Polícia de São Paulo – Um dos piores salários do País 28

Sexta, 15 Novembro 2019 00:58

Um dos piores salários do País

Políticos e entidades dizem que João Doria não cumpriu – e nem cumprirá – sua promessa de campanha de tornar a polícia do Estado a segunda mais bem paga do País após oferecer reajuste salarial de 5%
Durante campanha, Doria disse que a polícia de SP só ganharia menos do que a do Distrito FederalDurante campanha, Doria disse que a polícia de SP só ganharia menos do que a do Distrito FederalDiogo Moreira/A2 Fotografia

“Até o fim do meu mandato os policiais militares e civis de São Paulo serão os mais bem pagos do País, depois de Brasília”. A promessa feita por João Doria (PSDB) durante a campanha eleitoral ao governo paulista em 2018 deixou esperançosa parte das polícias Militar e Civil do Estado. No fim do mês passado, porém, a expectativa foi frustrada com o anúncio do governador de reajustar os salários das forças policiais em 5%, começando a valer somente em 2020. O valor foi considerado irrisório.

O tucano ainda afirmou em campanha que a valorização salarial seria colocada em prática no início de 2019. O ano vai terminar sem um real de aumento. Apesar de ser o Estado mais rico, São Paulo está entre as polícias mais mal pagas do País (veja quadro abaixo). Além do reajuste de 5%, Doria ainda anunciou um “pacote de valorização” com bônus de produtividade, assistência jurídica gratuita, equiparação do auxílio alimentação e adicional de insalubridade.

De acordo com o senador Major Olimpio (PSL-SP), é impossível que o governador cumpra a palavra de tornar a polícia paulista a mais bem paga. “Há casos de defasagem de piso de soldado em comparação a outros estados que chegam a 90%. Como com 5% de correção ele vai tornar a polícia a mais bem paga até o fim de seu mandato? Ainda mais que em 2019 não houve aumento e em 2022 não pode fazer reposição salarial. É impossível ele cumprir a palavra”.

Para ele, Doria fez a promessa por acreditar no “marketing pelo marketing”. “O pessoal que o assessorava avaliou mal a possibilidade real de cumprir. Ele também precisava de votos naquele momento… Ele tropeçou nas palavras e no compromisso”.

Sobre o governo do Estado ter feitos anúncios publicitários recentemente exaltando a aquisição de novos equipamentos à polícia, Major Olimpio diz: “Viatura sozinha, rádio sozinho, colete sozinho, arma sozinha não faz segurança. Doria segue as mesmas mentiras dos outros governos tucanos do passado”.

‘NÃO É AUMENTO’

Para o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), o valor oferecido por Doria não pode sequer ser chamado de aumento.

“Não é aumento. Aumento é quando se tem toda a sua reposição inflacionária já garantida e então recebe um aumento. Desde 2014 até hoje só tivemos dois aumentos: um de 4% e outro de 4%. A defasagem salarial dos policiais de São Paulo está hoje em 30%. Quando ele vem com 5% de aumento, ele não está repondo sequer as perdas inflacionárias”.

Assim como Major Olimpio, Coronel Tadeu também acha muito improvável que Doria consiga cumprir a palavra de tornar a polícia paulista a mais bem paga do País. Além disso, explica o deputado, uma semana após anunciar o aumento de 5% Doria enviou um projeto aumentando a contribuição previdenciária de servidores de 11% para 14%. “Ou seja, ele deu aumento de 5% mas tirou 3%”.

Tanto Major Olimpio quanto Coronel Tadeu dizem que entidades ligadas às forças policiais vão protestar em prol de valorização em todos os eventos abertos com a participação de Doria.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública diz que conjunto de medidas de valorização da categoria encaminhado pelo governo à Assembleia Legislativa tem um impacto de R$ 1,5 bilhão no orçamento do Estado. “Apesar do déficit fiscal do governo anterior, a atual gestão pagou os bônus que estavam atrasados desde 2018 e reforçou o policiamento com a compra de armas, equipamentos e a autorização para a contratação de mais de 20 mil policiais”.

POLÍCIA CIVIL SE DIZ DECEPCIONADA

Entidades de policiais civis se mostraram decepcionados com João Doria. A presidente do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo (Sindpesp), delegada Raquel Kobashi Gallinati, afirmou que a categoria “recebe com tristeza a notícia sobre o pacote de medidas para a Polícia Civil”. De acordo com ela, o salário dos policiais civis no Estado tem uma defasagem de quase 50% e só após esse acréscimo que se pode falar de aumento real.

Para o presidente da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), delegado Gustavo Mesquita, a medida está “muito distante do compromisso firmado por ele [Doria]”.

CONTRIBUIÇÃO SOBE DE 11% PARA 14%

O principal ponto da reforma previdenciária do funcionalismo paulista enviado por João Doria para a Alesp na terça-feira (12) segue os moldes das regras adotadas na União, instituindo idade mínima nas aposentadorias, de 65 anos, para homens, e de 62 anos, para mulheres. O tempo mínimo de contribuição será de 25 anos.

As mudanças na legislação previdenciária estadual estão distribuídas em dois projetos: a Proposta de Emenda à Constituição do Estado número 18 de 2019 e o Projeto de Lei Complementar número 80 de 2019, ambos publicados nesta quarta-feira no Diário Oficial do Estado.

O cálculo do benefício também deverá mudar, assim como a pensão por morte, que será paga por cotas.

A alíquota de contribuição vai subir de 11% para 14%. Segundo o deputado Coronel Tadeu, os policiais civis do Estado estarão incluídos nessa alíquota de 14%, o que desvalorizará ainda mais seus salários.

ESTADO Ranking de salários no Brasil 1

ESTADO Ranking de salários no Brasil 2

*Com informações da Folhapress

https://www.gazetasp.com.br/estado/57833-um-dos-piores-salarios-do-pais

Bancada da Bala ignora trabalhadores da base da segurança pública 8

Artigo | Bancada da Bala ignora trabalhadores da base da segurança pública

13/11/19 por Almir Felitte, dos Policiais Antifascismo

Número de militares e policiais na política aumentou de 18 para 73, mas maioria é de alto escalão e representatividade acaba deixada de lado

Muito além da vitória de Jair Bolsonaro (PSL), as eleições de 2018 foram marcadas pelo enorme avanço de um grupo político do qual o atual presidente sempre fora representante: a Bancada da Bala teve um crescimento expressivo e ganhou um peso inédito nas casas legislativas do país. Para se ter uma ideia, um estudo que levou em conta apenas a autodeclaração dos eleitos mostrou que o número de militares e policiais saltou de 18 para 73 nas Assembleias Legislativas estaduais, na Câmara dos Deputados e no Senado.

O número da Bancada é ainda maior se contabilizarmos outros que não declararam a profissão e os membros da sociedade civil que se elegeram endossando o discurso “linha dura” para a segurança pública.

É notório que este grupo político apostou suas fichas na chamada “política do medo”, prometendo respostas cada vez mais enérgicas e violentas contra o crônico problema da insegurança e da criminalidade no país. Não faltam estudos, doutrinas e fatos que mostrem o quanto este tipo de resposta política, apesar de sedutora, é ineficiente e acaba por ter o efeito reverso de aumentar ainda mais a violência na sociedade. Porém, não é este o foco deste texto.

Isso porque a Bancada da Bala não se elege apenas prometendo soluções violentas para a segurança pública. Boa parte de sua plataforma eleitoral também é voltada aos profissionais dessa área, prometendo-se uma defesa intransigente dos direitos dos policiais. Ao analisar a atuação dos “políticos da bala”, porém, é de se questionar se os “nobres” legisladores e gestores realmente atuam na defesa de todos os trabalhadores da segurança pública.

