregedoria é notificada e é instaurada uma apuração preliminar de caráter investigativo “quando a infração não estiver suficientemente caracterizada ou definida a autoria”. Em até 30 dias, a corregedoria deve compilar elementos que demonstrem a irregularidade, ouvindo denunciantes, o policial suspeito, para então definir se será aberta uma sindicância (para apurar infrações de natureza leve, em que as penas vão de advertência, multa, suspensão) ou um processo administrativo (investigação para infrações de natureza grave, que podem levar à demissão).

Para Alexandre, o ofício foi de caráter “intimidatório” e não respeitou o rito processual. “Havendo uma apuração preliminar instaurada, eu teria que ter sido intimado com antecedência, ter conhecimento dessa apuração, constituir um advogado para ter acesso aos autos e ter um tempo hábil para a minha defesa se organizar. Nada disso foi respeitado”.

O investigador denuncia, ainda, que após essa reunião, não foram permitidas cópias do ofício convocatório e do termo de declaração que deu à corregedoria. “Eles afirmaram que vão abrir um processo administrativo pedindo minha demissão porque a minha atuação estaria ferindo e manchando os princípios da instituição”, aponta.

“O que mais dói disso tudo é ter sido chamado de traidor, sendo que não só a minha atuação, mas a do movimento em si, é justamente o contrário. É repensar o sistema de polícia, mostrar as condições de trabalho do policial para que essa estrutura melhore”, desabafa. “Se essa represália está acontecendo comigo, é porque a atuação do movimento está funcionando e incomodando as pessoas que estão lá e que corroboram esse sistema que está falido”.

O direito à liberdade de expressão e de manifestação é um dos motes do movimento Policiais Antifascismo, já que, por lei, os servidores públicos são proibidos de criticar as instituições em que trabalham. No entanto, para a desembargadora do TJ-SP Ivana David, “usar o termo ‘perseguição’ não é compatível porque todos os servidores que se manifestaram contra ou a favor do Bolsonaro estão tendo que prestar esclarecimentos”. Ivana cita como exemplo o caso do desembargador Ivan Sartori, que utilizou uma estampa na sua foto em rede social com o slogan da campanha do presidente eleito, apesar do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) proibir que magistrados declarem posicionamento político. “Para mudar esse cenário, só pressionando para que a lei seja mudada porque até aí não há irregularidade”, garante.

Em agosto, a Ponte mostrou que o corregedor da Polícia Militar paulista, Coronel Marcelino Fernandes, fez publicações em redes sociais em apoio ao presidente eleito durante a campanha. Apesar da PM ser submetida a outro regimento, o corregedor afirmou na época que “uma coisa é o apoio, outro a manifestação da ordem durante a campanha”, em que “ter uma manifestação política durante o serviço é uma transgressão disciplinar média, punível com advertência”.

“Cerceamento de expressão”

Declarações públicas e entrevista dada à imprensa também serviram de mote para uma denúncia anônima que foi encaminhada à Corregedoria Geral da União e depois encaminhada à Polícia Rodoviária Federal contra o policial rodoviário federal de Goiás Fabricio Silva Rosa, que foi candidato ao senado nas eleições de 2018.

Fabricio Rosa | Foto: arquivo pessoal

Em agosto, e já licenciado do cargo, Fabrício foi convocado para prestar esclarecimentos sobre uma denúncia anônima que afirmava que ele teria “agido com falta de lealdade ao órgão PRF e com falta de moralidade administrativa”. O documento se baseava numa matéria intitulada “PSOL lança pré-candidatura de policial assumidamente gay ao governo de Goiás“, quando ainda estava sendo definido para qual cargo Fabricio concorreria; e uma declaração que ele deu durante palestra do Policiais Antifascismo no Forúm Social Mundial, em março na cidade de Salvador (BA), sobre como as “guerras às drogas” é danosa à instituição policial, já que ele também integra a LEAP Brasil, grupo de agentes da lei e da segurança pública que é favor da legalização das drogas.

“Mesmo licenciado, eu compareci à essa audiência, que foi super constrangedora, em que me questionaram se eu era alvo de homofobia dentro da instituição e eu disse que sim porque existe homofobia na sociedade e isso não é deslocado da PRF”, conta Fabrício. “Isso deixou a corregedoria com raiva porque eu estava sendo crítico à instituição”.

Fabrício é policial há 19 anos, tendo iniciado a carreira na Polícia Militar, corporação que acabou deixando cinco anos depois, sendo hoje oficial da reserva. “Para mim, a liberdade de expressão é um valor muito caro e, com a estrutura militar da PM, você não tem esse direito. Na PRF eu me encontrei porque é uma estrutura diferente que me permite atuar em diversos projetos voltados à cidadania e aos direitos humanos”, explica. “Eu já fui corregedor e o que é mais dolorido é terem me convocado sem ter cometido infração alguma, baseada em declarações públicas, o que mostra esse cerceamento de liberdade de expressão e que, por eu ser assumidamente gay e ter visibilidade com a minha militância, eu estaria manchando a instituição. Se a gente não critica a estrutura, como a gente vai melhorar enquanto sociedade, enquanto policial?”, questiona.

De acordo com o policial, o procedimento foi paralisado durante o processo eleitoral e seria retomado após o pleito. No entanto, até o momento não teve respostas. Ao Dia Online, na época, Eduardo Zampieri, do departamento de Assuntos Internos da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal, havia declarado que “No procedimento administrativo ainda não há a aceitação de denúncia. É apenas uma análise, um pré-procedimento”.

Perguntado sobre o retorno do período da licença, Fabrício respira fundo durante a ligação e declara: “está sendo bem pior do que eu imaginei”. “Pessoas que antes me cumprimentavam, não me cumprimentam mais e isso está totalmente ligado à minha atuação. Na equipe de um dos projetos na PRF que eu tenho orgulho de ter criado, que se chama Policiais Contra o Câncer Infantil, em que vamos nos hospitais, fazemos doações e raspamos a cabeça em solidariedade às crianças, já não me deixaram participar representando a instituição”, exemplifica.

“A gente sente que há uma pressão dentro das corporações que já existia antes, mas que está pior agora, que é te colocar de escanteio. Nas operações que realizamos contra o tráfico de pessoas, contra a violência sexual infantil, eu começava a perceber que várias vezes colegas não queriam dividir o mesmo quarto que eu ou até mesmo integrar a mesma equipe”, prossegue.

Outro lado

Ponte entrou em contato com as assessorias de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, sobre o caso do investigador Alexandre Felix, e da Polícia Rodoviária Federal sobre o procedimento administrativo contra Fabrício.

Por telefone, a In Press, assessoria terceirizada da SSP-SP, informou que não havia conhecimento nem informação de que o investigador compareceu à Corregedoria da Polícia Civil, apesar da reportagem informar sobre o documento. Nesta terça-feira (11/12) a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) enviou uma nota na mesma linha. “Não há na Corregedoria até o momento, qualquer procedimento instaurado contra o agente citado em relação a sua posição política. Não houve convocação na data mencionada”.

Já a assessoria da PRF de Goiás não respondeu até a publicação.

Comentários

A ARTE DE SOFISMAR II – Tigre do DOI-Codi diz que tortura é uma palavra muito pesada para as técnicas de interrogatório empregadas nos porões: “foi imposto sofrimento físico ao cara pra ele falar”…Democracia relativa: a gente tem toda a liberdade para mandar e desmandar; vocês toda a liberdade para obedecer! 8

Tiroteios e interrogatórios: a ditadura na visão de um militar do DOI-Codi

Fabrício Faria-09.set.2014/CNV
Coronel reformado Pedro Ivo Moézia de Lima em depoimento à Comissão Nacional da Verdade Imagem: Fabrício Faria-09.set.2014/CNV

Diego Toledo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/12/2018 13h43

Entre o final de 1970 e o início de 1972, o coronel reformado Pedro Ivo Moézia de Lima, hoje com 80 anos de idade, era o dr. Ítalo Andreoli. Então capitão do Exército, Moézia usava o codinome para atuar como chefe de uma das três equipes de interrogatório do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna) de São Paulo durante a ditadura militar.