Para entender este fenômeno, porém, é preciso compreender, primeiro, como funcionam as estruturas policiais brasileiras. E não demora muito para se notar que estas são verdadeiras “sociedades de casta”. Isso porque, no Brasil, as polícias possuem uma divisão interna de carreiras fortemente demarcada, sendo que o acesso aos postos mais altos é vedado aos que começam por baixo.

Na Polícia Militar, por exemplo, há a divisão entre Oficiais e Praças, sendo que os postos do oficialato são reservados àqueles que tenham entrado pela “porta lateral” das instituições, através das Academias de Oficiais. Ou seja, são policiais que não precisaram passar pelos postos mais baixos da corporação antes de assumir posições de comando. É certo que, hoje, já existem brechas para que alguns poucos Praças consigam chegar a posições mais baixas do oficialato, mas em um número bem limitado e com cumprimento limitado de funções.

Na Polícia Civil, a divisão de castas é ainda mais forte, sendo que os que ocupam as posições mais baixas (investigadores, agentes, peritos, etc) somente poderiam atingir a posição superior de delegado através de concurso externo, como qualquer outro membro da sociedade civil.

Em uma estrutura altamente hierarquizada e regida por códigos disciplinares duros que preveem punições extremamente arbitrárias a qualquer coisa que possa ser considerada insubordinação, essa divisão de castas nas polícias se transformou num verdadeiro mecanismo de controle dos policiais de baixas patentes pelos que ocupam as posições mais altas. E essa lógica acabou por se estender à luta política da Bancada da Bala.

Se levarmos em conta apenas os oriundos de carreiras militares eleitos em 2018, vemos que 40 ocupavam postos de Oficial, enquanto 31 eram Praças. Some-se a isso, ainda, o impressionante número de 34 delegados (federais e estaduais) eleitos nas Casas Legislativas do país. Na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), onde a Bancada da Bala teve o resultado mais expressivo, apenas 2 dos 13 representantes das forças policiais pertencem à base das instituições, sendo que os demais ocupam postos mais altos. Os números impressionam se considerarmos que, proporcionalmente, as posições mais baixas das polícias são infinitamente mais numerosas do que o alto escalão.

Com uma composição dessas, não é surpresa que as pautas da Bancada da Bala reproduzam, quase sempre, a mesma lógica hierárquica de militares e das polícias, privilegiando as demandas do alto escalão e, por vezes, até reprimindo as propostas defendidas pelos trabalhadores da base da segurança pública e das Forças Armadas.

Um caso simbólico desse problema tem se desenrolado nas últimas semanas. O PL 1645/2019 é uma proposta que irá aumentar ainda mais o abismo salarial entre Praças e Oficiais das Forças Armadas. Curiosamente, o PL, que chega a dar aumentos de mais de 50% a Generais enquanto concede aumentos de menos de 5% a Sargentos, é de autoria do próprio presidente Jair Bolsonaro e, por isso mesmo, vem sendo chamado de “PL da Traição”. Para escancarar ainda mais as contradições da Bancada da Bala, nesse caso, foi o PSOL, partido socialista de esquerda, que agiu em defesa dos direitos dos Praças, evitando que o PL fosse enviado diretamente ao Senado.

Mas as contradições não param por aí. Na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), outra Casa marcada pela presença da Bancada da Bala, ainda em 2016, o então deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) apresentou um PL (Projeto de Lei) para testes de segurança em armas usadas por policiais, uma vez que não são raros os problemas apresentados que colocam em risco a vida desses trabalhadores. Aprovado, o PL acabou vetado pelo governador Wilson Witzel (PSC-RJ), outro ex-militar, neste ano. Na discussão pela derrubada do veto, foi justamente o PSL de Bolsonaro e seus representantes da Bala que articularam para que o veto fosse mantido e o PL arquivado.

Em São Paulo, também neste ano, outra polêmica envolvendo um candidato que surfou no discurso da Bancada da Bala. O Governador João Doria (PSDB-SP) fora eleito com promessas de valorização da carreira policial. Na primeira oportunidade que teve de cumprir a promessa, porém, vetou o PL 232/2018, do ex-deputado estadual Raul Marcelo (PSOL), que garantia assistência, auxílio e atendimento psicológico, médico e terapêutico a policiais vítimas de violência. Dias depois, lançou um programa de valorização policial que consiste, basicamente, em distribuir certificados e prêmios (como cafeteiras) a policiais que se destacaram em suas atividades.

Mas essas contradições não vêm de hoje. Historicamente, pautas de extremo interesse das bases policiais e militares são sistematicamente ignoradas pela Bancada da Bala. Questões como a desmilitarização das polícias (defendida por mais de 77% dos policiais, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública), a instituição das carreiras únicas e o direito de fazer greves e manifestações nem chegam a passar pela agenda da Bancada da Bala, que parece mais preocupada em manter privilégios dos altos escalões policiais enquanto a “máquina de guerra urbana” que coloca a vida das bases em risco diariamente segue funcionando.

Assim, percebe-se que os direitos políticos dos trabalhadores da segurança pública são, de fato, mitigados apenas para aqueles que ocupam as posições mais subalternas dessas instituições, enquanto, do outro lado, o alto escalão goza inclusive de bancada própria para seguir fazendo um verdadeiro lobby em defesa de seus interesses nas esferas de poder do país. Definitivamente, a ampliação dos direitos dos trabalhadores das bases da segurança pública e das Forças Armadas não está na ordem do dia da Bancada da Bala.

*Almir Felitte, Advogado-membro do Policiais Antifascismo

Artigo | Bancada da Bala ignora trabalhadores da base da segurança pública

Primo Rico, Primo Pobre – Delegado da PF rouba 3 milhões, Delegado da PC rouba 400 mil 8

Delegado da PF denunciado no caso Marielle pegou propina de R$ 3 mi, diz delator

Delegado federal Hélio Khristian em foto de março de 2005 - Márcia Foletto/Agência O Globo

Delegado federal Hélio Khristian em foto de março de 2005 Imagem: Márcia Foletto/Agência O Globo

Paulo Roberto Netto e Ricardo Brandt

São Paulo

14/11/2019 11h34

O delegado de Polícia Federal Hélio Khristian de Cunha Almeira, acusado de obstruir as investigações no caso Marielle Franco, teria participado de esquema para enterrar inquérito aberto contra a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor). A informação consta da delação do ex-presidente da entidade, Lélis Teixeira, e liga o nome do agente à Lava Jato.

Hélio Khristian foi denunciado em outubro pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em um dos seus últimos atos no cargo.

Segundo a PGR, o delegado teria obstruído as investigações do caso Marielle Franco em esquema montado pelo conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio, Domingos Brazão, suspeito de ser o mandante do assassinato.

Marielle foi morta com nove tiros em março de 2018.

No relato de Lélis Teixeira, Hélio Khristian teria se envolvido em esquema para beneficiar a Fetranspor em um inquérito da Delegacia Previdenciária da PF no Rio que investigava supostos crimes cometidos no âmbito da entidade.

Em troca, o delegado teria recebido de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões em propinas. O caso ocorreu em 2017, afirmou o delator.

A reportagem teve acesso à delação premiada de Lélis Teixeira, que tramita em segredo de justiça. São 25 anexos que mostram a suposta atuação de políticos, servidores da Receita e da Polícia Federal, e magistrados do Judiciário fluminense em prol da Fetranspor em licitações e processos contra a empresa.

Lélis Teixeira afirma ter sido informado pelo então diretor financeiro da Rio-Ônibus, Enéas Bueno, sobre a abertura de um inquérito na Polícia Federal solicitado pelo Ministério Público Federal contra a Fetranspor.

A informação teria sido repassada por um advogado, não nomeado na delação, que apontou como alvo das investigações as empresas de Jacob Barata, o ‘Rei do Ônibus’, João Pereira e Álvaro Lopes – todas associadas à Rio-Ônibus.