O órgão era comandado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que, na época, era major e usava o codinome dr. Tibiriça. Os DOIs foram criados em 1970 e se tornaram um símbolo do acirramento da repressão militar contra a luta armada após a decretação do AI-5 (Ato Institucional n° 5, de 1968), que completa 50 anos neste 13 de dezembro.

De acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, um documento do DOI-Codi de São Paulo, de novembro de 1973, aponta que, dos 5.680 presos políticos que haviam passado pelas dependências do órgão, pelo menos 50 teriam sido mortos.

Entre 2013 e 2014, durante depoimentos à comissão, tanto Moézia como Ustra contestaram os números do documento e disseram que as mortes teriam ocorrido fora do DOI, em combates entre militantes da luta armada e agentes do órgão.

Agora, em entrevista ao UOL, o coronel Moézia — um dos poucos oficiais militares que atuaram no DOI-Codi de São Paulo ainda vivos — repete parte do que disse à Comissão da Verdade. O militar aposentado nega ter praticado tortura e que mortes tenham ocorrido no local. Mas novamente admite que presos foram submetidos a “sofrimento físico” para obtenção de informações.

Moézia defende que o “castigo físico” é parte da solução para a investigação de crimes e afirma que o AI-5 foi necessário para evitar que o Brasil aderisse ao comunismo. Amigo de Ustra, que faleceu em 2015, o coronel também lamenta que o presidente eleito Jair Bolsonaro, depois da vitória nas eleições, tenha parado de fazer elogios ao homem acusado de comandar sessões de tortura.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista do coronel ao UOL.

UOL – Qual foi o significado do AI-5 para o Brasil?

Coronel Pedro Moézia – O AI-5 foi um ato necessário para permitir que o governo realizasse aquilo que era preciso naquele momento. Foi um ato de força, de exceção. De todos os atos baixados, foi o mais violento, o que maior impacto causou sobre a vida nacional.

Mas foi muito importante porque nós vínhamos de um período de agitação crescente. Era para durar alguns meses e acabou ficando por dez anos. 
Os anos de 1968 e 1969 foram muito duros. À medida que a situação ia piorando, o governo tinha que empregar os seus meios para fazer o enfrentamento à guerrilha urbana e rural que pretendia comunizar o Brasil.

Como era o seu trabalho no DOI?

O trabalho era duro, cansativo, estressante. Eu fui pra lá no pior período. Toda semana havia tiroteio, muitas mortes, muitos mortos em ação. A gente saia pra cumprir um mandado de busca e éramos recebidos a bala. Apesar disso, dávamos toda a oportunidade para o cara se entregar vivo, porque precisávamos deles vivos.

Não tínhamos interesse em matar. Mas, quando você chegava lá, era recebido a tiros, e em uma desproporção enorme. O cara lá normalmente tinha um revolverzinho vagabundo, uma arma antiga, e atirava, e a gente ia com metralhadora, granada. Enfim, começou a atirar, não tem mais jeito. 

Fui para lá pra ser chefe de equipe de interrogatório. Eram três equipes, cada uma fazia um plantão de 24 horas e descansava 48, revezando em busca e apreensão e análise das informações.

À Comissão da Verdade, o senhor disse que nunca presenciou ou participou de sessões de tortura, mas imaginava que algumas realmente ocorreram. Essa afirmação se refere ao que acontecia no DOI?

O que eles insistiram em me perguntar lá foi sobre tortura. Houve tortura? E eu dizia o seguinte: institucionalizada, não. Eles afirmavam que vinha ordem lá do presidente para tortura, lá do general de Brasília. Isso não existe.

O trabalho de busca da informação é muito difícil. O cara sabe uma coisa que você precisa e não quer dizer. Eu nunca torturei ninguém. Nunca encostei a mão em um cara desse. Eu era chefe, tinha que me dar ao respeito, porque, se eu largasse o pessoal, ia virar bagunça. Eu nunca torturei.

Eu atirei neles, ajudei a matar alguns, mas em combate. A gente ia para busca e apreensão, para prender o cara e estourar aparelho, e lá era recebido a bala. Então, a gente tinha que atirar, e eu te garanto que acertei em muitos deles, que vieram a morrer.

Agora, você vem me perguntar: havia tortura? Tortura é uma palavra muito pesada, mas que foi imposto sofrimento físico ao cara pra ele falar, foi. Eu não fiz isso, mas, com certeza, isso acontecia por lá. Em todo lugar do mundo, isso acontece.

O senhor diz que sua equipe de interrogatório não torturava e usava técnicas de persuasão para extrair informações dos presos. Pode-se dizer que, nas outras duas equipes do DOI, os métodos eram mais violentos?

É mais ou menos isso. As equipes todas tinham um padrão de comportamento, e isso dependia muito do chefe. Tinha um capitão do Exército, que era o chefe e, na sua equipe, tinha tudo: delegado de polícia, oficiais da Polícia Militar e outros agentes que eram encarregados de conversar com o preso que caía.

As outras duas equipes primavam mais pela rigidez do interrogatório. A minha era diferente. Quando você está interrogando, o interrogado se coloca em uma posição em que está preparado pra reagir. Enquanto você não baixa esse orgulho, esse denodo que o cara tem em resistir, você não consegue muita coisa. 

Então, você tem que deixar o cara baixar um pouco a bola, ficar abatido, porque aí começa a haver uma submissão do cara. 

Os caras acham que só tinha porrada, não é isso, não. Lá, nós agíamos com humanidade. Afinal, somos humanos, temos sentimento, coração. Agora, somos profissionais: se tem que fazer, você tem que fazer.

Reprodução/Facebook
Carlos Lamarca, no centro, de preto, e o hoje coronel reformado Pedro Ivo Moézia de Lima abaixado em frente a ele Imagem: Reprodução/Facebook

Como era a sua relação com o coronel Ustra?

Fui pra o DOI um pouco depois dele. Eu reputo o coronel Ustra como o maior herói que nós tivemos nos últimos 50 anos. Ele era o comandante, responsável por tudo o que acontecia e, por isso, foi crucificado. O Ustra nunca torturou ninguém. Esse caráter miserável, maldoso que todos tentam pintar dele é mentira. Era um homem religioso, profissional. 

O Ustra nunca encostou a mão em ninguém. Ele não tinha tempo pra isso. O comandante não pode se misturar lá embaixo com o cara que está ralando. Ele dá apenas a orientação, diz o que quer. 

(Nota da reportagem: as palavras do coronel Moézia contrastam com os depoimentos de presos políticos da ditadura que dizem ter sido torturados com a participação direta do coronel Ustra, como o hoje vereador Gilberto Natalini e a militante política Maria Amélia Teles.)

Ele era meu amigo. No fim da vida dele, a gente se reunia toda semana, à noite, na casa dele, assava uma carninha, tomava um vinhozinho, e discutíamos as coisas que estavam acontecendo.

Esse retrato de que o Ustra era um sanguinário, violento, isso é conversa de cara que nunca nem sentou em uma cadeira de interrogatório e quer dizer pra todo mundo que foi torturado no DOI-Codi.

Eu tenho até estranhado que o Bolsonaro passou a vida política toda dele enaltecendo a figura do Ustra e, depois da vitória, não ouvi mais uma palavra. Talvez isso tenha sido recomendado para não reacender a chama de que ele é fascista. Mas eu gostaria de vê-lo, depois de eleito, voltar a falar sobre a importância do Ustra.

O coronel Ustra chegou a ser condenado a pagar uma indenização no caso da morte do jornalista Luiz Eduardo Merlino. O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pela prescrição do caso, mas ainda cabe recurso. O que o senhor diz sobre esse episódio?

O Merlino era uma figura simpática. Era um jornalista conversador, bom papo. Vamos colocar o Merlino como um subversivo. Lá, nós tínhamos os subversivos e os terroristas. Eram dois tratamentos diferentes. Com o terrorista, era um tratamento mais duro. Com o subversivo, era outro.

O Merlino não era terrorista. Pertencia a uma organização, mas era um subversivo. Ele gozava de um livre trânsito lá em cima, a gente chamava para conversar. Houve um pedido do Rio Grande do Sul e ele foi convocado para uma acareação em Porto Alegre. Teve um deslocamento rodoviário, e o que consta nos autos é que ele tentou se evadir e foi atropelado.