Segundo Lélis, o advogado teria oferecido uma ‘ajuda’ que seria destinada ao delegado de Polícia Federal responsável pelo caso. O objetivo era que o agente ‘beneficiasse as empresas investigadas’. O delegado era Hélio Khristian, lotado na Delegacia Previdenciária, no Rio.

O delator diz que o esquema foi acertado por Enéas Bueno em um almoço com Hélio Khristian em um restaurante próximo à Praça Mauá, onde, segundo soube por Bueno, o diretor teve a ‘consistência’ de tudo que ficou acordado entre o delegado e o advogado intermediário para a ‘solução do caso’.

A propina, segundo Lélis Teixeira, teria ficado em torno de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões, que teriam sido quitados em parcelas. O dinheiro saiu da conta destinada a pagamentos de caixa dois da Fetranspor e entregues ao advogado intermediário do esquema.

Marielle

Além da Lava Jato, o delegado Hélio Khristian também é alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República por supostamente obstruir as investigações sobre o assassinato de Marielle.

Segundo a acusação movida por Raquel Dodge, o delegado da PF teria integrado esquema que buscou atrapalhar o caso sob ordem de Domingos Brazão, conselheiro afastado do TCE-Rio e suposto mandante do crime. Ele nega envolvimento no caso.

De acordo com Raquel, foram colhidas provas de que Brazão teria influído no caso para evitar que os culpados pelos assassinatos da vereadora fossem identificados enquanto se buscava incriminar o miliciano Orlando Araújo e o vereador Marcelo Siciliano.

A estratégia, segundo a procuradora, foi plantar informações falsas por meio da Polícia Federal, via Hélio Khristian, para que elas chegassem à Polícia Civil do Rio.

O plano de Brazão teria sido realizado por cerca de um ano e envolveu, além do delegado Khristian, o policial federal aposentado Gilberto Ribeiro da Costa, ex-funcionário do gabinete do conselheiro, o policial militar Rodrigo Ferreira, o ‘Ferreirinha’ e a advogada Camila Moreira Lima Nogueira.

Condenação

Khristian foi condenado em 2016 pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) por supostamente integrar esquema de simulação de inquéritos para cobrança de propinas de investigados.

No ano seguinte, no entanto, a Corte anulou a condenação após a defesa alegar que o delegado foi condenado por um crime diferente do que foi denunciado.

A reportagem entrou em contato por e-mail com a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro e aguarda resposta. A corporação informou que ainda busca contato com o delegado, que se encontra aposentado. A reportagem entrou em contato com a defesa do delegado no caso Marielle, que não quis comentar o assunto. O espaço está aberto a manifestações.


E tem trouxa que acredita no falso moralismo da Polícia Federal!

Cinco policiais civis e militares da região de Presidente Prudente recebem homenagem do governo do Estado 23

Por G1 Presidente Prudente

 

Policiais civis

O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, o escrivão José Hamilton Castilho e o auxiliar de papiloscopista João Luiz Rios Neves destacaram-se no mês de outubro após deflagrarem a Operação Blackjack para desestruturar uma facção criminosa que organizava uma loteria ilegal no interior do Estado.

A equipe, que integra a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau (SP) e a Delegacia de Teodoro Sampaio (SP), investigava o esquema quando descobriu a identificação de um homem que exercia a função de “Geral da Rifa do Interior” para a organização. Ele chefiava a confecção e a distribuição de bilhetes de loteria ilegal, denominada Rifa ou RF, para captação de recursos financeiros para manutenção da facção.

“Essa operação nasceu de um mandado de busca contra um homem que havia saído do sistema prisional. Com isso, apesar de não encontrarmos ele na residência, conseguimos farto material que confirmava seu envolvimento com uma organização criminosa e também sua função [dentro do esquema]”, contou o delegado.

Após essa primeira atuação em campo, foi possível identificar mais 11 envolvidos, cada um responsável por um município. Estima-se que a cada edição do sorteio da rifa, o qual acontecia a cada dois meses, a organização confeccionava e comercializava a média de 60 mil números ao custo individual de R$ 40, gerando uma receita bruta de aproximadamente R$ 2,4 milhões.

Policiais militares foram homenageados nesta quarta-feira (13) — Foto: DivulgaçãoPoliciais militares foram homenageados nesta quarta-feira (13) — Foto: Divulgação

Policiais militares foram homenageados nesta quarta-feira (13) — Foto: Divulgação

Os cabos da Polícia Militar Marcos Antônio Gossi e Maycon Ribeiro Moura, do 18° Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), com sede em Presidente Prudente, também receberam o certificado de “Policial Nota 10”.

No dia 4 de outubro, em patrulhamento pela Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em trecho próximo ao km 472, em Pirapozinho (SP), os policiais suspeitaram de um veículo que reduziu a velocidade bruscamente ao avistar a viatura.

Foi iniciado acompanhamento para abordagem e, após alguns quilômetros, o condutor do automóvel perdeu o controle e entrou em uma área de pastagem às margens da rodovia. Ele e o segundo suspeito saíram do veículo na tentativa de fugir, mas foram detidos.

Os entorpecentes foram encontrados dentro do veículo durante vistoria e estavam distribuídos em tabletes. A dupla foi autuada em flagrante por tráfico de droga e porte ilegal de munição de calibre restrito.

“São 28 anos de polícia e receber essa homenagem é muito importante e um incentivo ao nosso trabalho. Tenho um filho, de 18 anos, que quer ingressar na PM e isto serve como motivação para ele continuar na carreira policial”, relatou o cabo Gossi

Policiais nota 10 do Estado de SP são homenageados 14

Integrantes das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica são reconhecidos por atuações de destaque e bom desempenho das funções

Qua, 13/11/2019 – 13h48 | Do Portal do Governo

O Governador João Doria e o Secretário da Segurança Pública, General João Camilo Pires de Campos, homenagearam, nesta quarta-feira (13), 17 policiais militares, nove policiais civis e dois técnico-científicos da Capital, Grande São Paulo e das regiões de São José dos Campos, Campinas, Presidente Prudente e Piracicaba com o certificado “Policial Nota 10”.

“Prestigiar as forças de segurança faz parte do programa de priorizar a atividade da segurança pública. É com orgulho que participo desta 10ª edição do Policial Nota 10 e quero dizer a todos como fico orgulhoso de participar dessa cerimônia, apertar as mãos da melhor polícia do país e poder oferecer este certificado. Vocês representam um orgulho para São Paulo”, disse Doria.

Em sua décima edição, a iniciativa, criada pela Secretaria da Segurança Pública, tem como objetivo reconhecer e estimular o bom trabalho policial em todo o Estado de São Paulo. A solenidade aconteceu na sede do Palácio dos Bandeirantes, localizado na zona oeste da capital paulista.

Os casos que geraram destaques aos profissionais são de prisões de assaltantes e integrantes de organizações criminosas, que resultaram na apreensão de entorpecentes, armas e munições, além da implementação de medidas para acelerar a incineração de drogas. Também foram reconhecidas duas peritas pelo trabalho nos exames de documentoscópicos e grafotécnicos, permitindo o esclarecimento de crimes.

Polícia Militar

Os soldados Álvaro Aparecido Brasil da Silva e Juliana Santos Soares, do 1° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), sediado em Santo Amaro, foram condecorados pelo atendimento a duas ocorrências distintas que resultaram na prisão de quatro homens, no dia 18 de outubro. Três criminosos foram detidos por roubo a estabelecimento comercial e o quarto por fazer um motorista refém por meio de ameaça com arma de fogo.

Outra equipe homenageada é formada pelos cabos Chray Linsley do Nascimento e Adriano Roda dos Santos, do 8° BPM/M, sediado no bairro Tatuapé. A dupla foi agraciada por prender cinco homens e apreender armas de fogo e munições, no dia 25 de setembro. Na ação, o bando confessou que tinha a intenção de roubar uma loja de eletrônicos de um shopping da região.

Também recebem o certificado os soldados Gilvan Luís da Silva e Tamiris Alves dos Santos, do 41° BPM/M, sediado em Santo André. A dupla foi reconhecida pela prisão de um homem e apreensão de três armas, além de munições diversas, no dia 12 de outubro, durante o atendimento a uma ocorrência de desentendimento entre um casal.

Representando o interior paulista, foram condecorados o sargento Edson Francisco Crispim e os cabos Orlei Rodrigues Ceseti Junior e Edson de Souza Lima, integrantes do 1° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). A equipe foi homenageada pelo atendimento à ocorrência de roubo a uma empresa de valores, ocorrida no interior do Aeroporto Internacional de Viracopos, no dia 17 de outubro. Na data, os PMs se depararam com 12 dos assaltantes, que faziam uma sargento refém. Houve troca de tiros e o policial foi libertado. Os criminosos fugiram e os policiais conseguiram recuperar todo o dinheiro subtraído, além de armas e munições.

Os cabos Marcos Antônio Gossi e Marycon Ribeiro Moura, do 18° Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), foram agraciados pela prisão de dois homens e apreensão de 304 quilos de maconha, além de 58 munições calibre 762, no dia 4 de outubro, em Pirapozinho. Os entorpecentes estavam escondidos no carro ocupado pela dupla.

A última equipe da PM agraciada é formada pelo tenente Victor Oliveira Guerra, os cabos Leandro Francisco, Alex Sandro Augusto de Freitas e Felipe Ribeiro dos Santos e os soldados Wellington de Souza Cabral e Victor Jacob Pedrozo, do 3° Grupamento de Bombeiros Metropolitano, sediado na Mooca. O grupo foi reconhecido por evitar um suicídio no dia 1° de outubro. Na ocasião, um homem, de 60 anos, ameaçava se jogar do 20° andar de um prédio e, no momento que pulou, foi laçado pelas pernas com o uso de uma tela de proteção. A ação evitou a queda, salvando a vida da vítima.

Polícia Civil

Na Polícia Civil, foram homenageadas a delegada Nayara Caetano Borlina Duque, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic); e as escrivãs Erica Pinheiro Lopes Ces, da Delegacia Geral de Polícia Adjunta (DGPAd), e Ana Lúcia Ribeiro, do Setor de Depósito de Drogas da Diretoria do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

As três foram reconhecidas pela implantação de sistema e aplicação de métodos e organização do local para acondicionamento de entorpecentes do Setor de Depósitos de Drogas do Denarc, onde todas atuavam na época. A metodologia levou a incineração de mais de 100 toneladas de drogas que estavam ali armazenadas e apreendidas no decorrer dos anos de 2015 a 2019.

No interior do Estado, foram agraciados os investigadores Antonio Carlos Correia e Ricardo Cesar Labaroni e o delegado Luis Carlos Gazarini, que integram a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Americana. Eles deflagraram ações conjuntas com outros órgãos e Estados para desarticular uma facção criminosa, resultando na apreensão de oito aeronaves, com valor aproximado de R$ 18 milhões, utilizados para o transporte de drogas. Além disso, a investigação da equipe subsidiou a apreensão de 1,3 tonelada de cocaína e diversas prisões realizadas pelas polícias civis do Amazonas e Goiás.

Por último, receberam o certificado representando a Polícia Civil o delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, o escrivão José Hamilton Castilho e o auxiliar de papiloscopista João Luiz Rios Neves, que integram a Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau e a delegacia de Teodoro Sampaio. O trio foi homenageado pela realização da Operação Blackjack para desestruturar uma facção criminosa que organizava uma loteria ilegal. Na ação, deflagrada em 3 de outubro, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 26 de busca domiciliar.

Polícia Técnico-Científica

Por parte da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, foram homenageadas as peritas Elizabel da Conceição Modesto e Ana Carolina Vieira Machado, que atuam no Núcleo de Perícias Criminalísticas (NPC) de São José dos Campos. Ambas desenvolvem um excelente trabalho com exames documentoscópicos e grafotécnicos, auxiliando no esclarecimento de crimes. Em um dos casos, as atividades executadas pelas policiais permitiram descobrir uma fraude no INSS.

Lula obtém mais uma vitória – Tribunal Regional Federal – a contragosto – é obrigado a anular sentença estelionatária no caso do sítio do presidente Luís Inácio da Silva 20

Tribunal anula sentença que condenou Lula no caso do sítio

Desembargadores entenderam que a juíza Gabriela Hardt utilizou argumentos de outras sentenças ao condenar o petista a 12 anos e 11 meses de prisão

O TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) anulou nesta quarta-feira (13) a sentença da juíza Gabriela Hardt pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sitio de Atibaia (SP)

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Na avaliação dos desembargadores da 8ª Turma do tribunal de segunda instância, a juíza que substituiu Sérgio Moro temporariamente utilizou de argumentos de outras de outras decisões condenar o ex-presidente.

“Constato a nulidade também da sentença e faço o destaque para que, adiante, não se reproduza o mesmo vício”, determina o desembargador Leandro Paulsen, que classifica como “inadmissível” o ato de “reproduzir, como seus, argumentos de terceiro, copiando peça processual sem indicação da fonte”.

“Como se pode constatar da leitura desta peça processual (ev. 604), quando da análise da autoria referente à apelante Keli – item 4.4., por exemplo, de fato a sentença apropriou-se ipsis litteris dos fundamentos constantes nas alegações finais do MPF (ev. 544 – item 2.4.), sem fazer qualquer referência de que os estava adotando como razões de decidir, trazendo como se fossem seus os argumentos, o que não se pode admitir”, avalia Paulsen.

Atualmente, o cargo de juiz da Lava Jato em Curitiba é ocupado por Luiz Antônio Bonat, que foi aprovado para assumir o posto em fevereiro, após Moro assumir o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro.

Tribunal anula sentença que condenou Lula no caso do sítio …

 

https://noticias.r7.com › brasil › tribunal-anula-sentenca-que-condenou-lul…

 

15 horas atrás – Desembargadores entenderam que a juíza Gabriela Hardt utilizou argumentos de outras sentenças ao condenar o petista a 12 anos e 11 …

Doria quer enfrentar PCC, mas Polícia Civil sofre sem estrutura e salário 33


Doria quer enfrentar PCC, mas Polícia Civil sofre sem estrutura e salário

Viatura descaracterizada da Polícia Civil atingida por marquise do 68º DP, que despencou - 16.abr.2019 - Rivaldo Gomes/Folhapress

Viatura descaracterizada da Polícia Civil atingida por marquise do 68º DP, que despencou

Imagem: 16.abr.2019 – Rivaldo Gomes/Folhapress

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

13/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Polícia Civil, que investiga o PCC em SP, tem déficit de 15 mil agentes
  • Delegados, investigadores e escrivães têm o segundo pior salário do país
  • Com polícia fragilizada, Doria tenta angariar créditos por enfrentamento ao PCC

Com falta de quase 15 mil homens e mulheres no escopo da Polícia Civil, os agentes da corporação têm que trabalhar dobrado e conviver com delegacias, estrutura e salário sucateados. Enquanto isso, o governador usa a inteligência da corporação investigativa e divulgações de ações ostensivas da PM (Polícia Militar) para afirmar que está agindo contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Em abril deste ano, parte da marquise do 68º DP (Distrito Policial), no Lajeado, zona leste de São Paulo, despencou sobre duas viaturas, uma caracterizada, outra descaracterizada. Em novembro de 2017, o 91º DP, no Ceasa, zona oeste, teve de parar os trabalhos porque o local ficou inundado durante uma forte chuva. Não faltam relatos de delegacias sem estruturas mínimas, como até as que têm falta de papel higiênico.