Essa história vem se arrastando durante esses anos todos, influenciada por certas organizações de esquerda que têm interesse nisso. Esses órgãos ficam insuflando, eles querem dinheiro.

(Nota da reportagem: a versão de que Merlino teria morrido por conta de um atropelamento foi contestada pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, segundo a qual o jornalista foi torturado e morto nas dependências do DOI-Codi.)

Mas há também indícios de que outras mortes ocorridas no DOI-Codi também foram omitidas. O senhor nega que isso tenha acontecido?

Essa é uma história muito grande, vasta. Eu posso te dizer o seguinte: durante o período que eu servi no DOI, em São Paulo, ninguém foi morto lá dentro. Houve duas mortes, se não me engano, de caras que se sentiram mal, tiveram um problema de coração e morreram. Esses caras morreram, mas não foi por causa de tortura. Lá, eu te garanto: não houve mortes, assassinatos.

(Nota da reportagem: como citado na introdução desta entrevista, a Comissão Nacional da Verdade aponta que pelo menos 50 presos teriam sido mortos nas dependências do DOI-Codi de São Paulo.)

No começo, falava-se muito da Rua Tutóia, onde os presos eram levados inicialmente, porque ali quem estava no comando antes era o Dops, de São Paulo. Lá, todo mundo sabe que não tinha brincadeira. O Fleury (delegado Sérgio Fleury, que chefiava o Dops) foi o criador do Esquadrão da Morte.

Nós, do Exército, não temos esse temperamento, de matar, de trucidar, de torturar. Mas, para o pessoal da polícia, o dia a dia deles obriga a lidar com bandido, com a vida em jogo. Esses caras desenvolvem um mecanismo de defesa que é a violência.

Mas o senhor chegou a dizer que Fleury foi o maior delegado que São Paulo já teve…

O Fleury foi o maior delegado que São Paulo já produziu, apesar dos métodos dele serem heterodoxos. Durante o período em que ele esteve em São Paulo, o índice de criminalidade estava abaixo até da linha do razoável, porque ele controlava, ele conhecia o submundo do crime.

O Fleury tinha muito cachorrinho, muito dedo-duro, caras infiltrados que ele deixava em liberdade, mas que, em troca, ele usava como informante. Quando ele queria mandar um recado, ele apagava uma meia dúzia, desovava os presuntos por aí e São Paulo voltava ao nível sob controle. Toda polícia faz isso.

Eu não quero dizer que nós éramos santos. Nós trabalhávamos profissionalmente. Havia sofrimento físico? Sim, havia. Se não usar isso, você não tira informações de ninguém.

Valter Campanato-09.set.2014/Agência Brasil
Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o coronel da reserva confirmou a existência de “castigo físico” contra esquerdistas realizada pela Polícia Civil de São Paulo durante a ditadura militar (1964-1985) Imagem: Valter Campanato-09.set.2014/Agência Brasil

Defender esses métodos do delegado Fleury não é aceitar que o Estado cometa crimes? Isso é aceitável?

Nós somos um país atrasado. Você não pode querer comparar o Brasil com a Suécia, a Dinamarca, os Países Baixos. São outros povos, com mil, 2 mil anos de civilização. O que eles trazem dentro deles está lá dentro do coração e da cabeça deles. Nós somos atrasados.

Você não vai querer colocar aqui no Brasil a mesma Justiça da Dinamarca, da Suécia. São pessoas diferentes. Então, existem duas justiças? Eu acredito que sim. Existem duas democracias? Eu acho que sim. Existe a democracia pura, que é praticada quase na sua verdadeira grandeza em alguns países, e existe a democracia relativa.

É a teoria da sístole e da diástole do general Golbery do Couto e Silva. Se a situação aperta, você aperta também. Se a situação melhora, você solta. Você não pode querer o exercício da democracia no Brasil, com esse bando de ladrão, analfabeto e pessoas despreparadas.

O castigo ainda é uma parte da solução. Não só o castigo, há uma série de coisas que tem de vir junto: educação, saúde, segurança, assistência. Mas, se não houver algo mais duro, pra causar aquele choque, não vai melhorar nada.

A democracia é o melhor regime, mas, na minha opinião, tem que ser uma democracia relativa, diferente da Europa. Aqui, no Brasil, democracia é sinônimo de esculhambação.

O senhor também disse, à Comissão da Verdade, que havia uma espécie de comando paralelo nas operações militares. Como isso funcionava?

As operações que eram realizadas eram de conhecimento restrito no Exército. Muita gente não sabia o trabalho que a gente realizava lá. E, como não sabiam, dificultavam o trabalho do canal de informação.

Só pra dar um exemplo: nós tínhamos autorização do Comando do Exército para deixar o cabelo grande, barba, bigode. Nós tínhamos que ser pessoas comuns, tínhamos que estar misturados dentro do grupo social. Não podíamos cumprir nossa missão de cabelo raspado, de coturno, de farda, porque nós seríamos um alvo fixo. Para poder desempenhar o nosso papel, tínhamos que agir como civis. Mas tinha comandantes que não aceitavam isso. A gente ia lá, cabeludo, e não deixavam a gente entrar no quartel.

Essas pessoas que impediam o fluxo normal das informações eram deixadas de lado, às vezes até comandante. Então, havia, por assim dizer, um canal paralelo.

A coisa tinha que sair lá de baixo, da ponta da linha, e ir até lá em cima, no SNI (Serviço Nacional de Informações), sem interferência dessas pessoas. O comandante, às vezes, não sabia de nada, mas havia alguma coisa acontecendo lá dentro. O canal de informação era firme, seguro e de pessoas que estavam comprometidas com a linha mais dura.

Depois da redemocratização, muitos agentes do regime militar criticaram a maneira como a cúpula do Exército reagiu às denúncias de abusos no período. O senhor concorda com essas críticas?

Eu, inclusive, escrevi um artigo em que critiquei o posicionamento das Forças Armadas, dizendo que eles colocaram nossas cabeças numa bandeja e entregaram para os nossos inimigos.

Durante esse tempo todo, foram anos de silêncio, ninguém dizendo nada. Nós, na época, éramos heróis, cantados em prosa e verso. Nossa atuação era enaltecida pelos nossos comandantes na época. Recebemos prêmios. Eu, por exemplo, tenho a mais alta condecoração do Exército em tempos de paz: a Medalha do Pacificador com Palma, que só é concedida pra quem cumpre missões com risco de vida. No entanto, nós fomos abandonados por nossos comandantes.

Alguns acham que é uma posição que o Exército tinha que tomar, porque a situação não permitia que se dissesse mais nada, para não piorar uma situação de revanchismo que as Forças Armadas iam sofrendo. Então, o Exército adotou a política do silêncio. Isso, pra nós, foi terrível. Nós fomos massacrados.
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Muito honesto e sincero esse coronel!

Como se vê – segundos as palavras do eminente burocrata –  os facínoras pertenciam aos órgãos policiais. 

A ARTE DE SOFISMAR – General Heleno diz que peculato de até R$ 24.000,00 – por ser irrisório – excluiu suposto crime do futuro presidente 4

Valor “irrisório” isenta Bolsonaro em caso de ex-assessor, diz general Heleno

Antonio Cruz/Agência Brasil
O general da reserva e futuro ministro Augusto Heleno Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

João Paulo Nucci

Em São Paulo

13/12/2018 03h35

O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), isentou o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de responsabilidade no caso das movimentações financeiras “atípicas” de um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). “O presidente tá isento disso aí porque não teve participação. O que apareceu dele é irrisório, uma quantia pequena, e ele mesmo já explicou. Acredito que não vá atingi-lo”, disse Heleno em entrevista exibida na madrugada desta quinta-feira (13) pelo programa Conversa com o Bial, da TV Globo.

O jornal “O Estado de S.Paulo” revelou, há uma semana, que Fabrício de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão no período de um ano, enquanto servia como assessor e motorista no gabinete de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, na Assembleia Legislativa do Rio. A movimentação na conta de Queiroz foi considerada “atípica” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Na entrevista, Heleno ironizou a participação do órgão no caso. “Fico muito feliz que o Coaf tenha se manifestado, porque ficou em silêncio durante muitos anos, né? Tomara que ele seja mais ativo, que não deixe sair bilhões de dólares do país sem ninguém saber.”