Nessas condições, a Polícia Civil de São Paulo tem 27.207 funcionários. Um déficit de 14.705 profissionais. Com trabalho muitas vezes dobrado, recebem o segundo pior salário entre as unidades federativas do Brasil, segundo o sindicato dos delegados. A média salarial de um delegado paulista é de R$ 9.888,70. Um delegado de Mato Grosso recebe, em média, R$ 24.451,11. E a média de um investigador ou escrivão em São Paulo é de R$ 3.743,98. Já investigadores e escrivães do Amazonas recebem o triplo.

A assessoria de imprensa pessoal de João Doria afirmou que o governador não iria se manifestar sobre o assunto. Procurada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que o governo encaminhou à Assembleia Legislativa, no último dia 1º, um PL (Projeto de Lei) que prevê reajuste salarial para toda categoria, além de um conjunto de medidas de valorização.

“Somadas, as iniciativas têm um impacto de R$ 1,5 bilhão no orçamento do estado. Paralelamente, a atual gestão autorizou a contratação de mais de 20 mil policiais civis e militares, sendo 5.500 somente para a Polícia Civil. Destes, 2.750 já estão com os respectivos concursos em andamento. Os certames para as demais vagas já estão autorizados e deverão ter início no próximo ano. O governo do estado também investe na aquisição de mais de 8.000 coletes balísticos, armas, viaturas e equipamentos aplicados à inteligência para a Polícia Civil”, pontuou a SSP, em nota.

Em junho deste ano, o governo estadual anunciou que iria reformar 120 delegacias de São Paulo, a um custo estimado em R$ 480 milhões.

No fim de outubro, Doria anunciou reajuste de 5% aos policiais, além de bônus, assistência jurídica, equiparação do auxílio-alimentação e adicional de insalubridade. O aumento, no entanto, frustrou a classe. “São vários os problemas enfrentados como o déficit de funcionários, salários baixos e por exemplo a falta de coletes balísticos aos policiais. São apenas 13 mil coletes dentro do prazo de validade para 28 mil policiais”, disse Raquel Kobashi, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado.

“O valor anunciado está aquém das expectativas, 5% significa pagar a data-base, o reajuste constitucional que deveria ter sido pago em março e não foi. Não representa um aumento. O salário dos policiais civis de São Paulo conta com uma defasagem de quase 50% de reajuste e, somente depois desse acréscimo, seria possível falar em aumento salarial”, disse a presidente do sindicato.

Ainda segundo a delegada, “a Polícia Civil é essencial no sistema de justiça criminal, que se inicia na perseguição do crime, bem como se garante o direito de todos aqueles que são lesados pela criminalidade. Se tais profissionais, que são altamente qualificados, não possuem remuneração adequada e à altura, o povo paulista é quem mais perde”.

Gustavo Mesquita, presidente da Associação dos Delegados de Polícia, complementou que o projeto de reforma da previdência é “extremamente vil e cruel com o funcionalismo público em geral, especialmente com relação à Polícia Civil”.

Para ele, “como se não bastasse o pífio reajuste salarial, dano indícios de que quebrará a promessa de melhor salário do Brasil, exceto DF, o governador sugere uma reforma da previdência cruel contra os policiais”. “Ele não dá valor à palavra empenhada”, complementou.

De acordo com especialistas, o salário baixo influencia diretamente nas mortes de policiais, uma vez de 80% dessas baixas ocorrem quando os agentes estão em folga. Dessas mortes em folga, grande parte ocorre quando o policial está sozinho, armado, trabalhando em um bico não oficial, para complementar a renda.

Segundo Rafael Alcadipani, professor de gestão pública da FGV (Fundação Getúlio Vargas), não existe combate ao crime organizado sem polícias estruturadas e bem remuneradas.

“Infelizmente, a gente vê que isso não está acontecendo. O governador fala uma coisa e espera que ela vire a realidade. A questão do combate ao PCC precisa de um aprimoramento muito mais forte da inteligência policial, uma integração maior das polícias e o governo não está cuidando disso. Muita fala e pouca ação”, afirmou.

“Polícia de respeito” contra o PCC

Investigação da Polícia Civil serviu de base para que o MP (Ministério Público) denunciasse, através da Operação Echelon, em 2018, que o PCC está com atuação mais violenta e se expandindo. A facção já atua em todas as unidades federativas e tem negócios no exterior, em países como Bolívia, Paraguai, Colômbia, México e Itália.

Desde que assumiu o governo de São Paulo, João Doria (PSDB) tenta se valer de decisões judiciais que determinaram as transferências de chefes do PCC, do sistema penitenciário estadual para o sistema federal, como se fosse uma “produtividade policial” fruto de sua gestão. As medidas, no entanto, são resultado de investigações da polícia, do MP (Ministério Público) e de determinações da Justiça.

O promotor Lincoln Gakiya, responsável pelo pedido da transferência da cúpula da facção e considerado o principal investigador do país contra a facção, afirmou que o pedido de remoção foi feito pelo MP e deferido pelo juiz da 5ª VEC (Vara de Execução Criminal) de São Paulo. Segundo ele, não houve ação dos governos federal e estadual na ação.

“O papel do governo federal foi apenas disponibilizar vagas através do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e de organizar a “logística da transferência. Apenas isso. O mesmo se diz do governo Doria, que também apenas auxiliou na logística. O que houve foi apenas cumprimento de ordem judicial. Não cabia a governos federal ‘determinarem’ ou ‘negarem’ as transferências”, afirmou.

Em campanha publicitária veiculada na TV desde setembro e na divulgação das estatísticas criminais, a gestão Doria assume para si a transferência da cúpula do PCC, entre eles, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e do segundo escalão da facção. Na propaganda, ao citar a polícia paulista como “de respeito”, a gestão divulga a medida como ação direta do governo.

Campanha publicitária aponta transferências de líderes do PCC como produtividade da gestão Doria - Reprodução
Campanha publicitária aponta transferências de líderes do PCC como produtividade da gestão Doria

Imagem: Reprodução

De acordo com o governador, o PCC, atualmente, não é nem um décimo do que já foi. A afirmação, no entanto, contraria o que apontam longas investigações da inteligência da sua polícia. Segundo as apurações, avalizadas pelo MP, o PCC cresceu, desde 1993, quando foi fundado por oito presidiários, para aproximadamente 33 mil membros. A facção domina a exportação de drogas no Brasil para Europa, África e Ásia.

Segundo Samira Bueno, diretora-executiva do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), “João Doria está fazendo isso em outras pautas da segurança também. No caso da Polícia Civil, tem a história do enfrentamento ao PCC, mas tem também a questão das delegacias da mulher 24 horas. São duas agendas prioritárias para São Paulo, mas qualquer ação que se pretenda sustentável precisa ser feita olhando para este profissional de segurança, o que não ocorre”.

“A Polícia Civil sofre com baixos salários, falta de concursos e, quando os concursos acontecem, é difícil segurar os novos policiais na organização por muito tempo, pois muitos prestam outros concursos e acabam indo para o que paga mais. Se eu fosse o governador, teria muito cuidado com tudo o que ele está fazendo com a polícia, porque o que ele não precisa é da Polícia Civil em greve. E, se ele continuar pressionando por resultados sem cuidar da organização, ela vai acabar parando”, diz a especialista.

Sem suporte, policial morre mais em suicídios

Em outubro de 2019, a Polícia Civil tinha 27.207 funcionários. Com déficit de 14.705 profissionais. Muitos desses policiais contratados têm que trabalhar dobrado. Esse é um dos motivos, segundo a Ouvidoria das Polícias, para o aumento do estresse do policial, que morre em São Paulo mais por suicídio do que por confronto.

Em 2017 e 2018, 17 policiais civis do estado tiraram a própria vida. Segundo a ouvidoria, trata-se de uma taxa média de 30,3 suicídios a cada 100 mil policiais, por ano —três vezes o índice aceitável pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que considera situação de epidemia a partir de 10 suicídios a cada 100 mil. A taxa de suicídios é seis vezes maior do que a taxa dos mortos em serviço (5 a cada 100 mil).

Apesar de o índice ser alto, a Polícia Civil não tem programa nem suporte para a saúde mental, segundo o ouvidor Benedito Mariano. “Precisa começar do zero na Polícia Civil. O sucateamento dialoga com o estresse do policial, porque tem que fazer o serviço de dois ou três. Existe uma negligência com relação à saúde mental dos policiais civis de São Paulo”, disse.

Rogério Giannini, presidente do CFP (Conselho Federal de Psicologia), afirmou que o índice da Polícia Civil é “alarmante”. “Se a gente olhar na sociedade como um todo, a gente diria que há um sintoma que mostra que algo não está indo bem. E a polícia faz parte desse sintoma”, pontuou.

 

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/11/13/doria-quer-enfrentar-pcc-mas-policia-civil-sofre-sem-estrutura-e-salario.htm

 

Polícia de São Paulo adotará reconhecimento facial em investigações 20

A Polícia Civil cruzará imagens de suspeitos a uma base com rostos de 35 milhões de pessoas

Victor Hugo Silva Por
12/11/2019 às 17h24

Imagem por teguhjati pras/Pixabay

A tecnologia de reconhecimento facial será usada por mais um órgão público. Segundo o Mobile Time, a Polícia Civil de São Paulo adotará a solução em suas investigações para identificar suspeitos em fotos e vídeos de cenas de crimes.

Para identificar as pessoas que aparecem em suas imagens, a Polícia Civil cruzará o material disponível com os rostos dos 35 milhões de cidadãos que possuem algum documento com foto emitido no estado de São Paulo.

A análise será feita pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) ligado à Polícia Civil, com base em uma solução criada pela Gemalto. O uso da ferramenta está previsto em contrato firmado após a empresa vencer uma licitação do governo paulista.

A Gemalto oferece desde 2013 um sistema da Polícia Civil de São Paulo para verificação de impressão digital. A companhia também é responsável pelo sistema de biometria que o governo americano usa em portos, aeroportos e embaixadas e que tem 700 milhões de pessoas cadastradas.

São Paulo investe em outras ferramentas de vigilância

Além da Polícia Civil, o Metrô de São Paulo também terá câmeras com reconhecimento facial. Elas serão instaladas nas linhas 1 – Azul, 2 – Verde e 3 – Vermelha, além dos pátios de trens, e custarão cerca de R$ 58 milhões.

De acordo com O Estado de S. Paulo, o governo deverá instalar até o final do ano, em pontos indicados pela Polícia Militar, 220 novos radares que fazem a leitura de placas de automóveis. Eles se juntarão aos 548 já existentes.

Os investimentos envolvem ainda 208 novos drones silenciosos que não são percebidos por quem está no chão. Ao Estadão, o secretário executivo da PM, coronel reformado Álvaro Camilo, afirmou que eles poderão ser usados em operações especiais em “comunidades”.

As informações coletadas pelos equipamentos serão encaminhadas às bases de dados das Polícias Civil e Militar. E, segundo Camilo, o governo deve adotar mais sistemas de vigilância no futuro. “Estamos buscando empresas que fazem também monitoramento de redes sociais”, afirmou, ainda ao Estadão.

O secretário executivo da PM afirmou que os dados pessoais são usados apenas em investigações e que todos os acessos são monitorados. Ele garantiu que o aparato não oferece nenhum risco à privacidade dos cidadãos.

Grupos defendem proibição do reconhecimento facial

O uso de tecnologias de reconhecimento facial, porém, gera muita polêmica. A cidade de São Franscisco, por exemplo, proibiu equipamentos desse tipo para órgãos públicos, que foram obrigados a receber aprovação para comprar novos equipamentos de vigilância.

Ainda nos Estados Unidos, um grupo defende o banimento de soluções de reconhecimento facial. Entre as críticas, estão o caráter invasivo da tecnologia e a alta taxa de erro, especialmente para identificar negros, mulheres e crianças.

https://tecnoblog.net/314319/policia-civil-sao-paulo-adota-reconhecimento-facial-investigacoes/

Delírios persecutórios do ex-presidente – Bolsonaro desfere tapa na cara do General Mourão: “você deveria ter sido meu vice, e não esse Mourão aí “ 8

Você deveria ter sido meu vice, e não esse Mourão aí, diz Bolsonaro a príncipe

Presidente externou arrependimento em reunião com deputados

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Jair Bolsonaro preferia o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança como seu vice, e não Mourão. Ele externou seu arrependimento nesta terça-feira (12) em frente a todos os deputados presentes na reunião que chancelou sua vontade de criar um novo partido e deixar o PSL.

Segundo relatos, Bolsonaro se dirigiu ao príncipe e disse que tinha uma dívida eterna com ele. Bragança respondeu que não.

Mas o presidente insistiu. Afirmou que Bragança deveria ter sido seu vice, e não esse Mourão aí. le ainda lamentou. Disse que não haveria mais como voltar atrás.

O príncipe confirmou as declarações à coluna e diz nunca ter nutrido um sentimento negativo por ter sido preterido. “Basicamente ele reconheceu publicamente o que estava nos bastidores. Eu entendo que no mundo político há muitas artimanhas, conspirações.”

“O Bolsonaro não precisava de mim para ganhar a eleição. Precisava de alguém que fosse simplesmente leal. Na época, até fiquei aliviado porque ele me liberou para fazer outras coisas.”

Na tarde desta quarta, depois da ampla repercussão da notícia, o príncipe postou no Twitter a seguinte declaração: “O presidente não mencionou o Mourão na conversa com os deputados.”

Advogado de PMs matadores na falta de melhores argumentos, educação  e formação intelectual ataca de forma vil e covarde a intimidade da Promotora 21

Em júri, advogado ataca promotora: ‘quer ser homossexual, vai ser entre quatro paredes’

12/11/19 por Arthur Stabile e André Caramante

Celso Vendramini, ex-PM da Rota e defensor de policiais matadores, fez comentários direcionados a promotora lésbica

Vendramini posa com camisa apoiando o então candidato Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Facebook

“Não tenho nada contra ser homossexual, quer ser vai ser entre quatro paredes, só não fica influenciando as crianças. Esse negócio de movimento LGBT só serve para uma coisa: ir na Avenida Paulista enfiar crucifixo no ânus e na vagina”. Essa fala é do advogado Celso Vendramini durante um júri popular, conforme relatado à Ponte pela promotora do MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo Cláudia Mac Dowell, lésbica, e alvo de ataques do defensor.

Ex-PM da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, considerada a tropa mais matadora da PM paulista), Vendramini defende policiais acusados de execução. Era o que acontecia na sessão do 2º Tribunal do Júri, em São Paulo, nos dias 6 e 7 de novembro. Segundo conta a promotora, o caso envolvia a morte de dois homens suspeitos de roubar uma van, que fugiram da polícia, mas depois foram encontrados no telhado de uma casa em uma comunidade. Os PMs os fizeram descer e os executaram, segundo relatos de uma testemunha.

“O júri era isso, não tinha absolutamente nada a ver com homossexualidade, LGBT+, nada. Se der um Google no meu nome é fácil descobrir que sou assumidamente lésbica, participei de debates no MP sobre o assunto, está no YouTube”, conta Mac Dowell. Enquanto buscava a absolvição de seus dois clientes por matar dois homens que estariam rendidos, Vendramini fez comentários sobre a população LGBT+.