Sobre a resolução do caso, o general disse estar “aguardando os acontecimentos” e os esclarecimentos dos “personagens principais” envolvidos.

“Os responsáveis vão ter que assumir a culpa. Se houver alguma penalidade, vão ser submetidos a essa penalidade”, afirmou Heleno.

Dentre os depósitos realizados por Queiroz está um de R$ 24 mil para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente eleito afirmou que o repasse se deve ao pagamento de um empréstimo que fez ao ex-assessor, no valor total de R$ 40 mil.

Direitos Humanos

Na entrevista à TV Globo, Heleno também comentou uma declaração recente sua, de que “direitos humanos são basicamente para humanos direitos”.

“Se tenho limitação em proporcionar direitos humanos, e temos essas limitações, porque somos um país ainda economicamente enfraquecido, moralmente enfraquecido, socialmente enfraquecido. Se tiver que canalizar o meu esforço de proporcionar direitos humanos pAra alguém, entre o cidadão que trabalha, sai de casa às 6h da manhã, volta às 10h da noite, encara um transporte público terrível, sofre todos os tipos de limitações na sua vida diária… Ele tem muito mais direito a ser pleno de direitos humanos do que um sujeito que é bandido, que está assaltando esse sujeito o meio da rua”, disse Heleno.

“O que a gente reclama é que muitas organizações de direitos humanos não vão no enterro do policial e vão chorar no enterro do bandido. Isso é uma distorção dos direitos humanos.”

Violência

Heleno ainda defendeu a proposta do governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), de “abater” com tiros disparados por atiradores de elite traficantes que estiverem portando fuzis.

“A ideia dessa regra de engajamento é dissuasória. Ou seja: quero desencorajar o sujeito de andar no meio de uma população inocente, onde há crianças, senhoras. Com que direito ele porta esse fuzil, debocha das forças legais, quando aquilo é um alto risco para inocentes?”

Desarmamento

Sobre a proposta da gestão Bolsonaro de facilitar o acesso da população às armas de fogo, Heleno disse que a restrição ao porte “não tem levado a nada”, já que ocorrem mais de 60 mil homicídios no Brasil por ano.

O general ainda fez uma analogia das armas com os automóveis, que também provocam milhares de mortes todos os anos. “Automóvel é uma arma na mão de quem não está habilitado. Vamos proibir o automóvel?”

Para Heleno, possuir uma arma em casa é uma atitude dissuasória, que pode desencorajar os crimes. “Esse é um tema polêmico, concordo que é polêmico. Se levar para um extremo, o cara vai dizer que vai sair todo mundo atirando em todo mundo. Então marido e mulher vão se matar em casa, qualquer briguinha… O cara vai pegar a arma e matar. Pô, então não vai ter faca mais em casa. Vamos dar dentada na maminha?”

Sobre a chacina ocorrida na Catedral de Campinas (SP) na terça-feira (11), quando um homem abriu fogo e matou cinco pessoas, Heleno afirmou se tratar de uma “situação extraordinária”.

“É o caso típico: a arma tava raspada. (…) Ele não comprou essa arma legalmente. O porte ilegal é muito mais perigoso que o legal.”

Transição

O futuro ministro-chefe do GSI revelou que está ansioso para tomar posse, em 1º de janeiro: “Nunca esperava que uma transição fosse tão demorada e tão difícil de acontecer. Achava que a gente ia entrar no vestiário, trocar de roupa, ia ter a preleção do técnico e vamos entrar em campo. Mas demora para caramba pra entrar em campo. E é chorado. Todo dia os problemas meio que se renovam. Acho que todos que estão vivendo essa fase estão loucos pro governo começar”.

Heleno disse ainda que vai ter certa dificuldade, como chefe da inteligência, de manter sigilo sobre as informações: “O GSI, por ser a cabeça do sistema brasileiro de inteligência, por tradição, por doutrina, todos aqueles (que fazem parte dessa estrutura) são soldados do silêncio. É uma coisa que eu não estou muito habituado. Eu tenho que fazer força pra ser soldado do silêncio. Eu gosto de falar. Acho importante a gente trocar ideia, nunca tive preconceito contra a imprensa”.

Ainda sobre a imprensa, o futuro ministro disse que havia uma “torcida”, no Brasil e no exterior, contra Bolsonaro. “A imprensa precisa voltar a ser um instrumento de informação, mais do que uma torcida por alguém. Toda a campanha do presidente eleito foi caracterizada por uma enorme torcida contra ele. Isso acabou prejudicando a visão do que estava acontecendo. Aconteceu também com o Trump.”


Honestidade intelectual não parece ser o forte dos homens fortes do futuro governo!

É isso aí, vamos liberar armas para todos…Os loucos de todos os gêneros , inclusive… O Brasil do Bolsonaro – em pouco tempo – se americanizou! 122

Homem mata 4 pessoas dentro de Catedral em Campinas (SP) e se suicida

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Guilherme Mazieiro e Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

11/12/2018 14h04Atualizada em 11/12/2018 15h19

Um homem matou quatro pessoas dentro da Catedral Metropolitana de Campinas (a 100 km de São Paulo) no início da tarde desta terça-feira (11) e se suicidou dentro da igreja. Além dos mortos, há quatro pessoas feridas pelos disparos, segundo informações da Polícia Militar. O nome das vítimas ainda não foi divulgado. 

Segundo a PM, o chamado pelo 190 ocorreu às 13h25, com uma pessoa dizendo que um homem entrou na catedral, fez os disparos e, na sequência, se matou..

O representante da Guarda Municipal de Campinas, Alexandre Moraes Rangel, relata que uma equipe de patrulha a pé ouviu barulho de tiros e pediu ajuda a viaturas da corporação pelo sistema de rádio. “Viemos o mais rápido que pudemos. É bem complicado agora, é tudo muito lotado, dada a época de Natal”, disse.

De acordo com Rangel, não há ainda informações sobre a motivação para o crime. “A visão que eu tive é a de que era uma pessoa ensandecida e que resolveu tirar a vida de outras pessoas, inocentes. Cheguei e ele estava praticamente morto”, afirmou o guarda.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos feridos e identificação dos mortos. Dois feridos foram levados para o hospital Mário Gatti, outro para o hospital da Unicamp e um terceiro está no Beneficência Portuguesa, de acordo com a Polícia Militar. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, a informação inicial é de que o atirador teve um surto. 

Ao lado do corpo, a PM apreendeu duas armas: um revólver calibre 38 e uma pistola. O Corpo de Bombeiros informou que ainda não tem detalhes do que aconteceu.

O secretário de Segurança Pública de Campinas, Luiz Augusto Baggio, afirmou que o homem já teria entrado na igreja atirando. “A intenção era atirar. Ele já atirou ‘fatalizando’ as pessoas. Não tinha nenhum motivo específico que não fosse a loucura dele”, completou Baggio, que disse não ter ainda informações sobre a identidade do atirador.

Fotos que circulam nas redes sociais e que seriam do atirador dentro da igreja mostram um homem aparentando entre 40 e 50 anos, de cabelos curtos, bermuda jeans e camiseta azul, com óculos de sol. Nas fotos, o homem segura uma pistola na mão direita.

A catedral fica na principal área comercial da cidade, próxima à rua Treze de Maio. Em frente à catedral, o major Paulo Monteiro, do Corpo de Bombeiros, declarou que a principal preocupação agora é o atendimento aos sobreviventes.

“Pelo horário, havia um fluxo de pessoas, tinha bastante gente na igreja. Os socorros já foram feitos, e os óbitos, detectados”, disse o major.

“Contamos com as orações”

A Arquidiocese de Campinas lamentou, por meio de um post no Facebook, e afirmou que a igreja está fechada para atendimento das vítimas e investigação da polícia. “Contamos com as orações de todos neste momento de profunda dor”, escreveu a instituição em nota.