“Já começou a falar que o atual presidente [Jair Bolsonaro, PSL] vai acabar com a corrupção, vai valorizar a família e ‘eu vejo que a promotora tem uma aliança na mão esquerda, ela deve ser a favor da família’. Fiquei quieta. ‘Bom mesmo é o [Vladimir] Putin [presidente da Rússia] que acabou com palhaçada de passeata gay’. Ficou por isso”, contra a representante do MP. O fato ocorreu no primeiro dos dois dias do júri, dividido pela quantidade de testemunhas a serem ouvidas.

O nível das falas caiu mais na etapa final do julgamento. Após todos serem ouvidos (testemunhas de acusação, de defesa, em comum e o depoimento do réu), há o debate, quando defesa (Vendramini) e acusação (Mac Dowell) apresentam seus argumentos aos jurados para buscar a absolvição ou condenação, respectivamente. Segundo Cláudia, “só faltou ele falar da terra plana, de queimadas na Amazônia… Discutir da causa ele não estava. Eu falei da prova”.

Na tréplica, Vendramini disse a frase que abriu a reportagem. “Ele dizia: ‘Por isso eles [LGBT+] são contra a Polícia Militar, esse povo LGBT odeia Polícia Militar porque gosta de fazer esse tipo de coisa. Quer ser homossexual, vai ser entre quatro paredes, só não venham deturpar nossas crianças. Menino tem que vestir azul e menina, rosa’, pejorativamente”, segue a promotora, explicando que também havia falas como “Bandido bom é bando morto, tem mais é que morrer”, “Mulher de bandido é bandida também, tudo bandido”, “Quando eu era policial da rua mandei 50 para o inferno”, que, apesar de “excrescência sem classificação, em tese tem a ver com o que tem sido discutido”.

A promotora explica que manteve-se sem respondê-lo até antes do anúncio da sentença que absolveu os dois policiais das acusações. Foi quando pediu palavra à juíza para incluir oficialmente uma fala sua. “Constou um pequeno extrato na ata, fazia um público agradecimento ao doutor Celso Vendramini por ser tão explícito nesse tipo de pensamento retrogrado, obscurantista, medieval, preconceituoso. Ele mostrava para mim que que eu tinha obrigação, como homossexual e detentora de um cargo de autoridade, de exigir a defesa dos direitos de pessoas como eu”, explica Cláudia.

Segundo a promotora, o sentimento foi de que, como alguém com certo poder na sociedade, era preciso demonstrar uma reação como forma de combater tais atitudes. “Se eu, que estou em uma posição de privilégio, passo por uma situação como essa, o que passarão homo e e transexuais diariamente, que humilhações, violações e obstruções de direitos passam secretamente sem que ninguém lhes dê voz?”, diz, citando a resposta de Vendramini. “Ele cinicamente fez constar na ata que não tinha menor ideia que eu fosse homossexual e que não é contra o ‘homossexualismo’ e que, se um filho dele quisesse ser, sem problema, o problema são as crianças, que tem que poder crescer e fazer a opção delas.”

A profissional explica que nunca havia passado por situação similar em 27 anos como representante do MP, 17 deles atuando diretamente com júris populares. “Os tempos que estamos vivendo hoje, desde a ascensão do [presidente Jair] Bolsonaro, o obscurantismo saiu do armário. Vemos acontecer e, de fato, saiu. As pessoas estão revelando um tipo de preconceito explicitamente que até há pouco tempo se viam minimamente desencorajadas. Tudo bem que o presidente fala, mas como pode alguém falar isso?”, questiona.

Defensor posa com boina preta, exaltando ter feito parte da Rota | Foto: Reprodução/Facebook

“Nunca antes havia sentido como necessidade me assumir. Não escondi, mas não levantava bandeira. Vejo como fui covarde, omissa. Agora precisa, sim, fazer quando vejo um Vendramini falar desa maneira. Como fez Daniela Mercury, Fernanda Gentil, Zélia Duncan, figuras publicas que externaram isso, mostrar, como o beijo da Daniela. Precisa disso? Precisa. Exijo respeito, só isso. Não é privilegio, só respeito”, prossegue.

A APMP (Associação Paulista do Ministério Público), entidade que representa promotores e procuradores de Justiça em São Paulo, emitiu nota de repúdio pelos ataques promovidos por Vendramini. “É inaceitável que uma agente do sistema de Justiça, no cumprimento constitucional de suas funções, sofra qualquer tipo de ofensa. Muito pior quando se configura discriminação relacionada à sua orientação sexual”, posiciona-se. Um ato de desagravo acontecerá no dia 16 de dezembro, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

‘Promotora está com ego machucado’

Ponte ouviu o advogado Celso Vendramini para entender suas falas durante o julgamento. Segundo ele, não houve nenhuma tentativa de ofender Cláudia Mac Dowell e que a promotora teve “um engano, está totalmente delirando dentro de um contexto dela própria”.

“O que falei no tribunal está gravado e pedi para a juíza deixar a gravação à disposição no processo, foi o seguinte: nunca fui contra o movimento LGBT, em hipótese alguma, nada contra. Se meus filhos fossem, aceitaria, mas não concordava com aquelas manifestações na Avenida Paulista, em que pessoas introduziram um crucifixo na vagina e no ânus. Não concordava. Achava que era um abuso muito grande, um crime contra o Código Penal”, detalha, dizendo não saber o motivo da revolta de Mac Dowell. “Falei que se ela concordasse com esse tipo de situação não poderia ser promotora de Justiça porque atentava contra a lei”.

Em entrevista para a Agência Pública, o defensor exalta ter integrado a Rota, diz ter sido absolvido de todas as mortes cometidas em serviço, exaltou ajuda que recebeu do PM aposentado Conte Lopes, exaltou falas do então deputado Jair Bolsonaro e se defendeu de acusações de ser homofóbico. “Quero deixar bem claro que o que eu fiz na televisão não era o que eu pensava. Não sou contra gay, lésbica. Na televisão eles me pediram pra fazer um tipo que hoje me pesa muito na consciência. Eu tava empolgado com a televisão”, disse à repórter Andrea Dip, citando participações em programas do SBT.

Vendramini sustenta que recentes decisões no tribunal do júri podem ser a resposta para as afirmações da promotora, citando a absolvição de seus clientes e de duas outras policiais. “Ela está chocada que perdeu o julgamento, queria condenar e não conseguiu. Está com o ego machucado, infelizmente. Uma promotora não deveria se sentir assim”, afirma o advogado, que sustenta ter citado a população LGBT+ dentro do julgamento como forma de expressar sua opinião aos jurados na tentativa de absolver seus clientes.

“No tribunal de júri temos o direito de falarmos tudo o que nós pensamos ali, existe amplitude de defesa. Só que para algumas pessoas, infelizmente, elas não aceitam quando se fala tudo no tribunal. Temos a liberdade de expressão, como a imprensa também tem, e o advogado e promotores têm. Em momento algum ofendi a pessoa dela ou a comunidade homossexual. Cada um segue seu caminho”, garante o advogado.

Segundo Vendramini, além de aceitar caso os filhos fossem LGBTs, ele possui amigos homossexuais, “um amigo de verdade, irmão meu de coração, não tem essa frescura” e voltou a condenar o ato que envolvia o crucifixo. “Sou cristão, crucifixo para mim é um símbolo cristão. Pega e enfia na buceta e no cu, acha que vou gostar? Por quê fazer isso? Não precisa disso. Dá-se ao respeito que o respeito virá automaticamente, normalmente. A doutora lá está viajando, não sei o que ela está querendo, está tudo gravado”, continua Vendramini.

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Esse é do tipo que usava a farda para , provavelmente, assassinar pessoas gratuita e covardemente…

Absolvido em todos os casos pelo simples fato de a Justiça Militar raramente condenar policial matador. 

Agora, como advogado,  veste a beca para , aparentemente, conforme insinua a matéria acima ,  assassinar a honra e a dignidade das pessoas sob o pretexto da ampla defesa de  homicidas fardados!

E na falta de melhores argumentos, educação  e formação intelectual – conforme se verifica da sua fala – ataca de forma vil e covarde a intimidade da Promotora. 

Cometeu ofensa sim…

Pior: de forma indireta e covarde!

Desonrando a advocacia e a OAB.

Falso policial trabalhou por um ano em delegacia de SP 30

Falso policial trabalhou por um ano em delegacia de SP

12/11/19 por Josmar Jozino

Informante da polícia, Cristiano Alleson Arruda da Silva tinha documento falso de investigador e mesa de trabalho no 90º DP (Parque Novo Mundo)

Documento, arma e equipamentos apreendidos junto do falso policial | Foto: Arquivo pessoal

O falso policial civil Cristiano Alleson Arruda da Silva, 42 anos, trabalhou aproximadamente um ano no 90º DP (Parque Novo Mundo), zona norte da cidade de São Paulo, onde tinha até mesa em uma sala no 1º andar da delegacia.

Na realidade, Silva jamais integrou os quadros da Polícia Civil e era apenas um “ganso” (informante, como se diz na gíria) dos investigadores e delegados do distrito policial.

A farsa de Silva acabou às 7h20 desta segunda-feira (11/11), em Embu das Artes, cidade na Grande São Paulo, quando ele foi preso pelos policiais militares Thiago Carneiro Arruda, 33 anos, e Eduardo Sidney Rodrigues, 37 anos.

Os PMs faziam patrulhamento na rua Itambé, no Jardim Santo Eduardo, quando suspeitaram do ocupante do veículo Hyundai IX 35, branco, com vidros escuros e placas FCR-7667.

O motorista do carro foi abordado pelos militares e se identificou como Cristiano Alleson Arruda da Silva. Ele alegou ser policial civil e apresentou uma carteira funcional em seu nome.

Os PMs acharam o documento estranho, fizeram uma pesquisa via Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) e foram informados de que não havia nenhum policial civil com aquele nome.

Veículo Hyundai IX35 utilizado pelo homem | Foto: Arquivo pessoal

Silva demonstrou nervosismo, mas insistiu em dizer que era policial civil e que deveria estar ocorrendo algum equívoco.

Desconfiados da farsa, os PMs o algemaram e, durante revista no Hyundai, encontraram uma pistola Taurus, calibre .40, com numeração raspada, carregada com 11 cartuchos.

No porta-malas do veículo havia um colete à prova de balas, com símbolo da Polícia Civil, além de um rádio HT de comunicação. No porta-luvas foi encontrado um distintivo metálico da Polícia Civil.

Os policiais militares apuraram também que o veículo dirigido por Silva estava com as placas adulteradas e que o carro era produto de roubo. Os documentos do automóvel eram falsificados.

Silva foi levado para o 1º Distrito Policial de Embu das Artes. Na delegacia foi constatado que o Hyndai havia sido roubado em 15 de março de 2017 na área do 49º Distrito Policial (São Mateus), zona leste da cidade de São Paulo.

O delegado Francisco José Videira autuou Silva em flagrante pelos crimes de posse e porte ilegal de arma, receptação, uso de documento falso, falsa identidade e usurpação de função pública.

Nos bastidores da Polícia Civil, os comentários são de que Silva “trabalhou” por um ano no 90º DP, na sala dos investigadores, e saiu de lá recentemente, após a mudança do delegado-titular e da chefia dos investigadores.

Há rumores também de que Silva chegou até a ser filmado por emissoras de TV, carregando presos na delegacia, durante entrevista coletiva sobre prisões de criminosos.

Fábio Paes Dominici, advogado do falso policial civil, afirmou à Ponte que não iria se manifestar sobre a prisão de Silva para não prejudicar a defesa de seu cliente.

Procurada pela Ponte, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, liderada pelo general João Camilo Pires de Campos, nesta gestão de João Doria (PSDB), afirmou, por meio de nota, que “a Polícia Militar prendeu, em flagrante um homem, de 42 anos, por se passar por policial civil, na manhã desta segunda-feira (11), em Embu das Artes” e que “um carro roubado e outros objetos foram apreendidos”. Segundo a nota, “a Polícia Civil esclarece que a unidade não tem conhecimento sobre a pessoa citada”.

Atualização às 16h33 de terça-feira (12/11) – modificada para incluir posicionamento oficial da SSP

Falso policial trabalhou por um ano em delegacia de SP

Operação Guaianases combate a criminalidade no centro de São Paulo 4

Operação Guaianases combate a criminalidade no centro de São Paulo

Policiais civis tiveram o objetivo de reprimir furtos, roubos e receptação de celulares, além do tráfico de drogas

Qui, 07/11/2019 – 11h08 | Do Portal do Governo

Por meio da 1ª Delegacia Seccional de Polícia e o 3° Distrito Policial (Campos Elíseos), a Polícia Civil da capital autuou oito pessoas por de tráfico de entorpecentes, receptação, associação criminosa, corrupção de menores e uso de drogas, durante a Operação Guaianases, deflagrada no centro de São Paulo nesta quarta-feira (6).

A iniciativa teve como o objetivo coibir os crimes contra o patrimônio e o tráfico de drogas na região. As atividades foram realizadas após trabalho investigativo e de inteligência, inclusive com apoio da Polícia Militar, permitindo a obtenção de imagens que comprovam os delitos e identificam os respectivos autores.

Para coordenar as atividades, foram mobilizados 50 agentes operacionais, com apoio de 15 viaturas, além de cinco escrivães e dois delegados. Ao todo, 62 pessoas foram conduzidas ao distrito.

Também auxiliaram nos trabalhos policiais civis da Equipe de Intervenção Estratégica (EIE), equipes do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) e do Instituto de Criminalística (IC), de modo a agilizar os trabalhos de polícia judiciária

Policiais civis de SP são presos sob a suspeita de proteger carregamento de maconha 43

Dupla usou viatura oficial da instituição; PMs encontraram a droga em fundo falso de caminhão

São Paulo

Dois policiais civis de São Paulo foram presos, na madrugada desta quinta-feira (7), sob a suspeita de escoltar um carregamento de maconha estimado em cerca de uma tonelada.

A prisão ocorreu entre as cidades de Castilho e Andradina, próximas à divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul.

PMs contam tabletes de maconha escondidos em fundo falso de caminhão escoltado por policiais civis
PMs contam tabletes de maconha escondidos em fundo falso de caminhão escoltado por policiais civis – Paparazzi News

Uma equipe da Polícia Militar localizou a viatura da Polícia Civil parada próxima de um caminhão amarelo no acostamento da rodovia Marechal Rondon (SP-300).

Questionados pelos PMs, os policiais civis disseram que trabalhavam na capital paulista, mas estavam na região colhendo provas para uma suposta investigação.

Ao ser consultada, a Delegacia Secional de Andradina informou desconhecer a operação oficial descrita pela dupla.

Os policiais militares, então, revistaram o caminhão suspeito e encontraram a droga dividida em tabletes, além de uma espingarda calibre 12 escondida num fundo falso da carroceria do veículo.

Os dois policiais civis e mais dos suspeitos foram detidos no local e levados à delegacia de Andradina, juntamente com o caminhão e o entorpecente apreendidos. 

Em nota, a secretaria de Segurança Pública da gestão Doria (PSDB) informou que os suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Em paralelo, a Corregedoria da Polícia Civil vai investigar a conduta dos policiais envolvidos no crime.