“Achei que era barulho de moto”

Giovana Mazzo, 18, conta que subia a rua Treze de Maio quando ouviu tiros. “Foi horrível a sensação. Começamos a ouvir disparos, mas achei que era escapamento de moto porque o som era parecido. Mas aí o pessoal começou a sair de dentro da igreja dizendo que era tiro e assim começou um alvoroço no centro. Eu e outras pessoas corremos para dentro de uma loja e aí as viaturas começaram a chegar”, disse a técnica de enfermagem.

A comerciante Rosimeire Barbosa, dona de um restaurante ao lado da catedral, contou que os clientes entraram desesperados dentro do estabelecimento quando ouviram os tiros. “Está uma confusão aqui. Ouvimos os relatos de tiros. Sabemos que o cara que estava armado morreu. Não sei se se matou ou foi baleado”, contou à reportagem.

Ao que tudo indica membros da família unida “peculataram” salários dos assessores ( 80% )…A partir do próximo mês tungarão os salários de todos os trabalhadores…Pior que o desvio é a desfaçatez do ex-juiz Sergio Moro…Posturas nojentas! 24

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro se manifestou pela primeira vez, nesta segunda-feira, 10, sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentação atípica de 1,2 milhão de reais em uma conta do ex-policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro(PSL-RJ) entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Moro sugeriu uma investigação do caso. “Sobre o relatório do Coaf sobre movimentação financeira atípica do senhor Queiroz, o senhor presidente eleito já esclareceu a parte que lhe cabe no episódio. O restante dos fatos deve ser esclarecido pelas demais pessoas envolvidas, especialmente o ex-assessor, ou por apuração.”

 SERÁ QUE ELE TRANSVIOU-SE ????????

Nosso General é cínico como o BIG BOSS ou ingênuo como os fanáticos…Caro general Mourão, quem tem que se explicar é o BOLSONARO, viu? …O Sr. ainda não percebeu que se trata do peculato quase cultural entre políticos: TUNGAR 80% dos vencimentos dos assessores? Sem ofensa, penso que vocês “direitistas” são mais desonestos do que os ditos esquerdopatas… 58

O general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, avalia que há um déficit de explicações sobre o caso Coaf. Ele cobra esclarecimentos de Fabrício Queiroz, o ex-assessor de Flavio Bolsonaro pilhado numa movimentação bancária suspeita de R$ 1,2 milhão no intervalo de um ano. “O ex-motorista, que conheço como Queiroz, precisa dizer de onde saiu este dinheiro. O Coaf rastreia tudo. Algo tem, aí precisa explicar a transação, tem que dizer”, declarou Mourão.

Mourão manifestou-se sobre o episódio numa entrevista ao blog da repórter Andréia Sadi, neste sábado (8). Perguntou-se ao general se considerou satisfatória a explicação de Jair Bolsonaro sobe o repasse de R$ 24 mil que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro fez à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Ele colocou a justificativa dele. Ele já disse que foi um empréstimo. O Queiroz precisa explicar agora”, afirmou.

A repórter também perguntou a Mourão o que achou da reação do futuro chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni, que se irritou com os repórteres na última sexta-feira ao ser indagado sobre o caso Coaf. “Ele tá estressado”, respondeu o vice de Jair Bolsonaro. “Quando responde daquele jeito, parece que tem culpa no cartório”, acrescentou, evocando a investigação autorizada pelo STF sobre a suspeita de que Onyx recebeu R$ 100 mil da JBS no caixa dois. “Quando me perguntam, eu respondo claramente, com tranquilidade. Temos que falar.”

O Bolsonaro não parabenizará a PM do Ceará pela brilhante operação que resultou na morte de seis reféns; cinco de uma mesma família? 51

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Jair M. Bolsonaro‏Conta verificada @jairbolsonaroSeguirSeguir @jairbolsonaroMais

Parabéns aos Policiais Militares de Valença-RJ que salvaram a senhora de 83 anos feita refém por um bandido covarde, ficando mais de 10 minutos com uma arma apontada para sua cabeça. Belo trabalho! A vida do cidadão de bem sempre deve ser prioridade!

A CULPA É DO BOLSONARO – Discurso do irresponsável Mr. President of the Brazil causa a morte de 6 inocentes …A PM insuflada pela demagogia militarista foi em busca de elogios por bravura e medalhas por mortes…Danem-se os civis reféns, em toda guerra há vítimas inocentes! 22

 

Por Gioras Xerez, Germano Ribeiro e Valdir Almeida, G1 CE

 

A tentativa de roubo aconteceu por volta de 2h17 da madrugada. Houve confronto entre os policiais e os criminosos. Diversos carros da PM foram usados para conter a quadrilha. Devido à ação da Polícia Militar, o grupo criminoso não conseguiu levar o dinheiro de nenhum dos estabelecimentos bancários. As duas agências ficam na Rua Presidente Vargas, no Centro do município, que tem 28 mil habitantes.

  • Por volta de 21h30, uma família sai de Serra Talhada, em Pernambuco, para pegar familiares que viajavam de São Paulo para Juazeiro do Norte, no Ceará. João Batista foi junto com o filho, Vinícius, para receber a cunhada, Cleoneide; o marido dela, Cícero Bertolone; e o filho do casal, Gustavo
  • Uma segunda família, de Brejo Santo, no Ceará, também segue a aeroporto de Juazeiro do Norte para receber familiar
  • As duas famílias saem juntas, em dois veículos, de Juazeiro do Norte de volta as suas respectivas cidades, uma para Serra Talhada e outra para Brejo Santo
  • Na BR 116, na altura da ponte sobre o riacho Tamandu, que dá acesso à cidade de Milagres, e trecho em comum de ambas as famílias, criminosos usam um caminhão bloqueando a estrada e faz as duas famílias reféns
  • Oito pessoas, das duas famílias, são levadas como reféns até o centro de Milagres, onde ficam as agências do Banco do Brasil e Bradesco.
  • Durante o crime, o pai de um homem identificado como Genário, de Brejo Santo, passa mal, e o filho pede para que ele cuide do pai; ambos são liberados pelos criminosos. A irmã de Genário, Francisca Edenice, continua como refém dos criminosos
  • Os cinco membros da família de Serra Talhada continuam como reféns
  • Policiais militares chegam ao local do crime e trocam tiros com os criminosos. Doze pessoas morrem, sendo pelo menos seis reféns. Destas seis, cinco são os membros da família de Serra Talhada (PE) e um da família de Brejo Santo.
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Trabalho policial

Sobre o ocorrido, o titular da secretário André Costa afirmou que “confia no trabalho da polícia”. “É muito difícil você, de longe, fazer um julgamento sobre a ação dos policias lá no meio do tiroteio. Policiais, outras pessoas e cidadãos podem ser alvos dos disparos. Neste momento é muito difícil a gente tá julgando a atuação dos polciais”, pontuou.

André Costa acrescentou que um dos suspeitos presos afirmou que a quadrilha atirou nos reféns. “Um dos criminosos presos acabou dizendo que matou pessoas que estavam no local e não eram da quadrilha. Mas toda informação é insuficiente. Vai acontecer o trabalho da perícia e a investigação. Confio muito no trabalho da nossa polícia”, disse André Costa.

Polícia trocou tiros com os bandidos e impediu o ataque; 14 pessoas morreram no Ceará — Foto: GloboNews/ Reprodução

Polícia trocou tiros com os bandidos e impediu o ataque; 14 pessoas morreram no Ceará — Foto: GloboNews/ Reprodução

Agentes da Perícia Forense do Ceará informaram que dois veículos foram acionados para recolher os corpos e, em seguida, realizar a identificação das pessoas. A Polícia Militar acrescentou que equipes realizam investigações na região, com objetivo de identificar e prender o restante do grupo, que conseguiu fugir.

Durante essas buscas, um homem com um colete balístico foi encontrado morto dentro de uma caminhonete. Ele ainda não foi identificado, mas a polícia suspeita que ele seja um dos assaltantes que tentou fugir.

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Já fizeram um criminoso sobrevivente confessar que os componentes da quadrilha mataram o próprio escudo humano!

Presidente, Vossa Excelência tem documento que comprove a movimentação de R$ 40.000,00 do seu bolso para o bolso do endividado assessor com movimentação milionária?…( O MITO tá imitando o LULA, mentindo muito mal e usando a mulher como escudo! ) 29

Bolsonaro diz que ex-assessor tinha dívida com ele e pagou à primeira-dama

Ricardo Moraes/Pool Photo via AP
28.out.2018 – Michele e Jair Bolsonaro fazem pose após votação na eleição presidencial Imagem: Ricardo Moraes/Pool Photo via AP

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Do UOL, em São Paulo

07/12/2018 19h02

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), justificou que o pagamento de R$ 24 mil feito pelo ex-assessor Fabrício José de Queiroz à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, era referente a uma dívida pessoal do político.

A transação foi apontada como “atípica” pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e anexado a uma investigação do Ministério Público Federal, na Lava Jato.

“Emprestei dinheiro para ele em outras oportunidades. Nessa última agora, ele estava com um problema financeiro e uma dívida que ele tinha comigo se acumulou. Não foram R$ 24 mil, foram R$ 40 mil. Se o Coaf quiser retroagir um pouquinho mais, vai achar os R$ 40 mil”, disse em entrevista ao site O Antagonista, nesta sexta-feira (7).

A notícia sobre a investigação foi publicada em primeira mão pelo jornal O Estado de São Paulo na quinta-feira (6) e o presidente ainda não havia se pronunciado sobre o caso.

Bolsonaro disse que os pagamentos foram feitos por meio de dez cheques de R$ 4 mil.

“Eu podia ter botado na minha conta. Foi para a conta da minha esposa, porque eu não tenho tempo de sair. Essa é a história, nada além disso. Não quero esconder nada, não é nossa intenção”, acrescentou.

O futuro presidente disse também que cortou o contato com o amigo até que ele se explique ao Ministério Público. A relação dos dois começou em 1984, na Brigada Paraquedista. Queiroz era soldado, entrou para a Polícia e abandonou a carreira no Exército. 

O ex-assessor, que também é policial militar da reserva, trabalhou junto ao deputado estadual e senador eleito pelo Rio Flávio Bolsonaro (PSL), filhos mais velho de Jair Bolsonaro.

De acordo com o relatório da Coaf, divulgado pelo Estadão, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. A comunicação do Coaf, não comprova irregularidades, mas indica que os valores movimentados são incompatíveis com o patrimônio e atividade econômica do ex-assessor.

Na tarde desta sexta-feira, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), pediu ‘trégua à imprensa’, mas abandonou entrevista após ser questionado sobre o caso Coaf envolvendo a mulher de Bolsonaro.

Quando leio um político afirmando como autojustificação: “já me resolvi com Deus, o que é importante para mim”, chego a conclusão de que o homem criou Deus à sua imagem e semelhança…( Fujam do Deus dos políticos como o Diabo foge da cruz! ) 5

“Lamentavelmente, existem algumas áreas da imprensa brasileira que abriram francamente um terceiro turno”, afirmou aos jornalistas.

“É importante fazer um grande pacto pelo Brasil. Nós não recebemos um cheque em branco. Sabemos que temos oposição, que temos que respeitar. Sabemos que temos tido todo o respeito com a imprensa brasileira. Mas é importante, do ponto de vista do futuro do país, que possamos construir propostas.”

Onyx afirmou ainda que não teme as investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) contra ele por suspeita de caixa dois e que reitera a afirmação de Bolsonaro (PSL), que disse que usará sua ‘caneta Bic’ e demitirá seu braço direito caso as denúncias sejam robustas.

“Se tem um cara tranquilo sou eu. Primeiro, já me resolvi com Deus, o que é importante para mim. Segundo porque, agora com a investigação autônoma, que não é nem inquérito, vou poder esclarecer definitivamente. Nunca tive envolvido com corrupção. A gente não pode ser hipócrita de querer misturar financiamento e o não registro de um recebimento de um amigo, que esse erro eu cometi”, afirmou.

COMO O DIABO FOGE DA CRUZ

Bolsonaro lembra o típico soldado indolente, quando tem que lutar ou pegar no pesado baixa enfermaria…( Nessa toada de leniência com a camarilha, insubordinação partidária e loucos em Cristo ocupando ministérios, sem demora, o Exército será obrigado a depô-lo para não suportar vergonha ) 3

Após polêmicas com filhos, Bolsonaro cancela agenda para repousar

Evaristo Sa/AFP
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira Imagem: Evaristo Sa/AFP

Eduardo Lucizano

Colaboração para o UOL, em Pirassununga (SP)

07/12/2018 11h20

Alegando recomendações médicas, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), surpreendeu e não compareceu a uma formatura da Academia da Força Aérea (AFA) marcada para a manhã desta sexta-feira (7), em Pirassununga (no interior de São Paulo), onde era esperado.

A ausência acontece após uma série de polêmicas envolvendo seus três filhos políticos nos últimos dois dias.

No Twitter, Bolsonaro disse que os médicos recomendaram repouso. “Em razão da extensa rotina e agenda nos últimos dias e poucas horas de sono, em conversa com a equipe médica que me acompanha, recebi recomendação expressa de, no dia de hoje, repousar”, escreveu. Ele ainda utiliza uma bolsa de colostomia (que armazena fezes) em decorrência da facada sofrida durante a campanha.

Por volta das 8h, Bolsonaro se reuniu com militares em uma Base Aérea de Brasília, onde tomou café da manhã. No voo de Brasília para o Rio de Janeiro, Bolsonaro relatou uma indisposição física às pessoas que o acompanhavam. De acordo com a assessoria do eleito, o mal-estar momentâneo aconteceu pela “administração errada de um medicamento”. 

À espera do Bolsonaro na Academia da Força Aérea em Pirassununga (SP), o senador eleito Major Olímpio (PSL) disse que a decisão médica de recomendar repouso a Bolsonaro aconteceu por precaução. 

“Estava programado para ele vir [a Pirassununga], mas devido ao volume de horas que ele tem se dedicado a esta transição, de agendas, poucas horas dormidas, houve a recomendação médica para que ele repousasse durante o dia. Tem problema de saúde? Não tem problema de saúde, ele continua se reabilitando, não há nenhum quadro com agravamento da lesão que ele teve, estresse natural”, afirmou.

Como presidente eleito, Bolsonaro faria a revista à tropa. “Lamento a ausência na cerimônia de declaração de novos aspirantes da Força Aérea Brasileira! Cumprimento os formandos e suas respectivas famílias e lhes desejo continuados êxitos e novas conquistas! Brasil acima de tudo; Deus acima de todos!”, escreveu em seguida.

Movimentação atípica de ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Fabrício José Carlos de Queiroz, um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Nesta sexta-feira, foi revelado que a filha de Queiroz, Nathalia Melo de Queiroz, recebeu R$ 84 mil do pai. Até o mês passado, ele era assessora lotada no gabinete do próprio Jair Bolsonaro na Câmara.

Flávio Bolsonaro usou o Twitter nesta quinta para defender o ex-funcionário. “Fabricio Queiroz trabalhou comigo por mais de dez anos e sempre foi da minha confiança”, escreveu o filho do presidente eleito.

Bate-boca na bancada eleita do PSL

O vazamento de conversas em um grupo de WhatsApp que reúne a bancada eleita do PSL revelou um bate-boca acalorado entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) e a deputada eleita Joice Hasselmann (SP) pela liderança do partido na Câmara e pela participa das articulações da formação do novo governo.

Nesta sexta-feira, no evento em que Bolsonaro não compareceu, o deputado federal e senador eleito Major Olímpio (PSL-SP) disse que não existe racha da futura bancada do partido já que todos estão contra Hasselmann.

Nas mensagens, Eduardo revelou à bancada do PSL que comanda, com conhecimento de seu pai, uma articulação para evitar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência da Câmara.

Filho critica pessoa próxima a Bolsonaro

Na quarta-feira (5), foi a vez do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC) causar desconforto para seu pai.

Carlos, que cuidou das redes sociais do pai durante a campanha eleitoral, publicou em seu Twitter que o deputado eleito Julian Lemos (PSL-PB) estaria se “colocando como coordenador de Jair Bolsonaro no Nordeste”, função que o filho disse que ele nunca teve.

Em seu Facebook, Lemos respondeu: “Na minha casa o que meu pai falava era respeitado. Um homem, quando está em paz, não quer guerra com ninguém”.

Nesta sexta-feira, Bolsonaro parabenizou Carlos por seu aniversário e disse que “se enganam os que creem que irão nos separar”. (*Colaborou Gabriel Sabóia, do UOL no Rio)

Coronel PM administrando presídios = tortura, corrupção e rebeliões descontroladas…( Experiente, Lourival Gomes não se interessou em assinar PPP. com O ( onde ) N ( óis ) G ( anha ); vazou antes do desastre que se avizinha ) 16

Doria chama ex-comandante da PM para administrar superlotados presídios de SP

Coronel Nivaldo Restivo deve assumir Secretaria da Administração Penitenciária

7.dez.2018 às 13h17

Rogério Pagnan Rogério Gentile São Paulo

Ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, o coronel Nivaldo Restivo, 53, deve ser anunciado nos próximos dias pelo governador eleito João Doria (PSDB) como o futuro secretário da Administração Penitenciária, responsável pela gestão de 171 unidades prisionais, com capacidade para 140 mil presos e população atual de cerca de 227 mil presos.

Nivaldo Restivo, ex-comandante-geral da Polícia Militar de SP
Nivaldo Restivo, ex-comandante-geral da Polícia Militar de SP – Divulgação/PMSP

Atual chefe de gabinete de Mágino Alves Barbosa Filho na Secretaria Estadual da Segurança Pública, o oficial tem no currículo o comando de tropas elite, como a Rota, e participação indireta na ação policial conhecida como massacre do Carandiru, em 1992, que resultou na morte de 111 presos. À época, era tenente no Batalhão de Choque e responsável pelo suprimento do material logístico da tropa em ação.

Restivo assumirá no lugar de Lourival Gomes, secretário que trabalha no sistema prisional há 47 anos e um dos maiores conhecedores do assunto no país.

Desde que assumiu cargos de relevo em março de 2006, após os ataques do PCC pelo estado, Lourival conseguiu estancar a crise nos presídios —praticamente zerando as rebeliões e uma série de mortes no sistema prisional, apesar de uma superlotação crescente. 

Lourival passou a comandar a pasta dos presídios em março de 2009, no lugar de Antônio Ferreira Pinto, que migrou à época para a Segurança Pública.

Ameaçado há anos pelo PCC, Lourival vive uma rotina de forte esquema de segurança e é avesso a entrevistas. A última vez que concedeu entrevista a jornalistas foi sobre operação de inteligência da secretaria que desencadeou uma das maiores operações contra a facção, a Operação Echelon.

Filho de um sargento da Polícia Militar, o ex-comandante da PM ganhou prestígio na cúpula da Segurança Pública após conseguir realizar um trabalho eficaz de combate ao crime e reduzir uma série de indicadores de violência. Quando Márcio França (PSB) assumiu o governo, foi convidado para assumir a vaga de chefe de gabinete da secretaria. 

Para a Secretaria da Segurança Pública, Doria anunciou no mês passado um general da reserva –João Camilo Pires de Campos. Será a primeira vez que um nome do Exército comanda a pasta desde 1979, quando Erasmo Dias foi titular da secretaria.

O nome de Restivo para a SAP agradou a setores do Ministério Público e da própria Polícia Militar que defendem que o Estado amplie a ofensiva contra o PCC, facção criminosa nascida nos presídios paulistas nos anos 1990 e que, estima-se, controla hoje 90% do sistema prisional paulista.

Manter o controle dos presídios será, inclusive, um dos grandes desafios para o futuro secretário dos presídios já que deverá herdar o sistema com Marco Camacho, o Marcola, transferido para um presídio federal. Ainda é incerta qual será a reação dos outros presos se a movimentação se concretizar, de fato.

A transferência foi pedida pelo Ministério Público em razão da descoberta de um plano de resgate dos chefões do PCC, incluindo Marcola, do presídio do interior do estado onde estão confinados. A descoberta do plano foi feita pelo serviço de inteligência da SAP e compartilhada com outros órgão de segurança.

A permanência de Lourival Gomes era dada como certa até o início desta semana. Segundo pessoas ligadas ao novo governador, o que teria pesado na decisão do tucano de mudar o comando da pasta foi uma conversa entre Doria e o secretário sobre a construção de novos presídios, por meio de parceiras com a iniciativa privada, as PPPs. Gomes não teria demonstrado empolgação, o que frustrou o novo gestor.

 

Por que um assessor parlamentar emitiria um cheque de R$ 24.000,00; depositado em conta da esposa de Jair Bolsonaro? 31

PT pede à PGR que investigue Flávio e Michelle Bolsonaro

Ex-funcionário de filho de Bolsonaro movimentou R$ 1,2 milhão de forma atípica e depositou R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro – Fabio Teixeira/AFP

6.dez.2018 às 18h37

Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP) propuseram nesta quinta (6) à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma representação criminal contra o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro que foi eleito senador, e Michelle Bolsonaro, mulher do presidente eleito e futura primeira-dama do país.

Eles pedem que a procuradora-geral Raquel Dodge aprofunde investigações “acerca da origem e destinação” de R$ 1,2 milhão que foram movimentados por um ex-assessor e motorista de Flávio Bolsonaro, o PM Fabrício José Carlos de Queiroz.

As atividades financeiras do ex-funcionário foram relatadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que as considerou atípicas e incompatíveis com os rendimentos oficiais e as atividades profissionais do policial.

Uma das transações de Queiroz citadas pelo Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado a Michelle Bolsonaro.

O motorista do filho de Bolsonaro fez ainda saques em dinheiro que chegaram a R$ 320 mil no período de um ano. Do total, R$ 159 mil foram sacados de uma agência bancária que fica no prédio da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

O caso foi revelado nesta quinta (6) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O documento do Coaf foi anexado a uma investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, realizada no mês passado e que levou dez deputados estaduais e seis funcionários da Alerj à prisão, acusados de receber um “mensalinho” num esquema de corrupção.

“Esses valores [que passaram pela conta do ex-motorista de Flávio Bolsonaro] não era um mensalinho? Era o quê?”, questiona o deputado Paulo Pimenta. Na representação, ele pede que seja apurada a participação de Flávio Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro “em possíveis ilícitos criminais”.

Mônica Bergamo

Jornalista e colunista.

Os Bolsonarinhos não dão um peido sem ordem do pai, digo, do presidente 2

Filho de Bolsonaro revela no Whats App articulação contra Maia na Câmara

 

Josias de Souza

06/12/2018 20h32

Numa troca de mensagens pelo WhatsApp, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) revelou à bancada do PSL que comanda uma articulação para evitar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). à presidência da Câmara. Contou que age sob ordens do pai. Move-se em segredo para evitar retaliações. “Se eu botar a cara publicamente, o Maia pode acelerar as pautas bombas do futuro governo”, anotou o filho de Jair Bolsonaro.

Obtidas pela repórter Renata Mariz, as mensagens postadas num grupo do partido de Bolsonaro —’Bancada PSL 2019— foram publicadas no site do Globo. Exibem os bastidores de um barraco virtual que eletrificou o partido do presidente eleito. Desentenderam-se a deputada eleita Joice Hasselmann (SP) e o senador eleito Major Olímpio (SP). O pano de fundo da desavença é a pretensão de Joice de assumir a liderança do partido na Câmara —um posto que Eduardo Bolsonaro reivindica para si.

O filho de Bolsonaro interveio na contenda para refutar insinuações de que estaria alheio à costura de acordos para a escolha do próximo comandante da Câmara. Indagou: “O PSL está fora das articulações? Estou fazendo o quê com o líder do PR agora?” Chama-se José Rocha (BA) o líder do PR. O partido cogita lançar a candidatura de Fernando Giacobo (PR) à presidência da Casa, contra Maia.

Em público, Jair Bolsonaro afirma que não pretende se meter na disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. No seu surto de indiscrição, Eduardo Bolsonaro desmentiu o pai: “Ocorre que eu não preciso e nem posso ficar falando aos quatro cantos o que ando fazendo por ordem do presidente.”

Como que decidido a arrancar o veu diáfano que recobre os movimentos do governo de transição no Legislativo, Eduardo Bolsonaro revelou algo que muitos já suspeitavam. Futuro chefe da Casa Civil e correligionário do atual presidente da Câmara, o deputado Onyx Lorenzoni participa da tecelagem anti-Rodrigo Maia. “…Quem tem feito mais essa parte é o delegado Waldir no plenário e o Onyx via líderes partidários.”

Ao escancarar no WhatsApp algo que era sussurrado apenas no escurinho, Eduardo Bolsonaro conseguiu transformar uma rinha interna de sua bancada num processo de corrosão das relações do futuro governo com Maia, um personagem que, se for reeleito presidente da Câmara, estará inteiramente à vontade para realizar um mandato de conteúdo oposicionista. O conteúdo foi útil para você? Comunicar erro

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Querem saber a diferença entre alguns laudos periciais de hoje daqueles da época da ditadura militar: os de então eram subscritos patrioticamente; os atuais monetariamente!…( Sr. Perito, deixe de ser mimezento…São Paulo possui apenas duas polícias: a Civil e a Militar; resigne-se com a sua Superintendência ou lute para deixar de ser policial civil! ) 14

 

Doria criou cargos para as polícias Civil e Militar, mas ignorou a Científica

por Giorgia Cavicchioli, especial para Ponte

‘É o fim da imparcialidade da perícia’, diz presidente do Sindicato dos Peritos Criminais sobre ausência de nomeação de secretário-executivo em São Paulo; para ele, violência policial pode aumentar

Eduardo Becker: “Se ele [Doria] desconhece como o trabalho do perito funciona, ele poderia ter chamado alguém para começar a conversar” | Foto: SINPCRESP/Divulgação

O governador eleito em São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na última sexta-feira (30/11) a criação de secretarias executivas das polícias civil e militar. A ideia do ex-prefeito de São Paulo é ter uma cúpula da Segurança Pública, que será chefiada pelo general da reserva do Exército João Camilo Pires de Campos. Ele irá assumir a pasta da Secretaria da Segurança a partir de 2019.

O escolhido para ser secretário-executivo da Polícia Militar foi o coronel Álvaro Batista Camilo, que é deputado estadual e líder do PSD. Camilo foi comandante-geral da PM e vereador por São Paulo. O escolhido de Doria para ser secretário-executivo da Polícia Civil foi o delegado Youssef Abou Chahin, que foi delegado-geral de polícia e é aposentado.

Entre os escolhidos do governador eleito não está nenhum representante da Polícia Científica, o que deixou o grupo indignado com a falta de reconhecimento. De acordo com Eduardo Becker, presidente do SINPCRESP (Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo), é preciso que o futuro governador leve em conta o trabalho dos peritos para que a população não seja prejudicada. “Não fomos procurados em nenhum momento”, critica Becker.

Para ele, é preciso que a perícia seja feita de maneira imparcial para que crimes não sejam cometidos como “nos moldes do passado”. Como exemplo, Becker lembra o escandaloso caso do jornalista Vladimir Herzog, que foi morto durante a ditadura militar, mas que teve sua morte dada como suicídio e um laudo assinado por um perito que não fez seu trabalho de análise de forma honesta.

Confira a entrevista de Eduardo Becker concedida à Ponte:

Ponte – Como o sindicato vê a falta de uma nomeação de um representante dos peritos criminais?
Eduardo Becker – Se ele desconhece como funciona, ele poderia ter chamado alguém para começar a conversar sobre isso. Poderia chamar o superintendente para que ele explicasse como funciona essa estrutura. Se ele não está chamando alguém, o que acontece é que ele está diminuindo o tempo hábil pra antes da posse. A questão é que é preciso conhecer a estrutura, as demandas e fazer algo mais efetivo para melhorar o atendimento da população e as condições de trabalho dos peritos. Estamos com muita defasagem salarial, de prédio. Em Campinas, estamos com denúncia por falta de condições de trabalho…

Ponte – Como isso iria prejudicar o trabalho de vocês?
Becker – Quanto mais ele demora, mais dele diminui o tempo da transição entre os gestores. Entre o atual e o futuro gestor. A pessoa que assumir vai ter pouco tempo para montar sua equipe e tudo isso prejudica o próximo. A perícia criminal é o único órgão que produz a prova material, objetiva, que é a mesma no inquérito e no processo. Pensar nisso é investir em algo que traz economia para o Estado.

Ponte – O governador eleito não procurou vocês para conversar?
Becker – Não fomos procurados em nenhum momento. É uma preocupação, pois o Estado de São Paulo tem o maior efetivo dos peritos criminais: 20% do País. Com esse efetivo, ele faz 50% do serviço do Brasil todo. Esse é o tratamento que ele está dando aos profissionais que têm tamanha importância para a Justiça. São Paulo sempre foi uma referência na área, mas agora temos vários estados que estão despontado e São Paulo está ficando para trás nisso. Exemplo disso é o Ceará, que criou um parque pericial todo integrado. Enquanto isso, aqui em São Paulo, você não tem raio-x nas unidades pelo estado todo.

Ponte – Faz tempo que isso acontece?
Becker – A perícia em São Paulo vem sendo deixada de lado constantemente. Exemplo disso foi a demora da nomeação do nosso efetivo. Isso está sobrecarregando o funcionário e você causa doença nesse funcionário, que acaba se afastando. Pro ano que vem, está previsto uma série de aposentadorias. A capital, por exemplo, já tem uma defasagem e isso vai se agravar. Hoje, o pessoal está trabalhando no limite.

Ponte – Como isso tudo afeta o cidadão?
Becker – Por exemplo: o trabalho do perito tem dois momentos. O primeiro é aquele que ele vai no local do crime e faz a perícia. O segundo momento é o que ele elabora o laudo. Hoje, com o quantitativo que temos, o perito não tem o tempo hábil para fazer a elaboração do laudo, o que prejudica a sociedade. Além disso, com esse efetivo, você não consegue permitir que o funcionário se afaste pra se aperfeiçoar.

Ponte – Se o governador eleito não nomear nenhum representante, como isso atingiria a população?
Becker – Para sociedade vai ser o maior retrocesso que vai ocorrer na Justiça. Hoje, como a perícia é independente, você não vai ter fatos que aconteceram na ditadura, como foi o caso do Herzog, que falaram que ele se suicidou. Você, como perito criminal, não pode ser parcial. O perito trabalha de modo imparcial. O objetivo final é o juiz, que também trabalha de modo imparcial. Isso seria o fim da imparcialidade da perícia. Aí vai ter um órgão que trabalha de uma forma inquisitiva. Vai ser um retrocesso pra população.

Ponte – Isso poderia aumentar a violência policial?
Becker – Sim. No caso de violência policial, como você vai colocar o órgão que está sendo investigado para fazer a perícia? Como vai fazer para ser imparcial? Se você não tem uma perícia imparcial, o resultado começa a ser duvidoso e começa e começa a cair em “suicídios estranhos”. O exemplo clássico é o do Herzog. O perito deturpou o que aconteceu. [A nomeação] é importantíssima para manutenção dos direitos conquistados.

Ponte – Qual seria a sugestão do sindicato para o Doria?
Becker – Que ele faça a indicação o mais breve possível. Toda mudança de governo gera uma incerteza e, se a gente não sabe quem será o líder máximo, não conseguimos saber quem vai estar abaixo e não sabe quais serão atividades. É um prejuízo para a instituição, pois não tem um gestor que possa, desde já, estar brigando por uma melhora. Temos diversos peritos que poderiam estar assumindo o cargo de superintendência. O mais esperado é algum diretor do Instituto de Criminalística para estar assumindo.


Quanta borrachice! 

Meu caro – por enquanto – vivemos neste ano de 2018 , sob o império da lei.

Nenhum perito falseia laudo sob coação ou temor de ser cassado ( AI-5 ).

Aliás, nem sequer na ditadura peritos eram obrigados a servir aos interesses dos órgãos de repressão.

Todos que com a repressão colaboraram, o fizeram movidos por seus interesses pessoais: melhores cargos , horários flexíveis, prestígio, promoções e dinheiro! 

E nos demais casos – infrações comuns – nunca foi de graça.

Perito – desde sempre –  só falseia laudo movido por sentimento ou interesse pessoal; mediante paga ou promessa de vantagem ( ex.: promoção e cargo de direção ) .